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segunda-feira, junho 06, 2016

Memórias

Com o apoio da Câmara Municipal de Évora, realizar-se-á uma exposição de homenagem ao trabalho de Carlos Tojo, sob o lema Évora – 30 anos de Património Mundial.
Este momento especial e de enorme significado terá lugar durante a Feira de S.João, no Palácio D. Manuel, entre os dias 23 e 03 de Julho.

segunda-feira, abril 04, 2016

Uma janela

Um dia, que eu acredito virá, você visitará a minha Évora no Alentejo e vai ficar abismado com tanta monumentalidade e beleza. Verá janelas como esta e ficará postado...

domingo, dezembro 20, 2015

Dupôndio

O dupôndio é uma moeda, possìvelmente de cobre, cunhada a partir de 12 a.c. com a permissão expressa do Imperador Romano Augusto.
A foto é de uma dessas moedas, de um colecionador alentejano, e das quais não existem mais que duas dezenas, actualmente, com as legendas totalmente visíveis. Esta moeda refere-se à cidade de Évora.
Legendas: "Permissy.Caesaris.PM" e "Liberalitatis IVL.Ebor."

segunda-feira, abril 06, 2015

Festejar a Páscoa

Os crentes festejam, religiosamente, o Domingo de Páscoa, mas o grande dia dos eborenses da minha geração era a “Segunda-feira de Festa”, feriado municipal, em que tinha lugar uma celebração de raiz popular. Numa tradição vinda dos avós, muitas famílias de Évora comiam o assado no Alto de São Bento, uma colina de granito, arborizada e fresca, a cerca de 2 km das Portas da Lagoa, na direcção de Arraiolos, onde, há mais de 3000 anos, existiu um castro da Idade do Ferro. Reminiscência pagã, a anunciar a primavera, esta romaria popular, no dia a seguir ao Domingo de Páscoa, não tinha deuses nem santos. Para mim e para a maioria dos que ali confraternizavam, São Bento era apenas o nome de uma pequena elevação do terreno com três ou quatro moinhos abandonados e em ruína.
Seguras com pedras, para que o vento as não levantasse, as toalhas brancas eram mostruários das muitas e variadas confecções ao dispor e regalo da família e de um ou outro que passasse ou se juntasse ao grupo. Dessas confecções, ficaram-me na memória o ensopado trazido de casa feito e aquecido ali em flume de chão improvisado com pedras, o borrego com ervilhas, a costeletas panadas, o coelho frito, as filhoses, os pasteis de grão, a enxovalhada e outros bolos caseiros. Mas havia sempre uma iguaria comum a todas, própria desse dia. Era o assado, ou seja, a perna de borrego tostadinha, com batatinhas novas e muita cebola, em assadeira de barro queimada pelo forno de lenha. Como acompanhamento havia, por tradição, salada de alface muito segadinha.
Os meus pais não apreciavam estas festanças de comezainas, com muito pó, muitas moscas e bebedeiras à mistura. Mas eu sempre gostei e muitas foram as vezes em que, adolescente, passei esse dia no Alto de São Bento, saltando de chaparro em chaparro ou, o que é o mesmo, de família em família, saboreando o que de muito bom por lá havia. Os mantimentos e o vinho para um dia inteiro eram propositadamente abundantes a contar com os muitos amigos, que sempre apareciam de mãos nos bolsos. Havia quem levasse música em grafonola de dar corda, permitindo baile e animação até às tantas.
O Nem eu nem o povo aqui em festa sabíamos que dois anos depois da conquista de Évora, em 1165, por Geraldo Geraldes, o Sem Pavor, e do foral que lhe foi dado por D. Afonso Henriques, se erguia, no sopé desta colina, uma pequena ermida dedicada a São Bento. Frade italiano nascido no ano de 480, em Núrsia, foi o fundador do monaquismo ocidental e o criador da Ordem Beneditina, organização religiosa que alude ao seu nome. Mais de um século depois, em 1274, nascia sobre esta ermida o convento de São Bento de Castris, da Ordem de Cister, uma das mais antigas instituições religiosas femininas. Fundado, por D. Urraca Ximenes, este local tornou-se motivo de peregrinação que o tempo fez esquecer como tal, mas que permaneceu como pólo de confraternização popular.
Também não sabíamos que este local ficou na história de Portugal, durante a revolução de 1383-1385, conduzida pelo Mestre de Avis. À época, era abadessa do convento Dona Joana Peres Ferreirim (dama da família de Dona Leonor Teles, rainha a quem o povo cognominou de Aleivosa). Segundo Fernão Lopes, a infeliz religiosa, que se escondera na Sé Catedral, durante os tumultos, foi encontrada e arrastada pela multidão, até à Praça do Geraldo, onde morreu às mãos do povo.
Logo pela manhã partiam, uns a pé, outros em carroças, carregadas de cestos, garrafões, mantas e cadeirinhas, para ali se instalarem o dia todo, à sombra de uma azinheira ou de um sobreiro. Pela encosta da colina virada para a cidade fervilhava a animação. Cada árvore, uma família.






António Galopim de Carvalho

quarta-feira, abril 09, 2014

Família Trindade

Com o mesmo orgulho que o meu filho mostra o livro da escritora Gabriela Ruivo Trindade, eu mostro a foto dele na cidade de Évora.
A escritora, descobrimos, tem laços de parentesco connosco e é de Estremoz, como ele e eu...
Mais tarde escreverei neste espaço uma crónica mais abrangente. Aguardem!...

sexta-feira, novembro 29, 2013

O Tijolo

Quem, na sua juventude, nunca marcou o seu nome com um canivete no tronco de uma árvore? Ou um coração com a flecha do Cupido e o seu nome e o do seu amor? Também nas paredes ou qualquer outro lugar? Acho que todos nós fizémos isso pensando ficar naquele lugar um registo para a posteridade, ignorando que com o correr do tempo tudo se apagaria. Mas, nem tudo o vento levou...
Há 53 anos era assim e eu assinalo esta data exacta porque foi precisamente nos meus 15 de idade, em 1960, que eu esculpi o meu nome num tijolo do muro de um jardim da cidade onde morava -- Évora (Portugal).
Pela sequência das fotos que ilustram a postagem temos o Jardim Diana com o templo romano do mesmo nome ao fundo. Depois uma escultura em mármore encimando o chafariz. Atrás desta está o muro extenso que limita o jardim. Um muro com os tijolos do parapeito sem reboco. E num desses tijolos lá está, ainda, o meu nome "Cláudio" resistindo às intempéries. Vê-se perfeitamente legível na imagem.
No passado Verão europeu voltei a Évora e lá passei 3 meses. Alguns dias parei por ali olhando lá de cima o estender da cidade e matando a sede no barzinho do jardim. Mil pensamentos, recordações e emoções vivi.
Um dos pensamentos foi num dos momentos em que olhava para aquele tijolo. Incriminava-me eu próprio por ver aquilo hoje como um desrespeito para com a coisa pública e a marcação nas árvores como um atentado contra a Natureza. Sei que nos dias de hoje se fazem coisas muito mais graves e de maiores proporções, desde as pixações ao quebra-quebra. Porém, apesar dos pesares, lá está mais uma marca na cidade-museu e só eu sei o quanto de história aquele tijolo transpira...


terça-feira, agosto 13, 2013

A sova

Ano de 1956. Minha mãe mudou-se, comigo e meu irmão, de Estremoz para a casa de meus tios em Évora. Tinha eu naquela oportunidade 11 anos e  fôra aprovado no exame de admissão ao ensino secundário.
Travessa de Mahomud era o nome daquela rua onde fômos morar. Um nome esquisito e muito estranho mas que decifrei no decorrer dos tempos, à medida que sentia na cidade os ares romanos, lusitanos, mouros, judeus, enfim. Évora oferece-nos testemunhos de tudo isso e jamais conseguiremos ficar indiferentes aos mesmos.
Em Estremoz vivi a minha infância com uma certa liberdade, de algum modo vigiada, mas sem as amarras dos tempos modernos. Reconheço, hoje, que era realmente livre como os passarinhos. Andava por todos os cantos da cidade e subúrbio da mesma. Tinha muitos amigos por aqui e por ali, mas sempre concentrados num certo perímetro à volta da minha casa. Fóra desse perímetro, havia outros grupos e muitas vezes as brigas entre eles eram inevitáveis. Eram as gangs de antanho...
Tudo o que aqui escrevo agora foi rascunhado nos tópicos enquanto almoçava num pequeno restaurante no Largo de Avis em Évora. Já não é a primeira vez que ali vou, mas em virtude do lugar onde me sentei, a vista externa era exactamente o jardim e a fonte daquele Largo, algo que não acontecera das outras vezes. E aquele jardim tem história... Acredite-se, foi a única vez na minha já longa vida que apanhei uma sova de estranhos, de alguém que não os meus pais. E porquê? --- Afinal eu sempre fôra um rapazinho bem comportado e pouco ou quase nada briguento; só me defendia quando atacado...
Pois é! Naquela mesa do restaurante, enquanto esperava ser servido, lembrei-me que saira de casa naquele dia de tempos longínquos para conhecer o terreno e sentei-me ali num dos bancos do jardim.
Às tantas senti-me cercado por um grupo de rapazes da minha idade e o que parecia ser o líder logo me perguntou: Robin ou Morcego? --- Caraco! Eu nem sabia o que significavam aqueles nomes e nem o contexto em que os mesmos se enquadravam. Assim, o que me soou mais agradável, o Robin, eu respondi. E de imediato comecei a apanhar de todos eles, até que se fôram embora felizes às gargalhadas. Então, compreendi que eles eram os Morcegos. E não demorou muito para que eu conhecesse os Robins e por estes ser aceite no grupo, depois que lhes contei a minha desgraça...
Pode até parecer meio estranho, mas só alguns anos mais tarde é que eu vim a saber que Morcego era o Batman (versão portuguesa) e Robin o seu fiel companheiro...
Tudo porque na minha infância jamais tivera acesso a revistas de histórias em quadrinhos e tal só me foi possível quando comecei a frequentar aquela que é uma das mais completas bibliotecas de Portugal e das mais ricas do Mundo, a Biblioteca Municipal de Évora.

sábado, abril 20, 2013

O Alentejo no Mundo

Aperitif o’clock in Evora’s main squareWalking on air in the Alentejo


Olive groves, vineyards, ancient terracotta-toned towns... The Alentejo region is Portugal’s answer to Tuscany

 Terracotta-tiled farm buildings flashed past as I pushed the whining hire car eastwards. Vines whipped by in long, green regiments. The landscape was the kind you find in those relocation programmes, where couples exchange life in Grimsby for a russet-tiled pile among lemon trees in the continental sunshine. The road ahead was arrow-straight and my wound-down window let in a cool breeze. Only another 30km and I could take my place at a table laden with cheese, olives, crusty bread and cold wine. My foot, I noticed, was pressing the accelerator a little harder…

Whether it’s holiday plans or the big retirement scheme, at some stage we’re all longing for it: that vintage slice of the beautiful south. The classic is Chiantishire, but at regular intervals, some less-visited spot with hills carpeted in olive trees and a reasonably priced wine industry will claim to be ‘the New Tuscany’. We’ve got to know .........................................................................................

To see the full article you need to subscribe  Sunday Times

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

A Janela

Contrariando uma tendência, hoje começo esta crónica já com título. Acho que pelo simples facto de  a maior parte da história se ter desenvolvido a partir de uma janela.
É a mesma janela cujas grades aparecem na primeira foto desta postagem. As outras duas imagens foram feitas a partir do mesmo andar do edifício e eu só as coloco para darem uma melhor ideia do local. Era um andar com três sacadas para essa Praça do centro da cidade de Évora --- a Praça de Sertório.
Ao lado esquerdo vê-se a actual Caixa Geral de Depósitos (antigo Banco Nacional Ultramarino); no topo, ao fundo, a Igreja do Salvador Velho; do lado direito, o edifício da Câmara Municipal. Não aparecendo nas imagens, mas ponto principal da história, ao lado da igreja fica o edifídio dos Correios.
Nos idos de 1965 e 1966 eu tinha de vinte para vinte e um anos de idade e trabalhava numa daquelas salas como escriturário no então "Escritório de Advogados Camarate, Azevedo e Rapazote". Trabalhava bastante e quase saía fumaça daquela máquina de escrever que não parava o dia inteiro... De entre outras experiências aproveitadas, a de dactilógrafo foi-me muito útil e o é até hoje no teclado do computador. Ali, também decorei muitas frases de latim que me incentivaram a um superficial estudo da língua, mais especìficamente na parte etimológica da língua portuguesa.
Mas... com quase vinte e dois anos, eu jamais tivera uma namorada. Não que não desejasse uma, mas porque a minha timidez não cabía em mim. Fazia tudo para pedir namoro às garotas, mas na hora H eu não conseguia nem ao menos me aproximar...
Quatro lindas raparigas estiveram nas minhas preferências e com quase todas se passou a mesma coisa. Falarei de cada uma noutras crónicas que aqui pretendo escrever, pois que cada caso foi um caso, com o mesmo tipo de fulcro mas de forças e resistências diferentes. Hoje só me lembro do nome de duas das personagens que passaram por esse estágio da minha vida. Da que faz parte da crónica de hoje eu não me lembro. Chamá-la-ei de Désiré --- algo muito desejado na língua fracesa...
Désiré era estagiária nos Correios. Esse estágio demorava alguns meses, não me lembro quantos, e depois cada uma das estagiárias era alocada em algum lugar do país. Esse controle eu tinha, pois todos os dias lia o então "Diário do Governo" (hoje "Diário da República"), no qual eram publicadas todas as matérias referentes a concursos públicos e estágios.
Todos os dias pela manhã Désiré passava sob a minha janela quando se dirigia aos Correios. À tarde fazia o percurso inverso. Eu ficava na sacada vendo ela passar com seu ar gracioso. Era uma moça um tanto ou quanto frágil, mas muito bonita. E tenho a certeza que ela percebia a minha presença.
Esse interesse avivou a minha habilidade de pesquisador e, dentre outras coisas, vim a saber que ela era do Ameixial, uma Freguesia da minha cidade de Estremoz. Epa! éramos conterrâneos e, por isso, efervesceu mais o meu interesse por Désiré...
Coloquei em campo a minha irmã que morava em Estremoz e que conhecia todo o mundo. Nem sei se ela chegou a comentar alguma coisa com a moça, pois sempre gostou de meter o bedelho nessas transas, principalmente sabedora que era do quanto eu era tímido. É possível, até, que eu desejasse isso mesmo, como uma pequena alavancagem na minha empreitada. Mas acho que isso não aconteceu e agora também é impossível saber. A não ser que alguma vez haja um contacto com Désiré.
Sabendo que ela era do Ameixial e que passava todos os fins de semana em casa, fui saber os horários da automotora que fazia a ligação ferroviária entre Évora e Estremoz.Consegui, pois todas essas coisas eu conseguia...
Todas as segundas-feiras eu saía de casa cedinho e caminhava pela arcada em direção à Estação dos Caminhos de Ferro. E todas as segunfas-feiras Désiré caminhava da Estação em direção à arcada. Inevitàvelmente nos cruzávamos em algum ponto desse trajecto. À distância os nossos olhares se fitavam e quando ao lado um do outro passávamos eles se cruzavam parecendo querer dizer algo que jamais foi dito por palavras.
Dali a pouco nos olhávamos nòvamente quando eu já estava na janela do meu emprego e Désiré passava a caminho dos Correios. E todos os dias a Praça do Sertório assistia à nossa silenciosa troca de olhares. E nas segundas-feiras aquela mesma cena. E assim por mais de um ano.
Foi um namoro jamais declarado e silencioso. Um diálogo de surdo-mudos.
Na última vez que estive em Évora, em 2011, dirigi-me algumas vezes à Caixa lá na Praça de Sertório e nalgumas dessas oportunidades sentei-me por ali olhando para aquelas janelas. Lembro-me que passei muito templo nessa contemplação de saudade e a memória viajou por grandes distâncias de mil recordações. Désiré fez parte desses momentos também e, para mim, será eterna. Se ela fôr internauta, como eu, talvez leia a minha crónica e assim tenha confirmadas e esclarecidas as suas deduções e dúvidas de antanho.

segunda-feira, agosto 06, 2012

Amadorismo Olímpico

Ao mesmo tempo em que digito as linhas que compõem esta crónica, ainda correm na tela da tv imagens da premiação dos medalhistas olímpicos na prova de argolas na ginástica.
O campeão foi o brasileiro Arthur Zanetti, um jovem que palmilhou uma carreira muito difícil.
Neste exacto momento ele, Zanetti, está dando uma entrevista à reporter da Record e vejo na simplicidade e fluência das suas palavras, na sua alegria e postura, na sua modéstia, algo que vai cativar muito o povo brasileiro e, finalmente, fazer com que este pense muito sériamente na educação física e desportiva no Brasil e comece a pressionar os seus governantes para que desenterrem a enorme capacidade e competência de futuros atletas.
Fiquei muito emocionado, comovido, com estas imagens e até a interpretação do hino brasileiro me humedeceu os olhos. Isto não só porque quarenta dos meus sessenta e sete anos de idade foram e estão sendo passados no Brasil, mas também porque a ginástica olímpica e o atletismo fazem parte da minha vida.
Na década de sessenta o Lusitano Ginásio Clube (de Évora) que até então fizera parte do futebol de elite em Portugal, mantendo-se por muitos anos na primeira divisão, começava a decair. Já na segunda divisão, tinha grandes dificuldades para manter em dia o pagamento dos salários dos seus jogadores.
Pela capacidade e interesse que eu sempre demonstrara nas aulas de educação física do curso secundário da Escola Industrial e Comercial de Évora, fui convidado a participar das classes amadoras de atletismo e ginástica do citado clube e aceitei.
No atletismo, nunca tinha visto aqueles sapatos especiais com uma espécie de prego no solado para agarrar bem ao solo e jamais havia tocado um dardo, peso ou martelo. Na ginástica, a classe especial de mesa alemã, a barra fixa, cavalo de arção e as argolas eram também uma novidade. O Presidente do clube, senhor Nunes, era gerente bancário na cidade e se entregara de coração a essas actividades e tudo ele pagava do seu bolso. Puro amadorismo!
Especializei-me nos saltos da mesa alemã, argolas e nos 100 metros rasos. Eu tinha grande poder de elevação, muita força e muitíssima velocidade.
O atletismo durou muito pouco tempo. Não passou de um ano. Ainda tentei participar do mesmo no Juventude, clube rival, mas não me aceitaram exactamente por causa da burrice dessa rivalidade... Assim, continuei na ginástica do Lusitano até ingressar nas fileiras do Exército e, após os quatro anos do cumprimento obrigatório dessa missão, nada mais de tudo aquilo existia. Foi bom enquanto durou.
Até aos dias de hoje eu continúo apaixonado pela ginástica olímpica e pelo atletismo. Sempre que posso assisto a algumas exibições ou competições. E nas Olimpíadas deixo de assistir a muita coisa aguardando a vez dessas especialidades.
Às vezes eu vivo a coisa tão intensamente que parece haver dentro de mim, ainda, a capacidade de fazer igual ao que estou vendo. Sei, porém, que na primeira tentativa haveria fisgada nos músculos meio fácidos, nos nervos meio atrofiados e quebra dos ossos desgastados...