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quinta-feira, junho 25, 2020
quarta-feira, março 18, 2020
sexta-feira, março 13, 2020
domingo, março 01, 2020
terça-feira, fevereiro 18, 2020
quinta-feira, janeiro 30, 2020
Alentejo
Monsaraz
Évora – Joe Price
Monsaraz – Guiz
Monsaraz e o Alqueva
Marvão – José Flacho
O
Alentejo continua nas bocas do mundo e desta
vez foi um prestigiado
site inglês que o
visitou e elogiou, especialmente por causa da região
do Alqueva. O Lago do
Alqueva, o maior lago artificial da Europa, é
considerado como um paraíso
aquático onde se pode ter aulas de vela
e fazer um calmo passeio de barco. O
portal inglês AOL elegeu o
Alentejo como uma alternativa maravilhosa para fazer
turismo.
A Amieira Marina,
situada no Lago Alqueva, e a cidade de Évora merecem
destaque sobretudo pela
sua beleza e tranquilidade. Com uma população
de apenas 700 mil habitantes, a
região alentejana é vista como uma
opção diferente do habitual destino favorito
dos britânicos: o Algarve.
A jornalista Melinda
Rogers destaca ainda a “abundância de paisagens
fascinantes” e a renovada
aldeia da Luz, cujo território foi submerso
pelas águas da Barragem do Alqueva
em 2002. Aldeia da Luz e Reserva
Dark Sky cativam jornalista. “A reconstruída
aldeia da Luz é uma
surpresa” e tem um “museu fascinante” onde, através de uma
exibição
de fotografias dos habitantes, se pode conhecer o antes e o depois de
a água ter invadido a pequena vila.
“Moinhos de vento e
até mesmo um castelo estão agora submersos nas
profundezas do Lago, o sonho de
qualquer mergulhador”, escreve
Melinda. Também a vila de Monsaraz foi alvo de
elogios por “ter incríveis
vistas panorâmicas sobre toda a região”.
Ainda no Alqueva, a
reserva Dark Sky cativou a jornalista britânica que
“através de telescópios de
alta tecnologia emprestados pelos hotéis da
região” ficou “surpreendida por ser
capaz de ver os anéis de Saturno
como se entrasse dentro deles”.
Évora,
considerada património da UNESCO, é retratada como uma “grande
mistura de
ruínas romanas, medievais, paredes a desmoronar, estruturas
megalíticas e até
palácios do século XVII”. Aqui a principal atracção foi
a cortiça, “vai
encontrar sacos de cortiça, tapetes, carteiras, chapéus e
roupas… até há um
vestido de noiva”.
A visita a Évora
terminou na Capela dos Ossos, que foi considerada um
dos locais mais
“estranhos” que a jornalista britânica já visitou. Na
conclusão do artigo,
Melinda Rogers afirma que “o estilo de vida calmo,
a história fascinante, as
belas paisagens, o céu estrelado e a tranquili-
dade dos habitantes tornam o
Alentejo um lugar inesquecível e traz uma
agradável mudança dos habituais
destinos mais turísticos da Europa”.
segunda-feira, outubro 14, 2019
Aeroporto de Beja
Um país pequeno, mas rico em vias de comunicação terrestres, na generalidade. Não pode desprezar um aeroporto a cerca de 150 km da capital e 100 da principal zona turística, Algarve.
Queremos Beja a funcionar a 100%...
Alentejo também é Portugal
domingo, agosto 04, 2019
domingo, julho 07, 2019
O Berço
Esta é a minha cidade natal. Estremoz (Alentejo). Mundialmente conhecida por participação importante na história de Portugal, pelos mármores, arte barrística, vinhos e celebridades como eu... Nesse cinturão de muralhas medievais eu nasci. Bem guardado, protegido, como os Reis.
segunda-feira, julho 23, 2018
sexta-feira, julho 20, 2018
Aeroporto Internacional de Beja
Maior avião do mundo aterra em Beja
na estreia em Portugal
A portuguesa Hi Fly adquiriu
recentemente um gigante da Airbus, o A380. O primeiro aeroporto português a
recebê-lo será Beja, já na próxima semana, mais exatamente dia 23 de Julho.
A portuguesa Hi Fly dedica-se a
"emprestar" aviões (wet lease) e reforçou recentemente a frota com
dois gigantes da Airbus, do modelo A380. Um estará em Beja, apurou o Negócios.
O aeroporto alentejano vai ser desta forma o primeiro em território nacional a
receber a aeronave, que é considerado o maior avião de passageiros do mundo.
A Hi Fly está esta sexta-feira com o
A380 em Farnborough, no Reino Unido, no âmbito de um evento de referência para
a aviação, o Farnborough Air Show. A companhia vê nesta presença uma
"oportunidade para apresentar a mais recente aquisição à indústria".
No passado dia 6 de Julho, a Hi Fly
tornou-se a quarta companhia europeia, depois da Lufthansa, Air France e
British Arways, a incluir um A380 na sua frota, avançou na altura o Correio da
Manhã. Em âmbito global, é a 14.ª a operar a aeronave, e a primeira a fazê-lo
em regime de wet lease. A aquisição, cujo montante envolvido não foi revelado,
realizou-se através da subsidiária da Hi Fly em Malta.
O A380 da Hi Fly tem uma capacidade
para 471 passageiros distribuídos por três classes. No piso principal há espaço
para 12 lugares de primeira classe e 311 de classe económica. Já o piso
superior terá 60 lugares de classe executiva e 88 de económica. Numa
configuração de alta densidade, este avião poderá transportar até 853
passageiros. O avião tem ainda a particularidade de estar decorado com uma
"mensagem" que se insere na campanha “Salve os Recifes de
Coral", da Fundação Mirpuri. De um lado, um azul escuro com corais
destruídos e do outro um azul claro, a simbolizar o oceano imaculado, pedem a
sustentabilidade dos mares.
O Airbus A380 pode transportar mais
de 800 pessoas quando é configurado apenas para classe económica.
A Hi Fly, sediada em Lisboa, opera
uma frota de 15 aeronaves Airbus em regime quase exclusivo de ‘wet lease’ –
fornecimento de aviões com tripulação, manutenção e seguros. Entre os clientes
da Hi Fly encontram-se a TAP, Corsair e Norwegian.
Contactada, a companhia não se
pronunciou de imediato, a tempo da publicação do artigo. Aeroporto de Beja pede
mais.
Em declarações à rádio Voz da Planície,
que avançou em primeira-mão com a "visita" do A380 a Beja, Bruno
Ferreira, do Movimento Beja Merece+, afirma que o acolhimento do A380 prova a
capacidade do aeroporto de Beja, e aproveita para reclamar melhores acessos
terrestres para o mesmo.
Há apenas dois dias, também o
PCP/Alentejo insistia num comunicado enviado à agência Lusa que é importante a
"potenciação" deste aeroporto numa altura de saturação e esgotamento
para os outros aeroportos nacionais.
Nos primeiros três meses do ano, Beja
só recebeu 29 passageiros, avançou o Expresso, sendo que em Fevereiro este
aeroporto recebeu a visita de um único passageiro. Dado o congestionamento em
Lisboa, já estão a ser transferidos desde Junho para este polo alentejano, voos
com destino às Canárias que deviam partir da capital.
Ainda no início deste mês, foi
anunciado que o Governo e ANA vão unir esforços para promover aeroporto de Beja
junto dos operadores turísticos. Vai ser lançada uma campanha que procura
atrair operadores que organizam viagens ponto a ponto para Beja, oferecendo a
competitividade da infra-estrutura já a partir do próximo Verão IATA.
O ano passado, a ANA, concessionária
do aeroporto de Beja, assumiu que este serve quase só para estacionamento e
manutenção de linha de aviões de algumas companhias aéreas. Isto, quando o
valor do investimento ascendeu aos 33 milhões de euros e foi inaugurado há sete
anos.
Todos os restantes aeroportos
nacionais não têm capacidade para receber aparelhos com a envergadura do A380.
Tal só deverá ser possível em Lisboa a partir de 2021, ano previsto para a
conclusão das obras de adaptação do aeroporto Humberto Delgado.
In https://www.jornaldenegocios.pt
quarta-feira, julho 11, 2018
quarta-feira, julho 04, 2018
terça-feira, junho 12, 2018
quinta-feira, novembro 02, 2017
terça-feira, maio 23, 2017
Madona em Portugal
Depois de passar a última semana em Lisboa, a cantora pop Madonna aproveitou esta segunda-feira para visitar o Alentejo, e parar em Beringel onde juntamente com os filhos partilhou a roda de oleiro com António Mestre. Este ficou bastante surpreendido com a visita mas ainda mais com a habilidade de Madonna a trabalhar as peças de de barro. O entusiasmo foi tanto que a cantora e o mestre Oleiro irão em conjunto criar uma fábrica de peças para exportar para todo o mundo.
domingo, abril 23, 2017
domingo, abril 02, 2017
segunda-feira, dezembro 26, 2016
Arqueologia no Alentejo
Mas subsistia uma lacuna: a população das aldeias de Beja, que durante
anos olhou à distância o trabalho de dezenas de arqueólogos envolvidos nos
trabalhos do PMIPA, comentava com frequência: “Eles chegam, retiram e levam e
nós sem saber o que é que eles andam a fazer.” Foi este lapso de informação que
Miguel Serra procurou, em parte, reparar, transmitindo o conhecimento histórico
acumulado entre 1995 e 2016 através da iniciativa “12 Lugares, 12 Meses, 12
Histórias — A Idade do Bronze na região de Beja”, organizada pela Câmara de
Beja em parceria com a empresa de arqueologia Palimpsesto.
Assim, entre Janeiro e Dezembro de 2016, uma vez por mês e sempre a um
sábado, foram programadas para as 12 freguesias do concelho de Beja percursos
pedestres, que variaram entre os 4,5 e os 14,5 quilómetros. Os itinerários
escolhidos contemplaram alguns sítios onde houve alguma descoberta arqueológica
de artefactos da Idade do Bronze, para além da observação e interpretação da
paisagem.
Na véspera de cada caminhada, à noite, era realizada na sede das juntas
de freguesia uma conferência sobre os sítios arqueológicos identificados no
local, e datados de entre o ano 2000 e 800 a.C.. “Tivemos conferências com meia
dúzia de pessoas e outras com dezenas de participantes, quase sempre marcadas
com debates intensos que se prolongavam durante horas”, refere o arqueólogo.
Ficou patente o desconhecimento sobre os resultados das pesquisas arqueológicas
relativas à Idade do Bronze realizadas nas 12 freguesias. Com efeito, a
informação recolhida “não tem sido divulgada para além de relatórios técnicos”,
acentua Miguel Serra. Uma situação que quis mudar.
Este esforço de transmissão de conhecimento acabou por recompensar os
dois lados porque, durante as discussões, surgia, por vezes, a indicação de
vestígios arqueológicos que a população conhecia há muito e que tinham sido
encontrados, na maior parte das vezes, no decorrer de trabalhos agrícolas.
Com estas visitas, cresceu a sensiblização e tornou-se recorrente o
desejo de ver parte do património arqueológico exposto nas terras onde foram
realizadas descobertas, assim como os locais onde foram recolhidos acessíveis a
quem os quisesse visitar. “Que pena essas coisas não ficarem à vista para
outros verem”, era um lamento comum, que demonstrava o secreto desejo de ver na
terra gente vinda de fora para contemplar o património descoberto.
Por se tratar de intervenções arqueológicas de salvamento devido às
obras de Alqueva, as acções passam pela recolha das peças, faz-se a avaliação
do seu contexto cronológico e geográfico e depois os locais onde foram
descobertos são inevitavelmente destruídos para a instalação das
infra-estruturas de rega.
Emília Pereira, 67 anos de idade, que participou num dos percursos
pedestres, confessou ao PÚBLICO a sua desolação por não ver “as tais ruínas dos
romanos”, pensando talvez que os vestígios descobertos tivessem a
monumentalidade que se observa, por exemplo, em Itália, no Egipto ou na Grécia.
No entanto, os esclarecimentos prestados por Miguel Serra acabavam por situar
os mais frustrados na verdadeira dimensão daquilo que a caminhada a pé se
propunha alcançar, ou seja, conhecer a história das comunidades que viveram
naqueles mesmos locais durante a Idade do Bronze, como faziam o culto dos
mortos ou como ocupavam a paisagem.
No decorrer de uma das caminhadas, o arqueólogo pára junto a uma linha
de água e descreve como ele próprio participou no levantamento de um povoado
que ali existiu e de onde é possível observar, à distância de alguns
quilómetros, a cidade de Beja. Na altura em que a comunidade da Idade do Bronze
ali esteve instalada, a colina onde hoje se situa a capital do Baixo Alentejo
“terá permanecido desabitada até à Idade do Ferro”, explicou Miguel Serra,
perante a surpresa de alguns dos caminhantes.
O arqueólogo continua a contar como há 2000 anos “surgiram povoados
abertos na planície com as suas cabanas redondas e silos escavados na rocha e
cemitérios com sepulturas em pedra assinaladas por estela gravadas ou câmaras
subterrâneas contendo mortos e dádivas.”
Esta época é marcada pela importância dada à exploração dos ricos
recursos naturais do território que é hoje a região de Beja e pela sua ocupação
extensiva, como o provam as centenas de sítios arqueológicos actualmente
conhecidos. Ao longo da Idade do Bronze, as comunidades encontravam-se
envolvidas num processo transformador de larga escala que abrangeu todo o
ocidente peninsular e que implicou uma grande abertura destas populações ao
exterior.
Miguel Serra realça a presença de material oriundo do Egipto nas
sepulturas daquela época, postas agora a descoberto, e revela que as primeiras
peças de bronze identificadas no sudoeste peninsular, onde se insere a região
de Beja, “vieram do oriente antes da chegada dos Fenícios”, assim como “o
âmbar, da região do Báltico.” Naquela época da pré-história já se realizavam
“trocas de produtos, de ideias, de tecnologias e até de pessoas” vindas de
grandes distâncias, referiu o investigador, que consegue espantar quem o ouvia
quando frisou que “os povos que aqui viveram durante a Idade do Bronze não eram
assim tão primitivos como por vezes se pensa.”
Umas vezes à chuva e outras sob o intenso calor do verão, quase 600
participantes ficaram a conhecer melhor a sua terra. Outros vindos do
Algarve, Alto Alentejo, Lisboa e até do estrangeiro aprofundaram os seus
conhecimentos sobre a pré-história do sul de Portugal.
Miguel Serra admite que Beja possa ser “dos poucos locais do país a
discutir a Idade do Bronze” dado o grau de conhecimentos já veiculado.
Ao todo, foram percorridos mais de uma centena de quilómetros pelas 12
freguesias do concelho de Beja. Nas 13 conferências realizadas participaram
cerca de 250 pessoas. Durante os percursos pedestres foram visitados 21 sítios
arqueológicos e outros 102 foram mencionados no decorrer dos debates. Os
números surpreendem o arqueólogo, que não anteviu a vontade das comunidades de
hoje conhecerem como viviam as que as antecederam.
Terminada a última caminhada da iniciativa “12 Lugares, 12 Meses, 12
Histórias — A Idade do Bronze na região de Beja”, no passado dia 17 Dezembro na
freguesia de São Matias, ficou a expectativa em muitos dos quase 600
participantes — na sua esmagadora maioria com idades acima dos 50 anos e alguns
rondavam os quase 80 anos — de poderem vir a participar em novas caminhadas
para conhecer mais sobre a história da sua terra. Ficam a aguardar que a Câmara
de Beja dê continuidade à experiência que custou aos cofres municipais 1500
euros. Uma das caminhantes com 68 anos expressou ao PÚBLICO o seu orgulho em
conhecer “o importante passado histórico” da terra onde nasce, a qual “não foi
ensinado na escola” dos filhos e netos, mas que ele agora pode ensinar.
Alqueva dá mas também tira
A transformação do modelo agrícola na zona sob
influência do Alqueva está a privar muitas das comunidades que nela residem de
poder circular. Como o PÚBLICO constatou nas caminhadas que acompanhou, muitos
caminhos naturais e vicinais estão a desaparecer. Cancelas e arame farpado vedam
as passagens e ninguém controla este ascendente desmesurado que cerceou os
acessos ao rio Guadiana
“Algumas das caminhadas que foram efectuadas já não são repetíveis
porque os caminhos já não existem” refere Miguel Serra, explicando que numa
delas “tivemos que abrir e fechar 14 cancelas na sua maioria de aparcamentos de
gado para chegar a um sítio arqueológico que estava no nosso itinerário.”
Caminhos naturais estão cortados por manchas de olival sem fim ou por
aparcamentos de gado que se seguem uns aos outros e que foram percorridos pelas
comunidades locais ao longo de séculos.
O arqueólogo alerta para uma das sequências deste estado de coisas. “Se
não houver condições de acesso aos sítios a informação sobre eles morre, até
porque os indivíduos munidos de detectores de metais delapidam sítios
arqueológicos importantes” por se encontrarem, como é óbvio, isolados.
In Público
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