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quinta-feira, outubro 02, 2008

Inexplicável

Existem momentos em que no meu cantinho converso com os meus botões (só eu e eles) e acabo por me questionar sobre se sou o único a ter tais pensamentos e ideias. Estarei eu "por fóra", deslocado da realidade, um romântico? Serei eu um "babáca" de ideias ultrapassadas, um "quixotesco", um ser de outro planeta? --- Não sei realmente; não entendo mais nada.
Estamos em plena campanha eleitoral para as eleições municipais que se realizarão no próximo dia 5. Tenho notado que uma grande fatia do eleitorado está totalmente desinteressada. Terão muitas razões para isso, certamente. Porém, como o voto é obrigatório, essa turma digitará um número qualquer na urna. Não deveria, portanto, existir esse desinteresse total...
Na propaganda eleitoral obrigatória e em fotos publicadas nos jornais, é frequente vermos candidatos com a ficha mais suja que pau de galinheiro. Mas eles estão aí em plena actividade, mais uma vez. E parece que ninguém se impressiona com isso, pois vemos a mamães esforçarem-se para que o candidato dê um beijo nos seus filhinhos e as abrace. É uma espécie de troféu que exibirão, depois, para todos da sua comunidade e, quanto em quem irão votar, nem adianta falar...
Muito e muito mais haveria para referir aqui e relacionado com esse assunto. Todavia, passarei para um outro que também está no âmbito das minhas perplexidades. O desmatamento florestal.
Abordar este outro tema é quase como pisar num campo minado. Temos que ter cuidado com o que dizemos... Mas, exactamente por eu me sentir alienado, do modo como iniciei esta crónica, é possível que ninguém ligue para o que eu escrevo e eu usarei do meu direito de liberdade de expressão.
Abordar o tema do desmatamento é coisa para muitas e muitas páginas de um grosso calhamaço. Pelo espaço e oportunidade, focarei sòmente essa última briga de palavras entre Órgãos oficiais. Assim, quando o Ministro do Meio Ambiente apresenta resultados de um estudo que incriminam o próprio Incra e a sua Reforma Agrária e um dia depois, perante o esperneio do instituto, dá o dito pelo não dito, é motivo para meditarmos sobre o que realmente acontece. Mas ninguém se interessa...
Eu sei e todo o mundo sabe que, perante uma enormidade territorial, na qual não é exercida qualquer actividade, o Incra interpreta-a como ideal para mais um assentamento postulado pelo MST. Na verdade, ali não tem qualquer actividade exploratória, mas é uma floresta cerrada... Então, deixará de ser floresta e será mais um crescente ao impressionante mapa da desflorestação. Nada se produzirá ali e, mais tarde ou mais cêdo, estarão os integrantes do Movimento retalhando o espaço e vendendo aos oportunistas.
Ah! acho que escrevi um monte de bobagens. Pararei por aqui.

terça-feira, março 25, 2008

PELA PAZ

Por la PAZ,

en recuerdo de
RACHEL CORRIE
Hace poco tiempo en Gaza, ha perdido la vida una joven pacifista, Rachel Corrie, de sólo 23 años. Era una estudiante de la Universidad de Olympia (Washington), y pertenecía al movimiento por la justicia y la paz.
Con su asociación pacifista había organizado iniciativas en ocasión del aniversario del 11 de septiembre, en memoria de las víctimas del desastre y de la guerra en Afghanistán.
Este año Rachel había decidido pasar de la teoría a la acción, marchándose a Israel, donde se había unido al grupo palestino Movimiento Internacional de la Solidaridad. Con esta Asociación participaba en acciones, para bloquear las excavadoras israelíes, que intentaban abatir las casas de los kamikazes y de sus familiares, en los territorios palestinos.
A los amigos, en diferentes correos electrónicos, habia escrito: “Abaten la casas aunque haya gente dentro, no tienen respeto por nada y por nadie”.
El 15 de marzo, en un acción en Rafah, en la frontera de Gaza, Rachel se encontraba con sus amigos para intentar oponerse a las demoliciones.
“Estaba sentada en la trayectoria del Bulldozer, el conductor la vió, continuó y le pasó por encima”, ha declarado Joseph Smith, militante pacifista de EEUU. “La excavadora le echó tierra encima y después la aplastó”, ha añadido Nicholas Dure, otro compañero.
Los compañeros intentaron de todas las maneras parar la excavadora, y después prestaron ayuda, pero nada se pudo hacer.
Las autoridades israelíes han dado diferentes versiones del suceso, todas ellas desmintiendo la documentación fotografica y de los testigos. La joven ha sido muerta a sangre fría de forma bárbara, mientras se interponía de forma pacífica. Rachel y sus compañeros, han denunciado: que cada día decenas y decenas de casas vienen siendo destruídas en la frontera de Gaza, que los bombardeos han dañado los pozos de agua dulce en los campos de refugiados de Rafah y que los mismos no podían ser reparados por los trabajadores palestinos sin exponerse a las balas israelianas.
Muchas han sido las iniciativas en Olympia (Washington) y en los Estados Unidos para recordar a Rachel.
Esta presentación quiere ser un testigo para no olvidar a Rachel, una joven pacifista que con su coraje quería parar las injusticias que cada día se dan en Palestina.
En estos días y en estos meses se está moviendo contra la guerra el movimiento pacifista mas grande que la historia haya jamás conocido; Rachel Corrie es seguramente el símbolo de este movimiento y ha sido muerta en la lógica absurda y brutal de la guerra que todos nosotros los pacifistas intentamos parar entre israelíes y palestinos, con muchas víctimas.
Para acordarnos: que todavía está en curso un conflicto entre israelíes y palestinos, con muchas víctimas civiles inocentes en ambos países y que se debe seguir presionando para que se encuentre una solución pacifista y duradera.
Stefano Costa (Verdi Milano) - xawcos@tin.it
Traducido por Giuseppe Iula y Sergi Alvarez (Barcelona)

Enviado por Rafael Alonso Cumplido para este escriba