Mostrar mensagens com a etiqueta Campinas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Campinas. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, julho 18, 2014

Desmatamento urbano

Algo que me irrita e desperta a curiosidade é o barulho de moto-serra. Assim acordei nesta manhã de folga e fui verificar in loco. Estavam abatendo um conjunto de 4 frondosas árvores (livres de fiação aérea) na Rua Dr. Adalberto Nascimento, na quadra entre a Rua Dr. Alves do Banho e Rua Guararema. Fotografei tudo, pois gosto de guardar detalhes do meu Bairro...
Sem que eu tenha inquirido, o responsável da turma dos abatedores me informou ter licença (que eu não me interessei em verificar) e justificou se tratar de prejuízo, por parte das raízes, à galeria de águas pluviais.
Não obstante a minha ignorância no que se relaciona com a tecnicidade do problema, tenho a opinião de que há outras soluções viáveis.

A cidade de Campinas ainda é uma das mais arborizadas do Brasil. Mas é, também, uma das que mais abatem as suas árvores. Pessoas que se irritam com as folhas caídas que sujam a calçada, outras que simplesmente estão cansadas de ver aquela árvore, muitas mais por motivos variados e a empresa de eletricidade que desfigura o arvoredo com cortes sem critério para proteção da fiação.
Estou triste!



segunda-feira, junho 09, 2014

Copa no Brasil

Em relação a anos anteriores, a Copa Brasil 2014 tem mostrado menor animação por parte dos torcedores brasileiros. Entende-se o fenómeno porque existe grande revolta pela quantidade enorme de dinheiro mal gasto, enquanto existem outras prioridades no campo social.
Eu estou muito animado e, pela primeira vez resolvi decorar a minha rua. Naturalmente que não a  preencherei em toda a extensão porque dá muito trabalho e custa caro...
Estou pintando no asfalto a bandeira do Brasil como não poderia deixar de ser. Depois a portuguesa pela minha nacionalidade e porque a seleção montou base aqui em Campinas; pelo mesmo último motivo, a da Nigéria. A da Itália porque também há na família sangue italiano...
Na última fase deste trabalho pintarei o Fuleco (mascote da Copa) e o respectivo símbolo.

segunda-feira, maio 19, 2014

Beethoven

Este cão da foto, Beethoven, foi mais uma das vítimas dos rodeios e dos fogos de artificio, junto com 6 cavalos e 9 pessoas neste final de semana. Para quem não soube, neste domingo em Hortolândia/SP, houve uma queima de fogos para “comemorar” o aniversário da cidade. Quando os fogos estouraram, seis cavalos que participariam de um rodeio, muito assustados com o barulho das explosões, conseguiram soltar-se e correram em direção a uma importante estrada da região. Os 6 cavalos foram atropelados e morreram, provocando diversos acidentes. Nove pessoas foram hospitalizadas e uma continua em estado grave na UTI. O cão da foto, figura célebre de um dos famosos restaurantes de Campinas (Geovanetti), foi uma das vítimas que estava dentro de um dos carros que atropelou um dos cavalos e não resistiu, morrendo nos braços de uma pessoa.
A organização do rodeio, ao invés de cancelar o evento, apenas lançou uma nota curta à imprensa, lamentando. No Facebook da produtora do evento ou dos patrocinadores e até mesmo no site da cidade, nada sobre o ocorrido. Pessoas se feriram, mortes ocorreram e o Sr. Prefeito Antônio Meira (PT) permitiu que a festa continuasse sobre tanto sangue.
Rodeio, é isso: sofrimento, dor e mortes. Não frequente, não financie, não contribua e boicote as marcas que patrocinam.

sábado, maio 03, 2014

Campinas

Resido e trabalho nesta cidade há 38 anos. Tudo o que este vídeo mostra é verdadeiro e haveria muito mais coisas boas para mostrar. Mas... há sempre um "mas"; a cidade anda muito mal tratada e é mal administrada há muitos anos...

terça-feira, julho 03, 2012

Água vem e água vai

Nesta época de Rio+20 e de tantos outros debates sobre sustentabilidade, meio ambiente, ecologia, aquecimento global, etc., etc., há coisas que nos deixam de orelha em pé, obrigam-nos a um debruçar  com maior detalhe sobre as questões e, até, acabam por mudar a nossa opinião.
Ùltimamente tive oportunidade de ler e ouvir na grande Imprensa, artigos interessantíssimos que desdizem o que há anos nos enfiam pela goela abaixo. O caso, por exemplo, do aumento de volume dos oceanos que, afinal, é cíclico e nada tem a ver com o aquecimento do planeta.
Toquei no assunto da água e era este mesmo que eu me propuz a abordar hoje, mas sobre outro prisma.
Na minha rua tem uma vizinha obcecada por limpeza. Depois que ela varre toda a calçada que compõe o trecho em frente à sua casa e o dos vizinhos de cima e de baixo (pena que ela não se preocupe também com a minha que fica logo a seguir...), pega a mangueira e lava minuciosamente todo aquele mesmo espaço. Acho que deve andar por volta de uma hora o tempo em que aquela torneira de 3/4 de polegada fica aberta. Não farei as contas agora porque estou digitando de improviso e tal requereria o uso de fórmulas matemáticas enferrujadas na minha cabeça... Mas é certamente muita água e a conta no final de cada mês deve ser astronómica. Não sou que pago, claro.
Sempre critiquei aquele desperdício e muitas vezes me vinha a lembrança de que muitos povos sofrem com a falta de tão valioso bem da Natureza.
Um destes dias o meu neto mais novo (foto) insistiu muito em que queria que eu o trouxesse na minha casa para molhar as plantas. É assim que ele define o tempo, para si maravilhoso, com frio ou calor, em que brinca com a mangueira molhando tudo o que tem pela frente. Adora!
Como eu tivesse filmado a cena, aproveitei e enviei o vídeo para a família em Portugal. De um dos meus filhos de lá eu recebi elogios sobre a qualidade técnica do filme e, porque ele não perde uma boa oportunidade de me cotucar, fê-lo sob o guarda-chuva do ecològicamente correcto (incorrecto no caso). Quando li, fiz aqui um gesto com o dedo médio, mas ele não viu...
Então, comecei a pensar: a água que abastece a cidade de Campinas é oriunda principalmente de dois rios que banham a sua periferia. Ela é tratada nas Estações específicas e encanada para chegar aos lares da população. E pergunto: se nós não aproveitássemos essa água, para onde ela iria correndo no leito dos rios?
A conclusão a que chego é que, através dos rios ou pelas galerias pluviais (caso da água "desperdiçada" pela minha vizinha), o destino é o Oceano. E, como dizia Lavoisier, na Natureza nada se cria e nada se perde; tudo se transforma. E, como digo eu, na Natureza a água só muda de lugar...
Já comecei a nadar contra a maré e estou abraçando a corrente contrária.

terça-feira, junho 26, 2012

Cães dóceis e ferozes...

Os Dálmatas, por natureza, não são cães agressivos. Antes pelo contrário, são dóceis mas fora do seu domínio.
Após muita insistência do então amigo e colega de trabalho Luciano Roppa, da Guabí, em 1975 comprei dele um filhote de Dálmata na cidade de Orlândia e, junto com uma cadela Pastor Alemão, veio para Campinas quando para esta cidade me transferi.
Comecei a criar a raça e logo abri um Canil devidamente registado nos Órgãos oficiais específicos. Nascia o "Canil Carcavelos", em homenagem à última cidade onde residi em Portugal.
Muita experiência adquiri nesta empreitada da criação de cachorros e posterior venda dos mesmos. Na relação entre homem e animal também. Porém, há sempre algo mais a aprender...
Depois que foi desfeito o meu primeiro casamento, o Canil ficou na casa da ex-mulher. Passava por lá muitas vezes. Uma dessas vezes a Rena, matriarca da família de Dálmatas, estava com filhotes recém nascidos. Era um Domingo e fui visitar os cachorros. A exemplo de outras vezes, levei a minha filhinha (segundo casamento) que tinha um ano de idade. A minha primeira preocupação foi levar a cadela Pastor Alemão para o quintal e prendê-la, por segurança. Deixei a filhinha sentada, quietinha a aguardar-me.
Quando voltei não vi a menina e repentinamente me deu um estalo: ela foi matar a sua curiosidade dentro da casinha onde estava a Rena com a sua prole. Estava toda ensanguentada e de tal modo, que nem dava para perceber a gravidade dos ferimentos. Foi só tomá-la num braço e conduzir o carro com uma só mão até ao hospital mais próximo. O pior não aconteceu, felizmente. Tem ainda hoje uma marca no rosto, mas disfarçada na sua beleza.
Depois disso e até hoje, jamais tive problemas com os meus cães. Depois de três gerações de Dálmatas tive uma cadela Labrador e por último outro Dálmata, o Díli, que comigo está actualmente.
Este cão é diferente de todos os que já tive ou conheci da raça. Ele é, simplesmente, indomável. Tem uma força descomunal e por isso judia muito de mim quando o levo a passear, preso com trela no peitoral. Já lhe coloquei "enforcador" mas desisti porque senão se enforcaria mesmo... Já me derrubou algumas vezes, mas nunca se soltou de mim... Parece não gostar de crianças e, porque eu já percebi isso, tenho o maior dos cuidados quando os meus netos vêm na minha casa. Aliás, tenho o mesmo cuidado em relação a qualquer pessoa que não seja da casa.
Hoje ele pediu-me para o levar a passear. Sim! Ele pede-me isso numa coreografia peculiar e que dispensa a fala que, claro, não tem...
Já tinha anoitecido e fomos os dois fazer, mais uma vez, um dos tradicionais trajectos. Tomei todos os habituais cuidados, como o de ir para a outra calçada quando alguém vem na minha direção, principalmente quando acompanhado de cachorro ou de criança. E, dentro desse esquema, tudo estava dando certo até que mais uma vez o Díli foi evacuar as fezes no canteiro de uma árvore. Ele só faz isso nos canteiros ou em calçadas destruídas ou mal cuidadas...
Como tenha percebido que uma pessoa subia pela calçada em sentido contrário ao meu, com uma criança no colo, tomei o cuidado de ficar bem perto e virado para o focinho do cão. Mas não adiantou! Ele me surprendeu e pulou na criança! Consegui de imediato puxá-lo com um esticão e, ao mesmo tempo que escutava toda a fúria daquele pai no desespero de ver se algo de pior teria acontecido, pedi milhões de desculpas e tentava justificar-me com a garantia de que ele jamais assim tinha agido.
Depois que o homem se acalmou mais, convidei-o a ir na minha casa que era perto. Não aceitou. Pedi-lhe, então, o seu nome e morada e ele acedeu. Vim para casa e contei o acontecido à minha mulher.
Larguei o cão e, com a mulher, fômos ao encontro daquele homem. Lá estava ele na portaria do Condomínio, comentando o sucedido com a esposa e outros condóminos e enxugando lágrimas que ainda lhe corriam dos olhos.
Soube que a criança tem 9 meses sòmente e o meu coração disparou mais uma vez quase me levando às lágrimas também.
O diálogo foi amistoso e ouve compreensão mútua dos acertos e dos erros. Prometi a mim mesmo que lavarei o Díli a passear só em lugares ermos, numa hora mais tardia, a partir de amanhã.
Admirei muito a educação e o fino trato daquele Pai, Isaías de seu nome. Como tenho ideia de o ver mais vezes, a ele e seu filhinho ali na saída da escolinha, quem sabe se não nos tornaremos Amigos!?

domingo, março 25, 2012

Açorda Alentejana



Com toda a certeza que quem abriu a minha página veio em atenção ao título da matéria e se surpreenderá ao notar que, em vez da tradicional açorda à alentejana, eu disserto sobre a figueira e os figos... Na verdade tudo está interligado.
A figueira é primeira planta descrita na Bíblia - Adão vestiu suas folhas e não parras ao descobrir que estava nu. Na antiguidade a consideravam sagrada. A sua origem é entre o sul da península arábica. Há mais de mil espécies de figueiras, planta do gênero Ficus, da família Moraceae, e nem todas produzem frutos comestíveis. A maior parte da produção brasileira concentra-se na região de Valinhos, aqui bem pertinho de Campinas, com enorme prevalência para a variedade roxo-de-valinhos.
As espécies de figueira variam no tamanho e na forma. Algumas delas podem chegar a 10 metros de altura.As do tipo comercial, como a Ficus carica, raramente ultrapassam três metros de altura, devido à aplicação de podas drásticas, necessárias para facilitar o manejo. Uma curiosidade: com cinco a oito centímetros e cor esverdeada ou violácea, o figo é, na verdade, uma inflorescência, uma flor que não desabrochou.
São frutas altamente energéticas, ricas em açúcar, fibra, ácidos orgânicos e sais minerais como o potássio, o cálcio e o fósforo, que contribuem para a formação de ossos e dentes, evitam a fadiga mental e contribuem para a transmissão normal dos impulsos nervosos. O efeito diurético deve-se ao elevado teor em potássio do figo, que torna-o num alimento alcalinizante. Os figos apresentam o valor de pH mais básico (alcalino) de todos os alimentos. Por isso, são muito adequados para neutralizar alimentos ácidos, como a carne, os produtos de charcutaria, a massa elaborada com farinhas refinadas e os doces. É recomendado em caso de astenia física por causa do seu teor em açúcares, estimulando além disso a capacidade de concentração. Quanto ao seu uso externo, é recomendado utilizar o leite dos figos verdes para eliminar as verrugas, e a dor de dentes desaparece assim que se aplica a polpa prensada de figo sobre a gengiva. A infusão de 25 a 30 gramas de folhas de figueira, por litro de água, reduz a tosse, melhora a circulação e ajuda as menstruações difíceis, se tomada uns dias antes.
Podem ser consumidos de várias formas, frescos ou secos. Os figos frescos são bastante utilizados na doçaria portuguesa, como o figo cheio, o queijo de figo ou o morgado de figo, e em compotas. Aqui no Brasil também se faz quase de tudo isso. São também um bom complemento, quando se adicionam aos acompanhamentos de pratos de aves ou caça. É aqui que entra a minha açorda à alentejana...
A quem não conhece, explico como faço a minha açorda. Piso num almofariz, meio mólho de poejos com meio mólho de coentros (gosto de usar estes dois temperos juntos), sal grosso, três dentes de alho e azeite de oliveira. Obtenho, assim, uma massa homogenia. Coloco esta massa numa terrina e rego-a com um pouco mais de azeite. Escaldo a mistura com a água a ferver, onde previamente cozinhei uma posta de bacalhau ou pescada e onde também escalfei dois ovos. Vou mexendo muito bem e, ao mesmo tempo, vou juntando pedacinhos de pão caseiro e duro.
Coloco a açorda no prato e sobre esta os ovos e o peixe.
O acompanhamento vai muito da preferência de cada um. Eu, porém, acompanho com tiras de pimentão verde crú, azeitonas e os figos, fruta que abordei como começo desta minha crônica de hoje.

sexta-feira, março 09, 2012

Nome da Rua ?

Tenho que confessar que admiro blogueiro que escreve todos os dias. Entenda-se escrever com substância porque, escrever por escrever e sem nexo, qualquer um faz... Digo isto porque faz um bom tempo que eu não escrevo nada aqui. Um dos motivos é a preguiça, um outro é a falta de inspiração ou até mesmo de assunto que não esteja surrado. Então, faço as pazes com o meu blog hoje, mas não prometo que volte a escrever amanhã.
A matéria que me propuz a escrever poderá ser proveitosa para a Câmara de Vereadores da cidade onde moro há muitos anos --- Campinas. Se é que por  tal eles se interessem e que porventura venham a visitar a minha página alguma vez na vida.
Sei que esses vereadores tiram leite até de pedra... Notei qua há meia dúzia de anos atrás, talvez nem tanto, foram colocadas placas de identificação das ruas e sem olhar a gastos, pois afixavam-nas nos postes do inicio, meio e final. Certamente que houve aí um terço de exagero... Placas de chapa de aço carbono pintadas de azul e letras em branco. O azul ainda lá está, meio desbotado, e as letras sumiram. Hoje ninguém mais consegue ler o nome das ruas. Mais uma vez foi dinheiro do povo que se esvaiou pelo ralo.
Ou eu tenho que acreditar que o conjunto de vereadores mamou na mesma teta ou, então, não existe um número com a inteligência necessária para provar que está tudo errado e abortar esse tipo de projeto.
Vejam no outro quadro, ao lado direito, que na mesma cidade existem meia dúzia de ruas identificadas coerentemente, tanto pelo tipo de placa usada como também no que se refere ao local exacto da colocação da mesma.
Dessa maneira, colocando a placa sempre na parede da casa ou prédio da esquina, quem procura sempre saberá onde o fazer. Evita-se até a colocação de canos nas calçadas que são mais um obstáculo para os pedestres, além de enfeiar ainda mais a cidade que já é horrível com esse emaranhado de fiação aérea e postes de concreto por todo o lado.
Também concordo se alguém disser que esse tipo de placa (ferro fundido ou chapa esmaltada) é muito cara. Todavia, elas duram uma eternidade.
Na bela cidade de Évora em Portugal, onde vivi e tenho a minha família, as ruas são todas identificadas com uma placa de azulejos amarelos e letra preta (poderia-se dizer amarelejos em vez de azulejos, talvez...) a cada esquina e sempre colocada nas casas das pontas ou tôpo de alguma travessa confluente. São placas grandes e bem visíveis. Jamais existe o desconforto de perder muito tempo precioso procurando. Sabe-se de antemão onde procurar a placa que identifica a rua com a certeza que as letras não sumiram com o rigor do tempo. Até mesmo, se um dia a casa tiver que ser demolida ou reformada, a placa será reaproveitada com toda a certeza.
Não posso afirmar neste momento, por falta de documentação, qual a idade desse tipo de placa. Mas sei que muitas têm mais de cem anos. Coloco um quadro de fotos ao lado direito que comprova isso.
A foto do canto inferior esquerdo é de um tempo muito remoto; talvez uns 120 anos. Repare-se que na esquina do prédio tem lá a placa do mesmo tipo que as demais.
A foto do canto inferior direito é referente a um famoso restaurante dos meus amigos irmãos Fialho e, como esquina que é tem a toponímica está correcta. Além disso, a placa do restaurante também é em azulejo.
Notaram que também existe uma placa em mármore com as letras em baixo relevo e pintadas de preto. Aparecem algumas em ruas que ficam externas ao centro histórico, fóra das muralhas medievais, portanto. Esse tipo de placa é o que se usa na minha cidade natal --- Estremoz. Afinal, lá é a terra do mármore. Esse tipo de placa perde em relação às de azulejos por a letra ser menor e a tinta desaparecer com o tempo. Aí eu proponho uma medida de que talvez ninguém se tenha lembrado: pintar as letras como pena alternativa decretada pela Justiça a réus de pequenas causas que tenham sido condenados.
E já que abordei aqui políticos, réus e placas de azulejos, ofereço-vos o quadro de duas fotos a seguir. Foi-me enviado por um amigo que móra lá em Oeiras, Portugal e a copiou da internet.
Sei que essa placa existiu lá, que foi colada sobre uma outra de mármore ou basalto durante campanha eleitoral. Agora parece que não está mais, até porque o gajo continúa sendo o manda-chuva do pedaço... Mas é uma ideia que poderá ser copiada. Afinal, colocam-se em ruas, pontes, avenidas, etc., nome de personalidades várias que de algum modo marcaram positiva e relevantemente a passagem por este mundo. Nada mais justo! Porém, acho que também devem ser lembrados para a posteridade os canalhas. Tudo isso dará lugar a que se analisem as duas vertentes e, assim, se tentará construir um mundo melhor com muito menos picarêtas e picaretagens.

domingo, setembro 25, 2011

Cesária Évora

Há uns anos atrás, quando ainda Timor Leste se tentava livrar dos tentáculos da Indonésia, Ramos Horta passou pelo Brasil na sua incansável caminhada pelo Mundo e, sinceramente, não sei se pela primeira vez. A situação estava efervescente, pois isso tudo se passava após o massacre de Santa Cruz.
Sorrateiramente eu sempre andei envolvido em algo que de alguma forma pudesse ajudar o sacrificado povo timorense. Sempre fiz uma grande propaganda de Timor, explicava a muitos o que foi, o que era e o que aspirava a ser aquele Território. Por incrível que pareça, muita gente culta jamais tinha ouvido falar...
Nessas andanças de Ramos Horta, ele passou aqui por Campinas, mas eu não tive oportunidade de conversar com ele ou, pelo menos, de vê-lo. Mas tentei envolver-me mais e contactei algumas Organizações. Fiz alguns comentários em matérias publicadas na Imprensa e abordei certas passagens de que me lembrava de quando estive cumprindo comissão militar em Díli.
Por tudo isso, pela minha exposição no momento, surgiu um convite da Rádio Transamérica de São Paulo para que eu desse uma entrevista. Claro que de imediato recusei, pois a timidez sempre foi o meu fraco e eu sei que me iria engasgar ou entrar num buraco negro a qualquer momento. Além disso, acho que não seria a pessoa indicada para falar daquele Timor do momento.
Nessa mesma altura recebi um telefonema do então Director da Tv Cultura de São Paulo que me fez algumas perguntas sobre a situação em Timor e, lá pelas tantas, inquiriu-me sobre alguns dados pessoais como, por exemplo, a minha origem portuguesa. Citei-lhe Estremoz, a minha cidade natal e Évora onde mais vivi e estudei.
Não percebi a confusão que ele engendrou naquele momento ao confundir Évora com Cesária Évora e sobre esta tecer alguns comentários, pois a nobra caboverdiana não estava na pauta em discussão e um director de um Canal cultural jamais poderia cometer uma gafe dessas...
Após tudo o que escrevi até aqui nesta crónica só um detalhe assinalado na mesma me trouxe aqui. Exactamente a diva Cesária Évora.
Sim! desta vez é ela o personagem central da peça e vim até ao seu nome passando por Timor e São Paulo porque o seu nome foi citado naquelas situações e até se sobrepôs ao da cidade que é Património Mundial da Humanidade.
Cesária Évora também é Património Mundial para todos aqueles que ouviram as suas maravilhosas interpretações no titmo de mornas e coladeras.
Surgiu na Imprensa que Cesária Évora sofreu um acidente cerebral vascular nestes dias e isso me deixou estupefacto e muito aborrecido. Possìvelmente ela não voltará a cantar, mas teremos sempre o prazer de escutar as suas gravações, ver os seus clips e passar tudo isso e muito mais sobre ela às gerações futuras.

segunda-feira, junho 27, 2011

Multidões

Um turista francês, jovem, teve a infelicidade de cair do bonde de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, e enquanto agonizava no solo, roubaram-lhe a máquina fotográfica e a carteira. Charles (seu nome) morreu após ter caído de auma altura de 18 metros por um vão entre as grades. Perdeu o equilíbrio quando tentava tirar uma fotografia em pé.
Ainda antes de ser convocada ou indiciada, a mulher e chefe de gabinete do Prefeito de Campinas e o próprio, foram beneficiados com um habeas corpus preventivo enquanto vários secretários e outros com negócios com a Prefeitura era presos ou procurados.
Os dois casos relatados acima e que nada têm a ver um com o outro traduzem, porém, uma triste realidade deste Brasil que se quer mostrar ao Mundo com uma outra cara na realização de dois dos mais importantes eventos --- a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016. Sempre tive as minhas dúvidas quanto à concretização do primeiro e já começo a tê-las, também, a respeito do segundo.
Como essa bagunça da administração pública se dá na cidade onde eu resido e onde exerço a minha cidadania com os deveres e direitos políticos, cheguei a sugerir em determinada altura da efervescência do caso, em comentário à matéria de um dos jornais da cidade, que houvesse uma grande mobilização popular de modo a que todos pudessem expressar o seu desagrado e revolta barrando,assim, as maquiavélicas e tortuosas veredas da Justiça  trilhadas por advogados expertos (e caros) contratados pelo Poder.
Não! Nada disso acontece e esta sociedade em que vivemos, além de manifesto desinteresse em levar as coisas adiante, não obstante a revolta embutida, não tem capacidade de mobilização popular. Ou será que tem e eu não entendo e estou escrevendo coisas sem nexo!?

Vejo que essa sociedade, quando integrada em facções que expressam alto índice de ignorância qual sejam os evangélicos na sua "Marcha para Jesus" e os homossexuais, lésbicas e afins na sua "Parada Gay", conseguem mobilizar milhões de pessoas. Notem que frisei o termo "pessoas" por considerar que todos, nós, eles e vós, somos seres humanos, exactamente para desestimular incriminações contra mim e clarear a minha postura de não preconceituoso. Eu só critico as acções e luto pelo meu direito de livre expressão!
No resumo da ópera e porque eu estou e quero sempre ficar muito longe dessas multidões manifestantes aqui mostradas, porque com as mesmas nada tenho a ver, irei vincular-me mais a outras de tipo totalmente antagónico e que me dão muito prazer e alegria. Como a do bloco "Bacalhau na Vara", sempre grande sucesso nos sucessivos carnavais. E reparem que bacalhau e vara tem tudo a ver...









quarta-feira, abril 20, 2011

Armas e Instrumentos

Gostaria de sempre poder escrever aqui sobre temas agradáveis, mas infelizmente só encontro matéria prima de modo a que sempre seja pelo oposto...
O recente massacre naquela escola no Rio de Janeiro foi um acontecimento que abalou de modo muito acentuado as estruturas do povo brasileiro e, acredito, de muitas pessoas noutros países do Mundo. Foi algo bárbaro. Mas eu não quero aqui falar mais disso.
O acontecido acima deu azo a que voltasse a ideia de outro referendum ou plebiscito sobre desarmamento. Da outra vez, há 6 anos atrás, não deu certo; o povo votou pela venda de armas, se bem que dentro da lei. Agora querem ressuscitar o que está morto e enterrado e não entendem que as medidas a serem tomadas são no que concerne ao contrabando de armas. Tem que se investigar o porquê dos bandidos andarem armados e como essas armas entram no país. Desarmar o cidadão de bem é errado.
Muitas outras medidas podem ser tomadas de modo a que as pessoas pensem menos em armas e mais em coisas relacionadas com a paz. Por exemplo, assistir a concertos da Orquestra Sinfónica Municipal. Mas essa orquestra tem que sair do salão de ensaios e vir de encontro ao povão, o que não acontece em Campinas. Afinal, os seus membros são funcionários públicos e não estão mostrando o serviço que nós pagamos...
A minha crítica à Orquestra foi um apêndice à crónica de hoje, pois na passada terça-feira, bem encostado à séde da mesma, apareceu uma Banda da Polícia Militar.
Tinha um grupo de pessoas da terceira idade fazendo exercícios ao ar livre e, ao mesmo tempo, a Banda foi-se ajeitando por ali, colocando os banquinhos para se sentarem e afinando os seus instrumentos. Todos os ingredientes para cozinhar um menú de paz. Todavia, a maioria dos elementos da banda portava a sua arma (uma pistola) no coldre do cinturão!...
Sinceramente, habituado que sou a ver Bandas e Fanfarras, foi a primeira vez que vi uma aberração dessas; os músicos com os instrumentos nas mãos e as armas na cintura. Assim, jamais se poderá passar uma imagem de paz ou mesmo o incentivo à mesma.
Notei que as várias composições ali tocadas, na maioria bossa nova, estavam um tanto ou quanto desafinadas na execução, mas o ouvido até aceita isso. Os olhos e a mente não aceitam as armas no contexto.

terça-feira, junho 08, 2010

Gastos públicos

A Prefeitura de Campinas montou todo um complexo para que os cidadãos (não sei quais) possam assistir aos jogos da Copa em 4 telões. Toda essa parafernálhia está no Centro de Convivência Cultural.
Votei e depois cliquei no resultado de uma enquete on-line de um jornal local e deu que só 1% dos votantes pretendem  estar naquele recinto nos dias dos jogos. Pô! será que mais uma vez se joga tanto dinheiro pelo ralo?

Andei tirando fotos da área e não poderia ter deixado de passar em branco o estado lastimoso do sanitário público do local. Está naquele estado há mais de 2 meses.

Tenho a certeza que se gastaria muito menos para consertar o entupimento e até para pagar a um vigilante que zelasse pelo património público. Lògicamente que, neste caso, ninguém teria vantagens...

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Churrasco

O filhão veio de Portugal para rever a família dispersa por este Brasil imenso. Não chega a um mês a sua estadia e, por isso mesmo, pouco vai poder ver, recordar e comparar com o que vivenciava há mais de 30 anos atrás.
Aqui em Campinas ficou 3 curtíssimos dias e, mesmo assim, dividindo-os com outras pessoas das amizades de sua mãe que também veio nessa romaria. Não teve oportunidade de ver algo mais que eu gostaria de lhe mostrar e presenciar cenas inusitadas que também são uma realidade.
Como vegetariano que é, jamais participaria de um churrasco e eu não o levaria a nenhum. Porém, certamente estaria junto comigo hoje ali no barzinho da esquina acompanhando-me na cervejinha do cair da tarde. Certamente filmaria algumas cenas com o seu telemóvel.
Ali comparecem todos os dias os amigos de sempre. Hoje, porém, começou a aparecer muita gente de outras paradas e outros bares. Mesmo assim, conheço-os todos --- os daqui,  os de lá e acolá… Ainda tirei uma palhinha com alguns, mas não me responderam com sinceridade sobre o motivo de estarem no meu território e longe do deles…
A certa altura o dono do bar colocou na calçada uma churrasqueira e começou a fazer o churrasco. Vez ou outra faz isso e não cobra nada de ninguém, além da bebida. É a sua maneira de fazer marketing… Logo eu contei ali mais de 100 pessoas e alguns nem bebiam nada…
Foi quando entendi o motivo daquelas visitas inesperadas e isso iria dar pano pra mangas num papo gostoso e esclarecedor com o filhão se ele aqui tivesse passado mais um dia comigo. Há tanta coisa para desvendar por aqui. Ficará para a próxima vez se uma próxima vez houver.

segunda-feira, novembro 30, 2009

Grenal diferente

Há muito que não assistíamos a um final de campeonato brasileiro de futebol tão emocionante e apaixonante, envolvendo a nata dos times. A cada segunda-feira uma manchete diferente sobre o possível campeão: Palmeiras, São Paulo, Flamengo, Atlético e Internacional.
Antes da penúltima jornada, ontem, reduziram-se as aspirações mais concretas e sobraram São Paulo, Flamengo e Internacional.
Esta semana e em que no próximo domingo teremos a última jornada, está no topo o Flamengo e em segundo o Internacional.
Ontem mesmo, se tudo tivesse corrido pela lógica, no confronto aqui na cidade de Campinas entre Corinthians e Flamengo, este último teria perdido e estaria hoje no topo o Internacional que, pela facilidade que será o último jogo em Porto Alegre, já poderia estar exercitando um sorriso de campeão.
Mesmo que por mais propaladas que tenham sido as negativas nestas últimas semanas, os fatores extra campo fôram visíveis a lustrar a anti-ética. Foi o caso do Corinthians que, pelas sugeiras anteriores somada a mais esta, passa a ser inimigo número um do Internacional, independente da eterna rivalidade com o Grémio.
O último jogo do Flamengo será contra o Grémio, no Maracanã e, independentemente da posição de cada um na tabela classificativa, os gaúchos têm mais condições de ganhar e até um empate seria normal. Qualquer destes dois resultados daria o título ao Internacional, partindo do pressuposto que este faça bem a lição de casa.
Indagado por um repórter da Rádio Gaúcha, Souza, jogador do Grémio, disse: “Se a direção optar pela equipe principal [para o próximo jogo], faremos nossa parte. Mas dependemos muito da ordem; talvez entrem os reservas. Somos profissionais, mas infelizmente dependemos da direção. Se vier a ordem, a gente vê. Se não vier, paciência”. E durante a entrevista, após o jogo com o Barueri, a torcida gremista gritava: “Mengo, Mengo” numa alusão ao Flamengo.
Vamos acompanhar os procedimentos desta semana… Tomara que o Grémio tenha o melhor time. Mas não vou ficar fazendo apelos”, declaração do presidente do Internacional, Fernando Carvalho. Ao mesmo tempo o técnico colorado, Mário Sérgio, dizia: “Se os jogadores do Grémio derem essa alegria à torcida, podem levantar suspeitas por todo seu futuro. Não quero crer no Grémio entregando o jogo”. E o presidente do tricolor gaúcho, Duda Kroeff, rebateu: “Quem jogará é problema nosso. Mas talvez a gente dê férias para alguns atletas; isso já está decidido”. Também é deste, noutro contexto, a frase: “O Inter não pode nunca confiar no Grémio, assim como o Grémio não pode nunca confiar no Inter”.
As rivalidades mais afiadas, na minha opinião, são Internacional x Grémio e Guarani x Ponte Preta. Em Porto Alegre e em Campinas. Outras há muito relevantes no Rio de Janeiro ou em Belo Horizonte. Como vivi nas duas primeiras cidades, tenho a sensibilidade apurada disso.
Sou torcedor do Internacional desde que desembarquei no Brasil, pois as côres e a massa são em tudo iguais ao meu Benfica de Portugal. Sempre torço contra o Grémio ou contra o Porto mesmo que joguem contra outros times que não os meus. Mas tenho a sensibilidade e a inteligência de a favor deles torcer quando tal favoreça os meus; isto no campo e na ética. É assim que eu gostaria de ver os gremistas; torcendo como quiserem, mas sem artifícios excusos.
Vou encaminhar uma mensagem ao meu velho amigo e companheiro, Dr. Henrique Schmitz, gremista dos quatro costados e que sabe muito bem separar o trigo do joio. A sua influência nas hostes mosqueteiras e sob a capa da razão e da ética poderá ser vital à normalidade…

quinta-feira, outubro 29, 2009

Avenida das Amoreiras


Com este título, acredito que a maioria dos internautas que se direcionem a esta postagem sejam de Lisboa, pois lá existe uma avenida com o mesmo nome e são muito poucos os de Campinas, aqui no Brasil, que conto no painel de visitantes…
Mas é em Campinas que se situa a avenida a que me refiro hoje. E, infelizmente, foi uma situação trágica que me trouxe a escrever sobre ela  como postagem do meu blog.
Estou descendo, a pé, a minha rua que desemboca na referida avenida, a mais longa e uma das mais movimentadas de Campinas. Ouvi o som de sirene e observei tratar-se de uma ambulância que estacionava no corredor central, exclusivo de ônibus.
A curiosidade impeliu-me a tentar saber o que ali se passava e acabei por descortinar, no meio da multidão, um jovem estendido no chão e muito ensanguentado. Acabara de ser atropelado por um dos ônibus.
No Brasil morrem violentamente centenas de jovens todos os dias, por um motivo ou outro. Ficamos tão habituados a essas cenas que passam na TV ou descritas nos jornais, que isso acaba por não nos impressionar mais; pelo menos não com grande impacto. É triste, mas é a realidade.
Porém, a luta que observei aquele moço ainda travar com a morte, na sua respiração ofegante mas com o corpo inerte, impressionou-me muito. Muito mesmo! E revoltou-me, também.
É o terceiro aluno da Escola J. M. Matosinho que sofre atropelamento naquele mesmo ponto e local, num curto espaço de tempo. Além, claro, de dezenas de outras pessoas que constantemente engrossam o rol de vítimas dessa fatídica avenida.
A minha atenção converge mais para esses jovens alunos. Em princípio, eles deveríam ser mais esclarecidos e, portanto, conhecendo os perigos e o histórico, sempre deveríam atravessar na faixa de pedestres e jamais pular por cima das barreiras laterais. É aquela espécie de loucura e maneira de querer se afirmar perante os demais. É um problema de berço e de escola e isso tem que ser mudado.
Não vou deixar fóra disso as autoridades. Aquele corredor central, exclusivo para ônibus, entre quatro faixas de rodagem laterais (duas de cada lado), embrião de um futuro leito de trolleybus, foi a coisa mais absurda jamais construída nesta cidade, e não mais que uma peça eleitoreira. Já lá vão muitos anos.
Surpreende-me que esta população não proteste e continue votando e elegendo sempre os mesmos ou outros com as mesmas ideias ou falta delas. É que, até hoje, parece não haver alguém que se aperceba do que acontece ali e tome providências.

quinta-feira, outubro 15, 2009

Baderna

Esta minha cidade de Campinas, definitivamente, não tem mais salvação. A coisa descambou para o ridículo, para a desorganização, desrespeito e descontrole.
Hoje saí de casa para fazer a minha fézinha da Lotofácil e dirigi-me à lotérica próxima de minha casa. Para lá chegar, percorro um pequeno trecho da Avenida das Amoreiras, uma das mais movimentadas da cidade. Eram 18 horas e o trânsito intenso nesse horário.
Na calçada deparei-me com uma faixa de alerta que obstruía a passagem dos pedestres na calçada, pois a mesma tinha sido pintada naquele trecho e a tinta estava fresca. Além disso, o autor da façanha ainda deixou o seu carro sobre a mesma.
Qualquer indivíduo portador de um mínimo de educação de berço, respeitará aquela faixa e fica com duas opções: ou continúa caminhando pelo leito carroçável da avenida, sugeito a ser atropelado, ou apela para outro percurso o que, sinceramente, é muito incómodo.
Resolvi voltar para trás e ir até minha casa para pegar a máquina fotográfica e registar o flagrante; não perco esses lances e guardo tudo isso nos meus arquivos. Algumas vezes envio esses registos para algum jornal, no caso de serem aceites…
E não pensem que eu pisei no trecho pintado ou que caminhei pela avenida para passar da primeira para a segunda foto. Eu atravessei a avenida na faixa de pedestres e, lá mais na frente, usei outra faixa para voltar. Questão de educação…

sexta-feira, julho 24, 2009

Guabí

Hoje é sexta-feira, estou de folga, o dia está chuvoso e nada tenho que fazer... Numa situação dessas, duas coisas fôram auto-sugeridas --- passear o meu cachorro e navegar na internet. Completei a primeira tarefa e comecei a segunda. Porém, sinceramente, a internet começa a tornar-se enfadonha na medida em que evito as notícias repetitivas nas diversas situações e falta-me vontade para descobrir outros caminhos.
Sem querer, um link clicado levou-me a um site no qual se abordava assunto de empresa que completou, no pretérito dia 10 deste mês, 35 anos da sua fundação. E ali se contava num resumo muito resumido (desculpem o pleonasmo) a história daquela que nascera com o nome de Mogiana Alimentos, S.A e por todos conhecida por Guabí, a sua marca comercial. Pelo que senti, no momento, acho que um brilho diferente tomou conta dos meus olhos, mais pelo orgulho de ter feito parte da equipe pioneira e nem um pouco pela ingratidão e desconsideração de que vim depois a ser alvo.
O fulcro da minha crónica é fincado no abstractismo dessas "História da Empresa", pois acho que se deveriam focar detalhes materiais e pessoais para se ter uma ideia concreta de como do quase nada nasceu uma grande potência. Isso seria uma informação interessante e afagava o ego daqueles que se empenharam de corpo e alma na grande epopeia. Entendo perfeitamente que nem tudo deve ser publicado, mas isso é outra história.
De um relacionamento, muito próximo, entre dirigentes da então Purina do Brasil e outros do ramo empresarial e da agropecuária da região da Alta Mogiana, nasceu a ideia de se construir uma fábrica de rações na cidade de Orlândia. Estes últimos cederam as velhas instalações de armazéns da Companhia Mogiana de Óleos Vegetais e os primeiros arregimentaram os elementos chave em diversas unidades da Purina para comandar o navio.
Nessa rede eu fui pescado em Canoas, lá no Rio Grande do Sul e com a família me mudei para Orlândia. Foi duro, muito duro. Desde a supervisão da montagem de equipamentos até à seleção e treinamento de pessoal e gerência da produção, tudo carreguei nas costas, mas fi-lo com interesse e paixão do mesmo modo que a maioria daqueles que a mim eram subordinados.
Com um ano de operação, criou-se naquele espaço uma segunda fábrica, tal a aceitação pelo mercado. Chegámos até ter que trabalhar com os normais três turnos, numa véspera e dia de Natal ininterruptamente.
Quando finalmente se transferiu a planta para a cidade vizinha de Sales de Oliveira e outras já começavam a nascer com parcerias em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, eu já não pertencia mais à equipe.
Fui acompanhando muito superficialmente o crescimento da empresa e a sua ramificação para outros tipos de investimento, e até mesmo a aquisição da unidade Purina, de Campinas, hoje a sua séde e o grande sonho do cacique fundador... Do mesmo modo me certifiquei do grande sucesso de alguns dos pioneiros que enveredaram por outros caminhos e da desgraça de uns poucos. A foto ilustrativa mostra a costura do primeiro saco na linha de produção. Era de ração para cavalos, mas não me lembro do nome da mesma. Afinal, tudo faz parte dessa história que jamais será contada.

quinta-feira, maio 14, 2009

Imagens de Campinas

Claro que não é só em Campinas; essa é uma imagem que se vê em qualquer lugar. Nada contra e nem a favor. Porém, o meu time de coração é outro...