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segunda-feira, fevereiro 06, 2017

Regimento de Cavalaria 3

RC 3 volta a ser prioridade do Exército

Até final de Fevereiro, a unidade mais antiga do Exército em atividade deverá receber perto de centena e meia de homens e mulheres, militares de Portugal que irão compor as fileiras de um esquadrão de reconhecimento, denominado de ‘Nato Response Force’ (NRF18), que irá integrar uma força militar multinacional da NATO. O RC 3 estará, assim, encarregado do aprontamento deste esquadrão que deverá estar preparado para, num prazo de entre 5 a 7 dias, intervir em todo o tipo de cenários
de crise que possam ocorrer em qualquer zona da Europa.
Tendo como missão a recolha de informações no Teatro de Operações (TO), seja ao nível do terreno, seja ao do adversário, o aprontamento desta centena e meia de militares irá fazer-se em três fases e períodos distintos: ano 2017 – fase ‘Stand Up’, criação da força; ano 2018 – fase ‘Stand By’, preparação;
2019 – fase ‘Stand Down’, desmantelamento do esquadrão.
De acordo com o comandante do RC 3, coronel Nuno Duarte, este reforço de recursos humanos – que irá
também coincidir com o aumento de meios, dando-se, por exemplo, o regresso à unidade das viaturas M11 que estavam no Teatro de Operações do Kosovo – irá, não só concorrer para a implementação de uma nova dinâmica na unidade mais antiga do Exército em actividade, como também na cidade anfitriã. “Haverá mais gente na cidade a frequentar as várias áreas de lazer. Mais gente vai conhecer Estremoz, mais gente vai trazer familiares.”, sublinhou o comandante ao Brados do Alentejo.
Ao nosso jornal o coronel Nuno Duarte referiu que o aprontamento de um esquadrão multinacional é também sinónimo de responsabilidade acrescida para a unidade que dirige, uma vez que irá estar responsável por representar Portugal junto dos seus pares de outros países.
“A componente operacional do RC 3 poderá ainda servir de atractivo para os quadros do Exército – oficiais e sargentos – que poderão colocar a cidade de Estremoz no topo das suas preferências”, concluiu o comandante.


In Brados do Alentejo

domingo, novembro 01, 2009

Amigos

“Eu quero ter um milhão de amigos…” é um trecho de canção cantada por Roberto Carlos. Não sei se o título também é esse, bem como também não sei se o cantor é, ao mesmo tempo o compositor e se alguém tem um milhão de amigos. Parece que sei muito pouco, mas acho que é mais porque nunca fui muito admirador do citado…
Um milhão de amigos eu tenho a certeza que jamais teria na minha vida e não tanto pelo meu caracter, mas naturalmente, pelo tempo que vivemos e pelo espaço que é exíguo em relação ao número. Além de tudo, amigo é um grau difícil de alcançar nas triagens a que submetemos as pessoas com quem nos relacionamos. Daí que muitos confundem conhecidos como amigos.
Amigo, como diz outra canção, “é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito”. E eu guardo no meu alguns de quem me lembro do nome ou não. O nome vamos esquecendo com o decorrer do tempo, mas a imagem de todos ou algumas passagens em que fôram protagonistas permanecem.
Sou uma pessoa que jamais perdeu o hábito de tentar reencontrar muitos desses amigos, senão todos, que há muito deixaram de conviver comigo. Nem que seja só para um cumprimento ou uma troca rápida de palavras conforme as circunstâncias. Aqui mesmo, neste espaço, já coloquei alguns nomes na esperança de encontrar alguém, tipo um apêlo, bem como outras histórias já escrevi e subordinadas ao mesmo tema.
Uma época que muito marcou a minha vida e a da maioria dos então jovens portugueses, foi a dos anos 60. Devido à situação de guerra que o Portugal travava nas colónias.
Naquele tempo poucos escapavam de vir a transformar-se em carne para canhão e, por isso mesmo, desde o primeiro dia em que nos alinhávamos, compulsóriamente, nas fileiras castrenses, até ao dia da passagem à reserva, processava-se no meio um relacionamento com sulcos profundos de amizade e solidariedade.
Por isso, são frequentes os encontros de confraternização de ex combatentes ou simplesmente  ex expedicionários, pois é grande essa força mobilizadora em cada um. Por isso, também, existe grande grande número de sites e blogues na Internet inerentes a essa época e circunstâncias.
Tenho participação interactiva em algumas dessas páginas e até já encontrei alguns ex camaradas. Poucos, mas encontrei…
Há tempos atrás, reconheci um deles através de uma foto recente e esta mostrava os mesmos traços de há 40 anos… O indivíduo não mudara nada e logo identifiquei ali o “Malveira”, apelido pelo qual era tratado na tropa.
O “Malveira” era companheiro de pelotão na recruta que fizémos na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, no Curso de Sargentos Milicianos. Ele acabou por ir para a especialidade de Intendência e eu para a de Serviço de Material. Ele para Moçambique e eu para Timor.
Enquanto em Santarém, todos os fins de semana em que íamos para as nossas cidades para os passar com a família, nós dois ficávamos num ponto da estrada que levava a Lisboa e ali pedíamos boleia (carona) aos veículos que passavam. O dinheiro era curto ou simplesmente inexistente para pagar passagens. E até pulávamos o muro de alguma quinta para conseguir colher alguma fruta, principalmente laranjas, quando a fome apertava.
E foi essa história das laranjas que eu citei num e-mail que enviei ao “Malveira”, quando o descobri naquele site, como ponto de referência para que ele se lembrasse de mim. Tinha a certeza que se iria lembrar! Mas a minha surpresa e decepção foram muito grandes quando, simplesmente, respondeu serem aqueles actos de surrupiu da coisa alheia algo reprovável e dos quais não se lembrava. Assim mesmo. Curto e grosso.
Hoje, mais uma vez, naveguei na Internet e visitei alguns desses sites que referi. Encontrei o do Batalhão de Caçadores 1916 e lá estavam algumas fotos do meu camarada quando da sua estadia em Mueda, Moçambique.
Como as fotos estavam abertas a comentários, numa delas deixei o meu referindo-me às laranjas… E fiquei pensando que nem a mil amigos eu chegarei, quanto mais a um milhão…

sexta-feira, setembro 07, 2007

REGIMENTO DE CAVALARIA 3

O Regimento de Cavalaria 3 (RC3), de Estremoz, a unidade que mobilizou o maior número de militares para a guerra nas antigas colónias portuguesas, iniciou dia 5 as comemorações dos 300 anos de existência.
De acordo com o RC3, as celebrações vão ter o seu ponto alto a 14 de Setembro com uma cerimónia militar comemorativa do dia da unidade, no Rossio Marquês de Pombal.
O programa comemorativo dos 300 anos da unidade inclui várias actividades de âmbito militar, cultural e desportivo, entre as quais colóquios, espectáculos musicais, um festival folclórico e exposições de artes plásticas. As celebrações arrancaram hoje com uma marcha a cavalo entre as cidades de Elvas e Estremoz.
O RC3, de Estremoz, foi a unidade que mobilizou o maior número de militares para a guerra nas antigas colónias portuguesas, cerca de 42 mil homens, integrando 42 batalhões e 18 companhias, e a que registou o maior número de mortos - 485.
Considerada uma das unidades militares mais influentes na revolução do 25 de Abril de 1974, o RC3 participou com um esquadrão de reconhecimento, comandado pelo capitão Andrade Moura, com 120 homens nas movimentações militares que derrubaram a ditadura.
O Regimento de Cavalaria 3 «Dragões de Olivença» tem origem numa das mais antigas unidades do Exército, fundada em 1707, em Olivença.
O RC3 está instalado em Estremoz há 132 anos, desde 05 de Abril de 1875. O dia da unidade é celebrado, habitualmente, a 15 de Setembro, data em que decorreu a Batalha de Fuente de Cantos, em 1810.
Diário Digital - Lusa