quarta-feira, junho 02, 2010
A Coroa
sexta-feira, julho 31, 2009
Crónicas de José Sarney
domingo, fevereiro 01, 2009
Grilos
sábado, fevereiro 23, 2008
ORO-PRO-NÓBIS
domingo, janeiro 20, 2008
CASA DE POBRE
Foi a maior mancada .O Lalau deu-se tão mal que precisou do S.U.S. Invadiu o barraco do irmão na esperança de recolher algumas
Em vez de mesa tinha um caixote; aliás, um engradado vazio de cerveja faltando duas tábuas. Olhou do lado e viu um pobre vira-lata
Foi no quarto e viu sobre vasto material jornalístico um velho colchão de camping com cobertor rasgado. Ficou desesperado.
Pensou em deixar algo para nobre irmão mas também não tinha. Ouviu umas vozes na cozinha e vislumbrou um velho "três em um"
Tinha também um velho violão sem cordas e poucos traços. Arranhou o arame e não saiu nada. Estava sem os fundos e sem som.
Quanto “misere” em cima de uma criatura de Deus. Pensou em fugir rápido para não se contaminar, mas a janela pela qual havia entrado fechou-se com o vento. Viu uma porta semi -aberta e do lado em vez de fogão tinha uma espiriteira com um caldeirão preto por dentro e por fora. Teve vontade de chorar de tristeza. Foi sair de fininho mas enroscou-se na tramela e a bendita porta tombou sobre ele.
Acordou a palafita de frente e foi um deus nos acuda. Um mais louco puxou de um ferro mandando brasa em toda direção. Jogaram granada, bombas de festim e o bicho.
O malandro se jogou na lama na esperança de safar-se. Era uma podridão dos diabos; esgoto puro de outros cortiços. Ralou peito
Não teve outra saída. Levantou-se, lembrou de um velho refrão e gritou a todo pulmão: PEGA EU QUE SOU LADRÃO!
domingo, dezembro 30, 2007
TEM GENTE QUE...
Tem gente que se envergonha de um monte de coisas...
Sempre uma interrogação sobre quanto custa; como é feito; como é esse prato; se pode trocar a guarnição; estou perdido; pode me informar o melhor caminho. E outras situações diversas.
Já vi pataquadas de fazer rir e chorar. Amigo meu, que nem vou citar nome, comeu um "engasga-gatos" daqueles, simplesmente por não perguntar que molho era aquele do menu. Pagou caro e não desfrutou do almoço.
Outro ficou perdido
Tem gente que perde a grande oportunidade da vida por falta de ousadia. De fazer o que poucos fazem e se dão bem. Depois ficam reclamando que Deus não ajuda. Que não tem sorte. Que não tiveram chances e outras ladainhas e terços rezados e cantados.
Outro dia saquei um cara de fazer dó de tão feio que o coitado aparentava. Mas estava com uma moça linda, de parar o trânsito, no maior pega. E não tinha pinta de caixa alta não. Li um estudo de uma revista que são comuns esses casos. Simplesmente o sujeito é ousado e ataca as criaturas e se dá bem. É um bom papo, um bom sujeito, uma formação diferente; algo que encanta de primeira e vai ficando.
Tem um outro tanto de pessoas que falam que estão na pior porque não tiveram oportunidade de estudar. Quando? Na infância? Porque os pais não puderam pagar? Tudo balela. Quem quer faz. Quem se habilita consegue. Hoje existem oportunidades infinitas
.
Gente que fica reclamando e ainda por cima com sequelas psicológicas. Muitos com inveja, inseguranças, desqualificados para a vida te batendo olho gordo. Malucos que secam pimenteiras. Uma energia complicada que ninguém aguenta meia hora de prosa. E os que ficam esperando milagres da vida? Gente que não dá o primeiro passo? Culpam os amigos, os irmãos, os pais e depois os filhos.
Pessoas que viveram a vida toda de subempregos, casas alugadas, carros velhos caindo os pedaços, nunca fizeram uma viagem de lazer; enfim, não desfrutaram a vida.
Está cheio de pessoas assim. Esperando, esperando... Esperando que alguém ofereça o bilhete premiado. Ou o bilhete numerado com direito a paisagem da janela rumo a Passárgada. Esperando a sorte que não chega. Esperando o grande amor. Esperando o emprego dos sonhos. E pior, sonhando com tudo isso.
Nos dias de hoje é bom que se proteja; como na antiga canção do Ivan Lins. Não a proteção de Deus que existe de todo e sempre e quase ninguém entende!... Mas a proteção da alegria, do bom humor, da boa formação, da fé baseada no conhecimento, do bom ânimo e, sobretudo, a proteção das virtudes desenvolvidas quando se troca informação uns com outros. Trocas de experiências.
Como dizem os especialistas: o tempo urge. Não existe vaga grátis na garagem. Almoço na aba dos que usam chapéu já era. Aliás; até a cachaça que qualquer um oferecia nos botequins ficou escassa. Poucos fazem aquele gesto de levantar o copo em sua direção compartilhando o gole ou mesmo por educação. Fica então o velho refrão: Nada é de graça; nem o pão e nem a cachaça.
Portanto, hoje em dia temos que aprender o caminho das pedras. Saber pelo menos o endereço do alambique. Ou que em qual esquina existe uma padaria. Comer um pão ou tomar um trago?
É bom que se proteja!...
Crónica de Marcílio C. Freitas
Adaptação autorizada
