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domingo, dezembro 02, 2012

Resumo da Ópera

Tenho uma triste notícia para dar aos comentadores e analistas políticos. Podem todos passar a dedicar-se à agricultura porque António Costa, em menos de 3 minutos, disse tudo, TUDO! Há instantes na "quadratura do círculo". E aqui está textualmente o que ele disse (transcrevi manualmente):
“A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no textil. Nós fomos financiados para desmantelar o textil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abrissemos os nossos mercados ao textil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao textil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o textil que nós deixávamos de produzir. E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável. Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer… podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!”

Transcrição de matéria no Facebook (Paulo Jorge Costa Ferreira) com pedido de "compartilhar".

quarta-feira, junho 06, 2012

Grécia Moderna

CONSEQUÊNCIAS DA CRISE NA GRÉCIA

1. Zeus vende o trono para uma multinacional coreana.
2. Aquiles vai tratar o calcanhar no (SUS) saúde pública.
3. Eros e Pan inauguram prostíbulo.
4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.
5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.
6. O Minotauro puxa carroça para ganhar a vida.
7. Acrópole é vendida ao Bispo Macedo e aí é inaugurada uma Igreja  Universal do Reino de Zeus.
8. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega sob o argumento que "Ela tem minhocas na cabeça!".
9. Sócrates inaugura Cicuta's Bar para ganhar uns trocados.
10. Dionisio vende vinhos à beira da estrada de Marathónas.
11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios na Área: entrega rápida.
12. Afrodite aceita posar para a Playboy.
13. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus libera as ninfas para trabalharem na Eurozona.
14. Ilha de Lesbos abre resort hétero.
15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.
16. Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.
17. Áries, deus da guerra, é pego em flagrante desviando armamento para a guerrilha síria.
18. A caverna de Platão abriga milhares de sem-teto.
19. Descoberto o porquê da crise: os economistas estão falando grego!

sábado, fevereiro 04, 2012

Euro, qual Euro? -- Crise...


Sabem quem é Papademos Lucas (actual líder grego após a renúncia de Papandreou)?
Sabem quem é  Mariano Monti (agora à frente do governo italiano)?
Sabem quem é Mario Draghi (actual presidente do Banco Central Europeu)?
Sabem o que é Goldman Sachs?
Goldman Sachs: é um dos maiores bancos de investimento mundial e co-responsável directo, com outras entidades (como a agência de notação financeira Moody's), pela actual crise e um dos seus maiores beneficiários. Como exemplo, em 2007, a G.S. ganhou 4 bilhões de dólares em transacções que resultaram directamente do actual desastre da economia do EUA. O EUA ainda não se recuperaram das percas infligidas pelo sector especulativo e financeiro dos EUA.
Papademos: actual primeiro-ministro grego  na sequência da demissão de Papandreou. Atenção que não foi eleito pelo povo.
- Ex-governador do Federal Reserve Bank de Boston, entre 1993 e 1994.
- Vice-Presidente do Banco Central Europeu  2002-2010.
- Membro da Comissão Trilateral desde 1998, lobby neo-liberal fundado por Rockefeller, (dedicam-se a comprar políticos em troca de subornos).
- Ex-Governador do Banco Central da Grécia entre 1994 e 2002.  Falseou as contas do défice público do país com  o apoio activo da Goldman Sachs, o que levou, em grande parte à actual crise no país.
Mariano Monti: actual primeiro-ministro da Itália após a renúncia de Berlusconi. Atenção que não foi eleito pelo povo.
- O ex-director europeu da Comissão Trilateral mencionada acima.
- Ex-membro da equipe directiva do grupo Bilderberg.
- Conselheiro do Goldman Sachs durante o período em que esta ajudou a esconder o défice orçamental grego.
Mario Draghi: actual presidente do Banco Central Europeu para substituir Jean-Claude Trichet.
- O ex-director executivo do Banco Mundial entre 1985 e 1990.
- Vice-Presidente para a Europa do Goldman Sachs de 2002 a 2006, período durante o qual ocorreu o falseamento acima mencionado. Vejam tantas pessoas que trabalhavam para o Goldman Sachs...
Bem, que coincidência, todos do lado do Goldman Sachs. Aqueles que criaram a crise são agora apresentados como a única opção viável para sair dela, no que a imprensa americana está começando a chamar de "O governo da Goldman Sachs na Europa." Como é que eles fizeram?
Explicando:
Encorajaram Investidores  a investir em produtos secundários que sabiam ser " lixo ", ao mesmo tempo dedicaram-se a apostar em bolsa o seu fracasso. Isto é apenas a ponta do iceberg, e está bem documentado, podem investigar. Agora enquanto lêem esta matéria estão esperando na base da especulação sobre a dívida soberana italiana e seguidamente será a espanhola.
Tende-se a querer-nos fazer pensar que a crise foi uma espécie de deslizamento, mas a realidade sugere que por trás dela há uma vontade perfeitamente orquestrada de tomar o poder directo no nosso continente, num movimento sem precedentes na Europa do século XXI.
A estratégia dos grandes bancos de investimento e agências de rating é uma variante de outras realizadas anteriormente noutros continentes, tem vindo a desenvolver-se desde o início da crise e é, do meu ponto de vista, como se segue:
1. Afundar o país mediante especulação na bolsa de valores / mercado. Pomo-los loucos com medo do que dirão os mercados, que nós controlamos dia a dia.
2. Forçá-los a pedir dinheiro emprestado para, manter o Status-Quo ou simplesmente salvá-los da Banca Rota. Estes empréstimos são rigorosamente calculados para que os países não os possam pagar, como é o caso da Grécia que não poderia cobrir a sua dívida, mesmo que o governo vendesse todo o país, e não é metáfora, é matemática, aritmética.
3. Exigimos cortes sociais e privatizações, à custa dos cidadãos, sob a ameaça de que se os governos não as levam a cabo, os investidores irão retirar-se por medo de não serem capazes de recuperar o dinheiro investido na dívida desses países e noutros investimentos.
4. Cria-se um alto nível de descontentamento social, adequado para que o povo, já ouvido, aceite qualquer coisa para sair da situação.
5. Colocamos os nossos homens, onde mais nos convenha. Se acham que é ficção científica, informem-se: estas estratégias estão bem documentadas e têm sido usadas com diferentes variações ao longo do século XX e XXI  noutros países, nomeadamente na América Latina pelos Estados Unidos, quando se dedicavam, e continuam a dedicar-se na medida do possível, a asfixiar economicamente mediante a dívida externa por exemplo a países da América Central, criando instabilidade e descontentamento social usando isso para colocar no poder os líderes "simpáticos" aos seus interesses. Portanto nada disto tem a ver com o Euro. O Euro é uma moeda Forte, porque os investidores vêm ai carne para desossar; se não houvesse o Euro o ataque acontecia na mesma, só que se calhar os primeiros a cair não seriam os PIGS, mas a própria Alemanha, a Inglaterra etc.. Não é o Governo dos EUA, que defere estes golpes, mas sim a indústria financeira internacional,
principalmente a sediada em Wall Street(New York) e na City (Londres). É que, o que está acontecendo sob o olhar impotente e / ou cúmplice dos nossos governos é o maior assalto de sempre na história da humanidade à escala global; são autênticos golpes de estado e violações
flagrantes da soberania dos Estados e seus povos.

É fácil divulgar isto na internet. Digam aos vossos amigos, para repassar para qualquer um que possa estar interessado.
Se nos estão comendo vivos, as pessoas precisam saber. Estamos a
sofrer uma anexação pela via financeira, e esta é a realidade.

In Internet

terça-feira, julho 14, 2009

Ciranda Financeira

Numa pequena vila, além da chuva, nada de especial acontecia. Mas sente-se a crise financeira internacional.

Onde todo mundo devia a todo mundo.

Subitamente, um rico turista chega ao pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de $100 sobre o balcão, pega a chave e sobe ao 3º andar para inspecionar o quarto indicado, na condição de desistir se não lhe agradar.

O dono do hotel pega a nota de $100 e corre ao fornecedor de carne a quem deve $100, o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões para pagar $100 que devia há algum tempo. Este, por sua vez, corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os $100 a uma prostituta que lhe cedera serviços a credito.

Esta recebe os $100 e corre ao hotel a quem devia $100 pela utilização casual de quartos para atender a clientes.

Neste momento o turista rico desce a recepção e informa ao dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, e pede a devolução dos 100.

Recebe o dinheiro e sai.

Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido.

Contudo, todos liquidaram as suas dividas e estes elementos da pequena vila agora encaram o futuro de forma otimista.

É assim que funciona a ciranda financeira. O dinheiro sempre volta para quem o detém.

domingo, abril 19, 2009

Conversa entre amigos

Recebi um e-mail do meu amigo Charneca, um conterrâneo que, como eu, vive no Brasil no Estado do Mato Grosso.

Abaixo tomo a liberdade de transcrever o seu teor na íntegra, bem como a minha resposta ao seu apelo. Em clima de mês de Abril, que nós portugueses vivenciamos com uma sensibilidade própria, esta conversa entre amigos é muito pertinente.

Meus amigos,

Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal, o Eddie. Dizia-lhe eu à boa maneira portuguesa de “coitadinhos”:

Sabes Eddie, nós os portugueses somos pobres...

Esta foi a sua resposta:

João, como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capaz de pagar por um litro de gasolina mais do triplo do que pago eu?

Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade, de telefone móvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços bancários e cartas de crédito ao triplo que nos custam nos EUA, ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 dólares o equivalente 20.000? Podem dar 8.000 dólares de presente ao vosso governo e nós não.

Não te entendo.

Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2% de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 20% ainda pagais impostos municipais.

Além disso, são vocês que têm “impostos de luxo” como são os impostos na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com que esses produtos cheguem em certos casos até certos a 300% do valor original e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários, impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.

Sois pobres onde João?

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e de Empresas ligadas ao Estado.

Deixa-te de merdas João, sois pobres onde?

Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2000 €. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações municipais, enquanto que nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.

Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.

Vocês não são pobres, gastam muito mal o vosso dinheiro.

Que vou responder ao Eddie?

Por favor dêem-me sugestões.

___________________________________

Minha sugestão:

Reunamo-nos no nosso Alentejo (como da outra vez...) e comecemos a planear um 26 de Abril. Corrijamos tudo o que se desvirtuou na sequência daquele 25 e, numa adaptação aos novos tempos, introduzamos as medidas necessárias de modo a que o amigo Eddie mude o seu conceito perante uma nova realidade.

Um grande abraço.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Os Ingleses

Há muito, muito tempo, que não tenho o prazer de me deslocar até lá e gozar dos prazeres de uma praia; nem mesmo a visão de uma, pois os 200 km que me separam da mais próxima é muito caminho a galgar e o tempo, mais devido à falta dele do que propriamente ao espaço, não me permite esse deleite. Nessas horas de estafa que de mim se apoderam, como a qualquer um que há quase 9 anos não tem um dia de férias, vem aquele fiozinho de inveja que nutro pela minha grande amiga Dora, uma são paulina com assento cativo no meu coração; qualquer grilo que a incomode é motivo para descer a serra...
A ideia da praia não surgiu por causa da Dora, apesar de esta sempre estar ligada àquela... Surgiu, sim, pelo facto de ter sido a "Praia dos Ingleses" na bela cidade de Florianópolis, a última onde estive pegando um bronze e no rola rola com uma namoradinha. E, também, não tanto por isto ou pelas deliciosas peixadas da cozinha de cunho açoriano, mas pelo termo "Ingleses" que dá o nome àquele pedacinho de paraíso.
Se eu mandasse alguma coisa, mesmo que democráticamente eleito para o cargo, faria tudo para mudar o nome daquela praia, não importando qual o motivo do baptismo (não me darei, agora, ao trabalho de investigar), pois uma coisa não coaduna com a outra. Os ingleses são hostis, xenófobos, oportunistas e racistas. Não tenho muita certeza se poderia usar aqui, para o efeito, o termo "britânicos" para generalizar, pois até acredito que, por exemplo, os escoceses não se sintam muito confortáveis com a pele que vestem, e disso algo já transpirou, certa vez, pela voz do também barbudo, como eu, sir Sean Connery...
Muitas vezes tenho ficado perplexo quando certos brasileiros metem o pau nos portugueses que colonizaram o Brasil e manifestam frustração por isso não ter acontecido sob os britânicos. Vade retro! Olhai para o horizonte, vislumbrem todos os lugares que fizeram parte do Império Britânico, até mesmo a denominada "joia da coroa" e venham conversar comigo depois...
Já me expressei aqui numa outra postagem sobre a condição de não europeus dos britânicos, numa visão comungada com a de De Gaulle. Achava eu e continúo achando, que a única ligação que eles têm com a Europa é o túnel da Mancha. Sempre estão em desacordo com as políticas da UE quando estas contrariam o Tio Sam; até hoje não quiseram entrar na zona do euro; discriminam os cidadãos de outros membros da UE, da qual fazem parte.
É revoltante ver nas páginas da imprensa mundial uma foto como a de hoje, sobre uma manifestação xenófoba britânica e onde aparece um cartaz com os dizeres: If your name isn't Pedro - Luigi or Alfonso do not apply. A bem da verdade se diga, não são os nomes nem os empregos, pois eles mataram sem dó e nem piedade aquele cidadão brasileiro com o nome de Charles. E olha que Charles é até nome de chifrudo com sangue azul...

quarta-feira, novembro 12, 2008

Os burros

Em tempos de crise económica, uma crise que a maioria não entende, é oportuno lembrar aquela antiga história...
Uma vez, num pequeno e distante vilarejo, apareceu um homem anunciando que compraria burros por R$10,00 cada. Como havia muitos burros na região, os aldeões iniciaram a caçada.
O homem comprou centenas de burros a R$10,00, e como os aldeões diminuíram o esforço na caça, o homem anunciou que pagaria R$20,00 por cada burro.
Os aldeões foram novamente à caça, mas logo os burros foram escasseando e os aldeões desistiram da busca. A oferta aumentou então para R$25,00 e a quantidade de burros ficou tão pequena que já não havia mais interesse em caçá-los.
O homem então anunciou que compraria cada burro por R$50,00! Como iria à cidade grande, deixaria seu assistente cuidando da compra dos burros.
Na ausência do homem, seu assistente propôs aos aldeões: - 'Sabem, os burros que o homem comprou de vocês? Eu posso vendê-los a vocês a R$35,00 cada. Quando o homem voltar da cidade, vocês vendem a ele pelos R$50,00 que ele oferece e ganham uma boa bolada'.
Os aldeões pegaram suas economias e compraram todos os burros do assistente. Os dias se passaram, e eles nunca mais viram nem o homem, nem o seu assistente, somente burros por todos os lados.
Entendeu agora como funciona o mercado de ações?

quinta-feira, outubro 02, 2008

A crise

PARA ENTENDER A CRISE DOS ESTADOS UNIDOS - DE MANEIRA CASEIRA!
O seu Bené tem um bar, na Vila Capanema, e decide que vai vender cachaça 'na caderneta' aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.
Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Bené, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns seis zecutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Bené).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bebum da Vila Capanema não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Bené vai à falência.
E toda a cadeia vai pro brejo.. Entendeu?