Não é meu costume apresentar aqui réplica a comentários feitos às minhas postagens e não pretendo fazer isso jamais. Sou da opinião que o bloguista simplesmente deve ler as críticas, a favor ou contra, e só delas tomar ciência com a gratidão pela sua existência.
Só quero esclarecer que o sentido da minha crónica intitulada "Diplomacia Atropelada" não foi o de criticar a postura doutrinária ou o conteúdo discursivo dos personagens, mas sim o comportamento e, neste caso, do rei de Espanha com o seu aparte. O abandono da sala, silenciosamente, já seria mais aceitável, como o foi após discurso de Daniel Ortega mas, mesmo assim, também arranhando a diplomacia.
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sexta-feira, novembro 23, 2007
domingo, novembro 11, 2007
DIPLOMACIA ATROPELADA
Repentinamente a memória traz-me algumas imagens de uma sessão do Conselho de Segurança da ONU nos idos da década de 60. Ali debatia-se a descolonização da África portuguesa. Alguns países tentavam forçar Portugal a adoptar uma política de descolonização e este defendia-se com os seus argumentos. E a imagem que eu gravei e da qual jamais me esqueci, foi a do Primeio Ministro soviético, Nikita Krushev, descalçando os sapatos e batendo com os mesmos na mesa numa demostração de ira e prepotência, contestando declarações do Embaixador português. Foi, de certo modo, hilariante tal cena que não é cabível no campo da diplomacia.
Isto vem a propósito da cena passada ontem no Chile durante sessão da cimeira Ibero-Americana durante a qual o Rei de Espanha, Juan Carlos, sugeriu que o Presidente da Venezuela, Hugo Chavez, calasse a boca. Foi um momento infeliz de Sua Majestade e arranhou muito aquela imagem positiva que todos tinhamos dele como sendo uma pessoa serena e inteligente, marcada desde a sua intervenção providencial na Câmera dos Deputados em Madrid, após a morte de Franco, numa tentativa frustrada de golpe.
Chavez disse tudo o que quiz no seu estilo. Diplomàticamente o Chefe do Estado espanhol, Zapatero, respondeu com toda a diplomacia, exactamente como as coisas devem ser feitas. Se o teor dos discursos tem fundamentação ou não, ou se é oportuna ou não, isso é outra questão que foge ao tema que resolvi abordar hoje e restrito ùnicamente ao termo "Diplomacia".
Juan Carlos equiparou-se a Nikita Krushev. Se a moda pegar e os exemplos assimilados, é possível assistirmos um dia a alguma cena de pugilato tal e qual costuma acontecer nas Assembleias e Congressos de certos países, desenvolvidos ou não, só que dessa vez entre os mais altos Magistrados das Nações. Seria uma declaração de guerra!!!
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