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sexta-feira, março 14, 2014

Pedreiras de Estremoz

Cátia Gomes Marques apresentou, no inicio deste ano, em Hong Kong (China), um projeto de reconversão da pedreira de Santo António, em Estremoz, que transforma o espaço num hotel de luxo.
“Desenvolvi este projeto no intuito de valorizar o património e a cidade de Estremoz. O projeto foi inclusive registado na sociedade de autores pelo seu valor e singularidade. Além de muito reconhecido no meio académico, tem-lo sido também aqui em Hong Kong, ao contrário do que aconteceu localmente. Apresentei os documentos correspondentes ao trabalho desenvolvido, penso que, em 2012, à Câmara Municipal de Estremoz e a reação obtida não foi nenhuma”, refere a jovem arquiteta.
O trabalho desenvolvido pela alentejana promove a recuperação da pedreira de Santo António, reconhecendo o atual prejuízo territorial e paisagístico e, em simultâneo, a exclusividade e potencialidade das suas características.
“Alguns projetos, como o da Pedreira de Santo António, podem revelar-se a ‘imagem de marca’ de uma região. Verificam-se atualmente uma diversidade de atrativos turísticos, reconhecidos mundialmente, resultantes da reabilitação de pedreiras, como por exemplo as piscinas naturais de St Marry’s Quarry no Canadá, a Ópera de Dalhalla na Suécia ou o Estádio Municipal de Braga em Portugal”, considera.
Natural da freguesia de Cano (Sousel), Cátia Marques está em Hong Kong há cerca de um ano, onde acompanha a de obra de uma estação naquela cidade.
“Gosto muito do que faço e valorizo muito a oportunidade de trabalho que este país me oferece”, finaliza.
Principais ideias da reconversão ● Parque turístico ímpar; ● Reabilitação e reconversão dos poços extrativos; ● Poço de mergulho artificial e um hotel esculpido no mármore; ● Reconversão do poço Noroeste da pedreira numa piscina natural pública; ● Desenvolvimento de atividades e desportos, como o polo aquático e mergulho; ● Reconversão do poço Sudeste num hotel de mármore; ● O Mármore Hotel Spa terá uma área de aproximadamente 0,9 hectares; ● Desenvolve-se aproximadamente até 30 metros de distância da cota terrestre; ● Hotel disponibiliza experiências únicas de habitar os reconhecidos mármores de Estremoz na sua origem; ● O projeto pressupõe a criação de parcerias públicas e privadas.


 Publicação de

domingo, fevereiro 09, 2014

Estremoz

Uma óptima oportunidade para visitar uma das mais belas cidades de Portugal no coração do Alentejo. Independentemente de ser a minha cidade natal, só terei que a promover nos quatro cantos do Mundo.

sexta-feira, janeiro 24, 2014

Sino do Convento dos Congregados - Estremoz

Rossio Marquês de Pombal na minha cidade natal -- Estremoz. Ali existe o antigo Convento dos Congregados e numa das suas torres lá está o velho sino agregado ao relógio.
A cada 15 minutos ouvem-se as badaladas.
Esse som eu vivenciei durante toda a minha infância e nas vezes que voltei à minha terra.
Desta última vez não resisti a gravar o som e partilhá-lo com os meus conterrâneos espalhados pelos 4 cantos do Mundo para que matem saudades. Será o toque do meu telefone celular (telemóvel)...

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

A Janela

Contrariando uma tendência, hoje começo esta crónica já com título. Acho que pelo simples facto de  a maior parte da história se ter desenvolvido a partir de uma janela.
É a mesma janela cujas grades aparecem na primeira foto desta postagem. As outras duas imagens foram feitas a partir do mesmo andar do edifício e eu só as coloco para darem uma melhor ideia do local. Era um andar com três sacadas para essa Praça do centro da cidade de Évora --- a Praça de Sertório.
Ao lado esquerdo vê-se a actual Caixa Geral de Depósitos (antigo Banco Nacional Ultramarino); no topo, ao fundo, a Igreja do Salvador Velho; do lado direito, o edifício da Câmara Municipal. Não aparecendo nas imagens, mas ponto principal da história, ao lado da igreja fica o edifídio dos Correios.
Nos idos de 1965 e 1966 eu tinha de vinte para vinte e um anos de idade e trabalhava numa daquelas salas como escriturário no então "Escritório de Advogados Camarate, Azevedo e Rapazote". Trabalhava bastante e quase saía fumaça daquela máquina de escrever que não parava o dia inteiro... De entre outras experiências aproveitadas, a de dactilógrafo foi-me muito útil e o é até hoje no teclado do computador. Ali, também decorei muitas frases de latim que me incentivaram a um superficial estudo da língua, mais especìficamente na parte etimológica da língua portuguesa.
Mas... com quase vinte e dois anos, eu jamais tivera uma namorada. Não que não desejasse uma, mas porque a minha timidez não cabía em mim. Fazia tudo para pedir namoro às garotas, mas na hora H eu não conseguia nem ao menos me aproximar...
Quatro lindas raparigas estiveram nas minhas preferências e com quase todas se passou a mesma coisa. Falarei de cada uma noutras crónicas que aqui pretendo escrever, pois que cada caso foi um caso, com o mesmo tipo de fulcro mas de forças e resistências diferentes. Hoje só me lembro do nome de duas das personagens que passaram por esse estágio da minha vida. Da que faz parte da crónica de hoje eu não me lembro. Chamá-la-ei de Désiré --- algo muito desejado na língua fracesa...
Désiré era estagiária nos Correios. Esse estágio demorava alguns meses, não me lembro quantos, e depois cada uma das estagiárias era alocada em algum lugar do país. Esse controle eu tinha, pois todos os dias lia o então "Diário do Governo" (hoje "Diário da República"), no qual eram publicadas todas as matérias referentes a concursos públicos e estágios.
Todos os dias pela manhã Désiré passava sob a minha janela quando se dirigia aos Correios. À tarde fazia o percurso inverso. Eu ficava na sacada vendo ela passar com seu ar gracioso. Era uma moça um tanto ou quanto frágil, mas muito bonita. E tenho a certeza que ela percebia a minha presença.
Esse interesse avivou a minha habilidade de pesquisador e, dentre outras coisas, vim a saber que ela era do Ameixial, uma Freguesia da minha cidade de Estremoz. Epa! éramos conterrâneos e, por isso, efervesceu mais o meu interesse por Désiré...
Coloquei em campo a minha irmã que morava em Estremoz e que conhecia todo o mundo. Nem sei se ela chegou a comentar alguma coisa com a moça, pois sempre gostou de meter o bedelho nessas transas, principalmente sabedora que era do quanto eu era tímido. É possível, até, que eu desejasse isso mesmo, como uma pequena alavancagem na minha empreitada. Mas acho que isso não aconteceu e agora também é impossível saber. A não ser que alguma vez haja um contacto com Désiré.
Sabendo que ela era do Ameixial e que passava todos os fins de semana em casa, fui saber os horários da automotora que fazia a ligação ferroviária entre Évora e Estremoz.Consegui, pois todas essas coisas eu conseguia...
Todas as segundas-feiras eu saía de casa cedinho e caminhava pela arcada em direção à Estação dos Caminhos de Ferro. E todas as segunfas-feiras Désiré caminhava da Estação em direção à arcada. Inevitàvelmente nos cruzávamos em algum ponto desse trajecto. À distância os nossos olhares se fitavam e quando ao lado um do outro passávamos eles se cruzavam parecendo querer dizer algo que jamais foi dito por palavras.
Dali a pouco nos olhávamos nòvamente quando eu já estava na janela do meu emprego e Désiré passava a caminho dos Correios. E todos os dias a Praça do Sertório assistia à nossa silenciosa troca de olhares. E nas segundas-feiras aquela mesma cena. E assim por mais de um ano.
Foi um namoro jamais declarado e silencioso. Um diálogo de surdo-mudos.
Na última vez que estive em Évora, em 2011, dirigi-me algumas vezes à Caixa lá na Praça de Sertório e nalgumas dessas oportunidades sentei-me por ali olhando para aquelas janelas. Lembro-me que passei muito templo nessa contemplação de saudade e a memória viajou por grandes distâncias de mil recordações. Désiré fez parte desses momentos também e, para mim, será eterna. Se ela fôr internauta, como eu, talvez leia a minha crónica e assim tenha confirmadas e esclarecidas as suas deduções e dúvidas de antanho.

quarta-feira, novembro 28, 2012

Participei da edição do ano passado. Este ano, infelizmente, não estarei lá para saborear alguns dos maravilhosos pratos tradicionais da cozinha alentejana. Todavia, está aqui a minha participação para divulgar o evento e afirmar que vale a pena participar.

segunda-feira, novembro 19, 2012

Vinhos Alentejanos

Dou o título de "Vinhos Alentejanos" a esta matéria de hoje e não "Vinhos Portugueses", porque o meu Alentejo luta há anos para destronar a alternância no Poder dos dois trágicos Partidos e o restante do País insiste na burrice. Assim, os Alentejanos se sentem como que independentes.
Abordarei assunto relacionado a mais uma premiação, desta vez na China,  dos nossos nobres vinhos e desta vez da região de Borba, cidade a 13 km da minha terra natal, Estremoz.
A gama Montes Claros foi a mais galardoada, com duas medalhas de ouro para o Montes Claros Colheita Tinto e o Montes Claros Garrafeira, e duas medalhas de prata para o Montes Claros Colheita Branco e o Montes Claros Reserva Tinto. O Adega de Borba Reserva e o Adega de Borba Premium foram igualmente distinguidos com medalhas de prata, enquanto o Convento da Vila Tinto e Branco receberam medalhas de bronze.
"Esta é uma importante conquista para a Adega de Borba, pois o mercado chinês é um dos principais destinos de exportação de vinhos portugueses. As oito medalhas conquistadas são mais uma demonstração da excelência das nossas gamas e de como a Adega de Borba está a aumentar o seu prestígio nos mercados externos" refere Manuel Rocha, CEO da Adega de Borba.
O China Sommeliers Wine Challenge é o único evento de vinhos de prova cega neste país, reunindo os mais prestigiados sommeliers chineses, assim como Master Sommeliers internacionais, e realiza-se a par da China Global Food and Wine Expo.
China Sommeliers Wine Challenge 2012
 
Agora, já que estou a viver no Brasil e frequentemente tenho que recorrer aos vinhos de garrafão pela inacessibilidade aos engarrafados de linha, que são muito caros, aqui vão os detalhes que substanciam as minhas habituais críticas a essa política de preços altos.
Vejam, por exemplo, que um vinho premiado com medalha de ouro é vendido ao consumidor pelo equivalente a 7,50 reais, chegando aqui a mais ou menos 20 reais. Os produtores brasileiros vendem uma garrafa (tentando equivalência...) a 26 reais. Assim jamais chegarão lá...
Medalhas de Ouro:
Montes Claros Colheita Tinto 2009 (PVP 3.00 €)
Montes Claros Garrafeira 2007 (PVP 12.50 €)
Medalhas de Prata:
Montes Claros Colheita Branco 2010 (PVP 3.00 €)
Adega de Borba Reserva 2008 (PVP 9.00 €)
Adega de Borba Premium 2009 (PVP 6.00 €)
Montes Claros Reserva Tinto 2009 (PVP 6.00 €)
Medalhas de Bronze:
Convento da Vila Tinto 2010 (PVP 2.00 €)
Convento da Vila Branco 2010 (PVP 2.00 €)

domingo, agosto 12, 2012

Mariano José Trindade

Hoje é comemorado o Dia dos Pais, do mesmo modo que num outro dia do ano se comemora o Dia das Mães. Fiz questão de mencionar os dois dias por causa das rasteiras da língua portuguesa... Dia dos Pais pode entender-se como dia de ambos.
Feche-se a gramática e debrucemo-nos sòmente na prosa fluente sem ter que reparar nessas regras.
Esta é uma daquelas datas que não ocorre ao mesmo tempo em todos os países, pois em muitos é uma diferente entre si. Assim, temos em Portugal o dia 19 de Março que segue o calendário católico por ser dia de São José. No Brasil é o segundo Domingo de Agosto.
Deixei passar a data portuguesa em branco, mas não a brasileira. É natural que poderia ser uma ou outra a data para reverenciar o meu falecido Pai que, se vivo, estaria com 102 anos feitos no pretérito 21 de Julho. A primeira data passou em branco porque eu me esqueci, na verdade. Seria a ideal porque, afinal, meu Pai era português, sempre viveu em Portugal e era carpinteiro-marceneiro, algo a ver com o santo...
Da segunda data me lembrei porque no meu negócio hoje eu vendi alguma mercadoria que os fregueses adquiriram para presentear os seus pais, além do que essas datas são parâmetros de um planeamento de compras e de vendas.
Posso garantir que, se dependesse só dos meus filhos --- 3 em Portugal e 2 no Brasil, esse "Dia dos Pais" passaria em branco. E não se trata de uma reclamação da minha parte, pois eu jamais reclamaria deles por atitudes desse naipe. Eles não ligam para essas datas de cunho mercantil e eu também não. Até me sinto feliz, de certo modo, porque eles saíram a mim...
Tudo bem. Pensei este ano em fazer uma homenagem ao meu Pai quando do aniversário da sua morte ou no próximo dia 24 que é o aniversário do seu nascimento. Iria escrever uma matéria e pedir que fosse publicada no jornal da terrinha, Estremoz, o Brados do Alentejo. Mas passei por cima de tudo isso e vou restringir-me aqui ao meu espaço cibernético.
Fóra da sua profissão em que ele era reconhecidamente um dos maiores, os seus grandes passatempos eram a caça e a pesca desportiva. Mas era muito conhecido pelo apelido de "Mariano Polícia", profissão que também exerceu mas por pouco tempo ou pelo cognome de "Papa Bichos", pois qualquer um destes poderia fazer parte do cardápio dos maravilhosos e saborosos petiscos que cozinhava e partilhava com os amigos nas tabernas de Estremoz.
Poderíamos dizer também e na verdadeira acepção da palavra, que ele era um Palhaço. Ele inventava situações hilariantes, arrancava risadas dos demais e sempre parecia estar feliz. A foto que escolhi para esta crónica mostra o senhor Mariano Trindade no Terreiro do Paço, em Lisboa, regressando de uma pescaria das habituais que fazia numa ou noutra margem do Rio Tejo, com as respectivas canas (varas) e nelas pendurado um coelho bravo. Possìvelmente teria alguns peixes no mengacho na mão direita...
Criou esta situação inusitada e atingiu os seus propósitos quando todos os transeuntes o questionavam sobre o tipo de isca usada para pescar aquele troféu ou com ele trocavam uma prosa alegre. Muitos o conheciam na Baixa de Lisboa porque ali era o seu reduto de trabalho e moradia, depois que havia muitos anos saíra de Estremoz primeiro e de Évora depois. Era o Alentejano da carpintaria dos Correios e apreciador de copos do tinto nas Rua dos Correeiros e Douradores ou no Poço do Borratém.
Vi o meu pai pela última vez quando em 1972 emigrei para o Brasil. Ele viveu mais 12 anos e ainda conheceu três dos seus netos. Sinto muito a sua falta em momentos que poderíamos ter dividido como adultos, em que ele me poderia ter transferido mais da sua experiência de um modo diferente daquele quando ele era adulto e eu criança. Houve muitos vazios na nossa convivência e naturalmente nenhum deles jamais poderá ser preenchido. Tento remediar muita coisa do modo que mais me está à mão como, por exemplo, a respeito dele muito falar com os meus netos e sempre o colocando no ponto mais alto do pedestal. Hoje mesmo eu o estou a homenagear aqui.
Saravá, meu Velho!


sexta-feira, março 09, 2012

Nome da Rua ?

Tenho que confessar que admiro blogueiro que escreve todos os dias. Entenda-se escrever com substância porque, escrever por escrever e sem nexo, qualquer um faz... Digo isto porque faz um bom tempo que eu não escrevo nada aqui. Um dos motivos é a preguiça, um outro é a falta de inspiração ou até mesmo de assunto que não esteja surrado. Então, faço as pazes com o meu blog hoje, mas não prometo que volte a escrever amanhã.
A matéria que me propuz a escrever poderá ser proveitosa para a Câmara de Vereadores da cidade onde moro há muitos anos --- Campinas. Se é que por  tal eles se interessem e que porventura venham a visitar a minha página alguma vez na vida.
Sei que esses vereadores tiram leite até de pedra... Notei qua há meia dúzia de anos atrás, talvez nem tanto, foram colocadas placas de identificação das ruas e sem olhar a gastos, pois afixavam-nas nos postes do inicio, meio e final. Certamente que houve aí um terço de exagero... Placas de chapa de aço carbono pintadas de azul e letras em branco. O azul ainda lá está, meio desbotado, e as letras sumiram. Hoje ninguém mais consegue ler o nome das ruas. Mais uma vez foi dinheiro do povo que se esvaiou pelo ralo.
Ou eu tenho que acreditar que o conjunto de vereadores mamou na mesma teta ou, então, não existe um número com a inteligência necessária para provar que está tudo errado e abortar esse tipo de projeto.
Vejam no outro quadro, ao lado direito, que na mesma cidade existem meia dúzia de ruas identificadas coerentemente, tanto pelo tipo de placa usada como também no que se refere ao local exacto da colocação da mesma.
Dessa maneira, colocando a placa sempre na parede da casa ou prédio da esquina, quem procura sempre saberá onde o fazer. Evita-se até a colocação de canos nas calçadas que são mais um obstáculo para os pedestres, além de enfeiar ainda mais a cidade que já é horrível com esse emaranhado de fiação aérea e postes de concreto por todo o lado.
Também concordo se alguém disser que esse tipo de placa (ferro fundido ou chapa esmaltada) é muito cara. Todavia, elas duram uma eternidade.
Na bela cidade de Évora em Portugal, onde vivi e tenho a minha família, as ruas são todas identificadas com uma placa de azulejos amarelos e letra preta (poderia-se dizer amarelejos em vez de azulejos, talvez...) a cada esquina e sempre colocada nas casas das pontas ou tôpo de alguma travessa confluente. São placas grandes e bem visíveis. Jamais existe o desconforto de perder muito tempo precioso procurando. Sabe-se de antemão onde procurar a placa que identifica a rua com a certeza que as letras não sumiram com o rigor do tempo. Até mesmo, se um dia a casa tiver que ser demolida ou reformada, a placa será reaproveitada com toda a certeza.
Não posso afirmar neste momento, por falta de documentação, qual a idade desse tipo de placa. Mas sei que muitas têm mais de cem anos. Coloco um quadro de fotos ao lado direito que comprova isso.
A foto do canto inferior esquerdo é de um tempo muito remoto; talvez uns 120 anos. Repare-se que na esquina do prédio tem lá a placa do mesmo tipo que as demais.
A foto do canto inferior direito é referente a um famoso restaurante dos meus amigos irmãos Fialho e, como esquina que é tem a toponímica está correcta. Além disso, a placa do restaurante também é em azulejo.
Notaram que também existe uma placa em mármore com as letras em baixo relevo e pintadas de preto. Aparecem algumas em ruas que ficam externas ao centro histórico, fóra das muralhas medievais, portanto. Esse tipo de placa é o que se usa na minha cidade natal --- Estremoz. Afinal, lá é a terra do mármore. Esse tipo de placa perde em relação às de azulejos por a letra ser menor e a tinta desaparecer com o tempo. Aí eu proponho uma medida de que talvez ninguém se tenha lembrado: pintar as letras como pena alternativa decretada pela Justiça a réus de pequenas causas que tenham sido condenados.
E já que abordei aqui políticos, réus e placas de azulejos, ofereço-vos o quadro de duas fotos a seguir. Foi-me enviado por um amigo que móra lá em Oeiras, Portugal e a copiou da internet.
Sei que essa placa existiu lá, que foi colada sobre uma outra de mármore ou basalto durante campanha eleitoral. Agora parece que não está mais, até porque o gajo continúa sendo o manda-chuva do pedaço... Mas é uma ideia que poderá ser copiada. Afinal, colocam-se em ruas, pontes, avenidas, etc., nome de personalidades várias que de algum modo marcaram positiva e relevantemente a passagem por este mundo. Nada mais justo! Porém, acho que também devem ser lembrados para a posteridade os canalhas. Tudo isso dará lugar a que se analisem as duas vertentes e, assim, se tentará construir um mundo melhor com muito menos picarêtas e picaretagens.

quinta-feira, outubro 27, 2011

Encontros e Reencontros

No pretérito dia 22, sábado, comemomorava-se em Estremoz os 151 anos da fundação da SAE --- Sociedade de Artistas Estremocense. Sinceramente, causa-me um certo embaraço o nome da Instituição, ou mais exactamente a discordância do nome em si. Acho que deveria ser Sociedade Estremocense de Artistas ou Sociedade de Artistas Estremocenses, algo mais arreigado ao bairrismo da urbe. Mas são 151 anos e por ali já passaram pessoas mais evoluídas e letradas que eu e isso não me dá oportunidade a discussão desse tipo.
Criticas à parte, até porque não é minha intenção criticar nada e ninguém, atenho-me ao motivo que me trouxe a escrever estas linhas de hoje.
Conheço a Sociedade desde que nasci, claro, mas jamais lá tinha entrado; até mesmo durante os anos rebeldes da infância e durante os quais se entrava em qualquer lugar sem convite... Ali, no Lago do Gadanha, eu remei muito nos barcos de recreio que todos os Verões lá eram colocados. Nunca nadei nas suas águas porque nadar eu não sabia. Hoje nem navegação nem natação ali há mais e só lá permanece Neptuno com a sua gadanha impávido e sereno no centro do Lago rodeado de repuxos. Cartão postal da cidade, é deveras um lugar bonito. Ali brinquei muito na infância e ali também passava todos os dias a caminho e na volta da Escola do Caldeiro onde completei o ensino primário na década de 50.
Acabei por me desviar da Sociedade que fica bem ali ao lado do Lago do Gadanha, mas à mesma estou voltando. No passado sábado, como referi, teve uma cerimónia com comes e bebes a comemorar o aniversário. O meu cunhado é sócio antigo e convidou-me a acompanhá-lo a ele e minha irmã, depois que solicitou autorização à directoria.
Salão grande longitunalmente e em toda a sua extensão uma enorme mesa farta de acepipes, vinhos e aguardentes. Também havia água para uma minoria... Lembro-me que ali eu comi ameijoas com carne de porco, bacalhau espiritual, croquetes, bolinhos, queijinhos, presunto, etc., etc... O vinho sempre alentejano da própria terra...
Naturalmente que, mesmo estando fóra das minhas águas, sentia-me como peixe... Não reconheci ninguém do meu tempo, até porque as fisionomias não são as mesmas e a falta de contacto supera os 50 anos, mas isso não me inibiu.
Às tantas ouvi no meu redor dois rapazes comentarem entre si se eu não seria "aquele senhor do blog"!? --- Claro que não poderia resistir a isso e de imediato aquiesci apresentando-me formalmente. Eram amigos da internet, das páginas sociais. Joaquim Mira e um seu amigo que, sendo amigo do meu amigo, meu amigo é...
Às tantas a minha irmã alertou-me sobre a presença de dois amigos da infância: o Ludgero e o Rato. A eles me dirigi e assim vi aumentado o meu círculo de amigos no recinto.
Não demorou muito e eu já estava conversando com o Sr. Presidente da Câmara Muniipal de Estremoz. Senti que à sua volta o grupo que o acompanhava, vereadores e outros, nutriam uma certa curiosidade sobre quem eu seria. Dirigi-me à rodinha e, estendendo a mão ao Presidente, apresentei-me e cumprimentei, na sua pessoa, todos os meus conterrâneos. Acho que, não sendo eu político e a tal não ter pretensões, saí-me bem... Senti-me ali ainda mais entrosado na festa e acho que deixei de ser um desconhecido.
Foi uma noite muito especial para mim e eu jamais esperaria ter um momento desses na minha terra. Será uma eterna e grata lembrança.

domingo, setembro 25, 2011

Cesária Évora

Há uns anos atrás, quando ainda Timor Leste se tentava livrar dos tentáculos da Indonésia, Ramos Horta passou pelo Brasil na sua incansável caminhada pelo Mundo e, sinceramente, não sei se pela primeira vez. A situação estava efervescente, pois isso tudo se passava após o massacre de Santa Cruz.
Sorrateiramente eu sempre andei envolvido em algo que de alguma forma pudesse ajudar o sacrificado povo timorense. Sempre fiz uma grande propaganda de Timor, explicava a muitos o que foi, o que era e o que aspirava a ser aquele Território. Por incrível que pareça, muita gente culta jamais tinha ouvido falar...
Nessas andanças de Ramos Horta, ele passou aqui por Campinas, mas eu não tive oportunidade de conversar com ele ou, pelo menos, de vê-lo. Mas tentei envolver-me mais e contactei algumas Organizações. Fiz alguns comentários em matérias publicadas na Imprensa e abordei certas passagens de que me lembrava de quando estive cumprindo comissão militar em Díli.
Por tudo isso, pela minha exposição no momento, surgiu um convite da Rádio Transamérica de São Paulo para que eu desse uma entrevista. Claro que de imediato recusei, pois a timidez sempre foi o meu fraco e eu sei que me iria engasgar ou entrar num buraco negro a qualquer momento. Além disso, acho que não seria a pessoa indicada para falar daquele Timor do momento.
Nessa mesma altura recebi um telefonema do então Director da Tv Cultura de São Paulo que me fez algumas perguntas sobre a situação em Timor e, lá pelas tantas, inquiriu-me sobre alguns dados pessoais como, por exemplo, a minha origem portuguesa. Citei-lhe Estremoz, a minha cidade natal e Évora onde mais vivi e estudei.
Não percebi a confusão que ele engendrou naquele momento ao confundir Évora com Cesária Évora e sobre esta tecer alguns comentários, pois a nobra caboverdiana não estava na pauta em discussão e um director de um Canal cultural jamais poderia cometer uma gafe dessas...
Após tudo o que escrevi até aqui nesta crónica só um detalhe assinalado na mesma me trouxe aqui. Exactamente a diva Cesária Évora.
Sim! desta vez é ela o personagem central da peça e vim até ao seu nome passando por Timor e São Paulo porque o seu nome foi citado naquelas situações e até se sobrepôs ao da cidade que é Património Mundial da Humanidade.
Cesária Évora também é Património Mundial para todos aqueles que ouviram as suas maravilhosas interpretações no titmo de mornas e coladeras.
Surgiu na Imprensa que Cesária Évora sofreu um acidente cerebral vascular nestes dias e isso me deixou estupefacto e muito aborrecido. Possìvelmente ela não voltará a cantar, mas teremos sempre o prazer de escutar as suas gravações, ver os seus clips e passar tudo isso e muito mais sobre ela às gerações futuras.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Primeiro cigarro

Corria o ano de 1954 e eu tinha 9 anos. Estava estudando no Ensino Primário na Escola do Caldeiro na cidade natal de Estremoz.

Com alguns colegas de escola e outros amigos de rua, sempre bricávamos pelos mais diversos cantos da minha bela cidade. Jogávamos "pateira", brincávamos ao "rei coxinho", pedurávamo-nos na trazeira dos carros de mulas ou nas camionetas, fazíamos alpinismo nas muralhas do Castelo, caçávamos grilos no campo, tomávamos banho na Ribeira de Têra e nos tanques das Quintas, etc., etc., etc..

Havia um rol muito grande de brincadeiras e eu assinalei só algumas. Eram coisas saudáveis, se bem que nem sempre éticas, como aquela de roubar fruta nas Hortas e Quintas. Mesmo assim isso tolerava-se, independentemente de um ou outro tiro de sal nas nádegas que ardia para caramba...

É claro que nesse amontoado de brincadeiras sempre havia alguma mais "cabeluda" como a tentação de espreitar pela fisga de alguma janela alheia e, principalmente, a que é hoje a principal razão da minha crónica --- o primeiro cigarro.

No ano que assinalei acima e guardado na lembrança até hoje, eu estava com um grupo de putos da minha idade lá na chamada Estrada do Espadanal. É uma estrada que saía das Portas dos Currais e fazia ligação com a estrada que ía para a Glória ao se transpôr a EN4. Hoje está tudo urbanizado por ali e a estrada nacional tem outro nome, etc. e tal.

A minha memória de homem de 65 anos está muito boa quando direccionada àqueles tempos, o que não acontece em relação a factos ocorridos recentemente. Lembro-me, portanto, que um dos mais velhos naquele grupo havia conseguido um maço de cigarros da então recente marca "Sporting" e fez questão que cada um de nós experimentasse. Não me lembro da reacção de cada um dos meus amigos, mas lembro-se que tentei engolir (tragar) o fumo e apanhei aquela inescapável bebedeira do tabaco. Senti-me muito mal e isso gravou a cena na memória.

É interessante a comparação daquela cena com as muitas que hoje vemos por aí e que dizem respeito ao começo do vício nas drogas pesadas. O tabaco também é uma droga e também vicía e, por isso, veio a segunda e as sequenciais tentativas de aprender a tragar o fumo. Resumindo, comecei ali a minha vida de fumante, a qual só veio a ter fim no dia 4 de Fevereiro do ano passado.

Assinala-se hoje o primeiro aniversário do meu divórcio com o cigarro. Jamais usei qualquer outro tipo de droga e penso que jamais usaria. Até entendo que o cigarro foi um grande companheiro em certos momentos difíceis da vida, algo difícil de explicar. Parei porque o corpo enviou-me um sinal de alerta e eu percebi.

Sinto-me feliz por ter parado de fumar e mais feliz ainda por saber que nenhum dos meus descendentes tem esse hábito ou vício. E por descendentes eu refiro-me a filhos e netos. Netos!? --- Sim, netos também! Pô! eu tinha 9 anos quando comecei e olho para um dos meus netos (11 anos) e penso que jamais admitiria vê-lo com um cigarro nos queixos.

Aos fumantes que acidentalmente venham a ler esta crónica, sugiro-lhes que parem de fumar, de estalo, como eu parei. Garanto-lhes que a força de vontade é mais forte que o vício.





domingo, janeiro 02, 2011

Calceteiros

As calçadas de pedras são uma das artes mais antigas de que se tem conhecimento. O calceteiro, assim chamado o profissional executor dessas calçadas, é profissão milenar. Tudo o que se constroi com pedra, algo que se extrai puro da Natureza, é duradoiro; e se bem feito, diria eu que quase eterno. Acredito que estejam em Portugal os maiores expoentes na arte da calceteria. Em todos os cantos do Mundo existem testemunhos dessa dedução. Nas ilustrações seguintes temos Macau, Lobito em Angola, Ponta Delgada nos Açores, Portugal Continental.

Lembro-me quando um grupo de calceteiros portugueses (não sei se tinha algum de Estremoz, mas creio que não...) fizeram a calçada de Copacabana no Rio de Janeiro: eles cercavam o canteiro de obras com tampumes para que ninguém descobrisse o segredo da arte... Pura ignorância! --- Há pouco tempo voltou ao Rio um outro grupo de calceteiros para ensinar a arte a um grupo de profissionais brasileiros interessados. Os tempos são outros, as mentalidades mais abertas e um espírito alentejano de ser...

Nestas primeiras ilustrações cito Fernando Machado e Ernesto Matos como autores de algumas; não sei o nome dos demais autores. Coloco este apêndice (ou intermezzo) para evitar desconfortos futuros como já vim a ter noutras matérias que escrevi, principalmente as referentes a frutas tropicais..

Voltando às calçadas e aos calceteiros, é imperativo citar Estremoz. É a minha cidade natal e epicentro de uma das maiores jazidas de mármores do Mundo. Situa-se no Alentejo a 140 km de Lisboa e a 50 da fronteiriça Badajoz na Espanha.
Aqui há mármore de todas as cores, predominando o branco. Todos de extrema beleza. E sinto-me orgulhoso quando vejo fotos ou vídeos de sumptuosos palácios no Médio e Extremo Oriente revestidos de mármore que, identificado como de Carrara (Itália) na maioria das vezes, é em grande parte de Estremoz. Uma daquelas muitas sacanagens que se fazem com alguns coniventes trouxas portugueses...

Muitos daqueles blocos enormes eram extraídos quase à porta da minha casa, nos meus tempos de catraio. Eu os via serem transportados naqueles camiões grandes e isso me deslumbrava. Só mais tarde viria a saber que se dirigiam ao porto de Lisboa para serem embarcados, muitos deles para Carrara e daqui, rotulados, para o Mundo... Mas, afinal, isso não vem ao caso. Eu propuz-me a escrever, hoje, sobre os calceteiros. Nem ligarei se, por acaso, vier algum italiano enchar-me o saco e a paciência...

Sendo Estremoz terra do mármore, não poderia deixar de dar grandes escultores e calceteiros
ao Mundo. Nas ruas vemos as calçadas em pedrinhas de mármore branco com os desenhos em mármore preto ou rosado. As Donas de Casa costumam esfregar aquele pedaço em frente à soleira da porta e fica notória a diferença do branqueado com o encardido... Mas mesmo isso é lindo de se ver.

Passei a minha infância vendo os calceteiros elaborando as calçadas de muitas ruas da cidade, inclusivamente a minha então denominada Rua dos Telheiros e hoje, pomposamente, Rua Capitão Mouzinho d'Albuquerque. Ficava observando-os agachados por horas a fio com um martelo apropriado que tirava ou modificava, com uma das extremidades, algumas arestas de determinada pedra para que a mesma se encaixasse naquele exacto espaço que ele já tinha fixado num golpe rápido de vista.

A velocidade e destreza com que esses homens trabalhavam era impressionante. Eles pegavam uma qualquer pedra do monte ali formado e instintivamente já era prensada com o martelo no lugar certo. Coisas da arte e de muita prática. Também do gosto e da paixão.

A última frase do parágrafo anterior não foi escrita em vão. Aliás, nada do que escrevo é em vão. Aquilo veio aqui do fundo da minha alma. Vi, muitas vezes, como eles faziam e como não poderia deixar de ser, aprendi. "Se houvera quem me ensinara, quem aprendia era eu". Lembrei-me deste verso da que é uma das mais lindas canções alentejanas --- Rama da Oliveira ---. Directamente não houve quem me ensinara e nem mesmo algum calceteiro iria expulsar dali um miúdo de 5 ou 7 anos e aí, na verdade, é que estava o busilis da questão...

Aprendi muito na vida na base da curiosidade e da bisbilhotice. Sou um auto-didata em muitos assuntos. Por tudo o que me interesso e resolvo fazer, faço-o com paixão. No dia de Ano Novo, além de expurgar os excessos de bebidas e comidas da noite anterior, senti o prazer de refazer o canteiro do meu Ipê Amarelo (ressuscitado...) e arrumei um pouco da calçada. Hoje resolvi retirar todas as pedras dum espaço que a raiz da árvore estufou.Desbastei a terra em excesso e refiz a calçada imitando os calceteiros de antanho, dos anos da minha infância

Aqui eu senti, como afirmei lá atrás, um gostinho especial pela arte. Não senti a dor no meu joelho (...); o quebrar daquela ponta bicuda; o arredondar de uma face. Tudo na ponta cortante do martelo, para que a pedrinha encaixasse certinho no espaço obtuso. E tudo foi ficando certinho.

E ferramentas também se improvisam para tarefas deste tipo que, afinal, não é todos os dias que aparecem. Um maço como o usado por aquele calceteiro da fotografia eu não tenho. Mas o conjunto das pedras tem forçosamente que ser batido com força para a união e nivelamento do conjunto. Nessas horas temos que improvisar e foi o que fiz com essa lata cheia de concreto e presa com uma corda...

Alguém me fotografou sem que eu pedisse, mas também não fiquei aborrecido com isso. Entendam as fotos ilustrativas pelo ângulo profissional e desprezem a tentação de algum comentário sobre a estética do calceteiro. Atentem sòmente na obra domingueira.

 Durante todo o tempo tive a supervisão do meu Dálmata, Díli. Não se cachorro pensa e, assim. não sei o que ele pensou sobre todas as manobras. Mas tenho a certeza que assim que eu lhe colocar a coleira para o passeio diário, vespertino, ele irá inaugurar a obra com uma tremenda mijada. É da praxe canina...



sexta-feira, agosto 13, 2010

Marechal Spínola

Polémico nas suas ideias e decisões militares e políticas, mereceu a minha simpatia. Não só a Guiné, onde mais directa e temporalmente agiu, mas todas as então colónias portuguesas poderiam, mesmo que independentes hoje, ser países prósperos e pacíficos, algo que está longe de ser uma realidade. Portugal também se poderia estar beneficiando directa e indirectamente.
Independentemente de tudo isso, António Spínola nasceu em Estremoz, como eu.
Decorre hoje o 14º aniversário da sua morte e eu achei que deveria ser lembrado no meu blog com dignidade e respeito.

terça-feira, dezembro 29, 2009

Conterrâneos ilustres

500x500Na quarta edição do “Prémio de Artes Casino da Póvoa” foi distinguido o artista plástico Armando Alves, com um prémio no valor de € 30.000,00.
O prémio, além da aquisição de uma obra do artista premiado, envolveu a publicação de uma Monografia.
Armando Alves recebeu o prémio no passado dia 18 de Dezembro, numa cerimónia que teve lugar no Casino da Póvoa.
A obra adquirida a Armando Alves, que passa a integrar a colecção de arte do Casino da Póvoa, é uma escultura, sem titulo.
Pintor alentejano, Armando Alves nasceu em 1935, em Estremoz. Após tirar o Curso de Preparação às Belas-Artes da Escola António Arroio (Lisboa), seguiu-se o Curso de Pintura da Escola de Belas-Artes do Porto, que concluiu com a máxima classificação. Foi docente desta escola entre 1962 e 1973.