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segunda-feira, maio 16, 2011

Assédio Sexual

O ser humano vive em média 70 anos nos países mais desenvolvidos, ou até mais que isso nos tempos actuais. Mas tomemos como base a média assinalada.
Nesses 70 anos passamos pràticamente por três estágios de comportamento que são díspares entre si. Isto eu posso afirmar por vivência própria, apesar de não ter ainda alcançado os 70, mas já lá estar quase...
Note-se que nos anos 40 e 50 tudo o que se passasse e que dissesse respeito a manifestações ou atitudes sexuais não saía de dentro das 4 paredes de um quarto, mesmo quando de alguns casos escabrosos; era o íntimo total...
Nas décadas de 60, 70 e 80 houve um grande despertar e grandes liberdades foram conquistadas ou exteriorizadas impetuosamente. Porém, não existia essa coisa de accionar a lei e tão pouco era considerada como assédio a manifestação de interesse, o soltar de um piropo e até, acreditem, a passagem da mão numas nádegas gostosas e reboliças. 
Nestes anos 90 e nos 2000, as liberdades são totais; pratica-se sexo em qualquer esquina um pouco mais escura e nem tanto. Nos hoteis comem-se as camareiras ou estas nos aporrinham com olhares suspeitos e tudo fica por isso mesmo, a não ser que elas descubram que o indivíduo é uma alta personalilade pública ou privada e aqui a ordem dos sexos pode inverter-se, pois cabe perfeitamente o vice versa...
Oh! mundo hipócrita este em que vivemos. Eu poderia estar rico e nunca percebi ter ao meu alcance a alavancagem dessa viabilidade...
Tenho aqui na minha frente alguns jornais que todos os dias leio. Todos trazem fotos do ex chefe do FMI, Dominique Strauss-Kahn e de sua esposa Anne Sinclair. A primeira idéia que me veio à cabeça é a de que, tendo uma mulher tão gostosa assim, é mínima a possibilidade de andar procurando encrenca por aí afora, principalmente num país de moral besta como é o norte americano. Reconheço que, mesmo assim, um ou outro peixe acaba por ser pescado...
Há uma série de coisas estranhas nesta história em que estão fritando Dominique. Em primeiro lugar, é muito difícil uma camareira desconhecer que determinado quarto do hotel esteja ou não ocupado; e se estava ocupado e ela entrou, certamente estava procurando algo e encontrou; ou jamais entrou e tudo inventou.
Esta história leva-nos a pensar numa grande montagem circundada por grandes interesses de vária ordem. Aproveitaram que o indivíduo já tinha um rótulo de mulherengo e planearam a sacanagem final para o apearem do pedestal por alguns cobiçado e, ao mesmo tempo, complicarem as suas aspirações de concorrer à presidência nas eleições francesas.
Tentativa de estupro? --- Infelizmente, mais uma vez, tenho que bater nesses americanos prepotentes e de ética duvidosa. Ao mesmo tempo vai a minha saudação especial para Dominique "pé de mesa" e um alerta aos franceses para que não entrem nessa e antes manifestem confiança no seu patrício.

sexta-feira, junho 05, 2009

Arre macho!

O caso aconteceu há dois anos e demorou todo esse tempo para sair o resultado de um exame que poderá demorar, no máximo, dois dias. Coisas da Justiça em Portugal e muito parecidas com algumas do Brasil...

O fulano é militar da GNR e fazia um bico no cassino da cidade onde está alocado. Conheceu a moça, de 20 anos (grandinha e com mais de 30 kg...), e convenceu-a a ir até ao Posto e, depois, atraíu-a às cavalariças onde foi coagida a acto sexual.

Não houve choro nem vela / só uma mancha amarela / estampada nas calças dela. Olhem que ficaria muito legal esta letra com a mesma música daquele tão célebre samba...

O resultado dos exames, agora divulgado, confirma ser do militar o sêmen de uma das manchas e de outra pessoa o de outra mancha. Isto leva a crer que a inocente (como alega a defesa) se andou esfregando com outros durante a balada da noite...

O que eu achei mais interessante na notícia foi a declaração de uma amiga da mocinha que, após a apresentação da queixa, afirma que a colega se recusou a ter relações sexuais e que o militar se masturbou na sua frente sem que ela tivesse tempo de escapar. Foi um punhetaço rápido...

Só fico pensando como se sentiram as éguas da cavalariça!? Esses tratadores ou cavaleiros às vezes sobem num banquinho para terem acesso às partes e, desta vez, devem ter-se sentido traídas...

Arre macho!

segunda-feira, março 09, 2009

Literatura de cordel

A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA
I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.
II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.
III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.
IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.
V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.
VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.
VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.
VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.
IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na linguiça
É uma coisa do Cão.
X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.
Miguezim de Princesa