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terça-feira, outubro 23, 2012

Eventos








Antigos Alunos de Administração de Empresas
Turma de 1980/1983
Realizou-se mais um dos nossos "Encontro/Almoço"
20 de Outubro de 2012
Restaurante Spiandorello - Jundiaí - S.P. --- Brasil

terça-feira, julho 19, 2011

Faculdades Padre Anchieta - "Anchieta-1983"

Fiz o meu curso de Administração de Empresas na Instituição então denominada "Faculdades Padre Anchieta" na cidade de Jundiaí. De 1980 a 1983 fôram 4 anos lectivos e diàriamente (período nocturno) me deslocava desde Campinas, uma distância de 40 kilómetros. Não era fácil para quem árduamente trabalhava durante o dia e estudava à noite, o que com todos acontecia.

Após 25 anos do término do curso, ex alunos encontrámo-nos num restaurante de Jundiaí para um acertado Almoço de Confraternização. Foi o primeiro e fizémos promessas de realização de um segundo e seguintes. Porém, a vida movimentada e compromissos de muitos do Grupo só agora permitiu que nos encontremos pela segunda vez e no mesmo local.
Ocupo este meu espaço para propagandear o próximo "Almoço-Encontro", na esperança de conseguir contacto com aquela meia-dúzia de colegas que teimam em não aparecer e que não conseguimos encontrar.
O dia é 17 de Setembro -- Sábado -- no Restaurante Spiandorello, na Avenida Humberto Cereser, 6245 - Caxambu - Jundiaí.
Como da outra vez, alguns de nós começaremos a comparecer bem antes das 11 horas, pois há muita cachaça para experimentar e um bom pedaço de floresta cheio de animais exóticos para apreciarmos.
O contacto de algum colega perdido que apareça, poderá ser feito por e-mail, para o que basta clicar no ícone do mesmo aqui nesta página.




segunda-feira, julho 06, 2009

Depoimentos (2)

Sem duvida Suzi que todos compartilhamos do mesmo sentimento. Eu particularmente era um dos “idosos” e sentia-me um pouco excluído no inicio do curso (casado, dois filhos, recém chegado a Jundiaí, morava no Eloy Chaves) e por isso fazia parte de um grupo que me acolheu por algumas coisas em comum. Você fazia parte de outro grupo que tinha outras afinidades e assim por diante, cada um se agrupava com aqueles que mais tinham algo em comum na época.

Agora foi diferente. A idade já não importa, a situação financeira idem, o Ézio lembrou bem que nem para que time de futebol cada um “torce” era conhecido e tambem não importa, o atual emprego ou ocupação não importou – nos encontramos sem qualquer mascara ou disfarce e isso foi a tonica deste nosso encontro e, por isso foi tão bonito e gostoso para todos nos. Ninguém se importou em ser chamado de careca, barrigudo, velho, gordinha, ou o adjetivo que fosse, apenas relembramos, rimos, sentimos profundamente o sentido real dessa nossa reunião e foi maravilhoso realmente.Sentimos o real sentido da Amizade!!!

Tomara consigamos manter contato e aumentar o numero de participantes na próxima reunião que estão planejando para Dezembro.

Vamos la.....esse e o sentido da vida....alegria sem preconceitos, sem interesse, sem esperar outro retorno senão mais alegria.

Um abraco a todos e muito obrigado a todos pelas horas muito felizes que proporcionaram a mim e acredito, a todos os presentes.

Que os ausentes se preparem desde já para a próxima reunião - agora vocês serao os “bichos” da Turma e sentirão a alegria que compartilhamos neste dia 4/7/2009.

Valdir

Depoimentos

Acerca do nosso Encontro-Almoço (antigos companheiros de Faculdade), tomo a liberdade de aqui postar os dois primeiros depoimentos. Assinados por duas colegas; elas são mais emotivas que eles ou, pelo menos, exteriorizam com mais facilidade os seus sentimentos... ______________________________________________________________________

Caros amigos!

Não pude deixar passar o dia e esfriar as emoções. Estou tão feliz que gostaria de compartilhar minha felicidade com vocês!

Nosso encontro foi mágico.

Agradeço a todos e a cada um o esforço que fizeram para comparecer no almoço de hoje, mas tenho cá para mim que valeu a pena. Foi tudo lindo e comovente.

Sei que alguns deixaram familiares, não sem pesar. Sei que outros arrastaram maridos, esposas, filhos, namoradas, amigos a um encontro que para essas outras pessoas poderia não fazer muito sentido, mas que foram todos acolhidos com prazer. Muitos vieram de outras cidades. Outros tantos driblaram compromissos. Eu mesma, se não fosse o apoio de meu marido e de meu filho, não poderia ter ido.

As lembranças, os risos, as piadas, os "causos", a constatação constrangedora de que não lembrávamos o nome de muitos mas o alívio de que a recíproca era verdadeira, tudo foi especial.

As lembranças do fatídico vendaval. O dono da lanchonete da faculdade que apareceu, justo hoje, lá no restaurante. (Será que alguém esqueceu de pagar o chocolate quente ou o hamburguer?)

Os organizados que atenderam ao apelo e vieram com crachá, o pessoal que (como eu) escreveu rapidinho o nome na fita crepe emprestada do bar e colou na roupa para evitar constrangimentos maiores (aliás alguém devolveu a fita crepe?). Os de última hora que chegaram após o almoço (tipo o Cláudio) mas que chegou a tempo de mais uma foto e de um abraço em cada um que lá estava. O resgate da Graça, que se perdeu no caminho, por amigos que deixaram o almoço prá mais tarde só para resgatá-la.

As fotos que vários amigos trouxeram e que deram a dimensão de que precisávamos para resgatar nosso grupo e transportá-lo para o presente. O lamento por aqueles que partiram tão cedo, sem tempo de nos reencontrar.

A todos e a cada um o meu grato abraço pois transformaram um sábado qualquer, num sábado mágico que, como num "Túnel do Tempo" (esse é antiguinho), permitiram conectar passado e presente numa só emoção.

Àqueles que não puderam comparecer, lamentamos, mas tenham certeza que foram lembrados. Ficamos o tempo todo na expectativa de que alguém mais chegaria, tentando reconhecer algum amigo nas pessoas que por lá chegavam. A cada um que chegava e era reconhecido, uma nova explosão de alegria.

Outros encontros virão com certeza, e continuaremos tentando localizar os "perdidos" para transformar um dia qualquer em mais um dia mágico!

Obrigada e um grande beijo em cada um.

Laura

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Hoje me deparei com a realidade, eu tinha amadurecido.

O que eu via no espelho era uma pessoa com mais idade, tudo estava alterado; os meus cabelos, o meu corpo, já não eram os mesmos; mas diante do espelho eu fechei os olhos e dentro de mim, guardadinhas em um cantinho, ainda estavam aquelas pessoas dos anos 80, alegres, com todo a juventude e vitalidade.

Eu voltei a relembrar tudo o que havia passado e as artes que tinha aprontado.

O sorriso voltou em meus lábios e meu coração voltou a palpitar como o de uma criança que descobre a alegria de ganhar um presente.

Foi assim que me senti.

Alegre, feliz, cheia de vida; e a juventude voltou num relampago.

A vocês eu agradeço por esta oportunidade, de rever quem só me fez bem.

Agradeço pela minha saúde, pelos meus familiares e pelos amigos que conquistei ao longo desses anos.

Como foi bom encontrar amigos, com uma família companheira, que entenderam a importância deste encontro.

Talvez na época da faculdade não tenha sido possível ter uma amizade estreita com todos, pois nos dividimos em grupos e foi assim até ao término do curso.

Mas agora a vida está nos dando a oportunidade de nos conhecer melhor a estreitar este convívio e, assim, nos tornar um grande grupo.

Às minhas companheiras, Lígia, Laura, Ana, Angela e Luiza, o meu eterno agradecimento pela época boa.

Aos queridos Nelson, Ebúrneo e Mussi como foi bom trazer vocês de volta.

E aos outros colegas, este coração ainda tem muito carinho para dar e estará aberto para todos vocês.

Não vamos nos perder novamente. A vida é uma criança e depende de nós deixar ela crescer e se tornar chata ou deixá-la sempre uma criança feliz.

Beijos, Suzi.

sábado, julho 04, 2009

Reencontro

Vinte e seis anos depois, finalmente reencontrámo-nos. Nem todos estavam presentes, mas talvez estejam na próxima vez que nos reunirmos.
No ano de 1980 esta turma de Administração de Empresas e outras de outros cursos, inauguraram o Campus das Faculdades Padre Anchieta, na cidade de Jundiaí. Para todos nós foi um privilégio.
Após a formação, em 1983, a maioria de nós jamais se encontrou e isso eu considero um pecado gravíssimo... Devido à correria dos dias de hoje e porque cada um se dispersou, alguns até para outros países, no afinco da sua profissionalização ou na busca de melhores oportunidades, não houve um interesse geral em marcar encontros com alguma assiduidade.
Desta vez essa missão foi criada e concretizada pelo esforço de uma meia dúzia de abnegados. Para todos os que estiveram presentes a alegria foi transbordante. Cada um que chegava era recebido apoteóticamente. Neste tipo de encontro, o que mais se recorda são as passagens de antanho, principalmente as mais pitorescas, e no bojo a curiosidade sobre a vida de cada um. Foi um dia maravilhoso para todos nós e, na hora das despedidas, a promessa de um contacto permanente e o esboço do projecto para a próxima reunião.

quinta-feira, junho 18, 2009

Ilhas Malvinas ou Falklands

À primeira vista é um caso ultrapassado. Não consta da agenda das diplomacias envolvidas com relação a datas próximas. Não quer dizer que, mais tarde ou mais cêdo, não se venha a incluir numa pauta de conversações bilaterais, sem recurso a medidas drásticas e irracionais como as de antanho na década de 80.
Lògicamente que a minha crónica de hoje não vai abordar especìficamente o problema das Ilhas, pois seria descabido. Mas mantenho o título --- um dos que excepcionalmente coloquei antes de organizar as ideias e escrever o texto. Por isso, esta minha introdução explicativa... Só falta explicar o porquê da minha navegação nestes mares, mas isso surgiu mercê dos últimos contactos com os velhos camaradas de Faculdade (que continuam), visando o nosso Encontro-Almoço de Julho próximo. O momento veio trazer à tona essas lembranças e, mais ainda, porque fui cutucado...
Naquele ano de 1982, entre Abril e Junho, período da duração da Guerra das Malvinas ou Falkland War, era frequente comentar-se a respeito nas aulas de Técnicas de Vendas, do curso de Administração de Empresas. Numa Faculdade é perfeitamente normal haver abordagens a assuntos extra curriculares pois que, afinal, tudo concorre para uma melhor formação dos alunos e até dos professores...
O assunto em questão era apaixonante e, naturalmente, gerou correntes diversas de opinião, umas a favor e outras contra, no âmbito geral. Eu era declaradamente a favor dos britânicos, atitude raríssima na medida em que sempre critiquei e continúo a criticá-los por causa das muitas arbitrariedades em que se envolvem. A minha virada de casaca, nessa altura, devia-se a outros componentes.
Sempre fui uma pessoa muito tímida e continúo sendo. Porém, numa roda de amigos eu consigo vencer algumas barreiras e sei que transmito uma imagem diferente; inconscientemente uma imagem virtual. Assim, sobressaía-me na exteriorização das minhas ideias e opiniões e isso levou o professor a mobilizar-me para um debate em sala de aula e com dia marcado, mesmo perante a minha contrariedade.
O meu oponente era um colega que se sentava numa das carteiras do fundão (cujo nome não me vinha à memória, mas fui agora informado que se chama Osni) e acirrado admirador dos argentinos e sua posição na disputa das Ilhas. Aliás, a sua postura era de declarada admiração dos regimes de então no Cone Sul.
Certa altura, durante os meus estudos na escola secundária em Portugal, fiquei escalado para uma palestra na aula de História. Era sobre os 500 anos das Descobertas. Lembro-me que passei muitas horas na Biblioteca de Évora folheando calhamaços e, com isso, adquiri conhecimentos importantes. Nessa linha de estudo e pesquisa mergulhei em tudo o que se relacionava com as Malvinas no campo da história. E esse era, cria eu, o meu grande trunfo no futuro debate. A par disso, recortava todos os dias dos jornais o que se publicava sobre a guerra e montei um dossier. Estava muito confiante na minha performance...
Uns dias antes do programado debate, numa das habituais conversas com o meu amigo Marcos, aluno do curso de Economia, abordámos o assunto. Tracei um esboço do meu trabalho e, de pronto, ele me aconselhou a rever o que eu pensava incluir (nada mais, nada menos, que uma abordagem política). E, porquê? --- perguntei-lhe. A resposta foi clara e incisiva: atacar a ditadura argentina era como se atacasse a brasileira; isso publicamente e ainda por cima vindo de um estrangeiro-residente, erra barra pesada.
Pensei muito a respeito e cheguei à conclusão que era mais prudente não enveredar por esse caminho. Pensei, sobretudo, na minha família. Assim, no dia do debate e antes de entrar na sala de aula, procurei o professor e pedi-lhe que anulasse ou adiasse o evento. A resposta foi negativa!
Entrei na sala nervoso. Notei que estava cheia e havia convidados. Alguns colegas levaram as esposas para assistir. O acto revestia-se de muita importância.
O primeiro a ser chamado para falar foi o meu oponente. Quando ele começou a dissertar sobre a parte histórica, notei que estava ali quase tudo o que eu pesquisara e isso já me iria reduzir a munição. E não passou disso --- só história.
Chegou a minha vez. Cheguei lá na frente e as palavras não saíam. E não saíram. Apercebia-me do ridículo da minha postura e isso me enterrava mais. Nunca tive o dom de falar em público para uma plateia assistente e, além disso, como um pássaro, as asas já me tinham cortado e eu não poderia voar.
Voltei para o meu lugar cabisbaixo e sujeitei-me a ouvir um monte de impropérios vociferados pelo mestre. Lembro-me que o já falecido colega Duarte dissera naquele momento: "eu era a favor da tese pró ingleses, mas mudei de lado"; o Schmidt segredou-me: " estou estranhando você! um cara que andou nas guerras de África não reage?!". Até hoje eu carrego esse peso na consciência. Porém, publicando isso tudo aqui hoje, sinto-me um pouco mais aliviado. Quem sabe, até, se compreendido?