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quinta-feira, novembro 15, 2012

Um Dia em Campinas

Hoje, quarta-feira e véspera de feriado aqui no Brasil, trabalhei pra caraco. Mas, são tarefas que faço com prazer e alegria e, assim, tudo vai bem. Conto estas coisas porque, além de ter um assunto diferente para dividir convosco, faço o que também me dá muito prazer que é escrever. Sobretudo, porque a minha vida é um livro aberto, não vos oculto nada de nadinha...
Das 5 da madrugada e até às 14, trabalhei na feira na minha banca de roupa. Foi dureza hoje, como tem sido todo este mês, porque muita gente já antecipa as compras de Natal.
Ao chegar em casa, olhei para a aceroleira e notei que, apesar de todos os dias colher as belas acerolas, ela continúa carregada. Enchi três vazilhas, lavei as frutinhas, bati-as no liquidificador e guardei o concentrado de suco no freezer.
A terceira tarefa foi nada mais que preparar um tempêro muito usado no meu Alentejo e o qual eu não consigo encontrar aqui no Brasil; e olhem que eu já procurei por tudo o que é lugar desde há anos. Trata-se da massa de pimentão vermelho com a qual temperamos, principalmente, a carne de porco. E, como ùltimamente eu me tenho dedicado muito à cozinha para elaborar alguns pratos regionais da minha terra, tinha que ter este tempêro à mão. Desta vez recorri ao meu amigo e conterrâneo Renato Valadeiro e ele colheu a informação com a vizinha... Fiz tudo do modo indicado e tenho a certeza que dará certo. Certificar-me-ei daqui a três semanas...
Como já estava preparando a minha quarta tarefa, que consistia em assar pimentões verdes para comer naquela tradicional salada com bastante azeite, vinagre e alho, guardei alguns vermelhos para dar um colorido... E olhem que quase um saco de carvão não chegou para assar todos. É trabalhoso, pois que, depois de assados, terão que ser pelados e cortados às tiras. Guardei uma porção para o almoço de amanhã que será uma sardinhada assada. Sardinhas portuguesas importadas que comprarei congeladas, mas muito boas.
Terminada esta tarefa, olhei para a mangueira e vi que ela está muito carregada também. Só tem uma manga madura, mas dentro de dois dias terá muitas. É a mais saborosa das mangas --- variedade coquinho. A madura eu esperarei que ela caia esta noite e saborea-la-ei amanhã pela manhã.         Olhei agora para o relógio e certifiquei-me que já passa da meia-noite!!! Pô! Costumo deitar-me muito mais cêdo porque me levando muito cêdo também. Quase não deu para a minha investida diária na internet, mas ainda sobraram uns momentos para me comunicar com alguns amigos pelo Facebook. Este foi o relato de um dia da minha vida. Agora sim, vou dormir e a todos dou o meu abraço.
 

quinta-feira, maio 10, 2012

Propaganda

https://www.facebook.com/Fran.Moda.Roupas
Já agora, aproveito este meu espaço para fazer propaganda da minha página de negócios do Facebook. Vão até lá fazer uma visita e cliquem em "curtir".

https://www.facebook.com/Fran.Moda.Roupas 




segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Nú e crú (2)

Uma vez pensei em pedir a alguém que filmasse um dia da rotina da minha ocupação profissional actual. Muitas oportunidades eu deixei passar em ocupações anteriores e, agora, não tem volta...
Esta oportunidade surgiu agora quando da visita a Campinas de um dos meus filhos residente em Portugal. Juntou-se o meu desejo de ter uma recordação e testemunho, ao facto desse meu filho ter o mesmo gosto do pai: registar em imagens tudo o que vislumbre e ache ser digno de registo. Uma maneira, também, de mostrar aos que da nossa família lá vivem e desconhecem certos detalhes interessantes que vão além da ideia básica.
Pela limitação de recursos, uma vez que usou a filmadora do telefone celular (telemóvel), o filme ficou muito bom. Reconheço que contribuíu para o sucesso, a sua capacidade e gosto pela arte. Tudo ficou a preceito e os meus leitores podem certificar-se disso vendo o vídeo abaixo nesta página. Esse é o trabalho do meu Fellini...
O que escrevi até aqui é um alinhavo e não pròpriamente a costura da matéria de hoje, pois esta alavanca-se noutro fulcro.
Dos meus amigos virtuais, cibernéticos, pouquíssimos sabem da minha actividade profissional e até mesmo muitos pensarão que eu sou um ancião aposentado de bem com a vida; um doutor ou mais sei lá o quê numa dessas escalas burras de valores. Culpa minha que, sem motivo, não me abro tanto e culpa dos que nada me perguntaram, pois eu sou na realidade um livro aberto. Na verdade, nestes contactos na internet a limitação é a troca de simples e-mails com pps e vídeos ou curtas mensagens pessoais sem muitos agregados. E para quem tem mais de 200 desses amigos já nem tudo isso se observa em relação a todos. Li algures não sei onde, que a nossa memória não retém mais que 150...
Quando recebi já editado o vídeo, postado também no Youtube (decisão do filho...), encaminhei-o a umas dez pessoas mais chegadas a mim. Porém, mais tarde resolvi enviá-lo a todos e assim o fiz com esta mensagem introdutória:
"Aqueles para quem eu já enviei por outros meios, desprezem este e-mail.
Aqui estou enviando para a maioria dos meus amigos e amigas o link de um vídeo do Youtube. Esse é o meu passatempo diário. É uma forma de me dar a conhecer melhor quando compartilho estes detalhes com vocês. Aqui, como sempre, não existem segredos.
Beijos para elas e abraços para eles."
Recebi muitos e-mails por causa desse vídeo. Uns com rasgados elogios, outros com uma pitada de gozação e outros ainda com demonstração de surpresa e incredulidade. Um destes últimos dizia entre outras coisas:
"...Fiquei muito admirada......não sabia que era feirante. Não leve a mal por o que vou dizer......aqui em Portugal, feirante é analfabeto ou semi-analfabeto".
Conheço bem Portugal, como não poderia deixar e ser. Conheço muitos que por lá fôram feirantes e que, ao contrário de mim, já se reformaram. Todos enriqueceram. Eu ainda não!... Certos tipos são englobados num todo. É o caso dos tendeiros. Estes parecem-se muito com o feirante daqui quando se trata do meu ramo de negócio. Mas é muito diferente na essência e chegam a ser rebaixados em relação aos ciganos. Reconheço que contribuem para essa discriminação.
O feirante aqui no Brasil jamais pode significar algo abaixo na escala de ocupações. Não só eu, mas muitos também têm curso superior e optaram por esta actividade que acaba por ser muito mais rentável que a profissão a que se refere o seu curso de 4 ou 5 anos perdidos... De que adianta eu ser gerente num setor de grande multinacional (como fui, entre outros cargos), ter que andar de terno e gravata, engolir sapos às vezes e ganhar infinitamente menos que o que ganho aqui, voltando mais cêdo para casa, andando de bermudas e senhor do meu nariz!? Só não tenho férias, mas isso faz parte...