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sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Tropa

Não sou e nunca fui chegado a gays. Também não gosto desse termo e prefiro usar os nossos castiços como paneleiros, viados, bichas, maricas, bambis.Uns usados em Portugal e outros no Brasil. Acrescento ainda que só estou abordando o assunto e chafurdando no pântano porque um dos verdinhos falou coisa que vai dar muito pano para mangas.
Antigamente sabía-se que fulano era maricas por se ouvir falar ou por testemunho de alguém que provou a fruta. Tudo confidenciado. A própria postura em público era discreta e se se denunciava alguma anomalia pelo jeitinho, nada ía além de comentários sem afrontas. Assim, todos eram obrigados a prestar serviço militar e o desempenhavam por igual. Lógicamente que me atenho à realidade portuguesa da qual tenho total conhecimento, mas os fundamentos são universais.
Nos tempos modernos essa classe foi ganhando atenção e privilégios, atropelando a constitucionalidade do “somos todos iguais”. Por isso, eles desmunhecam em público e têm postura escandalosa. Soltam a franga com a maior facilidade. Perante isto, acho eu ser a explicação para os bichinhos e temores deste e de , quiçá, outros Generais.
Mas eles não podem formar uma opinião desse calibre, porque dentro dos quarteis o buraco é mais em baixo. Lá eles, comandantes, têm todo um arsenal de regulamentos e punições para os que os desrespeitem. Se o indivíduo chegou a sargento ou oficial é porque tem estudos e competência para tal. Sei que tem muitos bambis lá dentro e jamais tive conhecimento de excessos nesse campo.
Durante o meu curso de Sargentos Milicianos em Portugal, passei 3 meses da primeira fase na Escola Prática de Cavalaria --- Santarém. Ali percebi que era tudo macho; a tropa e os poucos cavalos, pois estes fôram substituídos por carros de combate. Porém, na segunda fase do curso, desta vez na Escola Prática do Serviço de Material --- Sacavém, já notei estranhos no ninho… Tinha uma bichinha endinheirada que pagava todos os serviços de escala e jamais dormiu na caserna. Tinha um alferes miliciano, este sim paneleiro.
Lembro-me que este alferes nos dava aulas e tinha o hábito de provocar alguns de nós com um jeitinho diferente. E daí? Eu ficava furioso, acredito que os demais também, mas jamais tirámos algum tipo de sarro ou desobedecêmos a ordens. Era um alvo a ser abatido por bala perdida se porventura a nós reunido na guerra de África mas, mesmo isso teria que ser muito bem feito…
Num teatro de guerra não existe essa coisa de desvairos. Ali são todos iguais na percepção,responsabilidade, universalidade e bravura. Quem comanda sabe o que está fazendo e nem tempo tem para pensar que é diferente. Ali não há diferenças. Conheço e posso afirmar!

domingo, janeiro 25, 2009

Marinheiros em terra

Nos meus tempos de adolescente costumava ouvir um comentário com modos de chacota, quando nos referíamos ao Ministério da Marinha da Suiça. Até hoje não sei se existiu alguma vez ou se existe esse tal ministério, pois lá só existem rios e lagos e não há acesso ao mar... Claro que isso não impede a existência de um Órgão que superintenda a navegação e manutenção desses "acidentes geográficos". Isso será uma pesquisa que prometerei fazer a qualquer momento para tirar as minhas próprias dúvidas a respeito e ficar com mais informação.
Inclinando-me para a parte da piada própriamente, lembrei-me dela quando hoje leio nos jornais portugueses esta notícia: Marinha tem 52 almirantes para 40 navios. A Marinha conta com mais almirantes no activo e na reserva em efectividade de serviço do que o número de navios em actividade operacional. Ao todo, no final de 2008, existiam 52 almirantes em situação efectiva de serviço, um número superior aos 40 navios operacionais referidos no relatório e contas do Ministério da Defesa de 2007.
Claro que não sou técnico em assuntos militares de defesa, específicamente os de marinha; no exército, do qual fiz parte, até poderia arriscar um ou outro palpite. Porém, acredito que a maioria dos meus patrícios comunga do meu pensamento e conclui que se trata de um verdadeiro absurdo --- uma autêntica piada de português...
Essas barbaridades e descaso com as verbas governamentais ainda me deixam mais atónito e revoltado, quando em confronto com um longo rol de injustiças em relação aos direitos não reconhecidos daqueles que, como eu, fôram obrigados a cumprir quase 4 anos de serviço militar obrigatório, dois dos quais no ultramar.

domingo, julho 13, 2008

Inquietação...

Regras de mais, princípios de menos

O ataque cerrado às Forças Armadas brasileiras continua cada vez mais intenso.
Desta feita, o instrumento usado foi assassinato de três jovens depois de terem sido presos por militares e, inexplicavelmente, entregues, pelos coatores, a traficantes de uma facção rival. Imediatamente, várias autoridades passaram a dar declarações preconceituosas, com o objetivo de debitar ao Exército, como instituição, a responsabilidade pelo crime, cujos autores, ao contrário do que normalmente ocorre, já foram identificados e presos.
Para o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, o Exército tornou-se "um protagonista nocivo, na tragédia de horrores imposta aos moradores". Que a tragédia foi um horror, nem era preciso dizer, mas ver nocividade no Exército seria como considerar a OAB nociva, porque alguns advogados transportam droga para traficantes ou transmitem sentenças de morte geradas dentro dos presídios, para os criminosos que as executarão do lado de fora. As manifestações de indignação quase histéricas, cuidadosamente encenadas por alguns, não se justificam, pois os culpados serão, inevitavelmente, condenados.
E o serão, justamente, por serem militares. Dissemos "justamente" , porque os militares não adotam a lógica do presidente e de seus seguidores, para os quais o aparelho repressor do Estado serve, apenas, para constranger adversários políticos.
Os aliados são sempre intocáveis. Onde estarão, agora, os "mensalei­ros" ; os "cuequeiros" ; os "sanguessugas" ; os mafiosos da saúde; os "alo­prados"; os usuários dos cartões de crédito ditos corporativos; os autores do dossiê da Casa Civil; os traficantes de influência da venda irregular da VARIG; os assassinos dos prefeitos do PT, vitimados em meio à queima de arquivos, nos escândalos de desvio de dinheiro público; os ministros; os parentes e os amigos do presidente? Como se vê, nenhum desses casos envolvia militares. A impunidade só vigora nos meios castrenses, quando imposta pela Justiça, contaminada pelos "defensores dos direitos humanos", mais interessados em quebrar a espinha dorsal das Forças Armadas, demolindo-lhes os princípios basilares da Hierarquia e da Disciplina.
Ninguém verá a "tropa de choque" do Exército ser chamada para "blindar" criminosos. Esta será preservada para usos mais nobres, quando tal se fizer necessário.
A Força Terrestre sempre procurou evitar o seu emprego em operações de Garantia da Lei e da Ordem, sem o cumprimento de todos os ritos legais. O que, então, estaria o Exército fazendo no Morro da Providencia? Infelizmente, o presidente envolveu, indevidamente, os militares, coagindo-os, como Comandante Supremo das Forças Armadas, a participar de um projeto de cunho político-partidário, para favorecer o seu candidato à prefeitura do Rio de Janeiro. Assim, a indignação presidencial com o envolvimento de militares no crime, só se explicaria pelo desgaste que isso possa ter causado ao seu candidato. Em verdade, o presidente deve estar exultante.
A exposição da sua política indigenista antinacional e criminosa deflagrou um intenso esforço para desacreditar o Exército, utilizando-se, inclusive, do recurso à baixaria, com a exploração, nos meios de comunicação, das declarações de militares homossexuais desajustados. Um presente desses deve tê-lo deixado muito feliz.
O presidente "indignado" mandou, então, o ministro da defesa acompanhar as investigações. Ressuscitado, agora, depois do grande silêncio obsequioso a que se viu condenado, quando foi confrontado pelo Alto-Comando do Exército em decorrência de suas bravatas iniciais, o ministro não nos parece, mercê do seu passado, a melhor pessoa para acompanhar qualquer investigação. E ele não perdeu tempo. Tratou, logo, de tirar proveito da situação, ao augurar, em busca de mais quinze minutos de fama, uma reação forte, da sociedade, e radical, da Justiça, contra o nosso Exército. Novamente, a avaliação do ministro foi equivocada. Reação forte da sociedade, quando houver, será contra esse governo desastroso.
Contra as Forças Armadas, somente as manifestações orquestradas pelos inimigos tradicionais e já conhecidos, para os quais tudo vale, desde que seja para destruí-las. O Exército Brasileiro é instituição permanente e continuará respeitado por todos, muito depois que os nossos maus governantes tenham sido varridos da História.
Até o ministro Tarso Genro saiu do limbo e voltou a "deitar falação".
A contaminação ideológica é tanta, que ninguém fala dos traficantes do Morro da Mineira, os verdadeiros assassinos dos rapazes, nem do absurdo de existirem, na cidade, com a tolerância do Estado, áreas controladas por essa ou por aquela facção criminosa. O Ministro da Justiça, tão diligente contra os rizicultores, também silenciou sobre isso. Só interessa ferir, de morte, o Exército. Mais uma vez, fracassarão.
Mas a responsabilidade do presidente vai muito além do que já foi dito. Com os baixos soldos, as graves restrições orçamentárias e o desprestígio que têm sido impostos às Forças Armadas, a seleção de pessoal ficou muito prejudicada. O recrutamento de militares nas áreas controladas por traficantes e a sensação de impunidade generalizada, sem dúvida, contribuíram para essa barbárie.
Por tudo isso, é o presidente quem menos tem o direito de se indignar. Ele é a principal fonte de todos os nossos problemas e, portanto, também, da nossa indignação, esta, sim muito justa. Para agravar a situação, recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral sucumbiu à lógica dos criminosos e perdeu a chance de resgatar parte da moralidade nacional.
Alguns ministros parecem haver se esquecido de que a aplicação do Direito se rege por princípios e por regras, para se concentrarem, exclusivamente, nestas últimas. É incompreensível que quatro deles tenham preferido permitir que maus cidadãos se aproveitem de suas próprias ações dolosas e torpes para conseguirem imunidades, que lhes garantam continuar a praticar seus crimes livremente.
No Brasil, há regras demais e princípios de menos. Vivemos em um caos jurídico, onde os bons são oprimidos e os maus têm toda a proteção do Estado. Isso decorre da alumia intencional que a ditadura petista nos impõe, para desestruturar o Estado de direito, em benefício de seu projeto despótico de poder.
Por que alguém se sentiria obrigado a respeitar as Leis, se, todos os dias, os ministros e o próprio presidente as violentam, sem qualquer pudor, e debocham de toda a Nação, negando, cinicamente, todas as evidências das atividades ilícitas que cometem às escâncaras? Tudo, tranqüilamente, sem que nada se faça para impedi-los.
Todas as regras têm seus limites e somente devem servir para proteger quem, também, as cumpra.
O Estado de direito tem o dever de usar todos os meios à sua disposição, para proteger-se de todos os que o ameaçam, inclusive de ministros e presidentes.
Luís Mauro Ferreira Gomes (Coronel -Aviador Reformado) Colaboração: Anderson Augusto - Pirassununga - SP, 13 de Julho de 2008.
In Internet - www.edumedeiros.com

terça-feira, novembro 27, 2007

DIGNIDADE DE SER SOLDADO

A guerra colonial acabou há quase 34 anos. Foi há muito tempo, dirão alguns dos meus leitores; só passaram três dezenas de anos, dirão outros. Terão todos razão, porque se trata de uma situação de garrafa meia cheia ou meia vazia. Tudo depende da perspectiva pela qual se olha o problema. Por exemplo, foi há muitos anos, se pensarmos que a grande maioria dos actuais oficiais generais (majores-generais e tenentes-generais ou contra-almirantes e vice-almirantes) já não combateram na guerra colonial ou, no caso dos mais antigos, fizeram-no como alferes acabados de sair da Academia Militar. Contudo, não foi há tantos anos assim, se pensarmos que a maioria dos capitães de Abril são, agora, recém-reformados que ainda não atingiram os 70 anos de idade, estando, por conseguinte, distantes do chamado tempo médio de vida. Este facto, aparentemente, paradoxal parece, também, estranho, porque a maioria dos cidadãos já esqueceu que a guerra colonial durou 13 anos, quer dizer, cerca de mais de 1/3 da carreira normal de um militar do quadro permanente.

Quem, como eu, entrou na Academia Militar em Outubro de 1961 — seis meses depois do início da guerra — e foi promovido a alferes em 1965 e avançou para África em 1966, para cumprir uma comissão de serviço de 24 meses — sempre prolongados por via da demora na substituição — em 1974 já levava 8 anos de guerra, enquanto um alferes de 1960 tinha 13 e um alferes de 1973 somente um. Analisando as respectivas idades, temos que o alferes de 1960 teria, nessa altura, entre 20 e 23 anos — entre 33 e 36, em 1974; o de 1965 entre 29 e 32 aquando da Revolução dos Cravos; e o de 1973, entre 20 e 23.

Repetindo o raciocínio para a actualidade vemos que o primeiro terá agora entre 67 e 70 anos; o segundo, entre 63 e 66 anos; e o terceiro, entre 54 e 57. Claro que estou a excluir desta análise todos os que eram tenentes e capitães em 1961 e que terão actualmente entre 70 e 76 anos de idade.

A estes homens --- se lhes associarmos os sargentos dos quadros permanentes que em 1961 tinham à volta de 25 a 30 anos e que agora terão entre 71 e 76 anos --- podemos chamar-lhes o "custo da guerra". São uns milhares porque, nos períodos mais agudos do conflito, na Guiné estavam efectivos da ordem dos 20.000 militares e 40 a 50 mil em cada uma das outras colónias --- Angola e Moçambique. No total mobilizavam-se, por ano, à volta de 120.000 homens enquadrados por uns largos milhares de oficiais e sargentos dos quadros permanentes e por muito mais graduados milicianos, cuja passagem pelas fileiras, ainda que efémera, se comportava, no mínimo, entre os 3 a 4 anos de serviço.

É esta visão que os jovens governantes de Portugal parece não terem. Para eles, a guerra foi um acontecimento que já se passou há muitos, muitos anos e dela ouviram falar vagamente aos pais ou a algum parente. Eles não percebem que agora. ainda há custos de guerra que têm de ser pagos. Custos que são mais visíveis em cada um dos militares reformados e cujas idades estão compreendidas entre os quase 60 anos e os que sobrevivem aos 75.

Todas as medidas que afectam os militares reformados com idades próximas dos 60 anos são acções sobre os custos da guerra, são injustiças cometidas sobre quem esteve disponível para servir em todas as circunstâncias e em todos os momentos. Todas as medidas que afectam as pensões e as poucas regalias que se lhes haviam dado como recompensa do muito que esses militares ofertaram à Pátria, são nódoas que caiem na Democracia portuguesa, no brio e na honra de toda a Nação, porque, todos os que por lá andaram nessa guerra, se mais não fizeram não foi por cobardia ou falta de vontade… Foi porque o mundo e a razão dos povos esteve contra eles. Esses adversários eram demasiado poderosos para se deixarem vencer.

Se o senhor ministro da Defesa Nacional tivesse memória e consciência do que foi o sacrifico do seu próprio Pai — oficial do Exército — e o de todos os seus camaradas, se tivesse estudado a guerra à qual não foi, se não tivesse a ambição e a vaidade de se alcandorar ás cadeiras do Poder para se pavonear, já teria pedido a demissão e ter-se-ia recolhido ao magistério de onde nunca deveria ter saído. Não tem vergonha. Tem vaidade. Por isso fica instalado lá no gabinete, no Restelo, sem honra e sem o respeito de todos quantos serviram uma Pátria que ele nos quer fazer crer serve também. Não serve, porque lhe falta a coragem de se bater por quem se bateu. Não serve, porque compactua com os seus colegas que negam aos antigos combatentes as mais modestas migalhas que tanta falta lhes fazem. Não serve, porque cauciona a perseguição a todos os militares que lutam, como podem e sabem, pela defesa da dignidade de ser SOLDADO.

Luís Alves de Fraga (Coronel) Publicado na Internet


quinta-feira, junho 28, 2007

ÀS ARMAS!!!

Depois que renovou parte das suas esquadrilhas com a compra de aviões "Sucoy", a Venezuela está providenciando a aquisição de 5 submarinos para equipar a sua Armada.
Quanto a mim, nada de mais. Entendo isso como uma questão de ordem interna e, até certo ponto, estou de pleno acordo com o facto daquele país se preocupar com a defesa do seu território e da renovação de material que se torna obsoleto com o passar do tempo. Há coisas mais importantes para serem resolvidas? Há, sim, tão importantes quanto. Mas esse não é pròpriamente o assunto que quero abordar.
Desperta-me mais a curiosidade o alarido que isso está causando nas redondezas... Até se fala numa possível corrida armamentista, que um país vai ficar mais potente que o outro, etc., etc..
Vejo a questão por outro prisma. Acho, até, que o fortalecimento da Venezuela pode trazer benefícios para o Brasil. Como? Simples! O Brasil, apesar da sua maior extensão territorial, encontra-se hoje em patamar mais baixo que alguns dos seus vizinhos no que se refere a capacidade bélica. Tem muitas dificuldades em controlar as suas fronteiras na Amazónia e por ali tudo entre e sai tranquilamente. Um vizinho bem equipado só poderia ajudar nesse controle e jamais ser um potencial e preocupante inimigo.
Porém, o Brasil também terá que se preocupar com o equipamento e modernização das suas Forças Armadas e com urgência. Há a necessidade de uma revisão do orçamento a isso destinado e algo terá que ser feito para que se inicie discussão na esfera do Congresso Nacional.