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segunda-feira, maio 17, 2010

Onde estão os Portugueses?

    Um emigrante de Angola chega a Portugal - Lisboa!
    No seu primeiro dia, decide sair a ver os arredores da sua nova cidade.
    Andando rua abaixo em Lisboa, pára a primeira pessoa que vê e diz: “Obrigado senhor Português por permitir-me estar em este
    país onde me deram casa, comida, seguro, médico e educação grátis. Obrigado.”
    A pessoa sorri e reponde: “Sinto muito mas eu
    sou ucraniano! “
    O Angolano continua rua abaixo e encontra  outro que caminhava na sua direcção e diz: “Senhor português, obrigado por este país tão belo que é Portugal.”
    A Pessoa responde: '”Sinto muito mas eu não sou
    português sou brasileiro.”
    O Angolano continua o seu caminho pára a seguinte Pessoa que vê na rua
    cumprimenta-o e diz: “Obrigado por este país tão belo que é Portugal.”
    A Pessoa após o cumprimentar diz: “Muito bem, mas eu não sou português, sou Marroquino.”
    O Angolano continua o seu caminho e finalmente vê uma senhora morena e mais ou menos bem vestida que vem a seu encontro e pergunta: “Você é Portuguesa?”
    A mulher sorri e diz: “Não, sou cigana e sou romena.”
    Estranho e confuso o angolano pergunta: “Mas onde
    estão os portugueses?”
    A cigana olha-o de cima abaixo e reponde: “Espero que a trabalhar para nos sustentar!”

    domingo, novembro 08, 2009

    Peão de obra

    O governo andorrenho tinha adiantado esta manhã que o número de operários mortos no acidente de ontem tinha subido para cinco, escusando-se a confirmar a nacionalidade das vítimas. Horas depois, a secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas confirmou que todas as vítimas mortais são portuguesas e adiantou que os serviços têm estado em contacto com as empresas para as quais trabalhavam, a Ambicepol e a Unifor. As autoridades tentam encontrar a causa da derrocada da estrutura metálica, uma das maiores obras da região que estaria concluída no próximo ano.
    O acidente deu-se na manhã de sábado, quando ruiu a ponte exterior que liga a estrada principal à boca do túnel de Dos Valires, que une as localidades de Encamp e La Massana.
    O Sindicato da Construção do Norte garante que o acidente ocorreu devido a falhas na segurança.
    Actualmente, são cerca de seis mil os portugueses que trabalham na construção civil em Andorra.

    Este é um resumo das informações oficiais sobre o acidente do Principado de Andorra. Comentários específicos eu não poderei fazer, pois seria muita presunção da minha parte. As preocupações a respeito tenho-as, como todo o mundo, no que respeita aos possíveis erros técnicos ou políticos, uma vez que graves problemas nesses campos não se limitam a países do denominado terceiro mundo.
    O que realmente eu quero comentar é a presente discriminação oficial que certos países insistem em implantar ou desenvolver. Lògicamente que andorrenhos natos, possívelmente ali nenhum se encontra trabalhando; devem ser franceses e espanhois os que lá estão e isso no nível da engenharia, coordenação e supervisão. No trabalho pesado, mesmo, são e serão sempre aqueles cidadãos, heroicos, que esses países tentam barrar…

    segunda-feira, agosto 31, 2009

    Emigrantes

    Há vinte anos atrás, decepcionado por muitas situações no Brasil, regressei a Portugal com armas e bagagens e com a firme convicção de lá ficar definitivamente. Acabava por ficar junto com as duas famílias que havia formado e esse seria o principal ponto de satisfação. Terminava um longo período de imigração no Brasil e no peito deixariam de se manifestar as constantes palpitações da saudade. Naturalmente que, apesar dos pesares, iria ter muitas boas recordações do Brasil. Acabei por ficar sòmente cinco anos, mas essa é outra história...
    Emigração ou imigração, assim denominada dependendo do ponto da localização do personagem é sempre uma grande empreitada e, por vezes, uma grande aventura. É uma decisão que requer exame muito apurado da situação sob a convicção de que não pode haver arrependimentos e que todos os desafios, obstáculos, reversões, etc., terão que ser enfrentados numa luta constante, com derrotas e vitórias, jamais a ser abandonada.
    Quando no país que nos acolhe se conta com algum apoio, e esse foi o meu caso, as coisas correm de maneira muito mais tranquila. Todavia, não se pode interpretar isso como uma âncora lançada no porto e deve pensar-se em continuar a navegação de encontro ao destino traçado.
    Mas, porque razão eu estou entrando neste tema das migrações e, principalmente, dando-lhe uma pincelada pessoal!? --- Exactamente por saber que essas situações e decisões não se enquadram a todas as pessoas e a todas as idades e ser essa a minha grande preocupação nestas últimas semanas.
    Durante os cinco anos que vivi em Portugal, quando daquele meu regresso, muita coisa estranhei mercê de mudanças havidas e a muitas situações me adaptei; a outras não. Uma dessas que jamais digeri, foi a constatação de que alguns dos meus velhos amigos, com ou sem nova família formada, colocavam os seus pais em lares ou asilos. Isso me iompressionava muito e via ali um tipo de decisão que jamais conseguiria tomar; faria todos os sacrifícios (não é bem o termo) para sempre ter junto a mim o meu pai ou a minha mãe. Meu pai já havia falecido anos atrás, mas minha mãe ainda era e é viva; e mesmo naquele tempo ainda me ajudava, em todos os sentidos.
    Reconheço que os tempos são outros; a nossa vida corre vertiginosamente e nós embrulhamo-nos nesse ritmo esbaforido. Maridos e mulheres trabalham fóra dos seus lares e nem sempre os netos daqueles, considerados por alguns de fardos, se importam. Mas, e há sempre um "mas", acredito que o buraco é mais em baixo e preocupo-me e muito com esse tipo de situação.
    Aqui estou muito longe de minha mãe e não a vejo, a não ser pela internet, há oito anos. Também é verdade que, a partir do momento em que eu e meu irmão fômos servir as forças armadas, nos idos de 1967, ela sempre viveu só na sua humilde casinha; são 42 anos de solidão e muito marcada pela morte de meu irmão. Não uma solidão absoluta enquanto visitava ou era visitada pelos seus irmãos, meus tios, até que estes também partiram para outra dimensão. Também, enquanto os seus netos conviviam de perto, antes que cada um tomasse o seu rumo.
    Mamãe avançou na casa dos oitenta e, naturalmente, deixou de ser tão forte; deixou de lutar. Abandonou a sua casa e foi viver com uma amiga, esta também carente de companhia. Uma acabou por constituir um problema para a outra... Não podia continuar assim; era uma situação inviável. Foi quando a sua ex nora (minha ex mulher) lhe deu guarida na sua casa, não sem ter limitações para uma companhia constante, pois que também tem a sua vida profissional. Inescapáveis as situações de acidentes que costumam ocorrer com as pessoas idosas. E ocorreram alguns.
    Chegámos, então, ao cerne da questão: ir ou não ir para um lar ou asilo? Sei que tal nunca lhe foi imposto, mas ela própria se mostrou disposta. O grande problema, é que os asilos gratuitos ou dentro das possibilidades, têm grandes filas de espera, além de que, para num deles ingressar um dia, terá que frequentar um lar-de-dia para ir sendo avaliada. Esse primeiro passo foi dado, mas já se mostra descontente e inadaptada às regras, algo que eu, conhecendo-a como conheço, sabia que aconteceria. Todavia, resolvi não meter a colher nessa sôpa.
    Mamãe já providenciou fotos recentes para revalidar o seu passaporte. Anda com algumas hesitações, mas dispõe-se a passar algum tempo comigo aqui no Brasil --- quem sabe, até, ficar aqui definitivamente. Para mim, sinceramente, seria maravilhoso. Viveria aqui com os outros netos e bisnetos e teria assistência constante. Seria uma simples troca de lugar em relação aos descendentes, mas algo mais com o reforço da minha presença, o que poria um ponto final ao que deveras podemos chamar de quarentena. Mas eu sei que a nova emigrante jamais se adaptará ao novo meio e logo vai querer regressar. Aquele cantinho do Alentejo nunca poderá ser trocado por qualquer outro torrão. Ela não terá a mesma força interior para aguentar essa separação definitiva. E, sendo assim, o que fazer? Eis aqui o grande entrave que os emigrantes, como eu, jamais enfrentámos ou que, por decisão própria ultrapassámos.

    domingo, fevereiro 22, 2009

    Elefante na "cabeça"

    29.945, para aqueles que gostam de fazer uma fézinha no jogo do bicho é um número atraente. Ainda por cima corresponde ao "elefante" e isso, tendo tudo a ver com a África, de onde saíram notícias surpreendentes que embasam esta crónica de hoje, alavanca mais ainda o interesse de amanhã ir na banca mais próxima e apostar no milhar. Já aproveitando, tomar aquela cachacinha tipo mata-bicho (não sei se o termo está de acordo com as novas regras ortográficas), pois quase todos os botecos são, também, pontos de jogo. Para aqueles que não residem no Brasil e, portanto, não terem acesso a esse tão popular jogo proibido (...), a sugestão é comprar um bilhete de lotaria ou loteria com aquele final.
    A República Democrática do Congo está a indemnizar portugueses que perderam património e outros bens quando das nacionalizações e expropriações promovidas pelo regime de Mobuto na sequência da "zairização" do país. 55 ex-residentes no Zaire, incluindo os seus herdeiros, já receberam um total de mais de seis milhões de euros até ao fim de 2008. Então, faltam os referidos 29.945 que completam os 30 mil que lá residiam na década de 70 (antigo Zaire)...
    Muitos desses (acredito que não todos), podem esperar por um contacto, pois parece que as autoridades de Kinshasa fizeram um levantamento exaustivo das situações individuais e abriu processos indemnizatórios com a elaboração da primeira lista de 55. Essas primeiras indemnizações orlam entre 300 e 400 mil euros cada, o que não deixa de ser uma boa grana, se bem que certamente muito inferior aos prejuizos e que nunca apagarão os constrangimentos vividos. Já se apurou que alguns dos já beneficiados continúam emigrados noutros países e outros em Portugal. De qualquer modo, pressupondo que estejam na idade sexi (sexagenários como eu que hoje completei 64), dará para endireitar algo que esteja torto...
    As negociações foram conduzidas pelo gabinete do ministro das Finanças da República Democrática do Congo, Athanase Matenda Kyelu, que assinou protocolos de acordo com mandatários de cidadãos portugueses que foram identificados e que estavam em condições de serem ressarcidos pelos acontecimentos de 1973. A verba foi inscrita no orçamento de 2008 e as primeiras transferências de dinheiro começaram a ser efectuadas em Fevereiro e Março e duraram até Dezembro passado. Depois disto, começaram os contactos diplomáticos com Portugal no sentido de identificar mais situações passivas de processos de indemnização.
    Este mês, o vice-ministro do Orçamento, Alain Lubanba wa Lubanba, esteve em Lisboa numa reunião no Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde António Braga, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, acordou em formar uma comissão mista para "agilizar e fiscalizar" todo o processo.
    Outros países onde se verificaram acontecimentos idênticos, possìvelmente não tomarão iniciativas deste porte, a não ser que haja interesses embutidos como foi o caso do governo de Kinshasa que objectiva normalização de relações e captação de investimentos e também do governo português que está de olho nas riquezas naturais do país africano --- caso da Galp.
    A mim não me tocará nada nesse testamento, pois só por lá passei duas vezes e um pouco ao largo nas águas costeiras. Por isso vou apostar naquele milhar e tentar ficar de olho no outro que será o definitivo para nova aposta. Quando, não sei...

    segunda-feira, fevereiro 09, 2009

    Os Ingleses

    Há muito, muito tempo, que não tenho o prazer de me deslocar até lá e gozar dos prazeres de uma praia; nem mesmo a visão de uma, pois os 200 km que me separam da mais próxima é muito caminho a galgar e o tempo, mais devido à falta dele do que propriamente ao espaço, não me permite esse deleite. Nessas horas de estafa que de mim se apoderam, como a qualquer um que há quase 9 anos não tem um dia de férias, vem aquele fiozinho de inveja que nutro pela minha grande amiga Dora, uma são paulina com assento cativo no meu coração; qualquer grilo que a incomode é motivo para descer a serra...
    A ideia da praia não surgiu por causa da Dora, apesar de esta sempre estar ligada àquela... Surgiu, sim, pelo facto de ter sido a "Praia dos Ingleses" na bela cidade de Florianópolis, a última onde estive pegando um bronze e no rola rola com uma namoradinha. E, também, não tanto por isto ou pelas deliciosas peixadas da cozinha de cunho açoriano, mas pelo termo "Ingleses" que dá o nome àquele pedacinho de paraíso.
    Se eu mandasse alguma coisa, mesmo que democráticamente eleito para o cargo, faria tudo para mudar o nome daquela praia, não importando qual o motivo do baptismo (não me darei, agora, ao trabalho de investigar), pois uma coisa não coaduna com a outra. Os ingleses são hostis, xenófobos, oportunistas e racistas. Não tenho muita certeza se poderia usar aqui, para o efeito, o termo "britânicos" para generalizar, pois até acredito que, por exemplo, os escoceses não se sintam muito confortáveis com a pele que vestem, e disso algo já transpirou, certa vez, pela voz do também barbudo, como eu, sir Sean Connery...
    Muitas vezes tenho ficado perplexo quando certos brasileiros metem o pau nos portugueses que colonizaram o Brasil e manifestam frustração por isso não ter acontecido sob os britânicos. Vade retro! Olhai para o horizonte, vislumbrem todos os lugares que fizeram parte do Império Britânico, até mesmo a denominada "joia da coroa" e venham conversar comigo depois...
    Já me expressei aqui numa outra postagem sobre a condição de não europeus dos britânicos, numa visão comungada com a de De Gaulle. Achava eu e continúo achando, que a única ligação que eles têm com a Europa é o túnel da Mancha. Sempre estão em desacordo com as políticas da UE quando estas contrariam o Tio Sam; até hoje não quiseram entrar na zona do euro; discriminam os cidadãos de outros membros da UE, da qual fazem parte.
    É revoltante ver nas páginas da imprensa mundial uma foto como a de hoje, sobre uma manifestação xenófoba britânica e onde aparece um cartaz com os dizeres: If your name isn't Pedro - Luigi or Alfonso do not apply. A bem da verdade se diga, não são os nomes nem os empregos, pois eles mataram sem dó e nem piedade aquele cidadão brasileiro com o nome de Charles. E olha que Charles é até nome de chifrudo com sangue azul...

    sexta-feira, janeiro 18, 2008

    FUNDO DA FOSSA

    Optei por não colocar o nome e tão pouco a foto do energúmeno, pois que, apesar de ser réu confesso, nunca se sabe se um dia sobra chumbo grosso para o meu lado. Por coisa menor, o caso dos dentistas brasileiros em Portugal, na década passada, a Polícia Federal do Brasil apertou-me os calos quando de um desembarque no aeroporto de Cumbica e eu nem dentista sou e deles me afasto o quanto possível... São aquelas retaliações bestas onde sobra para todo o mundo. Só imagino como seria hoje se o então Chanceler brasileiro estivesse no cargo...
    Um funcionário do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) aproveitava-se sexualmente de cidadãs brasileiras, imigrantes ilegais no país, numa troca de favores. Outros já fizeram o mesmo e é possível que mais venham a usar os mesmos meios. Assim, um país que deveria estar progredindo, está regredindo. Voltando aos tempos de governos obscuros e ditatoriais ou seguindo o exemplo de alguns que ainda por aí proliferam.
    Quando este país se lança numa campanha de "moralização" afim de se nivelar com os demais da UE, fazendo até com que engulamos muitos sapos difíceis de digerir, como poderemos reagir defronte de barbaridades deste calibre? Medidas duras deverão ser tomadas pois que, em caso contrário, nós que vivemos em países cujos cidadãos são mal tratados, selvàticamente até, poderemos sofrer represálias ou ser tratados com desdém. Sempre tive orgulho das gentes do meu país e o bradava aos quatro cantos. Hoje, por causa de meia dúzia de selvagens, começo a movimentar-me mais discretamente.

    quinta-feira, junho 07, 2007

    ACORDEI AZÊDO!!!

    Hoje vou abordar um assunto melindroso. Melindroso em relação à mentalidade de alguns. Passei parte do dia com o pensamento direccionado para a questão e, porque assim, achei que deveria abordá-la aqui neste meu espaço que é, afinal, o lugar onde me posso exprimir livremente e espernear o quanto a tal me obrigam...
    Antes do mais, ilustrarei esta crónica com algumas passagens nas quais fui protagonista o que, por si só, me dá autoridade e liberdade para a escrever.
    1) Nos idos de 1992 fui representante comercial em Portugal e viajava muito pelo meu Alentejo. Um belo dia, argumentando e tentando vender produtos da linha que representava, senti muitas dificuldades e pressenti que o meu presumível cliente me estava discriminando só porque o meu sotaque abrasileirava o meu "português", do mesmo modo que aqui no Brasil aportuguesa o meu "brasileiro"... Então, deduzi que ele não gostava de brasileiros. Sem querer substimar os brasileiros, a certa altura, quando senti que não conseguiria nada ali, chamei o indivíduo mais perto de mim, mostrei-lhe o meu Bilhete de Identidade português e disse-lhe: "O senhor é um filho da puta de um xenófobo, um racista! Eu nasci aqui nesta mesma cidade e há muito mais tempo! Não sou brasileiro, como pensa e, se por acaso o fôsse, com a mesma veemência o repreenderia quanto ao seu comportamento porco e imundo. O senhor é um filho da puta!"
    2) Há uns cinco anos atrás estava eu num dos bares que costumo frequentar e do qual era freguês há muito tempo. A certa altura a TV estava mostrando passagens da Copa de 1966 na qual Portugal se classificou em 3º lugar, tendo ganho do Brasil num dos jogos que disputou. Comentando com um dos meus amigos sobre o evento e num tom saudável de brincadeira, disse eu que naquele tempo nós eramos muito melhores que o Brasil. Foi o estopim para que o dono do bar me abordasse com uma pergunta que já ouvi muitas vezes de outros seres inteligentes como ele: "Você cospe no prato em que come! Porque não vai para a sua terra?".
    Costumo ouvir algo parecido quando, rebatendo uma piada de português que me contam, conto uma piada de brasileiro...
    3) Ontem recebi na minha caixa de e-mails um anexo que exibia vídeo com pronunciamento do conhecido jornalista brasileiro Olavo de Carvalho, em que este fazia críticas contundentes à classe política, chegando mesmo a usar de linguagem chula. Fortíssimo! Encaminhei-o a todos os amigos que constam da minha lista, como costumo fazer com muitos outros que recebo e que abordam os mais variados assuntos.
    Em resposta, recebi hoje um e-mail de um amigo, que não é virtual. É amigo há mais de 30 anos. Será mesmo?... Diz ele o seguinte: "oi portugues voce e meu amigo , mais nunca mais passa qualquer coisa sobre o que refere ao governo Lula, porque não tem o direito de depreciar , que não e´ o seu Pais no qual gostamos muito , e não esqueça eu sou BUGRINO.... um abraço .... afratopiza....". (sic). Exactamente como escreveu eu transcrevi...
    Teria muito mais o que aqui escrever a respeito deste assunto, referindo-me tão sòmente a casos comigo passados. Nem precisaria recorrer a outros que me relataram.
    Aqueles que me dão a honra de passar por este meu espaço e que teem a paciência de ler o que escrevo, decerto que já deduziram sobre a mentalidade dos três protagonistas que comigo se relacionaram. A análise a vós pertence. Eu abstenho-me...
    Poderei acrescentar só mais o seguinte: Vivi em Portugal 27 anos; vivo no Brasil há 35. Ao abrigo do Acordo Internacional de 1972, assinado pelo então Presidente Médici (Brasil) e Américo Thomaz (Portugal), adquiri em 1990 a "Igualdade de Direitos e Deveres", status que me libera da naturalização e me deu um RG (documento de identidade brasileiro). Sou igual a qualquer cidadão brasileiro; posso votar e ser votado aqui. Porém, perdi os direitos políticos em Portugal, sem deixar de ser português.
    Estou consciente que o meu dia está estragado. Não obstante, vou trabalhar, apesar de ser feriado, e emitirei as devidas notas fiscais das minhas vendas. Tudo certinho como sempre! Tenho a certeza que contribuo com amor e honestidade para o desenvolvimento deste País que me acolheu!