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sábado, novembro 30, 2019

Agitação Papua

Os papuas se apresentam durante o festival de artes da vida em Papua, realizado em um shopping center em Surabaya em 22 de novembro de 2019 (AFP)

JACARTA (Reuters) - As autoridades indonésias estão aumentando a segurança em Papua antes de 1º de dezembro, que separatistas na região mais oriental do leste marcam como dia da independência, disseram policiais e militares locais no domingo.
As medidas de segurança têm sido particularmente rígidas nos últimos meses, pois os incidentes de abuso racial contra a população melanésia da província provocaram agitações mortais e renovaram os pedidos de uma Papua soberana em agosto.
A região também viu um aumento nos tiroteios contra militares e policiais, após um massacre de trabalhadores da construção civil em um projeto de rodovia patrocinado pelo governo no início de dezembro do ano passado, pelo qual um grupo separatista assumiu a responsabilidade.
Chefe da polícia de Papua, Insp. O general Paulus Waterpauw disse no domingo que as patrulhas estavam sendo intensificadas nas regiões de Puncak Jaya, Lanny Jaya, Intan Jaya e Mimika, conhecidas como redutos separatistas.
Na quinta-feira, um líder separatista procurado por uma série de ataques anteriores foi preso na cidade de Timika, em Mimika. Waterpauw disse que o suspeito revelou que "ações" foram planejadas por volta de 1º de dezembro. O suspeito em Timika, disse Waterpauw, estava indo para a cidade vizinha de Tembagapura para se juntar a outros grupos separatistas vindos de Intan Jaya.
Circulares interceptadas pela polícia dos grupos ligados ao Movimento Separatista da Papua Livre (OPM) revelaram que os rebeldes estavam tentando solicitar financiamento de moradores locais para seus supostos atos planejados, disse Waterpauw.
O porta-voz militar local, coronel Eko Daryanto, disse que 6.000 policiais e militares foram convocados quando os distúrbios entre agosto e setembro levaram à morte de mais de 30 pessoas na cidade de Wamena e na região de Deiyai.
A presença deles aumenta a militarização já pesada da região. 
Alguns dos funcionários estão em alerta perto das fortalezas montanhosas, vestidas de selva, de grupos separatistas, disse ele.
"Estamos impedindo que os moradores se aproximem de áreas propensas a conflitos e pedindo que eles não sejam provocados por questões enganosas", disse Daryanto, acrescentando que as patrulhas também foram intensificadas na capital da província de Jayapura, onde são esperados comícios pró-independência.
Papuas organizaram comícios na região e em outras partes da Indonésia em 1º de dezembro do ano passado, erguendo a bandeira Morning Star, um símbolo proibido da independência da Papua. 
Papua, a parte ocidental da ilha da Nova Guiné, declarou-se independente do domínio colonial holandês em 1º de dezembro de 1961. Mas a Indonésia assumiu oficialmente a região em 1969, depois de uma votação apoiada pela ONU amplamente vista como uma farsa.
Jacarta mantém um forte controle sobre a região rica em recursos, que continua sendo a mais pobre e menos desenvolvida do país. 
Uma revolta esporádica de baixo nível fervia há décadas. Verificar a evolução da segurança é difícil, pois jornalistas estrangeiros são impedidos de entrar na província.

segunda-feira, março 09, 2015

West Papua

Para todos aqueles que não conhecem os factos, eis algumas informações básicas sobre a Nova Guiné Ocidental e a situação da Papua Ocidental que é uma Ilha do Pacífico sob ocupação ilegal Indonésia. É a metade ocidental da ilha da Nova Guiné, que fica apenas a 250 km ao norte da Austrália. A metade oriental é a Papua Nova Guiné, que já é uma nação independente.

Em 1961, à Papua Ocidental foi prometida a independência de seus colonizadores holandeses antigos. Mas a Indonésia queria ter acesso à vasta riqueza mineral do território e tentou isso usando a força.  Querendo apaziguar um governo indonésio comunista-amigável, os Estados Unidos efetivamente forçaram os Países Baixos a dar a Papua Ocidental à Indonésia. Os papuanos nunca foram consultados. Num referendo patrocinado pela ONU em 1969, tropas indonésias obrigaram, sob a mira das armas, milhares de papuanos a votar pela anexação.

Desde a ocupação inicial de Papua Ocidental, que começou em 1963, o governo indonésio tem cometido genocídio sistemático. Eles mataram mais de 500.000 papuanos ocidentais e continuam a matar, torturar e estuprar muitos mais, tratando as pessoas como escravos e roubaando os seus recursos naturais. É comportamento típico da Indonésia, pois basta lembrar o sofrimento do povo de Timor Leste quando da ocupação.

O povo de Papua Ocidental ainda está lutando por sua liberdade e independência da Indonésia. Para descobrir como você pode ajudá-los, por favor visite www.freewestpapua.org/ 

domingo, março 08, 2015

Dia Internacional da Mulher

Indonesia - stop using rape as a weapon in occupied West Papua!
Women of all ages are often raped by the Indonesian army and police, particularity in front of village elders and men, to "show who is boss" in the area. Please help support the movement to stop the Indonesian army raping women in West Papua.


Indonésia - pare de usar o estupro como arma em Papua Ocidental ocupado!
Mulheres de todas as idades estão muitas vezes estupradas pelo exército indonésio e polícia, na frente de anciãos da aldeia e dos homens para "mostrar quem é o chefe" da área. Por favor, apoiem o movimento para acabar com os estupros de mulheres, pelo exército indonésio, na Papua Ocidental.

sábado, março 07, 2015

Indonésia e o Terror

Free West Papua Campaign 

Village elders in West Papuan highland village rounded up by Indonesian security forces. These are peoples fathers and grandfathers.West Papuans are prisoners in their own land. The Indonesian security forces have alreadykilled over 500,000.The international community must act against Indonesia.

sexta-feira, janeiro 16, 2015

A sombra



“É um momento muito difícil para mim. Estou ciente de que cometi um erro gravíssimo, mas eu mereço mais uma chance, pois todo mundo erra”.
O trecho acima é o início de uma mensagem de áudio gravada por Marco Archer, brasileiro condenado à morte na Indonésia em 2004. A mensagem foi gravada em 13 de janeiro e foi divulgada nesta sexta-feira (16), um dia antes da execução.
O Governo brasileiro tem feito várias tentativas para, junto ao Governo indonésio, tentar reverter a situação. Joko Widodo, presidente da Indonésia deixou de atender vários pedidos de ligação da presidente do Brasil, Dilma Rousseff . Ontem, porém, os dois mandatários conseguiram conversar e manteve-se a condenação.
O Governo brasileiro não gostou do “não” definitivo e diz que isso é uma sombra nas relações dos dois países.
Sombra? --- Pode ser uma coisa muito boa quando à mercê de um sol escaldante... Mas como desabafo, soando a ameaça na linguagem diplomática, é algo impertinente.
Tragamos até nós a recordação dos quarenta e três jovens estudantes mexicanos que fôram assassinados pelos narcotraficantes sem saber o que estava a acontecer. Algo terrível e abominável como as sentenças de morte perpetradas por jihadistas do Estado Islâmico. Lembremo-nos do jovem soldado do exército brasileiro assassinado por traficantes enquanto cumpria missão numa favela carioca.  Até hoje nada de especial foi feito com relação a este último caso e, no meu entender, de imediato o exército brasileiro teria que abandonar as tarefas de polícia e executado uma verdadeira operação de guerra. Ficou uma sombra...
Pensando nestas situações e em tudo o mais que as drogas, negativamente, ocasionam numa comunidade, num país, no mundo, como se pode aceitar que o Governo brasileiro tente interferir na condenação de um traficante num outro país?
Não irei aqui expor a minha opinião sobre a pena de morte, mas lembrarei que uma maioria do povo brasileiro acha que a mesma seria bem vinda e isso porque não sente mais segurança  e a todo o momento se defronta com crimes bárbaros, hediondos, muitos deles executados sob o efeito das drogas.
A verdadeira sombra está aqui e tenta ofuscar algo que a Indonésia faz correctamente.
 

sábado, dezembro 25, 2010

Compadres

     
A invasão e ocupação de Timor pela Indonésia foi, como todos sabemos, a maior das carnificinas de inocentes, num conluio com EEUU, Austrália e... Portugal. Sinto até nojo, algumas vezes de escrever sobre isto e agora sabe-se mais um pouco a respeito.

Telegramas diplomáticos divulgados pelo WikiLeaks confirmam que o governo australiano trabalhou com a Indonésia para gerir as consequências políticas quando, em 2007, um relatório atestou que o exército indonésio tinha mandado executar cinco jornalistas em Balibó, Timor-Leste.

Os telegramas diplomáticos da Embaixada dos Estados Unidos em Jacarta, agora tornados públicos pelo Wikileaks, também dão conta de que Camberra declarou Yunus Yosfiah --- o capitão das forças especiais indonésias durante a invasão de 1975 do Timor-Leste que terá ordenado a execução --- "pessoa non grata na Austrália", apesar de o executivo australiano "nunca ter apresentado qualquer ação formal contra Yosfiah pelos homicídios".

O correio diplomático revela que esta sanção --- que o impediria de entrar na Austrália --- foi aplicada discretamente a Yunus Yosfiah numa altura em que Camberra já trabalhava nos bastidores com Jacarta para ajudar o executivo indonésio a gerir as consequências do escândalo.
                 

quinta-feira, janeiro 17, 2008

DITADORES VENERADOS

Quando tomamos conhecimento, através da imprensa, dos preparativos para os funerais de Suarto, que ainda não morreu, ficamos revoltados, decepcionados, enfim. Este mundo é hipócrita.
Ditadores como Hitler, Stalin, Mussolini, Pot Pot, Pinochet, Franco, Salazar, Mao e muitos outros, deveriam ser lembrados simplesmente pelas atrocidades que cometeram e como um exemplo a jamais ser seguido.
Muitos tiveram cerimónias funebres majestosas e repousam em mausoléus monumentais, até mesmo com a conivência de governos seguintes que se intitulavam ou intitulam democráticos, quando, na verdade, estes deveriam providenciar ou sustentar julgamentos justos mesmo que póstumos. Suarto é um desses casos emblemáticos. Há muito deveria ter sido julgado, principalmente pela carnificina que promoveu em Timor, condenado e "jogado" numa prisão até apodrecer. Ter-se-ía feito justiça. Ao invés disso passa os seus últimos dias venerado como sempre. Até o sofrimento originádo pela doença é controlado, não tanto como um acto humanitário, mas pura e simplesmente para dar tempo a que todos os preparativos se consumam de modo a que haja grande pompa e circunstância nas cerimónias fúnebres que se avizinham.

sexta-feira, novembro 16, 2007

REVELAÇÕES

Timor Lorosae

O TERRITÓRIO ESTAVA "DESTINADO" À INDONÉSIA DESDE 1963

A integração de Timor-Leste na República Indonésia foi acordada secretamente em Washington por quatro potências anglófonas, em 1963, revelou à Lusa Moisés Silva Fernandes, investigador de ciências políticas e de relações internacionais da Universidade de Lisboa.

Por Henrique Botequilha da Agência Lusa

Através da análise de documentos da época, Moisés Silva Fernandes verificou que altos responsáveis políticos do Reino Unido, Austrália, Estados Unidos da América e Nova Zelândia tiveram dois encontros em 1963, em Washington, onde "chegaram a acordo sobre a incorporação de Timor-Leste, numa política de apaziguamento em relação à Indonésia", afirma o investigador. "Estes encontros foram secretos, Portugal nunca foi informado de nada", adianta.

Um dos documentos analisados por Moisés Silva Fernandes é um telegrama remetido em 13 de Fevereiro de 1963, pela embaixada australiana em Washington para o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, em Camberra, no qual dava conta do acordo obtido pelas quatro partes, que nessa data se encontravam na capital norte-americana para a primeira das suas reuniões. "Sobre Timor, todos concordámos que mais tarde ou mais cedo a Indonésia vai apoderar-se da parte portuguesa da ilha de Timor e todos à volta da mesa tornaram bem claro que os seus governos não estavam preparados para envolver forças militares para evitar esta situação", lê-se no relatório da diplomacia australiana.

Noutro dos documentos encontrados pelo investigador português no Arquivo Nacional da Austrália, e recentemente abertos à consulta pública, consta um outro texto, escrito pelo embaixador da Austrália em Jacarta para o seu primeiro-ministro, Robert Menzies, datado de 7 de Março de 1963 e com a classificação "top secret". "Devemos ao mesmo tempo convencer os indonésios que não teremos objecções a uma eventual incorporação do Timor português na Indonésia, desde que isto venha a ocorrer através do uso de meios aceitáveis", afirma o diplomata australiano, confirmando o acordo obtido em Washington.

Em Outubro de 1963, os quatro países anglófonos voltaram a reunir consenso sobre Timor-Leste em Washington. "O ideal do nosso ponto de vista seria que os portugueses cedessem Timor de boa vontade e de um modo que a transferência para a Indonésia não seja o resultado de uma agressão ou de um movimento cínico apaziguador para o Presidente (indonésio) Sukarno, lê-se num documento secreto de preparação da diplomacia londrina para o segundo encontro quadripartido e agora encontrado por Moisés Silva Fernandes no arquivo do "Foreign Office" britânico.

Para o investigador português, a interpretação destes novos dados é clara. "Onde outros podem ver 'realpolitik', eu vejo cinismo", comenta. A Indonésia invadiu Timor-Leste em 7 de Dezembro de 1975, 12 anos após estas reuniões secretas, e, com o silêncio das potências ocidentais, ocupou o território até à consulta popular de 30 de Agosto de 1999, cujo resultado conduziu à independência do país asiático de expressão portuguesa.

Moisés Silva Fernandes vai revelar as suas conclusões, do ponto de vista académico, sexta-feira, 16 de Novembro, num seminário na Universidade de Oxford sobre assuntos portugueses e lusófonos. Mais tarde, planeia escrever um artigo sobre as suas revelações históricas a propósito de Timor-Leste, em inglês, na revista científica de estudos internacionais South European Society & Politics e incluir os novos elementos históricos, em português, num livro dedicado aos anos de 1974 e 1975 em Timor-Leste, a lançar em 2008.

In "Notícias Lusófonas"