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quinta-feira, março 12, 2009

Todos somos iguais perante a Lei (?)

Esta é a notícia:
Privilégio dos bacharéis e religiosos, a cela especial caminha para a extinção, mas permanece o privilégio para políticos e autoridades. Ontem, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a redução da lista de pessoas que têm direito à prisão. O texto do projeto de lei aprovado exclui do benefício as pessoas com curso superior, padres, pastores, bispos evangélicos e pais de santo, além de cidadãos com títulos recebidos pela prestação de relevantes serviços. A proposta foi votada em regime de urgência, na forma de substitutivo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
Este o meu comentário:
Acima copilei sòmente uma parte do texto da notícia, uma vez que ali está pràticamente resumido tudo; não consta o aditamento que diz que o projeto vai ajudar a reduzir a população carcerária do País.
Cara pálida! --- como é que isso vai reduzir a população carcerária?
Tenho curso superior, sou bacharel em Administração de Empresas, e o meu diploma, que por sinal é em pergaminho (...) jamais foi desenrolado e mostrado para quem quer que fôsse. Até mesmo, perante as minhas convicções, jamais o mostraria ao Delegado de Polícia no caso de uma infelicidade que me levasse à prisão. Sou um daqueles que entendem que todos são iguais perante a Lei e que, portanto, não admitem privilégios para quem quer que seja.
Esse privilégio da cela especial, foi criado na ditadura (ditabranda segundo alguns...), pois verificava-se que os mais cultos, normalmente presos políticos, acabavam por transmitir conhecimentos aos presos comuns e usados, depois, para os mais diversos fins, princialmente contra a segurança do Estado. Parece que os gajos agora entendem que não é mais assim...
Aos amigos que têm a pachorra de ler o que eu escrevo neste espaço, digo que mais uma vez estou revoltado. Sei que o meu brado não levará a nada, mas nunca fico quieto e gritarei sempre. É estarrecedor, depois de um enorme rol de escândalos que jamais teve um basta, ver-mos a cúpula do Senado agora formada por três ícones dos maiores deles.
Mais uma vez legislaram em causa própria, defendendo os seus interesses, pois eles continuarão com privilégios no caso de uma condenação que, afinal, jamais existirá. Ou, quem sabe?...

sábado, dezembro 15, 2007

OXÍMORO

Você sabe o que significa a palavra "oxímoro"?

Oxímoro, segundo o dicionário Houaiss, é uma figura de retórica, na qual se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir-se mutuamente mas que, no contexto, reforçam uma expressão.

Por exemplo: "o grito do silêncio", "silêncio ensurdecedor", "obscura claridade", "ilustre desconhecido" e por aí vai.

Há, pois, um tremendo oxímoro que não sai das manchetes dos jornais nos últimos dias:

"Conselho de Ética do Senado"

sexta-feira, outubro 19, 2007

LEAL SENADO

Sou uma das pessoas que tiveram a oportunidade de assistir a reportagem transmitida directamente pela televisão quando da passagem de Macau para a soberania chinesa. Acredito que muitos milhares tenham visto as mesmas imagens que eu vi. Porém, houve ali um detalhe que eu analisei como muito importante e significativo, mas que sobre o qual jamais li qualquer comentário. Ou passou despercebido, ou ninguém quiz agitar águas que deveriam ficar calmas...
Nessa cerimónia, a representação portuguesa liderada pelo então Primeiro Ministro, Dr. Guterres, comportava-se com naturalidade e num todo contrastando com as expressões sisudas dos líderes e aprumo rígido dos militares chineses.
O que deveria ser um acto de certo modo festivo, até porque tudo foi programado com antecedência de anos e ao abrigo de acordos firmados, transformou-se numa demonstração de prepotência e, na minha maneira de pensar, de desrespeito por parte da China. Tudo isso porque imediatamente a seguir aos discursos e assinaturas, um grupo de militares chineses retirou do alto do salão aquela grande placa com os dizeres "Leal Senado".Macau foi um território ultramarimo dos portugueses em tudo diferente dos demais, principalmente por nunca ter sido uma conquista militar e sim uma doação da própria China como reconhecimento a serviços prestados no século XVI.
Por cima do escudo de Portugal, na bandeira do Senado de Macau, conseguimos ver uma coroa, simbolizando o patrocínio do Rei português. Por baixo, encontra-se uma tira branca, onde está escrito o nome oficial de Macau durante a administração portuguesa: "Cidade do Nome de Deus de Macau, Não Há Outra Mais Leal". Este nome foi dado pelo rei D. João IV, como recompensa à lealdade, pois que, durante a ocupação filipina (1580-1640) a cidade-território desafiou a soberania espanhola, hasteando sempre a bandeira portuguesa.
O nome "Senado" nada tem a ver com o dos antigos romanos ou o que compõe actuais Parlamentos. Equivalia mais aproximadamente a uma câmara de vereadores nos moldes de hoje na administração das cidades.
Resolvi colocar aqui esta matéria, hoje, porque há duas coisas que diàriamente enchem a minha cabeça: o Senado do Brasil de tristes acontecimentos e nada "leal" ao seu povo, bem como o expansionismo e colonialismo da China...