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segunda-feira, março 30, 2009

Alerta geral

Um ciclone tropical em formação lenta no Mar do Timor poderá atingir na quarta-feira a costa Sul do Timor Leste, informaram
nesta segunda-feira os serviços meteorológicos australianos.
Um sistema de baixa pressão que se desloca para Timor Leste poderá tornar-se um ciclone tropical durante os próximos dois dias e atingir a
costa da ilha com grandes ondas e fortes ventos .
O alerta meteorológico foi noticiado por vários sites australianos que
consideram tratar-se de uma ameaça potencial para a ilha. E eu reforço aqui, sugerindo aos timorenses que fiquem espertos...
A principal ameaça são chuvas intensas que poderão conduzir a inundações e potenciais deslizamentos nessa área

segunda-feira, novembro 24, 2008

Concórdia e desenvolvimento

O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, acaba de combinar com o primeiro-ministro Xanana Gusmão e com o chefe da oposição, Mari Alkatiri, que os três se deverão passar a reunir regularmente, pelo menos uma vez em cada três semanas, indica um comunicado hoje distribuído em Díli.
Sexta-feira da semana passada os três mais destacados políticos do jovem país tiveram já uma reunião "muito cordial, de mais de duas horas, que incluiu a discussão do desenvolvimento do grande campo de gás natural de Greater Sunrise", diz o comunicado da Presidência da República, que parece expressar uma vontade de concórdia nacional, a bem da estabilidade e do desenvolvimento. Os três dirigentes históricos afirmaram partilhar as mesmas posições e opiniões quanto ao desenvolvimento daquele recurso e os dois primeiros destacaram a particular sabedoria de Alkatiri quanto às questões do Mar deTimor.
O conclave de sexta-feira determinou que o antigo primeiro-ministro, secretário-geral do partido Fretilin, deverá conduzir e coordenar todos os esforços nacionais no sentido de se avançar para o desenvolvimento do Greater Sunrise, que fica a 170 quilómetros do litoral meridional de Timor-Leste e a 450 da cidade australiana de Darwin. Em breve, o Presidente Ramos-Horta deverá anunciar mecanismos específicos para a concretização do desígnio nacional de um oleoduto que leve à zona de Betano, no território timorense, a sul de Same e de Maubisse, parte substancial dos hidrocarbonetos a extrair do campo de Greater Sunrise.
As autoridades de Díli estão a proceder a um mapeamento do leito do Mar de Timor, juntamente com um consórcio de empresas sul-coreanas, ao mesmo tempo que efectuam também um estudo de pré-viabilidade com os malaios da Petronas. O oleoduto para Timor-Leste é a rota mais curta e mais económica para o gás natural de Timor-Leste, recordou recentemente o Governo de Xanana Gusmão, que das reservas do Greater Sunrise espera obter mais de 100 mil milhões de dólares (78 mil milhões de euros).
O secretário de estado dos Recursos Naturais, Alfredo Pires, anunciou então que a nação se encontrava unida neste objectivo; e isto mesmo foi agora reafirmado, em vésperas da visita oficial que o primeiro-ministro efectua esta semana a Portugal.

quarta-feira, setembro 05, 2007

TIMOR ---- AGRESSÃO À NATUREZA

Há 37 anos eu deixei Timor, então colónia portuguesa, depois de ter cumprido comissão militar como Furriel Miliciano do Exército.
Como quase todos os que regressam a casa, alguma coisa eu trouxe de lembrança: uma colecção de conchas marinhas que eu mesmo formei e fruto das muitas sessões de mergulho na muralha de corais e algumas peças do artesanato local. Nada que agredisse a Natureza. A cacatua e o lorico que sempre tive na minha casa, em Díli, deixei com o meu mainato Mariano.
Muitos dos meus camaradas, desde soldados a oficiais de alta patente, trouxeram consigo exemplares das referidas aves. Vi isso quando embarcavam com destino a Lisboa e voltei a observar algumas cacatuas que alguns levavam consigo quando dos habituais encontros anuais de convívio.
Sempre fui contra o tráfico de animais silvestres em qualquer parte do Mundo. No Brasil essa prática atinge níveis assustadores e o combate à mesma é muito difícil.
Quanto a Timor, onde sempre existiu esse costume do "malai" levar alguma ave como recordação, actualmente as coisas estão tomando, também, proporções preocupantes. Nas ruas de Díli observamos esse comércio de aves raras e de partes de corais.
Nunca mais voltei a Timor. Todavia, com as informações que temos hoje e em tempo real na internet, estou à vontade para escrever sobre o assunto. Além disso, conhecedor no terreno o que se passa na América do Sul, posso vaticinar tempos negros para a terra maubere. É urgente a tomada de medidas drásticas que ponham um ponto final a esse desastre ecológico. São muitos os problemas a enfrentar e este é mais um tão importante quanto os demais.

quinta-feira, maio 31, 2007

A ROCHA E O MEXILHÃO

Conflito diplomático.
32 anos depois, a Indonésia recusa-se a entregar militares para julgamento.
Justiça australiana culpa exército indonésio pela morte de cinco jornalistas em 1975
As autoridades australianas querem que o ex-general Sutiyoso responda em tribunal pelo caso de Balibó. O caso remonta a 1975, altura em que cinco jornalistas, dois australianos, um neozelandês e dois britânicos foram assassinados na localidade de Balibó, em Timor-Leste. Jacarta alega que os jornalistas foram vítimas de fogo-cruzado e recusa entregar os militares a julgamento.
Sutiyoso é governador de Jacarta e foi general durante o período em que militares lideravam a ditadura indonésia. Ontem, interrompeu a visita que estava a efectuar à Austrália e regressou de imediato ao seu país, minutos depois da polícia australiana ter irrompido pelo quarto do hotel de Sidney em que este se encontrava hospedado, recorrendo a uma chave-mestra. Tudo para que o governador de Jacarta pudesse depor em tribunal, no âmbito do processo que está a julgar o assassínio dos cinco jornalistas que foram mortos pelas tropas indonésias em Balibó, em Outubro de 1975, quando ó regime do general Suharto se preparavam para invadir Timor-Leste.
A avaliar pelos depoimentos e pelas provas que já foram apresentadas em tribunal, os britânicos Brian Peters e Malcolm Rennie, os australianos Greg Shackleton e Tony Stewart e o neo-zelandês Gary Cunnigham terão sido mortos pelas tropas que se encontravam sob o comando do então capitão Yunus Yosfiah, que veio a ser general do exercito indonésio e ministro da Informação, no final do anos 90, numa tentativa de eliminação de testemunhas da invasão que a Indonésia estava a preparar.
Dentro do tribunal de Sydney há quem suspeite que Sutiyoso também se encontrava em Balibó. Daí a intimação judicial que levou a polícia australiana até ao hotel em que o governador de Jacarta se encontrava instalado.
Indignado, Sutiyoso cancelou o resto da visita e regressou a Jacarta, onde desmentiu qualquer relação com o massacre de Balibó, garantindo que nem ele, nem nenhum dos soldados que comandou em Timor-Leste, se encontrava naquela localidade situada junto à fronteira com a Indonésia, no dia em que os cincos jornalistas foram assassinados.
Declarando-se ultrajado com o comportamento da polícia australiana, o general Sutiyoso queixou-se ao ministro dos Negócios Estrangeiros da Indonésia, tendo Hassan Wirayuda pedido explicações a Camberra e reforçando o protesto que o embaixador de Jacarta já havia apresentado ao Governo australiano.
Este episódio, que já levou centenas de indonésios a protestarem junto à representação diplomática da Austrália em Jacarta, deixou o governo australiano sem saber o que fazer. De início, as autoridades australianas ainda tentaram convencer a Indonésia que tinham sido apanhados de surpresa pelos incidentes e que as ordens para obrigar o general Sutiyoso haviam partido do próprio tribunal, sem que Camberra soubesse do que estava acontecer. Mas os comentários do Presidente Susilo Bambang Yudhoyono, considerando o comportamento de Camberra inaceitável , fizeram subir o tom da polémica entre os dois países. Sobretudo depois de Jacarta ter libertado recentemente o líder islamita que foi condenado pelos atentados de Bali, em 2002, em que morreram vários australianos.
(O texto acima é um resumo de notícias veículado pela SIC e DN com adaptação minha)
Como não poderia deixar de ser, tenho que meter a colher neste prato e fazer jus ao título que escolhi. E àqueles que não conhecem o ditado, ele diz: "O mar bate na rocha e quem se fode é o mexilhão"...
Assim já acontece há algum tempo, tudo levando a crer que os grandes interesses viabilizam a actual situação, e o mexilhão vai começar a apanhar ainda mais fortemente com ondas mais encrespadas. Aguardem e depois me contem!