Mostrar mensagens com a etiqueta Montadoras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Montadoras. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, março 25, 2010

O pagador de impostos

A Honda lança no México o novo City. O sedan brasileiro, produzido na fábrica da Honda localizada em Sumaré - SP, chega ao mercado mexicano com apenas duas importantes diferenças: a primeira é a entrega mais equipamentos desde a versão de entrada e a segunda é o preço equivalente a menos da metade do cobrado no Brasil.
No México, todas as versões são equipadas com freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar condicionado além dos vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo que equipa a versão vendida no Brasil, ou seja, um 1.5 litro que entrega 116 cv de potência.
Por lá, a versão de entrada será oferecida por 197 mil pesos mexicanos, o que equivale a cerca de R$ 25.800. No Brasil, o City LX com câmbio manual (versão de entrada) que não conta com freios ABS, tem preço sugerido de R$ 56.210.
Mesmo lembrando que Brasil e México possuem um acordo comercial que isenta a cobrança de impostos de importação, fica a pergunta: Como é possível um carro fabricado no Brasil ser vendido, com lucro, por menos da metade do preço em outro país?
=======================================
Vai fundo brasileiro pagador de impostos!
Continuem vendo carnaval, futebol, novela e BBB. É o que os políticos querem.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

O trem apitou?...

As montadoras A, B e C estão numa situação de pré-falência e afundarão se o governo não injectar bilhões nelas... São notícias de lá e de cá. E o que é que eu tenho a ver com isso? Para onde fôram direccionados os lucros astronómicos? --- Quem não tem competência não se estabelece!
Se uma ou outra montadora de automóveis e camiões sumir do mapa, outras ficarão e mais aparecerão. Ninguém passará a andar a pé por causa disso e as fábricas de componentes terão outras alternativas. Sei que a minha exposição sobre o assunto é simplista, mas está dentro da realidade.
Lembro-me que um dos meus empregos aqui no Brasil foi numa grande fábrica de vagões e material ferroviário; ela faliu e eu e muitos milhares de companheiros ficámos desempregados. Foi durante uma dessas crises (1980). Ficámos ao Deus dará, enquanto os das montadoras seguíam com aquele sorriso de orelha a orelha. Talvez esteja na hora de inverter as prioridades.
Não seria a hora de corrigir a grande cagada de antanho, quando o Brasil, pressionado por essas grandes montadoras, resolveu investir em rodovias e sucateou as ferrovias? --- Reduzir-se-ía a agressão ao meio ambiente, baixar-se-íam os custos e os preços de bens de consumo e de produção, havería muito menos congestionamentos nas estradas e cidades e a mão de obra transferia-se de um para o outro sector.
Aqui no Brasil a maioria jamais viajou de trem (ou comboio, como se diz na minha terra). Vamos oferecer essa oportunidade de uma viagem deliciosa, até mesmo quando o destino é o local de trabalho.