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terça-feira, outubro 30, 2012

Soneto quase inédito




 
  

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo Parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos -- só! -- por seu ofício
Receber, a bem dele... e da Nação 




 
JOSÉ RÉGIO (Soneto escrito em 1969, no dia de uma reunião de antigos alunos)

quarta-feira, setembro 30, 2009

Actualidade

Em 1896 Guerra Junqueiro, escritor português, escreveu:

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem idéias, sem planos, sem convicções,incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

sexta-feira, setembro 14, 2007

NÃO, CARA PÁLIDA!!!

Tudo muito bem, tudo muito bom!!!
Seja quem fôr que venha a público justificar-se, estará "queimado" como qualquer outro. Na minha opinião estão todos no mesmo balaio. A votação foi secreta!!!
de: Alvaro Dias - Senador da Republica Federativa do Brasil Não resta dúvida de que a imagem do Senado está comprometida com a absolvição do presidente Renan Calheiros.Por isso a indignação da sociedade brasileira é compreensível.Fiz o que estava ao meu alcance. Votei de acordo com o meu Partido - o PSDB, que fechou questão em torno do voto pela cassação, do mesmo modo que os Democratas. Assim sendo, não vale culpar a Oposição e nem fazer generalização jogando a culpa pela absolvição sobre todos os senadores.Foram 35 votos pela cassação e 40 pela absolvição,com seis abstenções,que na realidade significaram a absolvição. O PT e o seu Governo foram os grandes responsáveis por esse resultado que mantém o Senado sangrando, pois, três outros processos ainda tramitam no Conselho de Ética contra o presidente do Senado. A crise continua com danos irreparáveis à imagem do Senado.Abaixo está a nota que a minha assessoria distribuiu à imprensa com um resumo do que penso sobre a absolvição do senador Renan Calheiros. Cordialmente, Alvaro Dias alvarodias@senador.gov.br

sábado, julho 21, 2007

TIMOR --- O IMPASSE

A convocação das eleições antecipadas surge na sequência da dissolução do Parlamento e poderá ocorrer, entre outros, em caso de grave crise institucional que não permita a formação de governo. Mas não pode ser dissolvido nos seis meses posteriores à sua eleição. Além disso, o país é muito pobre e jamais poderá seguir um exemplo como muitas vezes vimos na Itália, realizando eleições antecipadas frequentemente devido a instabilidades por causa de governos minoritários.
Que bom seria poder transplantar essas situações por que tanto passaram os italianos, pois era um sinal de que tudo ía correndo bem fóra dos meandros da política, com o país em progresso constante e os timorenses felizes e alienados de detalhes outros que não empregos e paz.
Não conheço bem o senhor Mário Carrascalão. Foi governador de Timor indicado pelo governo indonésio nos tempos de chumbo. Talvez ele sempre tenha tido o interesse de zelar pelo seu povo, bem lá no fundo, com todas as cautelas indispensáveis. Porém, parece ser ele o maior entrave a uma solução para o actual impasse de governabilidade e eu fico meio confuso.