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domingo, abril 10, 2011

Tiririca



Tiririca, Deputado Federal eleito em 17-12-2010                            
Salário: R$ 26.700,00
Ajuda Custo: R$ 35.053,00
Auxilio Moradia: R$ 3.000,00 
Auxilio Gabinete: R$ 60.000,00
Despesa Médica pessoal e familiar: Ilimitada e internacional (livre escolha de medicos e clinicas).
Telefone Celular: R$ Ilimitado.
Ainda como bônus anual: R$ (+ 2 salários = 53.400,00).
Passagens e estadia: primeira classe ou executiva sempre.
Reuniões no exterior: dois congressos ou equivalente todo ano.
Mensalão: A combinar...
Custo médio mensal: R$ 250.000,00
Aposentadoria: total depois de oito anos e com pagamento integral.
Fonte de custeio: Nosso bolso!



Dá para chamar ele de palhaço? 
Pense bem, quem é o palhaço!?



terça-feira, novembro 02, 2010

Ditadura Silenciosa

"Silenciosamente, o poderoso sistema está se formando . Não é democrático. Apesar de maquiado de liberdade popular e de amor fraternal, ele é tirânico. Tudo tem seu preço e não será diferente neste caso. Quando não houver mais sustentabilidade que dê conta de segurar a onda, o efeito contrário detonará um estrago sem precedentes."
Siqueira Neto in Correio Popular


"O presidencialismo brasileiro não é senão a ditadura em estado crónico." --- "Não há senão um poder verdadeiro: o chefe da nação, exclusivo depositário da autoridade para o bem e para o mal."
Rui Barbosa

quinta-feira, julho 15, 2010

Séca-Pimenteiro

Revolta-me, cada vez mais, do mesmo modo que ao Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, essa ingerência do governo israelita nos assuntos dos demais países. Se são os brasileiros que trocam visitas com os iranianos, eles chiam; agora que os chanceleres português e iraniano se encontram em Portugal, mais chiadeira.
Acho que eles se julgam senhores do Mundo. Mas deixa que a capa americana não os acoberte mais e veremos para onde irá essa nojenta arrogância.

quarta-feira, setembro 30, 2009

Actualidade

Em 1896 Guerra Junqueiro, escritor português, escreveu:

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem idéias, sem planos, sem convicções,incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

quinta-feira, agosto 20, 2009

Sonhos e realidades

Nunca fui homem de um emprego só, daqueles que começam a trabalhar num lugar, até como aprendizes, auxiliares, enfim, e lá se mantêm por vinte, trinta e até mais anos. Desde que comecei a trabalhar devidamente registrado, aos 14 anos de idade, posso contar uns dez. Deixei de ser empregado de outrém há trinta anos atrás. E essas mudanças de um para outro emprego, jamais foram por procura de melhores salários, pois em todos foi reconhecida a minha capacidade para os cargos que ocupei. As saídas sempre giravam em torno de discordâncias e incompatibilidades; eu jamais continuaria num lugar sabendo que muita coisa não estava certa --- pedia demissão ou era demitido. Saía de cabeça erguida em qualquer dos casos.
Marina Silva não fez a mesma coisa. Eu, no lugar dela, teria tirado o time de campo muito antes de ter sido demitida do cargo de ministra; logo que estouraram os primeiros escândalos do Partido.
Como o não fez e, a exemplo de outros que se dizem éticos e lá continuaram até agora, todos os resquícios de ética e moral fôram por água abaixo. Fôram, de algum modo, coniventes. A mesma coisa acontece no Senado: jamais um Senador teve o peito de abdicar do cargo e vir a público justificar a sua decisão como, por exemplo, sentir-se mal naquele mar de lama. Qualquer um dos que participaram deste ou de governos anteriores, jamais terá o meu voto. Sendo sempre coerente comigo mesmo, logo que se levantou fumaça no PT eu me abstive de votar nele e em qualquer outro Partido, pois aquele foi o único em que um dia acreditei. Alguns já me apontaram o dedo acusando-me que eu fôra um apoiante ferrenho e que agora sou do contra. Eles não sabem que o sonho comanda a vida e eu sou dos que sonham acordados...

sexta-feira, junho 05, 2009

Está explicado!

Quando Deus fez o Mundo, para que os homens prosperassem decidiu dar-lhes apenas algumas virtudes. Assim:
- Aos suissos os fez estudiosos e respeitadores da lei;
- Aos ingleses, organizados e pontuais;
- Aos argentinos, chatos e arrogantes;
- Aos japoneses, trabalhadores e desciplinados;
- Aos italianos, alegres e românticos;
- Aos franceses, cultos e finos;
- Aos brasileiros, inteligentes, honestos e petistas.
O anjo anotou tudo, mas logo a seguir e com humildade e medo, perguntou:
- Senhor, a todos os povos foram dadas duas virtudes. Porém, aos brasileiros foram dadas três. Isto não os fará soberbos em relação aos demais?
- Muito bem observado, bom anjo! -- exclamou o Senhor. Isso é verdade!
- Façamos, então, uma correção: de agora em diante, os brasileiros, povo do meu coração, manterão estas três virtudes, mas nenhum deles poderá usar mais que duas simultâneamente, como os outros povos. Assim, o que fôr inteligente e honesto não pode ser petista.
Palavras do Senhor.

domingo, abril 19, 2009

Conversa entre amigos

Recebi um e-mail do meu amigo Charneca, um conterrâneo que, como eu, vive no Brasil no Estado do Mato Grosso.

Abaixo tomo a liberdade de transcrever o seu teor na íntegra, bem como a minha resposta ao seu apelo. Em clima de mês de Abril, que nós portugueses vivenciamos com uma sensibilidade própria, esta conversa entre amigos é muito pertinente.

Meus amigos,

Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal, o Eddie. Dizia-lhe eu à boa maneira portuguesa de “coitadinhos”:

Sabes Eddie, nós os portugueses somos pobres...

Esta foi a sua resposta:

João, como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capaz de pagar por um litro de gasolina mais do triplo do que pago eu?

Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade, de telefone móvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços bancários e cartas de crédito ao triplo que nos custam nos EUA, ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 dólares o equivalente 20.000? Podem dar 8.000 dólares de presente ao vosso governo e nós não.

Não te entendo.

Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2% de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 20% ainda pagais impostos municipais.

Além disso, são vocês que têm “impostos de luxo” como são os impostos na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com que esses produtos cheguem em certos casos até certos a 300% do valor original e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários, impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.

Sois pobres onde João?

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e de Empresas ligadas ao Estado.

Deixa-te de merdas João, sois pobres onde?

Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2000 €. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações municipais, enquanto que nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.

Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.

Vocês não são pobres, gastam muito mal o vosso dinheiro.

Que vou responder ao Eddie?

Por favor dêem-me sugestões.

___________________________________

Minha sugestão:

Reunamo-nos no nosso Alentejo (como da outra vez...) e comecemos a planear um 26 de Abril. Corrijamos tudo o que se desvirtuou na sequência daquele 25 e, numa adaptação aos novos tempos, introduzamos as medidas necessárias de modo a que o amigo Eddie mude o seu conceito perante uma nova realidade.

Um grande abraço.

sexta-feira, outubro 03, 2008

O óbvio...

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, sugere que o voto no país deixe de ser obrigatório futuramente, condicionado à maior consolidação da democracia e da justiça social. “Eu entendo que temos um encontro marcado com esse tema no futuro e a legislação consagrará, como em outros países, a voluntariedade do voto. O eleitor comparecendo porque quer participar efetivamente do processo eleitoral e se engajando nas campanhas com mais conhecimento de causa e determinação pessoal”, disse Britto.
Até parece que Sua Excelência acabou de descobrir a pólvora... Há quanto tempo todos nós sabemos disso!? Só é de estranhar que esse papo venha à tona neste hora e como uma espécie de agulhada em quem, afinal, não é sensível a essas coisas.
“Como rito de passagem, a obrigatoriedade do voto deve permanecer ainda por mais tempo. Até que a democracia se consolide e que a economia chegue mais para todos”, ressaltou.
Até quando, Excelência? --- Acredito eu que, a ser tomada essa medida imediatamente ou a curtíssimo prazo, a democracia teria mais um reforço para a sua consolidação, e não inversamente.
“Um dos fatores de desequilíbrio na campanha eleitoral é o abuso do poder econômico, que tende a prosperar enquanto não houver financiamento público”, assinalou. Segundo o ministro“Quando não se tem financiamento público exclusivo, os candidatos resvalam para o caixa-dois. E o caixa-dois se tornou, à margem da lei, uma práxis. Significa um financiamento de campanha por quem não pode aparecer, que tende a financiar a campanha como um investimento, um capital empatado, que precisa de retorno, de ser remunerado”, argumentou Britto.
Todos estamos carecas de saber disso. Só não sabemos quais os meios a utilizar no sentido de mudar essa situação, uma vez que as leis são elaboradas por aqueles que há muito se beneficiam de tudo isso e jamais pensarão em alterar esse estado de coisas; vai de pai para filho...
“Sou contra também o caixa um. O candidato já é eleito comprometido com os seus financiadores e, para fazer o capital retornar às fontes, vai negociar com concessões, permissões, dispensa de licitação, subfaturamento e até corrupção. Isso abate numa só cajadada os princípios da legalidade, da moralidade, da impessoalidade, da publicidade, porque tudo ocorre debaixo dos panos, e o princípio da eficiência administrativa”, concluiu o ministro.
Tendo concluído Sua Excelência, concluindo eu estou também...

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

PARTIDO SOCIALISTA

Finalmente, no PS, há quem esteja a acordar da letargia.
Ana Benavente Professora universitária, militante do PS

1. Não sou certamente a única socialista descontente com os tempos que vivemos e com o actual governo. Não pertenço a qualquer estrutura nacional e, na secção em que estou inscrita, não reconheço competência à sua presidência para aí debater, discutir, reflectir, apresentar propostas. Seria um mero ritual. Em política não há divórcios. Há afastamentos. Não me revejo neste partido calado e reverente que não tem, segundo os jornais, uma única pergunta a fazer ao secretário-geral na última comissão política. Uma parte dos seus actuais dirigentes são tão socialistas como qualquer neoliberal; outra parte outrora ocupada com o debate político e com a acção, ficou esmagada por mais de um milhão de votos nas últimas presidenciais e, sem saber que fazer com tal abundância, continuou na sua individualidade privilegiada. Outra parte, enfim, recebendo mais ou menos migalhas do poder, sente que ganhou uma maioria absoluta e considera, portanto, que só tem que ouvir os cidadãos (perdão, os eleitores ou os consumidores, como queiram) no final do mandato. Umas raríssimas vozes (raras, mesmo) vão ocasionando críticas ocasionais.
2. Para resolver o défice das contas públicas teria sido necessário adoptar as políticas económicas e sociais e a atitude governativa fechada e arrogante que temos vivido? Teria sido necessário pôr os professores de joelhos num pelourinho? Impor um estatuto baseado apenas nos últimos sete anos de carreira? Foi o que aconteceu com os "titulares" e "não titulares", uma nova casta que ainda não tinha sido inventada até hoje. E premiar "o melhor" professor ou professora? Não é verdade que "ninguém é professor sozinho" e que são necessárias equipas de docentes coesas e competentes, com metas claras, com estratégias bem definidas para alcançar o sucesso (a saber, a aprendizagem efectiva dos alunos)? Teria sido necessário aumentar as diferenças entre ricos e pobres? Criar mais desemprego? Enviar a GNR contra grevistas no seu direito constitucional? Penalizar as pequenas reformas com impostos? Criar tanto desacerto na justiça? Confirmar aqueles velhos mitos de que "quem paga é sempre o mais pequeno"? Continuar a ser preciso "apanhar" uma consulta e, não, "marcar" uma consulta? Ouvir o senhor ministro das Finanças (os exemplos são tantos que é difícil escolher um, de um homem reservado, aliás) afirmar que "nós não entramos nesses jogos", sendo os tais "jogos" as negociações salariais e de condições de trabalho entre Governo e sindicatos. Um "jogo"? Pensava eu que era um mecanismo de regulação que fazia parte dos regimes democráticos.
3. Na sua presidência europeia (são seis meses, não se esqueça), o senhor primeiro-ministro mostra-se eufórico e diz que somos um país feliz. Será? Será que vivemos a Europa como um assunto para especialistas europeus ou como uma questão que nos diz respeito a todos? Que sabemos nós desta presidência? Que se fazem muitas reuniões, conferências e declarações, cujos vagos conteúdos escapam ao comum dos mortais. O que é afinal o Tratado de Lisboa? Como se estrutura o poder na Europa? Quais os centros de decisão? Que novas cidadanias? Porque nos continuamos a afastar dos recém-chegados e dos antigos membros da Europa? Porque ocupamos sempre (nas estatísticas de salários, de poder de compra, na qualidade das prestações dos serviços públicos, no pessimismo quanto ao futuro, etc., etc.) os piores lugares? Porque temos tantos milhares de portugueses a viver no limiar da pobreza? Que bom seria se o senhor primeiro-ministro pudesse explicar, com palavras simples, a importância do Tratado de Lisboa para o bem-estar individual e colectivo dos cidadãos portugueses, económica, social e civicamente.
4. Quando os debates da Assembleia da República são traduzidos em termos futebolísticos, fico muito preocupada. A propósito do Orçamento do Estado para 2008, ouviu-se: "Quem ganha? Quem perde? que espectáculo!". "No primeiro debate perdi", dizia o actual líder do grupo parlamentar do PSD "mas no segundo ganhei" (mais ou menos assim). "Devolvam os bilhetes...", acrescentava outro líder, este de esquerda. E o país, onde fica? Que informação asseguram os deputados aos seus eleitores? De todos os partidos, aliás. Obrigada à TV Parlamento; só é pena ser tão maçadora. Órgão cujo presidente é eleito na Assembleia, o Conselho Nacional de Educação festeja 20 anos de existência. Criado como um órgão de participação crítica quanto às políticas educativas, os seus pareceres têm-se tornado cada vez mais raros. Para mim, que trabalho em educação, parece-me cada vez mais o palácio da bela adormecida (a bela é a participação democrática, claro). E que dizer do orçamento para a cultura, que se torna ainda menos relevante? É assim que se investe "nas pessoas" ou o PS já não considera que "as pessoas estão primeiro"?
5. Sinto-me num país tristonho e cabisbaixo, com o PS a substituir as políticas eventuais do PSD (que não sabe, por isso, para que lado se virar). Quanto mais circo, menos pão. Diante dos espectáculos oficiais bem orquestrados que a TV mostra, dos anúncios de um bem-estar sem fim que um dia virá (quanto sebastianismo!), apetece-me muitas vezes dizer: "Aqui há palhaços". E os palhaços somos nós. As únicas críticas sistemáticas às agressões quotidianas à liberdade de expressão são as do Gato Fedorento. Já agora, ficava tão bem a um governo do PS acabar com os abusos da EDP, empresa pública, que manda o "homem do alicate" cortar a luz se o cidadão se atrasa uns dias no seu pagamento, consumidor regular e cumpridor... Quando há avarias, nós cortamos-lhes o quê? Somos cidadãos castigados! O país cansa!Os partidos são necessários à democracia mas temos que ser mais exigentes. Movimentos cívicos...procuram-se (já há alguns, são precisos mais). As anedotas e brincadeiras com o "olhe que agora é perigoso criticar o primeiro-ministro" não me fazem rir. Pela liberdade muitos deram a vida. Pela liberdade muitos demos o nosso trabalho, a nossa vontade, o nosso entusiasmo. Com certeza somos muitos os que não gostamos de brincar com coisas tão sérias, sobretudo com um governo do Partido Socialista!

quinta-feira, janeiro 17, 2008

DIVULGAÇÃO (II)

VALE A PENA LER E DIVULGAR


Era uma vez um senhor chamado Vasconcelos...* A história podia começar assim, como qualquer história de encantar crianças, se é que às crianças de hoje ainda se contam histórias de encantamento e final feliz.

Mas era uma vez um senhor chamado Jorge Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve. Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos,

subsídios ou outros quaisquer benefícios. Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.

Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu ?». E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!». E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?». Se fizermos esta pergunta ao Ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE ». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».

Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE foram mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.

Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.

Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, abusivo e desavergonhado abocanhar do erário público .

Mas voltemos à nossa história. O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18

mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.

Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético. E pergunta você, que não é trouxa: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não. A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço. Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores.

Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE?

Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo um Carrasco capaz de os enforcar. Já agora façam lá o favorzinho de reenviar para a V/ lista de amigos, pelo menos sempre se fica a saber de coisas importantes que retiram toda a credibilidade a esta cambada de MALANDROS deste País que de País só começa a figurar o nome .

Recebido por e-mail Corre na Internet

sexta-feira, novembro 16, 2007

REVELAÇÕES

Timor Lorosae

O TERRITÓRIO ESTAVA "DESTINADO" À INDONÉSIA DESDE 1963

A integração de Timor-Leste na República Indonésia foi acordada secretamente em Washington por quatro potências anglófonas, em 1963, revelou à Lusa Moisés Silva Fernandes, investigador de ciências políticas e de relações internacionais da Universidade de Lisboa.

Por Henrique Botequilha da Agência Lusa

Através da análise de documentos da época, Moisés Silva Fernandes verificou que altos responsáveis políticos do Reino Unido, Austrália, Estados Unidos da América e Nova Zelândia tiveram dois encontros em 1963, em Washington, onde "chegaram a acordo sobre a incorporação de Timor-Leste, numa política de apaziguamento em relação à Indonésia", afirma o investigador. "Estes encontros foram secretos, Portugal nunca foi informado de nada", adianta.

Um dos documentos analisados por Moisés Silva Fernandes é um telegrama remetido em 13 de Fevereiro de 1963, pela embaixada australiana em Washington para o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, em Camberra, no qual dava conta do acordo obtido pelas quatro partes, que nessa data se encontravam na capital norte-americana para a primeira das suas reuniões. "Sobre Timor, todos concordámos que mais tarde ou mais cedo a Indonésia vai apoderar-se da parte portuguesa da ilha de Timor e todos à volta da mesa tornaram bem claro que os seus governos não estavam preparados para envolver forças militares para evitar esta situação", lê-se no relatório da diplomacia australiana.

Noutro dos documentos encontrados pelo investigador português no Arquivo Nacional da Austrália, e recentemente abertos à consulta pública, consta um outro texto, escrito pelo embaixador da Austrália em Jacarta para o seu primeiro-ministro, Robert Menzies, datado de 7 de Março de 1963 e com a classificação "top secret". "Devemos ao mesmo tempo convencer os indonésios que não teremos objecções a uma eventual incorporação do Timor português na Indonésia, desde que isto venha a ocorrer através do uso de meios aceitáveis", afirma o diplomata australiano, confirmando o acordo obtido em Washington.

Em Outubro de 1963, os quatro países anglófonos voltaram a reunir consenso sobre Timor-Leste em Washington. "O ideal do nosso ponto de vista seria que os portugueses cedessem Timor de boa vontade e de um modo que a transferência para a Indonésia não seja o resultado de uma agressão ou de um movimento cínico apaziguador para o Presidente (indonésio) Sukarno, lê-se num documento secreto de preparação da diplomacia londrina para o segundo encontro quadripartido e agora encontrado por Moisés Silva Fernandes no arquivo do "Foreign Office" britânico.

Para o investigador português, a interpretação destes novos dados é clara. "Onde outros podem ver 'realpolitik', eu vejo cinismo", comenta. A Indonésia invadiu Timor-Leste em 7 de Dezembro de 1975, 12 anos após estas reuniões secretas, e, com o silêncio das potências ocidentais, ocupou o território até à consulta popular de 30 de Agosto de 1999, cujo resultado conduziu à independência do país asiático de expressão portuguesa.

Moisés Silva Fernandes vai revelar as suas conclusões, do ponto de vista académico, sexta-feira, 16 de Novembro, num seminário na Universidade de Oxford sobre assuntos portugueses e lusófonos. Mais tarde, planeia escrever um artigo sobre as suas revelações históricas a propósito de Timor-Leste, em inglês, na revista científica de estudos internacionais South European Society & Politics e incluir os novos elementos históricos, em português, num livro dedicado aos anos de 1974 e 1975 em Timor-Leste, a lançar em 2008.

In "Notícias Lusófonas"

domingo, novembro 11, 2007

DIPLOMACIA ATROPELADA

Repentinamente a memória traz-me algumas imagens de uma sessão do Conselho de Segurança da ONU nos idos da década de 60. Ali debatia-se a descolonização da África portuguesa. Alguns países tentavam forçar Portugal a adoptar uma política de descolonização e este defendia-se com os seus argumentos. E a imagem que eu gravei e da qual jamais me esqueci, foi a do Primeio Ministro soviético, Nikita Krushev, descalçando os sapatos e batendo com os mesmos na mesa numa demostração de ira e prepotência, contestando declarações do Embaixador português. Foi, de certo modo, hilariante tal cena que não é cabível no campo da diplomacia.
Isto vem a propósito da cena passada ontem no Chile durante sessão da cimeira Ibero-Americana durante a qual o Rei de Espanha, Juan Carlos, sugeriu que o Presidente da Venezuela, Hugo Chavez, calasse a boca. Foi um momento infeliz de Sua Majestade e arranhou muito aquela imagem positiva que todos tinhamos dele como sendo uma pessoa serena e inteligente, marcada desde a sua intervenção providencial na Câmera dos Deputados em Madrid, após a morte de Franco, numa tentativa frustrada de golpe.
Chavez disse tudo o que quiz no seu estilo. Diplomàticamente o Chefe do Estado espanhol, Zapatero, respondeu com toda a diplomacia, exactamente como as coisas devem ser feitas. Se o teor dos discursos tem fundamentação ou não, ou se é oportuna ou não, isso é outra questão que foge ao tema que resolvi abordar hoje e restrito ùnicamente ao termo "Diplomacia". Juan Carlos equiparou-se a Nikita Krushev. Se a moda pegar e os exemplos assimilados, é possível assistirmos um dia a alguma cena de pugilato tal e qual costuma acontecer nas Assembleias e Congressos de certos países, desenvolvidos ou não, só que dessa vez entre os mais altos Magistrados das Nações. Seria uma declaração de guerra!!!