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terça-feira, outubro 30, 2012

Soneto quase inédito




 
  

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo Parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos -- só! -- por seu ofício
Receber, a bem dele... e da Nação 




 
JOSÉ RÉGIO (Soneto escrito em 1969, no dia de uma reunião de antigos alunos)

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Dez sugestões


Tomei a liberdade de passar para o meu blog esta matéria que foi publicada num outro blog do qual sou seguidor:  http://jardimdeurtigas.blogspot.com/  . Serve para Portugal e para o Brasil...


Sr. Dr. Mário Soares,

Sou um cidadão que trabalha, paga impostos, para que o Sr. e todos os restantes políticos de Portugal andem na boa vida.

Há dias, ouvi o Sr., doutamente, nas TV's, a avisar o povo português para que não se pusesse com greves, porque ainda ia ser pior. Ouvi o Sr. perguntar onde estava a alternativa ao aumento de impostos, aqui estou eu para lhe dar a alternativa. Aqui lhe deixo 10 medidas que me vieram à mente assim, de repente:

1.    Acabar com as pensões vitalícias e restantes mordomias de todos os ex-presidentes da República (os senhores foram PR's, receberam os seus salários pelo serviço prestado à Pátria, não têm de ter benesses por esse facto);


2.    Acabar com as pensões vitalícias e / ou pensões em vigor dos primeiros-ministros, ministros, deputados e outros quadros (os Srs deputados receberam o seu ordenado aquando da sua actividade como deputado, não têm nada que ter pensões vitalícias nem serem reformados ao fim de 12 anos ; quando muito recebem uma percentagem na reforma, mas aos 65 anos de idade como os restantes portugueses - veja-se o caso do Sr. António Seguro que na casa dos 40 anos de idade já tem direito a reforma da Assembleia da República);


3.    Reduzir o nº de deputados para 100;


4.    Reduzir o nº de ministérios e secretarias de estado, institutos, fundações e outras entidades criadas artificialmente, a maioria das quais desnecessárias e muitas vezes até redundantes, apenas para dar emprego aos "boys", como é o caso, por exemplo, do Instituto das Descobertas, que dá emprego a 32 chulos que não têm nada para "descobrir".


5.    Acabar com as mordomias na Assembleia da República e no Governo, e ao invés de andarem em carros de luxo, andarem em viaturas mais baratas, ou de transportes públicos, como nos países ricos do Norte da Europa (veja-se que no dia em que se anunciou o aumento dos impostos por falta de dinheiro, o Estado adquiriu viaturas na ordem dos 140 mil € cada para os VIP's que nos visitarão, como se não houvesse viaturas a requisitar aos Ministérios para tal);


6.    Acabar com os subsídios de reintegração social atribuídos aos vereadores, aos presidentes de Câmara, e outras entidades (multiplique-se o número de vereadores existentes pelo número de municípios e veja-se a enormidade e imoralidade que por aí grassa);


7.    Acabar com as reformas múltiplas, sendo que um cidadão só poderá ter uma única reforma (ao invés de duas e três, como muitos têm);


8.    Criar um tecto para as reformas, sendo que nenhuma poderá ser maior que o vencimento do PR;


9.    Acabar com o sigilo bancário;


10.  Criar um quadro da administração do Estado, de modo a que quando um governo mude, não mudem dezenas de milhares de lugares na administração do Estado, sendo que o critério para a escolha dos lugares passe a ser o mesmo que um ministro/político adopta na escolha de um médico para lhe tratar uma doença ou lhe fazer uma operação cirúrgica ( porque nesta situação eles não vão buscar os “boys” do partido, mas sim os mais competentes, pois é a “vidinha” deles que está em jogo e não o dinheiro do erário público ).


Com estas simples 10 medidas, a classe política que vai desgraçando o nosso amado Portugal, daria o exemplo e deixaria um sinal inequívoco de que afinal, vale a pena fazer sacrifícios e que o dinheiro dos portugueses não é esbanjado em Fundações duvidosas e em obras de fachada sumptuosas.

Enquanto isso não acontecer, eu não acredito no Sr. Mário Soares e não acredito em nenhum político desde o Bloco de Esquerda ao CDS, nem lhes reconheço autoridade moral para dizerem ao povo o que deve fazer, porque o tal povo de que os políticos muito falam, jamais fará o que quer que seja contra a sua consciência, mesmo se o Estado o apele. Se os políticos por conveniência se ajudam entre si para fazer passar este OE, ao povo cabe fazer derrubar e paralisar este governo nas ruas.

Zé do Povo

Portugal

sábado, novembro 21, 2009

Pele de cordeiro



Correndo os olhos pela internet e por algumas “colunas do leitor” dos jornais, fico com a impressão de que há mais apoio a Cesar Battisti e, consequentemente, à sua liberdade e não extradição.
Não sou a pessoa indicada para julgar e sobre os processos e condenações na Itália só tenho conhecimento superficial. Não obstante, tenho a minha opinião formada e ela recai sobre a decisão de extradição.
Entendo que Itália e França não são países com semelhanças a certas repúblicas das bananas e têm muito mais solidificação democrática.
E se alguma dúvida pairasse na minha consciência, essa foto que ilustra esta postagem tratou de dissipá-la definitivamente. Não se aproveita um dos que o estão cercando e isso já é forte; “diz-me com quem andas e eu dir-te-ei quem és”. Depois, mais forte ainda, é a posse daquela bíblia que parece ser novíssima e jamais ter sido aberta.
Quanto à bíblia, tenho uma opinião muito semelhante à de Saramago e não é sobre ela que vou escrever. Mas, talvez Battisti nunca tenha lido alguma bíblia ou até mesmo um catecismo. Assim, parece-me ter sido aconselhado a portar uma a exemplo de muitos criminosos brasileiros que, de repente, se transformam até em pastores e isso lhes rendem muitos créditos.

quarta-feira, setembro 30, 2009

Actualidade

Em 1896 Guerra Junqueiro, escritor português, escreveu:

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem idéias, sem planos, sem convicções,incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

sexta-feira, maio 15, 2009

Sangue no asfalto

O assunto é o acidente numa avenida da cidade de Curitiba em que um carro (190 km/h) voou e se projetou por cima de outro, este ocupado por dois rapazes, um dos quais acabava de sair do emprego num shopping. Os dois morreram. O carro “voador” era dirigido por um deputado, de 26 anos, filhinho de papai --- o prefeito de Guarapuava.

Por causa da extensão dos ferimentos, o deputado foi transferido para um dos melhores hospitais de São Paulo (nós pagaremos a conta) e o caso ficará longe da mídia local. Fizeram exame de dosagem alcoólica nos dois mortos e não no deputado...

Depois desta introdução para relembrar os factos a alguns ou dá-los a conhecer a outros, transcreverei em seguida alguns parágrafos de e-mail tornado público pelo pai de um dos rapazes “assassinados”.

1 – Ontem a equipe da TV Paranaense esteve em minha casa, gravamos uma matéria que revelava bem a nossa indignação. Mas, infelizmente, cortaram e colocaram no ar apenas o que não poderia repercutir; nada comparado ao que dissemos

2 – Estamos todos assistindo ao Poder Público sendo colocado à disposição do deputado para anular todas as evidências da sua culpa nesse hediondo crime que ceifou a vida do nosso filho e do seu amigo

3 – No posto de gasolina, onde pràticamente tudo começou, o frentista disse que o deputado aparentava estar totalmente embriagado ou drogado (no hospital, os enfermeiros que cuidaram dele comentaram que foi encontrada cocaína no seu sangue).

4 – Enquanto as famílias choravam a morte dos seus entes queridos no velório, os advogados do deputado já trabalhavam àrduamente...

5 – Tudo está sendo escondido pelas autoridades, médicos e imprensa.

6 – O velocímetro registrava 190 km/h no momento do impacto mortal. Porém, o delegado responsável pelo caso desmente esse detalhe afirmando que a marcação é zero e convida todos a certificarem-se disso indo olhar o carro...

7 – Que Poder é esse, que destroi a esperança de uma família que, no mínimo, só pode exigir que justiça seja feita?

8 – Pelo visto, aqui no Paraná e a exemplo do que acontece por todo o Brasil o poder político é maior que a Lei. Lembremo-nos do acidente com o sobrinho do governador, onde o próprio o foi soltar, mesmo completamente embriagado

9 – Meu irmão foi afastado de seu programa da TV Educativa porque estava “incomodando”...

10 – Na CBN os jornalistas estão indignados devido ao cerceamento de informações.

segunda-feira, maio 11, 2009

Este é o Cara

O cara tem a sua base eleitoral no Rio Grande do Sul. Assim, em nenhuma das muitas vezes que foi eleito teve o meu voto. De qualquer modo jamais teria, pois nas últimas eleições eu não tenho tido em quem votar. No mexe e remexe não encontro ninguém íntegro e até me indago se serei eu que não cisca direito...
Eureka! Agora eu descobri que existe, pelo menos, uma maneira de botar farofa no ventilador desse cara que disse "estar-se lixando para o povo". Veio a público que a grande financiadora das suas campanhas eleitorais são as indústrias do tabaco do sul do país. Assim, como eu já estava pensando em deixar de fumar, não só por causa da minha saúde, mas também pelas últimas medidas adotadas pelo governo estadual no combate ao fumo, acelerarei essa decisão.
Esse cara até poderá continuar usando o meu dinheiro através de outros impostos que me são cobrados. Todavia, onde eu posso cortar cortarei. Que se lixe o cara...

quinta-feira, março 12, 2009

Todos somos iguais perante a Lei (?)

Esta é a notícia:
Privilégio dos bacharéis e religiosos, a cela especial caminha para a extinção, mas permanece o privilégio para políticos e autoridades. Ontem, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a redução da lista de pessoas que têm direito à prisão. O texto do projeto de lei aprovado exclui do benefício as pessoas com curso superior, padres, pastores, bispos evangélicos e pais de santo, além de cidadãos com títulos recebidos pela prestação de relevantes serviços. A proposta foi votada em regime de urgência, na forma de substitutivo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
Este o meu comentário:
Acima copilei sòmente uma parte do texto da notícia, uma vez que ali está pràticamente resumido tudo; não consta o aditamento que diz que o projeto vai ajudar a reduzir a população carcerária do País.
Cara pálida! --- como é que isso vai reduzir a população carcerária?
Tenho curso superior, sou bacharel em Administração de Empresas, e o meu diploma, que por sinal é em pergaminho (...) jamais foi desenrolado e mostrado para quem quer que fôsse. Até mesmo, perante as minhas convicções, jamais o mostraria ao Delegado de Polícia no caso de uma infelicidade que me levasse à prisão. Sou um daqueles que entendem que todos são iguais perante a Lei e que, portanto, não admitem privilégios para quem quer que seja.
Esse privilégio da cela especial, foi criado na ditadura (ditabranda segundo alguns...), pois verificava-se que os mais cultos, normalmente presos políticos, acabavam por transmitir conhecimentos aos presos comuns e usados, depois, para os mais diversos fins, princialmente contra a segurança do Estado. Parece que os gajos agora entendem que não é mais assim...
Aos amigos que têm a pachorra de ler o que eu escrevo neste espaço, digo que mais uma vez estou revoltado. Sei que o meu brado não levará a nada, mas nunca fico quieto e gritarei sempre. É estarrecedor, depois de um enorme rol de escândalos que jamais teve um basta, ver-mos a cúpula do Senado agora formada por três ícones dos maiores deles.
Mais uma vez legislaram em causa própria, defendendo os seus interesses, pois eles continuarão com privilégios no caso de uma condenação que, afinal, jamais existirá. Ou, quem sabe?...

quarta-feira, outubro 29, 2008

Resposta...

Finalmente o Kassab respondeu à pergunta polêmica:
- Eu até queria casar, mas tive medo de pegar uma vagabunda que pudesse me trair com algum malandro argentino.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Resposta brilhante...

Millôr Fernandes lançou um desafio através de uma pergunta:
"Qual a diferença entre Político e Ladrão?"
Chamou a atenção a resposta de um leitor:
Caro Millôr, após longa pesquisa cheguei a esta conclusão: a diferença entre o ladrão e o político é que um eu escolho, o outro me escolhe. Estou certo? Fábio Viltrakis, Santos-SP.
Eis a réplica do Millôr:
Puxa, Viltrakis, você é um gênio... Foi o único que conseguiu achar uma diferença! Parabéns!!!

sexta-feira, julho 25, 2008

Época de eleições

Um sujeito vai visitar um amigo deputado e aproveita para lhe pedir um emprego para o seu filho que tinha acabado de completar o supletivo do 1ºgrau.
- Eu tenho uma vaga de assessor, só que o salário não é muito bom...
-Quanto doutor?
-Pouco mais de 10 mil reais!
- Dez Mil!!!!???? Mas é muito dinheiro para o garoto! Ele não vai saber o que fazer com tudo isso não, doutor!!! Não tem uma vaguinha mais modesta?
- Só se for para trabalhar na Assembléia. Meio período e eles estão pagando só 7 mil!
- Ainda é muito doutor! Isso vai acabar estrangando o menino!
- Bom, então tenho uma de consultor. Estão pagando 5 mil reais por mês; serve?
- Isso tudo é muito ainda, doutor. O Senhor não tem um emprego que pague uns mil e quinhentos ou até dois mil reais???
- Ter até tenho, mas aí é só por concurso e é para quem tem curso superior, pós graduação ou mestrado; bons conhecimentos em informática, domínio da língua portuguesa e conhecimentos gerais. Além do mais, ele terá que comparecer ao trabalho todos os dias...

domingo, julho 13, 2008

Inquietação...

Regras de mais, princípios de menos

O ataque cerrado às Forças Armadas brasileiras continua cada vez mais intenso.
Desta feita, o instrumento usado foi assassinato de três jovens depois de terem sido presos por militares e, inexplicavelmente, entregues, pelos coatores, a traficantes de uma facção rival. Imediatamente, várias autoridades passaram a dar declarações preconceituosas, com o objetivo de debitar ao Exército, como instituição, a responsabilidade pelo crime, cujos autores, ao contrário do que normalmente ocorre, já foram identificados e presos.
Para o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, o Exército tornou-se "um protagonista nocivo, na tragédia de horrores imposta aos moradores". Que a tragédia foi um horror, nem era preciso dizer, mas ver nocividade no Exército seria como considerar a OAB nociva, porque alguns advogados transportam droga para traficantes ou transmitem sentenças de morte geradas dentro dos presídios, para os criminosos que as executarão do lado de fora. As manifestações de indignação quase histéricas, cuidadosamente encenadas por alguns, não se justificam, pois os culpados serão, inevitavelmente, condenados.
E o serão, justamente, por serem militares. Dissemos "justamente" , porque os militares não adotam a lógica do presidente e de seus seguidores, para os quais o aparelho repressor do Estado serve, apenas, para constranger adversários políticos.
Os aliados são sempre intocáveis. Onde estarão, agora, os "mensalei­ros" ; os "cuequeiros" ; os "sanguessugas" ; os mafiosos da saúde; os "alo­prados"; os usuários dos cartões de crédito ditos corporativos; os autores do dossiê da Casa Civil; os traficantes de influência da venda irregular da VARIG; os assassinos dos prefeitos do PT, vitimados em meio à queima de arquivos, nos escândalos de desvio de dinheiro público; os ministros; os parentes e os amigos do presidente? Como se vê, nenhum desses casos envolvia militares. A impunidade só vigora nos meios castrenses, quando imposta pela Justiça, contaminada pelos "defensores dos direitos humanos", mais interessados em quebrar a espinha dorsal das Forças Armadas, demolindo-lhes os princípios basilares da Hierarquia e da Disciplina.
Ninguém verá a "tropa de choque" do Exército ser chamada para "blindar" criminosos. Esta será preservada para usos mais nobres, quando tal se fizer necessário.
A Força Terrestre sempre procurou evitar o seu emprego em operações de Garantia da Lei e da Ordem, sem o cumprimento de todos os ritos legais. O que, então, estaria o Exército fazendo no Morro da Providencia? Infelizmente, o presidente envolveu, indevidamente, os militares, coagindo-os, como Comandante Supremo das Forças Armadas, a participar de um projeto de cunho político-partidário, para favorecer o seu candidato à prefeitura do Rio de Janeiro. Assim, a indignação presidencial com o envolvimento de militares no crime, só se explicaria pelo desgaste que isso possa ter causado ao seu candidato. Em verdade, o presidente deve estar exultante.
A exposição da sua política indigenista antinacional e criminosa deflagrou um intenso esforço para desacreditar o Exército, utilizando-se, inclusive, do recurso à baixaria, com a exploração, nos meios de comunicação, das declarações de militares homossexuais desajustados. Um presente desses deve tê-lo deixado muito feliz.
O presidente "indignado" mandou, então, o ministro da defesa acompanhar as investigações. Ressuscitado, agora, depois do grande silêncio obsequioso a que se viu condenado, quando foi confrontado pelo Alto-Comando do Exército em decorrência de suas bravatas iniciais, o ministro não nos parece, mercê do seu passado, a melhor pessoa para acompanhar qualquer investigação. E ele não perdeu tempo. Tratou, logo, de tirar proveito da situação, ao augurar, em busca de mais quinze minutos de fama, uma reação forte, da sociedade, e radical, da Justiça, contra o nosso Exército. Novamente, a avaliação do ministro foi equivocada. Reação forte da sociedade, quando houver, será contra esse governo desastroso.
Contra as Forças Armadas, somente as manifestações orquestradas pelos inimigos tradicionais e já conhecidos, para os quais tudo vale, desde que seja para destruí-las. O Exército Brasileiro é instituição permanente e continuará respeitado por todos, muito depois que os nossos maus governantes tenham sido varridos da História.
Até o ministro Tarso Genro saiu do limbo e voltou a "deitar falação".
A contaminação ideológica é tanta, que ninguém fala dos traficantes do Morro da Mineira, os verdadeiros assassinos dos rapazes, nem do absurdo de existirem, na cidade, com a tolerância do Estado, áreas controladas por essa ou por aquela facção criminosa. O Ministro da Justiça, tão diligente contra os rizicultores, também silenciou sobre isso. Só interessa ferir, de morte, o Exército. Mais uma vez, fracassarão.
Mas a responsabilidade do presidente vai muito além do que já foi dito. Com os baixos soldos, as graves restrições orçamentárias e o desprestígio que têm sido impostos às Forças Armadas, a seleção de pessoal ficou muito prejudicada. O recrutamento de militares nas áreas controladas por traficantes e a sensação de impunidade generalizada, sem dúvida, contribuíram para essa barbárie.
Por tudo isso, é o presidente quem menos tem o direito de se indignar. Ele é a principal fonte de todos os nossos problemas e, portanto, também, da nossa indignação, esta, sim muito justa. Para agravar a situação, recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral sucumbiu à lógica dos criminosos e perdeu a chance de resgatar parte da moralidade nacional.
Alguns ministros parecem haver se esquecido de que a aplicação do Direito se rege por princípios e por regras, para se concentrarem, exclusivamente, nestas últimas. É incompreensível que quatro deles tenham preferido permitir que maus cidadãos se aproveitem de suas próprias ações dolosas e torpes para conseguirem imunidades, que lhes garantam continuar a praticar seus crimes livremente.
No Brasil, há regras demais e princípios de menos. Vivemos em um caos jurídico, onde os bons são oprimidos e os maus têm toda a proteção do Estado. Isso decorre da alumia intencional que a ditadura petista nos impõe, para desestruturar o Estado de direito, em benefício de seu projeto despótico de poder.
Por que alguém se sentiria obrigado a respeitar as Leis, se, todos os dias, os ministros e o próprio presidente as violentam, sem qualquer pudor, e debocham de toda a Nação, negando, cinicamente, todas as evidências das atividades ilícitas que cometem às escâncaras? Tudo, tranqüilamente, sem que nada se faça para impedi-los.
Todas as regras têm seus limites e somente devem servir para proteger quem, também, as cumpra.
O Estado de direito tem o dever de usar todos os meios à sua disposição, para proteger-se de todos os que o ameaçam, inclusive de ministros e presidentes.
Luís Mauro Ferreira Gomes (Coronel -Aviador Reformado) Colaboração: Anderson Augusto - Pirassununga - SP, 13 de Julho de 2008.
In Internet - www.edumedeiros.com

sexta-feira, junho 20, 2008

Arco íris...

"Os reclusos homossexuais vão passar a beneficiar de visitas íntimas nas prisões para relacionamento sexual com os respectivos companheiros. Esta é uma das novidades do anteprojecto do Código da Execução das Penas e Medidas Privativas da Liberdade, que, por recomendação do provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, prevê alargar as visitas íntimas ao maior número possível de reclusos, independentemente da sua orientação sexual."
Como se diz aqui no Brasil, isso é o fim da picada... Fui, sou e sempre serei contra medidas desse tipo e outras que interpretam uma “igualdade” que jamais existiu na Natureza e não poderá ser enfiada goela abaixo.
Neste caso específico essa lei, se aprovada, é despropositada e desnecessária, pois o sexo entre comuns sempre existiu nas celas das cadeias e, daí, o célebre título “mãe de cela”...
Tem tanta coisa importante para a dedicação desses políticos e se perde tempo e dinheiro com essas futililidades...