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quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Certidão de Nascimento

Não é tarefa de todos os dias e, por isso, nem todos poderão responder à minha pergunta: “quanto custa tirar uma certidão de nascimento no Cartório?”
Na verdade, há muito tempo que eu também não recorro a esse tipo de serviço, mas agora precisei. Não só comentarei sobre o custo, mas também sobre o inusitado e o castiço.
Um dos meus filhos nascidos no Brasil e residente em Portugal há muitos anos (dupla nacionalidade), está prestes a chegar aqui para passar férias e visitar a família basileira. Como não tem documentação brasileira em ordem, vai aproveitar para regularizar essa situação. O primeiro passo é retirar uma Certidão de Nascimento no Cartório onde foi registado.
Sou uma pessoa organizada e, por isso, guardo nos meus arquivos documentos dos filhos e dos netos, coisa que os próprios não têm o hábito de fazer… Assim, abri a pasta do filho em questão e lá estava a primeira Certidão de Nascimento  dactilografada e expedida quando do evento em si.
A partir daí foi-me fácil encontrar o Cartório na Internet e de imediato telefonei pedindo o envio de uma certidão com data actualizada. Forneci todos os dados como numero de Livro, fls., etc..
Se fôsse para retirar lá (Canoas – RS), custaria 17,80 reais. Se fosse para expedir para o meu endereço por Sedex, custaria 47,55. E, além disso, o pagamento seria através de transferência bancária para a conta da proprietária do Cartório; isto custou 14,00 reais. Um total de 79,35, desprezando as ligações telefónicas interurbanas, tempo de fila e outro…
Noutros tempos eu tería a opção de pedir que me fosse enviado o documento por carta simples ou registada e daria no mesmo. Hoje temos que nos sujeitar à logística deles e aos interesses envolvidos.
Quando tudo já tinha sido cumprido e só aguardava a Certidão em minha casa, eis que recebo um e-mail do Cartório com os dizeres: “Sua certidão já esta pronta, porém como o Livro de Nascimento é manuscrito ficamos em duvida em relação ao nome de sua avó materna, se é ednorges ou edwiges marcgyldoski ou marczyldoski, favor confirmar para que possamos remeter vossa certidão.”.
Fiquei estupefacto! Então, não poderia estar pronta… Em todos os Cartórios pelos quais na minha vida passei, sempre constatei que os livros de registos eram manuscritos por pessoas com boa caligrafia. Jamais vi qualquer assento feito com rabiscos ou letra de médico. Além disso, deduzindo que queriam a informação para dactilografar ou digitar a Certidão, também é estranho que esses livros não tenham sido digitalizados ainda para, a partir daí, gerar cópias.
Esta foi a minha resposta: Manoel Rodrigues Pereira e
Edwiges Marczykoski. Estes são os nomes que constam de certidão datilografada nesse Cartório em 15/06/1973.
Atenção que o nome do avô materno é Manoel com "o". E Portalegre nada tem a ver com PortoAlegre. Se desejarem, enviarei fax desta v/ certidão datilografada; é só indicarem o número do respectivo tel/fax.”
.
Quando eu pensei que tudo já estaria resolvido, recebi outro e-mail: “Vamos realmente necessitar deste seu documento via fax, por favor queira remeter a  51-3426-2012 , a/c de xxxxxxx- Cartório da 1ª Zona de Canoas, este fax não é aqui no Cartório e sim no CRVA, porém da mesma Oficial, a dúvida é só em relação ao nome de sua avó como eu mencionei anteriormente, no mais tudo esta correto. Aguardo seu fax. xxxxxxx.”.
Na noite de anteontem e ontem tentei passar o fax por 6 vezes e não consegui. Só depois me lembrei que o dia 2 de Fevereiro é feriado em Porto Alegre e região e, talvez por isso, o aparelho não estivesse programado. Lembrei-me que poderia fazer isso digitalizando a minha certidão e enviá-la como anexo de e-mail. Fiz isso e expliquei que eu, requerente, sou o pai do interessado.
Hoje recebi o que parece ser o último acto da peça: “Estou lhe enviando a certidão de nascimento, conforme solicitado, sem mais custas, apenas o autorizado pela Corregedoria, quanto a dúvida em relação ao nome da avó, já esta solucionado, como eu havia lhe dito o cartório não tem fax, e apenas lhe informei aquele número,  pois foi sua sugestão mandar um fax, não duvidamos de sua palavra, não é em todos os livros que a grafia esta correta ou legível, tentamos esclarecer com o senhor para evitar equívoco ou certidão errada, também não será necessário nos ligar novamente, pois a certidão já foi enviada hoje, ontem dia 02.02.2010, era feriado e nosso telefone esta em manutenção. Espero que em breve o Sr. esteja recebendo sua certidão. Grata pela compreensão. xxxxxxx.”.
A moral desta história é que parece que eu fui mais Cartório que o próprio Cartório. E não cobrei um centavo por isso. Ainda falta conferir a Certidão, pois ainda não chegou aqui. Espero que venha tudo certinho e até estou curioso quanto ao tipo de escrita e aspecto. Tenho pena de todos aqueles que venham a solicitar esse tipo de serviço e não tenham o seu próprio Cartório em casa…

terça-feira, dezembro 08, 2009

Culturas

Sempre imperou a ideia de que o sul do país era mais avançado em questão de cidadania e organização. Curitiba, capital do Paraná, era sempre apresentada como cidade modelo. Enfim, com a predominância da imigração alemã, italiana, polaca e portuguesa, tínhamos nos Estados do sul uma certa maquiagem europeia que se distanciava do resto do país.
Sempre fiquei um tanto ou quanto cético quanto a esse retrato, pois que, havendo as origens portuguesas em todo o território nacional, sentia-me chutado para escanteio, principalmente quando nos acusam como sendo a origem de tudo o que está errado desde 1500…
Muito bem. Então vou tirar os portugueses desse retrato tão bajulado por alguns e até porque, sendo massivamente de origem açoriana e alentejana (aqui os alentejanos prevalecem porque são também os açorianos descendentes destes…), eles jamais protagonizariam cenas selváticas como as que assistimos no final do jogo em Curitiba e na recepção dos jogadores gremistas em Porto Alegre.
Não estou aqui fazendo uma discriminação entre povos ou entre as suas origens. Só quero dizer que no melhor pano cai a nódoa…
Neste imenso país há bons e maus em todos os lugares; cultos e analfabetos, ricos e miseráveis, também. Assim, analisemos os acontecimentos por outro prisma.
Os valores estão-se degradando exponencialmente e tudo isso é fruto do olhar para cima, da impunidade que reina nas altas esferas e no abandono e escárnio a que estão deixando o povo.
Assim, aquele extravazamento por parte dos torcedores que já está enraizado na própria cultura, como o xingar a mãe do juiz e etc., começa a ultrapassar os limites do bom senso e já se tornou perigoso. Isso acontece de norte a sul e uns não são melhores do que os outros.
Há que gritar com a mula e fazê-la chegar ao rêgo, de modo a que a relha do arado sulque a terra em linhas rectlíneas e devidamente espaçadas. Só assim a seara despontará firme e verdejante para depois ser ceifada dourada e brilhante.

segunda-feira, novembro 30, 2009

Grenal diferente

Há muito que não assistíamos a um final de campeonato brasileiro de futebol tão emocionante e apaixonante, envolvendo a nata dos times. A cada segunda-feira uma manchete diferente sobre o possível campeão: Palmeiras, São Paulo, Flamengo, Atlético e Internacional.
Antes da penúltima jornada, ontem, reduziram-se as aspirações mais concretas e sobraram São Paulo, Flamengo e Internacional.
Esta semana e em que no próximo domingo teremos a última jornada, está no topo o Flamengo e em segundo o Internacional.
Ontem mesmo, se tudo tivesse corrido pela lógica, no confronto aqui na cidade de Campinas entre Corinthians e Flamengo, este último teria perdido e estaria hoje no topo o Internacional que, pela facilidade que será o último jogo em Porto Alegre, já poderia estar exercitando um sorriso de campeão.
Mesmo que por mais propaladas que tenham sido as negativas nestas últimas semanas, os fatores extra campo fôram visíveis a lustrar a anti-ética. Foi o caso do Corinthians que, pelas sugeiras anteriores somada a mais esta, passa a ser inimigo número um do Internacional, independente da eterna rivalidade com o Grémio.
O último jogo do Flamengo será contra o Grémio, no Maracanã e, independentemente da posição de cada um na tabela classificativa, os gaúchos têm mais condições de ganhar e até um empate seria normal. Qualquer destes dois resultados daria o título ao Internacional, partindo do pressuposto que este faça bem a lição de casa.
Indagado por um repórter da Rádio Gaúcha, Souza, jogador do Grémio, disse: “Se a direção optar pela equipe principal [para o próximo jogo], faremos nossa parte. Mas dependemos muito da ordem; talvez entrem os reservas. Somos profissionais, mas infelizmente dependemos da direção. Se vier a ordem, a gente vê. Se não vier, paciência”. E durante a entrevista, após o jogo com o Barueri, a torcida gremista gritava: “Mengo, Mengo” numa alusão ao Flamengo.
Vamos acompanhar os procedimentos desta semana… Tomara que o Grémio tenha o melhor time. Mas não vou ficar fazendo apelos”, declaração do presidente do Internacional, Fernando Carvalho. Ao mesmo tempo o técnico colorado, Mário Sérgio, dizia: “Se os jogadores do Grémio derem essa alegria à torcida, podem levantar suspeitas por todo seu futuro. Não quero crer no Grémio entregando o jogo”. E o presidente do tricolor gaúcho, Duda Kroeff, rebateu: “Quem jogará é problema nosso. Mas talvez a gente dê férias para alguns atletas; isso já está decidido”. Também é deste, noutro contexto, a frase: “O Inter não pode nunca confiar no Grémio, assim como o Grémio não pode nunca confiar no Inter”.
As rivalidades mais afiadas, na minha opinião, são Internacional x Grémio e Guarani x Ponte Preta. Em Porto Alegre e em Campinas. Outras há muito relevantes no Rio de Janeiro ou em Belo Horizonte. Como vivi nas duas primeiras cidades, tenho a sensibilidade apurada disso.
Sou torcedor do Internacional desde que desembarquei no Brasil, pois as côres e a massa são em tudo iguais ao meu Benfica de Portugal. Sempre torço contra o Grémio ou contra o Porto mesmo que joguem contra outros times que não os meus. Mas tenho a sensibilidade e a inteligência de a favor deles torcer quando tal favoreça os meus; isto no campo e na ética. É assim que eu gostaria de ver os gremistas; torcendo como quiserem, mas sem artifícios excusos.
Vou encaminhar uma mensagem ao meu velho amigo e companheiro, Dr. Henrique Schmitz, gremista dos quatro costados e que sabe muito bem separar o trigo do joio. A sua influência nas hostes mosqueteiras e sob a capa da razão e da ética poderá ser vital à normalidade…

sábado, outubro 17, 2009

Os escolhidos do metrô


Hoje não venho fazer propaganda da Feira do Livro de Porto Alegre, por demais conhecida no Brasil e fóra dele.
Hoje quero anunciar a sessão de autógrafos na Feira, no dia 6 de novembro às 19h30, em que estará presente a minha amiga Vera Fernandes autografando o seu livro “Os escolhidos do metrô”.

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Samba Enredo

A Imperadores do Samba, escola de samba do Rio Grande do Sul que completa 50 anos de fundação, homenageará o centenário do Internacional no Carnaval deste ano.
Com o enredo "150 Anos de Glórias: vermelho e branco, uma só paixão", a escola promete trazer a animação das arquibancadas do Beira-Rio para o Sambódromo.
Para o presidente da escola, Luiz Carlos Amorim, Imperadores e Internacional têm muitos pontos em comum, o que só poderá resultar em título para coroar as duas importantes datas.
- Imperadores e Inter sempre foram muito próximos. Temos as mesmas cores e a mesma origem popular. Vamos entrar na avenida para ganhar o título, o primeiro do ano do Centenário - disse ao site oficial do Colorado.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Feira do Livro de Porto Alegre

Naquele começo do ano de 1972 cheguei ao Brasil como imigrante junto com a esposa e os dois filhos. Sendo ela brasileira, radicámo-nos na casa de seus pais na cidade de Rio Grande e aí eu comecei a ser gaúcho sem deixar de ser alentejano.
Tempos difíceis como, aliás, o são para a maioria dos que deixam a sua Pátria em busca de melhores oportunidades e com a agravante de ter terminado o cumprimento de quatro anos de serviço militar obrigatório naqueles negros tempos. Aos 27 anos de idade, como a quase totalidade dos jovens portugueses, iniciava finalmente a minha vida profissional, independentemente de ter começado a trabalhar aos 15.
Apesar dos pesares, já tinha notória experiência com subsídios de variados ramos de actividade. Porém, aquele que hoje se denomina “Administração de Materiais” era o que mais se encaixava no meu perfil e até mesmo no período da guerra colonial foi a minha principal ocupação.
Consegui um primeiro emprego em Rio Grande como auxiliar de escritório numa agência de navegação; estava fora da minha especialidade, mas era o necessário primeiro e, entretanto, a busca por um melhor continuava. Assim, naquele mês de Outubro de 1972 fui chamado para uma entrevista em Porto Alegre, pois tinha respondido a um anúncio para Supervisor de Controle de Estoques numa grande multinacional do ramo de rações animais.
Cheguei à capital gaúcha na véspera da entrevista e a ansiedade e o nervosismo eram muito grandes. Mais ou menos tinha uma noção do que me esperava, mas temia que me fossem feitas algumas perguntas nas quais pudesse ter algum deslize. Não conhecia a cidade e hospedei-me na área central. Fui dar uma volta e deparei-me com uma grande e movimentada Feira do Livro como jamais vira igual.
Sou e sempre fui apaixonado por livros, se bem que nos dias de hoje eu traia essa paixão frequentemente... Corri aquela feira de ponta a ponta e, ao mesmo tempo em que me inteirava sobre as novidades, procurava em particular um livro técnico sobre o tema da entrevista. Encontrei! “Planejamento da Produção e Controle de Estoques” da autoria de John F. Magee. Naquela noite mergulhei nas suas 345 páginas. Para escrever esta matéria de hoje busquei-o na minha biblioteca e lá estão por mim manuscritas, na primeira página, as anotações que em todos coloco, como a data: 2 de Novembro de 1972.
Tudo isto eu estou recordando e escrevendo nesta minha página porque, hoje, tem início a 54ª Feira do Livro de Porto Alegre e que vai até ao próximo dia 16. É o maior evento da América Latina realizado ao ar livre e está confirmada para este ano a participação de 167 expositores nacionais e estrangeiros, com um orçamento de 2,4 milhões de reais. É considerada a maior do Brasil.
Visitei aquela que presumo ter sido a 18ª edição e nunca mais lá voltei. As minhas idas a Porto Alegre nunca coincidiram com a data do evento. Talvez eu esteja presente na próxima e, de antemão, faço uma promessa nesse sentido...

terça-feira, abril 15, 2008

PINTO DA COSTA

Acontece cada coisa! Imaginem que deu um "piripaque" no homem (Pinto da Costa) e tiveram que o levar às pressas para o Hospital da Luz. Luz, em Benfica? --- Exactamente!
É um hospital de excelência, há pouco inaugurado e esse deve ter sido o motivo da opção, independentemente de este se encontrar no território do arqui-inimigo. Pior seria se a ambulância tivesse tomado o rumo oposto onde, não muito distante, está o Hospital Júlio de Mattos...