Numa galeria de arte
Na Galeria Nacional de Arte em Dublin, um casal estava observando um quadro que lhes era completamente confuso.
A pintura retratava três homens negros totalmente nus, sentados num banco.
Duas das figuras tinham o pénis preto, mas o do meio tinha-o rosa.
O responsável da galeria percebendo que eles estavam a ter problemas para interpretar a pintura, ofereceu-se para ajudar com a sua experiência.
Durante mais de meia hora, descreveu a masculinização sexual de afro-americanos numa sociedade patriarcal predominantemente branca.
"Na verdade" -- ressaltou ele; "alguns críticos sérios acreditam que o pénis rosa também reflecte a opressão cultural e sociológica experimentada por homens homossexuais na sociedade contemporânea ".
Após o responsável se afastar, um Português aproximou-se do casal e disse:
-- "Gostariam de saber o que o quadro realmente representa?"
-- "Essa agora, porque é que você tem a pretensão de ser mais entendido do que o responsável da galeria"?- perguntou o casal.
-- "Porque eu sou o artista, que pintou o quadro" - respondeu ele - "Na verdade, não há afro-americanos representados na pintura.
Eles são apenas três mineiros de carvão portugueses das Minas da Panasqueira; o tipo do meio foi almoçar a casa!".
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domingo, agosto 30, 2020
quarta-feira, setembro 26, 2012
Seríam racistas os grandes Escritores?...
As pessoas lúcidas e coerentes terão que se mobilizar contra as aberrações monumentais que por aí proliferam. De repente, não mais que de repente, teremos reduzida a literatura brasileira a um terço nas nossas escolas e bibliotecas... Pensem a respeito!
domingo, fevereiro 15, 2009
Xenofobia e Racismo
O caso da brasileira Paula Oliveira na Suiça já se arrasta há uns poucos dias mas, como sempre, nunca abordo um assunto sem que a respeito do mesmo tenha detalhes concretos. Principalmente este que é melindroso e, a cada dia que passa, fica mais enrolado ou mais esclarecido, nadando assim em turvas águas.
É sempre de boa índole ter-mos alguns conhecimentos pessoais do caracter das pessoas e de lugares, o que nos dá um certo àvontade para chafurdar nesses mares de lama que é, ao que parece, no que se está transformando este caso.
O governo Brasileiro precipitou-se no primeiro momento, da mesma maneira que grupos de imigrantes brasileiros na Suiça e veículos da imprensa brasileira. Num segundo momento, a imprensa suíça deu grande destaque à reviravolta no caso Paula. Alguns jornais publicaram duros ataques. Acho eu que aqui também se caracteriza precipitação quando o que poderia ser simplesmente notícia passa a ser editorial ou opinião.
Um colunista do diário conservador "Neue Zürcher Zeitung", um dos maiores do país, acusa a imprensa brasileira de inventar fatos "regularmente" e afirma que o Brasil é um dos países mais racistas do mundo. Aqui fica em dúvida a seriedade deste órgão da imprensa, bem como de outros que seguem a mesma linha, pois que não mais se trata de opinião séria e sim de um fulcro para alavancagem de ações de grupos racistas.
O estado psicológico de Paula Oliveira é "grave e se tornou mais preocupante", segundo palavras do pai dela, Paulo Oliveira. Segundo ele, não há previsão de alta. Um dia após ter afirmado que acredita na versão da filha, Paulo fez ontem a primeira concessão em relação às suspeitas da polícia suíça."Em qualquer circunstância, a minha filha é vítima", disse ele.
Outro que está jogando lenha na fogueira, quando deveria ser o principal interessado em procurar colocar tudo no seu devido lugar, independentemente dos resultados que a verdade traga à tona. Porém, quanto a este senhor e aos seus métodos, a partir do momento que eu soube tratar-se de assessor de um dos nossos políticos, nada mais tenho a declarar...
O ponto crucial de toda esta trama, se é que se pode chamar assim, é saber, sem margem de uma única dúvida, se Paula estava grávida ou não no dia dos alegados factos. É tão simples assim. Claro que, além do que foi atestado pelos médicos suiços, outro exame deveria ser feito por equipe médica neutra. Perante a incontestabilidade dos resultados finais, partiríamos para o doa a quem doer.
Tenho razões para poder duvidar do que dizem os médicos do hospital suiço, uma vez que já fui vítima de tratamento indigno no Hospital Universitário de Génève no início da década de 90, não no que se refere à competência médica e à excelência das instalações, mas por declarações xenofóbicas de um cirurgião que, por sinal, era espanhol... Acusava-me ele da falta de pagamento pelo atendimento quando da urgência, no meu retorno para extração dos pontos e curativo. Ora, eu nem sabia que tinha que pagar algo e fi-lo de imediato antes de ele se pronunciar, quando do acesso à consulta. Ouvi tudo, impávido e sereno, mas escrevi-lhe depois uma bela carta em português castiço, pois não acharia os termos certos no espanhol ou francês. Quem jamais me reembolsou desse dinheiro foi a cidadã suiça para quem eu prestei serviços profissionais...
Já por algumas vezes aqui meti o pau nos suiços, principalmente quando eles escondem atrás da sua tão propalada neutralidade, actos abomináveis como o de grande fornecedor de minas anti-pessoais a grupos e países africanos, principalmente. Mas, pessoalmente, gosto da Suiça e do seu povo porque, mesmo com curta permanência por lá, conheci um pouco e me relacionei muito bem. Até uma das minhas primeiras namoradas, na adolescência, morava em Salavaux e ouvia as emissões diárias da Rádio Suiça Internacional...
Voltando a bater na tecla das dúvidas e sem querer entrar no mérito da questão com uma opinião final, direi que aquelas marcas que a moça tem no corpo não fôram feitas por ela; ela estaria num estado de subconsciência quando uma outra pessoa fez a arte com mão firme e sem que a tela vibrasse.
Certa vez, na década de 70, logo após o regresso do Ultramar, fui passar o dia no complexo de piscinas da cidade de Évora, em Portugal. Lá juntei-me a dois antigos amigos que também tinham regressado da guerra colonial. Tive oportunidade de assistir a uma mutilação mútua entre os dois, quando um fazia cortes nos braços do outro e vice versa, dando ambos risadas e sem manifestarem um único indício de dor. Acabaram os dois por receber atenção médica na enfermaria do local. Era o trauma de guerra do qual muitos hoje ainda sofrem.
Então, parece sempre haver um motivo para esse tipo de mutilação, seja ou não a vítima conivente. E quem sabe se o de Paula não era fortíssimo!?...
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Os Ingleses
Há muito, muito tempo, que não tenho o prazer de me deslocar até lá e gozar dos prazeres de uma praia; nem mesmo a visão de uma, pois os 200 km que me separam da mais próxima é muito caminho a galgar e o tempo, mais devido à falta dele do que propriamente ao espaço, não me permite esse deleite. Nessas horas de estafa que de mim se apoderam, como a qualquer um que há quase 9 anos não tem um dia de férias, vem aquele fiozinho de inveja que nutro pela minha grande amiga Dora, uma são paulina com assento cativo no meu coração; qualquer grilo que a incomode é motivo para descer a serra...
A ideia da praia não surgiu por causa da Dora, apesar de esta sempre estar ligada àquela... Surgiu, sim, pelo facto de ter sido a "Praia dos Ingleses" na bela cidade de Florianópolis, a última onde estive pegando um bronze e no rola rola com uma namoradinha. E, também, não tanto por isto ou pelas deliciosas peixadas da cozinha de cunho açoriano, mas pelo termo "Ingleses" que dá o nome àquele pedacinho de paraíso.
Se eu mandasse alguma coisa, mesmo que democráticamente eleito para o cargo, faria tudo para mudar o nome daquela praia, não importando qual o motivo do baptismo (não me darei, agora, ao trabalho de investigar), pois uma coisa não coaduna com a outra. Os ingleses são hostis, xenófobos, oportunistas e racistas. Não tenho muita certeza se poderia usar aqui, para o efeito, o termo "britânicos" para generalizar, pois até acredito que, por exemplo, os escoceses não se sintam muito confortáveis com a pele que vestem, e disso algo já transpirou, certa vez, pela voz do também barbudo, como eu, sir Sean Connery...
Muitas vezes tenho ficado perplexo quando certos brasileiros metem o pau nos portugueses que colonizaram o Brasil e manifestam frustração por isso não ter acontecido sob os britânicos. Vade retro! Olhai para o horizonte, vislumbrem todos os lugares que fizeram parte do Império Britânico, até mesmo a denominada "joia da coroa" e venham conversar comigo depois...
Já me expressei aqui numa outra postagem sobre a condição de não europeus dos britânicos, numa visão comungada com a de De Gaulle. Achava eu e continúo achando, que a única ligação que eles têm com a Europa é o túnel da Mancha. Sempre estão em desacordo com as políticas da UE quando estas contrariam o Tio Sam; até hoje não quiseram entrar na zona do euro; discriminam os cidadãos de outros membros da UE, da qual fazem parte.
É revoltante ver nas páginas da imprensa mundial uma foto como a de hoje, sobre uma manifestação xenófoba britânica e onde aparece um cartaz com os dizeres: If your name isn't Pedro - Luigi or Alfonso do not apply. A bem da verdade se diga, não são os nomes nem os empregos, pois eles mataram sem dó e nem piedade aquele cidadão brasileiro com o nome de Charles. E olha que Charles é até nome de chifrudo com sangue azul...
sexta-feira, outubro 17, 2008
Racismo
No Registo Civil, um angolano residente em Portugal quer registar o seu filho recém-nascido:
- Bô dia! Eu quer registrar meu minino que nasceu otem.
- Muito bem. O seu filho nasceu ontem, é do sexo masculino... e qual é o nome?
- Marmequer Bicicreta.
- Desculpe! Quer chamar ao seu filho Malmequer Bicicleta?
- É.
- Desculpe, mas não posso aceitar esse nome.
- Não pode, porque tu é racista! Si meu minino fosse branco, tu punha.
- Não tem nada a ver com racismo. Esse não é um nome admitido em Portugal.
- Tu é racista. Si meu minino fosse branco, tu punha esse nome a ele.Tu não põe, porque meu minino é preto.
- Já lhe disse que não tem nada a ver com racismo. Malmequer Bicicleta não é nome de gente.
- Ai não! Então porque é que tu tem uma branca chamada Rosa Mota?
sexta-feira, maio 16, 2008
NEGRO E PRETO
Desta vez abordo um assunto que é uma verdadeira areia movediça. E assim, porque os homens fazem leis de certo modo "estrambólicas" que acabam por se transformar em verdadeiras armadilhas para os mais incautos, mesmo que não maldosos ou não preconceituosos.
Esta semana foi publicada nos jornais do Brasil o resultado de uma pesquisa do IBGE que abordava os tipos e localização das diversas raças no país. Preta, parda, amarela, indígena e branca, são as três classificações principais.
No dia seguinte à publicação, vozes de protesto já se fizeram ouvir no que diz respeito ao termo "preta", pois entendem os milindrados que deve ser "negra". E na verdade assim consta como discriminatório o uso de preto em vez de negro, podendo até mesmo originar uma indiciação de processo a quem usar um termo no lugar do outro. O próprio IBGE manifestou-se dizendo ser "preto" um termo justificável para pesquisa...
Como português, fico perdido tal cachorro em dia de mudança (...), pois em Portugal é corrente o termo preto e nós talvez sejamos o povo menos racista do Mundo. Porque assim, não uso nem um nem outro dos termos por precaução nas brincadeiras entre amigos e por aculturação natural e pessoal.
Sempre afirmo e reafirmo que essas coceirinhas por parte dos que não são brancos, pardos, amarelos e indígenas, abrem elas mesmas um fôsso que não seria para existir. A própria política de cotas para acesso ao ensino superior, ela própria é um reconhecimento das desigualdades ou uma afirmação da mesma.
Para o Ministério da Igualdade Racial foi nomeada uma afro-brasileira. Esta acabou por se envolver num escândalo e foi demitida. Para o seu lugar foi nomeado um titular da mesma raça. E aqui eu acho que deveria haver uma certa rotatividade para fazer jus ao nome da Instituição...
sábado, novembro 03, 2007
POVO DESPREZÍVEL
Assinado pelo polémico jornalista Tony Parsons, artigo publicado no tabloide britanico "Daily Mirror" cita uma entrevista do embaixador português ao diário "The Times" no passado sábado.
Nesta, o embaixador afirma que em Portugal "as famílias vivem todas juntas", razão pela qual, sugere, alguns portugueses terão criticado os McCann por terem deixado os seus filhos sozinhos a dormir num apartamento enquanto jantavam num restaurante próximo.
"Eles erraram, embaixador. As vidas deles foram destruídas. Isso é um castigo suficiente, sem os seus comentários estúpidos e desnecessários", escreve o articulista do Mirror, que aconselha que no futuro Santana Carlos "mantenha fechada a boca estúpida e trituradora de sardinhas".
A embaixada de Portugal em Londres já apresentou um protesto oficial. E naturalmente que nada mais há a fazer, por enquanto, nos trâmites oficiais que a diplomacia define. Todavia, os portugueses em geral terão que começar a tratar os cidadãos britânicos do jeito que eles merecem. Afinal, eles sempre fôram arrogantes, racistas, criminosos, bandidos, desprezíveis; e mais um monte de adjectivos do mesmo calibre eu poderia aqui enunciar, pois que seriam perfeitamente ajustáveis a essa corja.
Já há tempos atrás aqui escrevi uma crónica abordando tema parecido no protesto e indignação. Esse povo é detestável em quase todo o Mundo. De Gaule tinha carradas de razão quando dizia que a Gran Bretanha não pertencia à Europa e com a mesma não tinha afinidade. Por isso sempre foi contra a sua integração no então Mercado Comum Europeu. Digo eu e dirão muitos, que continúa a não ser interessante a sua permanência na U.E..
Entristeço-me quando o meu País mantém Alianças históricas com eles, pois as mesmas jamais funcionaram quando deles precisámos.
Jamais me esquecerei de um quadro patético em águas territoriais portuguesas, na costa da então Provìncia Ultramarina de Moçambique.
Eu fazia parte de um contingente de tropas que fôra rendido em Timor e, a bordo de um navio de passageiros português, com bandeira e flâmula, regressávamos a Lisboa. O governo de Sua Majestade havia imposto um bloqueio total à então denominada Rodésia. Assim, nas nossas águas o nosso navio foi cercado por fragatas inglesas e revistado, para só depois poder atracar no porto da Beira. Foi uma grande humilhação! Oficialmente o meu país nunca protestou ou fez alguma coisa para impedir essa e outras acções. Mas eu o faço por conta própria, nunca desprezando uma oportunidade para deles falar mal.
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