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sexta-feira, abril 25, 2014

Os cravos vermelhos

Bom dia Camaradas! Bom dia a todos os Portugueses.
Mais um 25 de Abril se comemora hoje e, como sempre, aqui vai a minha mensagem:

Apesar de muitos cravos vermelhos caídos no chão, mantenho um na ponta da minha metralhadora ligeira. Esse jamais murchará!

quarta-feira, abril 25, 2012

O Cravo Vermelho

Em todo o Brasil, em qualquer lugar público, um cara com um cravo vermelho na lapela é algo meio ou até muito estranho. Muito estranho!... Alguns podem até pensar que se trata de um viado (paneleiro) ou um daqueles velhos que costumam enbonecar-se, enfeitar-se com uma flor e ir para algum baile da saudade...
Mas foi assim que hoje eu fui trabalhar na feira. Providenciei um cravo vermelho na florista e, acreditem, foram-me oferecidos três --- 2 vermelhos e um branco --- dos quais nada me foi cobrado não sei porquê, pois não informei da finalidade da aquisição.
Porque ali tenho muitos amigos ou simplesmente conhecidos, fui alvo de muita xacota, mas tudo numa brincadeira saudável e dentro dos limites que cada um usufrui na gozação. Claro que não perdi tempo para a um por um explicar o motivo ou significado do meu gesto. Confesso que expliquei a três ou quatro que eu sabia que tinham a inteligência desenvolvida para a captação, destrinche e assimilação da informação. Esses esboçaram um gesto de aprovação e admiração.
Não me cruzei com nenhum patrício, pelo menos que eu soubesse que o era, mas a grande maioria dos portugueses residentes no Brasil, mesmo que saibam que é feriado em Portugal, se é que sabem, desconhecem a simbologia de actos como o meu...
Posso informar a todos que a cada ano que passa, eu de algum modo assinalo a efeméride e o faço com grande espírito de patriotismo e alma alentejana. O Alentejo está arreigado nisso até às mais profundas raízes.
A todos os que estão imbuídos do espírito original da Revolução dos Cravos, um grande abraço.
Aos que já se fôram e que do grande feito foram artífices e participantes, o eterno respeito e contemplação.

terça-feira, abril 24, 2012

Abril em Portugal

Parece incrível, mas é verdade que eu jamais passei um 25 de Abril em Portugal, depois de 1972. Naturalmente que senti muito não estar presente em 1974, mas comemorei o feito intensamente aqui no Brasil e por isso alguns me olhavam de soslaio. Coisas das ditaduras...
Da mesma maneira que esses cravos vermelhos abraçam a nossa bandeira, eu abraço todos os meus camaradas e amigos portugueses. Ainda acredito num novo 25 de Abril no rumo traçado originalmente. Palavra de Alentejano!

sábado, abril 24, 2010

Portugal Maior

Camaradas: embêbam-se do espírito do 25 de Abril de 1974 e, juntos, mudemos o status quo, mesmo que outra revolução tenhamos que fazer. Àqueles que se empenharam na conquista da liberdade deveremos prestar as nossas homenagens; aqueles que com interesses próprios e não democráticos a desvirtuaram deverão ser extirpados e punidos.

domingo, abril 19, 2009

Conversa entre amigos

Recebi um e-mail do meu amigo Charneca, um conterrâneo que, como eu, vive no Brasil no Estado do Mato Grosso.

Abaixo tomo a liberdade de transcrever o seu teor na íntegra, bem como a minha resposta ao seu apelo. Em clima de mês de Abril, que nós portugueses vivenciamos com uma sensibilidade própria, esta conversa entre amigos é muito pertinente.

Meus amigos,

Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal, o Eddie. Dizia-lhe eu à boa maneira portuguesa de “coitadinhos”:

Sabes Eddie, nós os portugueses somos pobres...

Esta foi a sua resposta:

João, como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capaz de pagar por um litro de gasolina mais do triplo do que pago eu?

Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade, de telefone móvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços bancários e cartas de crédito ao triplo que nos custam nos EUA, ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 dólares o equivalente 20.000? Podem dar 8.000 dólares de presente ao vosso governo e nós não.

Não te entendo.

Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2% de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 20% ainda pagais impostos municipais.

Além disso, são vocês que têm “impostos de luxo” como são os impostos na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com que esses produtos cheguem em certos casos até certos a 300% do valor original e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários, impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.

Sois pobres onde João?

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e de Empresas ligadas ao Estado.

Deixa-te de merdas João, sois pobres onde?

Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2000 €. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações municipais, enquanto que nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.

Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.

Vocês não são pobres, gastam muito mal o vosso dinheiro.

Que vou responder ao Eddie?

Por favor dêem-me sugestões.

___________________________________

Minha sugestão:

Reunamo-nos no nosso Alentejo (como da outra vez...) e comecemos a planear um 26 de Abril. Corrijamos tudo o que se desvirtuou na sequência daquele 25 e, numa adaptação aos novos tempos, introduzamos as medidas necessárias de modo a que o amigo Eddie mude o seu conceito perante uma nova realidade.

Um grande abraço.

sexta-feira, abril 25, 2008

CRAVOS VERMELHOS

25 de Abril
Para nós, portugueses, essa será sempre uma data a comemorar. Comemoramos os que vivemos aqueles tempos intensamente, esforçando-nos para que os mais jóvens --- os nossos filhos, netos e bisnetos --- entendam o porquê e sigam esse ritual.
Hoje limitar-me-ei a postar dois poemas. Um da minha amiga Luiza Caetano e que se relaciona com a data. O outro, de Florbela Espanca, tem a ver com as flores protagonistas do evento, além do que era alentejana e o nosso Alentejo foi fulcro do planeamento da Revolução de 1974.
"CRAVOS DE ABRIL
"
Foram Cravos!
Foram Cantos!
Foram abraços, e prantos!
Foram tempos de esperança!
Eram Cravos!
Eram Cravos!
cor da nossa emoção
Era o sangue palpitante
voz da nossa razão!
Foram Cravos!
Foram sonhos!
Liberdade em cada rua!
Foram abraços risonhos
que se esqueceram de ser...
Mas, Meu irmão...a luta continua!
Com os cravos ou sem eles
dentro do nosso coração.
(Luiza Caetano)
CRAVOS VERMELHOS
Bocas rubras de chama a palpitar,
Onde fostes buscar a cor, o tom,
Esse perfume doido a esvoaçar,
Esse perfume capitoso e bom?!
Sois volúpias em flor!
Ó gargalhadas
Doidas de luz, ó almas feitas risos!
Donde vem essa cor, ó desvairadas,
Lindas flores d´esculturais sorrisos?!
…Bem sei vosso segredo… Um rouxinol
Que vos viu nascer, ó flores do mal
Disse-me agora: “Uma manhã, o sol,
O sol vermelho e quente como estriga
De fogo, o sol do céu de Portugal
Beijou a boca a uma rapariga…”
(Florbela Espanca)