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segunda-feira, maio 02, 2011

GPS no Carro



Dica de segurança!

Cuidados ao usar o GPS automotivo.
Uma família parte para férias, de carro, GPS ligado. A viagem transcorre normalmente e então decidem parar para lanchar ou almoçar, deixando o carro num estacionamento próximo.
Quando regressam, constatam que o seu GPS foi roubado.
Algumas horas mais tarde, os vizinhos telefonam informando que a casa deles foi assaltada. Os ladrões utilizaram a função de retorno para casa... Estavam tranqüilos sabendo que os proprietários estavam longe e que, portanto, não seriam incomodados.
Uma importante dica:
No seu GPS, mude o endereço (de partida) pelo do posto policial (que você conhece) próximo. Os ladrões ficarão com o aparelho, mas não lhe roubarão a casa! Todo cuidado é pouco!

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Sentinelas

A rua onde moro tem só duas quadras e só uma delas com casas de habitação; a outra comporta as laterais de um depósito de botijões de gás, um sacolão e um lanchão. Na verdade, deveria chamar-se de travessa e não rua; é perpendicular a duas ruas movimentadas e a uma das maiores avenidas da cidade.
É um lugar muito tranquilo e a quase totalidade dos vizinhos é proprietário das suas casas, vivendo nelas há muitos anos. Mesmo assim, ainda não há um total entrosamento entre todos. Ou porque alguns são os filhos de antigos vizinhos e não seguiram a convivência deles, adaptando-se mais aos tempos modernos de cada um por si, ou porque são mais recentes no espaço e limitam a sua confiança a um universo restrito.
Na verdade, esta é o tipo de rua em que o entrosamento poderia ser total e em que medidas de segurança poderiam ser adoptadas com a interveniência de todos. Mas ainda não é.
Ontem, como em todas as vésperas de ano novo, a movimentação foi grande e mais porque muitos amigos de alguns vizinhos aqui se concentraram para tomar umas latinhas de cerveja e soltar fogos de artifício, muito antes da meia noite; durante toda a tarde até.
Lá pelas dez horas da noite, a rua estava sossegada. Todos estavam comendo e bebendo nas suas casas, num ante pasto da ceia da virada. Saí até ao portão de casa e notei que o grande portão eletrónico da residência da frente estava totalmente aberto. Dos três ou quatro carros que lá costumam estar, estava só um. Nenhuma luz acesa e nenhum sinal de vida.
Fiquei pensando, repensando e concluí que a situação não era normal. Tentei contactar o vizinho do lado daquela casa, mas ele não estava. Fiz uma vistoria geral e nada mais encontrei de anormal. Fiquei por ali mais algum tempo e aproveitei para tentar descontrair o meu cão que muito sofre com estes bombardeamentos dos fogos de artifício.
Daí a pouco o vizinho que eu procurara chegou. Regressava da missa com a sua mulher e parou preocupadíssimo defronte daquele portão escancarado. Trocámos ideias a respeito e soube, então, que os donos da casa viajaram e deixaram com  ele o controle remoto do portão com o pedido de dar uma olhada no local.
Barra pesada! Assumir uma responsabilidade dessas e pensar que num pequeno espaço de tempo de ausência algo de errado acontecera. Claro que ninguém se pode sentir culpado por algo que tenha acontecido mas, até provar que focinho de porco não é tomada de luz, é difícil.
Chegámos à conclusão que as ondas sonoras dos rojões e bombas tiveram o mesmo efeito do control remoto que aciona a abertura e fechamento do portão.
Pouco antes da meia noite, o vizinho encarregado de vigiar saíu porque tinha marcada presença em casa de familiares noutro lugar da cidade. Veio até mim e pediu-me que eu ficasse com o controle remoto e, a partir daí, assumisse o seu lugar…
Assim foi a minha passagem de ano. Um olho no gato e outro no prato. Acabei até por ir dormir mais tarde e duas vezes acordei na madrugada para dar uma vista de olhos nos arredores. Hoje, às 11 horas da manhã, houve a rendição da guarda…

sexta-feira, março 27, 2009

sábado, novembro 10, 2007

AGORA FOI COMIGO!

De entre os muitos problemas com os quais o Brasil convive, o maior deles é relacionado com "segurança". Nós, os que vivemos nas grandes cidades, sentimo-nos todos inseguros, se bem que o problema se alastre já para outras áreas até então consideradas tranquilas.
Sentido-nos desamparados pela ineficácia do poder público nessa área, vamos tomando, por conta própria, medidas de prevenção e cautela para evitar surpresas desagradáveis. Assim, se transitamos por uma rua ou estrada, de carro, e, de repente, avistamos um "corpo" estendido no chão e que à primeira vista sugere ser uma vítima de acidente, não paramos para nos certificar sobre o que aconteceu e dar auxílio. Porquê? Porque hoje os bandidos usam esse artifício para assaltar os incautos de boa fé. É muito triste ter-mos chegado a este ponto de comportamento. E eu, pessoalmente, incluo-me na categoria dos desconfiados e prevenidos; não dou sorte para o azar...
Na madrugada de hoje, 01:30, o telefone tocou na minha residência e minha mulher atendeu. Do outro lado da linha uma voz dizia: "senhora! não fique alarmada. Eu e um amigo encontrámos o seu filho caído na estrada ao lado da moto e desacordado. Socorrêmo-lo, voltou a si e parece não ter ferimentos. Vamos aguardar um pouco aqui com ele e verificar se fica em condições de ir para casa por seus próprios meios. Fique aguardando, pois ligaremos nòvamente se a situação não melhorar."
Perante um telefonema deste tipo e de acordo com que escrevi mais acima, existe motivo para ficar na dúvida sobre a veracidade. Primeiro porque é raro alguém parar numa estrada, de madrugada, para socorrer alguém vítima, talvez (?) de um acidente que não foi presenciado. Segundo que é "modus operandi" dos marginais esse tipo de comunicação e que terá outros desenvolvimentos a seguir.
Meia hora se passou e nòvamente o telefone tocou: "Senhora! o seu filho está muito confuso e não confiamos na sua capacidade de dirigir a moto para voltar para casa; está sem noção de como fazer e que rumo tomar. Fique tranquila que não o abandonaremos até que alguém da família chegue aqui".
Nesse mesmo instante, eu e minha mulher, partimos para o local indicado e não trocámos impressões sobre se poderia ser ou não ser verídico tudo aquilo. Simplesmente o fizémos com a única preocupação do real estado de saúde do nosso filho. Chegámos e certificámo-nos que tudo era verdade. Alguns momentos depois a polícia também surgiu e isso ainda nos deu maior tranquilidade, se é que possa usar o termo. Resumindo: o nosso filho passou pelo hospital para exames e está em casa relativamente bem.
Agora, pergunto a mim próprio: Devo continuar agindo como até então em relação ao que poderá ser ou não uma vítima real de acidente? Devo parar e ajudar? Continuarei receoso ou arriscar-me-ei a enfrentar a situação, seja ela qual fôr? No caso que relatei e que pessoalmente me envolveu, algo é indubitável: se aqueles dois amigos não tivessem parado para verificar o que aconteceu e prestar socorro, algum caminhão ou carro teria passado sobre o meu filho enquanto estivesse estendido, desacordado, naquela via.
Terei que mudar!

segunda-feira, agosto 20, 2007

PERDIDOS EM CASA...

Frequentemente sou abordado, em qualquer ponto da cidade, solicitando informações sobre determinada rua ou ponto. Quase sempre dou a informação correcta e definitiva e acredito que, assim, tenha terminado o suplício de quem parecia estar perdido e cansado de preambular por aí. Se, por acaso, fui o primeiro a ser indagado, então acho que farejaram a pessoa certa...
Até reconheço que esta cidade onde resido, Campinas (foto cima) é muito complicada até mesmo para os seus habitantes, quanto mais para quem vem de fóra. Sofri muito, também, quando para cá vim, de mala e cúia. Mas, como em todas as demais por onde tenho assentado bases, adaptei-me fàcilmente. Foi assim em Lisboa, Porto Alegre, Genebra e muitas outras, grandes ou pequenas.
Para onde vou ou por onde passo, uso sempre alguns truques e a curiosidade é uma constante. Lembro-me, por exemplo, quando aos 14 anos de idade saí de casa de meus pais e fui trabalhar e residir em Lisboa. Caminhava muito sem destino e gravava na mente grande número de nomes de ruas e imagens relacionadas. Usava muito ônibus (autocarro) e bondes (elétricos) do início ao final da linha e volta. Muitas vezes no sobe e pula para não pagar a passagem, mas isso eram acidentes de percurso...
Em Campinas eu tive uma pequena frota de caminhões e trabalhava fazendo entregas. É natural que tenha ficado a conhecer a cidade como a palma de minha mão. Mas, independentemente disso, sempre imperou a curiosidade em conhecer o máximo que a cidade de poderia oferecer e era assim em todos os demais lugares.
Reconheço que isso é quase impossível nos dias de hoje. As pessoas vão de casa para o trabalho e vice versa. Nas horas de ócio ou de lazer vão passear nos shoppings e lá até poderão assistir a um filme numa das salas de cinema. Muitas vezes não vão além do bar da esquina próximo à sua rua. Assim, jamais terão oportunidade de conhecer a sua cidade.
O que nos leva a ter esse comportamento nos dias de hoje? Sem dúvida, a insegurança total em que vivemos! Afinal, existem bairros em que, para por lá passar, teremos que pagar um tipo de pedágio para a malandragem...
Enquanto a cidade vai crescendo não tomamos conhecimento do seu tamanho e das suas características. Estamos perdidos em "casa"...