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segunda-feira, abril 05, 2010

Portugal de hoje

Valentim dos Santos de Loureiro (Calde, 24/12/1938) é um empresário, político e dirigente desportivo português.
Frequentou o curso de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, sem o terminar. Juntou-se ao exército sobre o regime salazarista e, anos depois, foi julgado e condenado em tribunal militar por andar a vender munições ao PAIGC que, alegadamente, matavam os nossos soldados na Guiné. Foi também condenado por roubar as rações do exército para lucro próprio (ficando posteriormente conhecido por muitos como o "Capitão Batatas" ). Isto porque estava no aprovisionamento militar e desviava generos e bens alimentares para vender por fora.
Foi expulso, com desonra, do exército.
Foi, depois do 25 de Abril, readmitido e promovido a Major pelo Conselho da Revolução.
Desviou, alegadamente, 40.000 contos ao BCP com uma transacção com um cheque em dólares americanos sobre um banco que não existia.
Actualmente, é cônsul "honorário" da Guiné-Bissau e tem usado esse título para, alegadamente, falsificar certidões de nascimento de jogadores e potenciais jogadores de futebol que compra e vende numa tipologia de negócio pouco digna.
Distinguiu-se como dirigente desportivo, tendo sido presidente do Boavista F.C. entre 1972 e 1995 e presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) até Agosto de 2006. em (2008 ), é presidente da Assembleia Geral na mesma instituição.
Na política, foi militante do Partido Social-Democrata, tendo sido presidente da Comissão Política Distrital do PSD/Porto. Assumiu um papel activo quando em 1993 aceitou ser candidato à Presidência da Câmara Municipal de Gondomar, vencendo as eleições desse ano, e as de 1997 e 2001. Após ser desfiliado do PSD por ser acusado de práticas ilícitas enquanto autarca, venceu novamente as eleições de 2005, com a lista independente «Gondomar no Coração», que alcançou 57,5% dos votos.
Foi ainda Presidente da Junta Metropolitana do Porto, entre 2001 e 2005 e Presidente do Conselho de Administração da Empresa Metro do Porto, S.A.
Em Julho de 2008 foi sentenciado a 3 anos de prisão suspensa, no âmbito do processo judicial conhecido como Apito Dourado.
Foi recentemente condecorado com a Grã Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, motivos que alegam os seus "serviços relevantes a Portugal, no país e no estrangeiro, pelos serviços de expansão da cultura portuguesa, sua história e seus valores". Um gesto subjectivo da parte de alguns, tendo em conta o historial negro do indivíduo.
Pelos Portugueses é considerado uma vergonha Nacional, mas infelizmente pela classe politica que temos é um herói em virtude de pertencer à corja de políticos que temos, isto nada abona a favor do nosso país e mostra que somos um povo passivo que nada faz para o seu próprio bem e futuro.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

O MAJOR

Sempre que volto a Lisboa fico encantado. Nessa bela cidade morei, trabalhei e estudei. Aqueles eu considero os melhores anos da minha vida, independentemente da escala de valores que possamos usar para cada uma das fases da mesma. Tudo aquilo que vivemos na adolescência parece que se enraiza mais na nossa memória. Somos mais curiosos, mais livres, aventureiros e até desprendidos de grandes problemas, se bem que eles existiram. Voltei a radicar-me na cidade depois que voltei da comissão militar em Timor; outra fase da minha vida.
A última vez que estive em Lisboa foi em 2001. Como sempre faço, percorri as suas ruas, sózinho, numa peregrinação de saudade. Passei em cada um dos lugares que para mim fôram marcantes e não me importei com as mudanças que notei, pois elas não me dizem nada. Desterro, Intendente, Mouraria, Castelo; Av. de Roma, Alvalade, Lumiar, Ameixoeira; Cais do Sodré, Chiado, Bairro Alto. Em todos esses lugares eu passei mais uma vez, comtemplativo.
No Poço do Borratém ainda encontrei aquela tasca com grupos de jogadores de "sueca". Bebi um copo e observei-os por alguns momentos na sua agilidade com o baralho. São outros seguindo o ritual daqueles do meu tempo e que certamente já se fôram... Na rua dos Fanqueiros lá estava o prédio onde fôra o meu primeiro emprego -- Flores & Ferreira. Passei na rua dos Douradores e, mais uma vez, lá saboreei aquela "dobradinha" gostosa no Galego. Saí dali com ar feliz em direção à Ginginha.
No novo trajecto da minha caminhada notei que dois engraxadores conversavam, olhando para mim, e dando risadas entre eles. Escutei um dizendo: "é o Valentim Loureiro, pá..." Estava claro que a gozação era comigo, pois que a minha barba branca e porte físico emprestavam indiscutível semelhança... Voltei e, de dedo em riste disse-lhes: "podem chamar-me de filho da puta, cabrão e outros nomes mais, mesmo eu não sendo nada disso. Porém, jamais de chamem de Valentim Loureiro ou de Major, pois eu fico muito ofendido e poderei partir para a porrada". Eles ficaram boqueabertos, sem reacção, e eu segui o meu caminho.
Esse tal de Major -- Valentim Loureiro -- é uma das figuras mais sinistras. É prepotente, arrogante, mal educado e dono de outros adjectivos a serem aprovados pela Justiça, pois enfrenta vários processos nos Tribunais portugueses, a maioria deles relacionados com o futebol. Esta semana voltou a ser notícia nos jornais.