domingo, fevereiro 25, 2007

PLANTE UMA ÁRVORE

A cidade de Campinas, onde actualmente resido, é uma das mais arborizadas do Brasil. Esta afirmação e a respectiva constatação seria um grande orgulho para os seus habitantes, não fôsse o facto lamentável de se verificar que aqui ocorre diàriamente um grande desmatamento. É isso! Desmatamento parece ser a grande moda neste país. Olhamos para a Amazónia e vemos as grandes barbaridades que ali se praticam e sentimos que nada podemos fazer para estancá-las. Olhamos para esta cidade e notamos, em escala infinitamente menor, mas dentro das respectivas proporções um mal tamanho tal e qual. O morador de certa rua acha que a árvore existente defronte à sua casa solta muitas folhas no chão; ele não pega a vassoura para varrer essas folhas ou, sentindo que está sendo maçante esse trabalho de todos os dias em determinada época do ano, pega a serra elétrica, o machado e a picarêta. Um outro faz o mesmo se achar que já se saturou de ver aquela árvore todos os dias... Um outro abriu um ponto de venda de sorvetes e colocou aquela placa de propaganda, mas que aquele Ipê roxo lindíssimo obstruía a visão e ele usou dos mesmod métodos. E assim se contam mil motivos e outras tantas acções drásticas. Temos que fazer alguma coisa para mudar esta situação. Pela minha parte, plantei há sete anos atrás um Ipê amarelo, a única árvore do meu lado da ruae que deu as primeiras flores o ano passado. E estou escrevendo estas linhas com a esperança que sejam lidas por alguns visitantes da minha página e passem o recado para a frente... São duas pequenas acções, mas também podem, juntamente com outras, ser parte do nascimento de um grande movimento nacional ou até mesmo mundial.

Estima-se que a população de nosso planeta seja de mais de 6 bilhões de habitantes. Se cada cidadão capaz, plantar uma árvore que o represente e mais outra para compensar a que uma criança ou incapaz deixará de plantar, serão no mínimo 6 bilhões de árvores. Ao longo da minha vida já plantei muitas e pretendo continuar plantando.

Procure as instituições que doam mudas e plante também a sua árvore. Denuncie os desmatamentos. Impeça algum conhecido seu de destruir uma árvore. Se não houver jeito e tiver que retirar uma, plante mais três em seu lugar ou próximo dele. Jamais arranque árvores de matas ciliares (ao longo de rios, ao redor de lagos, riachos, etc) ou próximas de mananciais .Ajude a arrumar o nosso Planeta.

Episódio histórico concernente:

Em 1857, devido a grave seca que se abateu sobre o Rio de Janeiro, a mando de D.PEDRO II, desapropriaram-se fazendas ocupadas pelas plantações de café .Sob a incumbência do Major Archer, primeiro administrador da Floresta, foram plantadas, entre 1861 e 1874, cem mil árvores com a ajuda de seis africanos - Constantino, Eleuthério, Leopoldo, Manoel, Matheus, Maria -- e alguns outros assistentes. Conseguiram recuperar os mananciais do Rio de Janeiro num processo que transformou o local na maior floresta urbana do mundo e acabaram com a seca. Os gestos do imperador Pedro II na preservação das águas e das matas no século XIX, ainda não foram igualados, mesmo que a necessidade de plantio de florestas tivesse crescido agudamente no século XX. Ele resume, como um ícone, a atuação de todos os brasileiros na defesa das águas, das florestas e do meio ambiente entre os séculos XVI e XIX. Se certos historiadores tentam apagar da memória esse gesto que deu certo, não têm como esconder a mata tropical do Corcovado, sobre a qual brilha o Cristo Redentor. A floresta da Tijuca, onde o país orgulhosamente levou em visita todos os chefes de Estado que participavam da Rio-92, continua sendo um caso único.

RENOVE O OXIGÊNIO-PLANTETA!!!

sábado, fevereiro 24, 2007

NOTÍCIAS DE TIMOR

Missão: Reforço do Subagrupamento Bravo Mais 60 militares da GNR estão a caminho de Timor O aumento da presença de militares da GNR em Timor, actualmente de 143 homens, foi admitido ontem pelo Ministério da Administração Interna. Para o titular da pasta, António Costa, há a possibilidade de destacar mais dois pelotões (60 militares), mas é necessário regular uma série de questões com a ONU.“Primeiro é necessário que as Nações Unidas assinem com Portugal o acordo de integração das nossas forças na missão das Nações Unidas, que tem estado a decorrer sem acordo. Depois é preciso que as condições materiais necessárias possam ser garantidas para que a missão se concretize”, disse António Costa.Um ponto sensível é a questão dos custos, dado que cabe à ONU pagar 60 por cento das despesas da participação da GNR nesta missão internacional, o que não está a ser cumprido. O ministro da Administração Interna afirmou que o actual contingente irá cumprir a missão até Junho, mas sublinhou que para o reforçar é fundamental que a ONU “também complete todos os arranjos administrativos”. A missão de Portugal em Timor implica “aumento de pessoal, reforço de equipamento e maior despesa”, sustentou. Ora, sem o acordo da ONU, têm sido Portugal e o Estado de Timor-Leste a pagar a factura. “É necessário que as Nações Unidas concretizem rapidamente a sua parte do acordo”, porque “Portugal e Timor têm cumprido”, afirmou António Costa. “Uma coisa é estarmos disponíveis, outra é haver acordo para o envio dessas forças”, concluiu. TIROTEIO EM DÍLI FAZ UM MORTOUm timorense foi morto e dois outros ficaram gravemente feridos num incidente, ontem de manhã, com as Forças de Estabilização Internacional (ISF), no aeroporto de Díli. Numa curta declaração feita à imprensa junto ao local do acontecimento, um porta-voz das ISF declarou que o incidente ocorreu quando um soldado das ISF “respondeu disparando” a um ataque. “As ISF darão cooperação total à polícia das Nações Unidas durante as investigações do incidente”, refere a declaração. O tiroteio aconteceu horas depois de o Conselho de Segurança ter aprovado o reforço e prolongamento por um ano da Missão Internacional de Paz e de Ramos-Horta anunciar que vai candidatar-se à presidência da República, contando com o apoio do actual chefe de Estado, Xanana Gusmão. O actual primeiro-ministro diz que só tomou a decisão depois de lhe ter sido manifestado apoio de diferentes sectores da sociedade timorense. In "Correio da Manhã" ed. 24-02-2007

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

MANHÃ, TRISTE MANHÃ...

Naquele Fevereiro de 1972 cheguei ao Brasil com "armas e bagagens" e assentei base na cidade de Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul. A esposa era gaúcha, natural daquela cidade e ali vivía a sua família originária. No clã fômos acolhidos, o que, prèviamente, já havia sido planeado. Ao contrário de muitos imigrantes, talvez a maioria, já desfrutei de segurança e tranquilidade para começar a projectar a minha nova vida. Sem querer substimar nada e ninguém, tenho o conhecimento suficiente para afirmar que fui parar no lugar certo. Comecei a entrosar-me com a alma gaúcha e hoje, mesmo tendo vivido mais tempo, acumulado, noutros lugares do Brasil, sinto-me gaúcho também. Amante do rádio que sempre fui e sou até hoje, comecei a ter por minha companheira a "Rádio Guaíba", a mais ouvida nos pampas. Ainda hoje a oiço aqui em S. Paulo, pois é uma emissora de grande potência. Mesmo havendo outras de grande penetração, acredito que a "Guaíba" seja património maior das gentes do sul. Rádio séria com grandes profissionais e programação esmerada. Diferentemente do que acontece todos os dias, ontem não ouvi rádio. Foi o dia do meu aniversário e aproveitei-o de modo diferente. À noite apoderou-se de mim um sono profundo e restaurador. Porém, ao acordar bem cêdo, como todos os dias acontece, fui lá na frente da casa buscar o jornal que o "motoqueiro" lança com invejável pontaria todas as madrugadas e que origina grande alvoroço nas hostes caninas, o primeiro sinal para o meu despertar. Em determinado passo da leitura deparei-me com esta notícia numa página interior: "Igreja Universal compra TV e rádios Guaíba em Porto Alegre". Fiquei estupefacto! Triste também. Revoltado, talvez. O negócio foi fechado durante o Carnaval, na terça-feira e confirmado pela directoria da TV Guaíba. Também houve surpresa no sector da radiodifusão. Não me alongarei em mais comentários sobre o acontecimento. Simplesmente direi que este é para mim um dia muito triste e para a alma gaúcha também.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

NAQUELE TEMPO...

“Ordinariamente, todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?” (Eça de Queiroz, 1867 em “O distrito de Évora”)

terça-feira, fevereiro 20, 2007

PORTUGAL VALE A PENA!

Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados. E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais. E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros).
Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas.
Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis. E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo. O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive - Portugal.Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses. Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo. E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana). É este o País em que também vivemos.É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc. Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito. Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os bons ser também seguidos?

sábado, fevereiro 17, 2007

GUERRA JUNQUEIRO

Os tempos hoje são muito corridos e o nosso modo de vida a eles adaptado. Muitos dos momentos que dedicávamos à leitura de um livro são divididos, hoje, pela navegação na Internet, por uma maior concentração nos problemas do dia-a-dia, enfim. Porém, há momentos ainda em dou alguma atenção à minha biblioteca e teve um deles. Sentei-me lá e fiquei olhando todos aqueles meus amigos, os livros, recordando algumas coisas que um e outro título me sugeria e que em tempos já li. Alguns jamais cheguei a ler, mas fiz a promessa que esse dia específico virá... Nessa panorâmica lá estavam algumas obras de um grande escritor português e, lembrando-me de algumas passagens de uma delas, folheei-a. Transcrevo, a seguir, um trecho: "Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.] Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro [.] Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. [.] A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas; Dois partidos [.] sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, [.] vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar." Guerra Junqueiro, "Pátria", 1896. Alguns dos visitantes desta minha humilde página são portugueses e outros brasileiros. Não sei se outros haverá de outros países e só o saberei mercê de algum comentário a ser postado. Quero chegar ao ponto que cada um já interpretou, do encaixe perfeito dessa crítica denuncista à época de antanho e à actualidade; a Portugal e ao Brasil. Cento e onze anos são passados!!! Guerra Junqueiro Nasceu em Freixo de Espada à Cinta (Trás os Montes), em 1850. Faleceu em Lisboa, em 1923. Frequentou a Faculdade de Teologia (1866-1668). Formou-se em Direito (1868-73). Bibliografia: 1. Mysticae Nuptiae - 1966 2. Vozes sem Eco - 1867 3. Baptismo de Amor - 1868 4. A Morte de D. João - 1874 5. Musa em Férias - 1879 6. A Velhice do Padre Eterno - 1885 7. Finis Patriae - 1890 8. Pátria - 1896 9. Oração ao Pão - 1902 10. Oração à Luz - 1904 11. Poesias Dispersas - 1920

FÓRMULA 1

O jornal italiano "Corriere della Sera" publica uma enquete: qual o melhor piloto de fórmula 1 de todos os tempos? Vá no site e vote. Será que vai dar Senna?... http://www.corriere.it/appsSondaggi/pages/corriere/d_96.jsp

BENEFÍCIOS DA BÔRRA DE CAFÉ

CAFÉ. A NOVA ARMA CONTRA O MOSQUITO DA DENGUE! Esta seria, sem dúvida, uma manchete que despertaria a atenção e o interesse de todos quantos a lêssem ou ouvissem em qualquer um dos meios de comunicação. Mas, porque razão não existe essa divulgação, uma vez que está constatada a sua veracidade? Simples: As prefeituras arrecadam todos os anos uma polpuda verba extra orçamentária, por parte do Governo Federal, por conta do temível mosquitinho!!! Assim, cabe a este blogueiro e a tantas outras pessoas fazer essa divulgação com as ferramentas que temos à mão, na expectativa de preenchermos um universo imenso que venha a ter conhecimento de algo importantíssimo para a saúde pública. Finalmente, no bôca-a-bôca o conhecimento se popularizará. É importante lembrar: Verão e dengue andam juntos! TRANSCRIÇÃO: Uma cientista paulista, a bióloga Alessandra Laranja, do Instituto de Biociências da UNESP (campus de São José do Rio Preto),durante a pesquisa da sua dissertação de mestrado, descobriu que a borra de café produz um efeito que bloqueia a postura e o desenvolvimento dos ovos do Aedes aegypti. O processo é extremamente simples: o mosquito pode ser combatido colocando-se borra de café nos pratinhos de coleta de água dos vasos, no prato dos xaxins, dentro das folhas das bromélias. A borra de café, que é produzida todos os dias em praticamente todas as casas tem custo zero. O único trabalho é o de colocá-la nas plantas, inclusivamente sendo jogada sobre o solo do jardim e quintal. Os especialistas em saúde pública, entre eles médicos sanitaristas, estão saudando a descoberta de Alessandra, uma vez que, além da ameaça da Dengue 3, possível de acontecer devido às fortes enxurradas de final de ano, surge outra ameaça,proveniente do exterior: a da Dengue tipo 4. Conforme explica a bióloga, 500 microgramas de cafeína da borra de café por mililitro de água bloqueia o desenvolvimento da larva no segundo de seus quatro estágios e reduz o tempo de vida dos mosquitos adultos. Em seu estudo ela demonstrou que a cafeína da borra de café altera as enzimas esterases, responsáveis por processos fisiológicos fundamentais como o metabolismo hormonal e da reprodução, podendo ser essa a causa dos efeitos verificados sobre a larva e o inseto adulto. A solução com cafeína pode ser feita com duas colheres de sopa de borra de café para cada meio copo de água, o que facilita o uso pela população de baixa renda e pode ser aplicada em pratos que ficam sob vasos com plantas, dentro de bromélias e sobre a terra dos vasos, jardins e hortas. O mosquito se desenvolve até mesmo na película fina de água que às vezes se forma sobre a terra endurecida dos jardins e hortas; também na água dos ralos e de outros recipientes com água parada (pneus,garrafas, latas, caixas d'água etc.). "A borra não precisa ser diluída em água para ser usada", diz a bióloga. Pode ser colocada diretamente nos recipientes, já que a água que escorre depois de regar as plantas vai diluí-la. Ou seja: ela recomenda que a borra de café passe a ser usada, também, como um adubo ecologicamente correto. Atualmente, o método mais usado no combate ao Aedes aegypti é a aspersão dos inseticidas organofosforados, altamente tóxicos para homens, animais e plantas. Que tal colaborarmos, repassando a msg e aplicando a borra de café??? Luciana Rocha Antunes Bióloga - especialista em Gestão Ambiental Mestranda em Agroecologia e Desenv. Rural UFSCar e Embrapa Meio Ambiente Tel: +55 19 81567751 lurantunes@yahoo. com.br

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

MAIORIDADE PENAL

A criminalidade no Brasil atingíu índices astronómicos e um dos grandes problemas a serem debatidos é o da maioridade penal. Veja, abaixo, quadro da ONU com a idade mínima para que uma pessoa possa responder criminalmente por seus actos em alguns países: México ............. 6 a 12* Bangladesh ......... 7 Índia .............. 7 Mianmar ............ 7 Nigéria ............ 7 Paquistão .......... 7 África do Sul ...... 7 Sudão .............. 7 Tanzânia ........... 7 Estados Unidos ..... 7** Indonésia .......... 8 Quénia ............. 8 Escócia ............ 8 Etiópia ............ 9 Irã ................ 9*** Filipinas .......... 9 Nepal .............. 10 Inglaterra ......... 10 País de Gales ...... 10 Ucrânia ............ 10 Turquia ............ 11 Coreia do Norte .... 12 Marrocos ........... 12 Uganda ............. 12 Argélia ............ 13 França ............. 13 Polónia ............ 13 Uzbequistão ........ 13 China .............. 14 Alemanha ........... 14 Itália ............. 14 Japão .............. 14 Rússia ............. 14 Vietnã ............. 14 Egito .............. 15 Argentina .......... 16 Brasil ............. 18**** Colômbia ........... 18 Perú ............... 18 * Varia de acordo com os Estados; na maioria deles é 11 ou 12 anos. ** Idade determinada por Estado; o mínimo costuma ser 7 anos. *** 9 para meninas e 15 para meninos. **** A partir de 12 anos, o infractor pode sofrer medidas sócioeducativas. Não conheço dados de outros países, inclusivamente o meu, mas tal não se faz necessário para o assunto em questão. Nesta tabela temos uma mescla daquilo a que costumamos chamar de países desenvolvidos, emergentes e sub-desenvolvidos e uma abrangência de várias correntes religiosase culturas. Na minha opinião, defrontamo-nos aqui com alguns absurdos como a descriminação entre meninos e meninas no Irã e, claro, algumas faixas etárias muito baixas. Nem tento ao mar, nem tanto à terra... Pessoalmente, comecei a trabalhar e a auto sustentar-me com 14 anos de idade numa cidade grande -- Lisboa --, longe da família.Tenho plena noção de que isso não é normal e se verificou mais por causas económicas. Porém, nessa idade já era uma cabeça pensante e crente dos seus direitos e obrigações. Sou, portanto, da opinião que a idade para maioridade penal, no Brasil e em qualquer outro país, deverá ser 15 anos. Clicando no link, os meus leitores brasileiros que comunguem da mesma opinião,e de outras de teor idêntico para outros casos e problemas da justiça, poderão participar de uma petição a ser enviada às autoridades federais do Brasil. http://www.petitiononline.com/07022007/petition.html

sábado, fevereiro 03, 2007

ROMANCE GRAMATICAL

"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador... Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando...ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo. Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar...ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular: ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente... Era o verbo auxiliar do edifício ! Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente ! Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva." Esta é uma redacção feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) que obteve vitória em um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

DR. HAMILTON NAKI

Hamilton Naki, um sul-africano negro, de 78 anos, morreu no final de maio. A notícia não rendeu manchetes, mas a história dele é uma das mais extraordinárias do século 20. "The Economist" contou-a em seu obituário desta semana. Naki era um grande cirurgião. Foi ele quem retirou do corpo da doadora o coração transplantado para o peito de Louis Washkanky, em dezembro de 1967, na cidade do Cabo, na África do Sul, na primeira operação de transplante cardíaco humano bem-sucedida. É um trabalho delicadíssimo. O coração doado tem de ser retirado e preservado com o máximo cuidado. Naki era talvez o segundo homem mais importante na equipe que fez o primeiro transplante cardíaco da história. Mas não podia aparecer porque era negro no país do apartheid. O cirurgião-chefe do grupo, o branco Christian Barnard, tornou-se uma celebridade instantânea. Mas Hamilton Naki não podia nem sair nas fotografias da equipe. Quando apareceu numa, por descuido, o hospital informou que era um faxineiro. Naki usava jaleco e máscara, mas jamais estudara medicina ou cirurgia. Tinha largado a escola aos 14 anos. Era jardineiro na Escola de Medicina da Cidade do Cabo. Mas aprendia depressa e era curioso. Tornou-se o faz-tudo na clínica cirúrgica da escola, onde os médicos brancos treinavam as técnicas de transplante em cães e porcos. Começou limpando os chiqueiros. Aprendeu cirurgia assistindo experiências com animais. Tornou-se um cirurgião excepcional, a tal ponto que Barnard requisitou-o para sua equipe. Era uma quebra das leis sul-africanas. Naki, negro, não podia operar pacientes nem tocar no sangue de brancos. Mas o hospital abriu uma excepção para ele. Virou um cirurgião, mas clandestino. Era o melhor, dava aulas aos estudantes brancos, mas ganhava salário de técnico de laboratório, o máximo que o hospital podia pagar a um negro. Vivia num barraco sem luz elétrica nem água corrente, num gueto da periferia. Depois que o apartheid acabou, ganhou uma condecoração e um diploma de médico honorário. Ele nunca reclamou das injustiças que sofreu durante toda a vida. Este assunto foi matéria de quase todos os grandes jornais norte-americanos. Não se tem notícia de sua divulgação na imprensa brasileira. A versão em português foi extraída da página de hoje da Aliança Cooperativista Nacional - Unimed. A foto de rosto foi obtida na página da Internet do “The Washington Post”, dos Estados Unidos, e a outra na do “The Age”, da Austrália.

sábado, janeiro 27, 2007

ARQUIVO DO MINISTÉRIO DO ULTRAMAR

Gulbenkian vai recuperar arquivo do Ministério do Ultramar O extinto Arquivo do Ministério do Ultramar vai ser reconstituído no âmbito de um projecto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, hoje iniciado através de um protocolo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE). O protocolo foi assinado no Palácio das Necessidades, em Lisboa, pelo presidente da Fundação, Emílio Rui Vilar, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, e pelo coordenador científico do projecto, o historiador José Mattoso. Na cerimónia, o presidente da Fundação revelou que o projecto para tornar estes documentos acessíveis ao público surgiu depois do professor José Mattos o ter alertado para a necessidade «indispensável e urgente» de tratar o espólio, disperso por vários ministérios desde a extinção do Ministério do Ultramar, em 1974. «A Gulbenkian tem já uma tradição de recuperação deste património, portanto ficámos conscientes da importância histórica da preservação da memória e da divulgação destes arquivos», salientou Rui Vilar. O protocolo assinala o arranque do Projecto de Reconstituição Virtual do extinto Arquivo do Ministério do Ultramar, estando previstas colaborações institucionais com outros ministérios que detenham partes desse vasto espólio. Esta primeira fase abrange os arquivos existentes no Instituto de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e do Instituto Histórico Diplomático, ambos sob a tutela do MNE, e será financiada com 100 mil euros pela Gulbenkian. Segundo o professor José Mattoso, trata-se de «uma monstruosa tarefa até agora considerada sem solução» e terá a participação de uma equipa organizada pela empresa BSAFE, composta por oito arquivistas e especialistas de diversas áreas. «Os arquivos dispersos remontam ao início do século XX e encontram-se em grande desorganização. Em Portugal não se procedeu a uma integração destes arquivos de uma forma regular e esta documentação tornou-se inacessível», lamentou o historiador. José Mattoso referiu ainda que «há um interesse crescente dos países europeus com ligações a África e dos próprios países africanos, sobretudo as ex-colónias portuguesas, em conhecer e estudar o seu passado». «Esta é uma tarefa da responsabilidade do Estado, mas devido ao constrangimento financeiro da administração pública não é actualmente uma prioridade, justificando-se a intervenção das entidades privadas», considerou, comentando que este protocolo com a Gulbenkian «formaliza um acordo exemplar». O ministro Luís Amado elogiou a iniciativa da Fundação, «que teve a generosidade de desenvolver este grande projecto». «Temos uma história muito rica que é preciso cuidar e a Gulbenkian tem feito um trabalho brilhante neste domínio, na tentativa de preservação dessa memória», sublinhou. Os responsáveis pelo projecto vão partir de um primeiro diagnóstico já realizado pela Gulbenkian, mas desconhecem quanto tempo irá demorar a recolha e o tratamento da documentação, cuja dimensão real se desconhece, finda a qual será disponibilizada online. José Mattoso disse à Lusa que os arquivos «vão manter-se património do Estado e será a administração pública que irá decidir quais dos documentos tratados poderão ser consultados pelo público». «Não é possível quantificá-los. Sabemos que são muitos quilómetros de arquivos diversos que foram sendo acumulados e cujo estado real está também por avaliar», comentou. Entre os milhares de documentos contam-se comunicações, cartas e outros documentos oficiais da antiga polícia política (PIDE), registos sobre os movimentos independentistas das ex-colónias portuguesas, obras públicas e levantamentos sobre os recursos territoriais. Diário Digital / Lusa 25-01-2007 13:10:00

domingo, janeiro 21, 2007

PARAÍSO CHAMADO TIMOR

Navegando por algumas rotas deste mar imenso chamado Internet, hoje deparei-me com mais uma das muitas notícias tristes que ùltimamente nos chegam com relativa frequência e alusivas a Timor. Transcrevo-a: "Assalto na Areia Branca" "Ontem por volta das três da tarde, duas mulheres estrangeiras foram assaltadas na praia da Areia Branca, quando seguiam a pé pela estrada. Dois carros encurralaram- nas e os marginais ameaçaram-nas com facas. Roubaram-lhes as mochilas." . # posted by Malai Azul : 08:08 Eu sei que tudo muda nesta vida e principalmente quando quase 40 anos são passados. Mas, porque as coisas mudam para o lado ruim com um pêso maior do que o do lado bom? Afinal, o que terá que ser feito para que essa Terra maravilhosa volte a ter a tranquilidade de outrora, se bem que com os naturais ajustes a tempos mais modernos? Sempre sonhei e acreditei que Timor poderia um dia ser uma grande potência turística, amparada pela exploração de outras riquezas que também tem. Mas, está difícil. Porém, ainda tenho esperança em que se possa mudar a mentalidade de pessoas que criam inúmeros entraves no caminho do progresso e do bem estar. Quero voltar a Timor e sentir um ambiente de paz como nos idos de 1968 a 1970. Naqueles tempos, durante a semana ía várias vezes à praia da Areia Branca. No caminho desfrutávamos vistas como esta dos "beiros" dos pescadores na areia aguardando para saír ou chegando da faina. A "Areia Branca" era uma praia tranquila, como muitas outras nas cercanias de Díli, mas tinha alguns melhoramentos para nos proporcionar um melhor bem estar. Timor dáva-nos essa tranquilidade em qualquer lugar. No meu caso, usufruindo de um previlégio que poucos tiveram, levava junto a esposa e a filhinha timorense. Outras vezes ía decidido a fazer uma das coisas que mais gostava: mergulhar! E como era deslumbrante toda aquela vida submarina!!! Um banco maravilhoso de corais! Guardo, até hoje, uma colecção de conchas apanhadas por mim.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

PROFESSORES PARA TIMOR

Brasil inicia seleção de 13 professores para o Timor Leste O Ministério da Educação do Brasil informou ter iniciado um processo de seleção de 13 professores para lecionar no Timor Leste, na sequência de um acordo de cooperação entre os dois países. Os profissionais escolhidos vão auxiliar o trabalho de formação em língua portuguesa de professores de escolas primárias do Timor Leste, segundo informou o Ministério em comunicado. A seleção dos profissionais será pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão ligado ao Ministério da Educação, através da avaliação de currículos e da realização de entrevistas. O início das atividades dos profissionais selecionados deverá ocorrer na primeira quinzena de fevereiro, no Timor Leste, com duração de 12 meses. Os selecionados vão receber uma bolsa mensal entre US$ 1 mil e US$ 2 mi! l (de R$ 2,1 mil a R$ 4,2 mil), além de seguro saúde, subsídio de instalação e viagens para o Timor Leste. Desde 2005, quando foi iniciado o programa de cooperação entre o Brasil e o Timor Leste, cerca de 50 profissionais brasileiros já trabalharam na formação de professores em escolas primárias timorenses. Antiga colônia portuguesa, Timor Leste foi anexado pela Indonésia, que impôs o idioma bahasa e proibiu a utilização da língua portuguesa. "Depois da Independência, o português voltou a ser a língua oficial, ao lado do tétum, mas ainda é pouco utilizado pela população. Um dos objetivos do acordo de cooperação com o Brasil é reverter esse quadro", diz o comunicado.

sábado, janeiro 06, 2007

GOLPE DO TELEFONE - Utilidade Pública -

Jorge Monteiro (Inspector) Área Técnica Profisional Instituto superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais Quinta do Bom Sucesso, Barro - 2670 - 354 LOURES Telf: 219844265 E-mail: jorge.monteiro@pj.pt COMO FUNCIONA O GOLPE DO TELEFONE... Ligam para a sua casa, empresa ou telemóvel, dizendo que é do Departamento Técnico da empresa telefónica local, ou da empresa que trabalha para a mesma. Perguntam se o seu telefone dispõe de marcação por 'tons'. A marcação de um telefone pode ser por impulsos (pulse), ou por tons (tone). Hoje em dia, todos os telemóveis dispõem da marcação por tons, o mesmo acontecendo com a maioria dos telefones fixos. Com o pretexto de que estão a testar o seu telefone, pedem-lhe para discar 90#. Uma vez executada esta operação, a pessoa informa que não há nenhum problema com o seu telefone, agradece a colaboração e desliga. Terminado este procedimento, você acaba de habilitar sua linha telefónica como receptora a quem lhe acabou de lhe telefonar; isto chama-se 'CLONAGEM', ou seja, uma copia fiel da sua linha telefónica. Daí em diante, todas as ligações feitas por aquela pessoa que lhe telefonou inicialmente, serão DEBITADAS NA SUA CONTA DE TELEFONE. ATENÇÃO: Isto está a ocorrer com telefones fixos e com telemóveis. Nunca digite 90 # no seu telefone. Até agora as companhias telefónicas não sabem como parar, detectar ou evitar esta fraude. Por isso, é importante que essa informação SEJA PASSADA AO MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE PESSOAS

terça-feira, janeiro 02, 2007

ÉTICA. O QUE É ISSO?

Não! Acredito que não esteja só. Não quero crer que eu seja um único exemplar de espécie em extinção. Porém, não vejo ninguém a apontar o dedo; não leio nada a respeito;não escuto um grito de revolta. Naquele ou no outro jornal impresso não se lê uma crítica ou denúncia sobre a má qualidade de um produto ou sobre uma propaganda enganosa de empresa que do mesmo seja cliente. Nas rádios é a mesma coisa e nas redes de televisão também. É o materialismo sobrepondo-se ao moralismo e de maneira arrasadora. Há tempos que determinada rede de rádio e televisão vem gritando e esperneando por causa de monopólio de uma outra com relação às transmissões de jogos de futebol, sendo que a primeira dedica grande parte do seu tempo de transmissão ao desporto ao contrário do que acontece na última. Sempre dei razão a essa reclamação, pois que me via privado de assistir a um jogo importante, simplesmente porque a emissora monopolista optava pela exibição de mais um capítulo daquela novela, que é o seu carro chefe, não abrindo mão dos direitos de transmissão do jogo para qualquer uma outra. Últimamente até que fez um acordo com uma terceira e lhe empurrou algumas migalhas. A outra esbraveava ainda mais e até entrou ou pensou em entrar com uma acção na Justiça. Há poucos dias, a que tanto reclamou, que tanto bateu, que tanto xingou, fez um acordo com a do monopólio e vai receber as migalhas daquela terceira que agora ficou isolada. Retirou ou decidiu não entrar com a acção... E, pasmem, não ventila nada sobre esse acordo mas faz uma propaganda e tanto à sua nova grelha de transmissão de jogos de futebol. Temos também aquele programa de empréstimos de capital, por parte das Financeiras e Bancos, destinado aos aposentados e que lhes será descontado em folha pela entidade pagadora dos seus benefícios. Para os que emprestam o dinheiro é um verdadeiro negócio da China, sem riscos e com garantia total. O número dessas instituições aumentou assustadoramente e em qualquer esquina vemos uma. Em contrapartida, aquele coitado que ganha 500 paus por mês e se beneficia de um empréstimo de 3 mil, chega num momento em que terá que fazer um outro para poder pagar aquele e a bola de neve vai aumentando. Chega a hora em que não tem para comer até que a sua conta esteja liquidada. A propaganda paga que os meios de comunicação fazem desse programa é impressionante. Nada contra. Tudo a favor... Ninguém explica a esses coitados que tudo não passa de uma arapuca. Não vou deixar de assistir a um ou outro programa de televisão, não deixarei de pagar a assinatura do meu jornal e não desligarei o meu rádio de cabeceira que fica ligado 24 horas, por causa de toda essa falta de ética. Afinal, tenho que estar actualizado para poder criticar e sentir o meio em que estou vivendo.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

MANUAIS DA CÂMERA DIGITAL SONY W5

Tive grandes dificuldades em tentar traduzir os manuais em inglês, principalmente pelo tamanho. Numa pesquisa na Internet também foi difícil encontrar alguma coisa grátis... mas encontrei. Por isso, proponho-me a ajudar outros utentes desta câmera que tenham as mesmas dificuldades. http://www.sonydigital-link.com/manuals/manuals.asp?l=pt&sc=DSC&searchModelName=DSC-W5 MANUAL DA CAMERA SONY W5 Até à página 106 – Espanhol Da 107 em diante – Português http://pdf.crse.com/manuals/2586553321.pdf “LEIA ISTO PRIMEIRO” Resumo das instruções de operação

terça-feira, dezembro 26, 2006

MENSAGEM DE RAMOS HORTA A BIN LADEN

Por achar muito importante e oportuno e por se tratar de assunto directamente ligado a Timor, origem da criação deste blog, tomo a liberdade de transcrever o artigo abaixo.
Ramos-Horta pede compaixão ao "irmão" Bin Laden 26.12.2006 - 11h09 PUBLICO.PT, APO primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, enviou felicitações de Natal a Osama bin Laden e pediu compaixão ao "irmão" líder da rede terrorista Al Qaeda.A mensagem surgiu em resposta a um pedido da estação britânica BBC, que convidou o Nobel da Paz e outros líderes mundiais e personalidades internacionais a endereçarem uma mensagem natalícia a um indivíduo ou grupo à sua escolha.Ramos-Horta pediu compaixão a Bin Laden, que apelidou de "irmão". "Não odeio um único muçulmano, não odeio um único indonésio", afirmou Ramos-Horta. "Essa é a única diferença entre você e eu, meu irmão Osama bin Laden."Em declarações à rádio Antena 1, Ramos-Horta explica que tratou Bin Laden por "irmão" porque considera todos os seres humanos "filhos do mesmo criador".O Nobel da Paz sugeriu ainda a Bin Laden "que abandone o ódio e a violência e use meios pacíficos para fazer vingar os direitos, a justiça que ele reivindica em relação aos muçulmanos, em relação ao povo palestiniano" ."Eu decidi fazer algo diferente — não o óbvio, o evidente — e fazer uma mensagem dirigida a Osama Bin Laden. E fiz a mensagem no sentido de que, fazendo a diferença entre mim e ele, ele revela um profundo ódio em relação a cristãos, europeus, americanos por séculos de humilhação dos muçulmanos, pelo que está a acontecer aos palestinianos" , resumiu em declarações à rádio portuguesa."Eu, que partilho com ele o mesmo Deus — o Deus que ensina amor a compaixão —, sendo de Timor-leste, país católico, invadido pelo maior país muçulmano do mundo. E eu, que perdi também irmãos, irmãs nesta guerra, irmãos meus de sangue e também timorenses não tenho ódio em relação a nenhum muçulmano ou a algum indonésio", justificou.
In jornal "Público"

segunda-feira, dezembro 25, 2006

PORTA GIRATÓRIA

Já se passaram meia dúzia de anos e esporàdicamente lembro-me do ocorrido. Costumo citar essa passagem nas reuniões com os amigos à volta de uma mesa de bar ou noutras tertúlias. Tudo sempre com aquele espírito brincalhão e até mesmo pelo inusitado da situação. Quem me conhece bem sabe que, apesar de eu ter um génio forte, vou contemporizando as coisas com muita paciência, levando uma porrada daqui, outra dali, mais uma dacolá, até que se solta a espoleta da granada. É nesse momento que vôam penas para todo o lado... Naquela manhã de um dia que prometia ser de grande azáfama, programei a minha ida ao Banco no horário da sua abertura. Mesmo assim já me defrontei com uma fila enorme na calçada e que enfrentei com certa resignação democràticamente. Na entrada tinha uma daquelas portas giratórias que todos os Bancos adoptaram por questões de segurança, obrigando os clientes a uma triagem por amostragem perante travamentos periódicos monitorados por um dos guardas-vigias ou automáticamente quando accionada pelo detector de metais. Entre a entrada de um e de outro e enquanto eu esperava a minha vez, o meu pensamento voava para muito longe, para a minha cidade de Évora, pois que naquele tradicional Café Arcada tinha uma dessas portas e que para mim e meus amigos de infância era um maravilhoso brinquedo... Entretanto comecei a notar que o guarda-vigia travava a porta, com o seu controle remoto, para cada um dos que se preparavam para entrar. Não era mais por amostragem e o facto começou a irritar toda a fila. E a minha paciência já se começara a esgotar. Arquitetei o meu plano! Cheguei a comentar com o parceiro de trás que, se continuasse assim esse tipo de provocação e desrespeito, quando chegasse a minha vez eu iria tirar toda a roupa do corpo e ficar só de cuecas... Afinal, neste clima tropical fazia um calor de rachar e normalmente eu só usava uma bermuda e uma camiseta como nos dias de hoje; não seria difícil... Chegou a minha vez! A porta travou! Falei para o guarda: "não tenho bolso na camiseta, só tenho um na bermuda e vazio e porto na mão este papel sòmente. Porquê travar a porta?" Tendo recebido um sorriso irónico, a reacção foi imediata: fiquei só de cuecas! A fila toda bateu palmas. O guarda pediu-me pelo amor de Deus que me vestisse e a porta não travou mais. Quando cheguei em casa a família já sabia do ocorrido... Porquê relatar neste espaço esta história? Porque ela é de muita actualidade apesar dos anos passados. Há alguns dias no centro do Rio de Janeiro um homem de 35 anos, cliente de um Banco há mais de 10, foi travado numa dessas portas. Não sei exactamente quais os motivos, mas pelo perfil deduzo ser uma pessoa honesta vítima de uma futilidade daquelas. Discutiu com o guarda e foi morto com um tiro. Já repensei o meu comportamento perante várias situações como no trânsito, por exemplo, e terei que repensar mais no que tange a outras. Todos nós aqui vivemos numa verdadeira selva.

sábado, dezembro 23, 2006

"Meu Natal Timor
Meu primeiro Natal!
Quantos anos tinha?
Nunca o soube ao certo!
Minha mãe-menina
Fez o seu presépio
Uma encosta arrancada a Ramelau
Com uma gruta ausente
Cheia de maromak
E perfume de coco
.Um búfalo e um kuda
E o bafo quente dos seus pulmões.
E o menino sobre a palha de arroz
E folhas de cafeeiro.
Um menino branco
Igual aos que chegavam de longe.
- Inan, quem é?-
É o Maromak filho e teu irmão!
E eu recuei, porque via no berço
Um menino rosado
Um menino branco
Igual aos que chegavam de longe.
- Ele é mais do que todos teu irmão...-
Mas como pode ser meu irmão ?-
É teu irmão: Firma-Lhe bem os olhos, meu Amor!
E eu obedecendo
Firmei-me todo n' EleE vejo-O desde então
Também da minha cor.
Poema de Ruy Belo

domingo, dezembro 17, 2006

CAMPEÃO MUNDIAL

Em Portugal sempre fui um grande torcedor do BENFICA. Acho que pelas cores vermelho e branco. Quando emigrei para o Brasil na década de 70 o meu primeiro endereço foi na cidade de Rio Grande no Estado do Rio Grande do Sul; mais tarde em Porto Alegre e Canoas. E no Rio Grande do Sul para quem eu iria torcer? Vermelho e branco, igualzinho ao BENFICA, com uma massa de torcedores incrível e popular e no auge de grandes campanhas, só poderia ser o INTERNACIONAL. até hoje o meu coração é vermelho e branco; é vermelho e branco o meu coração!!! HOJE FÔMOS CAMPEÕES EM TÓQUIO! CAMPEÕES DO MUNDO! Por uma série de factores, esse grito estava encravado, atravessado na minha garganta. Pelos insucessos do BENFICA naqueles anos em que se denominava Taça Intercontinental e porque o grande rival do INTERNACIONAL, o GRÉMIO, já tem esse título... Saudações COLORADAS para todos em todo o MUNDO!

sábado, dezembro 16, 2006

LÍNGUA PORTUGUESA

Apenas e somente a Língua Portuguesa permite escrever isto Pedro Paulo Pereira Pinto Pires, pequeno pintor, português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirinéus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. – Paris! Paris! - proferiu Pedro Paulo. – Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para a província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: – Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. – Porque pintas porcarias? – Papai – proferiu Pedro Paulo –, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando... Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto, pararei. (E achamos nós o máximo quando conseguimos dizer: 'O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma'!...) Autor desconhecido

sexta-feira, novembro 17, 2006

COZINHA DOS GANHÕES

Tomei a liberdade de transcrever do site da Câmara Municipal de Estremoz tudo o que abaixo está descrito. A exemplo do que faço todos os anos, é a minha contribuição para divulgação das coisas da minha saudosa cidade. Este é um evento já com fama além fronteiras e todos aqueles que navegam por este Portal, que estejam em Portugal ou que para lá forem por estes dias, não podem perder. MENSAGEM DO PRESIDENTE Eis-nos chegados a mais uma edição da Cozinha dos Ganhões, a décima quarta.E mais uma vez comemoramos os saberes e os sabores da rica gastronomia alentejana de outros tempos.Espaço de convívio a cada ano que passa, a Cozinha é o ponto de encontro para quem aprecia os pecados da gula, em forma de umas migas, ou de uma açorda ou ainda de um prato de caça, ou ainda... a doçaria conventual, que essa, é de bradar aos céus.Queremos que esta edição seja, para além da grande festa gastronómica, uma montra do nosso artesanato, dos nossos produtos tradicionais, em suma, uma mostra do melhor de nós.A animação está fundada na nossa cultura popular. Pelo palco da Cozinha passarão os Grupos Corais Alentejanos, Etnográficos, Poetas Populares, Tocadores de Concertina... e o Fado Castiço.O nosso reconhecimento a todos quantos tornaram possível a criação da Cozinha dos Ganhões em Estremoz, bem como aos homens e mulheres que vão encher de brilho como tasqueiros, doceiros, expositores e artistas, a edição 2006.A nossa ambição é que a Cozinha dos Ganhões 2006, seja uma Marca de Estremoz e do Alentejo. Aprecie bem esta Cozinha. Sinta-se desde já convidado(a). Um abraço amigo.José Alberto FateixaPresidente da Câmara 30 de Novembro de 2006 (Qinta-feira) 18:30 Cerimónia de abertura da XIV Cozinha dos Ganhões. 19:00 Abertura das Tasquinhas e Doceiros. 21:30 Actuação do Rancho “As Azeitoneiras” de S. Bento do Cortiço 22:00 Espectáculo Musical com o Grupo Coral “Os Ganhões” de Castro Verde 01 de Dezembro de 2006 (Sexta-feira) 12:00 Abertura da Cozinha dos Ganhões. 17:00 Prova de Azeites de Estremoz, pela SICA. 18:15 Prova de Enchidos de Estremoz, pela Salsicharia Estremocense. 18:30 Apresentação do Livro “Sorrindo no Alentejo com Zé d´Alter”, da autoria do Dr. Alberto Ribeiro. 19:15 Prova de Vinhos de Estremoz · Encostas de Estremoz · Margarida Cabaço – Unipessoal · Quinta do Carmo · Tiago Cabaço 22:30 Noite de Fados com António Pinto Basto, José Gonçalez e Patrícia Leal acompanhados pelo Trio de Guitarras de Jorge Silva. 02 de Dezembro de 2006 (Sábado) 12:00 Abertura da Cozinha dos Ganhões. 15:00 Actuação da Orquestra de Percussão de Estremoz “Tocábombar”, pelo recinto. 15:30 4º Encontro de Poetas Populares do Concelho de Estremoz, numa organização da Associação Filatélica Alentejana, com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz, no Palco Principal. 17:00 Prova de Azeites de Estremoz, pela Cooperativa de Olivicultores de Estremoz. 18:15 Prova de Enchidos de Estremoz, pela Salsicharia Moreira e Pimenta. 18:30 Prova de Vinhos de Estremoz · Herdade do Pombal · João Portugal Ramos · Monte Seis Reis · Vinhos Dona Maria 19:30 Cantares ao Desafio pelo Grupo Coral “Unidos do Baixo Alentejo”, em ronda pelos restaurantes. 19:15 Prova de Vinhos de Estremoz 22:00 Espectáculo Musical com o Grupo Coral “Unidos do Baixo Alentejo” 03 de Dezembro de 2006 12:00 Abertura da Cozinha dos Ganhões. 15:30 Encontro de Tocadores de Concertina e Acordeão. 18:15 Prova de enchidos de Estremoz, pela Salsicharia Cortes. 18:30 Espectáculo Musical com o Grupo de Cantares de SouselApoio: Geopedras 19:15 Prova de Vinhos de Estremoz · Herdade das Servas · Poeiras & Xarepe · Quinta do Mouro · Sociedade Agrícola Monte da Caldeira 22:00 Encerramento da XIV Cozinha dos Ganhões 2006. O Que é um Ganhão GANHÃO: “s.m. Aquêle que lança mão de tudo para ganhar; ganha dinheiro. Jornaleiro, trabalhador; criador de lavoura: Seria condenável o ganhão, ou mancebo do lavrador, que deixando de lavrar nas terras de seu amo, fôsse a dar jeiras nos casais alheios, D. Francisco Manuel de Melo, Apólogos Dialogais, III, p. 173; Guarde – Deus, mana mulher... Isto aqui de quem é?... Trazem ganhões cá na herdade? Fialho de Almeida, O País das Uvas, p. 187. Prov. Beir. Aquêle que trabalha com uma junta de bois, (Cf. Revista Lusitânia, XI, p. 157).” Grande Enciclopédia Luso-Brasileira Categoria de trabalhador agrícola cuja hierarquia difere de região para região. No distrito de Portalegre corresponde ao homem que se ocupa de serviços de lavoura não especializados, tais como; lavrar com bois, que são guardados e tratados por outro homem denominado “boieiro”; cavar moitas; carregar os molhos de cereal nos carros; etc. O Ganhão aqui é, por assim dizer, um trabalhador de pouca categoria que actua debaixo das ordens de um capataz conhecido por abegão. No distrito de Évora, chama-se Ganhão ao que no de Portalegre se dá o nome de abegão e designa-se por moço de lavoura o que nesse mesmo distrito de Portalegre se denomina Ganhão.” Fonte:A.J. SARDINHA DE OLIVEIRA Verbo Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura Ganhões eram os moços da lavoura e de outros serviços, como cavas, acarretos, eiras, etc. A colectividade que os agrupava denominava-se por ganharia ou malta. Muitas vezes existiam rapazes de 14 a 16 anos, que só se consideravam ganhões depois de lavrarem toda uma época de uma sementeira outonal. Entre os ganhões de uma casa havia duas categorias: os de “pensão” (anuais, que se acomodavam por muito tempo e que, por vezes, eram encarregados interinos) e os “rasos” (eram temporários, de poucos dias). O ganhão raso era simplesmente máquina de trabalho, ganhava pouco e era constantemente fiscalizado. A “casinha dos Ganhões” era o dormitório, a casa de descanso dos ganhões ou dos moços da lavoura, que constituíam a ganharia. Como se pode supor, tem semelhanças com as casernas dos soldados. Na maioria dos casos era uma casa ampla que acomodava vinte a trinta homens. Todas elas tinham sempre uma lareira espaçosa, num dos cantos ou no centro, que era por eles designada de chaminé. As paredes eram caiadas de branco, mas na sua maior parte estavam enegrecidas do fumo da lareira. Era aí que se juntava a criadagem nos serões, sentados nos burros (bancos rústicos de pernadas de azinheira) aquecendo-se e enxugando-se das chuvadas que sofriam durante o dia. As tarimbas erguiam-se em redor das paredes, formadas por leitos de carros velhos, portas inutilizadas, tábuas, etc., revestidas com rama de piorno, giesta e palha. A copa (vestuário), safões, chapéus, esteiras e calçado amontoavam-se, sem que mão bondosa se lembrasse de os arrumar. Mas para os ganhões estava tudo bem. O arranjo, a compostura e a limpeza eram para as mulheres e para as suas casitas de vila ou aldeia. As noites eram divertidas. A maioria eram rapazes novos, cheios de vida e sem grandes preocupações. Faziam simulações de touradas, jogos de brincadeiras para logro dos novatos e dos mais velhos que, já cansados, rejuvenesciam e recordavam as partidas que eles mesmos já haviam feito e das quais tinham saudades. Noutras noites os papéis invertiam-se, eram os mais velhos que distraíam os mais novos, tomando ares de superioridade paternal. Propunham adivinhas, recitavam décimas, narravam contos e episódios de guerra ao ponto dos moços exclamarem:”Caramba rapazes! Sempre o tio fulano sabe muito!... É poço sem fundo! Não sei como lhe cabe na cabeça tanta coisa!!! Se fosse homem de letras era doutor!...” Como Surgiu a Ideia Em Abril de 1985, num convívio de vinhos e petiscos, sentámo-nos à mesma mesa o João Albardeiro, o Jacinto Varela, o Armando Alves, o João Paulo e eu. Petiscos saborosos e vinho de qualidade, e a ideia nasceu: e se fizéssemos uma casa de petiscos para a feira de Maio! (...) Cada tasca, cada restaurante, cada cozinheiro, em dias diferentes, apresentaram as suas especialidades. Tratou-se ainda, com grande participação, da promoção e divulgação de vinhos alentejanos Aníbal Falcato Alves – Os comeres dos Ganhões. Memória de outros sabores, Porto, Campo das letras, 1994, página 7.

quinta-feira, novembro 16, 2006

UMA IMAGEM...

É muito conhecida aquela frase "uma imagem vale por mil palavras"!? E eu começo assim para já fazer uma ligação com o título da crónica...Habituado desde os tempos do ensino básico, leio alguns jornais todos os dias, principalmente aqueles dos quais sou assinante. Ainda sou um dos que cultivam esse hábito imprescindível para uma formação que é constante durante toda a nossa vida. Infelizmente notamos a diminuação desses leitores, como eu, o que tem originado o desaparecimento de pequenos e grandes jornais.Dos vários cadernos ou páginas específicas que compõem um jornal, há aquela tal de "Coluna Social" que, normalmente, só merece da minha parte uma ligeira passagem de olhos... Muitas vezes até me enoja aquele desfile de fotos, quase sempre de personagens da alta sociedade. Até pouco se escreve, limitando-se o colunista a fazer uma identificação das pessoas e dos eventos. Desperta-nos a atenção aquelas "madames" com as suas peles repuxadas e, por isso e pelos cremes usados, aquele brilho característico... Como diria aquela minha amiga, ainda livre de tudo isso e exibindo, tão sòmente, a sua beleza natural: horripilante!!! E muitas dessas pessoas fazem questão de serem fotografadas para aparecerem depois na coluna. Chegam a pagar, algumas vezes, por tal previlégio... É tudo uma questão de status.Hoje foi um dia diferente dos demais. Primeiro porque não tive tempo de ler qualquer jornal logo pela manhã, como faço habitualmente, pois estava-se desenhando um dia de muito e árduo trabalho na minha profissão; só fui ler o primeiro a meio da tarde. Segundo porque me debrucei com muito interesse sobre a tal "coluna"...Uma página quase totalmente dedicada ao casamento de um filho de conhecidíssimo banqueiro de São Paulo. Mais exactamente, o casamento de Alberto Safra e Maggy Candi. Ela não sei quem é e nem se é judía, também, como o noivo. Estes e outros detalhes, como a magnificência da festa, enfim, tabém são sem importância para a essência do que me propuz abordar.Naquelas nove fotos existem quatro que, se levado ao pé da letra o ditado transcrito no primeiro parágrafo, valem mais que muitos e muitos milhares de palavras. Tantas que viriam a preencher um bom calhamaço sobre os últimos vinte anos da economia brasileira, principalmente sobre as causas de tamanho desastre...Descreverei as fotos por ordem cronológica em relação ao que cada um dos personagens desempenhou no seu tempo: José Sarney, Fernando Henrique Cardoso (ex-presidentes), António Palocci (ex-ministro da Fazenda), Geraldo Alkmin (ex-governador de São Paulo), Aécio Neves (governador reeleito de Minas Gerais) e... Jorge Gerdau (um dos maiores e mais bem sucedidos empresários do Brasil, cogitado para assumir um posto de ministro no futuro governo de Lula).Banqueiros sabem muito bem quem devem convidar para as suas festas!!!E a m inha crónica de hoje é postada no blog, sem foto...

domingo, novembro 12, 2006

NACIONALISMO EXACERBADO

A minha dissertação de de hoje relaciona-se com o recente trágico acidente aéreo na floresta amazónica, no Brasil. Analisando por vários prismas, o acontecimento em si, bem como os seus desdobramentos, afectam-nos a todos e não só àqueles que, esporàdicamente ou com frequência, utilizam os meios de transporte aéreo. O primeiro clamor foi o de tentar achar-se o culpado ou culpados, uma vez que se aventavam de imediato várias hipóteses de causas e efeitos. Aí tivémos o artigo publicado no New York Times e de autoria de um dos ocupantes do Legacy que contradizia as primeiras declarações dadas no Brasil. A "detenção" domiciliar dos pilotos por parte das autoridades brasileiras, em princípio justificável e ao abrigo das leis, foi mais uma gôta de combustível para alimentar a chama de uma mesma fogueira -- a do nacionalismo. Um porta-voz da Associação de Pilotos da American Airlines criticou as autoridades e imprensa brasileiras pelo tratamento dado aos pilotos do Legacy, e disse que os pilotos americanos estão optando por não voar para o Brasil. Não é seguro voar sobre o território brasileiro, disse. As afirmações não fôram de todo levianas e até mesmo se depreende que já baseadas em estudos perliminares e base de dados. A recentemente terminada "operação padrão" (greve) levada a cabo pelos controladores de vôo veio expôr o quão de periculosidade existe, em função das precárias e improvisadas condições de operacionalidade. E até uma certa instabilidade institucional adveio por causa dos reboliços no seio de um ramo das forças armadas. No Brasil, mais exactamente no sul saíu nota num jornal em que a autora ironizava: "Seguro, então, deve ser voar sobre os Estados Unidos onde aviões batem em edifícios!!!". Publica-se, também, um comunicado da Associação de Passageiros do Brasil: Recomendamos aos passageiros brasileiros que não vôem em aviões de empresas aéreas que têm pilotos americanos, pois eles costumam bater noutros aviões. E, se fôr em território americano, pior ainda, pois eles não costumam desviar dos prédios!"... É proposta uma campanha contra a arrogância americana. Aí está! O início de uma navegação em mar agitado e em que cada um dos arrais enfuna as velas das suas embarcações a seu belo prazer e contrariando a direção dos ventos. É o mar do nacionalismo exacerbado.

sábado, novembro 11, 2006

ARTIGOS E CRÓNICAS SOBRE TIMOR

Ao abrir a minha caixa de e-mails no "yahoo" fiquei surpreendido ao verificar a existência de um, enviado pelo grupo "Crocodilovoador", uma vez que do mesmo faço parte. Não tinha nada escrito no seu corpo, a não ser um link que me transportava ao este meu blog. Assim, acredito que outras pessoas venham visitar o blog atraídos pelo nome "Alentejano em Timor". O nome deve ter sido encontrado algures nas navegações pela Internet...
Como consta da minha apresentação do blog, o mesmo foi criado com esse título e a intenção era debruçar-me sobre temas de Timor, principalmente. Não obstante, outros assuntos e outros temas seriam abordados, até por uma questão de actividade. Lamento o facto de decepcionar aqueles que aqui venham interessados em assuntos
que o título do blog possa sugerir, se bem que possa postar alguns a qualquer momento.
Houve alguns problemas técnicos neste Portal, como já referi anteriormente e, no momento, além de outro título ("Alentejano2004"), entre as várias línguas não nos oferecem a opção do português, estando a estrutura do blog em espanhol...
Vou tentar resolver estas distorções.

terça-feira, novembro 07, 2006

ALTERAÇÃO DO BLOG

As nove entradas abaixo foram todas postadas hoje, mas resgatadas de outro blog. Na verdade, ao aderir à versão beta deste, defrontei-me com um problema técnico e acabei por deletar tudo. Assim, elas não obedecem a uma ordem cronológica. Esta nota de esclarecimento é para aqueles que me estão dando a honra da sua visita pela primeira vez. Aos velhos amigos terei que dar-lhes a informação e pedir-lhes que reponham os anteriores comentários.

O VASCULHO

"Centro de Convivência" é o nome pelo qual todos conhecem um dos lugares mais importantes desta minha cidade de Campinas. Minha porque eu a adoptei. Nos primórdios da cidade este lugar chamava-se "Passeio Público" e era muito parecido com os das cidades europeias, com o corêto ao centro, enfim. Em 1889 recebeu o nome de Praça da Imprensa Fluminense, como reconhecimento aos jornais cariocas que se empenharam numa campanha de ajuda à cidade quando esta sofreu um surto de febre amarela que originou a morte de milhares dos seus habitantes. Nada mais justo a atribuição desse nome. Injusto mesmo é dar a uma rua, viaduto, praça, etc., o nome de figura que nada tenha feito de bom, antes pelo contrário. Veio-me à lembrança a grande ponte que liga as duas margens do Tejo, em Lisboa, que fôra baptizada com o nome de Salazar e que em boa hora teve o mesmo substituído por "Ponte 25 de Abril"... Voltando à praça de Campinas, em 1960 foi ali construído um Centro de Convivência Cultural com um teatro de arena e um outro coberto, sendo mantidas as árvores, muitas delas centenárias. Por grande pressão dos moradores do bairro onde se situa a praça, o Cambuí, foi elaborado um projecto de remodelação, isto em 1963, e as obras começaram logo em seguida, até porque a Prefeita estava em fim de mandato... Um pouco antes o seu nome fôra alterado para "Praça Tom Jobim" numa homenagem ao célebre compositor brasileiro falecido havia pouco tempo. Uma injustiça para com os cariocas, se bem que Tom merece ter o nome num lugar assim também. É certo que a injustiça foi reconhecida e tudo voltou ao estado anterior na questão da toponímica. Aqueles moradores do Cambuí são muito estranhos, pois julgam-se senhores do pedaço que a todos nós pertence... Criaram até uma Associação e, por dá cá aquela palha, sempre estão com exigências, apontando defeitos aqui e ali, enfim, manifestando-se por qualquer pieguice. Depois da reforma concluída, a praça ficou muito diferente, mais modernista, enfim. Mantiveram-se quase todas as árvores, se bem que uma ou outra tenha sido sacrificada e colocadas algumas mais noutros pontos. O piso de paralelepípedos de maquedame, em dois tons de côres, substituíu os caminhos de asfalto. Aquelas árvores são uma grande dádiva da Natureza. Usufruimos da sua sombra, do ar renovado por elas. E as folhas caídas? Ah! as folhas... Num certo dia lá estavam os almeidas ou garis, como quiserem, da Prefeitura varrendo as ditas cujas como habitualmente fazem. Tive oportunidade de assistir ao diálogo entre duas senhoras que criticavam aqueles vassourões com cabo e ramagens de bambú. E dizia uma delas: "...a Prefeitura desperdiça tanto dinheiro e não compra umas vassouras decentes para esse pessoal; que vergonha!!!" Lá estavam as tais críticas... Não resisti, pedi licença e disse eu: "Senhora! o verdadeiro nome dessas vassouras é VASCULHO. É o único adequado a este tipo de serviço e em qualquer país dito desenvolvido." Recebi a seguinte resposta: "Nós estamos no Brasil! os outros países não me interessam!" Na verdade, aqui no Brasil não se usa o termo "Vasculho" como substantivo na conotação que lhe dei. É uma daquelas palavras que algumas vezes me veem à lembrança e, vejam, a prosa que ela originou...

MOVIMENTO DOS EX-COMBATENTES

Resolvi engajar-me nesta luta que considero de suma importância e, por isso, num primeiro passo, transcrevo a matéria publicada no site http://ultramar.terraweb.biz, referente a ex-camaradas que tombaram em combate nas antigas colónias portuguesas e cujos corpos se encontram sepultados em cemitérios abandonados, longe dos seus familiares. Outros, até mesmo nos deixam dúvidas sobre a real situação e sobre isso já escrevi anteriormente em crónica com o título "Guerra Colonial". MOVIMENTO DE ANTIGOS COMBATENTES 2006 PORTUGUESES MORTOS DURANTE A GUERRA COLONIAL ABANDONADOS EM CEMITÉRIOS EM RUÍNAS Proposta de Reflexão Porquê este Movimento Tomamos esta iniciativa a partir da reportagem realizada pela RTP 1, apresentada no passado dia 20/09/06, sobre os cemitérios em ruínas de soldados portugueses mortos durante a Guerra Colonial. Ao ver essas imagens, sentimos uma enorme indignação por vermos como são tratados os restos mortais, esquecidos e abandonados, daqueles portugueses que morreram em combate durante a Guerra Colonial e que ficaram sepultados nos territórios de África. Por essa razão, e por sentirmos que alguma coisa deve ser feita para restituir dignidade a esses cemitérios, um grupo de antigos combatentes tomou a iniciativa de apresentar esta Proposta de Reflexão, no sentido de se organizar um Movimento Nacional de Antigos Combatentes que tome nas suas mãos o encontrar de uma solução para este problema. Perante a inércia dos poderes que em Portugal deviam tratar deste assunto, mas porque ele também nos diz respeito, nós, que temos o sentido da honra e que fomos companheiros dos que tombaram, entendemos dever honrar a sua memória e restituir-lhes a dignidade possível. Achamos que devemos fazer um esforço e ser capazes de mobilizar as vontades e os meios para os resgatar do esquecimento. Devemos agitar as consciências de quem tem o poder para decidir medidas que honrem os homens esquecidos naqueles túmulos cobertos de destroços e capim, espalhados pela Guiné, Angola e Moçambique. Primeiros objectivos deste Movimento _ Identificar os cemitérios da Guiné, Angola e Moçambique, onde repousam soldados portugueses mortos durante a Guerra Colonial. _ Identificar os túmulos dos soldados sepultados nesses cemitérios. _ Fazer a transladação para Portugal dos restos mortais dos militares mortos durante a Guerra Colonial, abandonados até hoje, de acordo com a vontade das famílias que o queiram fazer. _ Dignificar os cemitérios nesses territórios através de trabalhos de reparação, e no futuro, encontrar formas de gestão e manutenção adequada para esses espaços. _ Onde a identificação for impossível, manter nesses cemitérios com a maior dignidade os restos mortais dos soldados portugueses ou, em alternativa, concentrar tudo num único espaço de modo a facilitar a manutenção. Proposta de acção para o curto prazo _ Criação de uma Comissão Coordenadora do Movimento que oriente o projecto, e que, desejavelmente, possa englobar militares dos três ramos das Forças Armadas, integrando antigos combatentes e actuais militares. _ Levantamento da situação sobre os esforços até hoje desenvolvidos pelo Ministério da Defesa, pela Liga dos Combatentes, pela Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar e por outras Organizações com interesse neste assunto. _ A partir dos elementos obtidos, reflectir nas medidas a tomar, estabelecer um objectivo, definir a melhor estratégia para o conseguir e criar um plano de acção com metas de realização exequível. Este Movimento deverá traduzir a boa vontade dos militares portugueses, antigos e actuais, sendo que, através da sua intervenção neste projecto, seja possível honrar a memória dos nossos irmãos de armas que tombaram lutando sob a bandeira de Portugal, e que ficaram abandonados nos cemitérios de África. Abandonados mas não esquecidos pelos seus companheiros de armas que hoje tentam erguer este Movimento. Face às grandes dificuldades deste projecto, entendemos que o mesmo deverá integrar todas as iniciativas que, de alguma forma, possam contribuir com diferentes tipos de colaboração e ajuda. Grupo de Antigos Combatentes “Pelos que tombaram durante a Guerra Colonial” Caro(a) Leitor(a), se concordas com esta nobre missão, para a qual em nosso entender todos os portugueses de boa vontade se devem mobilizar, fotocopia e divulga esta mensagem, pedindo a outros que o façam também. Se te for possível, usa o e-mail para aumentar a difusão. Informações: António Brito - 919 198 950 - e.mail: antoniobrito@msptx.com Nascimento Rodrigues - 932 300 901 - e.mail: nascimento.rodrigues@beltraocoelho.pt

CANCIONEIRO DO ALENTEJO

PROCURANDO UM CARACOLI Tava eu tirando moncos Cá da cana do nariz Enquanto fazia uma mija Assim tipo... chafariz Tinha a bexiga tã cheia Que fiquê lá uma hora Quando m'assomê em volta Tinha s'ido tudo embora Sacudi o "coiso e tal" Enquanto coçava a bilha De tal manêra atascado C'o entalê na braguilha Tirê as botas do lôdo Que fizera ma mijada Sacudi tamem as calças Sempre com ela entalada Pedi ajuda à Ti Micas Que cerca dali morava Mas depilou-me os tomates Ca força com c'a puxava Ensanguentado da pila Fui aos tombos pelo monti Vomitando quase as tripas Nã sei se queres que te conti Comera dois pães de quilo C'um garrafão p'rajudari Nã admira ter tado Três horas a vomitar Detê-me na palha fresca Pra ver se descansava Enterrê-me logo na bosta Da vaca c'ali pastava E foi assim qu'essa tarde Conheci um caracoli Dêtados os dois na palha C'os cornos secand'ó soli Do Cancioneiro Popular