domingo, novembro 18, 2007

IMPRENSA DE TIMOR LESTE

A partir de hoje os visitantes poderão consultar notícias de Timor Leste, actualizadas, nas listas do blog, na secção "Jornais e Revistas". Link "JNSemanário (Timor)".

sexta-feira, novembro 16, 2007

FORÇA DE EXPRESSÃO?

"É evidente em Díli a grande melhoria. São milhares de pessoas nas ruas, milhares de restaurantes. Não é tão evidente no interior, onde continua a haver menos actividade económica, e espero que o orçamento do novo governo venha reflectir as nossas preocupações que é de melhorar a vida das populações nas zonas rurais", disse Ramos-Horta. Em conferência de imprensa durante a sua estadia em Lisboa, Ramos Horta teria afirmado o que acima realcei. Eu não estava presente e nem tão pouco sou jornalista para tal mas acredito, em princípio, que o repórter do veículo simplesmente registou textualmente... Porém, se real a afirmativa, não posso concordar em que existam milhares de restaurantes em Díli. Ou será que eu vivo noutro mundo?

RAMOS HORTA EM LISBOA

O "enraizamento" da língua portuguesa em Timor-Leste é "um esforço de longo prazo", que só estará completo dentro de duas gerações, na melhor das hipóteses, afirmou hoje em Lisboa o presidente timorense, José Ramos-Horta.
Ramos-Horta, que prossegue hoje a sua visita oficial de dois a Portugal, a primeira enquanto Chefe de Estado timorense, falava no Palácio de Belém após uma audiência de cerca de uma hora com o presidente Aníbal Cavaco Silva.
Questionado pela imprensa acerca dos progressos do ensino da língua portuguesa em Timor-Leste, que tem a oposição de alguns quadrantes, Ramos-Horta afirmou que "o desenvolvimento nota-se", mas que os resultados práticos surgirão mais tarde.
"Quem participou, como eu participei desde 2000/2001 na defesa desta opção [adopção do português como língua oficial], pode ver a melhoria na introdução, mas o esforço tem de continuar, é um esforço a longo prazo, são necessárias pelo menos mais duas gerações para que o português se enraíze", afirmou.
O presidente timorense lembrou que a história da língua portuguesa em Timor-Leste fez-se de "dificuldades e controvérsia", que obrigaram à necessidade de "esclarecer o povo [timorense] sobre a necessidade de introdução da língua portuguesa lado-a-lado com o tétum".
De todos os Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Timor-Leste é o único que tem duas línguas oficiais.
Portugal e também o Brasil têm suportado os custos do ensino da língua, e, segundo Ramos-Horta, também o Estado timorense vai começar a fazê-lo, em 2008.
"O actual governo de Xanana Gusmão orçamentou, pela primeira vez, para 2008, os custos de receber 30 professores de português, incluindo para a Universidade", disse Ramos-Horta no Palácio de Belém.
Cavaco Silva veio depois apelar a que outros países da CPLP, nomeadamente Cabo Verde, participem no esforço de introdução do português em Timor-Leste.
"Todos os países da CPLP devem estar envolvidos nesta consolidação da língua portuguesa, ao lado do tétum em Timor-Leste. O Brasil já está, Cabo Verde pode estar, e outros países podem também estar", afirmou o presidente português.
"A língua é um elemento fundamental de identidade, principalmente no mundo global", disse o chefe de Estado, que manifestou a disponibilidade portuguesa para "acolher sempre" pedidos que venham a ser feitos por Timor neste domínio.

REVELAÇÕES

Timor Lorosae

O TERRITÓRIO ESTAVA "DESTINADO" À INDONÉSIA DESDE 1963

A integração de Timor-Leste na República Indonésia foi acordada secretamente em Washington por quatro potências anglófonas, em 1963, revelou à Lusa Moisés Silva Fernandes, investigador de ciências políticas e de relações internacionais da Universidade de Lisboa.

Por Henrique Botequilha da Agência Lusa

Através da análise de documentos da época, Moisés Silva Fernandes verificou que altos responsáveis políticos do Reino Unido, Austrália, Estados Unidos da América e Nova Zelândia tiveram dois encontros em 1963, em Washington, onde "chegaram a acordo sobre a incorporação de Timor-Leste, numa política de apaziguamento em relação à Indonésia", afirma o investigador. "Estes encontros foram secretos, Portugal nunca foi informado de nada", adianta.

Um dos documentos analisados por Moisés Silva Fernandes é um telegrama remetido em 13 de Fevereiro de 1963, pela embaixada australiana em Washington para o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, em Camberra, no qual dava conta do acordo obtido pelas quatro partes, que nessa data se encontravam na capital norte-americana para a primeira das suas reuniões. "Sobre Timor, todos concordámos que mais tarde ou mais cedo a Indonésia vai apoderar-se da parte portuguesa da ilha de Timor e todos à volta da mesa tornaram bem claro que os seus governos não estavam preparados para envolver forças militares para evitar esta situação", lê-se no relatório da diplomacia australiana.

Noutro dos documentos encontrados pelo investigador português no Arquivo Nacional da Austrália, e recentemente abertos à consulta pública, consta um outro texto, escrito pelo embaixador da Austrália em Jacarta para o seu primeiro-ministro, Robert Menzies, datado de 7 de Março de 1963 e com a classificação "top secret". "Devemos ao mesmo tempo convencer os indonésios que não teremos objecções a uma eventual incorporação do Timor português na Indonésia, desde que isto venha a ocorrer através do uso de meios aceitáveis", afirma o diplomata australiano, confirmando o acordo obtido em Washington.

Em Outubro de 1963, os quatro países anglófonos voltaram a reunir consenso sobre Timor-Leste em Washington. "O ideal do nosso ponto de vista seria que os portugueses cedessem Timor de boa vontade e de um modo que a transferência para a Indonésia não seja o resultado de uma agressão ou de um movimento cínico apaziguador para o Presidente (indonésio) Sukarno, lê-se num documento secreto de preparação da diplomacia londrina para o segundo encontro quadripartido e agora encontrado por Moisés Silva Fernandes no arquivo do "Foreign Office" britânico.

Para o investigador português, a interpretação destes novos dados é clara. "Onde outros podem ver 'realpolitik', eu vejo cinismo", comenta. A Indonésia invadiu Timor-Leste em 7 de Dezembro de 1975, 12 anos após estas reuniões secretas, e, com o silêncio das potências ocidentais, ocupou o território até à consulta popular de 30 de Agosto de 1999, cujo resultado conduziu à independência do país asiático de expressão portuguesa.

Moisés Silva Fernandes vai revelar as suas conclusões, do ponto de vista académico, sexta-feira, 16 de Novembro, num seminário na Universidade de Oxford sobre assuntos portugueses e lusófonos. Mais tarde, planeia escrever um artigo sobre as suas revelações históricas a propósito de Timor-Leste, em inglês, na revista científica de estudos internacionais South European Society & Politics e incluir os novos elementos históricos, em português, num livro dedicado aos anos de 1974 e 1975 em Timor-Leste, a lançar em 2008.

In "Notícias Lusófonas"

domingo, novembro 11, 2007

DIPLOMACIA ATROPELADA

Repentinamente a memória traz-me algumas imagens de uma sessão do Conselho de Segurança da ONU nos idos da década de 60. Ali debatia-se a descolonização da África portuguesa. Alguns países tentavam forçar Portugal a adoptar uma política de descolonização e este defendia-se com os seus argumentos. E a imagem que eu gravei e da qual jamais me esqueci, foi a do Primeio Ministro soviético, Nikita Krushev, descalçando os sapatos e batendo com os mesmos na mesa numa demostração de ira e prepotência, contestando declarações do Embaixador português. Foi, de certo modo, hilariante tal cena que não é cabível no campo da diplomacia.
Isto vem a propósito da cena passada ontem no Chile durante sessão da cimeira Ibero-Americana durante a qual o Rei de Espanha, Juan Carlos, sugeriu que o Presidente da Venezuela, Hugo Chavez, calasse a boca. Foi um momento infeliz de Sua Majestade e arranhou muito aquela imagem positiva que todos tinhamos dele como sendo uma pessoa serena e inteligente, marcada desde a sua intervenção providencial na Câmera dos Deputados em Madrid, após a morte de Franco, numa tentativa frustrada de golpe.
Chavez disse tudo o que quiz no seu estilo. Diplomàticamente o Chefe do Estado espanhol, Zapatero, respondeu com toda a diplomacia, exactamente como as coisas devem ser feitas. Se o teor dos discursos tem fundamentação ou não, ou se é oportuna ou não, isso é outra questão que foge ao tema que resolvi abordar hoje e restrito ùnicamente ao termo "Diplomacia". Juan Carlos equiparou-se a Nikita Krushev. Se a moda pegar e os exemplos assimilados, é possível assistirmos um dia a alguma cena de pugilato tal e qual costuma acontecer nas Assembleias e Congressos de certos países, desenvolvidos ou não, só que dessa vez entre os mais altos Magistrados das Nações. Seria uma declaração de guerra!!!

sábado, novembro 10, 2007

LÍNGUA PORTUGUESA

O PODER DA VÍRGULA
Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura.
-----------------------------------------------
Vejamos como ficaria a frase se:
1- O homem colocar uma vírgula depois da palavra "tem"
2- A mulher colocar uma vírgula depois da palavra "mulher"

AGORA FOI COMIGO!

De entre os muitos problemas com os quais o Brasil convive, o maior deles é relacionado com "segurança". Nós, os que vivemos nas grandes cidades, sentimo-nos todos inseguros, se bem que o problema se alastre já para outras áreas até então consideradas tranquilas.
Sentido-nos desamparados pela ineficácia do poder público nessa área, vamos tomando, por conta própria, medidas de prevenção e cautela para evitar surpresas desagradáveis. Assim, se transitamos por uma rua ou estrada, de carro, e, de repente, avistamos um "corpo" estendido no chão e que à primeira vista sugere ser uma vítima de acidente, não paramos para nos certificar sobre o que aconteceu e dar auxílio. Porquê? Porque hoje os bandidos usam esse artifício para assaltar os incautos de boa fé. É muito triste ter-mos chegado a este ponto de comportamento. E eu, pessoalmente, incluo-me na categoria dos desconfiados e prevenidos; não dou sorte para o azar...
Na madrugada de hoje, 01:30, o telefone tocou na minha residência e minha mulher atendeu. Do outro lado da linha uma voz dizia: "senhora! não fique alarmada. Eu e um amigo encontrámos o seu filho caído na estrada ao lado da moto e desacordado. Socorrêmo-lo, voltou a si e parece não ter ferimentos. Vamos aguardar um pouco aqui com ele e verificar se fica em condições de ir para casa por seus próprios meios. Fique aguardando, pois ligaremos nòvamente se a situação não melhorar."
Perante um telefonema deste tipo e de acordo com que escrevi mais acima, existe motivo para ficar na dúvida sobre a veracidade. Primeiro porque é raro alguém parar numa estrada, de madrugada, para socorrer alguém vítima, talvez (?) de um acidente que não foi presenciado. Segundo que é "modus operandi" dos marginais esse tipo de comunicação e que terá outros desenvolvimentos a seguir.
Meia hora se passou e nòvamente o telefone tocou: "Senhora! o seu filho está muito confuso e não confiamos na sua capacidade de dirigir a moto para voltar para casa; está sem noção de como fazer e que rumo tomar. Fique tranquila que não o abandonaremos até que alguém da família chegue aqui".
Nesse mesmo instante, eu e minha mulher, partimos para o local indicado e não trocámos impressões sobre se poderia ser ou não ser verídico tudo aquilo. Simplesmente o fizémos com a única preocupação do real estado de saúde do nosso filho. Chegámos e certificámo-nos que tudo era verdade. Alguns momentos depois a polícia também surgiu e isso ainda nos deu maior tranquilidade, se é que possa usar o termo. Resumindo: o nosso filho passou pelo hospital para exames e está em casa relativamente bem.
Agora, pergunto a mim próprio: Devo continuar agindo como até então em relação ao que poderá ser ou não uma vítima real de acidente? Devo parar e ajudar? Continuarei receoso ou arriscar-me-ei a enfrentar a situação, seja ela qual fôr? No caso que relatei e que pessoalmente me envolveu, algo é indubitável: se aqueles dois amigos não tivessem parado para verificar o que aconteceu e prestar socorro, algum caminhão ou carro teria passado sobre o meu filho enquanto estivesse estendido, desacordado, naquela via.
Terei que mudar!

quarta-feira, novembro 07, 2007

LÍNGUA PORTUGUESA

ÁFRICA DEVERÁ USAR O PORTUGUÊS COMO SEGUNDO IDIOMA
A língua portuguesa deverá ser o segundo idioma na África por motivos políticos e econômicos até 2050, afirmou em Lisboa o lingüista e escritor David Graddol.Ao participar da reunião "Promoção da Língua Portuguesa no Mundo", realizado nesta segunda na Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (Flad), Graddol divulgou uma estimativa sobre a evolução de várias línguas maternas até 2050 e disse que o português terá um "crescimento rápido".
Além da língua portuguesa, o espanhol, o inglês, o chinês e o árabe também vão apresentar franco crescimento. David Graddol afirmou ainda que "o nível cultural ainda é importante" na promoção das línguas.
Falando também na reunião, o especialista em línguas Nicholas Ostler disse que existem atualmente 16,7 falantes de língua portuguesa no Brasil para cada português em Portugal. Nicholas Ostler disse ainda que o português está em sexto lugar na lista das línguas mais faladas por população. Desta forma, o português se coloca à frente do alemão, francês e japonês e atrás do espanhol e russo."Apesar destes números, o português não está bem colocado para competir como uma língua mundial de comunicação ampla.
Fora da Europa está desequilibrada, muito localizada nas Américas, com pequenas populações falantes em Angola, Moçambique e Goa e menor ainda no Timor Leste", afirmou o acadêmico britânico.
A reunião "Promoção da Língua Portuguesa no Mundo" foi promovida pela Flad para debater as vantagens para Portugal da promoção da língua e da cultura portuguesa.
Agência LUSA

terça-feira, novembro 06, 2007

VISÃO

“Assim, sob qualquer ângulo em que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, deixarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo.
Quem duvida disso não conhece a natureza humana.”
Mikhail Bacunin (1814-1876) Anarquista russo

domingo, novembro 04, 2007

VIOLÊNCIA URBANA

Sou do tempo em que se vivia com uma certa tranquilidade em qualquer lugar do Brasil, tendo em conta que a mesma era proporcional ao tamanho das cidades. Passava o ano de 1972.
O primeiro lugar onde vivi foi Rio Grande no extremo sul do país. Cidade portuária com grande movimentação de navios e agitadíssima movimentação nas cercanias de bares e boates que circundavam as docas. Mais tarde mudei-me para a capital do Estado, Porto Alegre, esta com um grande porto fluvial e, como todas as grandes cidades, cosmopolita e movimentada. Pulando entre mais alguns lugares, fixei-me definitivamente em Campinas no Estado de S. Paulo.
Não vou referenciar que um dos lugares seja mais violento que outro fóra da já referida proporcionalidade. Quero, sim, dar uma ideia das mudanças que se fôram notando nessa violência. Assim, dentro da tranquilidade que comecei por referir, convivia-se com o batedor de carteiras, com os trombadinhas e outros tipos de agressão.
Paulatinamente, a população começou a ficar menos tranquila mercê dos assaltos à mão armada, com a subtração de bens, humilhações e algumas agressões físicas. O acto de alguém nos apontar uma arma já nos inibia, se bem que houvesses algumas reacções esporádicas. Essas reacções começaram a ser evitadas a qualquer custo, pois sempre tinham um final dramático; o bandido apertaria o gatilho indubitàvelmente.
De alguma forma, todos nos íamos prevenindo para evitar, o quanto possível, essas situações desagradáveis e perigosas. Com o crescente descrédito nas autoridades de segurança pública, começámos a aprender e adoptar procedimentos de salvaguarda da vida. Os bens materias passaram a ter uma certa desvalorização em contraste com a crescente valorização do bem maior.
Hoje a situação está mudando radicalmente e aqui nesta cidade nota-se isso todos os dias. Os bandidos querem-nos tirar, além dos bens materiais, a nossa própria vida. Parece que fazem questão disso. O porquê, ninguém sabe ou entende.
Como na foto que uso para ilustrar esta minha crónica na postagem, é assim que quotidianamente ocorrem casos em Campinas e noutras cidades. Dois bandidos tiveram conhecimento que determinada pessoa fez um saque de dinheiro num Banco. Alguém no interior do estabelecimento os avisou através do telefone móvel. O motorista da moto pára na frente do carro da vítima num semáforo vermelho e o companheiro anuncía o assalto de arma em punho. A vítima entrega-lhe a caixa de papelão onde guardara o dinheiro, sem qualquer reacção e, em seguida, leva um tiro na cabeça.
Agora entrámos num bêco sem saída. Em diversas situações ocorrem abordagens com final idêntico e não é só quando saímos de um Banco. Assim, qualquer réstia de tranquilidade se dissipou. O velho grito não vale mais nada: "Oh da guarda!!!".

DEMOCRACIA EM PERIGO

------ Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão.
Os porcos vêm todos os dias comer o milho. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca mas só em um lado.
Quando eles se acostumam com a cerca, voltam a comer o milho e você coloca um outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a comer. Você continua desse jeito até colocar os quatro lados da cerca em volta deles com uma porta no último lado.
Os porcos, que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas, começam a vir sozinhos pela entrada. Você então fecha a porteira e captura o grupo todo. Assim, em segundos, os porcos perdem a sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro da cerca, mas já foram apanhados. Logo, voltam a comer o milho fácil e gratuito. Ficaram tão acostumados que esqueceram como procurar comida na floresta, e por isso aceitam a servidão. ------
MORAL DA HISTÓRIA
O milho gratuito na forma de programas de auxílio de renda, bolsas isso e aquilo, impostos diferenciados, estatutos de "proteção", cotas para estes e aqueles, subsídio para todo tipo de coisa, programas de "bem-estar social", medicina e medicamentos "gratuitos", novas leis, tudo ao custo da perda contínua das liberdades, migalha a migalha.
Atentemos a que "não existe esse negócio de almoço grátis" e que "não é possível alguém prestar um serviço mais barato do que seria se você mesmo o fizesse". Toda essa maravilhosa "ajuda" governamental é um problema que se opõe ao futuro da democracia.
Adaptação da história (Internet)

sábado, novembro 03, 2007

PROTESTO

TRAFICANTE - Fala aê mermão...
FILHO - Me arruma um pó de cinqüenta.
TRAFICANTE - Segura aê...
FILHO - Valeu.
TRAFICANTE - O pó tá acabando... mas amanhã a gente vai invadir o morro ali do lado. Vamú tomá as boca e ficá cus bagulho...
FILHO - Já é. Demorô.... invade mermo... domina geral...Se entrar na frente mete bala de "AK".
TRAFICANTE - Valeu, "preibóy"... É nois...
(no outro dia)...
MÃE - Bom dia meu filho... que cara é essa...!?
FILHO - Nada...
MÃE - Você está bem?
FILHO - Tô bem, pô!!! Que saco.... me deixa em paz...merda.
(a essa altura, o filho ainda drogado se tranca no quarto. A mãe preocupada bate da porta...)
MÃE - Meu filho... estou indo pro trabalho... deixei seu café pronto, um beijo, fique com Deus.
FILHO - Não enche... vai logo...
(a mãe pega o carro e se dirige ao trabalho, quando de repente em uma rua qualquer....)
TRAFICANTE - Paraê Tia... perdeu... perdeu...
TRAFICANTE - Sai... Sai... Sai...
(em desespero a pobre mulher tenta fugir e arranca com o carro. - uma rajada de tiros acontece...)
(em casa o telefone toca)
FILHO - Alô!
POLICIAL - Quem fala?
FILHO - Quer fala com quem?
POLICIAL- Aqui é o Tenente Alberto, eu poderia falar com algum parente da Sra Rita?
FILHO- Po...polícia!!!???
(o filho desliga o telefone sem ouvir o policial. Minutos depois ele sai de casa pra comprar mais pó. Logo a frente tem uma visão terrível...)
FILHO - Mãeeeeeeeeeeee !!! Não! Não!
FILHO - Como isso pode acontecer?
POLICIAL- Sinto muito, traficantes tentaram roubar o carro de sua mãe pra invadir um morro... eles a mataram.
FILHO - Mãeeeeee! Nãããããão....
Antes de "curtir" uma onda nova, Antes de dar um tequinho inocente, Antes de fumar um bagulinho natural, Antes de dar dinheiro ao tráfico para que eles comprem um arsenal e matem alguém que você realmente gosta, pare e faça algo que você não faz há muito tempo... Pense! Isso tudo que está acontecendo é culpa de imbecis que usam drogas e enche o bolso desses vagabundos de dinheiro. Vamos passar pra frente esse protesto!!! "quem compra drogas patrocina a violência."

BRASIL

NATAL EM TIMOR

A Guarda Nacional Republicana lança a campanha "Uma criança um sorriso em Timor", em âmbito nacional, onde recolhe brinquedos, roupa e livros para os distribuir no Natal às crianças timorenses, disse à Lusa fonte do Comando Geral.
A recolha dos bens vai ter lugar nos dias 6 e 7 e vai decorrer junto das escolas do segundo e terceiro ciclo em todo o território. A "família da Guarda" também se associa a este evento, já que "os filhos dos militares vão contribuir" com materiais didácticos para a campanha; explicou à agência Lusa o tenente Nogueira.
Os brinquedos e demais bens recolhidos são transportados para Timor pela transportadora DHL que se "associou à campanha sem qualquer custo", explicou o oficial. As crianças timorenses vão receber a contribuição nacional nos dias 24 e 25 de Dezembro, das mãos dos militares do sub-agrupamento Bravo, que prestam serviço naquele território. A recolha é promovida pela Guarda Nacional Republicana com o apoio de várias instituições e empresas, como a TMN e a Delta.
Agência LUSA

ALENTEJANOS (piada)

Tinha acabado de chegar ao Alentejo uma excursão de espanhóis. Ao ver um alentejano, o guia comunicou aos passageiros:
-Ahora me voy hablar con ese português... E foi ter com o alentejano:
- Hola, como te llamas?
- Toino...
- Yo también me llamo António! Cual és tu profesión?
- Sou músico...
- Yo también soy musico... Y que tocas?
- Toco trompete, e tu?
- Yo también toco trompete. Una vez fue a la Fiesta de Nuestra Señora de los Remédios y toqué tan bien, que a Señora bajó del andor y empezó a llorar.
E replicou o alentejano:
- E ê fui uma vez à Festa do Senhor dos Passos e toquei tan bem, tanbem, que o Senhor largou a cruz, agarrou-se a mim e disse-me:
-"Ah, g'anda Toino, tocaste melhor que o cabrão do espanhol que fez chorar a minha mãezinha!"

POVO DESPREZÍVEL

Assinado pelo polémico jornalista Tony Parsons, artigo publicado no tabloide britanico "Daily Mirror" cita uma entrevista do embaixador português ao diário "The Times" no passado sábado.
Nesta, o embaixador afirma que em Portugal "as famílias vivem todas juntas", razão pela qual, sugere, alguns portugueses terão criticado os McCann por terem deixado os seus filhos sozinhos a dormir num apartamento enquanto jantavam num restaurante próximo.
"Eles erraram, embaixador. As vidas deles foram destruídas. Isso é um castigo suficiente, sem os seus comentários estúpidos e desnecessários", escreve o articulista do Mirror, que aconselha que no futuro Santana Carlos "mantenha fechada a boca estúpida e trituradora de sardinhas".
A embaixada de Portugal em Londres já apresentou um protesto oficial. E naturalmente que nada mais há a fazer, por enquanto, nos trâmites oficiais que a diplomacia define. Todavia, os portugueses em geral terão que começar a tratar os cidadãos britânicos do jeito que eles merecem. Afinal, eles sempre fôram arrogantes, racistas, criminosos, bandidos, desprezíveis; e mais um monte de adjectivos do mesmo calibre eu poderia aqui enunciar, pois que seriam perfeitamente ajustáveis a essa corja.
Já há tempos atrás aqui escrevi uma crónica abordando tema parecido no protesto e indignação. Esse povo é detestável em quase todo o Mundo. De Gaule tinha carradas de razão quando dizia que a Gran Bretanha não pertencia à Europa e com a mesma não tinha afinidade. Por isso sempre foi contra a sua integração no então Mercado Comum Europeu. Digo eu e dirão muitos, que continúa a não ser interessante a sua permanência na U.E..
Entristeço-me quando o meu País mantém Alianças históricas com eles, pois as mesmas jamais funcionaram quando deles precisámos.
Jamais me esquecerei de um quadro patético em águas territoriais portuguesas, na costa da então Provìncia Ultramarina de Moçambique.
Eu fazia parte de um contingente de tropas que fôra rendido em Timor e, a bordo de um navio de passageiros português, com bandeira e flâmula, regressávamos a Lisboa. O governo de Sua Majestade havia imposto um bloqueio total à então denominada Rodésia. Assim, nas nossas águas o nosso navio foi cercado por fragatas inglesas e revistado, para só depois poder atracar no porto da Beira. Foi uma grande humilhação! Oficialmente o meu país nunca protestou ou fez alguma coisa para impedir essa e outras acções. Mas eu o faço por conta própria, nunca desprezando uma oportunidade para deles falar mal.

quinta-feira, novembro 01, 2007

COPA 2014

Faltam 7 anos. À primeira vista é um espaço de tempo suficiente para se programar e executar um projecto para sediar uma Copa do Mundo. Sempre assim foi facultado a cada um dos países organizadores do evento e com total sucesso.
O Brasil não vai ter essa capacidade e isso parece um grande paradoxo. Afinal, um país em que a sua maior paixão é o futebol, acima de todas as coisas, não vai conseguir organizar e executar essa tarefa? Não!
Sou céptico a respeito do assunto e assumo pùblicamente. Outros muito mais esclarecidos que eu, certamente seguem a minha linha de pensamento mas não se manifestam. É uma escolha deles...
As perliminares até à reunião em Zurique constituiram-se numa maquiagem complecta e só eles, a enorme comitiva de ilustres, teríam, como tiveram, a grande cara -de- pau para encenar o espectáculo ridículo.
As disputas já começaram e, certamente, já há dinheiro escoando pelo ralo que vai ser captado pelos garimpeiros de plantão que são mestres na arte e no ofício. A certa altura a correnteza será estancada, assumido o prejuizo e o grito de ordem se ouvirá: Basta! que assuma o suplente!
Sempre tive a esperança de assistir no terreno a pelo menos um jogo de futebol de copa do mundo. Não vai ser em 2010 ou 2014 e 2018 já será muito tarde para mim, infelizmente.

ESCÂNDALOS LEITEIROS

Há muitos, muitos anos eu não bebo leite. E parece-me que a partir de uma certa idade não se verificam mais os benefícios de quando somos criança, principalmente, ou jóvem. É sabido que muitas outras pessoas não são como eu e isso é natural. Assim, o leite é um alimento de altíssimo consumo para a maioria.
Exactamente devido ao alto consumo e até certa altura ser um bem de primeira necessidade para o corpo, saúde ou desenvolvimento, esse produto deveria ser objecto de rigorosa fiscalização sanitária. NÃO É!
Entre os escândalos que todos os dias o Brasil nos desvenda, agora veio mais este: grandes empresas do sector leiteiro estavam adicionando água oxigenada e soda cáustica, entre outros elementos, ao leite. E, segundo consta, a prática já vem de longe. Tudo saía das usinas com o "carimbo" de aprovação da fiscalização oficial...
No Brasil falsifica-se e adultera-se tudo; alimentos, medicamentos, combustíveis, etc., etc., etc.. e, ao fim e ao cabo, o que acontece? NADA! Impunidade geral. Eles, os grandes, envolvem-se em escândalos, um atrás do outro. Enriquecem cada vez mais e o escárnio é visível perante um povo incrédulo e impotente.
Derivado do leite, o queijo, também entrou nesse samba do crioulo louco... Pois uma outra empresa facturava milhões com uma simples operação: outras empresas, principalmente de distribuição, vendiam a esta, por preços baixíssimos, o produto estragado, com fungos ou fóra do prazo de validade para consumo. Era tudo reaproveitado, maquiado e colocado nòvamente à venda em embalagens com o mesmo carimbo da inspeção sanitária do Governo.
De queijo eu gosto e muito; aprecio todos os tipos. Todas as semanas compro algumas unidades de um produtor artesanal que vem do Estado de Minas Gerais. Não se sujeita a qualquer tipo de inspecção... Vende toda a produção! É de primeiríssima qualidade e muitos compradores, como eu, conhecem todo o processo de fabrico. O coitado frequentemente é alvo de fiscalização nas estradas por onde transíta, sujeitando-se a multas e apreensão da mercadoria. SÓ ELE...

FRASE DA SEMANA

E eu, que estava quase morrendo, pensando que era por causa da cachaça... Era o leite !!!

terça-feira, outubro 30, 2007

O RETÔRNO...

S ............alazar
O ...........utrora
C ..................aíu
R ......egressou
A .............. gora
T ......ravestido
E ...................m
S ........ ocialista

segunda-feira, outubro 29, 2007

BENEDICTUS

Bendito ou maldito!? Com todo o respeito, mas a pergunta não pode escapar.
Actos polémicos em sequência tem sido a característica deste pontificado. Ratzinger tem dentro dele aquele bichinho que o deixa irrequieto e, assim, em boa linguagem popular só tenho a dizer que é uma "cagada atrás da outra"...
A beatificação dos 498 mortos na guerra civil espanhola, todos colaboradores do generalíssimo (...) foi um grande pecado. Apesar de ser a Espanha o maior país católico da Europa, esse acto não tem a aprovação da maioria da sua população. Temos aí o "Tribunal da Santa Inquisição" reabrindo feridas ainda em processo de cicatrização.

segunda-feira, outubro 22, 2007

REGRESSO A CASA

A Liga dos Combatentes (Portugal) e o Governo da Guiné Bissau assinaram um acordo que vai permitir a trasladação dos restos mortais de três pára-quedistas portugueses mortos na guerra naquele território em 1973.
Os homens foram sepultados num cemitério militar, sem condições. Há vários anos que as famílias pediam autorização para trasladar os corpos. O acordo chegou entre os dois países no Dia Nacional do Combatente.
A demora explica-se com guerras, com razões diplomáticas que ainda agora se ultimam para que em Novembro, data prevista, os corpos dos três caçadores pára-quedistas regressem a Portugal. Estão sepultados num cemitério militar provisório. O novo acordo assinado pretende alterar a situação e preservar memórias.
Fora do território português existem registos de 6 mil militares em iguais circunstâncias. Mais de metade em Angola, Guiné e Moçambique. Homens cuja memória foi lembrada nas cerimónias do Dia do Combatente.
In TVI-Televisão (Portugal)
Muitos anos já se passaram e, finalmente, abre-se uma luz para se começar a resolver este que é um grande drama para muitas famílias portuguesas. Só se lamenta o desinteresse de vários governos de Portugal em se empenharem na solução deste grande problema e presta-se homenagem à Liga dos Combatentes que chamou a si a empreitada de alma e coração. Fica viva a esperança que muitos outros nossos camaradas voltem ao seu torrão natal, o máximo possível deles, pois que todos será inviável devido a outros factores.

domingo, outubro 21, 2007

EM DEFESA DOS ANIMAIS

Em Campinas existe uma lei que não permite o uso de animais em shows.
Portanto não há rodeios e nem circos com animais ou coisa parecida.
Lute para que em sua cidade isso também não aconteça.
Peça leis impedindo isso.
Esses shows são feitos para enriquecer alguns e judiar dos animais.

ERRO CRASSO

Oh! Senhor Governador! Que grande mancada! Eu vi e todos viram.
Na entrega dos troféus aos vencedores do Grande Prémio de São Paulo de Fórmula I, mesmo anunciado que foi nos altifalantes do autódromo o nome do basileiro Filipe Massa, ele se encaminhou para o espanhol Alonso e este, diplomàticamente, indicou-lhe o companheiro.
Vai perder votos por causa disto e da sua postura gélida no pódium. A conferir!

sábado, outubro 20, 2007

TRATADO DE LISBOA

Hoje, na madrugada, nasceu o novo Tratado de Lisboa.
Dentro do período em que Portugal exerce a rotativa Presidência da União Européia, o Primeiro Ministro português José Sócrates, então Presidente do Conselho Europeu, disse ao anunciar o acordo sobre o novo Tratado Europeu: “É uma vitória da Europa!”.
Substitui-se, assim, a Constituição Européia que nunca vingou e passa a ser o começo da solução (?) da mais enraizada das crises do bloco.
“Porreiro pá”, numa tradução livre para “legal meu” ou “porreta mano” de entre uma diversidade de termos equivalentes no mundo lusíada, foram as palavras sussurradas por Sócrates a Durão Barroso, este também português e actual presidente da Comissão Européia, quando do abraço trocado por ambos...
Particularmente sempre fui a favor da integração de Portugal na União Européia e tenho a opinião de que o país mais benefícios teve que perdas. Verificou-se ao longo dos anos um desenvolvimento acentuado. É verdade, também, que muitos erros se cometeram e continuam a ser cometidos pelos nossos anteriores e actuais governantes, o que impediu que estivéssemos num patamar bem mais elevado. Desta feita teremos que abrir mão de algum poder, a exemplo do que ocorrerá com outros países de importância equivalente à nossa mas, como se costuma dizer, “faz parte...”.
Para os mais bairristas ou nacionalistas, como queiram, sempre será um afago no seu ego ouvir-se ou ler-se “Tratado de Lisboa” mesmo que muitos não saibam ou nunca venham a saber do que se trata...