domingo, março 16, 2008

TIBETE LIVRE

A "Revolução dos Cravos", lá na minha terrinha, parece ter sido a única em que não houve derramamento de sangue na conquista de uma liberdade por tantos anos sonhada. Mas, também não foi bem assim, pois teremos que contabilizar todos os sacrifícios anteriores que foram muitos.
Infelizmente a liberdade não se conquista sem luta, seja onde fôr, e independentemente do tamanho e força do algoz. Todas a iniciativas pacíficas, como a presente, são válidas e constituem uma inquestionável oportunidade. O dragão também tem vulnerabilidades.

sábado, março 15, 2008

FLORBELA ESPANCA

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesse toda nos teus braços
Quando me lembra:
esse sabor que tinha ... A tua boca...
o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...

Quando os olhos
se me cerram de desejo...
E os meus braços
se estendem
para ti...

sexta-feira, março 14, 2008

ALENTEJANOS

Três amigos alentejanos decidiram disputar entre si as suas qualidades.
Dizia o 1º alentejano:- Ê so tã preguiçoso que no outro dia, vi uns maços de notas no chão, enão os apanhê p'rá nã ter que m'agachari.
Prossegue um outro:-Isso nã é nada. A minha vizinha super-sexy tocou-me àporta, a convidar-mepara ir passar a noite à casa dela e eu recusei p'ra nã ter que atravessar arua.
E o terceiro:- Pois o mê caso foi piori. No domingo fui ao cenema e passei o filme todo achorari.
- Só isso? - Comentaram os outros.
- É que ao sentar-me, entalê os tomates e nã estive p'ra me levantari!

HONESTIDADE

CARTAZ

ESCOLHAS DA VIDA

- Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas.
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência - diz o mestre.
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas.

quinta-feira, março 13, 2008

REPÓRTERES DE CAMPO

É ou não é um absurdo aquelas entrevistas que jogadores dão aos repórteres que os assediam nos intervalos ou finais de jogos de futebol? Não que eu seja contra as entrevistas em si, pois concordo que a curiosidade dos adeptos e admiradores deverá ser satisfeita. O grande problema e a fonte da discórdia são os momentos escolhidos para isso.
Aqui temos jogos pràticamente a cada três dias e, só por isso, tudo o que se passa é repetitivo e chato. Para mim, pelo menos. Independentemente disso, pois a minha opinião pessoal pouco interessa, atentemos às entrevistas em si.
O indivíduo correu todo o tempo atrás da bola e quando o juiz dá o apito final ele direciona-se aos vestiários "deitando os bofes pela boca". Exactamente nesse momento os repórteres colocam-lhe os microfones na cara, literalmente, para lhe sacar as respostas às suas perguntas ou a confirmação das afirmações destes. O tipo fala ou tenta falar com a maior das dificuldades entre um e outro estágio da respiração...
Essa é uma das coisas a serem mudadas. Se já existem as entrevistas colectivas dadas pelos técnicos e eventualmente por um ou outro atleta que esteja junto deles, porque não aguardar simplesmente esse momento?

O PARAÍSO É AQUI...

Se vivesse no Brasil e ocupasse um cargo público, Eliot Spitzer poderia dedicar-se a tudo o que se dedica em New York, principalmente no que tange a "putaria" e jamais seria molestado por isso. Antes, seria idolatrado como o machão da hora e eleito para qualquer cargo a que se candidatasse no futuro e as suas putas seriam assediadas para pousar nuas nas revistas do género. Vem para cá, meu chapa!

FRONTEIRAS DA LIBERDADE

Sempre tive preferência em gozar férias no final do Verão; Setembro em Portugal e Fevereiro no Brasil. Era mais fácil marcá-las para essa época, pois a maioria abespinhava-se para escolher os períodos de alta estação, enquanto eu podia fazê-lo com tranqüilidade e sempre com a certeza da satisfação dos meus desejos.
Chegava o tão esperado dia e a minha mochila já estava pronta com tudo o que entendia ser o indispensável. Dinheiro nunca era muito; algumas vezes, não o suficiente para acompanhar a amplitude da programação, esta nem sempre cumprida ao pé da letra pois que, repentinamente um outro rumo era seguido.
Pé na estrada. Parando um pouco aqui e ali para descansar. Tanto na caminhada como nos momentos de pausa, o dedão da mão direita de imediato se erguia para pedir boleia (carona) quando da aproximação de um carro ou caminhão. Nem tanto pelo preço de uma passagem que até poderia ser irrisório e sujeito a demorar o dobro ou o triplo do tempo para chegar ao destino, a verdade é que eu adorava deslocar-me dessa maneira --- “sem lenço e sem documento” revestido de total liberdade.
Um cacho de uvas colhido naquela vinha beirando a estrada e o matar da sede mergulhando a cabeça no caldeiro de um poço adiava por mais algumas horas uma refeição normal. Muitas vezes dormi ao relento ou num daqueles celeiros de palha de trigo quando de mim se apoderava o cansaço e resolvia continuar no dia seguinte.
Finalmente chegava ao final da primeira etapa e, como em todos os pontos de destino, sempre procurava uma área livre de campismo para armar a minha barraca. Só em última instância me instalava num parque oficial... De qualquer modo, a segurança era total. Sendo um lugar que visitava pela primeira vez, a primeira tarefa era reconhecer o terreno e inteirar-me sobre tudo com o que poderia contar para satisfação das necessidades básicas da minha permanência.
Dois ou três dias passados, arrumação da tralha e começo da caminhada para o destino seguinte que tanto poderia ser uma praia, uma montanha ou até mesmo um centro histórico interessante. Novas amizades sempre se faziam, mas nem sempre constituíam motivo para me fixar neste ou naquele lugar. E assim decorria o período de trinta dias das minhas férias.
Tentando montar um cenário semelhante para os dias atuais, levando em conta que as caminhadas nas estradas e as caronas são coisas ultrapassadas tanto pela insegurança como por um espaço mais global, é impossível imaginar que aquele jóvem de antanho não seja barrado na primeira fronteira em que apresentar o seu passaporte...

domingo, março 09, 2008

EVOLUÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA

Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar "afro-americanos" aos negros, com vista a acabar com as raças por via gramatical -- isto tem sido um fartote pegado! As criadas dos anos 70 passaram a "empregadas" e preparam-se agora para receber menção de "auxiliares de apoio doméstico". De igual modo, extinguiram-se nas escolas os "contínuos "passaram todos a "auxiliares da acção educativa". Os vendedores de medicamentos, inchados de prosápia, tratam-se de "delegados de informação médica". E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em "técnicos de vendas". O aborto eufemizou-se em "interrupção voluntária da gravidez".Os gangues étnicos são "grupos de jovens" ; os operários fizeram-se de repente "colaboradores"; e as fábricas, essas, vistas de dentro são "unidades produtivas"e vistas da estranja são "centros de decisão nacionais". O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à "iliteracia" galopante. Desapareceram outrossim dos comboios as classes 1.ª e 2.ª, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes "Conforto" e "Turística".
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante. Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um "comportamento disfuncional hiperactivo". Do mesmo modo, e para felicidade dos "encarregados de educação" , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, "crianças de desenvolvimento instável". Ainda há cegos, infelizmente, como nota na sua crónica o Eurico. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado "invisual" (o termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos -- mas o "politicamente correcto" marimba-se para as regras gramaticais...). Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em "implementações", "posturas pró-activas", "políticas fracturantes" e outros barbarismos da linguagem. E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico. Já agora, as putas passaram a ser "senhoras de alterne".
ESTAMOS LIXADOS COM ESTE "NOVO PORTUGUÊS"; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress; já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma "POLíTICAMENTE CORRECTO".
In Internet

TOURADAS EM MADRID

TOURADAS EM MADRID
(Alberto Ribeiro e João de Barro)
Eu fui as touradas em Madri
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum
E quase não volto mais aqui
Para ver Peri beijar Ceci
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum
Eu conheci uma espanhola natural da Catalunha
Queria que eu tocasse castanhola
E pegasse o touro à unha
Caramba, caracoles, sou do samba
Não me amoles
Pro Brasil eu vou fugir
Que é isso é conversa mole para boi dormir
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum
Carmélia Alves cantava esta canção como ninguém e lembro-me dela, dos meus tempos de infância e juventude. Lembro-me, também, daquele dia em que, no Maracanã, jogaram o Brasil e a Espanha. O Brasil ganhou o jogo e durante o decorrer do mesmo abriram-se os altifalantes do estádio ouvindo-se essa música. Os espanhois consideraram isso uma afronta e quase se gerou uma crise diplomática...
A "Telefonica", uma das maiores empresas da Espanha, entrou no campo das telecomunicações, no Brasil, de um modo a que geralmente denominamos por aqui como "mamata". Foi uma das maiores aberrações do anterior governo de FHC. Os espanhois entraram aqui sem grandes custos e riscos no investimento, pois o governo brasileiro financiou quase tudo. Jamais fez isso comigo ou com outros pequenos empresários como eu...
Represálias nas nossas fronteiras, uma reciprocidade em relação ao que os espanhois fazem com os brasileiros, não é de bom tom. Isso sempre acaba pos estourar no mais fraco em ambos os lados. Eu sugeria que se cotucassem os espanhois no lugar onde doi mais: o capital! Bastaria que se iniciasse uma grande campanha popular para que fôsse abolida a taxa obrigatória (10% do salário mínimo brasileiro) que todos nós pagamos por serviços não prestados e pagar tão sòmente o serviço que usufruimos. Na Espanha a empresa não cobra isso; porque razão cobra aqui?
Nessas manifestações populares protestaríamos ao som da música de "Touradas em Madrid"...

BRASILEIROS EM PORTUGAL

Durante a sua estadia no Brasil, o Presidente Cavaco Silva revelou que falou com o Presidente Lula sobre emigração, mas a preocupação brasileira “não se situava em Portugal, centrava- -se noutro país da União Europeia [a Espanha]. Ainda salientou que os problemas da emigração foram substancialmente resolvidos em 2005 e hoje os cerca de 70 mil emigrantes brasileiros em Portugal “enviam para aqui mensagens animadoras”. Por isso, disse “não recear qualquer tensão futura devido ao número crescente de brasileiros em Portugal”.
Na verdade, o número não é tão crescente como à primeira vista se leva a entender, pois a situação por lá não está muito convidativa... Porém, e isso é o que interessa mais, apesar de termos a obrigação de zelar pelos interesses da EU no que tange à adoção do estipulado na política de imigração, não agimos como os “nuestros hermanos” carrascos e xenófabos. Nem poderia ser de outra maneira.

ENTREGA NO DOMICÍLIO

sábado, março 08, 2008

PRIORIDADES

Fase preliminar de mais um jogo de futebol. Este a que me refiro coloca frente a frente Marília e Ponte Preta. Local: Marília a oeste do Estado de São Paulo. Como em todas as preliminares, as equipes entram no campo e os atletas se movimentam em exercícios de aquecimento. É um dos momentos em que os repórteres procuram entrevistar um ou outro, principalmente aqueles que trabalham para o rádio. Numa dessas abordagens o repórter de uma rádio de Campinas, cidade do time da Ponte Preta, entrevista um jogador do Marília e, a certa altura, pergunta-lhe: "é verdade que você vai casar hoje, após o jogo?" "Sim!" respondeu o entrevistado.
Nem o repórter, nem o jogador entraram em mais detalhes a respeito do inusitado e nem seria oportuno... As considerações ficam para quem analisa, porém, sem entrar na intimidade. E a primeira análise se prende à dedução de que a situação do clube deve estar muito precária. O casamento é um dos eventos mais importantes na vida de cada um de nós e, naturalmente, deverá ser programado com antecedência e a data encaixada convenientemente na agenda.
Um grande craque ou um grande time jamais vivenciariam uma situação destas, até pelas várias alternativas oferecidas. Todavia, este caso expõe a real situação dos pequenos clubes, aqueles que se arrastam com grandes problemas financeiros e estruturais, insistindo em se manter em actividade quando tudo direcciona no encerramento das portas. É um verdadeiro mundo cão.

quarta-feira, março 05, 2008

CARTA A DEUS

Um rapazinho de 8 anos queria ganhar 100 euros e rezou durante duas semanas a Deus. Como nada acontecia, ele resolveu mandar uma carta para o Todo-Poderoso como seu pedido. Os CTT receberam uma carta endereçada para "Deus-Portugal" e resolveram entregá-la ao Primeiro Ministro.
O Ministro José Socrates ficou muito comovido com o pedido e resolveu mandar uma nota de 10 euros para o garotinho, pois achou que 100 euros era muito dinheiro para uma criança tão pequena.
O rapazinho recebeu os 10 euros e imediatamente se sentou para escrever uma carta de agradecimento:-"Querido Deus: Muito obrigado por me mandar o dinheiro que eu pedi. Contudo, notei que por alguma razão, o Senhor mandou-o através do Ministro José Socrates e, como sempre, aquele filho da p... ficou com 90% do que era meu!"

CÔRES DO ALENTEJO

Rodeada pelos saramagos, Sua Majestade a Papoila

terça-feira, março 04, 2008

ENTENDENDO OS HOMENS

Entendendo definitivamente os homens. Uma visão real.
Foi lendo um monte de besteiras, que as mulheres escrevem em livros sobre o 'universo masculino', que resolvi escrever esse e-mail. Não tenho objetivo de 'revelar' os segredos dos homens mas, amigos, me desculpem. Não se trata de quebrar nosso código de ética. Isso vai ajudar as mulheres a entenderem os homens e, enfim, pararem de tentar nos mudar com métodos ineficazes.Vou começar de sola. Se não estiver preparada nem continue a ler. E digo com segurança: o que escrevo aqui se aplica a 99,9% dos homens brasileiros (sem medo de errar).
1º - Não existe homem fiel. Vc já pode ter ouvido isso algumas vezes, mas afirmo com propriedade. Não é desabafo. É palavra de homem que conhece muitos homens e que conhecem, por sua vez, muitos homens. Nenhum homem é fiel, mas pode estar fiel (ou porque está apaixonado, (algo que não dura muito tempo -- no máximoalguns meses -- nem se iluda) ou porque está cercado por todos os lados (veremos adiante que não adianta cercá-lo. (Isso vai se voltar contra vc). A única exceção é o crente extremamente convicto... Se vc quer um homem que seja fiel, procure um crente daqueles bitolados, mas agüente as outras conseqüências.
2º - Não desanime. O homem é capaz de te trair e de te amar ao mesmo tempo. A traição do homem é hormonal, efêmera, para satisfazer a lascívia. Não é como a da mulher. Mulher tem que admirar para trair; ter algum envolvimento. O homem só precisa de uma bunda. A mulher precisa de um motivo para trair, o homem precisa de uma mulher.
3º - Não fique desencantada com a vida por isso. A traição tem seu lado positivo. Até digo, é um mal necessário. O cara que fica cercado, sem trair é infeliz no casamento, seu desempenho sexual diminui (isso mesmo, o desempenho com a esposa diminui), ele fica mal da cabeça. Entenda de uma vez por todas: homens e mulheres são diferentes. Se quiser alguém que pense como vc, vire lésbica (várias já fizeram isso e deu certo), ou case com um viado enrustido que precisa de uma mulher para se enquadrar no modelo social. Todo ser humano busca a felicidade, a realização... E a realização nada mais é do que a sensação de prazer (isso é química, tá tudo no cérebro). A mulher se realiza satisfazendo o desejo maternal, com a segurança de ter uma família estruturada e saudável, com um bom homem ao lado que a proteja e lhe dê carinho. O homem é mais voltado para a profissão e para a realização pessoal e a realização pessoal dele vêm de diversas formas: pode vir com o sentimento de paternidade, com uma família estruturada, etc., mas nunca vai vir se não puder acesso a outras fêmeas e se não puder ter relativo sucesso na profissão. Se vc cercar seu homem (tipo mulher que é sócia do marido na empresa; o cara não dá um passo no dia-a-dia (sem ela), vc vai sufocá-lo de tal forma que ele pode até não ter espaço para lhe trair, mas ou seu casamento vai durar pouco, ele vai ser gordo (vai buscar a fuga na comida) e vai ser pobre porque não vai ter a cabeça tranqüila para se desenvolver profissionalmente. Vai ser um cara sem ambição e sem futuro.
4º - Não tente mudar para seu homem ser fiel. Não adianta. Silicone, curso de dança sensual, se vestir de enfermeira, etc... nada disso vai adiantar. É lógico que quanto mais largada vc for, menor a vontade do homem de ficar com vc e maior as chances do divórcio. Se ser perfeita adiantasse Julia Roberts não tinha casado três vezes. Até Gisele Bunchen foi largada por Di Caprio, não é vc que vai ser diferente; mas é bom não desanimar e sempre dar aquela malhadinha... O segredo é dar espaço para o homem viajar nos seus desejos (na maioria das vezes, quando ele não está sufocado pela mulher ele nem chega a trair, fica só nas paqueras, troca de olhares). Finja que não sabe que ele dá umas pegadas por fora. Isso é o segredo para um bom casamento. Deixe ele se distrair, todos precisam de lazer.
5º - Se vc busca o homem perfeito, pode continuar vendo novela das seis. Eles não existem nesse conceito que vc imagina. Os homens perfeitos de hoje são aqueles bem desenvolvidos profissionalmente, que traem esporadicamente (uma vez a cada dois meses, por exemplo), mas que respeitam a mulher, ou seja, não gastam o dinheiro da família com amantes, não constituem outra família, não traem muitas vezes, não mantêm relações várias vezes com a mesma mulher(para não criar vínculos) e, sobretudo, são muuuuuito discretos: não deixam a esposa e nem ninguém da sua relação, como amigas, familiares, etc saberem. Só, e somente só, um amigo ou outro DELE deve saber; faz parte do prazer do homem contar vantagem sexual. Pegar e não falar para os amigos é pior do que não pegar. As traições do homem perfeito geralmente são numa escapolida numa boite, ou com uma garota de programa (usando camisinha e sem fazer sexo oral nela), ou mesmo com uma mulher casada de passagem por sua cidade. O homem perfeito nunca trai com mulheres solteiras. Elas são causadoras de problemas. Isso remete ao próximo tópico.
6º - ESSE TÓPICO NÃO É PARA AS ESPOSAS- É PARA AS SOLTEIRAS OU AMANTES: Esqueçam de uma vez por todas esse negócio de homem não gosta de mulher fácil. Homem adora mulher fácil. Se der de prima, então, é o máximo. Todo homem sabe que não existe mulher santa. Se ela está se fazendo de difícil ele parte para outra. A demanda é muito maior do que a procura. O mercado ta cheio de mulher gostosa. O que homem não gosta é de mulher que liga no dia seguinte. Isso não é ser fácil, é ser problemática (mulher problema). Ou, como se diz na gíria, é pepino puro. O fato de vc não ligar para o homem e ele gostar de vc não quer dizer que foi por vc se fazer de difícil, mas sim por vc não representar ameaça para ele. Ele vai ficar com tanta simpatia por vc que vc pode até conseguir fisgá-lo e roubá-lo da mulher. Ele vai começar a se envolver sem perceber. Vai começar ELE a te procurar. Se ele não te procurar era porque ele só queria aquilo mesmo. Parta para outro e deixe esse de stand by. Não vá se vingar, vc só piora a situação e não lucra nada com isso. Não se sinta usada, vc também fez uso do corpo dele - faz parte do jogo;guarde como um momento bom de sua vida.
7º - 90% dos homens não querem nada sério. Os 10% restantes estão momentaneamente cansados da vida de balada ou estão ficando com má fama por não estarem casados ou enamorados; por isso procuram casamento. Portanto, são máximas as chances do homem mentir em quase tudo que tefala no primeiro encontro (ele só quer te comer, sempre). Não seja idiota, aproveite o momento, finja que acredita que ele está apaixonado e dê logo para ele (e corra o risco de fisgá-lo) ou então nem saia com ele. Fazer cú doce só agrava a situação, estamos em 2007 e não em 1957. Esqueça os conselhos da sua avó, os tempos são outros.
8º - Para ser uma boa esposa e para ter um casamento pelo resto da vida façao seguinte: Tente achar o homem perfeito do 5º item, dê espaço para ele. Não o sufoque. Ele precisa de um tempo para sua satisfação. Seja uma boa esposa, mantenha-se bonita, malhe, tenha uma profissão (não seja dona decasa), seja independente e mantenha o clima legal em casa. Nada de sufocos, de "conversar sobre a relação", de ficar mexendo no celular dele, de ficar apertando o cerco, etc... Vc pode até criar "muros" para ele, mas crie muros invisíveis e não muito altos. Se ele perceber ou ficar sem saída, vai se sentir ameaçado e o casamento vai começar a ruir. A última dica:
9º - Se vc está revoltada por este e-mail, aqui vai um conselho: vá tomar uma água e volte para ler com o espírito desarmado. Se se revoltar quanto ao que está escrito não vai resolver nada em sua vida. Acreditar que o que está aqui é mentira ou exagero pode ser uma boa técnica (iludir-se faz parte da vida, se vc é dessas, boa sorte!). Mas tudo é a pura verdade. Seu marido/noivo/ namorado te ama, tenha certeza, senão não estaria com vc, mas trair é como um remédio; um lubrificante para o motor do carro. Isso é científico... O homem que vc deve buscar para ser feliz é o homem perfeito do item 5º. Diferente disso ou é crente ou viado ou tem algum trauma (e na maioria dos casos vão ser pobres). O que vc procura pode ser impossível de achar, então, procure algo que vc pode achar e seja feliz ao invés de passar a vida inteira procurando algo indefectível que vc nunca vai encontrar. Espero ter ajudado em alguma coisa. Agora, depois de tudo isso dito, cadê a coragem de mandar este e-mail para minha mulher?...
Autor desconhecido

BOMBA!

Notícia de última hora fala sobre denúncia, por parte de um Senador da República, que o Brasil estaria fornecendo armamento à Venezuela aravés de 3 vôos de aviões da TAM, um dos quais já executado.
O Presidente Lula cancelou, de imediato, alguns compromissos que estava cumprindo aqui na minha região.
A ser verdade, isso é muito grave e deita por terra tudo o que se tem dito a respeito de uma mediação no actual conflito sul americano por parte do Brasil. Aguardemos o desenrolar dos acontecimentos...

segunda-feira, março 03, 2008

CHAPÉU DE MALANDRO

Relato de um juiz federal que foi preso pela PM/RJ, no tradicional bairro da Lapa, durante o Carnaval.
O Juiz, a Polícia e o Malandro.
Segunda-feira de carnaval, saio de casa perto das 22:00 horas para encontrar a namorada na porta do Circo Voador, na Lapa. Lá chegando, saio do táxi falando ao celular para encontrá-la. Mas não é só. Além de tênis, bermuda e camisa, usava um chapéu, desses vendidos em todos os cantos da cidade a R$ 5,00. Presente da namorada. Coisa de mulher.Então, atravesso a rua e quase sou atropelado por um camburão com luzes e lanternas apagadas com a inscrição CORE no carro. No mesmo momento o motorista grita ''Ô malandro'' e eu, assustado, dou um pulo para a calçada, peço desculpas e viro as costas, continuando ao celular e andando, já na calçada. Ai, percebo que a viatura andava ao meu lado, com três policiais de preto, ao que escuto, em alto e bom som: ''Saia da rua, seu malandro e bêbado''. Nesse momento, pensei: Isto não é jeito de tratar as pessoas na rua e respondi: ''Não sou bêbado nem malandro; se vocês não estiverem em operação, está errado andarem com essa viatura preta e apagada, pois quase me atropelaram e vão acabar atropelando alguém!'' Oportunidade em que os homens de preto descem da viatura dizendo: ''Ô malandro, tu é abusado, tá preso''. Ato contínuo, diante da voz de prisão, estendo os dois braços para ser algemado. Pergunto ao mais novo dos três, que estava completamente alterado: ''Qual o Motivo da prisão?'' Resposta: ''Desacato''. Pergunto novamente: ''O que os senhores entendem como desacato?'' Resposta: ''Até a DP a gente inventa, se a gente te levar pra lá''.
Neste exato momento, percebendo a gravidade da situação, disse: Estou me identificando Como juiz federal e minha identificação funcional está dentro da minha carteira, no bolso da bermuda. Imediatamente o policial novinho, que se identificou como André e na DP disse se chamar Cristiano meteu a mão no meu bolso, pegou a minha carteira e a colocou em um dos bolsos de sua farda preta. Então o impensável aconteceu! Disseram: ''Juiz Federal é o c..., tu é malandro e vai para a caçapa do camburão.''
Fui atirado na mala do camburão como bandido, algemado, porém, com o celular no bolso e os três policiais do CORE da Policia Civil do Estado do Rio de Janeiro, dizendo que no máximo eu deveria ser ''juiz arbitral ou de futebol''. Temendo pela vida, por incrível que pareça me veio aquela frase de Dante, da sua obra ''Divina Comédia'': ''Abandonai toda a esperança, vóis que entrais aqui''
Então, sem perder as esperanças, peguei o celular do bolso mesmo algemado e liguei para a assessoria de segurança da Justiça Federal informando a situação, bem baixinho, e que não sabia se seria levado para DP, pedindo para acionar a PM e localizar a viatura do CORE que Estava circulando pela Lapa comigo jogado algemado na mala.Após a ligação, disse-lhes uma única coisa, ainda na viatura. ''Vocês estão cometendo crime'', ao que escutei dos três, aos risos: ''juiz federal andando com esse chapéu igual a malandro. Até parece. Se você for mesmo juiz, a gente vai chamar a imprensa, pois juiz não pode andar como malandro.''Na delegacia, as gracinhas dos policiais continuaram: ''Olha o chapéu do malandro''. Então eu disse, já me sentindo em segurança: ''Vocês querem que eu tire o chapéu e vista terno e gravata?'' O fato é que já na presença do delegado as algemas foram retiradas e, vinte minutos depois, um dos policiais de preto vem ao meu encontro e me pede: ''Excelência, desculpas, nos agimos mal, podemos deixar por isso mesmo?'' Respondi:
- ''Primeiro. Não me chame de Excelência, pois até há pouco vocês me chamavam de malandro.
- Segundo. Não, não pode ficar por isso mesmo. Como é que vocês tratam assim as pessoas na rua, como se fossem bandidos.
- Terceiro. Vocês três não honram a farda que estão vestindo.
- Quarto. Desde a abordagem policial agi apenas como cidadão, no que fui desrespeitado e, depois de ter me identificado como juiz federal, fui mais ainda, logo, um crime de abuso de autoridade seguido de outro de desacato.''Depois do circo montado pelo próprio agente do CORE Cristiano, que ligara do interior da DP para os repórteres, de forma incessante, talvez temendo que ele e seus dois colegas de farda Preta fossem presos por mim no interior da DP, decidi não fazê-lo porque em nada prejudica a instauração de procedimento administrativo na Corregedoria da Policia Civil, bem como a ação Penal por abuso de autoridade e desacato, sendo desnecessário mencionar o dano à minha pessoa, como cidadão e magistrado.Pensei, por fim: ''Se como juiz federal fui ameaçado por três homens de fardas pretas com pistolas automáticas, algemado e jogado como um bandido na mala de um camburão, simplesmente por tê-los repreendido, de forma educada, como convém a qualquer pessoa de bem, o que aconteceria a um cidadão desprovido de autoridade e de conhecimento dos seus direitos?''
Duas coisas são certas, de minha parte: Não permitirei nada ''passar'' em branco, pois são fatos sérios e graves que partiram daqueles que têm o dever de zelar pela segurança da sociedade e, no próximo carnaval, não usarei o presente da namorada, o tal ''chapéu''. É perigoso. Pode ser coisa de malandro.
Roberto Schuman - Cidadão e Juiz Federal no Estado do Rio de Janeiro.

DUAS NOTÍCIAS E UM COMENTÁRIO

Gastão Salsinha entregou-se às autoridades
Segundo disse Gino Neves, Gastão Salsinha, ex-tenente das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), apresentou-se hoje ao pároco de Gleno, distrito de Ermera, com o fim de se render à Polícia Militar.De acordo com a mesma fonte, Gastão Salsinha entregou-se juntamente com seis outros homens, encontrando-se já todos nas instalações da Polícia Militar.
Ao que o PÚBLICO apurou, o contingente da GNR em Timor-Leste não teve qualquer envolvimento neste caso e, apesar de não existir ainda confirmação da rendição por parte das autoridades locais, todas as informações disponíveis apontam nesse sentido.
Informativo-Notícia 2008-03-03 11:50:00 Timor-Leste
Elemento do grupo de Alfredo Reinado rende-se às autoridades. Entretanto, desde as 18h30 locais (09h30 de Lisboa) que o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e vários outros membros do governo se encontram reunidos no relvado em frente ao Palácio do Governo. Além do chefe de Governo, estão no local as ministras da Justiça e das Finanças, o ministro da Economia, os secretários de Estado da Defesa e da Segurança, o presidente do Tribunal de Recurso, Cláudio Ximenes, e o Procurador-Geral da República, Longuinhos Monteiro. Desconhece-se até ao momento qual o motivo de esses membros do Governo se encontrarem reunidos no relvado em frente ao Palácio do Governo.
São duas notícias de última hora do "Newsletter Público" caídas na minha caixa postal.
Também achei ser um facto insólito essa reunião no gramado do Palácio do Governo... Porém, pela hora em que tal se deu, naquele local que é aprazível, pode-se admirar um pôr do sol magnífico todos os dias que não deixa de ser uma fonte de inspiração...

PAPO INTERESSANTE!

REESCREVENDO A HISTÓRIA

Carta do Bispo de Dili à viúva do Ten-Coronel Maggiolo Gouveia
Há muito que me pesam no coração a dolorosa ansiedade e a cruel angústia de V.Exª. e de todos quantos têm, em Timor, os seus entes queridos e têm estado sem notícias deles. Por S. Exª. Revª. o Pró-Núncio Apostólico em Jacarta, sei, agora, que V. Exª. vive mergulhada em grande aflição e tristeza por absoluta falta de notícias e que pediu à Santa Sé informações sobre a situação do seu extremoso marido. É mais uma falta da minha parte. Mas, como compreenderá, nem sempre é possível escrever em pleno fragor da guerra. A vida começa, agora, tanto quanto é possível, a normalizar-se na cidade de Díli e nalgumas vilas da Província e, por isso, apresso-me a escrever-lhe esta carta, através da mesma Nunciatura em Jacarta que, espero, a fará chegar à mãos de V. Exª..
Durante o período da guerra, como V. Exª sabe, tenho acompanhado, mais ou menos de perto, directa ou indirectamente, a sorte dos nossos queridos prisioneiros e, por isso, a do seu Exmº Marido e meu caríssimo amigo Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia. Particularmente assisti-lhe com assiduidade, quando ele baixou ao hospital sem gravidade, mas onde se manteve até ao dia 7 de Dezembro de 1975. Nesta data, a FRETILIN levou, para Aileu, todos os doentes presos, como aliás todos os seus prisioneiros, detidos em Díli, que andariam à volta de uns 800. (1)
Foi, então, que perdemos o contacto com os presos. Todos nós sentíamos a sensação de nos encontrarmos num túnel de curva fechada e vivíamos horas cheias de angústia, situações de terror e como de contínuo suspensos sobre o abismo da morte. Deus e só Deus, era a nossa esperança: ao coração d’Ele fazíamos e continuamos a fazer insistente violência.
Só agora, - e já vão sete meses de guerra – começa a raiar esquivamente a aurora de possíveis dias de paz: começa a haver tranquilidade e confiança e a vida está a voltar à normalidade. E, também, só agora, estão chegando daqui e dali, do interior da Província, notícias do que por lá se passou. Estão aparecendo alguns prisioneiros levados pela FRETILIN, mas são muito poucos, os suficientes, porém, para por eles se saber os que não mais voltarão, porque foram mortos pelas forças comunistas. E entre estes que não mais voltarão, porque seguiram rumo à Casa do Pai do Céu, está o nosso querido Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia: fez parte de mais de mil prisioneiros executados pela FRETILIN, no altar do ódio a Deus, à Família e à Pátria.
É deveras dolorosa esta minha missão de lhe anunciar que Seu extremoso marido não pertence já ao número dos vivos “neste vale de lágrimas”, deu a sua vida pela fé e pela Pátria, morreu como um autêntico cristão, como um homem inteiriço, como um militar da têmpera desses militares de antanho, que são o orgulho e exemplo da nossa gloriosa História. É natural, minha Senhora, que o seu coração de esposa sangre de dor e que a Sua alma mergulhe na tristeza mais atroz; mas quando um homem morre como o seu marido morreu, herói da fé e da Pátria, é mais motivo para dar graças a Deus e honrar-se em tal morte do que para lamentações e lutos (...)
A execução devia ter sido entre 9 e 15 de Dezembro de 75. Neste momento, ainda não me é possível averiguar a data exacta. (1). Sei apenas, como atrás disse, que todos os presos tinham sido levados de Díli para Aileu, em condições das mais desumanas. (2) Em dia que não consegui ainda precisar, mandaram reunir todos os presos, como era rotina, e foi feita a chamada de cerca de 50 a 60 homens, incluindo o nome de Maggiolo Gouveia, que sucessivamente iam alinhando no terraço. A este grupo, escoltado pela milícia armada, como era hábito, foi dada ordem de marcha em relação à estrada Aileu-Maubisse. Chegados aqui, e percorridos uns metros de estrada, soou a voz de “alto” e o grupo parou e viu-se próximo de uma grande vala, previamente aberta ao lado da estrada. É-lhes, então, dito que todos vão, ali, ser fuzilados. Há um momento de consternação e estremecimento colectivos. As milícias põem a arma à cara: e é então que o Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia levanta a voz e diz: “Senhores, deixem-nos rezar.” E todo o grupo, de joelhos em terra, reza o terço a Nossa Senhora, dirigido pelo Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia. Terminado este e estando todos ainda de joelhos, encoraja e anima os seus companheiros “condenados à morte” e termina dizendo: “Irmãos, breve vamos comparecer na presença de Deus e Pai; façamos o nosso acto de contrição, o nosso acto de amor”. E, em silêncio, intercortado de lágrimas, os corações daqueles homens sobem a Deus para pedir... para lembrar..., e dizer... aquilo de que, naquela hora verdadeira, Deus é o único testemunho. Depois, o Tenente-Coronel põe-se de pé, sendo seguido neste gesto pelos seus companheiros, e dirige-se aos soldados-algozes nestes termos: “Irmãos, nós estamos já preparados para comparecer no Tribunal de Deus, lá vos esperamos também a vós. O meu único crime foi o de não renegar a minha fé e o de amar Timor. Morro por Timor. Morro pela minha Pátria e pela minha fé católica. Podeis disparar”. Evidentemente, os soldados timorenses ficam como que petrificados. Não se movem, nem se atrevem a pôr arma à cara. É um estrangeiro que rompe o silêncio nestes primeiros instantes e quebra a indecisão daqueles soldados nativos: põe ele a arma à cara e dispara contra o Tenente-Coronel Maggiolo. E, logo a seguir, todos os outros soldados fazem o mesmo, abatendo, com rajadas sucessivas, todos os presos. (Esta narrativa – quero que o saiba, minha Senhora – ouvi-a da boca de um dos presos de Aileu, o Administrador de Concelho de Maubisse, Lúcio da Encarnação, que a ouviu, por sua vez, dos próprios soldados algozes e que, ao fim, foi salvo pelas milícias de Ainaro).
Assim morrem os heróis. Assim morreu o Tenente-Coronel Alberto Maggiolo Gouveia. E quem assim morre, é orgulho para os pais, para a esposa, para os filhos e para a Pátria; e desta forma, não é a morte que coroa a vida, é a glória eterna em Deus, que sublima a morte. E mais vale morrer com glória do que viver com desonra – eram desta têmpera os portugueses de antanho. – Foi a ideia-força na vida deste Homem, deste Cristão e deste Oficial do Exército Português, de Maggiolo Gouveia. Se, como piedosamente cremos, ele continua a viver no Céu, junto de Deus, também viverá no coração dos timorenses, enquanto a memória dos homens não se desvanecer. Desculpe, minha Senhora, fui muito extenso e não disse tudo, mas penso que seria esta a melhor forma de mitigar a sua grande dor, de pedir-lhe que tenha coragem na vida para vencer até ao fim, onde o encontrará, e de exortá-la à confiança em Deus, que é o melhor dos pais e que, assim, a começa a preparar para “esse encontro” na meta final da vida.
Aqui vão, Senhora D. Maria Natália, para V. Exª., para os seus filhos e para a demais família, as minhas profundas condolências e a expressão da minha comunhão de orações de sufrágio, com os meus sentimentos de religiosa estima e muita consideração.
De Vossa Excelência, servo inútil em Cristo
Em 10 de Março de 1976
José Joaquim Ribeiro
Bispo de Díli
Notas:
(1) No aspecto legal, o Tribunal Judicial de Abrantes considerou a sua morte presumida em 8-12-75, sendo esta data publicada na Ordem do Exército.
Entretanto, através de fontes ligados a D. Ximenes Belo à Igreja Católica, veio a confirmar-se o fuzilamento de Maggiolo Gouveia e dos seus companheiros na antevéspera do Natal de 1975, e tal como referi anteriormente, ordenado pelo comité central da FRETILIN, ao qual pertencia Xanana Gusmão.
(2) Recortada a notícia de Maggiolo Gouveia ter feito o percurso a pé, carregando um cunhete de munições.
Do Livro "Timor -- Abandono e Tragédia"
Dos autores
Cor. Morais Silva e Manuel Amaro Bernardo

FRASES DE EFEITO...

"Ordeno que a aviação militar se coloque. Não queremos a guerra mas não vamos permitir ao império nem ao seu cachorro que nos enfraqueça", adiantou Chavez, referindo-se aos Estados Unidos e ao Presidente colombiano Álvaro Uribe.

domingo, março 02, 2008

ABUSOS NAS FRONTEIRAS

Antes de pròpriamente entrar no âmago da questão, traçarei em linhas gerais o que é o Acervo de Schengen. Uma série de medidas para compensar a abolição do controle nas fronteiras internas com o reforço da segurança nas fronteiras externas da União Europeia. A principal destas medidas é o requisito de que os Estados Membros com uma fronteira externa têm a responsabilidade de garantir controles apropriados e vigilância eficaz nas fronteiras externas da UE. Qualquer pessoa que já esteja dentro do Espaço Schengen tem a liberdade para circular por onde quiser durante curto período. Por conseguinte, é vital que as verificações e os controles nas fronteiras externas da UE sejam suficientemente rigorosos para impedir a imigração ilegal, o contrabando de estupefacientes e outras actividades ilegais.
Frequentemente ocorrem casos esdrúxulos no controle das fronteiras de alguns dos países que perimetram o Espaço de Schengen e debruçar-me-ei sobre dois deles --- Espanha e Reino Unido. Não quero dizer que não ocorram também nos demais, pois que, no que diz respeito a Portugal eu já abordei o assunto em crónica anterior.
Um dos últimos casos foi o da brasileira Patrícia Magalhães, 23 anos, pós graduanda em física na Universidade de São Paulo. O seu destino era Portugal onde participaria de um congresso. Como desembarcara na Espanha para uma conexão de vôo, este país actuou como executor do preceituado no Acervo de Schengen. Não havia nada de ilegal com a cidadã brasileira e uma análise consciente e não xenófoba ter-lhe-ía dado passagem, o que não aconteceu. Ela foi muito humilhada. As autoridades agem adotando critérios na base de conclusões pessoais dos elementos fiscalizadores. Se o agente achar que a cidadã tem cara de "puta", para ele é "puta"! Com quantas cidadãs e cidadãos problemas desse naipe ocorrem todos os dias?
Esta semana o Embaixador no Brasil do Reino Unido veio à imprensa com uma nota reprovando o artigo publicado por renomado jornalista e escritor brasileiro, porque este sugerira que aqui se pagasse na mesma moeda, em relação aos súbditos de Sua Majestade que visitam o país, aquilo porque passam os brasileiros. Amparou-se nas leis do seu país, uma vez que este não faz parte do Tratado de Schengen, as quais deverão ser de conhecimento prévio de todos os que se proponham a viajar para a União Europeia e tendo como porta de entrada aquele.
Na verdade não sei que critérios possam ser os que fornecem a um agente de fronteira a indicação de que A ou B possa ser isto ou aquilo que se enquadre nos ditames que impeçam a sua entrada no país, quando a sua documentação e demais exigências estão em ordem!? Afinal, ninguém tem um sinal na testa. E deduzo que a reciprocidade iria montar um grande circo... Aliás, esse problema de reciprocidade é coisa muito complicada, grave e abominável, apesar de se sugerir em situações de exaltação dos ânimos quando do ferimento da dignidade de cada um de nós. Pessoalmente já passei por uma situação dessas no aeroporto de Cumbica, em São Paulo, abordada sumàriamente em crónica anterior. Não quero voltar ao assunto.
Infelizmente muitos cidadãos brasileiros, de ambos os sexos, vivem na ilegalidade e praticam actividades pouco abonatórias nos vários países da UE. E sabemos que muitos dos que pretendem lá ingressar já vão com essas intenções, porém devidamente documentados e cumprindo todas as exigências. Então, a fiscalização terá que ser feita durante a estadia e principalmente em lugares específicos, o que não é nada difícil. É mais trabalhoso e mais onoroso para os cofres dos Estados? É um risco a assumir.
Na Espanha, nos subúrbios da cidade de Badajoz, conheço uma grande boate e confesso que o único prazer que lá usufrui foi o de ingerir algumas bebidas em companhia de amigos quando do final de alguma caçada nas tapadas do Alentejo que são fronteiriças. Eles sempre me convidavam e eu ía. Naquele local de diversão tem mais ou menos 100 mulheres de programa e 50% são brasileiras. Uma parte de outros países do leste europeu e poucas espanholas. Como não podia deixar e ser, conheci algumas bem de perto e cheguei até a fazer amizade. Lembro-me de uma mineira de Uberaba que me confidenciou jamais terem sido interpeladas pelas autoridades... Todo o mundo sabe. Só as autoridades desconhecem.

MEU PÉ DE TAMARINO

Chegando com tempo, passo por aí. Nem vou trocar de roupa. Quero levar o cheiro de uma manga rosa que apanhei no caminho, num galho da mangueira de beira de estrada. Quero levar o cheiro dos abraços que ganhei de minha tia e o som de vozes de novos amigos que encontrei.
Trazer a visão da pequena escola onde aprendi o "be-a-ba" na cartilha "Caminho Suave" que acho não existirem novas versões. Trazer canto de pássaros e saudade de gente que nunca mais estarão conosco porque uma jardineira antiga passou pelas sacadas de tuas varandas numa viagem longa, sem fim, e sem chances de paradas em estações de nome bonito como "Boa Esperança". Gente que pensei encontrar como em outras viagens. Quero trazer a alegria de minha primeira professora que fui visitar sem combinar nada. É Incrível! O beijo e o choro copioso de uma velhinha simpática de 89 anos. Foi a primeira mão amiga que me acolheu com sorrisos francos. Mãos de tantas vidas. Foi a parteira de minha mãe naqueles sertões sem médicos e hospitais. Eu, meus irmãos, primos e todos que nasceram naquela época perceberam a vida pelas tuas mãos. Não deu para segurar uma lágrima que insistia em escorrer pelos cantos de meus olhos quando chamou uma vizinha para me apresentar. Pura alegria.
Trazer a ternura de uma figueira antiga que continua fincada numa cidadezinha de minha infância sem asfalto e barrenta. Os rios e as pontes de madeira de nosso caminho diário rumo à escola. Os pés molhados do orvalho e o sol das manhãs. É isso que trago nos olhos e no coração de menino de cidade pequena. De vendinhas de beira de estrada e porteiras que batiam e estalavam após nossa passagem. Ah! -- tem a lembrança de uma árvore na divisa de nosso pequeno sítio que não tive coragem de visitar. Quero tua presença nos sonhos, quando no outono ela se desfolhava, mas renascia com as chuvas e as primaveras. Essa árvore era minha fábrica de borboletas. De tempos em tempos, uma infinidade de taturanas urticantes a que chamávamos de mandrovás, habitavam seus galhos e se alimentavam de suas folhas. Seguíamos todo o ciclo das lagartas às borboletas, que nasciam e voavam como plumas. Não podiam ser tocadas e, se tocadas, as mãos deveriam ser lavadas imediatamente; e nem pensar esfregar os olhos, porque era cegueira na certa. Sei lá se era verdade. Mas essas lagartas de fogo realmente eram venenosas.
Muitas lembranças do velho engenho, hoje em ruínas, com suas bases olhando o céu perto de um pé de tamarino frondoso. A pedreira de onde tirávamos pequenas pedras para as caçadas proibidas pelo meu pai, que não via motivos decentes para tirar a vida de nhambús, pombas do ar e, principalmente, de um passarinho que chamávamos "joão bobo", tal a sua docilidade e displicência com nossa presença. São essas lembranças que quero trazer. O cheiro de mato depois da chuva, as gramíneas branquinhas de geada no amanhecer dos meses de inverno.As pescarias de domingo e os banhos nos rios, do trampolim que meu pai construiu com golpes de machado plantado na pequena lagoa.
Trazer a batida do monjolo pilando milho e que se ouvia de longe: chiiiii... pá, chiiiii... pá. Os canteiros de almeirão e uma planta que na época não entendia direito o seu cultivo sobre as águas: o agrião.
Mas muitas lembranças que trago não as encontrei nessa viagem. Estavam e estão arquivadas no tempo de minha infância. E temos saudade é desse tempo e não muito de gente e objectos. Gente e objectos são transitórios, mas a infância não é. Quando voltamos nos lugares de nossa infância queremos encontrá-los do jeito que eram.Muitos rios estão secos. Outros tiveram teus cursos desviados. Como nossas vidas, algumas secaram, ruíram, transbordaram e outros seguiram rumos desconhecidos.
Venho trazer então essa saudade da minha infância. Tem gente que não tem estórias, outros quase não tiveram infância. Eu fico com meu pé de tamarino, as ruínas do engenho e minha fábrica de borboletas.
Colaboração de Marcilio Carvalho de Freitas

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

COMUNICADO OFICIAL (Português/Tétum)

Díli, 29 de Fevereiro de 2008
Díli, loron 29 fulan Fevereiru tinan 2008
Zona de acantonamento de Aitarak Laran acolhe já um total de 550 peticionários - hoje chegaram mais vinte.
Iha Zona akantonamentu Aitarak LaranHalibur dau-daun hamutuk peticionárius Atus lima lima nulu (550) - to’o tan ohin hamutuk rua nulu.
Hoje chegaram mais vinte peticionários à zona de acantonamento de Aitarak Laran, em Díli, que se vêm juntar aos 530 que já se encontravam ali ao final do dia de ontem. Eleva-se, assim, para 550 o número total de peticionários acantonados.
To’o tan ohin petisionáriu rua nulu hamutuk ba iha zona akantonamentuAitarak Laran, iha Díli, mai hamutuk ho sira ne’ebé atus lima tolunulu (530) mak iha tiha ona loron ida horisehik nian. Nune’e hasae ba petisionáriu númeru atus lima lima nulu mak akantona tiha ona.
Da parte da manhã chegaram dez peticionários, com um segundo grupo de igual número a fazer a viagem para Díli de tarde. Na sua maioria, os peticionários que chegaram hoje a Aitarak Laran são provenientes de Ermera.
Iha dadér san to’o tan petisionáriu nain sanolu, konta tuir segundugrupu ho númeru hanesan halo viajen mai Dili lorokraik. Petisionáriu sira ne’ebé to’oiha Aitarak Laran, barak liu, hosi Ermera.
Em Aitarak Laran prosseguem os trabalhos visando a ampliação e a melhoria das instalações e dos cuidados prestados, de modo a responder ao número crescente de peticionários que continuam a chegar ao longo desta semana.
Iha Aitarak Laran haré hala’o servisu halo luan tan hadia no haloinstalasaun ho kuidadu, atu bele responde númeru peticionáriu sira seiaumenta winhira to’o tan mai iha semana hirak ne’e nia laran.
O Governo está a fazer todos os esforços no sentido de garantir uma solução justa e duradoura para todos os peticionários.
Governu halo esforsu tomak hodi garanti solusaun justa kleur-liu bapetisionariu sira hotu.
O Secretário de Estado do Conselho de Ministros
Porta-voz do Governo
Secretáriu Estadu Konsellu Ministrus
Porta-voz Governu nian.
REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
SECRETARIA DE ESTADO DO CONSELHO DE MINISTROS