quinta-feira, outubro 16, 2008

Far West

Notícias fresquinhas dão-nos conta de confronto entre a polícia civil e a militar nas cercanias do Palácio do Governo Paulista. Existem feridos, pelo menos. A Polícia Civil está em greve há um mês, exigindo melhores salários.
Existem três coisas erradas aqui:
1 - As polícias jamais deveriam poderíam fazer greve nesses moldes, uma vez que a população fica ainda mais desprotegida perante a bandidagem e de mãos atadas na procura de serviços essenciais como o registro de ocorrências;
2 - Numa situação de greve, uma vez que os serviços não são prestados, também esses policiais não poderíam continuar armados;
3 - A existência de duas polícias estaduais é inadmissível e há muito tempo esse assunto já deveria ter tido um ponto final.
Expostos esses três pontos, debruçar-me-ei mais detalhadamente sobre o último com a minha opinião pessoal que, aliás, é opinião de uma grande maioria. As duas polícias jamais se entenderam e, na verdade, nutrem uma espécie de ódio uma pela outra e uma consequente falta de respeito mútuo.
Dizer que uma é melhor que a outra, seria burrice. Nas duas existem núcleos de alta corrupção. Assim, urgentemente se deveríam extinguir as duas polícias de segurança pública com a criação de uma única. Esta tería um comando único por parte do Exército.
Lògicamente que, a exemplo de outros países, essa nova polícia tería funções distintas no seu organograma, como a prevenção, intervenção e investigação. Ponto muito importante, também, seria o pagamento de salários justos.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Resposta brilhante...

Millôr Fernandes lançou um desafio através de uma pergunta:
"Qual a diferença entre Político e Ladrão?"
Chamou a atenção a resposta de um leitor:
Caro Millôr, após longa pesquisa cheguei a esta conclusão: a diferença entre o ladrão e o político é que um eu escolho, o outro me escolhe. Estou certo? Fábio Viltrakis, Santos-SP.
Eis a réplica do Millôr:
Puxa, Viltrakis, você é um gênio... Foi o único que conseguiu achar uma diferença! Parabéns!!!

terça-feira, outubro 14, 2008

Bacalhau --- o fiel amigo

O bacalhau cresce de forma rápida e reproduz-se – entre Janeiro e Abril -- também rapidamente, já que cada fêmea põe, por ano entre 4 a 6 milhões de ovos. Contudo, só cerca de 1% sobrevive e chega à fase adulta. Aos dois anos o bacalhau já tem 50 cm. Vive perto de 20 anos altura em que atinge 1,5m e chega a pesar 50 Kg. É um peixe estenoterno, o que significa que só pode viver a determinadas temperaturas – frias – pelo que anda em constante rodopio entre a Noruega, Terra Nova, Islândia, Canadá e Alaska. Os primeiros comerciantes deste peixe foram os Bascos, em redor do ano 1000. Já conhecedores do sal comercializavam o peixe curado, salgado e seco, o que era feito nas próprias rochas, ao ar livre, portanto. Mas terão sido os Vikings os primeiros a usá-lo na alimentação. Desconhecedores do sal, secavam o peixe em tábuas de madeira até que perdesse a quinta parte do seu peso. Depois era cortado em cubos que eram guardados para a alimentação.
Os Portugueses são os maiores consumidores de bacalhau do mundo. Contudo, só a partir do século XV o peixe entra na dieta em Portugal, durante o período das Descobertas. Em 1497 os primeiros exemplares são trazidos da Terra Nova. Em 1508 o bacalhau já representava 10% da alimentação nacional. O Rei D. Manuel I, grande apreciador de bacalhau, criou um imposto sobre a pesca do bacalhau, o chamado “Dízimo da pescaria”.
Este imposto destinava-se a patrocinar expedições para a pesca do bacalhau. As primeiras frotas pesqueiras de bacalhau eram pertença do Reino e só em meados do século XIX, altura em que o imposto sobre a pescaria foi abolido, se autorizou a que particulares se dedicassem, de igual modo, a este negócio. As primeiras embarcações privadas eram à vela, feitas de madeira e a pesca fazia-se à linha. Os homens do mar chegavam a trabalhar 20 horas por dia. O bacalhau foi uma revolução na alimentação, já que na altura em que começou a ser usado os alimentos estragavam-se pelas precárias condições de conservação. A salga e a seca do bacalhau, além de garantirem assim a sua conservação, apuravam o seu gosto. A disputa entre os países foi tanta, que o peixe esteve na origem de duas guerras, a primeira em 1532 entre a Inglaterra e a Alemanha e, a segunda em 1585 entre a Inglaterra e a Espanha. Actualmente Portugal importa cerca de 90% do bacalhau que consome, grande parte dele já salgado e seco. O bacalhau salgado e seco é dos alimentos mais completos, já que conserva toda a qualidade do peixe fresco. Rico em minerais vitaminas e proteínas, apresenta uma taxa de gorduras de apenas 1gr./ 100 gr. de peso.
Para além do mais, comido da forma mais simples – cozido – é de fácil digestão. Quando há necessidade de o temperar à mesa, tal deve ser feito com azeite português, virgem, com um grau de acidez nunca inferior a 1º.
Já Eça de Queiroz escrevia que um bom tinto “é um casamento feliz com o bacalhau pela acção do tipo de sabores frutados do vinho o que dá uma sensação gustativa indirecta da doçura que ameniza o gosto oposto salgado do bacalhau”.
O vinho alentejano, por mais encorpado, é o ideal para se acompanhar o peixe.
José Luis Gomes de Sá Junior foi, a certa altura cozinheiro no Restaurante Lisbonense. Aí criou a sua célebre receita, servida pela primeira vez em 1914. Viria a morrer em 1926.
José Valentim, mais conhecido pelo Zé do Pipo, viveu no Porto onde era dono do restaurante com o mesmo nome. A si se lhe deve a confecção do seu prato em que as postas de bacalhau eram cobertas por maionese e depois levadas ao forno a gratinar.
Nos últimos 20 anos, contudo, assistiu-se a uma pesca excessiva do bacalhau, o que motivou que os cardumes fossem substancialmente reduzidos. A modernização da indústria pesqueira não foi alheia a este facto.
O bacalhau tornou-se assim uma espécie em via de extinção o que motivou já que a Comissão Europeia reduzisse drásticamente as quotas de pesca do mesmo, já a partir de 2006. Portanto, se gostam de bacalhau apreciem-no enquanto ele ainda está disponível...

Candidata...

Serve até o voto de manequim...

Crise e Consumismo

2009 será O ANO DO CONSUMISMO
ALEGRE-SE!
Segundo um dos mais renomados especialistas em economia e tendências do consumidor da Argentina, devido à atual crise econômica e financeira mundial, 2009 será o ano do...
C O N S U M I S M O
pois você terá que ficar (em bom castelhano) : CON SU MISMO CARRO
CON SU MISMO SALÁRIO
CON SU MISMO IMÓVEL
CON SU MISMO VESTUARIO
CON SU MISMO PAR DE SAPATOS
E, SE DEUS QUISER...CON SU MISMO TRABALHO!

segunda-feira, outubro 13, 2008

Horário de Verão

O horário de Verão no Brasil vai começar à zero hora de 19 de outubro de 2008 (domingo) e vai até às 24h de 14 de fevereiro de 2009 (sábado). Os relógios serão adiantados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

sábado, outubro 11, 2008

Luto...

A mulher avisou ao marido que agora só ía dormir de calcinha preta.
O marido:
- Calcinha preta ???
Ela: - Lógico , pinto morto, perereca de luto !!!

quinta-feira, outubro 09, 2008

Alentejo em pinceladas

"Estremoz" - Aguarela de Alberto Sousa

Diário de um cão

1ª semana:- Hoje completei uma semana de vida. Que alegria ter chegado a este mundo!
1º mês:- Minha mamãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar!2 meses:- Hoje me separaram de minha mamãe. Ela estava muito inquieta e, com seu olhar, disse-me adeus. Espero que a minha nova "família humana" cuide tão bem de mim como ela o fez.
4 meses:- Cresci rápido; tudo me chama a atenção. Há várias crianças na casa e para mim são como “irmãozinhos”. Somos muito brincalhões, eles me puxam o rabo e eu os mordo de brincadeira.
5 meses:- Hoje me deram uma bronca. Minha dona me bateu porque fiz "pipi" dentro de casa. Mas nunca me haviam ensinado onde deveria fazê-lo. Além do que, durmo no hall de entrada. Não deu para aguentar.
8 meses:- Sou um cão feliz! Tenho o calor de um lar; sinto-me tão seguro, tão protegido... Acho que a minha família humana me ama e me consente muitas coisas. O pátio é todinho para mim e, às vezes, me excedo, cavando na terra como meus antepassados, os lobos quando escondiam a comida. Nunca me educam.Deve ser correto tudo o que faço!
12 meses:- Hoje completo um ano. Sou um cão adulto.Meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulho devem ter de mim!
13 meses:- Hoje me acorrentaram e fico quase sem poder movimentar-me até onde tem um raio de sol ou quando quero alguma sombra.Dizem que vão me observar e que sou um ingrato. Não compreendo nada do que está acontecendo.
15 meses:- Já nada é igual... Moro na varanda. Sinto-me muito só. Minha família já não me quer! Às vezes esquecem que tenho fome e sede.Quando chove, não tenho teto que me abrigue...
16 meses:- Hoje me desceram da varanda. Estou certo de que minha família me perdoou. Eu fiquei tão contente que pulava com gosto. Meu rabo parecia um ventilador. Além disso, vão levar-me a passear em sua companhia! … … Nos direcionamos para a rodovia e, de repente, pararam o automóvel.Abriram a porta e eu desci feliz, pensando que passaríamos nosso dia no campo.Não compreendo porque fecharam a porta e se foram. "Ouçam, Esperem!" lati... se esqueceram de mim... Corri atrás do carro com todas as minhas forças.Minha angústia crescia ao perceber que quase perdia o fôlego e eles não paravam. Haviam me esquecido.
17 meses:- Procurei em vão achar o caminho de volta ao lar. Estou e sinto-me perdido! No meu caminho existem pessoas de bom coração que me olham com tristeza e me dão algum alimento. Eu lhes agradeço com o meu olhar, desde o fundo de minh'alma. Eu gostaria que me adotassem: seria leal como ninguém!Mas somente dizem: "pobre cãozinho, deve ter-se perdido."
18 meses:- Um dia destes, passei perto de uma escola e vi muitas crianças e jovens como meus "irmãozinhos". Aproximei-me e um grupo deles, rindo, me jogou uma chuva de pedras "para ver quem tinha melhor pontaria". Uma dessas pedras feriu-me o olho e desde então, não enxergo com ele.
19 meses:- Parece mentira !?! Quando estava mais bonito, tinham compaixão de mim. Já estou muito fraco; meu aspecto mudou. Perdi o meu olho e as pessoas me mostram a vassoura quando pretendo deitar-me numa pequena sombra. 20 meses:- Quase não posso mover-me! Hoje, ao tentar atravessar a rua por onde passam os carros, um me jogou! Eu estava no lugar seguro chamado "calçada", mas nunca esquecerei o olhar de satisfação do condutor, que até se vangloriou por acertar-me. Quisera que me tivesse matado! Mas só me deslocou as cadeiras! A dor é terrível! … … Minhas patas traseiras não me obedecem e, com dificuldade, arrastei-me até a relva, na beira do caminho.. Faz dez dias que estou embaixo do sol, da chuva, do frio, sem comer. Já não posso mexer-me! A dor é insuportável! Sinto-me muito mal; fiquei num lugar úmido e parece que até o meu pelo esta caindo... Algumas pessoas passam e nem me vêem; outras dizem: "não chegue perto!!". Já estou quase inconsciente. Mas alguma força estranha me faz abrir os olhos. A doçura de sua voz me fez reagir. "Pobre cãozinho, olha como te deixaram", dizia... Junto com ela estava um senhor de avental branco. Começou a tocar-me e disse: "Sinto muito senhora, mas este cão já não tem remédio". É melhor que pare de sofrer". A gentil dama, com as lágrimas rolando pelo rosto, concordou.Como pude, mexi o rabo e olhei-a, agradecendo-lhe que me ajudasse a descansar. Somente senti a picada da injeção e dormi para sempre, pensando em porque tive que nascer se ninguém me queria...

terça-feira, outubro 07, 2008

"O PT é um partido orientado por intelectuais que estudam e não trabalham, formado por militantes que trabalham e não estudam, comandado por sindicalistas que não estudam nem trabalham e suportados por eleitores idiotas que trabalham pra burro e não têm dinheiro pra estudar."

domingo, outubro 05, 2008

Nova banda

Demónios do Mercosul

Benfiquista

Sabendo que eu sou benfiquista, enviam-me estas coisas por e-mail. Nem direi de que região isso é proveniente (...). Continuarei sendo o que sou; e na minha região a maioria também é.

Novas tecnologias

As imagens mostram a utilização da máquina na colheita de pepinos. É possível a sua utilização noutras culturas rasteiras além das leguminosas: os tubérculos. A nossa coluna vertebral agradece...

sexta-feira, outubro 03, 2008

Europa Central

É raríssimo haver uma oportunidade em que se consiga uma fotografia de satélite límpida, sem núvens, desta região da Europa. Desta vez as núvens fôram dribladas e o gol de placa...

O óbvio...

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, sugere que o voto no país deixe de ser obrigatório futuramente, condicionado à maior consolidação da democracia e da justiça social. “Eu entendo que temos um encontro marcado com esse tema no futuro e a legislação consagrará, como em outros países, a voluntariedade do voto. O eleitor comparecendo porque quer participar efetivamente do processo eleitoral e se engajando nas campanhas com mais conhecimento de causa e determinação pessoal”, disse Britto.
Até parece que Sua Excelência acabou de descobrir a pólvora... Há quanto tempo todos nós sabemos disso!? Só é de estranhar que esse papo venha à tona neste hora e como uma espécie de agulhada em quem, afinal, não é sensível a essas coisas.
“Como rito de passagem, a obrigatoriedade do voto deve permanecer ainda por mais tempo. Até que a democracia se consolide e que a economia chegue mais para todos”, ressaltou.
Até quando, Excelência? --- Acredito eu que, a ser tomada essa medida imediatamente ou a curtíssimo prazo, a democracia teria mais um reforço para a sua consolidação, e não inversamente.
“Um dos fatores de desequilíbrio na campanha eleitoral é o abuso do poder econômico, que tende a prosperar enquanto não houver financiamento público”, assinalou. Segundo o ministro“Quando não se tem financiamento público exclusivo, os candidatos resvalam para o caixa-dois. E o caixa-dois se tornou, à margem da lei, uma práxis. Significa um financiamento de campanha por quem não pode aparecer, que tende a financiar a campanha como um investimento, um capital empatado, que precisa de retorno, de ser remunerado”, argumentou Britto.
Todos estamos carecas de saber disso. Só não sabemos quais os meios a utilizar no sentido de mudar essa situação, uma vez que as leis são elaboradas por aqueles que há muito se beneficiam de tudo isso e jamais pensarão em alterar esse estado de coisas; vai de pai para filho...
“Sou contra também o caixa um. O candidato já é eleito comprometido com os seus financiadores e, para fazer o capital retornar às fontes, vai negociar com concessões, permissões, dispensa de licitação, subfaturamento e até corrupção. Isso abate numa só cajadada os princípios da legalidade, da moralidade, da impessoalidade, da publicidade, porque tudo ocorre debaixo dos panos, e o princípio da eficiência administrativa”, concluiu o ministro.
Tendo concluído Sua Excelência, concluindo eu estou também...

quinta-feira, outubro 02, 2008

Membro da Al Gay Eda

Delícias do Alentejo

Buracos das estradas

No Rio Grande do Sul, os buracos das estradas além de danificarem os veículos, também têm outras utilidades...

A crise

PARA ENTENDER A CRISE DOS ESTADOS UNIDOS - DE MANEIRA CASEIRA!
O seu Bené tem um bar, na Vila Capanema, e decide que vai vender cachaça 'na caderneta' aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.
Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Bené, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns seis zecutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Bené).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bebum da Vila Capanema não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Bené vai à falência.
E toda a cadeia vai pro brejo.. Entendeu?

Inexplicável

Existem momentos em que no meu cantinho converso com os meus botões (só eu e eles) e acabo por me questionar sobre se sou o único a ter tais pensamentos e ideias. Estarei eu "por fóra", deslocado da realidade, um romântico? Serei eu um "babáca" de ideias ultrapassadas, um "quixotesco", um ser de outro planeta? --- Não sei realmente; não entendo mais nada.
Estamos em plena campanha eleitoral para as eleições municipais que se realizarão no próximo dia 5. Tenho notado que uma grande fatia do eleitorado está totalmente desinteressada. Terão muitas razões para isso, certamente. Porém, como o voto é obrigatório, essa turma digitará um número qualquer na urna. Não deveria, portanto, existir esse desinteresse total...
Na propaganda eleitoral obrigatória e em fotos publicadas nos jornais, é frequente vermos candidatos com a ficha mais suja que pau de galinheiro. Mas eles estão aí em plena actividade, mais uma vez. E parece que ninguém se impressiona com isso, pois vemos a mamães esforçarem-se para que o candidato dê um beijo nos seus filhinhos e as abrace. É uma espécie de troféu que exibirão, depois, para todos da sua comunidade e, quanto em quem irão votar, nem adianta falar...
Muito e muito mais haveria para referir aqui e relacionado com esse assunto. Todavia, passarei para um outro que também está no âmbito das minhas perplexidades. O desmatamento florestal.
Abordar este outro tema é quase como pisar num campo minado. Temos que ter cuidado com o que dizemos... Mas, exactamente por eu me sentir alienado, do modo como iniciei esta crónica, é possível que ninguém ligue para o que eu escrevo e eu usarei do meu direito de liberdade de expressão.
Abordar o tema do desmatamento é coisa para muitas e muitas páginas de um grosso calhamaço. Pelo espaço e oportunidade, focarei sòmente essa última briga de palavras entre Órgãos oficiais. Assim, quando o Ministro do Meio Ambiente apresenta resultados de um estudo que incriminam o próprio Incra e a sua Reforma Agrária e um dia depois, perante o esperneio do instituto, dá o dito pelo não dito, é motivo para meditarmos sobre o que realmente acontece. Mas ninguém se interessa...
Eu sei e todo o mundo sabe que, perante uma enormidade territorial, na qual não é exercida qualquer actividade, o Incra interpreta-a como ideal para mais um assentamento postulado pelo MST. Na verdade, ali não tem qualquer actividade exploratória, mas é uma floresta cerrada... Então, deixará de ser floresta e será mais um crescente ao impressionante mapa da desflorestação. Nada se produzirá ali e, mais tarde ou mais cêdo, estarão os integrantes do Movimento retalhando o espaço e vendendo aos oportunistas.
Ah! acho que escrevi um monte de bobagens. Pararei por aqui.