quarta-feira, março 11, 2009
terça-feira, março 10, 2009
Lagartixa
Alentejanos
Um casal de alentejanos:
- Manel, compra-me uma máquina de lavar a roupa! Estou farta de lavar à mão!
- Está bem, Preciosa. Amanhã mesmo vou a Lisboa e hei-de comprar a da última moda.
O Manel foi e regressou com a máquina.
- Aqui tens, Preciosa, esta é a mais moderna que existe!
Leram as instruções e puseram-na a lavar. Tudo ia bem, até que...
- Manel, o que se passa? A máquina está rebentando! Isto está girando muito depressa! (estava a centrifugar).
Como a casa era desnivelada, a máquina começou a andar até que chegou à porta da rua.
- Manel, faz qualquer coisa! Ela vai-se embora!
- Eu não te disse que era a última moda? Lavou a roupa, agora vai estendê-la, porra !...
segunda-feira, março 09, 2009
Poesia Alentejana
Lá prós lados da várzea
Se lá fores e a vires
Trázea !
Com o tê retrato na mão
Desencaliptrê-me lá em cima
Malhê com os cornos no chão !!!
Andavas colhendo hortelã!
Ê cá gosto de ti,
E tu? Hãããã ???
À tua porta parou...
Depois fiquei pensando...
Será que o cabrão se cansô???
A urologista
- A senhora jura que não vai rir ? ... perguntou o paciente
- Claro que sim!!! respondeu exaltada. Sou uma profissional da saúde. Existe um código de ética em questão! Em mais de 20 anos de profissão nunca ri de nenhum paciente!
- Tudo bem, então, disse o paciente. E deixou cair as calças, revelando o menor órgão sexual masculino que ela havia visto na vida. Considerados o comprimento e o diâmetro, não seria maior do que uma bateria AAA.
Incapaz de controlar-se, a médica começou a dar risadinhas e não conseguia mais segurar o ataque de riso. Poucos minutos depois ela conseguiu recuperar a compostura.
- Sinto muitíssimo, disse ela. Não sei o que aconteceu comigo. Dou minha palavra de honra de médica e de dama que isso nunca mais acontecerá. Agora diga-me, qual é o problema?
- Está inchado... respondeu o cara.
A partir dali não deu mais para segurar, apesar de todo o profissionalismo.
Literatura de cordel
A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA
I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.
II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.
III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.
IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.
V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.
VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.
VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.
VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.
IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na linguiça
É uma coisa do Cão.
X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.
Miguezim de Princesa
domingo, março 08, 2009
Catana: ferramenta ou arma?
Catana. Nestes dias tem-se lido bastante na imprensa sobre acontecimentos em que esse utensílio, ou ferramenta, é protagonista de peso. Mas, afinal, não seria uma arma?!
Resolvi escrever alguma coisa a respeito e pensei, como quase sempre faço, em procurar uma imagem para ilustrar a postagem. Por incrível que pareça, tive muitas dificuldades em achar na internet e o que mais aparecia era a versão japonesa "katana" que, sendo da mesma família e que até poderá ter dado o nome à outra, a que está em questão, é bem diferente e mais sofisticada.
Pensando e repensando, de repente acendeu-se uma luz. Na bandeira de Angola tem uma catana no símbolo e é essa exactamente a figura que eu procurava. Só teria que trabalhar a imagem no paint e foi o que fiz. Desenhar uma e digitalizar, seria muito mais trabalhoso...
E já que Angola apareceu aqui, quase do nada, só por causa da procura de uma imagem, o meu pensamento acabou por voar para os primeiros anos da década de 60 quando começaram os distúrbios no norte daquela então Província Ultramarina Portuguesa. Foram momentos muito trágicos e a "catana" era a grande e principal arma.
Cheguei ao cerne da questão: desde aqueles tempos até aos nossos dias, a catana deixou de ser um utensílio ou ferramenta e passou a ser, realmente, uma arma de ataque bárbaro. Nino Vieira na Guiné e quatro elementos da Guarda Nacional Republicana (portuguesa), servindo em Timor-Leste, fôram vítimas dos seus golpes.
Hoje não irei abordar os acontecimentos em si. Possívelmente meterei a minha colher nos de Timor amanhã. Só pretendia escrever um pouco sobre a catana e acho que consegui.
quarta-feira, março 04, 2009
Época de caça
Temos a notícia fresquinha da condenação a prisão do presidente do Sudão, Omar al-Bashir, pelo Tribunal Penal Internacional.
É inédita a decisão de expedir um mandado de prisão contra um presidente em exercício.
Não vou abordar o mérito da questão quanto a este caso específicamente. Inclino-me, sim, a constatar que este tipo de Organizações internacionais começou a movimentar-se com interesse no sentido de julgar e condenar este tipo de mandatários. Tivemos os casos de Pinochet, Karadzic e outros.
Certamente teremos outros casos, pois ainda existem por aí muitos assassinos desse naipe à solta. É nessa linha de pensamento que eu pergunto: Bush está na lista?...
segunda-feira, março 02, 2009
Uma cajadada...
Numa cajadada atingiram-se dois coelhos! Na verdade não foi bem assim, pois foi um num dia e o outro no dia seguinte; mas vale a metáfora...
O título deste apontamento poderia ser "Sem passado e sem futuro", mas por ser um pouco extenso e não de todo verídico, optei por outro.
Na verdade é difícil prever qual o futuro da Guiné-Bissau, aliás como impossível é prever o futuro do que quer que seja. Mas, passados 35 anos da independência pela qual o seu povo tanto lutou contra nós portugueses, nada saíu da estaca zero e dificilmente vai sair.
Tantos dos nossos lá perderam a vida lutando por coisa nenhuma e sempre me aperta o coração quando me lembro de alguns dos meus amigos, particularmente, sem excluir os demais anónimos, com sentimento de dor e saudade. Onde eles estiverem observarão e concluirão o quanto foi inútil o oferecimento das suas vidas. Aqueles, do outro lado, que também seguiram os seus chefes com ideais sabe-se lá até que ponto concretos, lamentar-se-ão do mesmo modo.
Nino Vieira (Presidente) e Tagmé Na Waie (CEMGFA) se fôram definitivamente. Nenhum dos sonhos do povo guineense se concretizou. Que sonhos?
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Novelas da vida
Não perco o meu tempo assistindo novelas na tv mas, se algumas vezes quebrei esse comportamento, foi com relação a duas ou três de conteúdo temático, como "Gabriela" e "Pantanal" e, mesmo assim, não na íntegra. Actualmente corre "Caminho das Índias" e a minha posição é a mesma. Não escapo, no entanto, de escutar os comentários que o pessoal de casa faz... Fica a impressão que tudo o que deveria ser abordado e mostrado o não é, efectivamente, debitando esse comportamento da emissora a determinados interesses, aliás como sempre.
Posto aqui uma matéria recolhida da Internet e numa tradução livre --- Gospel for Ásia - Dalit Awakening (http://www.dalit-awakening.org/index.html), como uma colaboração para um melhor entendimento da realidade. Sugiro, também, a pesquisa de inúmeros vídeos publicados nos portais especializados, para uma comparação das imagens reais e as novelísticas.
Poucas pessoas no mundo tem experimentado um nível de abuso e pobreza como os 300 milhões de Dalits ou “intocáveis” da Índia.
Por 3.000 anos eles tem vivido num ciclo de discrimação e desespero sem esperança de escape. Para os Dalits, dor e sofrimento são parte da vida. Eles estão presos a um sistema de castas que nega a eles adequada educação, água potável, empregos com decente pagamento e o direito à terra ou à casa própria. A cada duas horas Dalits são assaltados e duas casas de Dalits são queimadas. A cada dia, dois Dalits são assassinados. Discriminados e oprimidos, Dalits são freqüentemente vítimas de violentos crimes. Em 15 de Outubro no Estado de Haryana, cinco jovens Dalits foram linchados por uma multidão por tirarem a pele de uma vaca morta, da qual eles tinham legal direito para fazer. A Polícia, segundo consta, ficou parada sem nada fazer e permitiu que a violência continuasse. Em 1999, vinte e três trabalhadores agrícolas Dalits (incluindo mulheres e crianças) foram assassinados por seguranças particulares de um fazendeiro de alta-casta. O crime deles? Ouvir a um partido político local com considerações que ameaçavam o domínio do fazendeiro sobre Dalits locais como mão de obra barata.
Embora leis contra a descriminação de castas tenham sido aprovadas, a discriminação continua e pouco é feito para processar os acusados. Em anos recentes, porém, tem havido um crescente desejo por liberdade entre os Dalits e castas baixas hindus. Líderes como Ram Raj tem vindo a frente exigindo justiça e liberdade da escravidão das castas e da perseguição. Um detalhada “Carta dos Direitos Humanos dos Dalits” foi redigida com apelos para a Comunidade Internacional e para a ONU, na esperança que isto colocaria um pressão possitiva sobre o Governo Indiano. Mas pouco tem mudado – até recentemente.
Em Outubro de 2001, líderes Dalits se encontram com 740 líderes cristãos na Índia em uma histórica reunião. Pela graça de Deus, os líderes Dalits reconheceram que a verdadeira esperança e liberdade para seu povo não será encontrada numa revolução social, mas em uma nova crença. Eles concordaram em permitir que as pessoas sigam a Cristo, se estas pessoas decidirem por isso. Os líderes cristãos, em troca, se comprometeram ajudar esse movimento em massa, apesar dos riscos envolvidos.
Originalmente, alguns anos atrás, o líder Dalit (especificamente Ram Raj e outros) tinham se encontrado com certos cristãos na Índia que tinham recusado aceitar este esmagador número de pessoas em suas igrejas. Desencorajado, os líderes Dalits, como o líder Dr. Ambedkar então se converteram ao Budismo. Pela graça de Deus, a porta está agora aberta para milhões experimentarem esperança e verdadeira liberdade através de nosso Senhor.
Fatos sobre os Dalits:
• A cada dia, três mulheres Dalits são estrupadas;
• Crianças Dalits são freqüentemente forçadas a sentarem de costas nas suas salas de aula, ou mesmo fora da sala;
• A cada hora, duas casas de Dalits são queimadas;
• A maioria das pessoas das castas altas evitarão terem Dalits preparando a sua comida, por medo de se tornarem imundos;
• A cada hora, dois Dalits são assaltados.
• Em muitas partes da Índia, Dalits não são permitidos entrar nos templos e outros lugares religiosos;
• 66% são analfabetos;
• A taxa de mortalidade infantil é perto de 10%;
• A 70% são negado o direito de adorarem em templos locais;
• 57% das crianças Dalits abaixo da idade de quarto anos estão muito abaixo do peso;
• 300 milhões de Dalits vivem em Índia;
• 60 milhões de Dalits são explorados através do trabalho forçado;
• A maioria dos Dalits são proibidos de beber da mesma água que os de castas mais altas.
300 milhões de Dalits estão escravizados e sem esperança debaixo do julgo do hinduísmo. Você pode fazer alguma coisa quanto a isto!
Não perco o meu tempo assistindo novelas na tv mas, se algumas vezes quebrei esse comportamento, foi com relação Poucas pessoas no mundo tem experimentado um nível de abuso e pobreza como os 300 milhões de Dalits ou “intocáveis” da Índia.
Por 3.000 anos eles tem vivido num ciclo de discrimação e desespero sem esperança de escape. Para os Dalits, dor e sofrimento são parte da vida. Eles estão presos a um sistema de castas que nega a eles adequada educação, água potável, empregos com decente pagamento e o direito à terra ou à casa própria. A cada duas horas Dalits são assaltados e duas casas de Dalits são queimadas. A cada dia, dois Dalits são assassinados. Discriminados e oprimidos, Dalits são freqüentemente vítimas de violentos crimes. Em 15 de Outubro no Estado de Haryana, cinco jovens Dalits foram linchados por uma multidão por tirarem a pele de uma vaca morta, da qual eles tinham legal direito para fazer. A Polícia, segundo consta, ficou parada sem nada fazer e permitiu que a violência continuasse. Em 1999, vinte e três trabalhadores agrícolas Dalits (incluindo mulheres e crianças) foram assassinados por seguranças particulares de um fazendeiro de alta-casta. O crime deles? Ouvir a um partido político local com considerações que ameaçavam o domínio do fazendeiro sobre Dalits locais como mão de obra barata.
Embora leis contra a descriminação de castas tenham sido aprovadas, a discriminação continua e pouco é feito para processar os acusados. Em anos recentes, porém, tem havido um crescente desejo por liberdade entre os Dalits e castas baixas hindus. Líderes como Ram Raj tem vindo a frente exigindo justiça e liberdade da escravidão das castas e da perseguição. Um detalhada “Carta dos Direitos Humanos dos Dalits” foi redigida com apelos para a Comunidade Internacional e para a ONU, na esperança que isto colocaria um pressão possitiva sobre o Governo Indiano. Mas pouco tem mudado – até recentemente.
Em Outubro de 2001, líderes Dalits se encontram com 740 líderes cristãos na Índia em uma histórica reunião. Pela graça de Deus, os líderes Dalits reconheceram que a verdadeira esperança e liberdade para seu povo não será encontrada numa revolução social, mas em uma nova crença. Eles concordaram em permitir que as pessoas sigam a Cristo, se estas pessoas decidirem por isso. Os líderes cristãos, em troca, se comprometeram ajudar esse movimento em massa, apesar dos riscos envolvidos.
Originalmente, alguns anos atrás, o líder Dalit (especificamente Ram Raj e outros) tinham se encontrado com certos cristãos na Índia que tinham recusado aceitar este esmagador número de pessoas em suas igrejas. Desencorajado, os líderes Dalits, como o líder Dr. Ambedkar então se converteram ao Budismo. Pela graça de Deus, a porta está agora aberta para milhões experimentarem esperança e verdadeira liberdade através de nosso Senhor.Fatos sobre os Dalits:
• A cada dia, três mulheres Dalits são estrupadas
• Crianças Dalits são freqüentemente forçadas a sentarem de costas nas suas salas de aula, ou mesmo fora da sala;
• A cada hora, duas casas de Dalits são queimadas;
• A maioria das pessoas das castas altas evitarão terem Dalits preparando a sua comida, por medo de se tornarem imundos;
• A cada hora, dois Dalits são assaltados.
• Em muitas partes da Índia, Dalits não são permitidos entrar nos templos e outros lugares religiosos;• 66% são analfabetos;
• A taxa de mortalidade infantil é perto de 10%;
• A 70% são negado o direito de adorarem em templos locais;
• 57% das crianças Dalits abaixo da idade de quarto anos estão muito abaixo do peso;
• 300 milhões de Dalits vivem em Índia;
• 60 milhões de Dalits são explorados através do trabalho forçado;
• A maioria dos Dalits são proibidos de beber da mesma água que os de castas mais altas.
300 milhões de Dalits estão escravizados e sem esperança debaixo do julgo do hinduísmo. Você pode fazer alguma coisa quanto a isto! COMECE ORANDO!
Por Gospel for Ásia – Dalit Awakening (tradução livre)http://www.dalit-awakening.org/index.html
Missão Portuguesa
Coral, de 4 anos de idade, de repente e não mais que de repente, poderá ser a “primeira-mãe-canina” do grande país do norte. Quem diria que se iria dar um mergulho fundo lá no fundão do meu Algarve!? Nascerá em Abril o filhote que poderá vir a ser o xodó da família presidencial.
Oh, caraças! Sempre nos toca a oportunidade de resolver grandes problemas que vez ou outra surgem em algum lugar desse imenso Mundão. Agora é a sorte de ter-mos uma raça própria de cães --- cão d’água português. Claro que temos outras como o “Pastor Serra da Estrela” ou o “Rafeiro Alentejano”, dentre algumas. Note-se que até aqui o meu Alentejo não escapa...
Pessoalmente e até mesmo como criador de cães de raça que já fui (Dálmata), a minha preferência recai nos de médio e grande porte. Porém, nunca escondi a simpatia que sempre nutri por esta raça que agora se torna celebridade, talvez porque muitas vezes tive a sua companhia quando das pescarias em que participava lá na minha terrinha.
Estima-se que a raça tenha em volta de 700 anos e, consequentemente, alguns exemplares foram marinheiros e descobridores quando fizeram parte da tripulação das nossas naus... São bons companheiros em todas as situações. A sua grande característica é a capacidade de mergulhos em até três metros de profundidade e a habilidade de resgate de utensílios de pesca perdidos pelos pescadores. Além disso, não soltam o pêlo e é esta última característica a origem da sua preferência por parte da família Obama.
Eu jamais trocaria as praias do Algarve ou da Costa Alentejana e até mesmo as ribeiras interioranas desse jardim à beira mar plantado por terras outras, muitas vezes inóspitas. Porém, uma missão nobre é sempre um chamado a que nenhum português pode virar as costas, mesmo que seja um cachorro. Eu cumpro a minha e o peludão irá cumprir a dele...
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
A Mosca
Joãozinho, sempre ele (...), estava na sala de aula muito quieto e concentrado, coisa rara de acontecer. A professora observou que ele levantava o dedo indicador e uma mosca, rodando, rodando, rodando, acabava por posar no dedo do menino. Isso se repetiu por umas três ou quatro vezes, sempre sob o olhar curioso da professora que pensava:
- Esse menino é levado mesmo!... mas como é que ele consegue fazer isso?
E a curiosidade era tanta que el resolveu também levantar o dedo para ver se a mosca procedia com ela do mesmo modo. Tentou uma vez e nada; tentou uma segunda e uma terceira e sem resultado. Foi nessa altura que o Joãozinho lascou:
- Professora! --- se a senhora não enfiar antes o dedo no cú, não adianta!...
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
domingo, fevereiro 22, 2009
Elefante na "cabeça"
29.945, para aqueles que gostam de fazer uma fézinha no jogo do bicho é um número atraente. Ainda por cima corresponde ao "elefante" e isso, tendo tudo a ver com a África, de onde saíram notícias surpreendentes que embasam esta crónica de hoje, alavanca mais ainda o interesse de amanhã ir na banca mais próxima e apostar no milhar. Já aproveitando, tomar aquela cachacinha tipo mata-bicho (não sei se o termo está de acordo com as novas regras ortográficas), pois quase todos os botecos são, também, pontos de jogo. Para aqueles que não residem no Brasil e, portanto, não terem acesso a esse tão popular jogo proibido (...), a sugestão é comprar um bilhete de lotaria ou loteria com aquele final.
A República Democrática do Congo está a indemnizar portugueses que perderam património e outros bens quando das nacionalizações e expropriações promovidas pelo regime de Mobuto na sequência da "zairização" do país. 55 ex-residentes no Zaire, incluindo os seus herdeiros, já receberam um total de mais de seis milhões de euros até ao fim de 2008. Então, faltam os referidos 29.945 que completam os 30 mil que lá residiam na década de 70 (antigo Zaire)...
Muitos desses (acredito que não todos), podem esperar por um contacto, pois parece que as autoridades de Kinshasa fizeram um levantamento exaustivo das situações individuais e abriu processos indemnizatórios com a elaboração da primeira lista de 55. Essas primeiras indemnizações orlam entre 300 e 400 mil euros cada, o que não deixa de ser uma boa grana, se bem que certamente muito inferior aos prejuizos e que nunca apagarão os constrangimentos vividos. Já se apurou que alguns dos já beneficiados continúam emigrados noutros países e outros em Portugal. De qualquer modo, pressupondo que estejam na idade sexi (sexagenários como eu que hoje completei 64), dará para endireitar algo que esteja torto...
As negociações foram conduzidas pelo gabinete do ministro das Finanças da República Democrática do Congo, Athanase Matenda Kyelu, que assinou protocolos de acordo com mandatários de cidadãos portugueses que foram identificados e que estavam em condições de serem ressarcidos pelos acontecimentos de 1973. A verba foi inscrita no orçamento de 2008 e as primeiras transferências de dinheiro começaram a ser efectuadas em Fevereiro e Março e duraram até Dezembro passado. Depois disto, começaram os contactos diplomáticos com Portugal no sentido de identificar mais situações passivas de processos de indemnização.
Este mês, o vice-ministro do Orçamento, Alain Lubanba wa Lubanba, esteve em Lisboa numa reunião no Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde António Braga, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, acordou em formar uma comissão mista para "agilizar e fiscalizar" todo o processo.
Outros países onde se verificaram acontecimentos idênticos, possìvelmente não tomarão iniciativas deste porte, a não ser que haja interesses embutidos como foi o caso do governo de Kinshasa que objectiva normalização de relações e captação de investimentos e também do governo português que está de olho nas riquezas naturais do país africano --- caso da Galp.
A mim não me tocará nada nesse testamento, pois só por lá passei duas vezes e um pouco ao largo nas águas costeiras. Por isso vou apostar naquele milhar e tentar ficar de olho no outro que será o definitivo para nova aposta. Quando, não sei...
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sexta-feira, fevereiro 20, 2009
Grito de Carnaval
"Grito de Carnaval" é a expressão há muitos e muitos carnavais usada para definir o início da popularíssima festa de Momo.
E porquê "grito"? --- acredito eu por ser uma exaltação e um exacerbamento da alegria. E concordo também que o grito não deveria ser um trampolim para a gritaria desenfreada e a música em escala altíssima que nos agride os ouvidos quando atrás de um trio elétrico ou no interior do salão.
Não me considero um velho ranzinza, brega e quadrado como muitos certamente me qualificarão. Sou, antes, uma pessoa com o ouvido sensível moldado assim pela Natureza como, aliás, acontece com todo o ser humano e isto só para me ater à espécie, pois até me poderia referir ao meu cão que não suporta o som do estalo de um simples rojão ou bombinha...
Sou amante da boa música de todos os tipos, mas dedico especial carinho à coleção de clássicos do meu acervo que, só não é maioria devido à menor escala de produção... Ao longo da minha vida frequentei todos os lugares como os bailes da escola, discotecas, salões de clubes, bares com música ao vivo, concertos, etc.. Claro que em muitas dessas ocasiões a atração não era a música pròpriamente (...); mas o alto número de decibeis no ambiente forçavam-me a picar a mula para outras paragens.
Ontem teve festinha de carnaval na escola de um dos meus netos. Era um dia diferente e constava das actividades planeadas pelo corpo docente para o ano lectivo. Assim, quando na hora da saída à tarde lá estava eu para o trazer para casa, o que normalmente acontece todos os dias num revezamento entre os avós maternos.
Não foi fácil encontrá-lo no meio de todo aquele alvoroço de fim de festa. Caminhando por ali e por acolá, desemboquei no pavilhão de desportos, o ponto central das festividades. Confesso que me senti fora do meu habitat, pois os meus ouvidos não toleravam a altura do som expelido por um conjunto de caixas acústicas. Coloquei os dedos indicadores como tampão nos ouvidos e acredito que para alguns dos impávidos e serenos eu estaria numa pose ridícula...
Finalmente encontrei o meu neto. Rápidamente o saquei daquele inferno, depois que ele foi alertar a professora sobre a minha presença. Já na parte externa comecei a conversar com ele sobre aquele problema do som e, a princípio, notei que não entendia o que eu estava falando. Passados alguns minutos começou a entender-me e confirmou estar com dificuldades de audição e dores de cabeça.
Nem direi para o Carnaval do póximo ano, mas já para as Festas Juninas deste, a gritaria terá que ser mais suave. Caso contrário o neto ficará com os avós e estes terão que vergar a mola enferrujada para participar das brincadeiras.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Histórias pitorescas
A cachopa, com curso superior e priviligiada, conseguiu um bom emprego e até o green card num belo e estável país. Façanha para poucos.
Não foi difícil arrumar um namorado natural do pedaço, pois além da condição, há aquele foguinho que derrete o gelo... Só que as coisas avançaram, avançaram e chegaram a um patamar periclitante que originou o acender a luz vermelha.
O cachopo poderá ser de boa linhagem e integrante de certa ala da sociedade (nunca vi nada publicado a seu respeito...) e deve ter começado a pressionar a cachopa por causa da insustentabilidade da situação e, assim, conseguiu meios de acabar com isso.
Quando a cachopa caíu na real ou porque resolveu dar um tempinho e este acabou, enfeitou-se com as pinturas de guerra e partiu para o ataque contra os caras pálidas. Caíu do cavalo...
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