quarta-feira, maio 06, 2009

segunda-feira, maio 04, 2009

Açaime

Há dias em que melhor seria não sair de casa. E são muitos.
De há uns tempos a esta data eu até tenho optado por ficar em casa, naturalmente. Muitos amigos sumiram e eu também não tenho mais aquela disposição para ir até àquele bar que costumava frequentar, ou a qualquer outro ponto público de lazer ou de tertúlias. Trabalho na parte da manhã, das 5 às 13, faço a minha sésta depois do almoço como todo o bom alentejano e nas restantes horas da tarde e algumas da noite ocupo-me com alguma coisa --- internet, leitura, bricolagem, enfim.
Sei que me prejudico muito com esse estilo de vida, pois não é muito salutar e eu preciso fazer algum tipo de exercício físico e não faço. Um ou outro dia passeio com o meu cachorro e faço-o quando ele me pede.
É verdade! Os cães pedem ao dono para que os levem a passear. Nem precisam latir ou ladrar para expressarem esse desejo, pois o dono que esteja bem entrosado com o seu amigo fiel percebe isso no olhar. E não é todos os dias que eles pedem, se bem que eles gostariam e necessitam de passear sempre. Por causa dessa flexão deles nós adiamos o dever impávidos...
Hoje não foi possível adiar. Fui no quintal e peguei a trela e coleira. Foi o suficiente para que o meu Dálmata explodisse de alegria e pusesse em alvoroço todos os demais cachorros vizinhos. Sempre isso acontece.
Gosto da maioria de raças caninas, mas tenho preferência pelos Dálmatas e Labradores. Cheguei a ter um Canil devidamente registado e criei Dálmatas por alguns anos. Por isso, sou profundo conhecedor desta raça. São, até certo ponto, cães mansos. Óptimos para quem tem crianças. Adestrados, dispensam a trela e jamais será necessário usarem açaimo. Porém, sempre passeei com os meus usando a trela.
Este meu Dálmata, o Díli, é diferente de todos quantos já tive e jamais o consegui educar ao ponto de que caminhe a meu lado. Puxa por mim como se ele me estivesse levando a passear e não eu a ele... Memorizou todas as casas onde tem cachorros e começa a latir na aproximação de cada uma delas em provocação. Tem uma força descomunal à qual eu tenho que corresponder e o resultado final é o cansaço mútuo nos píncaros.
Tomo todos os cuidados para não assustar os demais transeuntes, mudando de uma calçada para a outra ou reduzindo o tamanho da trela para o deixar bem junto a mim. Mesmo assim há pessoas que ficam com medo e outras que soltam o verbo até às ofensas. Claro que, estas últimas, por pura ignorância.
Hoje na calçada percebi a aproximação de dois jóvens e entendi que um deles conversava e o outro só escutava. O falante era daquele tipo que mistura o "evangélico fanático " com o "rebelde engraçadinho". Percebi que falava sobre a Inquisição e depois que passou por mim soltou esta pérola: "... tratar bem as pessoas; não como esse aí trata o animal". Parei e virei-me para trás esperando que ele olhasse também. Sorte dele que não se virou...
Mais à frente, percebi que uma mulher vinha na mesma calçada, mas em sentido contrário e, ao aproximar-se, foi para o outro lado da rua. Lá, estancou e me disse alto e bom som: "Porque não coloca um açaime no cachorro?". Não aguentei e retruquei: "Mas quem está gritando é a senhora e não o cachorro...". Reiniciou a sua caminhada vomitando um monte de impropérios, mas eu não liguei mais.
Três quadras depois virei numa esquina e iria passar defronte a um portão gradeado, local que o Díli conhece muito bem. Lá tem uma fêmea Labrador e os dois sempre namoravam através das grades; uma amizade há muito consolidada. Porém, há dois meses que lá se encontra um macho da mesma raça junto com ela e, a partir daí, a nossa passagem deixou de ser tranquila.
Logo que virei a esquina, a dona daquele casal de Labradores estava saindo de casa e, descuidando-se, deixou escapar o macho. Este veio correndo ao nosso encontro, feroz, e atracou-se com o meu Díli. Continuei segurando-o na trela e entendi que não o deveria soltar. Sabia que assim que um deles baixasse a guarda a briga terminaria. O Dálmata abocanhou o Labrador no pescoço paralisando-o. Foi o suficiente para que cada um seguisse o seu caminho. Nenhum deles ficou ferido, aparentemente, e eu fui conversar com a dona do Labrador fazendo-a ver que eu e o meu Dálmata eramos inocentes e, se o meu estivesse com açaime ter-se-ía dado muito mal.

sexta-feira, maio 01, 2009

Trânsito em Portugal

Esclarecimento da Ex-DGV:

Tendo em conta as disposições aplicáveis do Código da Estrada, na redacção que lhe foi conferida pelo Decreto-Lei nº 44/2005, de 23 de Fevereiro, constantes dos artºs 13º, nº 1; 14º, nºs 1 a 3; 15º, nº 1; 16º, nº 1; 21º; 25º; 31º, nº 1, c) e 43º e as definições referidas no artº 1º do mesmo Código, na circulação em rotundas os condutores devem adoptar o seguinte comportamento:

1- O condutor que pretende tomar a primeira saída da rotunda deve:

  • Ocupar, dentro da rotunda, a via da direita, sinalizando antecipadamente quando pretende sair.

2 - Se pretender tomar qualquer das outras saídas deve:

  • Ocupar, dentro da rotunda, a via de trânsito mais adequada em função da saída que vai utilizar (2ª saída = 2ª via; 3ª saída= 3ª via);
  • Aproximar-se progressivamente da via da direita;
  • Fazer sinal para a direita depois de passar a saída imediatamente anterior à que pretende uitilizar;
  • Mudar para a via de trânsito da direita antes da saída, sinalizando antecipadamente quando for sair.

Elo perdido

Algumas vezes já tenho pensado no quanto eu sou insistente em abordar assuntos do passado e, até certo ponto, lamento isso. Tanto mais que frequentemente ouço de algum dos meus amigos que "viver do passado é estancar no presente". De uma amiga até ouvi uma explicação sobre que não se devem guardar objectos antigos, pois os mesmos deverão estar sempre em movimento; devem vender-se ou simplesmente repassá-los...
Não que, com a corda a que me agarro, eu me queira igualar a muitos dos bons cronistas, uma vez que só estou na fase do engatinhamento, mas é verdade que muito do que leio da produção deles, inúmeras vezes o fio da meada vem lá dos antanhos. Portanto, isso não significa estar constantemente obcecado com o passado e sim porque as próprias ideias se movimentam num espaço sem calendários. As ideias afloram porque algo do presente é marcante e, inevitàvelmente, comparações aparecem.
Já referi numa das minhas crónicas que o meu principal passatempo na juventude era a troca de correspondência com moças de vários países e que só vim a conhecer pessoalmente uma meia dúzia, se tanto. Frequentemente recordo tudo isso. Solicitava a publicação do meu pedido de correspondência numa revista, jornal ou rádio; semanas depois, a fio, o carteiro entregava na minha casa maços de cartas amarradas com um barbante. Afinal, muitos outros jóvens compartilhavam das minhas preferências...
Infelizmente eu não conseguia responder a todas. A maioria por falta de tembo hábil, algumas por falta de dinheiro para poder pagar um tradutor (...) e outras por seleção pura e simples. Moralmente já pedi desculpas centenas de vezes a esta maioria.
Um restrito grupo foi eleito e ainda hoje, quase meio século passado, comunico-me com algumas e com os seus maridos. Todas casaram e eu também. Porém, a não ser quatro casos que viraram namoradas, as demais sempre foram amigas especiais e mantem-se essa amizade.
Um dos motivos que colocavam um ponto final nessa relação epistolar era a falta de resposta a uma carta enviada. Isso vigorava de uma ou da outra parte. Acredito que esse comportamento tenha gerado injustiças pois que, como em qualquer acusação, deve sempre existir o direito de defesa.
Fui no meu baú de recordações e lá achei o envelope que ilustra esta minha crónica (com a respectiva carta que continuará sigilosa...). Da mesma remetente recebi uma vez uma carta, para mim redireccionada pelos Correios do Brasil, toda desbotada mas ainda perceptível. Acompanhava uma nota explicativa informando ter sido recuperada nos destroços de um avião que caíra no mar na baía da Guanabara. Conclui-se que, a não ter sido recuperada essa carta, o elo estaria perdido. Esse elo foi recuperado e recolocado no seu lugar da corrente e isso viabilizou o meu casamento com aquela gaúcha que me deu três filhos maravilhosos.

segunda-feira, abril 27, 2009

Bentonices

Mais uma vez o Papa Bento XVI pisou na bola; escorregou na maionese; deu mancada. Poderia acrescentar mais algumas expressões como “mijou fora do penico”, mas aí o nível cairia bastante e isso não se coadunaria numa referência a Sua Santidade...

Não leu ou simplesmente ignorou a mensagem do Patriarca de Lisboa, na qual este sugeria “realçar os valores da santidade, em detrimento de exaltações patrióticas” a quando, no dia seguinte (ontem), se realizaria a cerimônia de canonização de mais um santo português --- D. Nuno Álvares Pereira.

O maior feito de D. Nuno foi vencer a batalha de Aljubarrota comandando um pequeno exército de 6000 portugueses e aliados ingleses, contra 30 000 soldados das tropas castelhanas, entre 1383 e 1385, num período de grande instabilidade e que veio a consolidar a independência de Portugal.

Existe uma estória na história que conta ter ido D. João de Castela ao Convento do Carmo, em Lisboa, encontrar-se com D. Nuno. O castelhano ter-lhe-ía perguntado o que ele faria se Castela invadisse Portugal outra vez!? O irmão Nuno (aqui sem Dom...) teria levantado o seu hábito e mostrado, por baixo deste, a manguaça, dizendo que ela sempre poderia entrar em ação para servir Castela...

Considerando estes dois eventos como dois grandes feitos, subtilmente eles se enquadram no espírito da mensagem, acima referida, do Patriarca de Lisboa ao seu Chefe. Este não percebeu que aqui não há nada de santidade e, principalmente, que os espanhóis, eternamente vizinhos e agora muy amigos, não vão gostar nada da piada.

Mudando o rumo, mas no mesmo espaço, realço que Portugal tem agora oito santos, não considerando os outros cinco que também nasceram no jardim à beira mar plantado, antes da fundação da nacionalidade em 1143.

Só um deles é alentejano de nascimento – São João de Deus. D. Nuno foi conde de Arraiolos e Barcelos e, assim, a nossa capital dos tapetes chamou-o ao nosso ninho de alguma forma. A Rainha Santa Isabel nasceu do outro lado da fronteira (Aragão) e era a mulher do rei D. Dinis; os dois passaram grande parte do seu reinado em Estremoz e ela ali faleceu em 1336.

sábado, abril 25, 2009

Filatelia

Sócrates queria um selo com a sua foto para deixar para a posteridade o seu mandato no Governo deste país que está de tanga.
Os selos são criados, impressos e vendidos. O nosso PM fica radiante! Mas em poucos dias ele fica furioso ao ouvir reclamações de que o selo não adere aos envelopes.
O Primeiro-ministro convoca os responsáveis e ordena que investiguem o assunto. Eles pesquisam as agências dos Correios de todo o país e relatam o problema. O relatório diz: "Não há nada de errado com a qualidade dos selos. O problema é que o povo está a cuspir no lado errado."

Abraço a Todos os Irmãos Portugueses

Ícone maior - 25 de Abril

Times e Bandas

Grêmio = Sepultura
Um dos nossos sucessos internacionais.Mas na terra do molejo e do samba faceiro, muitos acham que eles pegam pesado demais.
Palmeiras = Aerosmith
A banda tem enorme tempo de estrada. Mas suas músicas só atingem o estrelato quando faz alguma parceria.
Cruzeiro = Paralamas do Sucesso
Na América do Sul é respeitado e campeão de vendas. Mas quando participa de um festival com bandas europeias, é café com leite.
Corinthians = Michael Jackson
Um dos mais populares da história, envolveu-se em escândalos e até mudou de cor. Têm apostado em criancinhas como Lulinha e Dentinho.
São Paulo = Queen
Já foi eleita a melhor do mundo uma quantidade de vezes. E um dos seus integrantes é assumidamente homossexual.
Santos = Beatles
Nos anos 60, não tinha pra ninguém. Só que até hoje é lembrado no mundo inteiro pelos sucessos de 40 anos atrás.Já foi eleita a melhor do mundo uma quantidade de vezes. E um dos seus integrantes é assumidamente homossexual.
Vasco = Oasis
Banda de qualidade e importância inquestionáveis. Todo mundo quer gostar dela quando ouve, mas a imagem do ex-líder faz muita gente ainda sentir aversão.
Internacional = Led Zeppelin
Reinou nos anos 70 e morreu nos 80. Seus líderes conseguiram juntar os cacos e voltar nos anos 2000, com uma inesquecível turnê mundial.
Fluminense = Titãs
Banda charmosa e simpática e, no Brasil, é querida por muitos. O problema é que ninguém nunca ouviu falar fora de nossas fronteiras.
Botafogo = Rolling Stones
Seria o maior da década de 60, se não houvesse um rival mais popular. Teve seuSatisfaction em Garrincha. Há alguns anos retomou o rumo e está feliz da vida.
Flamengo = Jorge Ben Jor
Há muito tempo não produz um grande sucesso. Mas é incrível como segue popular e nunca sai da moda.
Goiás = Leonardo
Tomou espaço de outros similares, e vez ou outra emplaca um sucesso, mas nunca chegando ao topo como seus inspiradores.
Ponte Preta & Guarani = Chitãozinho e Xororó
Quando apareceram, ganharam muitos fãs pelo Brasil, viraram febre, mas nunca foram unanimidade.
Depois de um tempo, e de tantas imitações, se relegaram aos seus poucos fãs do interior.

sexta-feira, abril 24, 2009

Povo sofredor

Este é um panorama dos Governos da Espanha, Itália e França...
... e é assim que os portugueses enfrentam a crise...

Peludos e Pelados

Johnny Weissmuller. Lembro-me dos seus filmes em que interpretava Tarzan; suponho que tenha sido o primeiro Tarzan nas telas do cinema e, claro, a preto e branco. Mas ele foi muito mais que um actor e por tal não tão lembrado -- nadador competitivo. Bateu o record dos 100 metros livres com a marca de 58:60 segundos em 1922.
Passaram-se 87 anos sobre aquele record e o mesmo foi sendo batido sucessivamente ao longo dos anos. Nesse painel de quadros está um brasileiro, Manuel dos Santos, em 1961.
O último a realizar tal proeza e a ultrapassar a barreira dos 47 segundos, foi o francês Alain Bernard, com a marca de 46:94 s, em Montpellier na França.
Ninguém está preocupado com os bons vinhos de Montpellier que, por serem bons de verdade, me fizeram apanhar uma grande carraspana na única vez que por lá passei em 1992; e nem tão pouco com o Tarzan dos filmes; nem, até mesmo, com esse último record mundial. A preocupação recai no tipo de material com o qual o maiô de Bernard foi confeccionado...
Weissmuller, apesar de aparecer em tronco nú (top less) nos filmes, também usava um maiô inteiriço nas provas de natação, costume daquela época. Mais tarde outros vestiam um simples calção e sunga depois. Voltámos aos maiôs mais recentemente. Afinal, entre um record e outro sempre houve diferenças nas vestes ou nos materiais das mesmas e só agora começou toda essa polémica com ameaças de não homologação de resultados. Isso impele-me a sugerir que os atletas, nessa e noutras modalidades em que o vestuário possa ser considerado participativo, passem a disputar as provas nús. Mesmo assim haverá quem aponte vantagens aos raspados sob os peludos...

Itaici corporativista

Indaiatuba é logo ali. Uma cidade aprazível com alto índice de desenvolvimento, um parque industrial relevante, uma comunidade japonesa em destaque e grande número de bicicletas. Muitas vezes vou até lá.
O que mais torna essa cidade conhecida, nacionalmente e talvez internacionalmente, é um dos seus bairros --- Itaici. Ali tem um grande mosteiro, uma comunidade religiosa católica, onde anualmente se realiza a Conferência dos Bispos do Brasil, e o Retiro dos Jesuitas. Todos eles se reunem lá para discutir os problemas da igreja e meter a colher noutros assuntos da comunidade laica.
Saiem dali grandes pérolas e a última, proferida por Dom Orani Tempesta, porta-voz da CNBB a respeito do escândalo que envolve o ex-bispo e actual presidente do Paraguai, foi a seguinte: "Cada pessoa responde à fidelidade ou à infedilidade daquilo que promete. Acho que não cabe à igreja julgar ninguém, mas a cada um de nós, vendo as coisas, dizer se está sendo fiel àquilo com que se comprometeu". Profundo! muito profundo. Além de toda a hipocrisia englobada, é empestiante, também, a declaração de Dom Tempesta...

quarta-feira, abril 22, 2009

Porta escancarada

Alguns Órgãos, como a OAB, por exemplo, vieram a público lamentar o bate-boca de hoje entre dois Ministros do Supremo Tribunal Federal, um dos quais o Presidente.
Sim! é de lamentar. Porém, parece que algo está podre no Reino da Dinamarca... Um pobre e simples mortal como eu não tem aquela liberdade de expressão quando se trata de briga de cachorro grande, principalmente nesta esfera, pois o terreno é muito pantanoso... Todavia, arrisco a opinar que o desenvolvimento da questão (se houver) será muito interessante e, quiçá, positivo.

segunda-feira, abril 20, 2009

Campeão mais uma vez

Comboios ou Trens

Acontecem coisas no meu País que me deixam meio embrulhado. No que me recebeu e que eu adoptei, também tem muita coisa esquisita, mas não é o caso do momento.
A venda de comboios usados ao estrangeiro, que empresas públicas portuguesas como a CP estão fazendo, é algo que me sôa muito estranho. O rendimento dessas vendas orla no pico de muitos milhões, mas eu não descortino nisso vantagens reais. Ou talvez as haja no campo surrealista e aí já são outros quinhentos, ou que o buraco seja mais embaixo...
A assinatura desses contratos de venda possìvelmente renderão algumas propinas não se sabe a quem; ou sabe-se e ninguém mais se importa com isso por ser trivial.
São locomotivas, vagões e carruagens imprestáveis para uso nas nossas ferrovias (já muito poucas), mas recuperáveis ao ponto de satisfazerem as exigências dos compradores. Estranho, não é? Faz até lembrar o tipo que desdenha daquela mulher gostosa e que insinuantamente é inquirido sobre a localização da sua lata de lixo...
Já estou enxergando na linha do horizonte que, mais dia menos dia, iremos nós comprar esse mesmo tipo de material, mas novo. E aqui outros contratos, certamente assinados pelos então vendedores da sucata. "Vous pisès?", termo muito usado por Eddi Constantine num dos seus filmes e pertinente para eu colocar aqui...
Um dos empregos que tive aqui no Brasil foi exactamente uma grande fábrica de vagões e carruagens de metropolitano. Ali juntei o útil ao agradável pois, tendo passado a minha infância brincando nos trilhos e na estação de comboios situada pertinho da minha casa em Estremoz, agora tinha a oportunidade de participar da construção dessas maravilhas que tanto me fascinavam. Infelizmente a fábrica faliu e exactamente mercê de políticas erradas de um governo que prefere escutar as buzinas dos automóveis e caminhões ao invés daquele apito mágico da locomotiva. Afinal, o que tem a ver esta pequena história com o assunto da venda do material ferroviário que comecei a abordar!? --- Muito! muito a ver. É que, quem conhece bem o ramo sabe o quanto são fortes locomotivas e vagões e o quão difícil é a sua degradação pelo tempo. O cérebro das pessoas é que se arruina fàcilmente.

Pensamento

"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta."

"LISBOA IN VERSOS"
ESPAÇO ANTÓNIO ADOLPHO, RUA IBITURUNA, 550 - SÃO PAULO /BRASIL
COCKTAIL E SESSÃO DE AUTÓGRAFOOOS COM A PRESENÇA DA AUTORA
LuizaCaetano
DIA 6 DE JUNHO 2009 - 16HORAS

Ex Expedicionários a Timor

35.º Aniversário da chegada a Timor da

Companhia de Artilharia 6556

DATA DA REALIZAÇÃO DO EVENTO: 02 de Maio de 2009

HORA DE INICIO: 11H00

LOCAL DO EVENTO: Penafiel, frente ao Quartel

DISTRITO DO EVENTO: Porto

Inscrição:

Luís Melo: 919504600

Joé Rocha: 919163624

NOME DO RESPONSÁVEL PELO EVENTO: Luís Jesus Melo e José Rocha

TEXTO DO EVENTO: Vamos celebrar mais um encontro/convívio da Companhia de Artilharia 6556 no mesmo local do ano anterior "PENAFIEL". Solicita-se aos que têm faltado à chamada que se juntem a nós para comemorar mais um ano de amizade.

domingo, abril 19, 2009

Conversa entre amigos

Recebi um e-mail do meu amigo Charneca, um conterrâneo que, como eu, vive no Brasil no Estado do Mato Grosso.

Abaixo tomo a liberdade de transcrever o seu teor na íntegra, bem como a minha resposta ao seu apelo. Em clima de mês de Abril, que nós portugueses vivenciamos com uma sensibilidade própria, esta conversa entre amigos é muito pertinente.

Meus amigos,

Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal, o Eddie. Dizia-lhe eu à boa maneira portuguesa de “coitadinhos”:

Sabes Eddie, nós os portugueses somos pobres...

Esta foi a sua resposta:

João, como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capaz de pagar por um litro de gasolina mais do triplo do que pago eu?

Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade, de telefone móvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços bancários e cartas de crédito ao triplo que nos custam nos EUA, ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 dólares o equivalente 20.000? Podem dar 8.000 dólares de presente ao vosso governo e nós não.

Não te entendo.

Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2% de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 20% ainda pagais impostos municipais.

Além disso, são vocês que têm “impostos de luxo” como são os impostos na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com que esses produtos cheguem em certos casos até certos a 300% do valor original e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários, impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.

Sois pobres onde João?

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e de Empresas ligadas ao Estado.

Deixa-te de merdas João, sois pobres onde?

Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2000 €. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações municipais, enquanto que nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.

Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.

Vocês não são pobres, gastam muito mal o vosso dinheiro.

Que vou responder ao Eddie?

Por favor dêem-me sugestões.

___________________________________

Minha sugestão:

Reunamo-nos no nosso Alentejo (como da outra vez...) e comecemos a planear um 26 de Abril. Corrijamos tudo o que se desvirtuou na sequência daquele 25 e, numa adaptação aos novos tempos, introduzamos as medidas necessárias de modo a que o amigo Eddie mude o seu conceito perante uma nova realidade.

Um grande abraço.

quinta-feira, abril 16, 2009

Chouriça Top Model (of the world)

A sua peça preferida de vestuário é o calção ou short e, a exemplo do filho (Cristiano Ronaldo), gosta de usar um boné. E nem o frio de Londres ou Manchester a demove desse visual.

As más línguas a chamam de labrega (brega).

.

Eu não concordo! Sou da opinião que cada um se veste como melhor lhe aprouver. E arrisco a afirmar que ela está cagando um monte para a galera...