sexta-feira, setembro 10, 2010

Piadas de Português

Estou a pensar em como o brasileiro tanto gosta de inventar e contar piadas sobre os portugueses E como tem portugueses que não gostam e apelam; e como tem outros, como eu que, ouve uma e replica com duas também sobre portugueses... Quanto mais o cara se chateia, mais eles contam. É assim com as alcunhas também.
Agora vejam: Entrou em validade a lei qe obriga crianças a viajarem num banquinho próprio adaptado ao banco trazeiro do carro. Aquela família viajava sem o banquinho, a polícia mandou parar e impediu que a criança continuasse a viajem naquele carro sem o banquinho; mas deixou que a mãe a levasse de taxi, este também sem o banquinho, enquanto o resto da família continuou indo no carro...

E tem aquela em que o cara recebeu uma multa por estar trafegando com o seu carro a 800 km/hora. O cara teve que pagar a multa e reclamar depois. Não sei se conseguiu safar-se dessa...

Podem ter a certeza que, nem mesmo para os brasileiros que vivem em Portugal eu conto piada de brasileiro quando lá vou. Questão de consciência. E olhem que tive e tenho mulher brasileira, bem como filhos também. Afinal, eles são uma piada, umas belezuras...

quarta-feira, setembro 08, 2010

Vinhos do Alentejo

Dezenas de produtores alentejanos vão colocar os vinhos em prova livre no Lx Factory, em Lisboa, nos próximos dias 24 e 25 de Setembro. O evento “Vinhos do Alentejo em Lisboa” organizado pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), com produção da Essência do Vinho, será uma oportunidade rara para os apreciadores poderem degustar grandes referências alentejanas e novos lançamentos.
“A Grande Lisboa é muito importante p...ara a venda de vinhos do Alentejo, pelo que decidimos prosseguir uma orientação promocional que já havíamos lançado, com a organização de eventos dedicados ao consumidor final, tal como no ano passado no Casino do Estoril. Este ano, apostamos num novo local e num evento com um figurino ainda mais atractivo para os consumidores das classes etárias mais jovens, dado que além da presença dos produtores alentejanos teremos provas temáticas e muita animação”, refere Dora Simões, Presidente da CVRA.
O evento “Vinhos do Alentejo em Lisboa”, que decorrerá na Sala das Colunas no Lx Factory, terá provas temáticas e conversas sobre vinho, comentadas por conceituados especialistas, e ainda no final de cada dia, um showcase exclusivo da banda revelação Virgem Suta, oriunda de Beja, que apresentará ao vivo algumas das músicas que fazem parte do aclamado álbum de estreia homónimo.
O evento “Vinhos do Alentejo em Lisboa” pode ser visitado dia 24, sexta-feira, 16h00 às 22h00, e dia 25, sábado, das 15h00 às 22h00.
Estarão presentes os seguintes Produtores:
.Adega Cartuxa - Fundação Eugénio de Almeida
.Adega Cooperativa de Redondo CRL
.Adega Cooperativa de Vidigueira
.Adega de Borba
.Adega do Monte Branco
.Adega Mayor - Grupo Nabeiro
.Aliança Vinhos de Portugal
.Aromas do Sul
.Arundel of Pavia
.Bacalhôa Vinhos de Portugal
.CARMIM / MONSARAZ VINHOS
.Casa de Santa Vitória / Monte Vilar
.Comenda Grande
.Cooperativa Agrícola de Granja, C.R.L.
.Cortes de Cima
.Dona Maria - Júlio Bastos
.Encostas de Estremoz
.Enoport - United Wines
.Ervideira
.Fita Preta Vinhos
.Fundação Abreu Callado
.Granadeiro - Vinho de Autor
.Henrique Uva / Herdade da Mingorra
.Herdade da Ajuda Nova
.Herdade da Calada
.Herdade da Farizoa - Companhia das Quintas
.Herdade das Servas
.Herdade do Esporão
.Herdade do Gamito
.Herdade do Rocim
.Herdade dos Grous
.Herdade dos Lagos
.Herdade dos Machados
.Herdade Grande
.Herdade Paço do Conde
.Herdade São Miguel
.J. Portugal Ramos Vinhos
.JJMR
.Lima Mayer & Companhia
.Michael Brian McDonagh Mollet
.Monte da Capela
.Monte da Raposinha
.Monte da Ravasqueira
.Monte Novo e Figueirinha
.Parras Vinhos
.Perescuma, S.A.
.PLC - Companhia de Vinhos do Alandroal
.Quinta Das Arcas
.Quinta do Mouro
.Quinta do Quetzal
.RG Rovisco Garcia
.Roquevale
.Sociedade Agrícola João Teodósio Matos Barbosa e Filhos, Lda
.Solar dos Lobos
.Terras de Alter
.Terrenus / Pedra Basta
.Tiagocabaçowines
.Torre do Frade
.Vinhos Monte da Penha

sexta-feira, agosto 13, 2010

Marechal Spínola

Polémico nas suas ideias e decisões militares e políticas, mereceu a minha simpatia. Não só a Guiné, onde mais directa e temporalmente agiu, mas todas as então colónias portuguesas poderiam, mesmo que independentes hoje, ser países prósperos e pacíficos, algo que está longe de ser uma realidade. Portugal também se poderia estar beneficiando directa e indirectamente.
Independentemente de tudo isso, António Spínola nasceu em Estremoz, como eu.
Decorre hoje o 14º aniversário da sua morte e eu achei que deveria ser lembrado no meu blog com dignidade e respeito.

Vida, Vida!

Skate de dedo



"Skate de dedo", esse é o nome da mais recente brincadeira dos nossos putos (moleques) e, acreditem, de muitos marmanjos também. Cito também anciãos, não na perspectiva de ficarem fazendo manobras radicais com os dedos, palma e costa da mão, pois a muitos o reumatismo e outros "ismos" para tal não os liberam, não obstante a mente compartilhar e transmitir um certo desejo. Eu, talvez um dos poucos casos, já experimentei e não me dei mal de todo; botei figura dentro dos limites e o neto gostou...

Da minha parte existe total interactividade nesta brincadeira pois que, nos dois primeiros quadros de fotos acima, a obra e arte são minhas. Nunca tinha visto uma pista/prancha dessas e imaginei-as pela descrição que o neto me ia fazendo; nem sabia que a coisa estava tão popular na internet e, quando procurei já foi depois que construira a minha terceira obra prima da qual, acreditem, existem modelos que eu diria serem cópias e que não são porque só hoje estou publicando a imagem das minhas...

A terceira imagem que representa um looping, essa sim, é uma foto recolhida da internet e de um site que vende esses artigos manufacturados. Também desconhecia haver já alguém ganhando dinheiro em cima disso... Baixei essa foto para servir de modelo à próxima prancha que terei o prazer de fazer, mas com detalhes pessoais. Desta vez, porém, com madeira nova e escolhida, com um banho caprichado de verniz. Coisa que poderá até embelezar uma sala ou outro cómodo qualquer da casa...

É interessante que eu nunca vi os pais dos meus netos fazerem essas coisas artesanais para os filhos. Mas eu fazia para eles, filhos meus e agora para os filhos deles... O meu pai era um excelente marceneiro/carpinteiro, um daqueles artistas, diria até, qual renascentista... Muitas vezes o vi restaurando peças sacras das igrejas, mesmo que ateu fôsse e confeccionando móveis que, anos depois, ele próprio não acreditava ter sido o autor. Acho que ere um desabafo de humildade... Ele fazia todos os meus brinquedos e que eu me lembre, carrinho de mão, pateira e régua, trotinete (patinnette), carros e caminhões, enfim. Até a régua (menina dos 5 olhos) com que o professor nos dava reguadas era feita por ele...

Do que conheci do meu pai e pelo que outras pessoas contemporâneas dele testemunham, parece que sou dele uma cópia fiel em certos detalhes do comportamento e com aquela veia empreendedora no campo de certas habilidades mas, lògicamente que muito aquém do grande artista e profissional.

No meu quarto de ferramentas não falta quase nada. Digo quase, porque sempre existe uma ferramenta que cobiço mas que nem sempre está ao alcance e que, possívelmente pouco seria usada. Algumas que tenho jamais fôram por mim usadas. Porém, tenho um prazer enorme quando olho para aquele quadro na parede e vejo tudo ali organizado e talvez aguardando, algumas, que eu lhes pegue e as manuseie com carinho e arte.

Mas, porque eu estou escrevendo sobre brinquedos, artesãos e ferramentas? --- Porque tudo está relacionado às postagens anteriores sobre os meus problemas de saúde. Como afirmei, daqui para a frente tentarei ser mais e muito mais activo. Irei buscar tempo até onde não houver. Dormirei muito menos, só o essencial e aproveitarei a vida em todas as suas nuances de felicidade. Passearei com o meu cachorro sempre que ele me pedir, pois ele sabe fazer isso, podarei as árvores, cuidarei do jardim. Entrarei debaixo dos carros para ajustar o cabo de embraiagem ou o que quer que seja e, se a barriga dificultar, macaco e cavalete para suspender, tanto as viaturas como outras coisas pendentes e adormecidas... Darei atenção aos netos daqui e conversarei com os portugueses quando eles quiserem. Passearei com a mulher em volta da quadra ou para algum lugar diferente iremos com mais frequência. Nunca mais gritarei com o meu neto daqui, mesmo que ele me encha muito o saco como tão bem sabe fazer; serei muito condescendente com todos esses detalhes e a minha pressão vai agradecer.

Hoje estou fazendo pistas de skate de dedo. Amanhã farei o que mais fôr inventado ou desenterrado do baú. Restaurarei centenas de tranqueiras velhas e doá-las-ei em perfeito estado para que outras crianças sejam felizes. Imaginarei que um coração que bate naquela criança de 8 ou 10 anos é exactamente igual ao meu que tem 65. Sem diferenças!












terça-feira, agosto 10, 2010

Viva o Amor e a Vida

A minha crónica anterior, subordinada ao título “Extremos” tinha que ser escrita. Hoje tenho vontade de a apagar, excluir, deletar. Mas pensei melhor e concluí que ela faz parte de um todo se bem que também do passado.
Não escrevi nada directamente para a minha família e para alguns dos meus amigos como, por exemplo, um e-mail. Também com ninguém me comuniquei através do Skype  ou do MSN, ou mesmo com alguma mensagem no Orkut, Facebook ou Twitter.
A situação para mim estava muito má. A minha cabeça não estava assimilando o que se passava e, além da doença diagnosticada, chegava a pensar, conscientemente, que poderia ficar louco. Apesar de ser um cara forte e de situações extremas ter enfrentado com coragem e abnegação, como um alentejano enfrenta, cheguei a pensar numa das últimas decisões drásticas. Talvez não tenha chegado a esse ponto por pensar nos meus netos, principalmente, e porque amo a vida.
Agradeço de coração --- que não sei se é um coração grande ou um grande coração ---, aos Amigos que me escreveram e-mails dando o maior apoio e acentuando o que há muito tempo eu já sabia, a existência de uma profunda amizade e transbordante carinho.
Hoje não só alertarei os mesmos de ontem, como todos os que constam das minhas listas de contatos. Todos saberão o que aconteceu e, porque um monte de tags colocarei, muita gente por esse mundo afóra tomará conhecimento do que se passou comigo e, certa e infelizmente, se estará passando sabe-se lá com quantos infelizes mais, muitos destes sem o discernimento ou possibilidades de tomar outro rumo. Mas torcerei muito para que as minhas palavras e a minha revolta, aventadas aos quatro cantos do Mundo, encontrem alguns a elas receptivos.
A minha revolta e a minha denúncia não serão encaminhadas à Imprensa. Não pretendo citar nomes. Serei ético, mas consciente de que algo do que aqui escrevo possa vazar por rumos que não tracei. Aí não será um problema em cima do qual alguém me queira encher o saco.
A noite em que eu consegui dormir um pouco mais, nos últimos quinze dias, foi esta última de domingo para segunda-feira. Tomei aquela bateria de comprimidos normalmente, como até então. Procurei um canto no sofá e tentando vencer os pensamentos negativos, dormi das 0 às 2. Tentei na cama, perto da janela para receber ar fresco da madrugada no rôsto e, assim, dormi das 3 às 5. Como não trabalhava na segunda-feira, procurei a cabeceira da cama e dormi das 5:30 às 7. Mais tarde, no sofá outra vez, dormi das 7 às 8. Depois não consegui dormir mais e sentei-me na área abservando os pássaros nas minhas árvores. Eles estavam felizes, como sempre, e parece que me transmitiam algo que eu não decifrava.
Fiquei relutante em tomar a habitual bateria de comprimidos, pois começava a sentir-me bem sem eles. Mas, como o médico me alertara que se eu parasse certamente não viveria muito mais, às 9 horas tomei-os todos. Meia hora depois começou o meu habitual sofrimento de todos os dias. Enfraquecimento das pernas e braços com  formigação. Quentura no peito, ânsias de vómito, tontura e um sentimento de vazio no cérebro.
Desta vez decidi que iria ter uma segunda opinião de um cardiologista. Tinha que ser no dia e pagaria o quanto custasse. Entre alguns nomes fiquei voando sem saber a qual me dirigir e nem todos estavam disponíveis. Uma das minhas cunhadas sugeriu-me o dela que, além de ser professor numa renomada Universidade, era seu médico há muitos anos. Isso concorreu para a escolha e lá estava eu às 16 horas.
Uma clínica que transmite boa impressão a quem chega, não só pela organização, como também pela contestação de uma enorme equipe de cardiologistas.
Levei junto comigo as três recentes radiografias do tórax e uma específica do coração, bem como os últimos exames clínicos, mapa da pressão e relatório pessoal do meu estado de saúde, consultas e terapias. O médico apreciou essa minha organização e tudo foi útil.
Foi uma entrevista morosa e ali não ficou esquecido um único detalhe; até alguma coisa que eu jamais imaginaria me ser perguntada o foi. Percebi que tudo concorreria para um perfeito diagnóstico quando associado aos exames ali feitos na hora e os que ficaram programados para estes dias.
Finalmente o médico mandou-me deitar numa maca para fazer um último exame e, antes que eu subisse, disse-me: “o seu coração não está grande; ele é um coração normal!” --- E onde é que eu ouvi dizer que homem que é homem não chora? E foi o que aconteceu. Embargou-se-me a voz e as lágrimas corriam que nem cataratas pelo meu rôsto. Voltaram a correr agora que escrevo estas palavras, mas isso não me inibe e me dá forças.
Eu não tenho excesso de líquidos no corpo. Eu tenho gordura localizada porque sempre fui bom de garfo e colher, gosto de dormir a sesta e pouco ando a pé por aí… A falta de ar que originalmente me levou ao médico do hospital e posteriormente ao primeiro cardiologista, deve-se à pressão do abdómen sobre os pulmões.
Três exames mais terei que fazer e já estão programados. Todos serão particulares e, portanto pagos. Farei um plano de saúde depois; é necessário, pois não se sabe o dia de amanhã…
Anteriormente escrevi uma outra crónica em que abordava essa discrepância de laudos médicos e dei-lhe o título muito sugestivo de “Filhos da Puta”. Na época não achara outro mais ajustável e até hoje acho que está bom.
O título para a crónica de hoje ainda não emergiu. Mas vejamos e pensemos sobre isto. O primeiro médico (clínico geral) que me avaliou na primeira vez que fui no hospital, pelo Sistema Único de Saúde, achou que todos os exames clínicos estavam bons. Perante o raio X do tórax exclamou que os pulmões e o coração estavam bonitos. Sim, foi essa a expressão usada. Levei todo o material ao meu médico do Posto de Saúde com o qual tenho consulta a cada 4 meses. Também clínico geral, teve a mesma opinião sobre todos os exames.
Numa segunda ida ao hospital, nas emergências, por causa dessa fatídica falta de ar nocturna durante o sono, voltei a fazer a mesma bateria de exames e só com a diferença de, além de chapa do tórax, também uma específica do coração. Tudo normal outra vez! Só que fui aconselhado a procurar um cardiologista, pois ali não me encaminhavam e isso seria com o meu médico do Posto.
Como a consulta no Posto só poderia ser marcada para Setembro, fiquei com a cabeça às voltas. Tendo alguém me indicado uma clínica popular com preços módicos e bons profissionais, marquei uma consulta com o cardiologista e dois dias depois lá estava eu. Mostrei todos os exames (sempre os carrego comigo) e, quando ele olhou as chapas, exclamou: “o coração está enorme e já sei o que você tem!”. O resto eu já comentei anteriormente.
Neste última sábado que entrei nas Urgências do hospital, situação que também já relatei anteriormente, lembro que o médico, neuro-cirurgião, apontou-me na chapa de raio X o pedaço enorme da dilatação do coração. Eu nem imaginava que o coração estivesse tão cá em baixo… Depois foi o que também já relatei.
Agora eu pergunto: um médico cardiologista e um outro neuro-cirurgião nunca terão visto um coração quando estudaram? Nunca aprenderam a interpretar as imagens radiológicas? Será que o cardiologista obtém algumas vantagens quando receita, a êsmo, medicamentos caríssimos? --- O que está acontecendo com os nossos médicos e com o nosso sistema de saúde?
Joguei no lixo todos os comprimidos que tomei durante quase um mês. Foi essa a ordem do Professor Doutor. Certamente levará algum tempo para limpar todo o mal que me ocasionaram, mas senti que hoje passei um dia maravilhoso sem eles. Estou até relutante em tomar o segundo faixa preta do total de 20 que ontem me foram receitados para organizar o meu conturbado sono; na última noite dormi maravilhosamente. Não o tomarei, a não ser que sinta falta dele.
Hoje tomei a água que me tinha sido proibida; tomei uma garrafa de vinho alentejano junto com um sashimi que fiz na feira. Fiz de madeira uma rampa de skate para o meu neto. Amanhã passearei com o meu cachorro, pois não mais estou proibido de o fazer. Do mesmo modo passearei em volta da quadra com a minha mulher e colocaremos em dia o papo que há muito estava em stand by. Ela foi uma grande companheira nestes últimos dias de grande sofrimento.
Viva o Amor e a Vida!

domingo, agosto 08, 2010

Extremos

Um dia, do qual muito bem me lembro, incitado por alguns dos mais velhos dos meus amigos, fumei o meu primeiro cigarro, ou tentei fumá-lo, pois a primeira vez é sempre dramática e a tentativa acaba naquela típica bebedeira tabagista. A marca do cigarro, sem filtro, era Sporting.
Naquele ano tinham sido lançadas no mercado português 3 marcas homenageando clubes --- “Benfica”, “Sporting” e “Porto”. Coloquei aqui pela ordem decrescente com relação a campeão na época…
Como o “Sporting” não tinha filtro, era por isso o mais barato e, consequentemente, o obtido pelo grupo de gaiatos. Eu tinha 9 anos e a maioria andava por aí. Uns dois ou três teríam mais 2 ou 3 anos e, claro, os incentivadores…
Fumei várias marcas como “Definitivos”, “Avis”, “Paris”, “Português Suave”, “Vic”, “Gouloise” e “SG”, este último com filtro. O “Gouloise” era de rebentar os queixos, fortíssimo e francês. O “Paris” também era forte entre os portugueses. Eu preferi, não sei porquê e durante muito tempo, os tabacos fortes. No Brasil comecei com o “Continental” sem filtro, passei para o com filtro e terminei com o “Hollywood” com filtro.
O cigarro é ruim! Sim, ele faz mais mal do que bem ou talvez mesmo ele só faça mal. Mas, quantos e quantos momentos de agitação, de contemplação, meditação, desilusão, decepção e noutras situações ele foi o grande companheiro!? --- Mas minha mãe sempre me alertava para os malefícios. Até mesmo já depois de velho, quando pelo telefone com ela converso. Na semana passada, pelo seu aniversário, comuniquei-lhe que, finalmente, tinha tomado essa difícil decisão de parar de fumar e consegui.
Decidi que jamais colocaria um cigarro nos lábios naquele dia que passeava com o meu cachorro e me comecei a sentir mal. Notei que a pressão baixara e quase desmaiei; vi bolinhas de sabão zuando na minha frente… Isso me abriu os olhos para ir no médico e foi constatado o problema de agravamento da hipertensão. Agravamento, porque nestas andanças nos serviços de saúde do Estado, o cidadão que não tem posses para pagar um plano de saúde particular, sempre se dá mal… Também não é hora de abordar temas da política e, assim, passo à frente.
Muito tempo passado até que consultei com um cardiologista. A primeira vez na vida que procurei um especialista em algo. O diagnóstico não foi bom, pois eu tinha I.C.C. --- Insuficiência Cardíaca Congestiva, traduzido como coração dilatado e incapaz de bombear normalmente. E se eu já tinha dificuldades de dormir, isso para mim passou a ser um tormento, tanto pela reação aos medicamentos que passei a tomar, como ao estado psicológico que se estabeleceu. Fôram dias terríveis agrupando uma série de questões a apresentar no dia do retorno, ante-ontem.
Finalmente retornei. Fui avaliado e tive todas as perguntas respondidas. Até a que fiz sobre quanto tempo eu iria tomar aquele grupo de 4 comprimidos, cuja resposta, bombástica, foi que “para a vida inteira!”. Saí arrasado daquele consultório e pensando numa segunda opinião com outro profissional. Acho que todos pensam assim.
Passei mais uma noite em branco e me senti mal durante todo o dia de ontem. Resolvi que me levassem nas urgências do principal hospital da cidade. Os primeiros cuidados fôram prestados, novos exames fôram feitos. Depois fui parar no gabinête de um clínico de plantão que tudo avaliou.
Este médico, calmamente e com muita firmeza me explicou todo o quadro e, entre outras coisas referiu que 56 anos de cigarro detonaram o meu coração e ele só está batendo por causa dos comprimidos que eu estou tomando e isso porque ainda procurei um cardiologista a tempo. Resumiu que eu estou no bico do corvo e devo-me cuidar enquanto der.
A partir desse momento comecei a sentir-me mal, muito mal. O médico percebeu, mediu a pressão e aquela de 16 x 8 da entrada, estava agora em 7 x 4. Fui para as emergência e conseguiram que eu não apagasse definitivamente.
É assim. Numa crónica diferente que não sei por quem e por quantos será lida, abordei o que se passou entre dois extremos e a todos os fumantes sugiro que parem de fumar enquanto é tempo.

quarta-feira, julho 28, 2010

Oilho Vivo

Nestes assuntos de acionistas, capitalistas e outros istas mais, eu não costumo meter a minha colher. Não me dou bem e acho que não é a minha praia. Aliás, nem se trata de achar ou não achar e, sim, afirmar, que sou peixe fóra d’água nesse mar. A única vez que fui acionista de grande empresa, eles comiam-me os dividendos revertidos em taxas de custódia…
Independentemente do que insinuei e afirmei, não vou deixar de dar o meu palpite nessa mega operação da venda da participação na Vivo por parte da Portugal Telecom para a Telefonica. Os portugueses fôram vivos (desta vez) nessa parada.
Enquanto os espanhois de descabelavam perante as negativas portuguesas, estes fôram, por portas e travessas, negociando aberturas por parte do governo brasileiro e conseguiram adquirir 23% da “Oi”. --- Sabe-se que esta “Oi” anda conseguindo coisas quase impossíveis e há a perspectiva de um futuro promissor.
Todos nós sabemos, nós que moramos aqui no Brasil e os próprios espanhois na Espanha, que os serviços oferecidos pela Telefonica deixam muito a desejar. Não fôra o nível dos políticos que aqui temos e que são nomeados para cargos importantes, caso de Hélio Costa, ex ministro das Comunicações, essa empresa há muito já deveria ter perdido a concessão dos serviços para não mais prejudicar milhões de usuários de telefone e banda larga de internet.
Acredito que os meus conterrâneos sabiam destes detalhes e devem saber muito mais do que por aí vem. São espertos e fizeram um magnífico negócio.
Porém, aqueles acionistas da Vivo que estavam desesperados para que a PT vendesse a sua parte aos espanhois, sempre e só visando lucros e mais lucros, vão ter grandes surpresas no futuro. Lògicamente que sempre haverá alguns mais olho vivo que saiam da canoa antes dela começar a meter água e afundar.

sábado, julho 24, 2010

Velhice

Três irmãs, de 90, 88 e 86 anos de idade viviam na mesma casa.
Uma noite a de 90 começa a encher a banheira para tomar banho, põe um pé dentro da banheira, faz uma pausa e grita:
- Alguém sabe se eu estava entrando ou saindo da banheira?
A irmã de 88 responde:
- Não sei, já subo aí para ver... Começa a subir as escadas, faz uma pausa, e grita:
- Eu estava subindo as escadas, ou descendo?
A irmã caçula, de 86, estava na cozinha tomando chá e escutando suas irmãs, move a cabeça e pensa:
"Na verdade, espero nunca ficar assim tão esquecida".
Bate três vezes na madeira da mesa, e logo responde:
- Já vou ajudá-las, antes vou ver quem está batendo na porta…

sexta-feira, julho 23, 2010

Filhos da Puta

Muitas vezes quando inicío uma crónica já tenho um título para a mesma, pois nasce naturalmente. Outras vezes, como é o caso desta, fico na dúvida e, assim, vou escrevendo e aguardar até ao final por uma luz que dissipe essa escuridão. Tudo isto porque o assunto é escabroso e me deixa revoltado, o que origina uma lista de títulos raivosos…
Cada um sabe onde lhe doi e tem que dançar conforme a música. Juntei duas metáforas com o mesmo sentido na mesma frase para explicar que durante muitos anos, mais de 15, paguei um Plano Privado de Saúde e jamais usufruí do mesmo. Felizmente que assim foi, pois significou isso que nunca fiquei doente (?). Desisti desse Plano por achar que estava muito caro e pelo resultado de uma matemática que coloquei no bico do lápis.
Além dos 15 anos referidos, fiquei mais 5 sem qualquer tipo de Plano e sem ter tido necessidade de ir ao médico. Porém, a idade descobre coisas que até então estavam cobertas e, devido a alguns sintomas estranhos, procurei inscrever-me no Sistema de Saúde Pública. Foi difícil e, confesso, tive que “meter uma cunha” através de uma enfermeira que eu conhecia só de vê-la passar e que soube trabalhar no Sistema…
Por uma série de factores, descuidos e burrices, virei obeso e, consequentemente, hipertenso. E, se não me tocasse a tempo, talvez não estivesse aqui escrevendo hoje.
Mas  a saúde pública é uma merda, aquém e além mar… As consultas não são marcadas consoante as nossas necessidades e tem-se que deitar mão das emergências, verídicas ou fantasiadas.
Além da complicação de um médico receitar determinado medicamento nas emergências, vem o outro que cuida de mim periòdicamente e manda suspender aquele e me receita outro. E nunca qualquer um deles me encaminhou para um especialista.
Pensando ter a pressão sob controle porque as medições o demonstravam, jamais imaginei ter outros problemas correlatos. Mas o corpo avisou-me que sim, que havia outros problemas. Fui nas emergências do hospital público, fiquei lá o dia inteiro e fiz uma bateria de exames. O médico avaliou-os todos e eu estava perfeito. Olhou para as duas radiografias (torax e coração) e disse que estava tudo como novo. Mas que seria bom procurar um cardiologista. Como o meu médico já anteriormente tinha analisado uma outra radiografia (não decorrera muito tempo), dizendo que o coração e o pulmão estavam perfeitos, comecei a ficar preocupado…
Pensei: “faz um sacrifício e procura um médico particular!” E foi o que fiz hoje. Levei aquela última radiografia e quando ele a examinou logo exclamou: “O seu coração está muito mal! Está muito inchado. Por aquilo que me descreveu como sintomas, sei perfeitamente o que o senhor tem” --- Retruquei se deveria ter procurado um cardiologista há mais tempo e a resposta foi positiva e enfática.
Não poderei fazer muito esforço. Tenho que rever o meu trabalho diário e abster-me de levantar aqueles grandes pesos; nem o cachorro devo levar a passear por causa da minha resistência à sua força brutal. Toda a medicação anterior foi suspensa e uma nova (caríssima) passou a vigorar hoje mesmo.
Cheguei no final e lá colocarei o título que não gostaria, mas que se encaixa perfeitamente.

quinta-feira, julho 22, 2010

Glorinha

Um dia, Glorinha descobriu que o seu pai era gay.
Descontente da vida, incapaz de aceitar a situação, resolveu se matar.
Mas não podia se matar como qualquer outra criatura, afinal, ela, Glória, era milionária; e ficar se atirando de qualquer viaduto ou ponte, cortando os pulsos ou tomando formicida era coisa de suicida pobre...
Ela queria se matar com classe, de forma diferente, em grande estilo.
Mandou aprontar o jatinho da família e só com o aviador se mandou para o céu.
Pretendia se atirar lá de cima. Durante o vôo, enquanto se preparava para o salto fatal, ela foi indagada pelo aviador a respeito do gesto extremo que ia executar e, chorando, contou a ele o que ocorria:
-- Papai é viado. Não consigo conviver com essa vergonha e vou me matar.
Vislumbrando uma possibilidade, já que ele sempre havia cobiçado aquela mulher, o aviador sugeriu que dessem uma antes de ela se matar.
Glória concordou, afinal, para quem ia morrer, não custava nada quebrar o galho do aviador que se declarara tão apaixonado por ela..
E assim foi.
Piloto automático no avião e... tome-lhe e tome-lhe ...
Glória gostou tanto que desistiu de se matar.
*Qual é a moral da história? *


GLÓRIA DEU NAS ALTURAS
E O PAI, NA TERRA, AOS HOMENS DE BOA VONTADE

sexta-feira, julho 16, 2010

Brasil e Brazil

Na minha apresentação (foto no blog), Brasil está com a letra "z" e fica Brazil na sua forma inglesa. Eu não sou o autor dessa proesa (...) e já tenho recebido críticas por isso. Hoje, mais uma vez, alguém que comentou uma das minhas postagens referiu-se a esse deslize.

Quando escrevi o meu perfil, fi-lo escrevendo Brasil. O Google teima em publicar Brazil, independentemente das várias tentativas que fiz para alterar essa aberração.

quinta-feira, julho 15, 2010

Séca-Pimenteiro

Revolta-me, cada vez mais, do mesmo modo que ao Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, essa ingerência do governo israelita nos assuntos dos demais países. Se são os brasileiros que trocam visitas com os iranianos, eles chiam; agora que os chanceleres português e iraniano se encontram em Portugal, mais chiadeira.
Acho que eles se julgam senhores do Mundo. Mas deixa que a capa americana não os acoberte mais e veremos para onde irá essa nojenta arrogância.

Mineirim na malha fina


Carzeduardo comenta com sua esposa, a Bastiana:

- Muié, ricibi uma intimação da Receita Federar. Caí na máia fina! Ocê acha que devo comparecê à odiência com o fiscar, de botas e carça de sirviço, pra parecê mais simpre, ou de rôpa de saí, pra passá uma imagi de seriedade?


- Home, vou dizê a mema coisa que minha mãe me falô quando preguntei prela si divia di usá carcinha di renda ô di seda, na noite de núpcia.

- E qué que foi que sua mãe falô?

- Ela falô: Tanto faiz! Ele vai fudê ocê... De quarqué jeito.

terça-feira, julho 13, 2010

A Selva


Quando do resgate de Ingrid Betancourt na selva colombiana, tive a oportunidade de comentar neste espaço que achava muito estranha a postura de uma pessoa que acabara de viver anos muito difíceis. Havia ali alguma coisa que denunciava um certo artificialismo. Eu achei isso.
O tempo passou e concluí que estava certo nas minhas deduções. Houve uma certa teatralidade nos factos e outros objectivos eram delineados.
Não me vou alongar nos meus comentários por não gostar de andar chafurdando no lodo. E o facto de Ingrid resolver renunciar à sua demanda de indemnização me dá razão e deve ser um ponto final no assunto, para sempre.

Tordesilhas 2010

Reparem que eu cortei o mapa mundi em duas partes; exactamente com uma linha que representa a do meridiano 46w. Esta é a linha do Tratado de Tordesilhas: "tudo o que vier a ser descoberto ou conquistado a leste será de Portugal e a oeste da Espanha" --- A Africa do Sul fica a leste do meridiano e, assim, a Copa conquistada é portuguesa por direito...

Plano para a Integração dos Imigrantes 2010-2013

Plano para a Integração dos Imigrantes 2010-2013

segunda-feira, julho 12, 2010

Portugal têso


Gráficos (1)


Legalidade


C.E.T. na Era do Radar


Para quem mora em São Paulo , e também para aqueles que visitam SP, atentem que a CET inaugurou era de "radares arapucas".

Os radares 'arapucas' agora estão embutidos nos 'guard-rails'  e estes são os locais:



1) Av. Rio Branco x Av. Duque de Caxias;
2) Av. Brasil x Rua. Veneza;
3) Rua Tabapuã x Rua Dr. Renato Paes Barros;
4) Av. Do Estado x Av. Santos Dumont;
5) Rua Jeroaquara x Rua Clélia;
6) Rua Bom Pastor x Rua dos Patriotas;
7) Av. Francisco Matarazzo x Av. Antártica;
8) Av. Diógenes Rua de Lima x Av. São Gualter;
9) Av. São João x Av. Ipiranga;
10) Av. Brasil x Rua Colômbia;
11) Rua Dr.. Plínio Barreto x Rua Rocha;
12) Rua Rui Barbosa x Rua Conselheiro Carrão;
13) Av. Eusébio Matoso x Rua Bento Frias;
14) Rua Taquari x Rua Catarina Braida;
15) Av. Santo Amaro x Av.Dr. Hélio Pellegrino;
16) Av. Afrânio Peixoto x Rua Alvarenga;
17) Rua Antonio de Barros , altura da Rua Aguapei;
18) Av. Esc. Politécnica, Altura da Ci. Alb. Cavalcanti;
19) Rua Boa Vista, Altura da Rua São Bento;
20) Av. Esc. Politécnica x Rua Waldemar Roberto.
Tambem foram inseridos os radares de pequena dimensão, embutido em
vigas de muro de cimento, numa altura de 2,50 a 3,00m., um dos exemplos é o do Laboratório Roche, no começo da pista local da marginal Pinheiros sentido Santo Amaro, a 300 m . de quem vem da Castelo Branco e a 200 m do fim de ponte que vem da Marginal Tietê. Na expressa tem 1 antigo logo depois.
Foram incluídos dois de faixa de pedestres:

1) Av.João Pedro Cardoso em frente ao nº 300 (nos dois sentidos)- Que liga a Tamoios c/ Pedro Bueno );
2) Av. Pedro Bueno , em frente ao nº. 130l (sentido Jab.), 300 metros antes da Lombada Eletrônica;
Veja a lista de locais onde funcionarão radares do tipo LAP, que lêem placas flagram infratores do rodízio:

1) Marginal Tietê, sentido Ayrton Senna, nas proximidades do estádio do Canindé;
2) Avenida dos Bandeirantes, sentido marginal, na altura da Rua Alberti Willo;
3) Marginal Tietê, sentido Castello Branco, após a Ponte Atílio Fontana;
4) Avenida Indianópolis, sentido Ibirapuera, próximo à Alameda dos Sorimãs;
5) Avenida Sena Madureira, sentido Vila Mariana, na altura do nº 1.265;
6) Avenida 23 de Maio, sentido Centro, próximo ao Viaduto Pedroso;
7) Marginal Pinheiros, sentido Interlagos, pista expressa, antes da Ponte do Jaguaré;
8) Avenida Alcântara Machado, em ambos os sentidos, na altura da Rua Placidina;
9) Avenida das Nações Unidas no sentido Castello Branco, na altura do nº 7.163.

O Polvo


quarta-feira, julho 07, 2010

Polvo Paul (Salada)

Ingredientes:
1 Polvo pequeno (entre 600g e 800g, são os mais macios) e, de preferência, claro, já limpo e preparado;
1 cebola pequena; 1 cebola grande; 1/2 tomate; 1/2 pimento verde; salsa; azeite; sal; 2 limões ou vinagre q.b..
 
Preparação:

Numa panela com água a ferver, coloque o polvo e a cebola pequena, descascada e inteira. Deixe o polvo ferver até a cebola estar cozinhada (demora cerca de meia hora). Entretanto, pique a cebola grande e a salsa, e corte o tomate e o pimento em pedaços pequenos.
Quando o polvo estiver cozinhado, escorra e corte-o em pedaços pequenos, de mais ou menos 2 cm. Pode também deixar o polvo a marinar no sumo de limão durante umas horas, ou temperar apenas na hora de servir. Alternativamente, pode usar vinagre a gosto. Numa taça de servir, misture todos os ingredientes e tempere com sal a gosto. Pode também juntar azeitonas recheadas.

terça-feira, julho 06, 2010

ONGs promovem abaixo assinado em prol dos animais

A primeira delegacia de proteção animal do estado de São Paulo surgiu em Campinas e agora é a vez da capital ter uma unidade policial especializada em fazer cumprir as leis existentes em favor dos animais. A iniciativa é do Clube dos Vira-latas e já conta com o apoio do deputado Celso Giglio que encaminhou um pedido oficial ao Governador. Até o dia 30/julho de 2010 a ONG espera registrar 50 mil assinaturas e entregar em mãos ao governador do estado de São Paulo em exercício Alberto Goldman, que está substituindo José Serra por conta da candidatura do mesmo à presidência da república. Acesse e assine: www.cao.com.br

sexta-feira, julho 02, 2010

Pisei na bola!

Estou meio chateado hoje, pois acho que dei uma pisada feia na bola. Nada a ver com Copa do Mundo ou com jabulaine, pois mesmo que inserida na época, a pisada na bola é ma maneira brasileira de expressão, do mesmo modo que dizemos escorreguei na maionaise ou caí do cavalo, etc., etc..
Acabei de receber o meu novo passaporte e fiquei feliz por essa renovação ter sido efectuada em curtíssimo espaço de tempo, pois dependia de diligências em São Paulo e em Lisboa. Parabéns para os respectivos Órgãos Oficiais do Governo do meu país envolvidos no processo.
Quando abri o passaporte para verificar e conferir os dados, notei que a minha fotografia estava a preto e branco e quase que sumida. Achei que aquilo não era normal, pois essa foto fora tirada numa moderníssima máquina lá no próprio Consulado e eu certifiquei-me que tinha saído colorida, tendo eu até, ficado muito mais bonito do que realmente sou…
Preocupei-me e já imaginei um daqueles agentes da Emigração/Imigração, mal encarados como sempre, colocar problemas na minha passagem nos aeroportos. O que é que eu fiz?! --- Enviei um e-mail ao Consulado denunciando a anomalia.
Não tardou mais que cinco minutos e recebi a resposta transcrita abaixo:
“Agradecemos o seu e-mail
mas informamos que todos os passaportes biométricos tem a sua fotografia em preto e branco.
Informamos ainda que o passaporte contém um chip, que ao ser aproximado dos equipamentos das polícias de fronteira, apresenta a fotografia adequadamente. Portanto não há com que se preocupar.”.
Será que devo sentir vergonha por estar tão defasado no tempo? Dei corda para que se crie uma nova piada de português? --- Comentem, por favor!