quinta-feira, fevereiro 07, 2013
terça-feira, fevereiro 05, 2013
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
Adeus Cigarro!
Há precisamente 3 anos, neste dia 4 de Fevereiro, eu fumei o último cigarro da minha vida. O primeiro eu havia fumado quando tinha 9 anos de idade. Foram 56 anos agarrado a esse vício terrível.
Claro que sofri todos os efeitos colaterias --- os bons e os maus. Engordei bastante, mas passei a sentir-me muito melhor.
Posso garantir a todos os renitentes fumantes que o abandono do cigarro só depende de ter opinião e personalidade. Eu intercalei algumas coisas no lugar do cigarro, principalmentea castanha do Pará; nada de doces.
Fumantes, abandonem aquela ideia que o cigarro é um grande companheiro nos momentos de solidão. Eu passei por tudo isso e concluí que tal não é mais que uma ilusão. Força!
Claro que sofri todos os efeitos colaterias --- os bons e os maus. Engordei bastante, mas passei a sentir-me muito melhor.
Posso garantir a todos os renitentes fumantes que o abandono do cigarro só depende de ter opinião e personalidade. Eu intercalei algumas coisas no lugar do cigarro, principalmentea castanha do Pará; nada de doces.
Fumantes, abandonem aquela ideia que o cigarro é um grande companheiro nos momentos de solidão. Eu passei por tudo isso e concluí que tal não é mais que uma ilusão. Força!
sábado, fevereiro 02, 2013
Brasil sem mudanças
Belo texto. Lê aí. RT @forastieri: Renan Calheiros, Santa Maria, e como mudar o BR para melhor, mantendo o pior. noticias.r7.com/blogs/andre-fo…
— Rafinha Bastos (@rafinhabastos) 2 de fevereiro de 2013
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
domingo, janeiro 27, 2013
Terapia
Portinhola
Dados técnicos das normas de Defesa Civil e a cuja conclusão chegaram engenheiros competentes, estipulam que, para um recinto com 2.000 pessoas, terá que haver saídas, ou uma saída só, com franquamento mínimo de 11 metros. Para 4.000 pessoas, seríam 22 metros.
Ainda não se sabe, exactamente, a lotação da boîte onde ocorreu a tragédia de Santa Maria.
Olhando com atenção a entrada/saída da boîte de Santa Maria, conclui-se não ir além de, no máximo, 5 metros. Sem comentários!
Ainda não se sabe, exactamente, a lotação da boîte onde ocorreu a tragédia de Santa Maria.
Olhando com atenção a entrada/saída da boîte de Santa Maria, conclui-se não ir além de, no máximo, 5 metros. Sem comentários!
Requiem desafinado
Descarregados de alguns caminhões, transformados em carros fúnebres, os quase trezentos corpos das vítimas da grande tragédia na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, ficaram enfileirados no chão daquele espaço reservado à identificação. No ar, uma estranha sinfonia em que os instrumentos emitem sons que não formam uma hamonia melódica, mesmo que de um requiem se tratasse e o que só poderia ser.
É uma total desafinação, porque cada um dos telefones celulares que aqueles jovens portavam tinha baixada uma música diferente. Na ligação dos pais para os seus filhos, ao saberem dos trágicos e dramáticos acontecimentos naquela boîte, para onde os mesmos tinham ido comemorar a formatura ou ingresso na Universidade, todos os telefones tocavam ao mesmo tempo e sem niniguém para atender a chamada. Era, verdadeiramente, uma cena dantesca.
É uma total desafinação, porque cada um dos telefones celulares que aqueles jovens portavam tinha baixada uma música diferente. Na ligação dos pais para os seus filhos, ao saberem dos trágicos e dramáticos acontecimentos naquela boîte, para onde os mesmos tinham ido comemorar a formatura ou ingresso na Universidade, todos os telefones tocavam ao mesmo tempo e sem niniguém para atender a chamada. Era, verdadeiramente, uma cena dantesca.
sábado, janeiro 19, 2013
Saudade
Nasci na minha querida Estremoz e lá vivi até aos 11 anos de idade. Depois os meus pais mudaram-se para Évora e por lá fiquei até que fui chamado a servir no Exército. Tive a sorte de ter vivido nas duas que são as mais belas cidades do Alentejo.Devido a uma série de factores, de Alentejano passei a ser também Tropicano. Mudei-me do Alentejo para os Trópicos e no de Capricórnio eu estou vivendo hoje e desde há muitos anos.
Sou um emigrante como outros milhões de emigrantes --- a diáspora portuguesa. Somos 11 milhões fóra do berço; tantos quanto os que do berço não saíram. Se todos os que estão fóra resolvessem, de repente, voltar para a sua terra natal, não haveria espaço útil para os receber e seria um caos...
Dos Patrícios que conheço jamais tive conhecimento de haver quem não se sentisse feliz na terra adoptiva. Lògicamente que nos bate uma saudade muito grande no coração e, dentro das possibilidades de cada um, sempre há uma visita ao torrão natal.
Existem, também, os problemas insolúveis; acontecimentos negativos que nos apanham de surpresa e nos deixam imobilizados.
Em 1969 eu estava numa comissão militar em Timor e o meu Irmão numa outra em Moçambique. Ele faleceu em combate e o seu corpo voltou à terra natal. Em 1986 o meu Pai faleceu em Lisboa e eu encontrava-me no Brasil. Hoje, em Estremoz, faleceu a minha Irmã e eu estou no Brasil.
Não foi possível estar presente no enterro dos três. Essa é uma das vertentes negativas da ausência dos emigrantes como eu, principalmente os que estão muito longe da sua terra. Do mesmo modo de antanho, o meu espírito está presente junto à minha querida Irmã. Que descanse em paz!
sexta-feira, janeiro 18, 2013
O meu Monte Alentejano
Muito aproximado do que eu há muito tempo venho imaginando.
Um dos meus grandes sonhos (sonhos não se esgotam e sonhamos a vida toda) é passar o final da minha vida num monte alentejano que eu venha a adquirir no grande leque dos abandonados e improdutivos. Ali eu tentaria implantar algo que muito se assemelha ao que vimos no vídeo acima, além de voltar a viver a essência do Alentejo profundo. Possìvelmente a idade não me permitiria usufruir dos frutos dessa azáfama, mas sentir-me-ía feliz com essa terapia da modificação e implementação do sistema. Acredito que os netos tocaríam a tarefa em frente, pois eles serão os mais afectados pela crise energética e alimentar.
Compartilho aqui este vídeo, "A farm for the future" com a pesquisa e ideias de Rebecca Hosking, por achar ser de suprema importância. Não que o meu blog tenha uma enorme exposição, mas é sempre bom lembrar que tamanho não é documento...
terça-feira, janeiro 15, 2013
segunda-feira, janeiro 14, 2013
Em terra de cegos...
Líder da Igreja Mundial, Valdemiro Santiago ganha passaporte diplomático
Uol/NG
| |
O
Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, concedeu passaporte
diplomático para dois líderes da Igreja Mundial do Poder de Deus.
Segundo o Itamaraty, Valdemiro Santiago de Oliveira e Franciléia de
Castro Gomes de Oliveira receberam o passaporte diplomático em "caráter
de excepcionalidade", mas não foram fornecidos detalhes. Os pedidos
foram encaminhados ao Itamaraty em 27 de novembro de 2011.
A portaria do dia 3 é assinada pelo ministro interino das Relações Exteriores, Ruy Nogueira, mas foi publicada na edição de hoje (14) do Diário Oficial da União, na seção 1, página 60. O Itamaraty informou ainda que nem todos os aeroportos do mundo fazem distinções entre os detentores de passaporte diplomático e comum. Em geral, os que têm passaporte diplomático têm uma fila especial e são submetidos a regras específicas para a concessão de visto. Mas isso não é regra.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, quem tem passaporte diplomático é submetido às mesmas regras dos demais viajantes no que se refere aos tratamentos na Polícia Federal e na Receita Federal. Desde 2011, os que recebem passaporte diplomático têm o nome e o pedido publicados no Diário Oficial da União.
As regras para a concessão do passaporte diplomático são definidas no Decreto 5.978, de 4 de dezembro de 2006. O texto detalha condições para concessão de passaportes diplomático, oficial, comum e de emergência. Usado para justificar a emissão dos dois passaportes diplomáticos, o Artigo 6º, Parágrafo 3ª, permite o documento "às pessoas que, embora não relacionadas nos incisos deste artigo, devam portá-lo em função do interesse do País".
======================================
O que dizer com relação a esta notícia? Eu sei que é de lamentar, e muito, esse tipo de facilidades que o Governo dá a quem jamais deveria dar pois que, além de quebrar a laicidade do Estado, está a premiar mais um indivíduo que tem uma longa ficha suja. Este é mais um dos que se aproveitam da ignorância do povo com a cobertura do Estado. A bancada evangélica no Congresso é muito activa e poderosa. Aliás, só é poderosa devido ao medo que o Governo tem da mesma...
Estranhei muito os canais de rádio e tv só terem dado esta notícia, que transcrevi acima, e não complementarem com os devidos comentários editoriais para uma contribuição da formação de opinião. Acabam por ser coniventes com estas ilicitudes. Acredito que jornal impresso que assino, traga amanhã um comentário denunciador, mas o problema é que a grande massa popular não lê nada...
O Brasil está entrando num túnel de escuridão total, qual rebanho de ovelhas que se guia pelo latido dos cachorros ou chocalho colocado no pescoço da matriz. Tem tudo a ver: pastor, rebanho, mas que nada tem a ver na verdade...
A portaria do dia 3 é assinada pelo ministro interino das Relações Exteriores, Ruy Nogueira, mas foi publicada na edição de hoje (14) do Diário Oficial da União, na seção 1, página 60. O Itamaraty informou ainda que nem todos os aeroportos do mundo fazem distinções entre os detentores de passaporte diplomático e comum. Em geral, os que têm passaporte diplomático têm uma fila especial e são submetidos a regras específicas para a concessão de visto. Mas isso não é regra.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, quem tem passaporte diplomático é submetido às mesmas regras dos demais viajantes no que se refere aos tratamentos na Polícia Federal e na Receita Federal. Desde 2011, os que recebem passaporte diplomático têm o nome e o pedido publicados no Diário Oficial da União.
As regras para a concessão do passaporte diplomático são definidas no Decreto 5.978, de 4 de dezembro de 2006. O texto detalha condições para concessão de passaportes diplomático, oficial, comum e de emergência. Usado para justificar a emissão dos dois passaportes diplomáticos, o Artigo 6º, Parágrafo 3ª, permite o documento "às pessoas que, embora não relacionadas nos incisos deste artigo, devam portá-lo em função do interesse do País".
======================================
O que dizer com relação a esta notícia? Eu sei que é de lamentar, e muito, esse tipo de facilidades que o Governo dá a quem jamais deveria dar pois que, além de quebrar a laicidade do Estado, está a premiar mais um indivíduo que tem uma longa ficha suja. Este é mais um dos que se aproveitam da ignorância do povo com a cobertura do Estado. A bancada evangélica no Congresso é muito activa e poderosa. Aliás, só é poderosa devido ao medo que o Governo tem da mesma...
Estranhei muito os canais de rádio e tv só terem dado esta notícia, que transcrevi acima, e não complementarem com os devidos comentários editoriais para uma contribuição da formação de opinião. Acabam por ser coniventes com estas ilicitudes. Acredito que jornal impresso que assino, traga amanhã um comentário denunciador, mas o problema é que a grande massa popular não lê nada...
O Brasil está entrando num túnel de escuridão total, qual rebanho de ovelhas que se guia pelo latido dos cachorros ou chocalho colocado no pescoço da matriz. Tem tudo a ver: pastor, rebanho, mas que nada tem a ver na verdade...
Las Pajilleras
Corria o mês de dezembro de 1840 na Espanha. Último ano da primeira Guerra Carlista. Soldados mortos e feridos em todos os lugares. Triunfo do lado liberal dos seguidores de Isabel II.
Sua Iminência o Bispo de Andaluzia, através de levantamento exclusive, autoriza a criação do corpo de “Pajilleras del Hospício de San Juan de Dios, de Málaga”.
As pajilleras de caridade (como começou a ser chamado na Península Hibérica) eram mulheres que, independentemente da sua aparência física ou idade, emprestaram o conforto com manobras de masturbação para numerosos soldados feridos nas batalhas da recente Guerra Carlista espanhola.
A autora de tão peculiar ideia, foi Sor Ethel Sifuentes, uma religiosa de quarenta e cinco anos, que havia servido da enfermeira do hospital acima mencionado. A irmã Ethel tinha notado o mau humor, ansiedade e a atmosfera saturada de testosterona no pavilhão de feridos do hospital. Ela decidiu, então, pôr mãos à obra (literalmente...), começando com algumas Irmãs a masturbar os robustos e viris soldados sem fazer distinções de grau.
Desde então, tanto a soldados como a oficiais, cabía-lhes a sua punheta diária. Os resultados foram imediatos. O clima emocional mudou radicalmente no pavilhão e temperamentais homens de armas voltaram a conversar educadamente entre si, mesmo que em muitos casos tenham militado em lados opostos.
Ao núcleo fundador das irmãs de masturbadoras, juntaram-se voluntárias seculares, atraídas pelo desejo de prestar tão abnegado serviço... A estas voluntárias, impôs-se-lhes (a fim de preservar o pudor e os bons costumes) o uso estrito de um uniforme: uma folgada opa que ocultava as formas femininas e um véu de linho a suavisar as formas do rosto.
O êxito retumbante se traduziu na proliferação de vários Corpos de punheteiras em todo o território nacional, agrupados em várias associações e modalidades. Surgiram, deste modo, as “Pajilleras de la Reina”, as “Pajilleras Del Socorro de Huelva”, “ Las Esclavas de la Pajilla del Corazón de María” e já na entrada do século XX , “Las Pajilleras de La Pasionaria” que, com tanto auxílio haveríam de brindar as tropas da República.

Na América Latina, raramente empregadas as modas metropolitanas, as pajilleras também tinham seus momentos de glória. Durante a guerra civil mexicana, houve grande ajuda às tropas de todos os lados, “Las Esclavas de la Pajilla del Corazón de Maria” e “Las Pajilleras de Passiflora”, grupos leigos (embora perto da Igreja) ofereceram a fadiga de seus pulsos para acalmar o ímpeto viril. Essas Irmãs logo eram indiferentes e palavras de baixo calão, fruto da inesgotável criatividade popular, como o “mamacitas” ou “ordenhadoras”. O costume passou do México para as Antilhas onde tiveram particular êxito as dominicanas de "sobaguevo", todas elas matronas sexagenárias que resolveram ocupar as suas tardes neste tipo de serviço social.
O último lugar onde estas senhoras abnegadas, fizeram suas façanhas na América, foi o Brasil. Aqui a Coluna Prestes foi acompanhada em sua marcha por uma trupe reduzida mas eficiente de moças paulistas, chamadas de “baixapau”. Apesar de estarem apenas no uso dos movimentos ágeis das suas mãos, elas conspiravam contra a melancolia dos soldados…
Várias fontes orais nas margens do Paraná, comentaram que havia um pequeno agrupamento dedicado a esta actividade há algumas décadas numa aldeia . Elas eram conhecidos como as “Filhas de Nossa Senhora do Sujeito Encarnado”, referência e homenagem póstuma duvidosa à mulher velha do fundador, que morreu com as mãos no chão, ao lado de um soldado, no seu dia de descanso.
O costume desapareceu depois da Segunda Grande Guerra e até agora desconhecem-se outras congregações.
No que está descrito aqui, não existem piadas nem exageros e, nem tão pouco, alterações. Tudo está escrito e faz parte da história real.
===========================================
"In internet"
Tradução e adaptação pessoal.
Sua Iminência o Bispo de Andaluzia, através de levantamento exclusive, autoriza a criação do corpo de “Pajilleras del Hospício de San Juan de Dios, de Málaga”.As pajilleras de caridade (como começou a ser chamado na Península Hibérica) eram mulheres que, independentemente da sua aparência física ou idade, emprestaram o conforto com manobras de masturbação para numerosos soldados feridos nas batalhas da recente Guerra Carlista espanhola.
A autora de tão peculiar ideia, foi Sor Ethel Sifuentes, uma religiosa de quarenta e cinco anos, que havia servido da enfermeira do hospital acima mencionado. A irmã Ethel tinha notado o mau humor, ansiedade e a atmosfera saturada de testosterona no pavilhão de feridos do hospital. Ela decidiu, então, pôr mãos à obra (literalmente...), começando com algumas Irmãs a masturbar os robustos e viris soldados sem fazer distinções de grau.
Desde então, tanto a soldados como a oficiais, cabía-lhes a sua punheta diária. Os resultados foram imediatos. O clima emocional mudou radicalmente no pavilhão e temperamentais homens de armas voltaram a conversar educadamente entre si, mesmo que em muitos casos tenham militado em lados opostos.Ao núcleo fundador das irmãs de masturbadoras, juntaram-se voluntárias seculares, atraídas pelo desejo de prestar tão abnegado serviço... A estas voluntárias, impôs-se-lhes (a fim de preservar o pudor e os bons costumes) o uso estrito de um uniforme: uma folgada opa que ocultava as formas femininas e um véu de linho a suavisar as formas do rosto.
O êxito retumbante se traduziu na proliferação de vários Corpos de punheteiras em todo o território nacional, agrupados em várias associações e modalidades. Surgiram, deste modo, as “Pajilleras de la Reina”, as “Pajilleras Del Socorro de Huelva”, “ Las Esclavas de la Pajilla del Corazón de María” e já na entrada do século XX , “Las Pajilleras de La Pasionaria” que, com tanto auxílio haveríam de brindar as tropas da República. 
Na América Latina, raramente empregadas as modas metropolitanas, as pajilleras também tinham seus momentos de glória. Durante a guerra civil mexicana, houve grande ajuda às tropas de todos os lados, “Las Esclavas de la Pajilla del Corazón de Maria” e “Las Pajilleras de Passiflora”, grupos leigos (embora perto da Igreja) ofereceram a fadiga de seus pulsos para acalmar o ímpeto viril. Essas Irmãs logo eram indiferentes e palavras de baixo calão, fruto da inesgotável criatividade popular, como o “mamacitas” ou “ordenhadoras”. O costume passou do México para as Antilhas onde tiveram particular êxito as dominicanas de "sobaguevo", todas elas matronas sexagenárias que resolveram ocupar as suas tardes neste tipo de serviço social.O último lugar onde estas senhoras abnegadas, fizeram suas façanhas na América, foi o Brasil. Aqui a Coluna Prestes foi acompanhada em sua marcha por uma trupe reduzida mas eficiente de moças paulistas, chamadas de “baixapau”. Apesar de estarem apenas no uso dos movimentos ágeis das suas mãos, elas conspiravam contra a melancolia dos soldados…
Várias fontes orais nas margens do Paraná, comentaram que havia um pequeno agrupamento dedicado a esta actividade há algumas décadas numa aldeia . Elas eram conhecidos como as “Filhas de Nossa Senhora do Sujeito Encarnado”, referência e homenagem póstuma duvidosa à mulher velha do fundador, que morreu com as mãos no chão, ao lado de um soldado, no seu dia de descanso.
O costume desapareceu depois da Segunda Grande Guerra e até agora desconhecem-se outras congregações.
No que está descrito aqui, não existem piadas nem exageros e, nem tão pouco, alterações. Tudo está escrito e faz parte da história real.
===========================================
"In internet"
Tradução e adaptação pessoal.
domingo, janeiro 13, 2013
sábado, janeiro 12, 2013
Margaça
Antes que me esqueça de o fazer, coloco aqui o endereço onde obtive a foto ilustrativa: https://www.facebook.com/turismodoalentejo
À primeira vista, os mais apressados vislumbrariam na imagem um campo coberto de neve ou simplesmente geada. Mas não é!
Trata-se de uma imagem do meu Alentejo e muito frequente no fim do Inverno e começo da Primavera. Por isso mesmo esta flor tem o nome margaça-de-inverno. Tem outros nomes, também, como margaça-fusca e margaça-das-boticas ( o mesmo que camomila). Ao fim e ao cabo, pode ser simplesmente margaça --- nome extensivo a plantas da família das compostas, espontâneas e subespontâneas em Portugal. Estas ou outras inúmeras variedades de flores cobrem a planície alentejana em múltiplas cores e perfumes. São verdadeiros tapetes tecidos pela Natureza.
À primeira vista, os mais apressados vislumbrariam na imagem um campo coberto de neve ou simplesmente geada. Mas não é!
Trata-se de uma imagem do meu Alentejo e muito frequente no fim do Inverno e começo da Primavera. Por isso mesmo esta flor tem o nome margaça-de-inverno. Tem outros nomes, também, como margaça-fusca e margaça-das-boticas ( o mesmo que camomila). Ao fim e ao cabo, pode ser simplesmente margaça --- nome extensivo a plantas da família das compostas, espontâneas e subespontâneas em Portugal. Estas ou outras inúmeras variedades de flores cobrem a planície alentejana em múltiplas cores e perfumes. São verdadeiros tapetes tecidos pela Natureza.
sexta-feira, janeiro 11, 2013
Empinadores de Pipas
Acho que por ser uma rua muito tranquila (já foi muito mais), a minha é a preferida dos moleques das cercanias para içarem as suas pipas. Diria eu na minha linguagem de época, empinar papagaios...E é uma verdadeira papagaiada o som dos seus gritos, ora um avisando o outro que vai enliar na linha de alta tensão --- uma linha na outra... --- ou que deve guiar a linha mais para a esquerda afim de cortar a do outro moleque que empinou a sua pipa na rua de trás. Claro que há muitos mais gritos, mas a maioria intraduzíveis...
Jamais na minha vida me dediquei a esse tipo de brincadeira, apesar dela ser universal. Optava naturalmente por outras. Todavia, acho muito interessante e tenho que reconhecer que tal exige uma técnica apurada, desde a confecção da própria pipa com todos os seus segredos.
Imaginem que num destes dias, estando um dos netos aqui em casa, ele e um seu coleguinha pediram-me para que eu acendesse o fogão para darem um calor na pipa... E vi que enquanto passavam o brinquedo por cima da chama, o calor desta fazia com que o papel de seda ficasse mais esticado, detalhe importantíssimo para uma melhor planagem nos céus. Um verdadeiro perigo no caso de não ter um adulto em casa...
O que me trouxe hoje a escrever sobre pipas e seus empinadores, nada tem a ver com aquele livro best seller "O Caçador de Pipas" que infelizmente ainda não li mas fá-lo-ei na próxima oportunidade. O motivo foi mais uma investida da molecada que veio bater palmas no meu portão e acordou-me da sesta gostosa pela qual eu estava passando, como genuino alentejano que sou... E isso é frequente.
Desta vez, porém, cheguei até eles dando bronca dizendo: "Pô mano! Trabalhei durante toda a manhã e quando tento descansar um pouco vocês vêm-me incomodar!?" --- E lá fui subir no telhado para resgatar mais uma pipa que lá ficara presa. Até faço isso com gosto, mas não deixo transparecer.
Entreguei a pipa a um deles que, agradecendo muito, interpelou-me a seguir: "O senhor vai trabalhar amanhã?" e perante a minha resposta afirmativa acrescentou: "Bom trabalho para o senhor!".
A serem as pipas as responsáveis por tão fino trato e educação esmerada e inteligente, origem, talvez, de uma terapia da mente, algo que nos dias de hoje é raríssimo até entre os adultos, torcerei muito para que todos os moleques façam as suas pipas e papagaios, colem as rabiolas, enrolem as linhas e se esbaldem irradiando alegria. Prometo a todos que subirei no meu telhado ou treparei nas árvores do meu quintal na hora das emergências. Só não vos deixarei fazer isso por mim porque o meu Díli é um cachorro bravo...
quinta-feira, janeiro 03, 2013
Estelionato
Abri uma nova empresa nos últimos dias do mês passado. Mais exactamente uma MEI. Ainda falta regularizar a situação junto à Secretaria da Fazenda do Estado, algo que não demorará muito. Não obstante, mais rápido que tudo isso, foi o envio para o meu endereço comercial de um boleto para pagamento da quantia de 298,50. A remetente é uma tal "Associação Comercial Empresarial do Brasil".
A exemplo do que faço com muitos outros boletos do mesmo tipo que vez ou outra aparecem, rasguei-o depois que scaneei esta imagem para ilustração da postagem. É uma fraude!
Uso este meu espaço e compartilharei com outros na internet para alertar o maior número possível de pessoas a não cairem nesta armadilha. Mesmo que se trate de uma empresa legalizada, essa Associação está extorquindo as pessoas incautas e de boa fé. Afinal, nada assinei para me associar.
A exemplo do que faço com muitos outros boletos do mesmo tipo que vez ou outra aparecem, rasguei-o depois que scaneei esta imagem para ilustração da postagem. É uma fraude!
Uso este meu espaço e compartilharei com outros na internet para alertar o maior número possível de pessoas a não cairem nesta armadilha. Mesmo que se trate de uma empresa legalizada, essa Associação está extorquindo as pessoas incautas e de boa fé. Afinal, nada assinei para me associar.
domingo, dezembro 30, 2012
Vinho & Yoga
Acredito que as pessoas que visitam o meu blog e que porventura se inteiram do que nele publíco, são conhecedores de vinhos ou, pelo menos, apreciadores. Talvez não conheçam a relação existente entre o vinho e a yoga!? Mas posso garantir-vos que essa relação existe, passando a mostrar 10 posições que confirmam isso.
Nada mais a calhar nesta época festiva em que se bebe muito eu louvor de Baco, que se pratiquem alguns exercícios de yoga para colocar o corpo e o espírito na santa paz...
Comecemos, então.
Exercício número 1 ---- Savasana É uma posição de total relaxamento.
Exercício número 2 ---- Balasana Posição que traz uma sensação de paz e
tranquilidade.
Exercício número 3 ---- Setu Bandha Sarvasangasana
Acalma o cérebro e recupera as pernas cansadas.
Exercício número 4 ---- Marjayasana
Esta posição provoca uma massagem suave na barriga e na coluna.
Esta posição provoca uma massagem suave na barriga e na coluna.
Exercício número 5 ---- Halasana
posição do arado.
Ótima para dor nas costas e para insōnia.
posição do arado.
Ótima para dor nas costas e para insōnia.
Exercício número 6 ---- Pigeon
Tonifica o seu corpo, aumenta a
Tonifica o seu corpo, aumenta a
flexibilidade e desestressa a sua mente.
Exercício número 7 ---- Malasana Esta posição estira os tornozelos e músculos das costas.
Exercício número 8 ---- Ananda Balasana
Esta posição faz uma boa massagem na área dos quadris.
Exercício número 9 ---- Salambhasana
Uma forma efetiva de fortalecer os
Uma forma efetiva de fortalecer os
músculos lombares, pernas e braços.
Exercício número 10 - Dolphin
Óptima para os ombros. Também fortalece o tórax, pernas e braços.
Óptima para os ombros. Também fortalece o tórax, pernas e braços.
terça-feira, dezembro 25, 2012
Gorjeta
Lembro-me muito bem do meu primeiro emprego. Aliás, o termo “emprego” não é bem aplicado e acho melhor usar “trabalho”, pois eu não recebia salário pelo que fazia. Vivia só de gorjetas...
Isso passou-se quando eu tinha de 12 anos. Chegaram as férias escolares e lá me mandaram entregar roupas na Tinturaria Baioa em Évora. Saía com um balaio na cabeça e dentro deste uma ou várias peças de roupa. Normalmente o cliente dava-me uma gorjeta ou simplesmente me dizia obrigado.
Não vou hoje aqui abordar o tema emprego, em relação aos que tive, pois isso é assunto para outra oportunidade. O assunto em questão, hoje, é a gorjeta que eu até pensei que se escrevia com guê e é, na verdade, com jota... E já vou avisando os meus amigos brasileiros que eu pronuncio o alfabeto à maneira portuguesa, algo que também acontece em alguns lugares do Norte e Nordeste do Brasil.
Na minha pesquisa encontrei muita coisa sobre a dita gorjeta. Soube que significa garganta; goela; pescoço; cachaço. E é também a parte mais estreita da quilha de uma embarcação. O vocábulo é originário do latim “gurga” e passou pelo francês “gorge”. Passou para o português “gorja”. O sufixo “eta” é uma assimilação do francês “ette”. Está aí o porquê da minha teimosia em usar gorgeta e não gorjeta até então... Encontrei, também, que é uma pequena gratificação a quem prestou um serviço; espórtula; alvíssaras; escopro delgado para trabalhar o mármore. A etimologia da palavra refere-se a garganta, ou seja, um valor para que o indivíduo vá depois beber um copo, molhar a garganta...
“Minha terra tem palmeiras,/Onde canta o sabiá;/As aves que aqui gorjeiam,/Não gorjeiam como lá.”
É interessante o facto de eu não ter encontrado em lugar algum uma equivalência a suborno ou corrupção. Para mim é as duas coisas e sempre pensei assim. É a forma mais primária de corrupção, tanto activa como passiva. O sujeito que dá a gorjeta fá-lo numa expectativa de "compra" daquele que a recebe (...). E este pede-a ou aceita-a como um hábito para que possa servir bem (...).
Já que anteriormente volvi à minha juventude, torno a fazê-lo. Lembrei-me que nos idos 1960 o governo português baixou uma lei proibindo as gorjetas. Não entendo como me consigo lembrar destes detalhes quando já estou a caminho dos setenta, mas acho que isso é bom... Então, fui com alguns amigos, que tinha ali entre o Desterro, Intendente e Campo de Sant’Ana onde morava, até às Avenidas Novas, mais especìficamente a Avenida de Roma. Ali a vida nocturna de Lisboa bombava a todo o vapor, como bomba hoje nas Docas.
Todos armados em carapaus de corrida, fazíamos aquela pose de quem quer aparecer e é um Zé ninguém. Coisas da idade e da década famosa. E foi então que começou a confusão. Têsos, como sempre, pagamos a conta e deixámos a gorjeta sobre a mesa. O empregado correu atrás de nós para nos devolver aquela quantia, frisando que não podia aceitar ao abrigo das novas leis. E nós insistíamos, mas sem sucesso.
Não sei mais se a lei foi feita com base no meu conceito sobre gorjeta, mas acho que sim. Todavia, o tempo passou e tudo voltou ao que era dantes. Gorjeta é uma quantia que se paga separadamente ao empregado de mesa e a outros profissionais dos mais variados ramos, espontânea ou compulsòriamente. É diferente de uma esmola porque é dada em função da satisfação do cliente pelo serviço prestado.
Afinal, o que me traz aqui, em pleno Dia de Natal, a escrever sobre a gorjeta? Porque o meu saco está mais cheio que o do Papai Noel por causa dessa maldita que eu tanto abomino.
Foi a semana inteira um tal de bater à minha porta para cobrar as “boas festas”, ou seja, a tal gorjeta. O tipo do caminhão do lixo, o gari que varre a rua, o entregador do jornal e outros. Tem outros que colocam a caixinha de papelão na sua área de serviço à espera que os clientes (eu e outros) a encham. E cobram isso se o freguês tenta passar despercebido.
Todos eles são empregados registrados e auferem os benefícios das leis trabalhistas. Ganham férias, 13º e outras coisas mais. Porque razão eu terei que lhes pagar essa tal de gorjeta!?
Isso passou-se quando eu tinha de 12 anos. Chegaram as férias escolares e lá me mandaram entregar roupas na Tinturaria Baioa em Évora. Saía com um balaio na cabeça e dentro deste uma ou várias peças de roupa. Normalmente o cliente dava-me uma gorjeta ou simplesmente me dizia obrigado.
Não vou hoje aqui abordar o tema emprego, em relação aos que tive, pois isso é assunto para outra oportunidade. O assunto em questão, hoje, é a gorjeta que eu até pensei que se escrevia com guê e é, na verdade, com jota... E já vou avisando os meus amigos brasileiros que eu pronuncio o alfabeto à maneira portuguesa, algo que também acontece em alguns lugares do Norte e Nordeste do Brasil.
Na minha pesquisa encontrei muita coisa sobre a dita gorjeta. Soube que significa garganta; goela; pescoço; cachaço. E é também a parte mais estreita da quilha de uma embarcação. O vocábulo é originário do latim “gurga” e passou pelo francês “gorge”. Passou para o português “gorja”. O sufixo “eta” é uma assimilação do francês “ette”. Está aí o porquê da minha teimosia em usar gorgeta e não gorjeta até então... Encontrei, também, que é uma pequena gratificação a quem prestou um serviço; espórtula; alvíssaras; escopro delgado para trabalhar o mármore. A etimologia da palavra refere-se a garganta, ou seja, um valor para que o indivíduo vá depois beber um copo, molhar a garganta...
“Minha terra tem palmeiras,/Onde canta o sabiá;/As aves que aqui gorjeiam,/Não gorjeiam como lá.”
É interessante o facto de eu não ter encontrado em lugar algum uma equivalência a suborno ou corrupção. Para mim é as duas coisas e sempre pensei assim. É a forma mais primária de corrupção, tanto activa como passiva. O sujeito que dá a gorjeta fá-lo numa expectativa de "compra" daquele que a recebe (...). E este pede-a ou aceita-a como um hábito para que possa servir bem (...).
Já que anteriormente volvi à minha juventude, torno a fazê-lo. Lembrei-me que nos idos 1960 o governo português baixou uma lei proibindo as gorjetas. Não entendo como me consigo lembrar destes detalhes quando já estou a caminho dos setenta, mas acho que isso é bom... Então, fui com alguns amigos, que tinha ali entre o Desterro, Intendente e Campo de Sant’Ana onde morava, até às Avenidas Novas, mais especìficamente a Avenida de Roma. Ali a vida nocturna de Lisboa bombava a todo o vapor, como bomba hoje nas Docas.
Todos armados em carapaus de corrida, fazíamos aquela pose de quem quer aparecer e é um Zé ninguém. Coisas da idade e da década famosa. E foi então que começou a confusão. Têsos, como sempre, pagamos a conta e deixámos a gorjeta sobre a mesa. O empregado correu atrás de nós para nos devolver aquela quantia, frisando que não podia aceitar ao abrigo das novas leis. E nós insistíamos, mas sem sucesso.
Não sei mais se a lei foi feita com base no meu conceito sobre gorjeta, mas acho que sim. Todavia, o tempo passou e tudo voltou ao que era dantes. Gorjeta é uma quantia que se paga separadamente ao empregado de mesa e a outros profissionais dos mais variados ramos, espontânea ou compulsòriamente. É diferente de uma esmola porque é dada em função da satisfação do cliente pelo serviço prestado.
Afinal, o que me traz aqui, em pleno Dia de Natal, a escrever sobre a gorjeta? Porque o meu saco está mais cheio que o do Papai Noel por causa dessa maldita que eu tanto abomino.
Foi a semana inteira um tal de bater à minha porta para cobrar as “boas festas”, ou seja, a tal gorjeta. O tipo do caminhão do lixo, o gari que varre a rua, o entregador do jornal e outros. Tem outros que colocam a caixinha de papelão na sua área de serviço à espera que os clientes (eu e outros) a encham. E cobram isso se o freguês tenta passar despercebido.
Todos eles são empregados registrados e auferem os benefícios das leis trabalhistas. Ganham férias, 13º e outras coisas mais. Porque razão eu terei que lhes pagar essa tal de gorjeta!?
domingo, dezembro 23, 2012
sábado, dezembro 15, 2012
Escaravelho
Bichinho bonito, não é!?...
Saíu do jardim da casa e encontrei-o sobre o piso da área externa. Não resisti a fotografá-lo. Sinceramente não sei o seu nome nem a que família pertence. Talvez, se procurasse entre tanta informação que nos é oferecida na internet, eu conseguisse dados exactos. Deixo essa tarefa para quem se interessar...
Achei que o bonitinho merecia uma foto e um registo na minha página pelo facto de carregar as tradicionais cores de aviso de perigo; bicho peçonhento. Mas achei que não tinha nada a ver com isso a sua camuflagem, pois peguei-o na mão para o admirar durante um bom tempo e nada me aconteceu.
Foi devolvido à Natureza e deve estar feliz.
Saíu do jardim da casa e encontrei-o sobre o piso da área externa. Não resisti a fotografá-lo. Sinceramente não sei o seu nome nem a que família pertence. Talvez, se procurasse entre tanta informação que nos é oferecida na internet, eu conseguisse dados exactos. Deixo essa tarefa para quem se interessar...
Achei que o bonitinho merecia uma foto e um registo na minha página pelo facto de carregar as tradicionais cores de aviso de perigo; bicho peçonhento. Mas achei que não tinha nada a ver com isso a sua camuflagem, pois peguei-o na mão para o admirar durante um bom tempo e nada me aconteceu.
Foi devolvido à Natureza e deve estar feliz.
quarta-feira, dezembro 05, 2012
Língua Portuguesa em Timor-Leste
Língua portuguesa se consolida em Timor-Leste graças à educação
por Eulália Moreno, Quarta, 5 de dezembro de 2012 às 14:08 ·
A
língua portuguesa recupera pouco a pouco sua força no Timor-Leste
graças a um plano de implementação na educação primária e no ensino
médio, e que a partir de 2013 alcançará também a formação universitária
nesta ex-colônia de Portugal na Ásia.
Mari Alkatiri, que foi o primeiro líder do Executivo da recente história do Timor-Leste, declarou à Agência Efe que a implementação do português na educação se deve ao fato de o tétum - a outra língua oficial do país - ainda não estar suficientemente desenvolvido, de um ponto de vista acadêmico e científico.
Alkatiri, primeiro-ministro timorense entre 2002 e 2006, explica que outra das razões pelas quais o Governo decidiu que o idioma veicular da educação seja a língua portuguesa é que apresenta "uma identidade que diferença o Timor-Leste dentro da região Ásia-Pacífico".
Timor-Leste, o país asiático mais jovem e que conta com pouco mais de um milhão de habitantes, escreveu em sua Constituição, aprovada em 2002, que tanto o português como o tétum são as duas línguas oficiais do país e relegou o indonésio a idioma de trabalho.
Após mais de quatro séculos de colonização portuguesa, o Exército indonésio aproveitou a proclamação da independência do Timor-Leste de Portugal em 1975 e ocupou a pequena nação durante os 24 anos seguintes.
Durante o período de ocupação indonésia, o idioma português foi proibido e perseguido ao constituir-se como a língua da resistência timorense, confinada nas montanhas da ilha.
Uma vez recuperada a soberania, em maio de 2002, o português voltou às ruas e instituições políticas como o Parlamento e as cortes de Justiça, enquanto ainda se consolida no sistema educacional.
Nas ruas do Timor as saudações e os agradecimentos em português são parte da vida cotidiana, mas são o indonésio e o tétum os que predominam nos ambientes de trabalho e são mais frequentes nos principais meios de comunicação.
Alkatiri reivindica a necessidade de insistir na língua portuguesa, e não no indonésio ou no inglês, para evitar que o Timor se transforme em um país "satélite" da Indonésia ou da Austrália, as duas potências mais próximas geograficamente.
Longe desse sentimento de identidade, Luis Nivio, um professor timorense de 26 anos, reconheceu à Efe que a aplicação da nova língua é mais difícil na prática: as crianças quando chegam à escola frequentemente não entendem português e, portanto, aprender algumas disciplinas lhes parece mais complicado.
"O pior é que muitos professores também não falam português, ou quase não o conhecem, e por isso optam por ensinar em tétum ou misturar os dois idiomas durante as aulas", confessou o professor.
Nivio, que aprendeu português em Aveiro graças a um acordo em matéria de educação com o Governo de Portugal, admite que a falta de desenvolvimento gramatical do tétum complica muito a formação acadêmica nesta língua.
Brasil e Portugal fecharam um acordo com o Timor-Leste para a expansão do português no país asiático mediante a colaboração de suas universidades para formar professores e criar material escolar.
Segundo os dados do Governo do Timor-Leste, em 2010 cerca de 90% dos cidadãos do país utilizava o tétum em sua vida diária, 35% dominava o indonésio e 23% falava, lia e escrevia em português.
No entanto, este último é o idioma que registra maior crescimento nos últimos anos.
O futuro da língua de Camões no Timor-Leste parece promissor; José Ramos-Horta, ex-presidente do país e prêmio Nobel da Paz, deixou isso claro em um recente artigo no jornal indonésio "The Jakarta Post".
"Em dez anos, pelo menos metade dos timorenses falarão português; nossa própria versão, tão viva e musical como a do Rio (de Janeiro) ou de Luanda", previu o político.
Agência EFE

Mari Alkatiri, que foi o primeiro líder do Executivo da recente história do Timor-Leste, declarou à Agência Efe que a implementação do português na educação se deve ao fato de o tétum - a outra língua oficial do país - ainda não estar suficientemente desenvolvido, de um ponto de vista acadêmico e científico.
Alkatiri, primeiro-ministro timorense entre 2002 e 2006, explica que outra das razões pelas quais o Governo decidiu que o idioma veicular da educação seja a língua portuguesa é que apresenta "uma identidade que diferença o Timor-Leste dentro da região Ásia-Pacífico".
Timor-Leste, o país asiático mais jovem e que conta com pouco mais de um milhão de habitantes, escreveu em sua Constituição, aprovada em 2002, que tanto o português como o tétum são as duas línguas oficiais do país e relegou o indonésio a idioma de trabalho.
Após mais de quatro séculos de colonização portuguesa, o Exército indonésio aproveitou a proclamação da independência do Timor-Leste de Portugal em 1975 e ocupou a pequena nação durante os 24 anos seguintes.
Durante o período de ocupação indonésia, o idioma português foi proibido e perseguido ao constituir-se como a língua da resistência timorense, confinada nas montanhas da ilha.
Uma vez recuperada a soberania, em maio de 2002, o português voltou às ruas e instituições políticas como o Parlamento e as cortes de Justiça, enquanto ainda se consolida no sistema educacional.
Nas ruas do Timor as saudações e os agradecimentos em português são parte da vida cotidiana, mas são o indonésio e o tétum os que predominam nos ambientes de trabalho e são mais frequentes nos principais meios de comunicação.
Alkatiri reivindica a necessidade de insistir na língua portuguesa, e não no indonésio ou no inglês, para evitar que o Timor se transforme em um país "satélite" da Indonésia ou da Austrália, as duas potências mais próximas geograficamente.
Longe desse sentimento de identidade, Luis Nivio, um professor timorense de 26 anos, reconheceu à Efe que a aplicação da nova língua é mais difícil na prática: as crianças quando chegam à escola frequentemente não entendem português e, portanto, aprender algumas disciplinas lhes parece mais complicado.
"O pior é que muitos professores também não falam português, ou quase não o conhecem, e por isso optam por ensinar em tétum ou misturar os dois idiomas durante as aulas", confessou o professor.
Nivio, que aprendeu português em Aveiro graças a um acordo em matéria de educação com o Governo de Portugal, admite que a falta de desenvolvimento gramatical do tétum complica muito a formação acadêmica nesta língua.
Brasil e Portugal fecharam um acordo com o Timor-Leste para a expansão do português no país asiático mediante a colaboração de suas universidades para formar professores e criar material escolar.
Segundo os dados do Governo do Timor-Leste, em 2010 cerca de 90% dos cidadãos do país utilizava o tétum em sua vida diária, 35% dominava o indonésio e 23% falava, lia e escrevia em português.
No entanto, este último é o idioma que registra maior crescimento nos últimos anos.
O futuro da língua de Camões no Timor-Leste parece promissor; José Ramos-Horta, ex-presidente do país e prêmio Nobel da Paz, deixou isso claro em um recente artigo no jornal indonésio "The Jakarta Post".
"Em dez anos, pelo menos metade dos timorenses falarão português; nossa própria versão, tão viva e musical como a do Rio (de Janeiro) ou de Luanda", previu o político.
Agência EFE

terça-feira, dezembro 04, 2012
Palestina
Nestes últimos dias temos presenciado decisões incríveis tomadas pelo governo de Israel e, principalmente, ouvido imbecilidades como esta de Binyamin Netanyahu: "Não há decisão da ONU que possa romper 4.000 anos de vínculos entre o povo de Israel e a sua terra".
Fico muito triste quando leio na imprensa este tipo de desabafo que, afinal, não é próprimente um desabafo e sim uma ideia teimosa e uma bestialidade exacerbada.
Fico desapontado quando a Europa, ao longo dos anos, nunca foi capaz de tomar decisões que abrandassem essa irracionalidade de líderes israelitas imbecis.
Fico impressionado ao ver o avanço da ocupação da Palestina sob o real apoio dos EEUU e o dar de ombros e fechar de olhos de outros que acabam por ser coniventes quando deveríam ser oponentes.
Fico revoltado quando um país como o Brasil faz leis que penalizam com muito agravo a liberdade de expressão na crítica aos judeus. Críticas pertinentes que acabam por ser consideradas um crime maior que um latrocínio, em relação ao cumprimento da pena.
Lastimo muito quando quase nada se publica nos meios de informação a respeito desta ocupação criminosa e não se forma opinião dando a conhecer aos mais desinformados o que verdadeiramente se passa naquela região desde 1947.
Não tenho nada contra o povo judeu e até acredito, como sempre acreditei, que na Palestina poderíam viver todos juntos em plena harmonia. Bastava para tal a marginalização da religião em relação ao Estado e a proibição de fundamentalismos descabidos inaceitáveis em pleno século XXI.
Os portugueses como eu, naturais do Alentejo, temos uma relação de identidade muito próxima a árabes e judeus. Frequentemente somos até chamados de mouros pelos meus compatriotas do norte, mas isso em nada nos intimida ou envergonha, antes pelo contrário. Do mesmo modo que os nossos vizinhos do sul da Espanha, corre-nos um pouco desse sangue nas veias. É uma mistura interessante e a mesma jamais me poderia colocar contra o povo judeu ou árabe.
Fico pensando, porém, que os avós de Binyamin Netanyahu não sofreram o holocausto alemão. Se tivessem sido jogados nas câmaras de gás, ele não existiria. Porque razão, então, ele e outros como ele são verdadeiras bestas humanas, reais terroristas?
Fico muito triste quando leio na imprensa este tipo de desabafo que, afinal, não é próprimente um desabafo e sim uma ideia teimosa e uma bestialidade exacerbada.
Fico desapontado quando a Europa, ao longo dos anos, nunca foi capaz de tomar decisões que abrandassem essa irracionalidade de líderes israelitas imbecis.
Fico impressionado ao ver o avanço da ocupação da Palestina sob o real apoio dos EEUU e o dar de ombros e fechar de olhos de outros que acabam por ser coniventes quando deveríam ser oponentes.
Fico revoltado quando um país como o Brasil faz leis que penalizam com muito agravo a liberdade de expressão na crítica aos judeus. Críticas pertinentes que acabam por ser consideradas um crime maior que um latrocínio, em relação ao cumprimento da pena.
Lastimo muito quando quase nada se publica nos meios de informação a respeito desta ocupação criminosa e não se forma opinião dando a conhecer aos mais desinformados o que verdadeiramente se passa naquela região desde 1947.
Não tenho nada contra o povo judeu e até acredito, como sempre acreditei, que na Palestina poderíam viver todos juntos em plena harmonia. Bastava para tal a marginalização da religião em relação ao Estado e a proibição de fundamentalismos descabidos inaceitáveis em pleno século XXI.
Os portugueses como eu, naturais do Alentejo, temos uma relação de identidade muito próxima a árabes e judeus. Frequentemente somos até chamados de mouros pelos meus compatriotas do norte, mas isso em nada nos intimida ou envergonha, antes pelo contrário. Do mesmo modo que os nossos vizinhos do sul da Espanha, corre-nos um pouco desse sangue nas veias. É uma mistura interessante e a mesma jamais me poderia colocar contra o povo judeu ou árabe.
Fico pensando, porém, que os avós de Binyamin Netanyahu não sofreram o holocausto alemão. Se tivessem sido jogados nas câmaras de gás, ele não existiria. Porque razão, então, ele e outros como ele são verdadeiras bestas humanas, reais terroristas?
segunda-feira, dezembro 03, 2012
domingo, dezembro 02, 2012
Resumo da Ópera
Tenho uma triste notícia para dar aos comentadores e analistas políticos. Podem todos passar a dedicar-se à agricultura porque António Costa, em menos de 3 minutos, disse tudo, TUDO! Há instantes na "quadratura do círculo". E aqui está textualmente o que ele disse (transcrevi manualmente):
“A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no textil. Nós fomos financiados para desmantelar o textil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abrissemos os nossos mercados ao textil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao textil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o textil que nós deixávamos de produzir. E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável. Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer… podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!”
Transcrição de matéria no Facebook (Paulo Jorge Costa Ferreira) com pedido de "compartilhar".
“A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no textil. Nós fomos financiados para desmantelar o textil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abrissemos os nossos mercados ao textil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao textil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o textil que nós deixávamos de produzir. E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável. Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer… podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!”
Transcrição de matéria no Facebook (Paulo Jorge Costa Ferreira) com pedido de "compartilhar".
Perguntas e Respostas
Nesta tarde de Domingo deparei-me com esta charge na Imprensa brasileira, tão pródiga em nos oferecer magníficas e inspiradas obras de arte na área.
Como blogueiro, mesmo que nas horas vagas, gosto de escrever sobre tudo o que me vai na alma e, porque assim, é frequente aquela coceirinha na ponta dos dedos para abordar assuntos actuais mas muito perigosos. Sei que a qualquer momento pode aparecer algum filho da puta a mandado de um outro que tal para tirar satisfação, mover processo judicial ou até mesmo apelar para a ignorância violentamente. Por isso, contenho-me.
Todavia, esta charge lavou-me a alma e exteriorizou algo que estava dentro de mim, como certamente está na cabeça de outras e muitas pessoas. Já tinha feito a mim mesmo a pergunta muito semelhante... E já que Dilma perguntou a Lula, agora só falta a resposta... Será que comeu mesmo?!
Em se tratando desse tipo de comida, acho sinceramente que para Lula é prato finíssimo, pois não tem o perfil de comer coisa melhor e até mesmo pagando ou oferecendo mil benesses, um bom pedaço de mulher não se lhe ofereceria. Rose está muito bem para o apetite dele. Para o meu não!...
Como blogueiro, mesmo que nas horas vagas, gosto de escrever sobre tudo o que me vai na alma e, porque assim, é frequente aquela coceirinha na ponta dos dedos para abordar assuntos actuais mas muito perigosos. Sei que a qualquer momento pode aparecer algum filho da puta a mandado de um outro que tal para tirar satisfação, mover processo judicial ou até mesmo apelar para a ignorância violentamente. Por isso, contenho-me.
Todavia, esta charge lavou-me a alma e exteriorizou algo que estava dentro de mim, como certamente está na cabeça de outras e muitas pessoas. Já tinha feito a mim mesmo a pergunta muito semelhante... E já que Dilma perguntou a Lula, agora só falta a resposta... Será que comeu mesmo?!
Em se tratando desse tipo de comida, acho sinceramente que para Lula é prato finíssimo, pois não tem o perfil de comer coisa melhor e até mesmo pagando ou oferecendo mil benesses, um bom pedaço de mulher não se lhe ofereceria. Rose está muito bem para o apetite dele. Para o meu não!...
Subscrever:
Mensagens (Atom)














.jpg)

























