sexta-feira, março 01, 2013
quarta-feira, fevereiro 27, 2013
A Janela
Contrariando uma tendência, hoje começo esta crónica já com título. Acho que pelo simples facto de a maior parte da história se ter desenvolvido a partir de uma janela.
É a mesma janela cujas grades aparecem na primeira foto desta postagem. As outras duas imagens foram feitas a partir do mesmo andar do edifício e eu só as coloco para darem uma melhor ideia do local. Era um andar com três sacadas para essa Praça do centro da cidade de Évora --- a Praça de Sertório.
Ao lado esquerdo vê-se a actual Caixa Geral de Depósitos (antigo Banco Nacional Ultramarino); no topo, ao fundo, a Igreja do Salvador Velho; do lado direito, o edifício da Câmara Municipal. Não aparecendo nas imagens, mas ponto principal da história, ao lado da igreja fica o edifídio dos Correios.
Nos idos de 1965 e 1966 eu tinha de vinte para vinte e um anos de idade e trabalhava numa daquelas salas como escriturário no então "Escritório de Advogados Camarate, Azevedo e Rapazote". Trabalhava bastante e quase saía fumaça daquela máquina de escrever que não parava o dia inteiro... De entre outras experiências aproveitadas, a de dactilógrafo foi-me muito útil e o é até hoje no teclado do computador. Ali, também decorei muitas frases de latim que me incentivaram a um superficial estudo da língua, mais especìficamente na parte etimológica da língua portuguesa.
Mas... com quase vinte e dois anos, eu jamais tivera uma namorada. Não que não desejasse uma, mas porque a minha timidez não cabía em mim. Fazia tudo para pedir namoro às garotas, mas na hora H eu não conseguia nem ao menos me aproximar...
Quatro lindas raparigas estiveram nas minhas preferências e com quase todas se passou a mesma coisa. Falarei de cada uma noutras crónicas que aqui pretendo escrever, pois que cada caso foi um caso, com o mesmo tipo de fulcro mas de forças e resistências diferentes. Hoje só me lembro do nome de duas das personagens que passaram por esse estágio da minha vida. Da que faz parte da crónica de hoje eu não me lembro. Chamá-la-ei de Désiré --- algo muito desejado na língua fracesa...
Désiré era estagiária nos Correios. Esse estágio demorava alguns meses, não me lembro quantos, e depois cada uma das estagiárias era alocada em algum lugar do país. Esse controle eu tinha, pois todos os dias lia o então "Diário do Governo" (hoje "Diário da República"), no qual eram publicadas todas as matérias referentes a concursos públicos e estágios.
Todos os dias pela manhã Désiré passava sob a minha janela quando se dirigia aos Correios. À tarde fazia o percurso inverso. Eu ficava na sacada vendo ela passar com seu ar gracioso. Era uma moça um tanto ou quanto frágil, mas muito bonita. E tenho a certeza que ela percebia a minha presença.
Esse interesse avivou a minha habilidade de pesquisador e, dentre outras coisas, vim a saber que ela era do Ameixial, uma Freguesia da minha cidade de Estremoz. Epa! éramos conterrâneos e, por isso, efervesceu mais o meu interesse por Désiré...
Coloquei em campo a minha irmã que morava em Estremoz e que conhecia todo o mundo. Nem sei se ela chegou a comentar alguma coisa com a moça, pois sempre gostou de meter o bedelho nessas transas, principalmente sabedora que era do quanto eu era tímido. É possível, até, que eu desejasse isso mesmo, como uma pequena alavancagem na minha empreitada. Mas acho que isso não aconteceu e agora também é impossível saber. A não ser que alguma vez haja um contacto com Désiré.
Sabendo que ela era do Ameixial e que passava todos os fins de semana em casa, fui saber os horários da automotora que fazia a ligação ferroviária entre Évora e Estremoz.Consegui, pois todas essas coisas eu conseguia...
Todas as segundas-feiras eu saía de casa cedinho e caminhava pela arcada em direção à Estação dos Caminhos de Ferro. E todas as segunfas-feiras Désiré caminhava da Estação em direção à arcada. Inevitàvelmente nos cruzávamos em algum ponto desse trajecto. À distância os nossos olhares se fitavam e quando ao lado um do outro passávamos eles se cruzavam parecendo querer dizer algo que jamais foi dito por palavras.
Dali a pouco nos olhávamos nòvamente quando eu já estava na janela do meu emprego e Désiré passava a caminho dos Correios. E todos os dias a Praça do Sertório assistia à nossa silenciosa troca de olhares. E nas segundas-feiras aquela mesma cena. E assim por mais de um ano.
Foi um namoro jamais declarado e silencioso. Um diálogo de surdo-mudos.
Na última vez que estive em Évora, em 2011, dirigi-me algumas vezes à Caixa lá na Praça de Sertório e nalgumas dessas oportunidades sentei-me por ali olhando para aquelas janelas. Lembro-me que passei muito templo nessa contemplação de saudade e a memória viajou por grandes distâncias de mil recordações. Désiré fez parte desses momentos também e, para mim, será eterna. Se ela fôr internauta, como eu, talvez leia a minha crónica e assim tenha confirmadas e esclarecidas as suas deduções e dúvidas de antanho.
É a mesma janela cujas grades aparecem na primeira foto desta postagem. As outras duas imagens foram feitas a partir do mesmo andar do edifício e eu só as coloco para darem uma melhor ideia do local. Era um andar com três sacadas para essa Praça do centro da cidade de Évora --- a Praça de Sertório.
Ao lado esquerdo vê-se a actual Caixa Geral de Depósitos (antigo Banco Nacional Ultramarino); no topo, ao fundo, a Igreja do Salvador Velho; do lado direito, o edifício da Câmara Municipal. Não aparecendo nas imagens, mas ponto principal da história, ao lado da igreja fica o edifídio dos Correios.Nos idos de 1965 e 1966 eu tinha de vinte para vinte e um anos de idade e trabalhava numa daquelas salas como escriturário no então "Escritório de Advogados Camarate, Azevedo e Rapazote". Trabalhava bastante e quase saía fumaça daquela máquina de escrever que não parava o dia inteiro... De entre outras experiências aproveitadas, a de dactilógrafo foi-me muito útil e o é até hoje no teclado do computador. Ali, também decorei muitas frases de latim que me incentivaram a um superficial estudo da língua, mais especìficamente na parte etimológica da língua portuguesa.
Mas... com quase vinte e dois anos, eu jamais tivera uma namorada. Não que não desejasse uma, mas porque a minha timidez não cabía em mim. Fazia tudo para pedir namoro às garotas, mas na hora H eu não conseguia nem ao menos me aproximar...
Quatro lindas raparigas estiveram nas minhas preferências e com quase todas se passou a mesma coisa. Falarei de cada uma noutras crónicas que aqui pretendo escrever, pois que cada caso foi um caso, com o mesmo tipo de fulcro mas de forças e resistências diferentes. Hoje só me lembro do nome de duas das personagens que passaram por esse estágio da minha vida. Da que faz parte da crónica de hoje eu não me lembro. Chamá-la-ei de Désiré --- algo muito desejado na língua fracesa...
Désiré era estagiária nos Correios. Esse estágio demorava alguns meses, não me lembro quantos, e depois cada uma das estagiárias era alocada em algum lugar do país. Esse controle eu tinha, pois todos os dias lia o então "Diário do Governo" (hoje "Diário da República"), no qual eram publicadas todas as matérias referentes a concursos públicos e estágios.
Todos os dias pela manhã Désiré passava sob a minha janela quando se dirigia aos Correios. À tarde fazia o percurso inverso. Eu ficava na sacada vendo ela passar com seu ar gracioso. Era uma moça um tanto ou quanto frágil, mas muito bonita. E tenho a certeza que ela percebia a minha presença.Esse interesse avivou a minha habilidade de pesquisador e, dentre outras coisas, vim a saber que ela era do Ameixial, uma Freguesia da minha cidade de Estremoz. Epa! éramos conterrâneos e, por isso, efervesceu mais o meu interesse por Désiré...
Coloquei em campo a minha irmã que morava em Estremoz e que conhecia todo o mundo. Nem sei se ela chegou a comentar alguma coisa com a moça, pois sempre gostou de meter o bedelho nessas transas, principalmente sabedora que era do quanto eu era tímido. É possível, até, que eu desejasse isso mesmo, como uma pequena alavancagem na minha empreitada. Mas acho que isso não aconteceu e agora também é impossível saber. A não ser que alguma vez haja um contacto com Désiré.
Sabendo que ela era do Ameixial e que passava todos os fins de semana em casa, fui saber os horários da automotora que fazia a ligação ferroviária entre Évora e Estremoz.Consegui, pois todas essas coisas eu conseguia...
Todas as segundas-feiras eu saía de casa cedinho e caminhava pela arcada em direção à Estação dos Caminhos de Ferro. E todas as segunfas-feiras Désiré caminhava da Estação em direção à arcada. Inevitàvelmente nos cruzávamos em algum ponto desse trajecto. À distância os nossos olhares se fitavam e quando ao lado um do outro passávamos eles se cruzavam parecendo querer dizer algo que jamais foi dito por palavras.
Dali a pouco nos olhávamos nòvamente quando eu já estava na janela do meu emprego e Désiré passava a caminho dos Correios. E todos os dias a Praça do Sertório assistia à nossa silenciosa troca de olhares. E nas segundas-feiras aquela mesma cena. E assim por mais de um ano.
Foi um namoro jamais declarado e silencioso. Um diálogo de surdo-mudos.
Na última vez que estive em Évora, em 2011, dirigi-me algumas vezes à Caixa lá na Praça de Sertório e nalgumas dessas oportunidades sentei-me por ali olhando para aquelas janelas. Lembro-me que passei muito templo nessa contemplação de saudade e a memória viajou por grandes distâncias de mil recordações. Désiré fez parte desses momentos também e, para mim, será eterna. Se ela fôr internauta, como eu, talvez leia a minha crónica e assim tenha confirmadas e esclarecidas as suas deduções e dúvidas de antanho.
segunda-feira, fevereiro 25, 2013
sábado, fevereiro 23, 2013
Salvé Yoani!
Vocês,
leitores das minhas crônicas e de outras postagens de cariz diverso, certamente
não sabem, mas eu tenho um relacionamento muito estreito com Cuba. Até o
simples gesto de apontar ou comentar sobre a Ilha já me envolve de uma maneira
muito especial. Não diria agradabilíssima, mas mais para o lado do romantismo,
pois neste aspecto se encaixam até as agruras.
Não
conheço Cuba, mas nutro ganas intensas de conhecer o que presumo ser uma
maravilhosa e encantadora ilha do Caribe. Todavia, sabedor que sou da eterna
situação complicada, o que me leva a nutrir esse interesse?
Tenho
uma amiga em Havana desde o início da década de 60. Por motivos óbvios, não citarei nomes nem situações que possam levar
até ela. Infelizmente a situação é essa. Muita coisa eu gostaria de
comentar com a minha amiga nas centenas de cartas que lhe enviei ou, mais
recentemente, nos e-mails. Mas não! Existe uma linha do bom senso que me
impede de abordar alguns assuntos que fariam parte do trivial em qualquer
contacto abrigado na liberdade de expressão. Isso para não a prejudicar.
Sigo
há muito tempo tudo o que Yoani Sánchez escreve no Twitter e no blog. Assim,
tenho conhecimento de muita coisa que se passa na Ilha de Fidel, principalmente
aquelas que oficialmente jamais seriam dadas a conhecer ao mundo.
Pela
minha idade avançada e pelo longo e árduo caminho palmilhado, tenho
a vivência suficiente para discernir o que é bom e o que é mau, o certo e o
errado, o falso e o verdadeiro, etc., etc..
Vivi
45 anos sob o tacão de duas ditaduras. Essas agremiações partidárias ou
governamentais de jovens, como Juventude Socialista e outras de nomes parecidos
não possuem mais que partículas desse conhecimento adquirido. Não poderiam vir
para as ruas exocrinar a paciência de quem quer que seja, principalmente em
manifestações violentas como estas a que se propuseram em relação à visitante
cubana. É lógico que tudo isso é orquestrado pela batuta de entidades
governamentais e até diplomáticas (!), infelizmente.
Esse
ódio para com Yoani é algo artificial; é coisa que eles não saberiam explicar
se sobre tal inquiridos. Alguns nunca ouviram falar de Yoani, pelo que vi em algumas imagens na tv...
No Twitter, por exemplo,
actores como José de Abreu (petista de carteirinha) baba a sua raiva
como um cachorro raivoso em relação à blogueira cubana. Um dia estará na merda
lá no asilo dos artistas e nem mesmo os seus amigos viadinhos lhe ligarão
alguma. Outra que também não sabe o que diz é a senadora Vanessa
Grazziotin.
Nasceu em Videira SC e
casou com um ex deputado do Amazonas que agora ocupa pasta na Secretaria de
Estado da Produção Rural. Este encontra-se sob investigação em inquérito
instaurado pela P.R. do Distrito Federal por emprego de funcionários fantasmas
enquanto deputado federal. Tudo muito boa gente…
Ela apoiou a Juventude
Socialista nos protestos e diz em relação à vinda de Yoani: “Quem critica as
manifestações não conhece o que era Cuba antes e o que é agora”. E será que ela
conheceu Cuba antes?... Claro que não, pois nem nascida era.
E actualmente, se conheceu,
foi em visita de medico --- muito rápida. E mais adiante ela continua: “Cuba
não é mais o quintal dos ianques que usavam o país para se diverter”. Isso, na
realidade, é o que sempre se diz, entre outras coisas, para justificar a
Revolução Cubana.
Imagino
esse tipo de pessoas visitando Cuba. Claro que não vão lá como simples e
anônimos turistas; normalmente vão credenciados e, por isso, devem ter uma
recepção e acompanhamento especial. Mesmo assim, ficam enjoados muito
ràpidamente e sentem na pele a falta de bens básicos ou até mesmo de pequenos
bens de luxo a que estão habituados no dia a dia. Voltam rapidinho, mas não têm a
coragem de denunciar os podres...
Transcrevo
aqui artigo do jornalista Nelson Motta para o jornal “O Estado de S. Paulo”:
Se os
eficientíssimos serviços de repressão cubanos, que há anos espionam Yoani
Sanchez dia e noite, tivessem descoberto a menor prova de suborno, a
"agente milionária da CIA" já estaria presa. É sintomático que, para
eles, alguém só discorde do governo se levar dinheiro. Freud diria que estão
falando deles mesmos.
Antigamente eles queriam ser mais realistas que o rei, hoje tentam ser mais tirânicos que os tiranos, como mostraram os protestos contra Yoani em Recife, Salvador e Feira de Santana, não só com gritos e faixas, mas esfregando dólares falsos no seu rosto e puxando os seus cabelos.
Admitamos que existem
verdades nas várias correntes, da esquerda e da direita, do mesmo modo que
haverá mentiras dos dois lados, é interessante que se exponham para que a Sociedade
possa analisar e formar a sua própria opinião. Tem que haver liberdade de
expressão e de movimentação. É isso que eu defendo quando me coloco ao lado de
Yoani. Não tenho procuração para a defender e não ganho dinheiro com isso. Já
senti na pele o beliscão de ditaduras terríveis, por muitos anos, e isso
me aviva o quanto é maravilhoso o sentimento de Liberdade.Antigamente eles queriam ser mais realistas que o rei, hoje tentam ser mais tirânicos que os tiranos, como mostraram os protestos contra Yoani em Recife, Salvador e Feira de Santana, não só com gritos e faixas, mas esfregando dólares falsos no seu rosto e puxando os seus cabelos.
terça-feira, fevereiro 12, 2013
segunda-feira, fevereiro 11, 2013
Habemus Papam
No próximo conclave, após o dia 28 de Fevereiro, é só escolher um dessa meia dúzia e gritar "habemus papam brazilianus"
domingo, fevereiro 10, 2013
Guarda ao Paiol
Gosto muito de ver as charges do "Zé da fisga" publicadas em páginas dos veteranos militares portugueses. E hoje, enquanto apreciava a da ilustração da minha crónica, afloraram-me recordações dos tempos em que prestei serviço militar no Destacamento da Ameixoeira (Forte da Ameixoeira), em 1967.
Normalmente o Oficial de Dia andava desarmado e só colocava o cinturão com a pistola Walter ou a Parabellum nas formações da Parada ou no evento do hastear e arriar da bandeira. E ali, na parte externa do Destacamento, só portava o seu bastão ou vergalho, uma velha tradição da cavalaria copiada pelos de outras armas e serviços, principalmente os denominados "chicos", os militares de carreira.
Aqui na ilustração, fazendo uma pequena alteração nas divisas (galões), colocando os 3 traços rectos e não em forma de vê, teríamos, fiel, a imagem do capitão que, naquela época, era também o comandante do Destacamento. Esqueci o seu nome e só me lembro que era escritor, autor de pelo menos um livro --- "Cartas de Angola". Lembro-me, sim, que ele tinha residência para os lados da linha de Cascais. O outro capitão era o Amorim que vivia nas Galinheiras.
Eu era Cabo Miliciano e seria promovido a Furriel assim que embarcasse para o Ultramar. Por isso mesmo, os Cabos Milicianos faziam todo o serviço dos Sargentos.
Ainda no campo das adaptações na ilustração, em vez da fisga no bolso imagine-se uma daquelas mesmas pistolas referidas e em vez da morena africana a bela Belarmina que todas as tardes ali passava de regresso a sua casa na Azinhaga das Galinheiras, vindo do serviço que tinha lá para os lados de Alvalade.
Todas as tardes Belarmina comigo conversava durante algum tempo nos dias em que eu estava de Sargento de Dia ou Sargento da Guarda. Nos outros dias encontrávamo-nos no Café do Raimundo.
Quando o Oficial de Dia não era o Comandante do Destacamento e sim o Capitão Amorim ou algum dos Alferes e Aspirantes, tudo corria às mil maravilhas. Mas quando o meu serviço coincidia com o do Comandante, saía faísca no relacionamento, pois eu também não era flor que se cheirasse... E foi numa dessas ocasiões em que eu estava num papo gostoso com Belarmina que ele, acho que num acesso de ciúmes ou inveja, simplesmente me proibiu de ficar lá fóra e só desempenhar as minhas funções intra muros.
Jamais nutri ódio por ele. Certamente já não está entre os vivos, pois a diferença de idades era enorme. Todavia, confesso que já procurei o seu livro na Internet, mas sem sucesso.
Jamais reencontrei algum dos camaradas daquele tempo. Só uma vez reencontrei Belarmina quando regressei de Timor.
Assim, uma simples charge encontrada na Internet, se adapta tão perfeitamente a situações por mim vividas há tanto tempo.
Normalmente o Oficial de Dia andava desarmado e só colocava o cinturão com a pistola Walter ou a Parabellum nas formações da Parada ou no evento do hastear e arriar da bandeira. E ali, na parte externa do Destacamento, só portava o seu bastão ou vergalho, uma velha tradição da cavalaria copiada pelos de outras armas e serviços, principalmente os denominados "chicos", os militares de carreira.
Aqui na ilustração, fazendo uma pequena alteração nas divisas (galões), colocando os 3 traços rectos e não em forma de vê, teríamos, fiel, a imagem do capitão que, naquela época, era também o comandante do Destacamento. Esqueci o seu nome e só me lembro que era escritor, autor de pelo menos um livro --- "Cartas de Angola". Lembro-me, sim, que ele tinha residência para os lados da linha de Cascais. O outro capitão era o Amorim que vivia nas Galinheiras.
Eu era Cabo Miliciano e seria promovido a Furriel assim que embarcasse para o Ultramar. Por isso mesmo, os Cabos Milicianos faziam todo o serviço dos Sargentos.
Ainda no campo das adaptações na ilustração, em vez da fisga no bolso imagine-se uma daquelas mesmas pistolas referidas e em vez da morena africana a bela Belarmina que todas as tardes ali passava de regresso a sua casa na Azinhaga das Galinheiras, vindo do serviço que tinha lá para os lados de Alvalade.
Todas as tardes Belarmina comigo conversava durante algum tempo nos dias em que eu estava de Sargento de Dia ou Sargento da Guarda. Nos outros dias encontrávamo-nos no Café do Raimundo.
Quando o Oficial de Dia não era o Comandante do Destacamento e sim o Capitão Amorim ou algum dos Alferes e Aspirantes, tudo corria às mil maravilhas. Mas quando o meu serviço coincidia com o do Comandante, saía faísca no relacionamento, pois eu também não era flor que se cheirasse... E foi numa dessas ocasiões em que eu estava num papo gostoso com Belarmina que ele, acho que num acesso de ciúmes ou inveja, simplesmente me proibiu de ficar lá fóra e só desempenhar as minhas funções intra muros.
Jamais nutri ódio por ele. Certamente já não está entre os vivos, pois a diferença de idades era enorme. Todavia, confesso que já procurei o seu livro na Internet, mas sem sucesso.
Jamais reencontrei algum dos camaradas daquele tempo. Só uma vez reencontrei Belarmina quando regressei de Timor.
Assim, uma simples charge encontrada na Internet, se adapta tão perfeitamente a situações por mim vividas há tanto tempo.
quinta-feira, fevereiro 07, 2013
Impeachmant
Vamos destituir o Presidente do Senado! Só admitimos políticos de ficha limpa.
Assine para o impeachmant de Renan Calheiros.
terça-feira, fevereiro 05, 2013
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
Adeus Cigarro!
Há precisamente 3 anos, neste dia 4 de Fevereiro, eu fumei o último cigarro da minha vida. O primeiro eu havia fumado quando tinha 9 anos de idade. Foram 56 anos agarrado a esse vício terrível.
Claro que sofri todos os efeitos colaterias --- os bons e os maus. Engordei bastante, mas passei a sentir-me muito melhor.
Posso garantir a todos os renitentes fumantes que o abandono do cigarro só depende de ter opinião e personalidade. Eu intercalei algumas coisas no lugar do cigarro, principalmentea castanha do Pará; nada de doces.
Fumantes, abandonem aquela ideia que o cigarro é um grande companheiro nos momentos de solidão. Eu passei por tudo isso e concluí que tal não é mais que uma ilusão. Força!
Claro que sofri todos os efeitos colaterias --- os bons e os maus. Engordei bastante, mas passei a sentir-me muito melhor.
Posso garantir a todos os renitentes fumantes que o abandono do cigarro só depende de ter opinião e personalidade. Eu intercalei algumas coisas no lugar do cigarro, principalmentea castanha do Pará; nada de doces.
Fumantes, abandonem aquela ideia que o cigarro é um grande companheiro nos momentos de solidão. Eu passei por tudo isso e concluí que tal não é mais que uma ilusão. Força!
sábado, fevereiro 02, 2013
Brasil sem mudanças
Belo texto. Lê aí. RT @forastieri: Renan Calheiros, Santa Maria, e como mudar o BR para melhor, mantendo o pior. noticias.r7.com/blogs/andre-fo…
— Rafinha Bastos (@rafinhabastos) 2 de fevereiro de 2013
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
domingo, janeiro 27, 2013
Terapia
Portinhola
Dados técnicos das normas de Defesa Civil e a cuja conclusão chegaram engenheiros competentes, estipulam que, para um recinto com 2.000 pessoas, terá que haver saídas, ou uma saída só, com franquamento mínimo de 11 metros. Para 4.000 pessoas, seríam 22 metros.
Ainda não se sabe, exactamente, a lotação da boîte onde ocorreu a tragédia de Santa Maria.
Olhando com atenção a entrada/saída da boîte de Santa Maria, conclui-se não ir além de, no máximo, 5 metros. Sem comentários!
Ainda não se sabe, exactamente, a lotação da boîte onde ocorreu a tragédia de Santa Maria.
Olhando com atenção a entrada/saída da boîte de Santa Maria, conclui-se não ir além de, no máximo, 5 metros. Sem comentários!
Requiem desafinado
Descarregados de alguns caminhões, transformados em carros fúnebres, os quase trezentos corpos das vítimas da grande tragédia na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, ficaram enfileirados no chão daquele espaço reservado à identificação. No ar, uma estranha sinfonia em que os instrumentos emitem sons que não formam uma hamonia melódica, mesmo que de um requiem se tratasse e o que só poderia ser.
É uma total desafinação, porque cada um dos telefones celulares que aqueles jovens portavam tinha baixada uma música diferente. Na ligação dos pais para os seus filhos, ao saberem dos trágicos e dramáticos acontecimentos naquela boîte, para onde os mesmos tinham ido comemorar a formatura ou ingresso na Universidade, todos os telefones tocavam ao mesmo tempo e sem niniguém para atender a chamada. Era, verdadeiramente, uma cena dantesca.
É uma total desafinação, porque cada um dos telefones celulares que aqueles jovens portavam tinha baixada uma música diferente. Na ligação dos pais para os seus filhos, ao saberem dos trágicos e dramáticos acontecimentos naquela boîte, para onde os mesmos tinham ido comemorar a formatura ou ingresso na Universidade, todos os telefones tocavam ao mesmo tempo e sem niniguém para atender a chamada. Era, verdadeiramente, uma cena dantesca.
sábado, janeiro 19, 2013
Saudade
Nasci na minha querida Estremoz e lá vivi até aos 11 anos de idade. Depois os meus pais mudaram-se para Évora e por lá fiquei até que fui chamado a servir no Exército. Tive a sorte de ter vivido nas duas que são as mais belas cidades do Alentejo.Devido a uma série de factores, de Alentejano passei a ser também Tropicano. Mudei-me do Alentejo para os Trópicos e no de Capricórnio eu estou vivendo hoje e desde há muitos anos.
Sou um emigrante como outros milhões de emigrantes --- a diáspora portuguesa. Somos 11 milhões fóra do berço; tantos quanto os que do berço não saíram. Se todos os que estão fóra resolvessem, de repente, voltar para a sua terra natal, não haveria espaço útil para os receber e seria um caos...
Dos Patrícios que conheço jamais tive conhecimento de haver quem não se sentisse feliz na terra adoptiva. Lògicamente que nos bate uma saudade muito grande no coração e, dentro das possibilidades de cada um, sempre há uma visita ao torrão natal.
Existem, também, os problemas insolúveis; acontecimentos negativos que nos apanham de surpresa e nos deixam imobilizados.
Em 1969 eu estava numa comissão militar em Timor e o meu Irmão numa outra em Moçambique. Ele faleceu em combate e o seu corpo voltou à terra natal. Em 1986 o meu Pai faleceu em Lisboa e eu encontrava-me no Brasil. Hoje, em Estremoz, faleceu a minha Irmã e eu estou no Brasil.
Não foi possível estar presente no enterro dos três. Essa é uma das vertentes negativas da ausência dos emigrantes como eu, principalmente os que estão muito longe da sua terra. Do mesmo modo de antanho, o meu espírito está presente junto à minha querida Irmã. Que descanse em paz!
sexta-feira, janeiro 18, 2013
O meu Monte Alentejano
Muito aproximado do que eu há muito tempo venho imaginando.
Um dos meus grandes sonhos (sonhos não se esgotam e sonhamos a vida toda) é passar o final da minha vida num monte alentejano que eu venha a adquirir no grande leque dos abandonados e improdutivos. Ali eu tentaria implantar algo que muito se assemelha ao que vimos no vídeo acima, além de voltar a viver a essência do Alentejo profundo. Possìvelmente a idade não me permitiria usufruir dos frutos dessa azáfama, mas sentir-me-ía feliz com essa terapia da modificação e implementação do sistema. Acredito que os netos tocaríam a tarefa em frente, pois eles serão os mais afectados pela crise energética e alimentar.
Compartilho aqui este vídeo, "A farm for the future" com a pesquisa e ideias de Rebecca Hosking, por achar ser de suprema importância. Não que o meu blog tenha uma enorme exposição, mas é sempre bom lembrar que tamanho não é documento...
terça-feira, janeiro 15, 2013
segunda-feira, janeiro 14, 2013
Em terra de cegos...
Líder da Igreja Mundial, Valdemiro Santiago ganha passaporte diplomático
Uol/NG
| |
O
Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, concedeu passaporte
diplomático para dois líderes da Igreja Mundial do Poder de Deus.
Segundo o Itamaraty, Valdemiro Santiago de Oliveira e Franciléia de
Castro Gomes de Oliveira receberam o passaporte diplomático em "caráter
de excepcionalidade", mas não foram fornecidos detalhes. Os pedidos
foram encaminhados ao Itamaraty em 27 de novembro de 2011.
A portaria do dia 3 é assinada pelo ministro interino das Relações Exteriores, Ruy Nogueira, mas foi publicada na edição de hoje (14) do Diário Oficial da União, na seção 1, página 60. O Itamaraty informou ainda que nem todos os aeroportos do mundo fazem distinções entre os detentores de passaporte diplomático e comum. Em geral, os que têm passaporte diplomático têm uma fila especial e são submetidos a regras específicas para a concessão de visto. Mas isso não é regra.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, quem tem passaporte diplomático é submetido às mesmas regras dos demais viajantes no que se refere aos tratamentos na Polícia Federal e na Receita Federal. Desde 2011, os que recebem passaporte diplomático têm o nome e o pedido publicados no Diário Oficial da União.
As regras para a concessão do passaporte diplomático são definidas no Decreto 5.978, de 4 de dezembro de 2006. O texto detalha condições para concessão de passaportes diplomático, oficial, comum e de emergência. Usado para justificar a emissão dos dois passaportes diplomáticos, o Artigo 6º, Parágrafo 3ª, permite o documento "às pessoas que, embora não relacionadas nos incisos deste artigo, devam portá-lo em função do interesse do País".
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O que dizer com relação a esta notícia? Eu sei que é de lamentar, e muito, esse tipo de facilidades que o Governo dá a quem jamais deveria dar pois que, além de quebrar a laicidade do Estado, está a premiar mais um indivíduo que tem uma longa ficha suja. Este é mais um dos que se aproveitam da ignorância do povo com a cobertura do Estado. A bancada evangélica no Congresso é muito activa e poderosa. Aliás, só é poderosa devido ao medo que o Governo tem da mesma...
Estranhei muito os canais de rádio e tv só terem dado esta notícia, que transcrevi acima, e não complementarem com os devidos comentários editoriais para uma contribuição da formação de opinião. Acabam por ser coniventes com estas ilicitudes. Acredito que jornal impresso que assino, traga amanhã um comentário denunciador, mas o problema é que a grande massa popular não lê nada...
O Brasil está entrando num túnel de escuridão total, qual rebanho de ovelhas que se guia pelo latido dos cachorros ou chocalho colocado no pescoço da matriz. Tem tudo a ver: pastor, rebanho, mas que nada tem a ver na verdade...
A portaria do dia 3 é assinada pelo ministro interino das Relações Exteriores, Ruy Nogueira, mas foi publicada na edição de hoje (14) do Diário Oficial da União, na seção 1, página 60. O Itamaraty informou ainda que nem todos os aeroportos do mundo fazem distinções entre os detentores de passaporte diplomático e comum. Em geral, os que têm passaporte diplomático têm uma fila especial e são submetidos a regras específicas para a concessão de visto. Mas isso não é regra.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, quem tem passaporte diplomático é submetido às mesmas regras dos demais viajantes no que se refere aos tratamentos na Polícia Federal e na Receita Federal. Desde 2011, os que recebem passaporte diplomático têm o nome e o pedido publicados no Diário Oficial da União.
As regras para a concessão do passaporte diplomático são definidas no Decreto 5.978, de 4 de dezembro de 2006. O texto detalha condições para concessão de passaportes diplomático, oficial, comum e de emergência. Usado para justificar a emissão dos dois passaportes diplomáticos, o Artigo 6º, Parágrafo 3ª, permite o documento "às pessoas que, embora não relacionadas nos incisos deste artigo, devam portá-lo em função do interesse do País".
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O que dizer com relação a esta notícia? Eu sei que é de lamentar, e muito, esse tipo de facilidades que o Governo dá a quem jamais deveria dar pois que, além de quebrar a laicidade do Estado, está a premiar mais um indivíduo que tem uma longa ficha suja. Este é mais um dos que se aproveitam da ignorância do povo com a cobertura do Estado. A bancada evangélica no Congresso é muito activa e poderosa. Aliás, só é poderosa devido ao medo que o Governo tem da mesma...
Estranhei muito os canais de rádio e tv só terem dado esta notícia, que transcrevi acima, e não complementarem com os devidos comentários editoriais para uma contribuição da formação de opinião. Acabam por ser coniventes com estas ilicitudes. Acredito que jornal impresso que assino, traga amanhã um comentário denunciador, mas o problema é que a grande massa popular não lê nada...
O Brasil está entrando num túnel de escuridão total, qual rebanho de ovelhas que se guia pelo latido dos cachorros ou chocalho colocado no pescoço da matriz. Tem tudo a ver: pastor, rebanho, mas que nada tem a ver na verdade...
Las Pajilleras
Corria o mês de dezembro de 1840 na Espanha. Último ano da primeira Guerra Carlista. Soldados mortos e feridos em todos os lugares. Triunfo do lado liberal dos seguidores de Isabel II.
Sua Iminência o Bispo de Andaluzia, através de levantamento exclusive, autoriza a criação do corpo de “Pajilleras del Hospício de San Juan de Dios, de Málaga”.
As pajilleras de caridade (como começou a ser chamado na Península Hibérica) eram mulheres que, independentemente da sua aparência física ou idade, emprestaram o conforto com manobras de masturbação para numerosos soldados feridos nas batalhas da recente Guerra Carlista espanhola.
A autora de tão peculiar ideia, foi Sor Ethel Sifuentes, uma religiosa de quarenta e cinco anos, que havia servido da enfermeira do hospital acima mencionado. A irmã Ethel tinha notado o mau humor, ansiedade e a atmosfera saturada de testosterona no pavilhão de feridos do hospital. Ela decidiu, então, pôr mãos à obra (literalmente...), começando com algumas Irmãs a masturbar os robustos e viris soldados sem fazer distinções de grau.
Desde então, tanto a soldados como a oficiais, cabía-lhes a sua punheta diária. Os resultados foram imediatos. O clima emocional mudou radicalmente no pavilhão e temperamentais homens de armas voltaram a conversar educadamente entre si, mesmo que em muitos casos tenham militado em lados opostos.
Ao núcleo fundador das irmãs de masturbadoras, juntaram-se voluntárias seculares, atraídas pelo desejo de prestar tão abnegado serviço... A estas voluntárias, impôs-se-lhes (a fim de preservar o pudor e os bons costumes) o uso estrito de um uniforme: uma folgada opa que ocultava as formas femininas e um véu de linho a suavisar as formas do rosto.
O êxito retumbante se traduziu na proliferação de vários Corpos de punheteiras em todo o território nacional, agrupados em várias associações e modalidades. Surgiram, deste modo, as “Pajilleras de la Reina”, as “Pajilleras Del Socorro de Huelva”, “ Las Esclavas de la Pajilla del Corazón de María” e já na entrada do século XX , “Las Pajilleras de La Pasionaria” que, com tanto auxílio haveríam de brindar as tropas da República.

Na América Latina, raramente empregadas as modas metropolitanas, as pajilleras também tinham seus momentos de glória. Durante a guerra civil mexicana, houve grande ajuda às tropas de todos os lados, “Las Esclavas de la Pajilla del Corazón de Maria” e “Las Pajilleras de Passiflora”, grupos leigos (embora perto da Igreja) ofereceram a fadiga de seus pulsos para acalmar o ímpeto viril. Essas Irmãs logo eram indiferentes e palavras de baixo calão, fruto da inesgotável criatividade popular, como o “mamacitas” ou “ordenhadoras”. O costume passou do México para as Antilhas onde tiveram particular êxito as dominicanas de "sobaguevo", todas elas matronas sexagenárias que resolveram ocupar as suas tardes neste tipo de serviço social.
O último lugar onde estas senhoras abnegadas, fizeram suas façanhas na América, foi o Brasil. Aqui a Coluna Prestes foi acompanhada em sua marcha por uma trupe reduzida mas eficiente de moças paulistas, chamadas de “baixapau”. Apesar de estarem apenas no uso dos movimentos ágeis das suas mãos, elas conspiravam contra a melancolia dos soldados…
Várias fontes orais nas margens do Paraná, comentaram que havia um pequeno agrupamento dedicado a esta actividade há algumas décadas numa aldeia . Elas eram conhecidos como as “Filhas de Nossa Senhora do Sujeito Encarnado”, referência e homenagem póstuma duvidosa à mulher velha do fundador, que morreu com as mãos no chão, ao lado de um soldado, no seu dia de descanso.
O costume desapareceu depois da Segunda Grande Guerra e até agora desconhecem-se outras congregações.
No que está descrito aqui, não existem piadas nem exageros e, nem tão pouco, alterações. Tudo está escrito e faz parte da história real.
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"In internet"
Tradução e adaptação pessoal.
Sua Iminência o Bispo de Andaluzia, através de levantamento exclusive, autoriza a criação do corpo de “Pajilleras del Hospício de San Juan de Dios, de Málaga”.As pajilleras de caridade (como começou a ser chamado na Península Hibérica) eram mulheres que, independentemente da sua aparência física ou idade, emprestaram o conforto com manobras de masturbação para numerosos soldados feridos nas batalhas da recente Guerra Carlista espanhola.
A autora de tão peculiar ideia, foi Sor Ethel Sifuentes, uma religiosa de quarenta e cinco anos, que havia servido da enfermeira do hospital acima mencionado. A irmã Ethel tinha notado o mau humor, ansiedade e a atmosfera saturada de testosterona no pavilhão de feridos do hospital. Ela decidiu, então, pôr mãos à obra (literalmente...), começando com algumas Irmãs a masturbar os robustos e viris soldados sem fazer distinções de grau.
Desde então, tanto a soldados como a oficiais, cabía-lhes a sua punheta diária. Os resultados foram imediatos. O clima emocional mudou radicalmente no pavilhão e temperamentais homens de armas voltaram a conversar educadamente entre si, mesmo que em muitos casos tenham militado em lados opostos.Ao núcleo fundador das irmãs de masturbadoras, juntaram-se voluntárias seculares, atraídas pelo desejo de prestar tão abnegado serviço... A estas voluntárias, impôs-se-lhes (a fim de preservar o pudor e os bons costumes) o uso estrito de um uniforme: uma folgada opa que ocultava as formas femininas e um véu de linho a suavisar as formas do rosto.
O êxito retumbante se traduziu na proliferação de vários Corpos de punheteiras em todo o território nacional, agrupados em várias associações e modalidades. Surgiram, deste modo, as “Pajilleras de la Reina”, as “Pajilleras Del Socorro de Huelva”, “ Las Esclavas de la Pajilla del Corazón de María” e já na entrada do século XX , “Las Pajilleras de La Pasionaria” que, com tanto auxílio haveríam de brindar as tropas da República. 
Na América Latina, raramente empregadas as modas metropolitanas, as pajilleras também tinham seus momentos de glória. Durante a guerra civil mexicana, houve grande ajuda às tropas de todos os lados, “Las Esclavas de la Pajilla del Corazón de Maria” e “Las Pajilleras de Passiflora”, grupos leigos (embora perto da Igreja) ofereceram a fadiga de seus pulsos para acalmar o ímpeto viril. Essas Irmãs logo eram indiferentes e palavras de baixo calão, fruto da inesgotável criatividade popular, como o “mamacitas” ou “ordenhadoras”. O costume passou do México para as Antilhas onde tiveram particular êxito as dominicanas de "sobaguevo", todas elas matronas sexagenárias que resolveram ocupar as suas tardes neste tipo de serviço social.O último lugar onde estas senhoras abnegadas, fizeram suas façanhas na América, foi o Brasil. Aqui a Coluna Prestes foi acompanhada em sua marcha por uma trupe reduzida mas eficiente de moças paulistas, chamadas de “baixapau”. Apesar de estarem apenas no uso dos movimentos ágeis das suas mãos, elas conspiravam contra a melancolia dos soldados…
Várias fontes orais nas margens do Paraná, comentaram que havia um pequeno agrupamento dedicado a esta actividade há algumas décadas numa aldeia . Elas eram conhecidos como as “Filhas de Nossa Senhora do Sujeito Encarnado”, referência e homenagem póstuma duvidosa à mulher velha do fundador, que morreu com as mãos no chão, ao lado de um soldado, no seu dia de descanso.
O costume desapareceu depois da Segunda Grande Guerra e até agora desconhecem-se outras congregações.
No que está descrito aqui, não existem piadas nem exageros e, nem tão pouco, alterações. Tudo está escrito e faz parte da história real.
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"In internet"
Tradução e adaptação pessoal.
domingo, janeiro 13, 2013
sábado, janeiro 12, 2013
Margaça
Antes que me esqueça de o fazer, coloco aqui o endereço onde obtive a foto ilustrativa: https://www.facebook.com/turismodoalentejo
À primeira vista, os mais apressados vislumbrariam na imagem um campo coberto de neve ou simplesmente geada. Mas não é!
Trata-se de uma imagem do meu Alentejo e muito frequente no fim do Inverno e começo da Primavera. Por isso mesmo esta flor tem o nome margaça-de-inverno. Tem outros nomes, também, como margaça-fusca e margaça-das-boticas ( o mesmo que camomila). Ao fim e ao cabo, pode ser simplesmente margaça --- nome extensivo a plantas da família das compostas, espontâneas e subespontâneas em Portugal. Estas ou outras inúmeras variedades de flores cobrem a planície alentejana em múltiplas cores e perfumes. São verdadeiros tapetes tecidos pela Natureza.
À primeira vista, os mais apressados vislumbrariam na imagem um campo coberto de neve ou simplesmente geada. Mas não é!
Trata-se de uma imagem do meu Alentejo e muito frequente no fim do Inverno e começo da Primavera. Por isso mesmo esta flor tem o nome margaça-de-inverno. Tem outros nomes, também, como margaça-fusca e margaça-das-boticas ( o mesmo que camomila). Ao fim e ao cabo, pode ser simplesmente margaça --- nome extensivo a plantas da família das compostas, espontâneas e subespontâneas em Portugal. Estas ou outras inúmeras variedades de flores cobrem a planície alentejana em múltiplas cores e perfumes. São verdadeiros tapetes tecidos pela Natureza.
sexta-feira, janeiro 11, 2013
Empinadores de Pipas
Acho que por ser uma rua muito tranquila (já foi muito mais), a minha é a preferida dos moleques das cercanias para içarem as suas pipas. Diria eu na minha linguagem de época, empinar papagaios...E é uma verdadeira papagaiada o som dos seus gritos, ora um avisando o outro que vai enliar na linha de alta tensão --- uma linha na outra... --- ou que deve guiar a linha mais para a esquerda afim de cortar a do outro moleque que empinou a sua pipa na rua de trás. Claro que há muitos mais gritos, mas a maioria intraduzíveis...
Jamais na minha vida me dediquei a esse tipo de brincadeira, apesar dela ser universal. Optava naturalmente por outras. Todavia, acho muito interessante e tenho que reconhecer que tal exige uma técnica apurada, desde a confecção da própria pipa com todos os seus segredos.
Imaginem que num destes dias, estando um dos netos aqui em casa, ele e um seu coleguinha pediram-me para que eu acendesse o fogão para darem um calor na pipa... E vi que enquanto passavam o brinquedo por cima da chama, o calor desta fazia com que o papel de seda ficasse mais esticado, detalhe importantíssimo para uma melhor planagem nos céus. Um verdadeiro perigo no caso de não ter um adulto em casa...
O que me trouxe hoje a escrever sobre pipas e seus empinadores, nada tem a ver com aquele livro best seller "O Caçador de Pipas" que infelizmente ainda não li mas fá-lo-ei na próxima oportunidade. O motivo foi mais uma investida da molecada que veio bater palmas no meu portão e acordou-me da sesta gostosa pela qual eu estava passando, como genuino alentejano que sou... E isso é frequente.
Desta vez, porém, cheguei até eles dando bronca dizendo: "Pô mano! Trabalhei durante toda a manhã e quando tento descansar um pouco vocês vêm-me incomodar!?" --- E lá fui subir no telhado para resgatar mais uma pipa que lá ficara presa. Até faço isso com gosto, mas não deixo transparecer.
Entreguei a pipa a um deles que, agradecendo muito, interpelou-me a seguir: "O senhor vai trabalhar amanhã?" e perante a minha resposta afirmativa acrescentou: "Bom trabalho para o senhor!".
A serem as pipas as responsáveis por tão fino trato e educação esmerada e inteligente, origem, talvez, de uma terapia da mente, algo que nos dias de hoje é raríssimo até entre os adultos, torcerei muito para que todos os moleques façam as suas pipas e papagaios, colem as rabiolas, enrolem as linhas e se esbaldem irradiando alegria. Prometo a todos que subirei no meu telhado ou treparei nas árvores do meu quintal na hora das emergências. Só não vos deixarei fazer isso por mim porque o meu Díli é um cachorro bravo...
quinta-feira, janeiro 03, 2013
Estelionato
Abri uma nova empresa nos últimos dias do mês passado. Mais exactamente uma MEI. Ainda falta regularizar a situação junto à Secretaria da Fazenda do Estado, algo que não demorará muito. Não obstante, mais rápido que tudo isso, foi o envio para o meu endereço comercial de um boleto para pagamento da quantia de 298,50. A remetente é uma tal "Associação Comercial Empresarial do Brasil".
A exemplo do que faço com muitos outros boletos do mesmo tipo que vez ou outra aparecem, rasguei-o depois que scaneei esta imagem para ilustração da postagem. É uma fraude!
Uso este meu espaço e compartilharei com outros na internet para alertar o maior número possível de pessoas a não cairem nesta armadilha. Mesmo que se trate de uma empresa legalizada, essa Associação está extorquindo as pessoas incautas e de boa fé. Afinal, nada assinei para me associar.
A exemplo do que faço com muitos outros boletos do mesmo tipo que vez ou outra aparecem, rasguei-o depois que scaneei esta imagem para ilustração da postagem. É uma fraude!
Uso este meu espaço e compartilharei com outros na internet para alertar o maior número possível de pessoas a não cairem nesta armadilha. Mesmo que se trate de uma empresa legalizada, essa Associação está extorquindo as pessoas incautas e de boa fé. Afinal, nada assinei para me associar.
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