segunda-feira, janeiro 30, 2017
quinta-feira, janeiro 19, 2017
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sexta-feira, janeiro 13, 2017
terça-feira, janeiro 10, 2017
sábado, janeiro 07, 2017
quarta-feira, janeiro 04, 2017
Nova Biblioteca
Câmara de Estremoz avança com projeto de 500 mil euros para instalar
biblioteca
Luís
Mourinha explicou que a obra vai contar com um financiamento
comunitário de
85%, ao abrigo do programa Portugal 2020.
A
Câmara de Estremoz, no Alentejo, prevê avançar este ano com a obra de
reabilitação de um edifício para instalar a biblioteca municipal, num
investimento de 500 mil euros, disse esta terça-feira o presidente da
autarquia, Luís Mourinha.
PUB
Mourinha
adiantou que o município pretende reabilitar o edifício onde funcionou
antigamente a loja e armazém Luís Campos, que está devoluto e que a autarquia
adquiriu, para instalar a biblioteca. O edifício Luís Campos está situado
no Largo General Graça, junto ao Lago do Gadanha, no centro histórico da cidade
de Estremoz, no distrito de Évora.
Luís
Mourinha explicou que a obra, prevista no Plano Estratégico de Desenvolvimento
Urbano de Estremoz, vai contar com um financiamento comunitário de 85%, ao
abrigo do programa Portugal 2020.
"Esta
obra prevê a manutenção da fachada do edifício que vai ser recuperado",
adiantou o autarca. Actualmente, a Biblioteca Municipal de Estremoz funciona no
edifício dos Paços do Concelho, no Rossio Marquês de Pombal, no centro da
cidade.
"A
actual biblioteca municipal há muito tempo que deixou de ter capacidade para
albergar o enorme acervo e arquivo histórico, pelo que é necessário arranjar um
novo espaço", justificou o autarca. Luís Mourinha acrescentou que o
projecto vai permitir também criar "melhores condições" para o
funcionamento dos serviços da biblioteca e para os seus utentes.
In Público
sábado, dezembro 31, 2016
sexta-feira, dezembro 30, 2016
segunda-feira, dezembro 26, 2016
Arqueologia no Alentejo
Mas subsistia uma lacuna: a população das aldeias de Beja, que durante
anos olhou à distância o trabalho de dezenas de arqueólogos envolvidos nos
trabalhos do PMIPA, comentava com frequência: “Eles chegam, retiram e levam e
nós sem saber o que é que eles andam a fazer.” Foi este lapso de informação que
Miguel Serra procurou, em parte, reparar, transmitindo o conhecimento histórico
acumulado entre 1995 e 2016 através da iniciativa “12 Lugares, 12 Meses, 12
Histórias — A Idade do Bronze na região de Beja”, organizada pela Câmara de
Beja em parceria com a empresa de arqueologia Palimpsesto.
Assim, entre Janeiro e Dezembro de 2016, uma vez por mês e sempre a um
sábado, foram programadas para as 12 freguesias do concelho de Beja percursos
pedestres, que variaram entre os 4,5 e os 14,5 quilómetros. Os itinerários
escolhidos contemplaram alguns sítios onde houve alguma descoberta arqueológica
de artefactos da Idade do Bronze, para além da observação e interpretação da
paisagem.
Na véspera de cada caminhada, à noite, era realizada na sede das juntas
de freguesia uma conferência sobre os sítios arqueológicos identificados no
local, e datados de entre o ano 2000 e 800 a.C.. “Tivemos conferências com meia
dúzia de pessoas e outras com dezenas de participantes, quase sempre marcadas
com debates intensos que se prolongavam durante horas”, refere o arqueólogo.
Ficou patente o desconhecimento sobre os resultados das pesquisas arqueológicas
relativas à Idade do Bronze realizadas nas 12 freguesias. Com efeito, a
informação recolhida “não tem sido divulgada para além de relatórios técnicos”,
acentua Miguel Serra. Uma situação que quis mudar.
Este esforço de transmissão de conhecimento acabou por recompensar os
dois lados porque, durante as discussões, surgia, por vezes, a indicação de
vestígios arqueológicos que a população conhecia há muito e que tinham sido
encontrados, na maior parte das vezes, no decorrer de trabalhos agrícolas.
Com estas visitas, cresceu a sensiblização e tornou-se recorrente o
desejo de ver parte do património arqueológico exposto nas terras onde foram
realizadas descobertas, assim como os locais onde foram recolhidos acessíveis a
quem os quisesse visitar. “Que pena essas coisas não ficarem à vista para
outros verem”, era um lamento comum, que demonstrava o secreto desejo de ver na
terra gente vinda de fora para contemplar o património descoberto.
Por se tratar de intervenções arqueológicas de salvamento devido às
obras de Alqueva, as acções passam pela recolha das peças, faz-se a avaliação
do seu contexto cronológico e geográfico e depois os locais onde foram
descobertos são inevitavelmente destruídos para a instalação das
infra-estruturas de rega.
Emília Pereira, 67 anos de idade, que participou num dos percursos
pedestres, confessou ao PÚBLICO a sua desolação por não ver “as tais ruínas dos
romanos”, pensando talvez que os vestígios descobertos tivessem a
monumentalidade que se observa, por exemplo, em Itália, no Egipto ou na Grécia.
No entanto, os esclarecimentos prestados por Miguel Serra acabavam por situar
os mais frustrados na verdadeira dimensão daquilo que a caminhada a pé se
propunha alcançar, ou seja, conhecer a história das comunidades que viveram
naqueles mesmos locais durante a Idade do Bronze, como faziam o culto dos
mortos ou como ocupavam a paisagem.
No decorrer de uma das caminhadas, o arqueólogo pára junto a uma linha
de água e descreve como ele próprio participou no levantamento de um povoado
que ali existiu e de onde é possível observar, à distância de alguns
quilómetros, a cidade de Beja. Na altura em que a comunidade da Idade do Bronze
ali esteve instalada, a colina onde hoje se situa a capital do Baixo Alentejo
“terá permanecido desabitada até à Idade do Ferro”, explicou Miguel Serra,
perante a surpresa de alguns dos caminhantes.
O arqueólogo continua a contar como há 2000 anos “surgiram povoados
abertos na planície com as suas cabanas redondas e silos escavados na rocha e
cemitérios com sepulturas em pedra assinaladas por estela gravadas ou câmaras
subterrâneas contendo mortos e dádivas.”
Esta época é marcada pela importância dada à exploração dos ricos
recursos naturais do território que é hoje a região de Beja e pela sua ocupação
extensiva, como o provam as centenas de sítios arqueológicos actualmente
conhecidos. Ao longo da Idade do Bronze, as comunidades encontravam-se
envolvidas num processo transformador de larga escala que abrangeu todo o
ocidente peninsular e que implicou uma grande abertura destas populações ao
exterior.
Miguel Serra realça a presença de material oriundo do Egipto nas
sepulturas daquela época, postas agora a descoberto, e revela que as primeiras
peças de bronze identificadas no sudoeste peninsular, onde se insere a região
de Beja, “vieram do oriente antes da chegada dos Fenícios”, assim como “o
âmbar, da região do Báltico.” Naquela época da pré-história já se realizavam
“trocas de produtos, de ideias, de tecnologias e até de pessoas” vindas de
grandes distâncias, referiu o investigador, que consegue espantar quem o ouvia
quando frisou que “os povos que aqui viveram durante a Idade do Bronze não eram
assim tão primitivos como por vezes se pensa.”
Umas vezes à chuva e outras sob o intenso calor do verão, quase 600
participantes ficaram a conhecer melhor a sua terra. Outros vindos do
Algarve, Alto Alentejo, Lisboa e até do estrangeiro aprofundaram os seus
conhecimentos sobre a pré-história do sul de Portugal.
Miguel Serra admite que Beja possa ser “dos poucos locais do país a
discutir a Idade do Bronze” dado o grau de conhecimentos já veiculado.
Ao todo, foram percorridos mais de uma centena de quilómetros pelas 12
freguesias do concelho de Beja. Nas 13 conferências realizadas participaram
cerca de 250 pessoas. Durante os percursos pedestres foram visitados 21 sítios
arqueológicos e outros 102 foram mencionados no decorrer dos debates. Os
números surpreendem o arqueólogo, que não anteviu a vontade das comunidades de
hoje conhecerem como viviam as que as antecederam.
Terminada a última caminhada da iniciativa “12 Lugares, 12 Meses, 12
Histórias — A Idade do Bronze na região de Beja”, no passado dia 17 Dezembro na
freguesia de São Matias, ficou a expectativa em muitos dos quase 600
participantes — na sua esmagadora maioria com idades acima dos 50 anos e alguns
rondavam os quase 80 anos — de poderem vir a participar em novas caminhadas
para conhecer mais sobre a história da sua terra. Ficam a aguardar que a Câmara
de Beja dê continuidade à experiência que custou aos cofres municipais 1500
euros. Uma das caminhantes com 68 anos expressou ao PÚBLICO o seu orgulho em
conhecer “o importante passado histórico” da terra onde nasce, a qual “não foi
ensinado na escola” dos filhos e netos, mas que ele agora pode ensinar.
Alqueva dá mas também tira
A transformação do modelo agrícola na zona sob
influência do Alqueva está a privar muitas das comunidades que nela residem de
poder circular. Como o PÚBLICO constatou nas caminhadas que acompanhou, muitos
caminhos naturais e vicinais estão a desaparecer. Cancelas e arame farpado vedam
as passagens e ninguém controla este ascendente desmesurado que cerceou os
acessos ao rio Guadiana
“Algumas das caminhadas que foram efectuadas já não são repetíveis
porque os caminhos já não existem” refere Miguel Serra, explicando que numa
delas “tivemos que abrir e fechar 14 cancelas na sua maioria de aparcamentos de
gado para chegar a um sítio arqueológico que estava no nosso itinerário.”
Caminhos naturais estão cortados por manchas de olival sem fim ou por
aparcamentos de gado que se seguem uns aos outros e que foram percorridos pelas
comunidades locais ao longo de séculos.
O arqueólogo alerta para uma das sequências deste estado de coisas. “Se
não houver condições de acesso aos sítios a informação sobre eles morre, até
porque os indivíduos munidos de detectores de metais delapidam sítios
arqueológicos importantes” por se encontrarem, como é óbvio, isolados.
In Público
quinta-feira, dezembro 22, 2016
sexta-feira, dezembro 16, 2016
Embraer KC-390
Quando pela primeira vez vi a foto do avião
Embraer KC-390, surpreendeu-me ver na fuselagem, além da brasileira, as
bandeiras de Argentina, Portugal e República Checa. Não sabia o porquê disso e
até cheguei a perguntar numa postagem no Facebook, mas ninguém me respondeu.
Também não corri atrás dessa informação fazendo uma pesquisa.
Actualmente, como diariamente esse avião
aparece na mídia, principalmente no transporte dos sobreviventes do acidente
com o time do Chapecoense, procurei e descobri...
O KC-390 é um projeto desenvolvido para a
produção de um jato militar de transporte e que substituirá o C-130 dos EEUU.
Para o desenvolvimento e produção da aeronave,
a Embraer firmou parcerias com a Argentina, Portugal e República Tcheca. A
empresa brasileira fornece a seção dianteira da fuselagem com a cabine
de pilotagem, asas, seção intermediária da fuselagem e estabilizadores
vertical e horizontal. Executa também a integração dos comandos de voo, softwares, aviónica e equipamentos como os trns
de pouso. A Argentina fornece as
portas do trem de pouso dianteiro, porta dianteira direita, parte da rampa de
acesso traseira, flaps e
cone de cauda. Portugal fornece a seção central da fuselagem, sponson e portas do trem de pouso principal e lleme
de profundidade. A República Tcheca fornece a porta dianteira
esquerda, portas traseiras, parte da rampa de acesso traseira e seção traseira da fuselagem.
segunda-feira, dezembro 12, 2016
sexta-feira, novembro 25, 2016
Romãs
Lembro-me tão bem como se hoje tivesse acontecido que, naqueles tempos de tenra idade, na minha cidade natal de Estremoz (Portugal), subia o muro do quintal da D. Conceição, atrás da Rua dos Telheiros, e lá mesmo abocanhava aquelas lindas e saborosas romãs. Enormes e muito doces. Rachadas de maduras, era porta de entrada para as formigas que eu acabava de incluir no bolo alimentar e saborear. Só me apercebia de algo diferente por causa de um gostinho acre. Dizia-se que comer formiga fazia os olhos bonitos e talvez seja por isso que eu me envolvi com algumas belas mulheres muitos anos mais tarde...
Mercê de um problema de saúde que carrego e para o qual a romã é um dos melhores "medicamentos" naturais, que dizem ser muito eficaz, comprei alguns desses frutos importados, muito caros, e comecei a "namorar" aquelas amadurecendo por cima do muro...
Lembrei-me que tinha um cano de ferro bem comprido entre os badulaques que costumo guardar. Tinha, também, um suporte de extintor da minha velha kombi. Cortei este e soldei-o naquele. Fiz uma garra longa e nenhuma romã escapou. Todas maduras, inclusivamente as bem pequenas. Ainda por lá ficaram muitas mais a aguardar-me para uma segunda apanha...
segunda-feira, novembro 14, 2016
Bolota

Em tempos de guerra e carestia a
bolota substituía na alimentação o cereal que escasseava. Em tempos de bonança
dava-se ao gado. Hoje em dia, mais que novidade resgatada do passado, a bolota
é uma bomba de saúde.
Quando Alfredo Sendim, proprietário
da Herdade do Freixo do Meio, em 1995 tomou consciência da quantidade de quercus que
o seu montado tinha, e do eventual desperdício de alimento potencial que ficava
no chão, resolveu dar-lhes bom uso:
“A bolota é um dos alimentos mais
equilibrados para o ser humano que a natureza nos oferece”, diz-nos. “Já foi o
nosso principal alimento, há seis séculos. Sendo extremamente equilibrada e
promotora de saúde, a bolota de qualquer Quercus [carvalhos, sobreiros,
azinheiras, freixos] tem um equilíbrio extraordinário entre proteína, hidratos
de carbono e gordura. Esta ultima é idêntica ao azeite. Os seus hidratos de
carbono não têm glúten e são de cadeia longa, o que promove um bom índice
glicémico. É fortemente antioxidante, prébiotica e anti-inflamatória, através
do ácido cloragénico.”
A Herdade do Freixo do Meio pediu a
participação do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do
Porto para ser estudado o efeito deste ácido, abundante na bolota, sobre as
doenças neurológicas degenerativas. O ácido cloragénico tem um enorme efeito no
combate aos radicais livres, o que torna a bolota, no mínimo, interessante do
ponto de vista clínico e com potencial para futura aplicação em doenças como o
Alzheimer.
Estas e outras conclusões foram
apresentadas ao público no “Symposium: A Bolota, o futuro de um alimento com
passado” que a Herdade efetuou em março passado. O objetivo deste foi divulgar
o conhecimento e as práticas atuais em torno da valorização deste recurso
essencial, pelo que foram apresentados resultados de uma investigação aplicada
sobre as características nutricionais e funcionais da bolota, o potencial
económico da fileira, os aspetos tecnológicos, bem como os aspetos
histórico-sociológicos.
A bolota substitui diretamente a
farinha de cereais, a batata e a amêndoa, por exemplo. Diz-nos o engenheiro
Alfredo Sendim que neste symposium “foram saboreados pão, bolos, bolachas,
pastéis de nata, bombons, filhoses, doçaria regional, sopa, croquetes,
hambúrgueres, enchidos, pratos confecionados, café, licor, aguardente, cerveja,
Gin, gelado, iogurte, …” todos realizados com a bolota como base de trabalho.
Alfredo Sendim defende mesmo a o uso
da bolota como motor económico para a região, uma vez que “tem um potencial
superior ao da cortiça”.
Se não estiver nos seus planos dar
por agora um salto ao Alentejo, pode conhecer os derivados de bolota do Freixo
do Meio, e toda a sua restante oferta biológica, na loja da Herdade no Mercado
da Ribeira, em Lisboa
.
JOÃO GALVÃO --- in www.delas.pt
terça-feira, outubro 18, 2016
sexta-feira, outubro 14, 2016
terça-feira, setembro 20, 2016
quarta-feira, setembro 07, 2016
terça-feira, agosto 30, 2016
domingo, agosto 28, 2016
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quarta-feira, agosto 24, 2016
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