sexta-feira, julho 21, 2017
quarta-feira, julho 12, 2017
quinta-feira, julho 06, 2017
Biodiversidade
A fórmula certa para recuperar solos pobres foi criada por portugueses
NICOLAU FERREIRA, EM COPENHAGA
Vinte variedades de plantas dão nova vida a solos. As Pastagens Semeadas Biodiversas sugam mais dióxido de carbono do ar, enriquecem a terra e alimentam o gado. Projecto ganhou prémio europeu ambiental.
Os agricultores precisam de ver para crer, diz-nos Tiago Domingos. O professor de engenharia ambiental do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e director da empresa de serviços ambientais Terraprima conseguiu que mil agricultores lhe dessem ouvidos. Hoje, em Portugal, há muitos terrenos onde as pastagens biodiversas crescem. A maioria está nos montados alentejanos, fortalecendo os sobreiros e prestando um serviço ambiental a todos.Estas pastagens capturam uma quantidade anormal de dióxido de carbono, evitando a acumulação de parte do gás que mais contribui para o efeito de estufa, responsável pelo aquecimento global. Essa foi uma das razões para o projecto da Terraprima Pastagens Semeadas Biodiversas ganhar o concurso da Comissão Europeia "Um Mundo Que me Agrada", entre os 269 projectos concorrentes.Sempre que Tiago Domingos fala sobre este projecto, o nome de David Crespo surge imediatamente. No púlpito do Teatro Real Dinamarquês, em Copenhaga, quando na quinta-feira à noite lhe foi atribuído o prémio, voltou a contar a história do engenheiro agrónomo que, na década de 1960, começou a pensar nas pastagens biodiversas.David Crespo é hoje director do programa de investigação e desenvolvimento da Fertiprado, a empresa que fundou em 1990. Em 1966 trabalhava na Estação Nacional de Melhoramento de Plantas. Inspirado pelas pastagens que os australianos semeavam, onde utilizavam duas ou três variedades de plantas, o engenheiro começou a pensar como poderia resgatar os solos pobres portugueses."Em Portugal temos imensos solos diferentes. No mesmo hectare, cada pedaço de terra muda", explica Tiago Domingos. Os topos dos montes são mais secos e têm menos solo, a terra debaixo das copas das árvores é mais húmida. A geologia, fundamental na natureza dos solos, é variada no território português.David Crespo pensou numa solução holística. O engenheiro agrícola desenvolveu uma fórmula de 20 variedades diferentes de plantas que, quando semeadas, respondem localmente. Algumas tornam-se mais dominantes consoante as condições da terra onde crescem.O cientista escolheu espécies de leguminosas e de gramíneas. As primeiras, como o trevo-subterrâneo, têm uma relação simbiótica com bactérias que se desenvolvem em nódulos nas raízes. Estas bactérias captam azoto do ar, metabolizam e disponibilizam o azoto à planta. Desta forma, este nutriente entra no ecossistema sem ser necessário usar adubos, é depois absorvido pelas gramíneas, que se tornam uma parte importante do pasto dos animais.Esta mistura tem uma série de benefícios. Como as espécies são anuais, resistem ao clima mediterrânico, produzem sementes e criam no solo um banco de sementes que pode manter a pastagem por décadas. As raízes das plantas, que também morrem anualmente, alimentam o solo com nutrientes.Passados uns anos, estes solos triplicam a matéria orgânica. As pastagens alimentam mais cabeças de gado e captam mais dióxido de carbono. Também se verificou que os sobreiros que crescem nestas pastagens são mais saudáveis, e o solo é mais húmido, resistindo à seca.Estes benefícios foram bem quantificados na última década pela equipa de Tiago Domingos. Foi assim que se descobriu que as pastagens biodiversas captam cinco toneladas de dióxido de carbono por ano por hectare.A partir de 2008, a Terraprima obteve financiamento do Fundo Português de Carbono (FPM) para três projectos que envolveram mil agricultores. Estes tinham de comprar sementes para a pastagem, de aceitar cuidar delas segundo as regras da Terraprima e recebiam o apoio dos seus técnicos. Desta maneira, podiam ganhar entre 150 e 130 euros por hectare, pelo dióxido de carbono que as suas pastagens captam. É uma ajuda que seduz os agricultores, mas o trabalho só compensa a longo prazo, com todos os outros benefícios.Os projectos do FPM já terminaram, mas Tiago Domingos espera envolver empresas para assim compensarem as suas emissões e a indústria alimentar para que os alimentos produzidos nestas pastagens tenham uma marca distintiva. O prémio europeu "pode ajudar a expandir este sistema dentro de Portugal e em muitos países".
sexta-feira, junho 30, 2017
quarta-feira, junho 21, 2017
segunda-feira, junho 19, 2017
sexta-feira, junho 09, 2017
terça-feira, maio 30, 2017
segunda-feira, maio 29, 2017
domingo, maio 28, 2017
Orelhas de Abade
Os doces conventuais são verdadeiros
pecados gastronómicos, fartos em ovos, açúcar, frutos secos e amêndoas. As Orelhas de
Abade, conhecidas no Brasilcomo Orelhas de Frade,
são um destes doces de origem conventual, com nomes que lembram a igreja
católica.
Estes fritos tradicionais da época natalícia integram o património
da cozinha portuguesa e consistem numa massa com ovos que, depois de
frita, é envolvida em mel ou calda de açúcar e polvilhada com
canela. A fritura faz a massa abrir e dá-lhe o formato de orelha
característico.
Ingredientes:
Para a massa
·
15 g de fermento de padeiro
·
500 g de farinha de trigo
·
60 g de manteiga
·
8 ovos
·
Para a cobertura
·
mel ou calda de açúcar q.b.
·
canela em pó q.b.
·
Confeção:
Amasse muito bem todos os ingredientes e deixe levedar, em local ameno,
durante 2 horas.
Passado o tempo de levedura, deite a massa numa superfície lisa,
polvilhada com farinha, e estenda-a com o rolo até ficar muito fina.
Corte pequenas porções de massa com cerca de 1 palmo de comprimento e
meio de largura. Ponha a fritar em óleo quente e dê-lhes logo a forma de
orelha, dobrando a massa com um garfo.
Depois de fritos, passe os bolinhos por mel ou calda de açúcar e
polvilhe com canela.
sexta-feira, maio 26, 2017
Vinhos Especiais
O melhor vinho tinto blend do Mundo. Classificação da conceituada revista "Decanter". É produzido na cidade de Estremoz, minha terra, por Tiago Cabaço Winery.☑️
quinta-feira, maio 25, 2017
terça-feira, maio 23, 2017
Ataúro
O jornal britânico The Guardian, num estudo
feito pela Conservation International, revela que as águas em torno da Ilha de Ataúro,
em Timor-Leste, têm a maior biodiversidade do Mundo. Os Investigadores, encontraram 642
espécies diferentes nos recifes de coral dessa ilha, mas alertaram que toda
esta riqueza está em risco.
A descoberta
incide no encontro 314 espécies diferentes — algumas delas poderão ser
totalmente novas, e outras são muito raras. Sendo um recorde que constava antes
na Papua Nova Guiné, que tinha uma média de 216 espécies em cada local
analisado.
Embora a notícia seja boa, os investigadores
consideram a existência de ameaças dado que “outros locais mostram,
tristemente, as cicatrizes de um legado de pescas com explosivos, e dos surtos
de estrelas do mar de coroa-de-espinhos”. Uma conservação organizada e um
esforço na gestão das pescas poderá regenerar as partes danificadas dessa
biodiversidade.
Existe uma solução: transformar toda a Ilha de Ataúro uma área
marítima protegida, e a pesca ser apenas permitida aos habitantes locais. A
Conservation International prometeu propor aos organismos competentes de
Timor-Leste que a Ilha e as águas se tornem numa região protegida para
salvaguardar a sua biodiversidade.
Com o apoio dos habitantes
da Ilha de Ataúro e do Ministério da Agricultura e Pescas, a Conservation International irá submeter um pedido
para que toda a ilha e as suas águas passem a ser áreas protegidas” – afirmou
Trudiann Dale, diretora da organização naquele país lusófono.
Madona em Portugal
Depois de passar a última semana em Lisboa, a cantora pop Madonna aproveitou esta segunda-feira para visitar o Alentejo, e parar em Beringel onde juntamente com os filhos partilhou a roda de oleiro com António Mestre. Este ficou bastante surpreendido com a visita mas ainda mais com a habilidade de Madonna a trabalhar as peças de de barro. O entusiasmo foi tanto que a cantora e o mestre Oleiro irão em conjunto criar uma fábrica de peças para exportar para todo o mundo.
Marinha
Um ano depois do prazo inicialmente previsto, o "ferryboat"
encomendado por Timor-Leste aos Estaleiros Navais do Mondego (ENM) vai ser
finalmente lançado à água, na Figueira da Foz, na próxima sexta-feira, 26 de
Maio, pelas 15 horas.
O "Haksolok", que significa felicidade em tétum, foi resultado
de um investimento de cerca de 13,3 milhões de euros e representa um marco
bastante importante na vida do construtor, pois trata-se da primeira grande
embarcação saída destes estaleiros navais desde que foram concessionados à
Atlanticeagle Shipbuilding, em 2012.
Esta embarcação foi construído em aço e alumínio, tendo para o efeito
sido utilizado o aço do casco do Anticiclone, navio encomendado aos Estaleiros
Navais de Viana do Castelo (ENVC) que, tal como aconteceu com o "elefante
branco" Atlântida, foi rejeitado em 2009 pelos Açores.
Para um investimento inútil realizado no Anticiclone, estimado em 14
milhões de euros, o Governo português acabou por aceitar vender a Timor-Leste,
por pouco mais de um milhão de euros, as 720 mil toneladas de aço do casco da
embarcação.
O "Haksolok" foi encomendado pela Autoridade da Região
Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno, enclave da República Democrática de
Timor-Leste em território indonésio, para melhorar as ligações entre Díli, a
capital, a ilha de Ataúro e as principais localidades da costa norte do país,
nomeadamente Pante Macassar, a mais povoada cidade da região. Curiosidade histórica: os navegadores portugueses desembarcaram pela
primeira vez nas redondezas, na praia de Lifau, em Agosto de 1515.
O "ferryboat" construído na Figueira da Foz rem 72 metros de
comprimento e capacidade para transportar 377 passageiros, 23 viaturas e até
3.500 quilos de carga.
"Responde aos requisitos internacionais mais exigentes em matéria
de segurança do transporte marítimo, nos termos da convenção SOLAS
("Safety of life at sea"), e os motores com que foi dotado
permitem-lhe atingir os 15 nós de velocidade (quase 28 quilómetros por hora), o
que permitirá ligar Díli e o enclave de Oé-Cusse Ambeno em seis horas,
reduzindo para menos de metade o tempo gasto actualmente na viagem, que varia
entre as 13 e as 14 horas, em função das condições marítimas", garante
fonte oficial, em documento enviado ao Negócios.
A madrinha de baptismo do "Haksolok" será a freira Guilhermina
Marçal, madre superiora das Canossianas Missionárias em Timor-Leste,
"reconhecida apoiante da luta pela independência do país e que há dezenas
de anos desenvolve um trabalho humanitário na sua terra considerado
exemplar".
Entre outros
dirigentes timorenses e responsáveis institucionais portugueses, assistirá ao
evento Mari Alkatiri, antigo primeiro-ministro e presidente da Autoridade da
Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno e das Zonas Especiais de
Economia Social de Mercado de Timor-Leste.
sexta-feira, maio 19, 2017
Relações
Depois de certa idade, ainda infante, deixou de conversar
com o pai e, quando interpelado a respeito, não havia resposta. A mãe jamais o
chamou à atenção por isso. Tornou-se, assim, uma situação estranha debaixo
daquele mesmo teto.
O pai acostumou-se, mas veladamente seguia todos os passos
do filho e interessava-se por tudo o que acontecia na sua vida. Feliz umas
vezes e preocupado outras.
A mãe era, na realidade, a sua confidente e praticamente a
única pessoa da sua família. Fazia de tudo para lhe agradar e lhe facilitar a
vida. Mas jamais vi uma manifestação de carinho para com ela ou com quem quer que
seja. A mãe desconversava sempre que eu a chamava a atenção por causa de certas
atitudes dele.
Jamais viveu longe de casa até que, agora, surgiu uma nova
oportunidade de emprego da Federação para a qual havia concorrido. Foi para
Salvador, na Bahia.
Gostaria muito de com ele ter conversado a respeito da nova
situação, pois a minha experiência nesse ponto é abismal. Fiquei independente
da família aos 14 anos na grande Lisboa. Não me foi dada essa oportunidade, mas
é enorme a minha grande torcida pelo seu bem estar e sucesso.
Chegou a hora da saída de casa e a tomada do taxi que o
levaria ao aeroporto. Antes, a mãe lhe preparara a mala e os itens
indispensáveis. Tudo certinho. Reservadamente, de longe, eu assistia a tudo o
que se passava e gravei na memória cada momento.
Depois que ele partiu, fiquei pensando em muitas das situações
pelas quais passei e fiz uma analogia. Lembrei-me que cheguei a ficar longe
(muito longe) de minha mãe, treze anos consecutivos. Uma eternidade sem lhe dar
ou dela receber um beijo.
Um beijo. Ah! o quanto representa e a sensação que é um
beijo trocado entre uma mãe e um filho. Só quem passa por isso sabe avaliar.
Perguntei à mãe dele se recebera um beijo de despedida. Com
uma expressão de tristeza no olhar, disse-me que não...
terça-feira, maio 16, 2017
Mértola
Músicas,
artes, cheiros e sabores de raízes árabes e lusas voltam a "invadir"
Mértola, entre quinta-feira e domingo, durante o nono Festival Islâmico, para a
vila alentejana reviver a herança árabe dos séculos XI e XII.
O
festival bienal, promovido pela Câmara de Mértola, no distrito de Beja,
recupera as ligações com o Norte de África e as vivências da vila naqueles
séculos, quando se chamava "Martulah" e era capital de um reino
islâmico e um importante porto comercial nas rotas do Mediterrâneo.
Um
dos principais atractivos do festival, o mercado de rua marroquino, o
"souk", espalhado pelas ruas estreitas e íngremes do labiríntico
centro histórico de Mértola, que vão estar cobertas de tecidos, a lembrar as
medinas de Marrocos, abre na quinta-feira às 10h00.
No
"souk", artesãos e comerciantes de vários países mediterrânicos, como
Marrocos, Egipto, Argélia, Espanha e Portugal, vão "misturar-se" para
mostrar as suas artes ou vender mil e um produtos, como roupas, calçado, peças
de cerâmica, especiarias, candeeiros, tapetes, bijutaria, chás, frutos secos e
bolos.
A
"banda sonora" do festival, numa mistura de sons de raízes árabes e
lusas, inclui concertos dos músicos portugueses Sebastião Antunes e Bruno
Batista, na quinta-feira, às 23:00, e dos grupos Aqui Há Baile, na sexta-feira,
e Omiri, no sábado, às 01h30, na Praça Luís de Camões.
Já
o Cais do Guadiana será palco dos concertos de Pedro Mestre com o Rancho de
Cantadores de Aldeia Nova de S. Bento e do grupo Les Filles Illighadad (Níger),
na sexta-feira, do Hamid Ajbar Sufi Ensemble (Marrocos e Espanha) e do grupo
Kel Assouf (Nigéria), no sábado, a partir das 22h30.
No
domingo, a partir das 18h00, o Largo Vasco da Gama irá receber o espectáculo de
encerramento do 9.º Festival Islâmico, que inclui actuações de quatro grupos
corais alentejanos e dois de Marrocos.
Sessões
de contos e lendas árabes, exposições, conferências, apresentações de danças,
animações de rua, oficinas de cante alentejano, de danças do Alentejo, de
adufe, de brincar à arquitectura e de literatura e música, um
"workshop" de técnicas de lapidação, observações da lua e de Júpiter
e exibições de filmes são outras das ofertas do festival.
O
certame inclui também um Encontro de Urban Sketchers, através do qual a Câmara
de Mértola convida apaixonados pelo desenho a visitarem e a
"retratarem" em papel as ambiências do festival.
LUSA
16 de Maio de 2017,
19:01
segunda-feira, maio 15, 2017
domingo, maio 14, 2017
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