quinta-feira, novembro 05, 2020

Convenção de Evoramonte

Evoramonte é uma pequena localidade pertencente ao Concelho de Estremoz. Situa-se entre esta e a cidade de Évora e equidistante da também famosa Arraiolos.


No dia 26 de Maio de 1834 ,viria a ser precisamente em Evoramonte, na casa de Joaquim António Saramago (onde ainda hoje se encontra uma lápide comemorativa do evento), que se assinou o acordo que pôs fim às guerras entre liberais e tradicionalistas (chamados absolutistas ou miguelistas pelos liberais), em Portugal. Para esse efeito, reuniram-se os generais Azevedo e Lemos, comandante-em-chefe do exército tradicionalista, com os generais João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun, Conde (futuro Marquês) de Saldanha, e António José Severim de Noronha, Conde de Vila Flor (futuro Duque da Terceira), comandantes das forças de D. Pedro IV (I do Brasil), na presença de um legado do britânico, John Grant, a fim de se discutirem as condições definitivas para a paz em Portugal. 

Arraiolos

 Arraiolos define un dos mais famosos tapetes do Mundo. E, lògicamente, a tecelagem manual se faz na pequena cidade do mesmo nome. Arraiolos fica entre a minha cidade natal (Estremoz) e a minha adotada (Évora), ambas no Alentejo.

A foto mostra uma calçada portuguesa, com pedras de basalto de várias cores, representando um dos citados tapetes, no centro de Arraiolos. O meu Alentejo é maravilhoso!

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La Paloma

terça-feira, novembro 03, 2020

Astroturismo

 


Céu Alentejo duplamente premiado nos     “Óscares do Turismo”

 

O céu alentejano voltou a ser galardoado com mais dois importantes prémios internacionais, premiando assim uma das vertentes do turismo alentejano que tem vindo a ganhar mais importante ao longo dos últimos anos, o astroturismo.

Dark Sky® Alqueva acaba de ser distinguido internacionalmente como Europe’s Responsible Tourism Award 2020 e Europe’s Leading Tourism Project 2020, nos World Travel Awards, anunciado hoje, dia 2 de Novembro de 2020.

O Dark Sky® Alqueva é assim duplamente distinguido nos “Óscares do Turismo”, depois de no ano passado, ter passado a fazer parte do destinos premiados pelos World Travel Awards com a atribuição do Europe’s Responsible Tourism Award 2019.

Recordamos que o Dark Sky® Alqueva é o primeiro destino de astroturismo português cuja criação remonta a 2007. Tendo por base o conhecimento adquirido que permitiu acreditar e apostar no astroturismo como uma importante tendência futura da procura turística, avançou-se em 2007 para o desenvolvimento de um destino sustentável em que o recurso céu noturno fosse o pilar da base de trabalho. Aliado ao desenvolvimento turístico sustentável, a nossa missão reside ainda em proteger o céu nocturno e com isso trabalhar com o objectivo de atingir valores próximo de zero, no que diz respeito à poluição luminosa.

Em 2011, o Dark Sky® Alqueva tornou-se o primeiro Starlight Tourism Destination do mundo e em 2018 o primeiro transfronteiriço. Começou com seis concelhos Portugueses, aos quais se associaram Mértola, Évora, Serpa e Redondo e hoje abrange uma área, entre Portugal e Espanha, de 9.700,00 km2 em torno do Lago Alqueva.

Desde o final do ano passado que o Dark Sky® Alqueva tem vindo a introduzir melhorias, a diversificar a oferta de actividades e a aumentar a rede de parceiros locais, os quais estarão brevemente visíveis no nosso website. Mas o conceito Dark Sky® também tem crescido a nível nacional fruto de parcerias regionais, originado assim o nascimento do Dark Sky Aldeias do Xisto em parceria com a ADXTUR, e o Dark Sky Vale do Tua em parceira com a ADRVT, formando assim a Rede Dark Sky® PORTUGAL com três destinos já certificados pela Fundação Starlight representando uma área de 12.947,38 km2 e posicionando o nosso país como aposta de um destino internacional líder no Astroturismo.

 

https://odigital.pt/

segunda-feira, outubro 26, 2020

Nitazoxanida

1964 - 2020












 

Obrigatoriedade


 

Brasil e Timor

Brasil disponível para apoio a Timor-Leste no setor agrícola, especialmente agropecuária
Díli, 26 out 2020 (Lusa) – O Brasil está disponível para cooperar com Timor-Leste no setor agrícola, com destaque para a agropecuária, mas também para o desenvolvimento de cadeias produtivas de frutas tropicais, disse à Lusa o embaixador brasileiro.
Aldemo Garcia disse que tanto a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) se mostrarem disponíveis para cooperar com o Governo timorense.
Segundo explicou, o ministro da Agricultura e Pescas timorense, Pedro dos Reis, manifestou recentemente vontade de reativar a cooperação técnica agrícola brasileira.
“O Ministro identificou como área fundamental de possível cooperação, num primeiro momento, o reforço do programa de produção de animais neste país, em parceria com o Centro de Produção Animal localizado em Dotik, no município de Manufahi”, explicou.
“Além disso, o ministro tem interesse de, futuramente, cooperar na pesquisa e desenvolvimento de cadeias produtivas de frutas tropicais como o caju e a mandioca, em processos biológicos no solo (por exemplo a fixação biológica de nitrogénio), na agroecologia e na aquicultura”, disse.
O diplomata, que está prestes a terminar a sua missão em Timor-Leste, saúda o potencial de cooperação nesta área de “grande relevância” para o país.
Garcia recordou que o Brasil era, nos anos 70 do século passado, um grande importador de alimentos – como ocorre atualmente com Timor-Leste, mas que o país foi alvo de uma “verdadeira revolução nos campos brasileiros, transformando-se num dos maiores exportadores mundiais de produtos agrícolas”.
Agora, disse, o Brasil pode ajudar Timor-Leste a responder ao grande desafio de “tornar a agricultura timorense autossuficiente e sustentável”. Ainda que a maior parte da população timorense trabalhe no setor agrícola, a quase totalidade são agricultores de subsistência, com a capacidade produtiva do país a ser ainda insuficiente, o que obriga à importação de produtos alimentares de vários tipos.
A fraca produção agrícola é um dos problemas que contribui para os ainda elevados índices de subnutrição no país.
Desde a restauração da independência, explicou Garcia, o Brasil desenvolveu já mais de uma centena de projetos em várias áreas.
Um programa de cooperação técnica no setor do café, entre 2003 e 2006, foi, porém, o único que atuou no setor agrícola.
ASP//MIM
Lusa/Fim

 

Desconhecido Alentejo


 

El Alentejo, ese gran desconocido

De los icónicos acantilados de su litoral a la planicie infinita del sur o a las altas tierras de Portoalegre. La región del Alentejo es tan variada como fascinante. No podían, por tanto, serlo menos sus vinos. Unos vinos que dejan atrás estigmas de antaño para ofrecerse al mundo renovados en su concepto y revestidos de modernidad. Va siendo hora de descubrirlos

Escribe José Saramago en Levantado del suelo, el libro que dedicó a las tierras y a las gentes del Alentejo, que «lo que más hay en la tierra es paisaje». Por mucho que falte del resto, añade el escritor luso, «paisaje ha sobrado siempre». Y en poco sitios el paisaje determina la vida, la historia, la cultura y la economía de sus moradores como en esta región del sur de Portugal.


Dejándonos guiar de nuevo por Saramago, el Alentejo «es una tierra grande, si comparamos, primero corcovada, algo de agua de ribera, que la del cielo tanto puede faltar como sobrar, y hacia el sur se desmaya en tierra plana, lisa como la palma de una mano, aunque muchas de estas, por designio de la vida, tienden a cerrarse con el tiempo, hechas al mango de la azada y de la hoz o de la guadaña».

Tales condiciones, unidas a un clima en el que «hay días tan duros como su frío y otros en que no se sabe de aire para tanto calor», han propiciado que el viñedo, junto el olivo, el cereal y el alcornoque, sean los cultivos que tradicionalmente se han adueñado de estas tierras.

 En el caso del vino, evidencias arqueológicas constatan la presencia ininterrumpida de la cultura del vino y la vid en el tranquilo paisaje alentejano desde la época de los tartesos. Después llegarían los fenicios, los griegos y finalmente los romanos, definitivos impulsores de la viticultura y a quienes la región debe uno de sus símbolos, las talhas, enormes vasijas de arcilla, utilizadas tanto para la fermentación como para el almacenamiento, que pueden albergan 2.000 litros de vino. Pero centrémonos en la edad contemporánea, también llena de sobresaltos y convulsiones para el desarrollo de la cultura y el negocio vitivinícola. El Alentejo, tierra de enormes latifundios, fue en el siglo XX el principal productor de vino de Portugal. Si bien sus grandes cooperativas nunca se preocuparon en exceso de procurar la excelencia. Tras la Revolución de los Claveles (1974) muchos de esos latifundios fueron expropiados y enormes viñedos quedaron en situación de abandono. Hasta que la bonanza de los 90 provocó que exitosos empresarios lisboetas fijaran de nuevo su mirada en la industria del vino alentejano. Y con ellos llegaron también otros más jóvenes que impulsaron nuevos proyectos y bodegas que rompían con la imagen y el estigma de los vinos de la región.   Así, hoy en el Alentejo, conviven bodegas tradicionales de corte familiar con otras rotundamente innovadoras que reproducen con notable éxito y reconocimiento los nuevos modelos de viticultura y de acceso al mercado del vino.


Así lo reconoce Tiago Caravana, director de marketing de la Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA). «En estos momentos el Alentejo es una región super dinámica en la que se trabaja desde varios frentes». Subraya Tiago Caravana el hecho de que los productores estén «investigando y haciendo un extraordinario trabajo con nuevas variedades de uva». 

Una de las consecuencias de esa renovación es el muy perceptible cambio en el perfil de los vinos de la región. Los alentejos ya no son solo aquellos tintos áridos y poderosos de tremenda carga alcohólica, muchas veces por encima de los 15 grados. «Cada vez tenemos vinos más elegantes y más frescos», señala el técnico del CVRA.

Prueba de la aceptación de los actuales vinos alentejanos son los muchos reconocimientos que les están llegando. Nacionales e internacionales. En la edición del 2019 del concurso de vino de Portugal, un vino alentejano, el Grande Rojo, se llevó el premio al mejor tinto varietal. Los vinos de la región fueron además merecedores de 8 grandes medallas y 19 medallas de oro.


Pero no solo son los vinos quienes reciben reconocimientos. Desde el 2014 el Alentejo ha recibido nueve distinciones sucesivas como destino enoturístico. La última en noviembre del año pasado cuando la revista Condé Nast Traveler incluyó al Alentejo como una de las seis mejores regiones vinícolas del mundo para visitar en 2020.

Otro de los factores que ha propiciado este nuevo estatus de los vinos del Alentejo ha sido el cambio de mentalidad de muchas bodegas, que han dejado de primar la cantidad en favor de la calidad. Aún así los vinos alentejanos siguen siendo los líderes del mercado en Portugal con aproximadamente un 40% de las ventas totales.

También se sigue incrementando la superficie cultivada. Si en 1995 era de 13.500 hectáreas, en el 2005 alcanzaba ya las 21.000 y ahora supera las 25.000. Aun así, lejos de las 100.000 hectáreas de viñedo de las que se tiene registro que existían en el siglo XVIII.


«Se vende poco vino del Alentejo en España, igual que se vende poco vino español en Portugal»

«El reto de los vinos de la región está ahora en la exportación», explica Tiago Caravana. En estos momentos, sus principales mercados exteriores son Brasil, Suiza y Estados Unidos. ¿Y España? ¿Por qué los vinos del Alentejo siguen siendo tan desconocidos en nuestro país?, le pregunto al director de marketing de la CVRA. «Como todos los países productores, España tiene una cultura vinícola muy apegada a sus propios vinos. No vendemos mucho en España como los españoles no venden mucho aquí», apunta.


 Renovación INTERIOR Y EXTERIOR

Además de renovarse en su esencia, los vinos del Alentejo también han sufrido en los últimos años una profunda renovación en el exterior. El diseño gráfico y el packaging han acabado con la tradicional estética que acompañaba a estos vinos. Incluso en su denominación. Los clásicos «Herdade de...» y «Quinta de...», están dejando paso a los Aventura o Sen Vergonha, de Susana Esteban. Los Blog o .Com, de Tiago Cavaço. O a los A touriga vai nua o Sexy Sparkling, de Fitapreta.

El círculo de la renovación se completa con la innovación arquitectónica. El Alentejo cuenta con algunas de las bodegas más asombrosas y de diseño más avanzado de toda Europa. Como Herdade do Freixo, cuyo interior recuerda al Guggenheim neoyorquino, la media luna que emerge sobre los viñedos de Tiago Cavaço o Quinta do Quetzal, que integra un centro de arte contemporáneo.

Hay algo profundamente refrescante y liberador en el paisaje del Alentejo. El espacio infinito, la inmensidad de las llanuras onduladas, el cielo azul, amplio e inmaculado, el horizonte infinito... Y la gente. Gente sosegada y orgullosa de su tierra. El paisaje discurre suavemente entre los viñedos y los campos de cereales, alcornoques y olivos, pintado a veces de un verde intenso, a veces de color pajizo, a veces de ocre. Salpicado aquí y allá por el inmaculado blanco de sus pueblos elevados sobre la línea del horizonte. «Un hombre puede andar por aquí la vida entera y no hallarse nunca, si nació perdido», concluye Saramago. Quizá perderse en el Alentejo no sea tan mal destino.

Susana Esteban (enóloga): «Del Alentejo me fascina que puedes hacer lo que te dé la gana» 

CARLOS CRESPO

La mejor enóloga de Portugal es gallega. Así le fue reconocido con el premio que lo acredita. Desde el 2009 produce vinos de factura exquisitamente personal en las tierras altas alentejanas

Nació en Tui, estudió Químicas en Santiago y cursó un máster en Enología en La Rioja. Hizo prácticas en el Douro y en el 99 se instaló allí, para trabajar, primero, en la emblemática Quinta do Couto y, después, en la pionera Quinta do Crasto. En el 2009 dio el salto al Alentejo. «Fue, no te digo empezar de cero pero casi. La mentalidad era completamente diferente», recuerda ahora. Comenzó a trabajar como consultora para cinco bodegas. «Pero enseguida quise poner en marcha mi proyecto personal. Quería hacer algo con más alma». Se pasó dos años buscando parcelas con viñas viejas, con varios tipos de variedades autóctonas y ubicadas en zonas altas, que le proporcionaran frescura. Las encontró en el 2011 en la Sierra de San Mamede, en Portalegre. Fruto de aquella parcela fue el Procura 2011, su primer vino. «Me entusiasmé y ahora tengo 12 porque no mezclo uvas de parcelas distintas. La mezcla de variedades que existe en cada una es la que le da personalidad a mis vinos. Por eso tengo tantas referencias».

 

terça-feira, setembro 29, 2020

domingo, setembro 20, 2020

Refrigerantes

'Aula sobre refrigerantes'
Na verdade, a fórmula 'secreta' da Coca-Cola se desvenda em 18 segundos em qualquer espectrômetro-ótico, e basicamente até os cachorros a conhecem. Só que não dá para fabricar igual, a não ser que você tenha uns 10 bilhões de dólares para brigar com a Coca-Cola na justiça, porque eles vão cair matando.
A fórmula da Pepsi tem uma diferença básica da Coca-Cola e é proposital exatamente para evitar processo judicial. Não é diferente porque não conseguiram fazer igual não, é de propósito, mas próximo o suficiente para atrair o consumidor da Coca-Cola que quer um gostinho diferente com menos sal e açúcar.
Entre outras coisas, tive que aprender tudo sobre refrigerante gaseificado para produzir o guaraná Golly (nos EUA), que usa o concentrado Brahma. Está no mercado até hoje, mas falhou terrivelmente em estratégia promocional e vende só para o mercado local, tudo isso devido à cabeça dura de alguns diretores.
Tive que aprender química, entender tudo sobre componentes de refrigerantes, conservantes, sais, ácidos, cafeína, enlatamento, produção de label de lata, permissões, aprovações e muito etc. e tal. Montei um mini-laboratório de análise de produto, equipamento até para analisar quantidade de sólidos, etc. Até desenvolvi programas para PC para cálculo da fórmula com base nos volumes e tipo de envasamento (plástico ou alumínio), pois isso muda os valores e o sabor. Tivemos até equipe de competição em stock-car.
Tire a imensa quantidade de sal que a Coca-Cola usa (50mg de sódio na lata) e você verá que a Coca-Cola fica igualzinha a qualquer outro refrigerante sem-vergonha e porcaria, adocicado e enjoado. É exatamente o Cloreto de Sódio em exagero (que eles dizem ser 'very low sodium') que refresca e ao mesmo tempo dá sede em dobro, pedindo outro refrigerante, e não enjoa porque o tal sal mata literalmente a sensibilidade ao doce, que também tem de montão: 39 gramas de 'açúcar' (sacarose).
É ridículo, dos 350 gramas de produto líquido, mais de 10% é açúcar. Imagine numa lata de Coca-Cola, mais de 1 centímetro e meio da lata é açúcar puro... Isso dá aproximadamente umas 3 colheres de sopa CHEIAS DE AÇÚCAR POR LATA!...
- Fórmula da Coca-Cola?...
Simples: Concentrado de Açúcar queimado - Caramelo - para dar cor escura e gosto; ácido ortofosfórico (azedinho); sacarose - açúcar (HFCS - High Fructose Corn Syrup - açúcar líquido da frutose do milho); extrato da folha da planta COCA (África e Índia) e poucos outros aromatizantes naturais de outras plantas, cafeína, e conservante que pode ser Benzoato de Sódio ou Benzoato de Potássio, Dióxido de carbono de montão para fritar a língua quando você a toma e junto com o sal dar a sensação de refrigeração.
O uso de ácido ortofosfórico e não o ácido cítrico como todos os outros usam, é para dar a sensação de dentes e boca limpa ao beber, o fosfórico literalmente frita tudo e em quantidade pode até causar decapamento do esmalte dos dentes, coisa que o cítrico ataca com muito menor violência, pois o artofosfórico 'chupa' todo o cálcio do organismo, podendo causar até osteoporose, sem contar o comprometimento na formação dos ossos e dentes das crianças em idade de formação óssea, dos 2 aos 14 anos. Tente comprar ácido fosfórico para ver as mil recomendações de segurança e manuseio (queima o cristalino do olho, queima a pele, etc.).
Só como informação geral, é proibido usar ácido fosfórico em qualquer outro refrigerante, só a Coca-Cola tem permissão... (claro, se tirar, a Coca-Cola ficará com gosto de sabão).
O extrato da coca e outras folhas quase não mudam nada no sabor, é mais efeito cosmético e mercadológico, assim como o guaraná, você não sente o gosto dele, nem cheiro, (o verdadeiro guaraná tem gosto amargo) ele está lá até porque legalmente tem que estar (questão de registro comercial), mas se tirar você nem nota diferença no gosto.
O gosto é dado basicamente pelas quantidades diferentes de açúcar, açúcar queimado, sais, ácidos e conservantes. Tem uma empresa química em Bartow, sul de Orlando. Já visitei os caras inúmeras vezes e eles basicamente produzem aromatizantes e essências para sucos. Sais concentrados e essências o dia inteiro, caminhão atrás de caminhão! Eles produzem isso para fábricas de sorvete, refrigerantes, sucos, enlatados, até comida colorida e aromatizada.
Visitando a fábrica, pedi para ver o depósito de concentrados das frutas, que deveria ser imenso, cheio de reservatórios imensos de laranja, abacaxi, morango, e tantos outros (comentei). O sujeito olhou para mim, deu uma risadinha e me levou para visitar os depósitos imensos de corantes e mais de 50 tipos de componentes químicos. O refrigerante de laranja, o que menos tem é laranja; morango, até os gominhos que ficam em suspensão são feitos de goma (uma liga química que envolve um semipolímero). Abacaxi é um festival de ácidos e mais goma. Essência para sorvete de Abacate? Usam até peróxido de hidrogênio (água oxigenada) para dar aquela sensação de arrasto espumoso no céu da boca ao comer, típico do abacate.
O segundo refrigerante mais vendido aqui nos Estados Unidos é o Dr. Pepper, o mais antigo de todos, mais antigo que a própria Coca-Cola. Esse refrigerante era vendido obviamente sem refrigeração e sem gaseificação em mil oitocentos e pedrada, em garrafinhas com rolha como medicamento, nas carroças ambulantes que você vê em filmes do velho oeste americano. Além de tirar dor de barriga e unha encravada, também tirava mancha de ferrugem de cortina, além de ajudar a renovar a graxa dos eixos das carroças. Para quem não sabe, Dr. Pepper tem um sabor horrível, e é muito fácil de experimentar em casa: pegue GELOL spray, aquele que você usa quando leva um chute na canela, e dê um bom spray na boca! Esse é o gosto do tal famoso Dr.Pepper que vende muito por aqui.
- Refrigerante DIET
Quer saber a quantidade de lixo que tem em refrigerante diet? Não uso nem para desentupir a pia, porque tenho pena da tubulação de pvc... Olha, só para abrir os olhos dos cegos: os produtos adocicantes diet têm vida muito curta. O aspartame, por exemplo, após 3 semanas de molhado passa a ter gosto de pano velho sujo.
Para evitar isso, soma-se uma infinidade de outros químicos, um para esticar a vida do aspartame, outro para dar buffer (arredondar) o gosto do segundo químico, outro para neutralizar a cor dos dois químicos juntos que deixam o líquido turvo, outro para manter o terceiro químico em suspensão, senão o fundo do refrigerante fica escuro, outro para evitar cristalização do aspartame, outro para realçar, dar 'edge' no ácido cítrico ou fosfórico que acaba sofrendo pela influência dos 4 produtos químicos iniciais, e assim vai... A lista é enorme.
Depois de toda essa minha experiência com produção e estudo de refrigerantes, posso afirmar: Sabe qual é o melhor refrigerante? Água filtrada, de preferência duplamente filtrada, laranja ou limão espremido e gelo... Mais nada !!! Nem açúcar, nem sal.
**O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ ACABA DE BEBER UMA LATA DE REFRIGERANTE**
Primeiros 10 minutos:10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado diariamente. Você não vomita imediatamente pelo doce extremo, porque o ácido fosfórico corta o gosto.
20 minutos:O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina. O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura (É muito para este momento em particular).
40 mpurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo. As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina, ou seja, está urinando seus ossos, uma das causas das OSTEOPOROSE.
60 minutos:
As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação.a tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao seu organismo.
*Pense nisso antes de beber refrigerantes.
Se não puder evitá-los, modere sua ingestão!
Prefira sucos naturais.
Seu corpo agradece!*