quinta-feira, abril 01, 2021

Esteva

 


Esteva, a majestosa flor de cinco pétalas brancas

Todo o bom alentejano conhece o cheiro mediterrânico da esteva e a sua majestosa flor de cinco pétalas brancas, adornadas por uma unha castanho-avermelhada no seu interior. O que alguns talvez não saibam, é que esta planta pertence a uma família botânica designada CISTACEAE e que o seu nome singular e universal, é Cistus ladanifer L.. Pois é, à esteva chamam-lhe muitos nomes: xara, roselha-branca, cinco-chagas-de-cristo, estepa negrajara de las cinco llagas ou txaraska se formos até espanha, e terá tantos outros, conforme quem os disser e onde.

Os nomes comuns são pouco fiáveis Aqui verificamos que os nomes comuns, podem ser pouco fiáveis, já que variam conforme a geografia e o interlocutor. O mesmo acontece com todas as espécies de plantas vasculares (as que têm canais vasculares por onde circula a seiva), de modo que “chamar as coisas” (espécies ou taxa) pelo seu nome (científico) é sempre o mais certeiro. Os nomes científicos apresentam sempre em primeiro lugar o nome do género, neste caso Cistus, que possivelmente deriva do grego kíste “cesto” ou do latim cista “cesta, caixa”, devido à semelhança dos seus frutos com estes objetos.

ESTEVA: O ÓLEO AROMÁTICO Segue-se o epíteto específico, que dá o nome à espécie propriamente dita (já que um género pode comportar um elevado número de espécies diferentes). Para a xara, é ladanifer. A origem deste epíteto, deve-se ao ládano ou lábdano, a resina aromática e peganhenta que a planta segrega e que lhe dá o seu aroma tão caraterístico. Este óleo aromático (como a maioria dos óleos essenciais, ou seja, produzidos pelas chamadas plantas


aromáticas
), serve para a esteva se proteger da perda de água e da dissecação, já que o clima Mediterrânico, de estios quentes e secos, onde a espécie ocorre naturalmente (Península Ibérica e Sul de França) é propício a tais fenómenos.

Esteva: uma planta aguerrida e solitária, muito resistente a perturbações ambientais

O óleo, figura ainda no conjunto de estratégias adaptativas e de desenvolvimento da planta, pois a xara, perdão, o Cistus ladanifer, é uma planta aguerrida e de poucas conversas, muito resistente a perturbações ambientais, como os fogos, desbastes rasos e até contaminações do solo com metais pesados, sendo, pois, não raras vezes, a primeira a aparecer e mesmo a única a existir, durante muitos anos em determinado local. Sobrevive em ambientes inóspitos e prospera na adversidade, talvez porque se adaptou a viver e florir, onde muitas outras plantas, mais sensíveis aos rigores climáticos e exigentes nos seus requisitos ecológicos, simplesmente não vingam para ver a luz do dia!

A esteva, uma valente solitária: não aprecia a companhia de outras espécies


Como é colonizadora de novos espaços, incluindo solos pobres e pouco evoluídos que não são apropriados à agricultura, e por norma, não aprecia muito a companhia de outras plantas, sendo poucas as exceções, usa ainda os seus fluidos como substâncias alelopáticas (que inibem o crescimento de outras espécies, na sua proximidade). Não é por isso de espantar, que no Alentejo existam tantos estevais, alguns mais altos que um homem alto (ou dois baixos) e tão cerrados como um matagal! Aqui não há novidade, a expressão “ir fazer qualquer coisa atrás das estevas” é ou não é tipicamente alentejana?!

O género e o epíteto

O género e o epíteto específico são normalmente escritos em itálico, remetendo à sua classificação primordial em latim. E é de seguida que aparece o classificador, ou seja, a identificação da pessoa que primeiramente identificou e descreveu uma determinada espécie. Neste caso, o L. é um diminutivo de Carolus Linnaeus (para nós, o Lineu), considerado o “pai” da nomenclatura binomial ou binária, no século XVIII. Uma espécie, pode ainda dividir-se em diferentes subespécies.

Cistus ladanifer L. subsp. ladanifer, que é presença comum em matos secos e de zonas quentes, no sob coberto de sobreirais e azinhais (ou de montados) e em pinhais, e que, como antes dito, prefere solos pobres e ácidos (derivados de xistos, granitos, arenitos ou calcários descarbonatados).

Só para lançar mais umas achas à fogueira, também existem Cistus ladanifer L. subsp. ladanifer com flores totalmente brancas, sendo esta a forma albiflorus (Dunal) Dans.. Neste caso, as cinco-chagas-de-cristo (que representam a f. maculatus (Dunal) Samp.), talvez sejam melhor nomeadas por roselhas-brancas!

Exclusiva do Litoral Alentejano


Mas, existe outra subespécie em Portugal, que habita os matos costeiros sobre arribas do litoral, mais frequente em solos arenosos que assentam em rochas calcárias. É a subsp. sulcatus (Demoly) P.Monts. (o que nem todos os botânicos aceitam, já que muitos a consideram como sendo uma espécie particular, o Cistus palhinhae Ingram). A “esteva-da-costa” (inventei agora este nome, porque me parece adequado, e, já que uma vantagem dos nomes comuns é esta liberdade – talvez um pouco anárquica – que se guia pela lógica e opinião de cada um), é mais baixinha e robusta. Parece ser um pouco mais sociável e apresenta-se como um arbusto de formas arredondadas, de folhas menos longas e flores algo menores, e, quase sempre imaculadas, como seria de esperar de uma pura-seiva lusitana!

A esteva uma valente solitária: existem no Alentejo diferentes espécies

É que o Cistus palhinhae (assim nomeado em homenagem ao grande botânico português, açoriano da Ilha Terceira, Ruy Telles Palhinha) é um endemismo português, significando este palavrão que a ocorrência e distribuição natural desta planta em todo o globo terrestre, é restrita a uma estreita faixa litoral em Portugal Continental, ao longo do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (tem bom gosto!).


Segredos, no Litoral Alentejano

Poucos saberão que começa logo a aparecer aos caminhantes que se aventurem a percorrer os caminhos junto às arribas entre Porto Côvo e a Ilha do Pessegueiro, meia escondida nos matos costeiros dominados por Stauracanthus sp., por entre ERICACEAE, Halimium sp., Helichrysum sp. e outros Cistus sp..

A maioria das ameaças são humanas

Esta planta chega ao sudoeste algarvio e, a Norte, existirão algumas populações “desgarradas” para as bandas de Peniche. Dado o seu estatuto especial, é protegida por lei e mencionada na “Diretiva Habitats” que foi criada especificamente para proteger espécies de animais e plantas e as suas comunidades, dentro do espaço europeu, que, tal como esta beldade, se encontram ameaçadas. Infelizmente, a maioria destas ameaças são de origem humana, derivadas, por exemplo, da introdução de espécies exóticas que se tornam invasoras (como o chorão, Carpobrotus edulis L.) roubando o habitat, espaço e recursos, das plantas nativas.

A esteva: floração

No Sul de Portugal, o Cistus ladanifer normalmente começa a florir em finais de março, sendo a floração nas zonas do Norte onde existe (áreas de clima mediterrânico, como Trás-os-Montes) um pouco mais tardia (abril-maio), prolongando-se até junho. Este ano, porém, talvez devido a uma primavera antecipada, um pouco por todo o Alentejo já se encontram desde há algumas semanas, uns salpicos do branco das vistosas flores, e, tudo faz crer que o pico de floração da espécie, estará para breve.

Quem se compraz, para além das vistas, são as várias espécies de insetos polinizadores, que, esfomeados se alimentam do seu néctar, e em troca, ajudam a planta na sua reprodução.

Os usos ancestrais da esteva uma valente solitária

·                     PONTO 1 Os usos ancestrais do Cistus ladanifer ladanifer, incluem a utilização da sua lenha nos fornos de cozer o pão e outros alimentos (já que, para além de ser muito combustível, liberta um agradável aroma) e vários usos medicinais.

·                     PONTO 2 De facto, os antigos já sabiam que esta planta pode ser utilizada numa quantidade quase infindável de tratamentos: para diminuir o catarro e como expetorante, que o seu aroma é equilibrador de emoções, facilita a menstruação, coagulante, antibacteriana e antiviral, combate a diarreia, auxilia na circulação venosa, é descongestionante, desinfetante e analgésica! Mas atenção, já que, devido às suas propriedades emenagogas (potencialmente abortivas) e coagulantes, deverá ser usada com precaução (pois poderá originar problemas cardíacos ou respiratórios).

·                     PONTO 3 Ao que parece, Alentejanos e Algarvios tradicionalmente também usam o seu óleo essencial para eliminar o mau cheiro dos pés! E não são poucas as aplicações cosméticas e como fixador de perfumes que se lhe dá, na atualidade.

·                     PONTO 4 Em forma de despedida, uma informação que aos mais aventureiros de palato, servirá: as pétalas da esteva são comestíveis, frescas ou desidratadas! Não é, pois, difícil, imaginar novas possíveis aplicações gourmet para esta planta carismática, de pétala com sabor suave e adocicado nas suas máculas (eu provei e gostei!).

·                     PONTO 5 Sem mais novidades e com o cheiro quente da esteva a pairar-me na memória, convido-vos a (re)descobrir esta rústica, cuja flor parece tão frágil quanto é bela, mas que esconde mais do que aparenta, sendo na realidade, uma valente solitária, que em si contém e reflete na perfeição, muita da bravura e resiliência do Homem e do Território Alentejanos.

Mónica Martins,



 

segunda-feira, março 22, 2021

Évora e o futuro

 Não abundam cidades médias que reúnam tantas condições básicas para garantir o sucesso, como Évora: acessibilidades, água, energia, informação, conhecimento, densidade cultural, saúde e bem-estar. Por que não dá?


Jorge Araújo -- (A CONTRA-CORRENTE (10): Évora em défice de ambição.

As auto-estradas foram muito criticadas, mas, para Évora, o acesso rodoviário rápido e seguro foi uma bênção. A proximidade a Lisboa e a Badajoz, para a qual contribuíram, a partir de 1999, os 158 km da A6, abriu novos horizontes de relacionamento, quebrou a relativa interioridade de que os mais velhos ainda se lembrarão.
Em breve, a nova linha ferroviária que integra o Corredor Internacional do Sul, cuja construção segue sem percalços, dará a Évora uma nova centralidade entre o litoral e Espanha, concretamente, entre os portos de Sines e de Setúbal, e o porto seco de Badajoz. Mas também a linha de alta-velocidade entre Évora e Lisboa, em construção, irá aproximar Évora da Capital, e futuramente, da Europa.
A barragem do Alqueva, também muito criticada, anulou, desde 2002, aquele que parecia ser um atavismo do Alentejo e de Évora: a seca. Hoje, qual novos ricos, o Alentejo parece acreditar na inesgotabilidade da reserva do Alqueva, usando a água sem discernimento. Mas ela existe e resiste, nunca faltou e assegura o bem-estar das populações, impensável há alguns anos atrás.
A ligação por cabo submarino entre a América do Sul e a Europa, não sendo inédita, é a primeira que se opera em fibra ótica. Com amarração em Fortaleza (Brasil) e em Sines, a nova ligação (10.119 km) já inaugurada, gera uma imensa acessibilidade e fluidez de tráfego de informação (72 terabits por segundo).
Do ponto de vista energético, o Alentejo, devido à sua exposição solar, produz mais de metade de toda a energia elétrica fotovoltaica do País. A esta há que adicionar a produção elétrica da Central Hidroelétrica de Alqueva. Futuramente, a transformação da Central Energética de Sines para a produção de hidrogénio, colocará o Alentejo no cerne da alternância energética ao País.
Évora tem Universidade. Uma Universidade histórica, que não se refugiou à sombra das bulas papais, mas que se guindou por ela própria aos mais elevados patamares do reconhecimento em múltiplos domínios do saber. A Universidade de Évora lidera hoje dois grandes Laboratórios Associados, o CHANGE que agrupa 316 investigadores de 4 universidades e o IN2PAST que engloba 331 investigadores de 5 universidades. “Aqui ao leme”, a Universidade de Évora é mais do que o Colégio do Espírito Santo; é uma imensa rede de investigação científica e desenvolvimento tecnológico, de formação superior inicial e avançada; é um potente motor do desenvolvimento económico, cultural e social...assim a Região o reconheça e o aproveite.
Évora, Património da Humanidade, como tal classificado pela UNESCO, exibe uma estratificação cultural legada pelos diversos povos que habitaram a região. Em cada pedra da mais humilde rua, em cada azulejo, em cada talha ou cada telha, se poderá vislumbrar a profundidade do passado que se esfuma na noite dos tempos neolíticos.
O futuro Hospital Central do Alentejo, cujo concurso público para construção está em curso, e cuja entrada em funcionamento se prevê para 2023, será o penúltimo dos grandes equipamentos reconhecidamente indispensáveis para o desenvolvimento da Cidade e da sua Região.
O que faltará a Évora para quebrar o “enguiço”?
Apenas uma palavra responderá a essa questão que muitos se colocam: ambição!
Évora tem feito prova de querer ser uma grande cidade alentejana. Mas não chega! É preciso visar mais longe, importa nutrir a ambição de ser uma excelente cidade europeia de média dimensão, onde seja bom viver porque segura, culta e saudável; e que seja apetecível para a instalação de empresas industriais e agrícolas, tecnologicamente modernas, ambientalmente respeitadoras, e produtivas.
Senhores autarcas, saudemos o cante, como nosso património identitário, mas não como diapasão para o ritmo de progresso que queremos. É tempo de equacionarem outro modelo de desenvolvimento, elegendo objetivos ambiciosos de médio e longo prazo, definindo metas intercalares precisas e exigentes, enfatizando as vantagens competitivas que Évora e o Alentejo oferecem, atuando com criatividade e garra na criação de condições cativantes para a fixação de empresas e captação de financiamentos. Se falharem, os vossos correligionários talvez vos perdoem, mas Évora, não!




quarta-feira, fevereiro 17, 2021

A Língua Portuguesa


 

Timor e Portugal

Tenho um Canal no Youtube há já alguns anos. Nele tenho alguns vídeos sobre Timor. Hoje verifiquei ter um comentário num desses vídeos e dizia o seguinte: "Gostaria de saber o que portugal fez nesta terra" (https://www.youtube.com/watch?v=SpJRWdhHNPA...) Naturalmente que percebi uma certa ironia e afronta, além de me despertar a atenção o nome do meu país com letra minúscula. Como na minha opção de resposta não me são facultados todos os meios e ferramentas, resolvi abordar o assunto aqui e no meu blogue e posteriormente passar o url ao inquiridor. Além desta introdução, coloco fotos recentes de Timor extravasando todo o seu amor a Portugal, quase 50 anos após a nossa saída de lá. Uma boa dica seria os interessados conhecerem a história de Timor na sua plenitude e visitar o País.













sábado, janeiro 23, 2021

Covid-19

Este é um novo endereço para abrir um vídeo aqui postado e censurado pelo Facebook. Censura burra que, certamente, visa interesses escusos...

https://youtu.be/i6mxoJ2Pg8I 

Retratação

domingo, janeiro 17, 2021

A Corrupção Mata

Arena Amazônia, orçada em 499 milhões de reais, custou 669,5 milhões. TCU apontou superfaturamento de 86,5milhões. O Brasil e suas prioridades. a conta chegou.

Hoje é notícia em todo o Mundo a morte de doentes com Covid e outros males, por falta de oxigénio nos hospitais da região. E o estádio está lá sem uso, abandonado. 

 

                                                                    A CORRUPÇÃO MATA!


Jornal Nacional


 

sexta-feira, janeiro 15, 2021

Revitalização

Construção do hotel de charme já arrancou

FASE TEM COMO OBJECTIVO A CONTENÇÃO DAS FACHADAS

Construção do hotel de charme já arrancou Esta primeira fase, de uma obra considerada como estruturante para a parte alta da cidade, tem como objectivo “a contenção da fachada da Antiga Casa do Alcaide-Mor”, explicou ao Brados do Alentejo, Jorge Godinho, sóciogerente da empresa ‘Barrocas Turismo e Lazer, Lda’, promotora da iniciativa. “Como é visível, a fachada da Casa do Alcaide-Mor está em ruína, podendo até ter alguma perigosidade”, explicou o empresário, adiantando que, após a conclusão desta primeira fase dos trabalhos que se deverá prolongar por cerca de seis meses, “a fachada vai ficar devidamente refeita e cuidada”. Ao nosso jornal, Jorge Godinho revelou ainda que não há data prevista para o início da segunda fase da empreitada de construção do hotel de charme, que prevê a reabilitação de todo o quarteirão, estando, segundo o empresário, dependente de vários factores, nomeadamente da “aprovação dos incentivos comunitários e nacionais por parte das entidades competentes”. Com assinatura de Siza Vieira e Carlos Castanheira, o quarteirão onde se localiza a Antiga Casa do Alcaide-Mor vai dar lugar à construção de um hotel de charme e várias habitações turísticas (villas), onde os hóspedes poderão usufruir de todos os serviços do hotel. O projecto, da responsabilidade da empresa ‘Barrocas Turismo e Lazer, Lda’ – com sede na Herdade das Barrocas (freguesia de São Lourenço de Mamporcão e São Bento de Ana Loura) –promete, segundo o empresário Jorge Godinho, revitalizar toda a zona histórica, sendo que, para além da construção do hotel e das villas, serão criados vários pátios, com espaços de lazer, e um patamar ajardinado junto à muralha. Jorge Manuel Pereira Já arrancou a primeira fase de uma obra que promete revitalizar o núcleo medieval da cidade de Estremoz, como é o caso da construção de um hotel de charme no quarteirão onde se localiza a Antiga Casa do Alcaide-Mor, um edifício construído no século XV, situado na Rua do Arco de Santarém e classificado como monumento nacional a 20 de Junho de 1924. 

In Brados do Alentejo


Ruas frutíferas

 

MUNICÍPIO RECOLHE E ENTREGA LARANJAS ÀS INSTITUIÇÕES DO CONCELHO

 

À semelhança do que vem sendo feito em anos anteriores, a Câmara Municipal de Estremoz está a proceder à recolha das laranjas das ruas da cidade.

Durante esta semana serão entregues várias caixas às seguintes instituições do concelho: Centro de Dia e Jardim de Infância do Centro Paroquial de Santo André, Recolhimento Nossa Senhora dos Mártires, Centro de Dia de Arcos, Bombeiros Voluntários de Estremoz, Lar de São Bento do Cortiço, CERCI Estremoz, Lar de S. Lourenço de Mamporcão, Conferência de São Vicente Paulo e Lar da Santa Casa da Misericórdia de Veiros.

As laranjas são recolhidas e posteriormente entregues às instituições contactadas e que aceitaram receber, informamdo o Município das quantidades que necessitam para o consumo diário dos utentes.

Esta operação será repetida, enquanto houver instituições a receber, de forma a que os frutos sejam aproveitados e assim evitem sujar os pavimentos e entupir as sargetas, permitindo que as ruas de Estremoz estejam mais limpas. 

sexta-feira, janeiro 08, 2021

Papua Ocidental


Notícias de Jakarta. O general indonésio Hendropriyono explica as políticas genocidas da Indonésia para com as pessoas da Papua Ocidental.

O antigo chefe de inteligência sugere a limpeza étnica da Papua Ocidental.
′′ Na verdade, ele admitiu ter apresentado recentemente uma proposta extrema ou radical, ou seja, movimentar cerca de 2 milhões de habitantes da Papua Ocidental para Manado, Indonésia. Em vez disso, pessoas de Manado deveriam ser enviadas para Papua Ocidental para substituí-las."
′′ Esta é uma forma de os separar da raça do povo da Papua-Nova Guiné e do resto da região do Pacífico," disse o antigo chefe da inteligência.
O general Hendropriyono tem sido uma figura chave no genocídio da Papua Ocidental da Indonésia, Melanésia, e foi acusado de matar pessoalmente muitas pessoas papuanas ocidentais. Ele é apelidado de ′′ O Açougueiro de Lampung ′′
Atualmente, ele é um assessor do presidente indonésio Jokowi.
Este é apenas o último exemplo das políticas coloniais racistas da Indonésia na Papua Ocidental. Existem 1000 exemplos de brutalidade brutal e implacável da Indonésia contra o povo papuense.
A Indonésia violou, torturou, mutilou e assassinou cerca de 500,000 pessoas papuanas ocidentais no seu genocídio desde 1963.
Por exemplo, esses massacres.
Por favor, leiam e partilhem este relatório da comissão asiática de direitos humanos sobre apenas uma pequena parte do genocídio cometido contra o povo Papuano Ocidental pelo governo indonésio.
Este relatório é sobre os massacres no Baliem Valley 1977-78, quando pelo menos 10,000 Papuanos Ocidentais foram assassinados. O relatório recolheu muitos dos nomes. Os detalhes das ações da Indonésia estão disponíveis no relatório. Eles incluem crucificação, fervendo pessoas vivas e abrindo mulheres grávidas com baionetas.
Comisão Asiática de Direitos Humanos (AHRC);
′′ Numa das aldeias nas Terras Altas Central, Dila, um líder tribal chamado Nalogian Kibak foi massacrado e o seu sangue foi mantido num balde. Tenente Coronel Soekemi que era o Comandante Militar de Nabire, mais tarde forçou os outros líderes tribais, professores e sacerdotes a beberem o sangue sob a arma apontada. Líderes de aldeia em Tiom foram fatiados com navalhas, civis foram espancados com machados e alguns outros foram enterrados vivos."
′′ Alguns dos papuanos eventualmente se renderam e se deram aos militares em Kurulu e Wosilimo. No entanto, aqueles que se renderam foram mortos; esfaqueados com ferros aquecidos; jogados vivos nos rios Baliem e Awe; ou cozidos vivos pelos militares. O irmão de Rocky era um daqueles que se renderam aos militares naquela época. Os policiais militares forçaram-no a cavar um buraco e ele foi enterrado vivo até ao pescoço. Eles mais tarde empilharam bosques ao redor da cabeça e derramaram combustível sobre ela antes de o queimar vivo ′′
′′ A cabeça de uma criança foi cortada e jogada num fogo... Crianças pequenas foram pegas como galinhas e balançadas pelos tornozelos num incêndio... Todas as crianças foram mortas. Uma criança de sete meses morreu no meu estômago."
′′ Trinta e cinco das 210 pessoas supostamente mortas na Regência de Jayawijaya eram mulheres. Eles também foram estuprados pelos militares indonésios e hastes de ferro aquecidos foram forçados a entrar nos seus rectos e bocas pelos oficiais até morrerem. Alguns deles tiveram os seios cortados e os órgãos internos retirados. O OPM informou que as grávidas na vila Kuyawagi tiveram suas vaginas cortadas com baionetas pelos militares indonésios, e seus bebês foram cortados ao meio. As forças armadas indonésias também forçadas a cortar dos corpos de homens mortos na boca das mulheres. Nos casos em que as mulheres eram casadas, os policiais militares estupravam na frente do marido e outras pessoas."
Nunca ninguém investigou nenhum dos assassinatos em massa e massacres em Teminabuan 1965, Arfak 1967, Paniai, 1967-69. Ayamaru 1966, Jayapura 1971, Biak-numfor 1974/5 em toda a Papua Ocidental 1969 , Baliem Valley 1981-84. Timika 1982, área fronteiriça com PNG 1985, Merouke 1986/87/88, Timika 1996 e 2000. Biak 1998. Wasior 2000, Wamena 2000, 2004, 2006 Jayapura 2006 2008, 2010, Jayawijaya 2013, Panaii 2014, Yahukimo 2015 entre muitos outros.
Você pode baixar o relatório aqui.
Precisamos de intervenção internacional na Papua Ocidental, Melanésia.