Os azeites portugueses conquistaram 13 medalhas - três delas de Ouro -
no prestigiado concurso Los Angeles International Extra Virgin Olive Oil
Competition 2012, que decorreu nos Estados Unidos no final de Março.
Na categorial geral, os produtos que conquistaram Ouro foram os
seguintes: Cabeço das Nogueiras Premium (Ribatejo 2012) e Cortes de Cima
Medium (Cobrançosa, Alentejo).
A Prata foi para as marcas Carm Premium (Trás-os-Montes DOP), Dom
Diogo (Baixo Alentejo), Gallo Colheita AO Luar (Ribatejo), Paço dos
Infantes Medium (Alentejo) e Torrejano Medium (Ribatejo).
Já o Bronze foi atribuído ao Gallo Grande Escolha (Ribatejo), ao
Marialva Robust (Trás-os-Montes), e aos azeites Oliveira Ramos Medium e
Premium (Alentejo).
Medalhas noutras categorias
Portugal recebeu ainda uma medalha de Ouro na categoria Color &
Type (Oliveira Ramos), uma de Prata na categoria Contemporary (azeite
Dom Diogo, Baixo Alentejo), e uma medalha de Bronze na categoria
Innovative (Marialva Robust, Alentejo).
As medalhas conquistadas no Los Angeles International Extra Virgin
Olive Oil Competition 2012 vêm reforçar a presença do azeite português
no mercado norte-americano, que representa uma boa aposta em termos de
exportação.
Este reconhecimento internacional do Azeite Oliveira Ramos Premium é
fundamental para os consumidores estrangeiros confiarem nos selos
nacionais.
Nunca é demais abordar o assunto; aqui estou outra vez, pois é interessantíssimo.
O azeite de oliva (oliveira) evita o acúmulo da gordura visceral, passaporte para doenças cardiovasculares e diabete. E, como se fosse pouco, combate a osteoporose e inflamações, caso da gastrite.
Basta um fio dourado do óleo da oliva para que aquela torrada dura e seca ganhe textura macia e sabor especial.
Uma outra transformação ocorre no seu organismo, mais precisamente no abdômen, quando você consome o azeite: ele impede o depósito de gordura bem ali, na linha da cintura.
Parece um contra-senso, já que o alimento é dos mais calóricos — cada grama oferece cerca de 9 calorias. Mas a descoberta é séria: o sumo das azeitonas evita mesmo a barriga indesejada.
Quem assina embaixo são cientistas de diversas universidades européias.
Juntos eles publicaram seu trabalho no periódico Diabetes Care, da Associação Americana de Diabete, em que compararam exames de imagem de voluntários, antes e depois do consumo do óleo.
E observaram que esse bom hábito diminuiu os depósitos de banha no abdômen. Diga-se: o ideal seria que você consumisse duas colheres de sopa por dia do ingrediente para obter seus benefícios.
No fundo, o mérito é todo da gordura monoinsaturada, que predomina no azeite. Se ela já era festejada por varrer o colesterol ruim das artérias, agora os médicos têm ainda mais motivo para cobri-la de elogios.
Isso porque estão empenhados em acabar com as barrigas avantajadas e não tem nada a ver com questões de beleza. A gordura visceral, justamente aquela da cintura, produz substâncias que dificultam a ação da insulina, o hormônio produzido pelo pâncreas que ajuda a glicose a entrar nas células.
Ou seja, barriga grande pode levar ao diabete do tipo 2, explica o endocrinologista Márcio Mancini, presidente eleito da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, Abeso.
O diabete, ao lado da pressão alta, do colesterol, dos triglicérides alterados e, de novo, da tal barriga, é o componente básico de um mal que mata — a síndrome metabólica. O azeite, no entanto, ajuda a quebrar esse círculo nefasto.
Muito, muito antes de se estabelecer qualquer relação do azeite com a barriga antes até mesmo de se ter certeza de que barriga prejudicaria o coração, cientistas já observavam que os maiores consumidores do alimento estavam protegidos de males cardíacos.
Os povos do Mediterrâneo, que historicamente regam seus pratos com esse óleo, parecem mais distantes da ameaça de infarto. Claro, é preciso considerar que também se esbaldam em verduras, frutas e peixes, outros guardiães dos vasos.
Nenhum desses alimentos, entretanto, compete com o azeite na preferência de gregos, italianos espanhóis e portugueses. Muitos deles têm o hábito de tomar uma colher do óleo em jejum, conta o bioquímico Jorge Mancini, professor da Universidade de São Paulo (USP), que esteve na Espanha para pesquisar o assunto.
Para o nutrológo e cardiologista Daniel Magnoni, do Instituto de Metabolismo e Nutrição, que fica na capital paulista, uma vantagem da chamada dieta do Mediterrâneo é que a gordura monoinsaturada vinda da oliva ocupa o espaço das temidas trans, presentes nas margarinas, e das saturadas, que estão nas carnes vermelhas. Diferentemente da mono, que faz as taxas do mau colesterol despencarem, a dupla tem relação com a subida do LDL, diz.
VANTAGENS DO EXTRAVIRGEM
O efeito antibarriga, em tese, pode ser obtido com qualquer tipo de azeite de oliva. Afinal, em matéria de teor de gordura monoinsaturada — à qual se atribui essa ação — eles praticamente empatam.
Já quando se fala em evitar as placas nas artérias, a bioquímica Luciane Faine, que analisou o azeite na Universidade Estadual Paulista de Botucatu, no interior de São Paulo, reforça as vantagens do tipo extravirgem.
É que, no caso do efeito anticolesterol, é importante a presença de moléculas antioxidantes. 'Na produção do extravirgem a pressão física da oliva, que é feita sem adição de produtos químicos, preserva esses compostos, diz ela.Segundo Lucian, os polifenóis do óleo extravirgem se acumulam no plasma sanguíneo. Com isso, os radicais livres que oxidariam o colesterol a ponto de ele estacionar nas paredes dos vasos ficam praticamente fora de ação, conclui. E saiba: Todas as células do corpo saem ganhando.
Um azeite legítimo não traz solventes ou substâncias químicas. Como dizem os especialistas, ele é o suco da azeitona, pura e simplesmente. O que muda é o sabor, a textura, a cor ou o aroma. 'Tudo isso vai depender da variedade do fruto', diz a nutricionista e chef Maria Luiza Ctenas, uma expert no assunto.
Assim como acontece com o vinho, que já formou legiões de enófilos, hoje existem gourmets especializados em azeite que distinguem tipos de azeitona e locais de plantio apenas pelo olfato e sabem qual tipo de óleo combina com qual receita. São chamados pelos espanhóis de catadores. Segundo Maria Luiza o conselho desses experts vale muito, mas não dá para estabelecer regras. 'Cada um deve descobrir seu azeite preferido', opina.
CADA GORDURA, UMA CINTURA
O azeite ajuda a combater a barriga. Já a gordura encontrada em certas margarinas...
MONOINSATURADA
É como se esse ácido graxo, ou partícula de gordura, reorganizasse os depósitos de gordura, impedindo que inchem as células adiposas entre os órgãos do abdômen. Isso já foi observado, embora por enquanto ninguém conheça detalhes do mecanismo.
Outra boa notícia é que a molécula monoinsaturada do azeite aumenta a produção da adiponectina, uma substância capaz de combater inflamações e as placas nas artérias', diz o cardiologista Heno Lopes, do Instituto do Coração, o InCor, em São Paulo.
TRANS
Apesar de oferecer as mesmas 9 calorias por grama do azeite, a famigerada trans parece inflar os adipócitos, que são as células gordurosas, com maior facilidade do que qualquer outro óleo.
Existem evidências científicas de que não adianta tanto levar uma dieta mais leve se os poucos lipídios que entram no cardápio são trans. Além de favorecer a pança, esse tipinho provoca a resistência à insulina, fazendo o pâncreas trabalhar dobrado —um esforço extra que pode desembocar no diabete tipo 2.
O QUE ESSE ÓLEO TEM
Mais da metade da composição do azeite é pura gordura monoinsaturada. Ele contém, ainda, pitadas de ômega-3 e está cheio de substâncias antioxidantes, com destaque para os polifenóis, que, além de conferir aquele aroma característico, beneficiam nossas artérias. Vale ressaltar ainda a boa concentração de vitamina E, nutriente que afasta o risco de tumores. O azeite é apelidado pelos mediterrâneos, merecidamente, aliás, de 'ouro líquido'.
NO ESTÔMAGO
Pesquisadores da Universidade de Valme, na Espanha, observaram que o óleo de oliva contém substâncias com efeito bactericida, capazes de combater a Helicobacter pylori, microorganismo por trás da gastrite.
O achado foi publicado recentemente no Journal of Agricultural and Food Chemistry, um importante periódico científico americano.
ABAIXO A DOR
Cientistas do Instituto Monell, nos Estados Unidos, encontraram no azeite uma molécula que inibe a atividade de enzimas envolvidas em inflamações. É o oleocanthal, um composto de ação idêntica à de analgésicos e que, portanto, é infalível contra as dores. Então, é provável que o consumo regular ofereça alívio para os que sofrem de dores crônicas.
PARA OS OSSOS
Ele também ajudaria a afastar a osteoporose. Pesquisadores da Universidade de Jáen, na Espanha, notaram que o consumo de azeite está associado à menor incidência de fraturas. Embora o efeito tenha sido demonstrado em um grupo de 334 voluntários, falta elucidar o porquê.
CONTRA TUMORES
Um trabalho publicado há pouco na revista da Sociedade Européia de Oncologia mostra que a gordura monoinsaturada do óleo de oliva diminui o risco do câncer de cólon. Pesquisas anteriores já apontaram a ação preventiva em outros tumores, como o de mama.
CAMPEÕES DO AZEITE
Graças ao clima, os países europeus que estão na bacia do Mediterrâneo são os maiores produtores do mundo. A Espanha detém 32% da produção, a Itália 26%, a Grécia 16,5% e Portugal 2%*.
EM DEFESA DO PEITO
Este era o efeito, até então, mais badalado do azeite. Entenda por que a sua fórmula é perfeita para poupar as artérias de estragos.
O consumo habitual do óleo de oliva auxilia na redução dos níveis de LDL, a fração ruim do colesterol. E, quanto menor o teor de LDL, menores são as chances de sobrarem moléculas dessa gordura na circulação. Sem contar que os ingredientes do azeite contribuem para o aumento do HDL, uma partícula que carrega o colesterol para longe das artérias.
Visão perfeita, coração forte, artéria aorta retificada, área cardíaca, pulmonar e vias respiratórias normais, ácido úrico baixo, glicemia baixa, triglicérides baixo, colesterol baixo, THC da tireóide baixo. Impressionante? --- É uma realidade!
Não poderia deixar de abordar algo importantíssimo, salutar e gostoso como a tradicional "Açôrda Alentejana". Um prato simples que poderá ser um autêntico remédio para grandes males. Eis a receita:
1- Num almofariz (aquele mesmo que se usa para amassar o limão da caipirinha), esmague 5 dentes de alho, sal, um mólho de coentros e complete a massa com 4 colheres (sôpa) de azeite de oliveira extra virgem.
2- Coloque a massa num recipiente e sobre ela deite água fervente. Depois é só juntar pequenos pedaços de pão integral endurecido e servir. Porém, juntando o útil ao agradável, incremente-se esse prato juntando-lhe postas de bacalhau ou pescada (prèviamente cozidas) e escalfe-se dois ou três ovos. Dá para 4 pessoas.
Voltando ao capítulo dos benefícios o alho e do azeite, pròpriamente, poder-se-á usar esta parelha nos pratos do dia a dia. Por exemplo, usar 3 dentes de alho bem picadinhos e uma colher de azeite direto no prato do arroz com feijão...
O azeite virgem de oliveira é cicatrizante e anti-inflamatório.
Baixa o colesterol e os triglicérides quando se evitam outras gorduras e o açúcar refinado. É notória a maciez e a beleza da pele algum tempo depois de ingerido diàriamente. Use, no mínimo, durante 90 dias para que se sinta ótimos resultados.
Dosagem: 1 a 2 colheres das de sopa ao dia.
Quanto ao alho, atente-se à dosagem de 1 dente diário para cada 20 quilos de peso. Pode ser ingerido inteiro e crú como pílula. Impede trombose. Facilita a circulação em artérias e arteríolas, melhorando o funcionamento de todos os órgãos. É antibiótico contra vírus e bactérias. Limpa as vias respiratórias. Em três meses caem todas as verrugas e desaparecem as gripes e os resfriados.
A receita da açôrda que coloquei mais acima tem o mesmo princípio de outras variantes. Assim, pode-se esmagar o alho crú com azeite. Deixar repousar o macerado por pelo menos 2 horas antes de usar. Pode-se tomar com um caldo de carne, galinha ou de legumes bem quente derramado sobre a mistura e adicionar pão, novo ou velho de preferência o integral. Tomar morna.
É um alimento energético a ser tomado à noite por ser calmante. Proporciona um sono profundo e reparador, afora todas as propriedades citadas anteriormente. Indicado principalmente para crianças e idosos. O azeite atenua o cheiro e o gosto do alho e não deixa bafo halitoso no dia seguinte. Como melhora a circulação em geral, melhora todos os órgãos internos, o que é evidente em diabéticos, pois estabiliza em 30 dias os casos menos graves.
Sobre uma ampla visão do que "tem tudo a ver", convidei para conviver com a família do azeite e do alho, o pimentão... Este uma boa fonte de vitamina C, contendo ainda vitamina A e pequenas quantidades de Cálcio, Fósforo, Ferro e Sódio. A vitamina C dá resistência aos vasos sanguíneos, evita fragilidade dos ossos e má formação dos dentes e age contra infecções. A vitamina A é importante para a vista, auxilia o crescimento e conserva a saúde da pele e das mucosas, evitando infecções. Os sais minerais contribuem para a formação de ossos e dentes, mantém o equilíbrio interno do organismo e o vigor do sistema nervoso.
Esse legume é excitante da digestão e constitui-se num bom remédio contra hemorróidas. Por todas as suas características é bom para a pele, unhas e cabelos.
Na minha casa é frequente a sua presença na mesa em fórma de salada e poderia até dizer que é o "três em um"... Aqui vai a receita:
1- Asse no fôrno ou na churrasqueira alguns pimentões verdes, vermelhos e amarelos. Vá revirando até que estejam totalmente assados.
2- Numa bacia ou alguidar com água, tire-lhes a pele (película fina) e as sementes.
3- Corte-os em tiras e coloque-as numa travessa. Tempere-os com muito azeite, bastante alho cortado em pedacinhos, um pouco de vinagre e sal (qb.).
4- Poderá ser saboreada essa salada logo que pronta, mas é aconselhável deixá-la em repouso na geladeira durante pelo menos dois dias. O tempo de duração é longo.
Depois deapelidado de "ouro líquido" por seusbenefícios à saúde, foi descoberta mais uma vantagem sobre o consumo de azeite: ele impede oacúmulo de gordura na barriga. Incluir azeite extra virgem no dia-a-dia diminui os maiores fatores de risco para doenças cardiovasculares, diabetes,gastrites, hipertensão, dores, osteoporose e até mesmo câncer. Mas a novidade é que um estudocoordenado por cientistas europeus acaba de apontaresse novo benefício que fascina principalmente as mulheres, inimigas número um da gordura abdominal.
A pesquisa foi publicada na revista Diabetes Care, da Associação Americana de Diabetes, e comprovou que a ingestão diária de duas colheres das de sopa de azeite evita a formação de gorduras na região visceral, que resulta na indesejável barriguinha. “Ao consumir o azeite extra virgem, estamos ingerindo 77% de gordura monoinsaturada, 14% de saturadas e 9% de polinsaturadas, o que torna o óleo mais saudável em relação aos outros”, disse o cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração, Dr. Daniel Magnoni.
O estudo foi realizado por especialistas do Hospital-Universidade Reina Sofia e Instituto Salud Carlos III, da Espanha, e Universidade de Cambridge, da Inglaterra acompanhou pacientes com gordura abdominal acumulada que receberam, por um período de 28 dias cada, três tipos de dietas: uma baseada em gordura saturada, a segunda com monoinsaturada e a última com carboidratos. A conclusão da pesquisa foi que uma dieta rica em gorduras monoinsaturadas retrai a distribuição da gordura na região da barriga.
Os benefícios do azeite
O azeite extra-virgem é reconhecido pelo FDA - Food and Drug Administration -, como um alimento com características funcionais que, pela presença de antioxidantes, fortalece o sistema imunológico. Enquanto os outros óleos são produzidos a partir das sementes, o azeite é o único óleo extraído da fruta (azeitona), que possui gordura monoinsaturada, vitaminas, antioxidantes e minerais, além de ser fonte de vitamina E. O azeite de oliva é rico em gorduras monoinsaturadas, que ajudam a elevar o HDL (colesterol "bom") e a reduzir o LDL (colesterol "ruim"). Cerca de 20% das calorias diárias consumidas por uma pessoa devem vir da gordura monoinsaturada, 10%, da poliinsaturada e até 7%, da saturada. No caso de diabetes, a substituição de gordura saturada e do carboidrato pelo azeite (gordura monoinsaturada) melhora a resistência à insulina e conseqüentemente diminui a glicemia do diabético. “Há muito tempo as dietas recomendadas pelo cardiologistas, endocrinologistas e nutrólogos utilizam o aumento de gordura monoinsaturada em substituição ao carboidrato”, conclui Dr. Magnoni.