domingo, dezembro 30, 2012

Vinho & Yoga


 


Acredito que as pessoas que visitam o meu blog e que porventura se inteiram do que nele publíco, são conhecedores de vinhos ou, pelo menos, apreciadores. Talvez não conheçam a relação existente entre o vinho e a yoga!? Mas posso garantir-vos que essa relação existe, passando a mostrar 10 posições que confirmam isso.
Nada mais a calhar nesta época festiva em que se bebe muito eu louvor de Baco, que se pratiquem alguns exercícios de yoga para colocar o corpo e o espírito na santa paz...

Comecemos, então.

 Exercício número 1 ---- Savasana É uma posição de total relaxamento. 
  
Exercício número 2 ---- Balasana Posição que traz uma sensação de paz e
tranquilidade.

Exercício número 3 ---- Setu Bandha Sarvasangasana
Acalma o cérebro e recupera as pernas cansadas.
Exercício número 4 ---- Marjayasana
Esta posição provoca uma massagem suave na barriga e na coluna.
Exercício número 5 ---- Halasana
posição do arado.
Ótima para dor nas costas e para insōnia.
Exercício número 6 ---- Pigeon
Tonifica o seu corpo, aumenta a
flexibilidade e desestressa a sua mente.
Exercício número 7 ---- Malasana Esta posição estira os tornozelos e músculos das costas.
Exercício número 8 ---- Ananda Balasana
Esta posição faz uma boa massagem na área dos quadris.
Exercício número 9 ---- Salambhasana
Uma forma efetiva de fortalecer os
músculos lombares, pernas e braços.
 
Exercício número 10 - Dolphin
Óptima para os ombros. Também fortalece o tórax, pernas e braços.
 
 

terça-feira, dezembro 25, 2012

Gorjeta

Lembro-me muito bem do meu primeiro emprego. Aliás, o termo “emprego” não é bem aplicado e acho melhor usar “trabalho”, pois eu não recebia salário pelo que fazia. Vivia só de gorjetas...
Isso passou-se quando eu tinha de 12 anos. Chegaram as férias escolares e lá me mandaram entregar roupas na Tinturaria Baioa  em Évora. Saía com um balaio na cabeça e dentro deste uma ou várias peças de roupa. Normalmente o cliente dava-me uma gorjeta ou simplesmente me dizia obrigado.
Não vou hoje aqui abordar o tema emprego, em relação aos que tive, pois isso é assunto para outra oportunidade. O assunto em questão, hoje, é a gorjeta que eu até pensei que se escrevia com guê e é, na verdade, com jota... E já vou avisando os meus amigos brasileiros que eu pronuncio o alfabeto à maneira portuguesa, algo que também acontece em alguns lugares do Norte e Nordeste do Brasil.
Na minha pesquisa encontrei muita coisa sobre a dita gorjeta. Soube que significa garganta; goela; pescoço; cachaço. E é também a parte mais estreita da quilha de uma embarcação. O vocábulo é originário do latim “gurga” e passou pelo francês “gorge”. Passou para o português “gorja”. O sufixo “eta” é uma assimilação do francês “ette”. Está aí o porquê da minha teimosia em usar gorgeta e não gorjeta até então... Encontrei, também, que é uma pequena gratificação a quem prestou um serviço; espórtula; alvíssaras; escopro delgado para trabalhar o mármore. A etimologia da palavra refere-se a garganta, ou seja, um valor para que o indivíduo vá depois beber um copo, molhar a garganta...
“Minha terra tem palmeiras,/Onde canta o sabiá;/As aves que aqui gorjeiam,/Não gorjeiam como lá.”
É interessante o facto de eu não ter encontrado em lugar algum uma equivalência a suborno ou corrupção. Para mim é as duas coisas e sempre pensei assim. É a forma mais primária de corrupção, tanto activa como passiva. O sujeito que dá a gorjeta fá-lo numa expectativa de "compra" daquele que a recebe (...). E este pede-a ou aceita-a como um hábito para que possa servir bem (...).
Já que anteriormente volvi à minha juventude, torno a fazê-lo. Lembrei-me que nos idos 1960 o governo português baixou uma lei proibindo as gorjetas. Não entendo como me consigo lembrar destes detalhes quando já estou a caminho dos setenta, mas acho que isso é bom... Então, fui com alguns amigos, que tinha ali entre o Desterro, Intendente e Campo de Sant’Ana onde morava, até às Avenidas Novas, mais especìficamente a Avenida de Roma. Ali a vida nocturna de Lisboa bombava a todo o vapor, como bomba hoje nas Docas.
Todos armados em carapaus de corrida, fazíamos aquela pose de quem quer aparecer e é um Zé ninguém. Coisas da idade e da década famosa. E foi então que começou a confusão. Têsos, como sempre, pagamos a conta e deixámos a gorjeta sobre a mesa. O empregado correu atrás de nós para nos devolver aquela quantia, frisando que não podia aceitar ao abrigo das novas leis. E nós insistíamos, mas sem sucesso.
Não sei mais se a lei foi feita com base no meu conceito sobre gorjeta, mas acho que sim. Todavia, o tempo passou e tudo voltou ao que era dantes. Gorjeta é uma quantia que se paga separadamente ao empregado de mesa e a outros profissionais dos mais variados ramos, espontânea ou compulsòriamente. É diferente de uma esmola porque é dada em função da satisfação do cliente pelo serviço prestado.
Afinal, o que me traz aqui, em pleno Dia de Natal, a escrever sobre a gorjeta? Porque o meu saco está mais cheio que o do Papai Noel por causa dessa maldita que eu tanto abomino.
Foi a semana inteira um tal de bater à minha porta para cobrar as “boas festas”, ou seja, a tal gorjeta. O tipo do caminhão do lixo, o gari que varre a rua, o entregador do jornal e outros. Tem outros que colocam a caixinha de papelão na sua área de serviço à espera que os clientes (eu e outros) a encham. E cobram isso se o freguês tenta passar despercebido.
Todos eles são empregados registrados e auferem os benefícios das leis trabalhistas. Ganham férias, 13º e outras coisas mais. Porque razão eu terei que lhes pagar essa tal de gorjeta!?




sábado, dezembro 15, 2012

Escaravelho

Bichinho bonito, não é!?...
Saíu do jardim da casa e encontrei-o sobre o piso da área externa. Não resisti a fotografá-lo. Sinceramente não sei o seu nome nem a que família pertence. Talvez, se procurasse entre tanta informação que nos é oferecida na internet, eu conseguisse dados exactos. Deixo essa tarefa para quem se interessar...
Achei que o bonitinho merecia uma foto e um registo na minha página pelo facto de carregar as tradicionais cores de aviso de perigo; bicho peçonhento. Mas achei que não tinha nada a ver com isso a sua camuflagem, pois peguei-o na mão para o admirar durante um bom tempo e nada me aconteceu.
Foi devolvido à Natureza e deve estar feliz.


quarta-feira, dezembro 05, 2012

Língua Portuguesa em Timor-Leste

Língua portuguesa se consolida em Timor-Leste graças à educação

por Eulália Moreno, Quarta, 5 de dezembro de 2012 às 14:08 ·

A língua portuguesa recupera pouco a pouco sua força no Timor-Leste graças a um plano de implementação na educação primária e no ensino médio, e que a partir de 2013 alcançará também a formação universitária nesta ex-colônia de Portugal na Ásia.
Mari Alkatiri, que foi o primeiro líder do Executivo da recente história do Timor-Leste, declarou à Agência Efe que a implementação do português na educação se deve ao fato de o tétum - a outra língua oficial do país - ainda não estar suficientemente desenvolvido, de um ponto de vista acadêmico e científico.
Alkatiri, primeiro-ministro timorense entre 2002 e 2006, explica que outra das razões pelas quais o Governo decidiu que o idioma veicular da educação seja a língua portuguesa é que apresenta "uma identidade que diferença o Timor-Leste dentro da região Ásia-Pacífico".
Timor-Leste, o país asiático mais jovem e que conta com pouco mais de um milhão de habitantes, escreveu em sua Constituição, aprovada em 2002, que tanto o português como o tétum são as duas línguas oficiais do país e relegou o indonésio a idioma de trabalho.

Após mais de quatro séculos de colonização portuguesa, o Exército indonésio aproveitou a proclamação da independência do Timor-Leste de Portugal em 1975 e ocupou a pequena nação durante os 24 anos seguintes.
Durante o período de ocupação indonésia, o idioma português foi proibido e perseguido ao constituir-se como a língua da resistência timorense, confinada nas montanhas da ilha.
Uma vez recuperada a soberania, em maio de 2002, o português voltou às ruas e instituições políticas como o Parlamento e as cortes de Justiça, enquanto ainda se consolida no sistema educacional.
Nas ruas do Timor as saudações e os agradecimentos em português são parte da vida cotidiana, mas são o indonésio e o tétum os que predominam nos ambientes de trabalho e são mais frequentes nos principais meios de comunicação.
Alkatiri reivindica a necessidade de insistir na língua portuguesa, e não no indonésio ou no inglês, para evitar que o Timor se transforme em um país "satélite" da Indonésia ou da Austrália, as duas potências mais próximas geograficamente.

Longe desse sentimento de identidade, Luis Nivio, um professor timorense de 26 anos, reconheceu à Efe que a aplicação da nova língua é mais difícil na prática: as crianças quando chegam à escola frequentemente não entendem português e, portanto, aprender algumas disciplinas lhes parece mais complicado.
"O pior é que muitos professores também não falam português, ou quase não o conhecem, e por isso optam por ensinar em tétum ou misturar os dois idiomas durante as aulas", confessou o professor.
Nivio, que aprendeu português em Aveiro graças a um acordo em matéria de educação com o Governo de Portugal, admite que a falta de desenvolvimento gramatical do tétum complica muito a formação acadêmica nesta língua.
Brasil e Portugal fecharam um acordo com o Timor-Leste para a expansão do português no país asiático mediante a colaboração de suas universidades para formar professores e criar material escolar.
Segundo os dados do Governo do Timor-Leste, em 2010 cerca de 90% dos cidadãos do país utilizava o tétum em sua vida diária, 35% dominava o indonésio e 23% falava, lia e escrevia em português.

No entanto, este último é o idioma que registra maior crescimento nos últimos anos.
O futuro da língua de Camões no Timor-Leste parece promissor; José Ramos-Horta, ex-presidente do país e prêmio Nobel da Paz, deixou isso claro em um recente artigo no jornal indonésio "The Jakarta Post".
"Em dez anos, pelo menos metade dos timorenses falarão português; nossa própria versão, tão viva e musical como a do Rio (de Janeiro) ou de Luanda", previu o político.

Agência EFE


terça-feira, dezembro 04, 2012

Palestina

Nestes últimos dias temos presenciado decisões incríveis tomadas pelo governo de Israel e, principalmente, ouvido imbecilidades como esta de Binyamin Netanyahu: "Não há decisão da ONU que possa romper 4.000 anos de vínculos entre o povo de Israel e a sua terra".
Fico muito triste quando leio na imprensa este tipo de desabafo que, afinal, não é próprimente um desabafo e sim uma ideia teimosa e uma bestialidade exacerbada. 
Fico desapontado quando a Europa, ao longo dos anos, nunca foi capaz de tomar decisões que abrandassem essa irracionalidade de líderes israelitas imbecis.
Fico impressionado ao ver o avanço da ocupação da Palestina sob o real apoio dos EEUU e o dar de ombros e fechar de olhos de outros que acabam por ser coniventes quando deveríam ser oponentes.
Fico revoltado quando um país como o Brasil faz leis que penalizam com muito agravo a liberdade de expressão na crítica aos judeus. Críticas pertinentes que acabam por ser consideradas um crime maior que um latrocínio, em relação ao cumprimento da pena.
Lastimo muito quando quase nada se publica nos meios de informação a respeito desta ocupação criminosa e não se forma opinião dando a conhecer aos mais desinformados o que verdadeiramente se passa naquela região desde 1947.
Não tenho nada contra o povo judeu e até acredito, como sempre acreditei, que na Palestina poderíam viver todos juntos em plena harmonia. Bastava para tal a marginalização da religião em relação ao Estado e a proibição de fundamentalismos descabidos inaceitáveis em pleno século XXI.
Os portugueses como eu, naturais do Alentejo, temos uma relação de identidade muito próxima a árabes e judeus. Frequentemente somos até chamados de mouros pelos meus compatriotas do norte, mas isso em nada nos intimida ou envergonha, antes pelo contrário. Do mesmo modo que os nossos vizinhos do sul da Espanha, corre-nos um pouco desse sangue nas veias. É uma mistura interessante e a mesma jamais me poderia colocar contra o povo judeu ou árabe.
Fico pensando, porém, que os avós de Binyamin Netanyahu não sofreram o holocausto alemão. Se tivessem sido jogados nas câmaras de gás, ele não existiria. Porque razão, então, ele e outros como ele são verdadeiras bestas humanas, reais terroristas?

domingo, dezembro 02, 2012

Resumo da Ópera

Tenho uma triste notícia para dar aos comentadores e analistas políticos. Podem todos passar a dedicar-se à agricultura porque António Costa, em menos de 3 minutos, disse tudo, TUDO! Há instantes na "quadratura do círculo". E aqui está textualmente o que ele disse (transcrevi manualmente):
“A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no textil. Nós fomos financiados para desmantelar o textil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abrissemos os nossos mercados ao textil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao textil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o textil que nós deixávamos de produzir. E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável. Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer… podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!”

Transcrição de matéria no Facebook (Paulo Jorge Costa Ferreira) com pedido de "compartilhar".

Perguntas e Respostas

Nesta tarde de Domingo deparei-me com esta charge na Imprensa brasileira, tão pródiga em nos oferecer magníficas e inspiradas obras de arte na área.
Como blogueiro, mesmo que nas horas vagas, gosto de escrever sobre tudo o que me vai na alma e, porque assim, é frequente aquela coceirinha na ponta dos dedos para abordar assuntos actuais mas muito perigosos. Sei que a qualquer momento pode aparecer algum filho da puta a mandado de um outro que tal para tirar satisfação, mover processo judicial ou até mesmo apelar para a ignorância violentamente. Por isso, contenho-me.
Todavia, esta charge lavou-me a alma e exteriorizou algo que estava dentro de mim, como certamente está na cabeça de outras e muitas pessoas. Já tinha feito a mim mesmo a pergunta muito semelhante... E já que Dilma perguntou a Lula, agora só falta a resposta... Será que comeu mesmo?!
Em se tratando desse tipo de comida, acho sinceramente que para Lula é prato finíssimo, pois não tem o perfil de comer coisa melhor e até mesmo pagando ou oferecendo mil benesses, um bom pedaço de mulher não se lhe ofereceria. Rose está muito bem para o apetite dele. Para o meu não!...