Mostrar mensagens com a etiqueta Natal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Natal. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Feliz Natal

Partilho com todos, este pequeno texto sobre o Natal e a pintura que  J.P. Sartre gostaria de fazer, desejando que esta Quadra nos faça serenar e admirar as coisas simples!

A Virgem está pálida e olha para o menino.
O que seria necessário pintar neste rosto é um encantamento ansioso que não apareceu senão uma vez sobre uma figura humana.
Porque Cristo é o seu menino: a carne da sua carne, o fruto das suas entranhas.
Cresceu nela durante nove meses e dar-lhe-á o seu seio (...) e, por momentos, a tentação é tão forte que ela esquece que ele é Deus.
Aperta-o nos seus braços e diz: 'Meu pequenino.'

Mas noutros momentos ela suspende esse movimento e pensa: Deus está aqui. E fica possuída pelo horror religioso, por este Deus mudo, por esta criança terrificante. Todas as mães ficam assim suspensas, por um momento, diante deste fragmento rebelde da sua carne que é o seu filho, sentem-se em exílio diante desta vida nova que se faz a partir da sua e habitadas por pensamentos estranhos.
Nenhuma criança, porém, foi tão cruelmente e tão rapidamente arrancada à mãe: aquela criança é Deus e ultrapassa sempre tudo o que Maria possa imaginar.

Penso que também há momentos, rápidos e fugidios, nos quais ela sente, ao mesmo tempo, que Cristo é seu filho e que ele é Deus.
Ao olhar para ele, pensa: este Deus é meu menino. Esta carne divina é a minha carne.
Ele é feito de mim, tem os meus olhos e esta forma da sua boca é a forma da minha. Parece-se comigo. Ele é Deus e parece-se comigo.

Nenhuma mulher teve, desse modo, o seu Deus só para ela, um Deus pequenino que se pode tomar nos braços e cobri-lo de beijos, um Deus quentinho que sorri e que respira, um Deus que se pode tocar e que ri! É num destes momentos que eu pintaria Maria, se fosse pintor." 

Jean-Paul Sartre, filósofo ateu

FELIZ NATAL

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Presente de Natal


Nada me admiraria que o doutor aproveitasse o habeas corpus canguru para fazer inseminação artificial na mulher do abadia. Tudo minúsculas...

Noites de Natal

Mais uma vez, como há alguns anos seguidos, passei a noite de Natal da mesma forma e à qual já estou integrado perfeitamente, sem nada a reclamar. É uma opção de ajuste natural.
Ao final da tarde começou a debandada geral para a casa da minha sogra, ponto de encontro de toda a família nesta noite que também marca o aniversário dela no soar das 12 badaladas.
Aqui, fiquei com uma única companhia --- o meu cachorro. Antigamente ainda dividia o espaço com os dois gatos e a cachorra, mas tudo vai mudando. Qualquer dia será só o cachorro sem mim, ou eu sem o cachorro.
Esse vazio permitiu-me o acesso ao computador, algo que não se verificava há duas semanas. Entrei na internet, li uma montanha de e-mails e mensagens, a maioria superficialmente. Ninguém estava on line, só eu. Assim, ninguém para bater um papo. Escrevi três mensagens no Twitter e desliguei.
Fui tratar da minha própria ceia. Acendi o lume da churrasqueira e assei uma tainha que antes havia recheado com uma farofa de camarão. Coisa bem simples e rápida, tanto no preparo como no saborear… Abri e tomei toda uma garrafa de vinho branco que um amigo me ofertara dias antes.
Depois disso, duas opções: assistir a algum programa de televisão ou dormir. Orientei-me por essa ordem. O cachoro estava apavorado com os rojões que a vizinhança insistia em soltar e procurou refúgio num canto da casa.
A programação da tv nestes dias festivos é sempre muito chata para o meu gosto, se bem que nos demais também pouco me prende. Não me interessou se o papa foi agredido; nada de missas de galo ou filmes bíblicos. Acabei por me fixar numa apresentação da orquestra de Andre Rieu e coros. Independentemente da essência do repertório, alusiva à quadra, a música em si acabou por me prender até ao final.
A música acaba por se transformar numa espécie de boia à qual nos agarramos e, livre de perigos, soltamos a nossa imaginação e embuimo-nos de pensamentos mil.
Nessa navegação por cima de ondas calmas desloquei-me de uns horizontes aos outros, pois que, sem bússula e sem estrelas no céu, os ventos íam-me levando. Deixa os ventos me levar, ventos levem eu…

sábado, novembro 03, 2007

NATAL EM TIMOR

A Guarda Nacional Republicana lança a campanha "Uma criança um sorriso em Timor", em âmbito nacional, onde recolhe brinquedos, roupa e livros para os distribuir no Natal às crianças timorenses, disse à Lusa fonte do Comando Geral.
A recolha dos bens vai ter lugar nos dias 6 e 7 e vai decorrer junto das escolas do segundo e terceiro ciclo em todo o território. A "família da Guarda" também se associa a este evento, já que "os filhos dos militares vão contribuir" com materiais didácticos para a campanha; explicou à agência Lusa o tenente Nogueira.
Os brinquedos e demais bens recolhidos são transportados para Timor pela transportadora DHL que se "associou à campanha sem qualquer custo", explicou o oficial. As crianças timorenses vão receber a contribuição nacional nos dias 24 e 25 de Dezembro, das mãos dos militares do sub-agrupamento Bravo, que prestam serviço naquele território. A recolha é promovida pela Guarda Nacional Republicana com o apoio de várias instituições e empresas, como a TMN e a Delta.
Agência LUSA