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quarta-feira, maio 15, 2013

Notícias de Timor

Fundo Petrolífero de Timor-Leste aumenta para quase 10 mil milhões de euros

Díli, 13 mai (Lusa) - O Fundo Petrolífero de Timor-Leste aumentou 728,4 milhões de euros para 9,9 mil milhões de euros, segundo o relatório hoje divulgado na página oficial na Internet do Banco Central timorense.
O relatório relativo ao primeiro trimestre de 2013 refere que o capital do fundo em 31 de março era de 9,9 mil milhões de euros (12,98 mil milhões de dólares).
Segundo o documento, a entrada bruta de capital proveniente de impostos, royalties e outras receitas foi de 728,4 milhões de euros e as saídas de dinheiro foram de dois milhões de euros para "pagar a gestão externa e interna".
"Durante o trimestre não foram realizadas quaisquer transferências de fundos para a conta geral do Estado", refere o documento.
A Lei do Fundo Petrolífero foi estabelecida em 2005 com intenção de contribuir para a gestão eficaz dos recursos petrolíferos de Timor-Leste.
O fundo é gerido em conjunto pelo Banco Central de Timor-Leste, responsável pela gestão operacional, e o Ministério das Finanças, responsável pela gestão global.
Em agosto de 2011, o parlamento aprovou uma alteração da lei com o objetivo de flexibilizar a diversificação da carteira de aplicações, que, até àquela data, contava apenas com investimentos em títulos do Tesouro norte-americano, para aumentar o retorno dos investimentos.
MSE // PNE.
Lusa/Fim

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Alinhavos da crise

O "esquema" do petrodólar
A queda do dólar americano

As pessoas não compreendem a verdadeira razão que levou à guerra no Iraque. Não são armas nucleares, não é o terrorismo e não é por causa do petróleo. Tem sim, a ver com a proteção e manutenção do maior "esquema" do petrodólar americano.

Em 1971 os Estados Unidos imprimiam e gastavam muito mais din heiro que aquele que podia ser coberto pelo ouro que produziam e possuíam. Anos mais tarde a França exigiu dos Estados Unidos a redenção dos dólares que tinha acumulados em stock, em troca de ouro. Mas estes rejeitaram a exigência, já que de facto não tinham ouro suficiente para cobrir os dólares que tinham imprimido e usado para pagar bens por todo o mundo, cometendo desta maneira um acto de banca rôta.Por isso os Estados Unidos fôram ter com os Sauditas e fizeram um acordo --- a OPEP passaria a fazer todas as vendas de petróleo em dólares americanos. A partir daquele ponto, qualquer nação que desejasse comprar petróleo, teria que ter primeiro, em sua posse, dólares americanos. Isso queria dizer que essas nações teríam que pagar aos americanos com bens e serviços, em troca de dólares que estes se limitavam a imprimir.

Os americanos mantinham, assim "artificialmente" o valor comercial do dólar e compravam o petróleode graça (literalmente) ao imprimir esse dinheiro. O perfeito "almoço grátis" para os americanos, à custa do resto do mundo.

No entanto, o "esquema" começou a ser exposto quando Saddan Hussein começou a vender o petróleo do Iraque directamento por euros, anulando o acordo confortável que os americanos tinham com a OPEP. Saddan teria que ser detido. Como?

Os EUA "cozinharam" um pretexto para defender a guerra (o drama das torres gémeas), invadiram o Iraque e a primeira coisa que fizeram foi reverter a moeda de venda do petróleo para dólares americanos nòvamente. A crise monetária estava temporàriamente resolvida.

Mas Hugo Chavez, presidente da Venezuela, começou também a vender petróleo por outras moedas, além do dólar, e por isso houveram vários atentados contra a sua vida e tentativas de "mudança do regime' cujos rastos levam à CIA. O "gato petrodólar" tinha fugido do saco.O presidente do Irão, Ahmedinejad, ao assistir a isto, resolveu dar um ponta pé no estômago do grande Satã e fazer ainda mais --- vender o petróleo em todas as moedas, excepto em dólares americanos.

O jogo do petróleo e da moeda americana está a chegar ao fim. À medida que as nações do mundo começarem a perceber que podem comprar petróleo em troca de outras ou das suas próprias moedas, em vez de terem de usar dólares americanos, mais nações da OPEP irão abandonar o dólar.

A pior coisa para os americanos será que, eventualmente, terão também que comprar o seu petróleo em euros ou rublos, em vez de simplesmente emitirem dinheiro para o obter.Isso será o fim do império americano, o fim dos fundos para as forças armadas e a destruição da economia americana.O "grande esquema" está a chegar ao fim e não há muito que os americanos possam fazer acerca disso, excepto talvez, dar início a um nova guerra mundial.Aguardemos as "mudanças" de 2009.

"In Internet"

segunda-feira, novembro 24, 2008

Concórdia e desenvolvimento

O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, acaba de combinar com o primeiro-ministro Xanana Gusmão e com o chefe da oposição, Mari Alkatiri, que os três se deverão passar a reunir regularmente, pelo menos uma vez em cada três semanas, indica um comunicado hoje distribuído em Díli.
Sexta-feira da semana passada os três mais destacados políticos do jovem país tiveram já uma reunião "muito cordial, de mais de duas horas, que incluiu a discussão do desenvolvimento do grande campo de gás natural de Greater Sunrise", diz o comunicado da Presidência da República, que parece expressar uma vontade de concórdia nacional, a bem da estabilidade e do desenvolvimento. Os três dirigentes históricos afirmaram partilhar as mesmas posições e opiniões quanto ao desenvolvimento daquele recurso e os dois primeiros destacaram a particular sabedoria de Alkatiri quanto às questões do Mar deTimor.
O conclave de sexta-feira determinou que o antigo primeiro-ministro, secretário-geral do partido Fretilin, deverá conduzir e coordenar todos os esforços nacionais no sentido de se avançar para o desenvolvimento do Greater Sunrise, que fica a 170 quilómetros do litoral meridional de Timor-Leste e a 450 da cidade australiana de Darwin. Em breve, o Presidente Ramos-Horta deverá anunciar mecanismos específicos para a concretização do desígnio nacional de um oleoduto que leve à zona de Betano, no território timorense, a sul de Same e de Maubisse, parte substancial dos hidrocarbonetos a extrair do campo de Greater Sunrise.
As autoridades de Díli estão a proceder a um mapeamento do leito do Mar de Timor, juntamente com um consórcio de empresas sul-coreanas, ao mesmo tempo que efectuam também um estudo de pré-viabilidade com os malaios da Petronas. O oleoduto para Timor-Leste é a rota mais curta e mais económica para o gás natural de Timor-Leste, recordou recentemente o Governo de Xanana Gusmão, que das reservas do Greater Sunrise espera obter mais de 100 mil milhões de dólares (78 mil milhões de euros).
O secretário de estado dos Recursos Naturais, Alfredo Pires, anunciou então que a nação se encontrava unida neste objectivo; e isto mesmo foi agora reafirmado, em vésperas da visita oficial que o primeiro-ministro efectua esta semana a Portugal.

sexta-feira, julho 27, 2007

VISITA INOPORTUNA...

A rápida visita do Primeiro Ministro australiano, John Howard, a Timor Leste está deixando muita gente "encucada" e coçando a cabeça...
A minha opinião pessoal não pesa nada, é claro. Não obstante, reafirmo que qualquer aproximação com a Austrália, nos moldes actuais e pelos interesses que envolve, não é benéfica para Timor. Os que lá vivem e que sempre lutaram por uma verdadeira independência, deverão estar alerta e actuantes.