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domingo, julho 13, 2008

Inquietação...

Regras de mais, princípios de menos

O ataque cerrado às Forças Armadas brasileiras continua cada vez mais intenso.
Desta feita, o instrumento usado foi assassinato de três jovens depois de terem sido presos por militares e, inexplicavelmente, entregues, pelos coatores, a traficantes de uma facção rival. Imediatamente, várias autoridades passaram a dar declarações preconceituosas, com o objetivo de debitar ao Exército, como instituição, a responsabilidade pelo crime, cujos autores, ao contrário do que normalmente ocorre, já foram identificados e presos.
Para o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, o Exército tornou-se "um protagonista nocivo, na tragédia de horrores imposta aos moradores". Que a tragédia foi um horror, nem era preciso dizer, mas ver nocividade no Exército seria como considerar a OAB nociva, porque alguns advogados transportam droga para traficantes ou transmitem sentenças de morte geradas dentro dos presídios, para os criminosos que as executarão do lado de fora. As manifestações de indignação quase histéricas, cuidadosamente encenadas por alguns, não se justificam, pois os culpados serão, inevitavelmente, condenados.
E o serão, justamente, por serem militares. Dissemos "justamente" , porque os militares não adotam a lógica do presidente e de seus seguidores, para os quais o aparelho repressor do Estado serve, apenas, para constranger adversários políticos.
Os aliados são sempre intocáveis. Onde estarão, agora, os "mensalei­ros" ; os "cuequeiros" ; os "sanguessugas" ; os mafiosos da saúde; os "alo­prados"; os usuários dos cartões de crédito ditos corporativos; os autores do dossiê da Casa Civil; os traficantes de influência da venda irregular da VARIG; os assassinos dos prefeitos do PT, vitimados em meio à queima de arquivos, nos escândalos de desvio de dinheiro público; os ministros; os parentes e os amigos do presidente? Como se vê, nenhum desses casos envolvia militares. A impunidade só vigora nos meios castrenses, quando imposta pela Justiça, contaminada pelos "defensores dos direitos humanos", mais interessados em quebrar a espinha dorsal das Forças Armadas, demolindo-lhes os princípios basilares da Hierarquia e da Disciplina.
Ninguém verá a "tropa de choque" do Exército ser chamada para "blindar" criminosos. Esta será preservada para usos mais nobres, quando tal se fizer necessário.
A Força Terrestre sempre procurou evitar o seu emprego em operações de Garantia da Lei e da Ordem, sem o cumprimento de todos os ritos legais. O que, então, estaria o Exército fazendo no Morro da Providencia? Infelizmente, o presidente envolveu, indevidamente, os militares, coagindo-os, como Comandante Supremo das Forças Armadas, a participar de um projeto de cunho político-partidário, para favorecer o seu candidato à prefeitura do Rio de Janeiro. Assim, a indignação presidencial com o envolvimento de militares no crime, só se explicaria pelo desgaste que isso possa ter causado ao seu candidato. Em verdade, o presidente deve estar exultante.
A exposição da sua política indigenista antinacional e criminosa deflagrou um intenso esforço para desacreditar o Exército, utilizando-se, inclusive, do recurso à baixaria, com a exploração, nos meios de comunicação, das declarações de militares homossexuais desajustados. Um presente desses deve tê-lo deixado muito feliz.
O presidente "indignado" mandou, então, o ministro da defesa acompanhar as investigações. Ressuscitado, agora, depois do grande silêncio obsequioso a que se viu condenado, quando foi confrontado pelo Alto-Comando do Exército em decorrência de suas bravatas iniciais, o ministro não nos parece, mercê do seu passado, a melhor pessoa para acompanhar qualquer investigação. E ele não perdeu tempo. Tratou, logo, de tirar proveito da situação, ao augurar, em busca de mais quinze minutos de fama, uma reação forte, da sociedade, e radical, da Justiça, contra o nosso Exército. Novamente, a avaliação do ministro foi equivocada. Reação forte da sociedade, quando houver, será contra esse governo desastroso.
Contra as Forças Armadas, somente as manifestações orquestradas pelos inimigos tradicionais e já conhecidos, para os quais tudo vale, desde que seja para destruí-las. O Exército Brasileiro é instituição permanente e continuará respeitado por todos, muito depois que os nossos maus governantes tenham sido varridos da História.
Até o ministro Tarso Genro saiu do limbo e voltou a "deitar falação".
A contaminação ideológica é tanta, que ninguém fala dos traficantes do Morro da Mineira, os verdadeiros assassinos dos rapazes, nem do absurdo de existirem, na cidade, com a tolerância do Estado, áreas controladas por essa ou por aquela facção criminosa. O Ministro da Justiça, tão diligente contra os rizicultores, também silenciou sobre isso. Só interessa ferir, de morte, o Exército. Mais uma vez, fracassarão.
Mas a responsabilidade do presidente vai muito além do que já foi dito. Com os baixos soldos, as graves restrições orçamentárias e o desprestígio que têm sido impostos às Forças Armadas, a seleção de pessoal ficou muito prejudicada. O recrutamento de militares nas áreas controladas por traficantes e a sensação de impunidade generalizada, sem dúvida, contribuíram para essa barbárie.
Por tudo isso, é o presidente quem menos tem o direito de se indignar. Ele é a principal fonte de todos os nossos problemas e, portanto, também, da nossa indignação, esta, sim muito justa. Para agravar a situação, recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral sucumbiu à lógica dos criminosos e perdeu a chance de resgatar parte da moralidade nacional.
Alguns ministros parecem haver se esquecido de que a aplicação do Direito se rege por princípios e por regras, para se concentrarem, exclusivamente, nestas últimas. É incompreensível que quatro deles tenham preferido permitir que maus cidadãos se aproveitem de suas próprias ações dolosas e torpes para conseguirem imunidades, que lhes garantam continuar a praticar seus crimes livremente.
No Brasil, há regras demais e princípios de menos. Vivemos em um caos jurídico, onde os bons são oprimidos e os maus têm toda a proteção do Estado. Isso decorre da alumia intencional que a ditadura petista nos impõe, para desestruturar o Estado de direito, em benefício de seu projeto despótico de poder.
Por que alguém se sentiria obrigado a respeitar as Leis, se, todos os dias, os ministros e o próprio presidente as violentam, sem qualquer pudor, e debocham de toda a Nação, negando, cinicamente, todas as evidências das atividades ilícitas que cometem às escâncaras? Tudo, tranqüilamente, sem que nada se faça para impedi-los.
Todas as regras têm seus limites e somente devem servir para proteger quem, também, as cumpra.
O Estado de direito tem o dever de usar todos os meios à sua disposição, para proteger-se de todos os que o ameaçam, inclusive de ministros e presidentes.
Luís Mauro Ferreira Gomes (Coronel -Aviador Reformado) Colaboração: Anderson Augusto - Pirassununga - SP, 13 de Julho de 2008.
In Internet - www.edumedeiros.com

sexta-feira, julho 27, 2007

NO/ FLAY DAY

NO/FLY DAY (18 de Agosto de 2007)
O Objetivo do NO/FLY DAY é fazer um ato de protesto da população (um ato pacífico e a-partidário) contra a incompetência do governo federal, agências e empresas aéreas para dar uma solução ao problema aéreo que já vem dando claros sinais de colapso muito antes do acidente da GOL e, depois de nada feito, culminando com o acidente da TAM dia 17/7.
O Ato:-
Este ato de protesto será um dia "greve de passageiros" em todo o Brasil – NO/FLY DAY (18 de Agosto). Com isso mostraremos aos governantes e responsáveis por este caos que o público não é bobo e sabe se organizar. Em São Paulo, faremos uma marcha do Ibirapuera a Congonhas em homenagem as vitimas.
Razão:-
Esse protesto é a única forma da população dar uma demonstração organizada e forte sobre o absurdo que estamos vivendo: As empresas aéreas não fazem nada por terem interesses econômicos em jogo, as agências estão corrompidas e ineficientes, o Congresso atrapalhado e submisso, e o Governo Federal apático e inábil. E nós, os usuários do sistema, temos como única forma de protesto gritar nos balcões das empresas aéreas (o que não resolve nada) e colocar notas / cartas nas colunas de leitores dos jornais.
Participe
Se você mora fora da Capital (SP):-
Faça um ato de protesto nesse dia e não viaje de avião. Convença um amigo ou parente a fazer o mesmo, e diga a ele/ela para convencer o próximo.
Se você mora na Capital (SP):-
Além de não voar nesse dia venha ao obelisco do Ibirapuera Sábado, 18 de Agosto, as 15hrs. As 16 hrs iniciaremos uma marcha pela Avenida Washington Luis até a cabeceira da pista de Congonhas, local do acidente da TAM. Venha de camiseta branca. No local prestaremos uma homenagem as vítimas dos vôos TAM 3054 e GOL 1907.
Se mora em Porto Alegre (RS):-
Além de não voar vamos todos para o monumento do Laçador, que é próximo do aeroporto Salgado Filho, Sábado 18 de agosto , às 15 horas. Saindo de lá até ao aeroporto para protestar pacíficamente, porém além de camiseta branca vamos todos com tarja preta.
Como Ajudar Mais:-
Envie este site e notícia a algum amigo e peça que ele faça o mesmo. Vamos mostrar que não somos bobos e que já passou da hora de dar um basta a este caos!