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quinta-feira, julho 28, 2022

Aeroporto de Beja (IV)



 Querer construir 2 aeroportos numa reserva natural Protegida, não é para todos...

"- Hoje demorei 2.30h para chegar a casa no centro de Londres vindo do aeroporto de Stansted. Se viesse de Luton demorava o mesmo. Nem vou falar de Southend.
- O presidente da Conf. De Turismo de Portugal diz que perdemos um milhão de turistas por ano devido a problemas de capacidade no aeroporto da Portela.
- Beja tem um aeroporto a funcionar a 1.45h de Lisboa. Sem investimento adicional.
- Isto não é privilegiar o interior. É privilegiar o bom senso e o país."
- O Aeroporto de Beja é um ativo fundamental para Portugal. Já provou que tem todas as condições para funcionar e pode dar um contributo muito importante para a economia nacional. Não terá que ser construído, nem apetrechado, nem proceder a qualquer expropriação de terrenos porque isso já está tudo resolvido neste momento.

Aeroporto de Beja (II)

 

“Aeroporto de Beja apto a receber no imediato 1 milhão e 500 mil passageiros por ano”

Zé LG, 01.10.19

Aeroporto-de-Beja-768x432.jpg

De acordo com a Plataforma Alentejo, “da troca de opiniões (com e a Administração do Aeroporto de Beja/ANA Aeroportos de Portugal) resultou claro que o Aeroporto de Beja está apto a receber no imediato 1 milhão e 500 mil passageiros por ano, que reúne condições excepcionais para o tráfego aéreo e tem todas as condições para a sua ampliação de acordo com eventuais necessidades futuras cabendo aos decisores políticos a clarificação do que se pretende realmente do Aeroporto de Beja e sobre a utilização militar da BA11”.

Claudino Matos, do secretariado da Plataforma Alentejo, afirma que a principal conclusão é que as acessibilidades rodoviárias e ferroviárias são fundamentais para o desenvolvimento do aeroporto de Beja.

Aeroporto de Beja (I)


A maior parte dos portugueses crê que o Baixo Alentejo e Beja ficam no fim do mundo. Atrás do sol posto. No cu de Judas. Como preferirem. Para essas mesmas pessoas Beja ambicionar ser a alternativa de suporte ao aeroporto da capital não passa de uma fantasia ridícula, enxovalhada à boca cheia (em tom jocoso e até desrespeitador) por grande parte dos media nacionais, como ainda agora acabei de ouvir na TV. Para quem, por ignorância ou omissão deliberada da comunicação social, não sabe eu partilho: a BA11 de Beja é, em termos de área ocupada, a maior da Europa e uma das maiores do mundo. Quando os alemães a construíram na década de 60 sabiam o que estavam a fazer. E é por isso que a pista é uma das 240 do planeta onde o "aviãozinho" A380 pode aterrar (fora todos os outros, naturalmente). E não me invoquem o argumento da distância geográfica. Beja fica a 1h30 de Lisboa e a 1h30 do Algarve, totalmente disponível para apoiar os dois grandes pólos turísticos do sul do país. Ao contrário do argumento do comentador de TV aterrei em dezenas de aeroportos no mundo inteiro ( por isso tenho termo de comparação) e em vários desses aeroportos secundários levei entre hora e meia, a duas ou mais horas a chegar à capital. Porque os voos para esses aeroportos são mais baratos e há muito público nesse segmento. Porque apreciar a paisagem do país através do vidro de um comboio também enriquece a experiência do viajante. Porque de um universo gigante de passageiros, alguns (mesmo que poucos) terão a sorte de escolher pernoitar nas redondezas e descobrir um país sem filtros, sem rooftops, sem tuk tuks, feito de pão, queijo, vinho, vida barata e poucos atropelos. E seguramente passarão a mensagem. A ridicularização da opção aeroporto de Beja existe apenas para encobrir a falta de interesse em investir nas acessibilidades (que maçada, esses milhões já estão destinados aos bolsos dos que engordarão com a construção do novo aeroporto noutro sítio qualquer). Há mercado e passageiros para o aeroporto de Beja prestar muitos e bons serviços. Infelizmente só não há vontade.

quinta-feira, junho 14, 2007

RELAXAR E GOZAR

O título desta minha crónica é sugestivo... Mas não é nada disso que eu quero abordar. Tomei-o emprestado da sugestão que a ministra do turismo (Brasil) apresentou aos brasileiros que viajam e sofrem transtornos nas esperas de embarque nos aeroportos e, aqui sim, maliciosamente com pitada de erotismo, sua marca registada como sexóloga e política incompetente. Isto, porém, é matéria prima interessante para um outro artigo que talvez venha a postar neste espaço.
Ùltimamente comecei a interessar-me por questões aeronáuticas, por acaso. Por isso escrevi ante-ontem algo relacionado com a novela da construção do novo aeroporto em Portugal. Talvez pese o facto de familiares estarem ou terem estado envolvidos directamente com a aviação e, por conseguinte, uma das minhas veias, com esse DNA, ter sido cutucada...
Na verdade, as minhas palavras de hoje são um apêndice à pequena crónica anterior, subordinada ao título "Ota ou Alcochête?". Quem a leu ou tiver oportunidade de o vir a fazer, decerto reparou ou reparará no jargão muito usado por aqui sobre o coveiro, um tanto ou quanto chulo, confesso, que deu dimensão ao parágrafo e vincou nas entrelinhas aquilo que não quiz dizer directamente...
O novo projecto sobre Alcochête é de autoria de Francisco Van Zeller. Disse ele que "ninguém nunca saberá quanto custou ou quem pagou". E eu acrescento: é oportuno dizer?...
E quem é Van Zeller? --- Conheço essa família de nome e com alguns membros tive um relacionamento profissional quando vivi e trabalhei em Évora. Sei que os seus tentáculos abraçam muito do Alentejo e Ribatejo. Aqueles que residem em Portugal saberão muito mais do quase nada que eu sei e, assim, poderão responder à minha pergunta.
Sabem quem eram os donos da companhia de aviação "Portugália"?
Sabem porque motivos a "TAP" comprou a "Portugália"?
Eu tenho respostas para essas perguntas e posso apostar que existe uma relação com este saco de gatos dos aeroportos. Sugiro que investiguem!
Chegado ao fim da crónica, sabe-se o porquê do título da mesma. Relaxe e goze (com outro sentido que não aquele que a ministra deu...). Relaxe quando lê ou escuta o que quer que seja que se relacione com este assunto. Depois goze, faça graça, dê risada.

terça-feira, junho 12, 2007

OTA OU ALCOCHÊTE?

Não há dúvidas sobre o quanto eu estou distante, porém não de todo alienado. É um martelar diário de tal ordem que, queira ou não, interesso-me pela questão.
Parece que, finalmente, há vontade política para que decisões sejam revistas. Será mesmo? Ou é mais um engôdo, um tipo de conversa de coveiro para comer o cú do morto?... Será que descobriram a pólvora agora com a sugestão sobre Alcochête? Será que todos nós somos tontos?
Sigamos mais alguns capítulos dessa novela até que, finalmente, desponte algo de concrecto sobre o seu final.