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domingo, novembro 23, 2014

É alentejano, é bom!

Chama-se Sant’iago, tem um mês, nasceu no Alentejo e é a primeira cerveja biológica da Península Ibérica. Água, malte, lúpulo e levedura em meio litro de néctar engarrafado em Évora. Tal como Templus, irmão mais velho em forma de gin, Sant’iago é produzido artesanalmente, “com métodos ancestrais” e produtos biológicos. Foram precisos 25 mil euros para avançar com o projeto.
A cerveja não é o produto estreia da Oficina de Espíritos, a única destilaria/cervejaria do mundo biológica, que, num mês vendeu as quatro mil garrafas e cerca de dois mil litros da bebida que produziu no Alentejo e que seguiram para supermercados biológicos. João Monteiro, relações públicas da empresa – que começou por se chamar 3Bicos – explica que a decisão de produzir a cerveja foi natural.
“Quem tem uma destilaria, também tem uma cervejaria. O processo é o mesmo, com a diferença de que a cerveja fermenta e os destilados vão para o alambique”, revela. O álcool é produzido na cervejaria, extraído da cevada e do trigo, biológicos, mas os cereais são importados da Bélgica. “Tudo o resto é português”, diz.
A Sant’iago é a novidade da empresa para 2014 e os proprietários já têm planos de internacionalização. Para a semana, está agendada uma visita a Espanha e Angola e Moçambique são outros mercados que estão na mira dos empreendedores. Quando sai da cervejaria, cada garrafa custa dois euros, mas o preço de venda ao público depende da loja. “Sabemos que é possível encontrar uma garrafa de Sant’iago a 2,60 euros num sítio e a seis euros noutro”, explica João Monteiro. Na Taberna Moderna, em Lisboa, também é possível beber o néctar de cevada alentejano.
“Só existem três destilarias/cervejarias no mundo, uma no Reino Unido, outra nos Estados Unidos da América e outra em Portugal. A nossa é a única que é certificada biologicamente. Pelo menos, que nós tenhamos conhecimento”, adianta o relações públicas. A que sabe a Sant’iago? A cerveja, explica João Monteiro.
“Não querendo fazer frente a nenhuma cerveja artesanal, porque não as conheço a todas, penso que as pessoas que começaram a fazer cerveja artesanal quiseram começar a inventar. E nós tentámos fazer uma cerveja que soubesse a cerveja. É uma cerveja feita de cevada, como algumas cervejas industriais, só que é feita com métodos ancestrais”
Na primeira ronda de produção, João Monteiro e os sócios optaram por produzir quatro mil garrafas, mas é possível que tenham de aumentar a capacidade de produção em breve, que, neste momento, é de mil a 1500 garrafas por semana. “No próximo mês, podemos ter de quadruplicar a produção, mas temos de ter os pés bem assentes na terra. Uma coisa é um produto novo, que a pessoa compra por ser novo e depois não volta a comprar. Mas esse não é o feedback que temos tido. O feedback tem sido precisamente o contrário. As pessoas vão, compram uma garrafa e depois voltam para comprar cinco ou seis. Vamos esperar mais um mês para ver se o entusiasmo não é apenas por ser novidade”, revela.
Um vodka portuguesa e também biológica poderá ser a novidade da Oficina de Espíritos para o próximo ano e, entretanto, os empreendedores já estão a ensaiar um whisky alentejano. “Mas o whisky é uma coisa que leva o seu tempo a estagiar. Por isso, é provável que saia para o mercado lá para 2017″, revelou João Monteiro.

In Observador - http://observador.pt/2014/11/20/primeira-cerveja-biologica-iberica-nasceu-alentejo/

quinta-feira, julho 31, 2008

Orgulho

Um estudo recente conduzido pela Universidade Federal mostrou que cada brasileiro caminha, na media 1.440 km por ano.
Outro estudo feito pela Associação Medica Brasileira mostrou que na media, o brasileiro toma 86 litros de cerveja por ano.
Isso significa que na media, o Brasileiro faz 16,7 km por litro.
Isso deixa os brasileiros muito orgulhosos !...