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quarta-feira, julho 28, 2010

Oilho Vivo

Nestes assuntos de acionistas, capitalistas e outros istas mais, eu não costumo meter a minha colher. Não me dou bem e acho que não é a minha praia. Aliás, nem se trata de achar ou não achar e, sim, afirmar, que sou peixe fóra d’água nesse mar. A única vez que fui acionista de grande empresa, eles comiam-me os dividendos revertidos em taxas de custódia…
Independentemente do que insinuei e afirmei, não vou deixar de dar o meu palpite nessa mega operação da venda da participação na Vivo por parte da Portugal Telecom para a Telefonica. Os portugueses fôram vivos (desta vez) nessa parada.
Enquanto os espanhois de descabelavam perante as negativas portuguesas, estes fôram, por portas e travessas, negociando aberturas por parte do governo brasileiro e conseguiram adquirir 23% da “Oi”. --- Sabe-se que esta “Oi” anda conseguindo coisas quase impossíveis e há a perspectiva de um futuro promissor.
Todos nós sabemos, nós que moramos aqui no Brasil e os próprios espanhois na Espanha, que os serviços oferecidos pela Telefonica deixam muito a desejar. Não fôra o nível dos políticos que aqui temos e que são nomeados para cargos importantes, caso de Hélio Costa, ex ministro das Comunicações, essa empresa há muito já deveria ter perdido a concessão dos serviços para não mais prejudicar milhões de usuários de telefone e banda larga de internet.
Acredito que os meus conterrâneos sabiam destes detalhes e devem saber muito mais do que por aí vem. São espertos e fizeram um magnífico negócio.
Porém, aqueles acionistas da Vivo que estavam desesperados para que a PT vendesse a sua parte aos espanhois, sempre e só visando lucros e mais lucros, vão ter grandes surpresas no futuro. Lògicamente que sempre haverá alguns mais olho vivo que saiam da canoa antes dela começar a meter água e afundar.

sexta-feira, julho 03, 2009

Telefonica

A empresa espanhola entrou no Brasil durante o Governo FHC sob a privatização das tecomunicações. Fôram muitas facilidades. Mesmo assim, os usuários da telefonia pagam uma taxa fixa que ronda 10% do salário mínimo, independentemente das ligações que sejam efectuadas, estas a serem acrescentadas à conta.
Na Espanha não é assim... Aqui a empresa alegou não abrir mão dessa taxa, pois a mesma seria revertida em investimentos para melhoria dos serviços e ampliação da rede. O grande problema é que isso não condiz com a realidade.
A Telefonica é a empresa campeã em reclamações por parte dos usuários, principalmente nos serviços de banda larga da internet. Agora, finalmente, a agência reguladora proibiu a empresa de vender os seus produtos enquanto o serviço de banda larga não esteja a contento.
Creio que tão brevemente ou até mesmo jamais, venhamos a usufruir de um serviço decente. E entendendo-se que nada houve de investimentos, a medida certa era a de obrigar a empresa a não mais cobrar a taxa compulsória. Chego a sugerir que todos os usuários fôssem reembolsados do montante que cada um pagou nestes anos; o governo deveria baixar uma medida nesse sentido.
Com vigilância apertada, se esse nó não fôr desapertado, que se casse a concessão. Aliás, esse é o grande desejo da maioria que sente o seu clamor abafado por aqueles que têm o rabo preso e detêm o poder. Quanto a mim, pobre escriba, esperneio aqui mesmo, sabendo de ante-mão que poucos lerão o que escrevo, mas sinto-me mais tranquilo por ter desabafado. Estou mudando de operadora já no início da próxima semana e acredito que milhares de outros como eu façam o mesmo. Poderei até pegar na mão outro abacaxi para descascar, mas é a alternativa...

domingo, março 09, 2008

TOURADAS EM MADRID

TOURADAS EM MADRID
(Alberto Ribeiro e João de Barro)
Eu fui as touradas em Madri
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum
E quase não volto mais aqui
Para ver Peri beijar Ceci
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum
Eu conheci uma espanhola natural da Catalunha
Queria que eu tocasse castanhola
E pegasse o touro à unha
Caramba, caracoles, sou do samba
Não me amoles
Pro Brasil eu vou fugir
Que é isso é conversa mole para boi dormir
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum
Carmélia Alves cantava esta canção como ninguém e lembro-me dela, dos meus tempos de infância e juventude. Lembro-me, também, daquele dia em que, no Maracanã, jogaram o Brasil e a Espanha. O Brasil ganhou o jogo e durante o decorrer do mesmo abriram-se os altifalantes do estádio ouvindo-se essa música. Os espanhois consideraram isso uma afronta e quase se gerou uma crise diplomática...
A "Telefonica", uma das maiores empresas da Espanha, entrou no campo das telecomunicações, no Brasil, de um modo a que geralmente denominamos por aqui como "mamata". Foi uma das maiores aberrações do anterior governo de FHC. Os espanhois entraram aqui sem grandes custos e riscos no investimento, pois o governo brasileiro financiou quase tudo. Jamais fez isso comigo ou com outros pequenos empresários como eu...
Represálias nas nossas fronteiras, uma reciprocidade em relação ao que os espanhois fazem com os brasileiros, não é de bom tom. Isso sempre acaba pos estourar no mais fraco em ambos os lados. Eu sugeria que se cotucassem os espanhois no lugar onde doi mais: o capital! Bastaria que se iniciasse uma grande campanha popular para que fôsse abolida a taxa obrigatória (10% do salário mínimo brasileiro) que todos nós pagamos por serviços não prestados e pagar tão sòmente o serviço que usufruimos. Na Espanha a empresa não cobra isso; porque razão cobra aqui?
Nessas manifestações populares protestaríamos ao som da música de "Touradas em Madrid"...