Mostrar mensagens com a etiqueta obesidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta obesidade. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, julho 26, 2012

Corpo são em mente sã

Hoje alguns dos meus amigos comentaram no Facebook uma foto minha, tirada durante um sarau de ginástica olímpica na década de 60 em Portugal. Eu fazia parte das equipas de atletismo e da ginástica e a minha grande performance era a "mesa alemã".
As coincidências são tão evidentes que eu resolvi escrever a respeito. Aliás, é o que sempre acontece com os cronistas (não me quero considerar tanto, mas vou arranhando...) que vão captando um lamiré aqui e ali, gravam um acontecimento do dia, memorizam uma notícia ou matéria de jornal e, quando na tranquilidade do seu pedacinho, do seu recanto, escrevem a sua crónica. Antigamente era com a velha e tradicional caneta fazendo-lhe deslizar o aparo por linhas direitas ou tortas e actualmente digitando no teclado do computador. Ainda acho que digitar é como escrever com camisinha, se bem que jamais usei uma nas minhas trepadas, mas vez ou outra eu uso a minha velha Parker para a sensibilidade ser total e muito mais agradável.
Como dizia, as coincidências são que estamos na abertura das Olimpíadas de Londres, houve os comentários sobre a foto e o facto de ontem eu ter iniciado e continuado hoje um programa de exercícios físicos para combater a minha obesidade, isso aliado a uma dieta saudável especial. Os 110 kgs deverão reduzir-se a, no máximo, 80.
Estou animadíssimo! Depois de alguns revezes no campo familiar, depois que sofri profundo golpe, a minha moral caíu no fundo do poço. Resolvi, então, que voltaria a ser o cara de antanho. Sessenta e sete anos no cabedal, só denunciados pelos cabelos brancos. Força física notória, ainda. Espírito jovem e uma grande vontade de viver; viver muito.
Coloquei de lado, já há 3 meses e com bons resultados, aquele comprimidinho que tomava todos os dias e que se destinava a controlar a pressão arterial e a evitar alguns precalços. Concluí que, após mais de 3 anos de uso, me causava impotência e eu quero trepar; trepar muito...
A 200 metros da minha casa tem um Condomínio Habitacional com uma óptima calçada (passeio) e sem o menor defeito. Tem um total de 425 metros. Já contando ida e volta até lá (400 m) mais as 5 voltas iniciais, prefaz-se um total de 2.545 metros. Foi o que caminhei ontem e repeti hoje. Irei assim até Domingo. A partir de Segunda-feira o total da caminhada será de 10 voltas o que passará a ter uma equivalência total de 4.670 metros. Progressivamente tentarei adoptar uma caminhada de 10 kilómetros diários junto com um programa de ginástica aeróbica e de musculação.
Olhem as fotos. O cabelo comprido é promessa... Cobrem de mim os resultados daqui a 6 meses!

sexta-feira, junho 17, 2011

Meu amigo Pit

Não sei o nome dele e jamais soube; também jamais perguntei. Por isso mesmo, resolvi dar um nome àquele cão de raça pitbull que conheço desde filhote e é pertença do dono da padaria onde tomo o pequeno almoço todas as quintas-feiras. Um cachorro muito bonito, cor de mel com malhas brancas e sem aquele semblante carregado e ameaçador da raça. Passei a chamá-lo de Pit e veio substituir no meu rol de amizades caninas, o anterior "fila" tigrado de nome Tigrão, do mesmo dono.
Desde três ou quatro quintas-feiras atrás, uma das minhas filhas que mora na mesma rua onde eu monto a banca da feira nesse dia, vai levar o meu netinho caçula na escolinha e depois dá uma ajuda nos negócios. Enquanto isso, eu tenho a oportunidade de brincar um pouco com o pequenino e um dos lances é chegar na esquina da rua do meu amigo pitbull e gritar o nome Pit. Imediatamente ele responde ladrando por reconhecer a minha voz e o som. E o meu neto gravou e começou a gostar dessa brincadeira. Assim, sempre vamos até ao portão e, porque ele está preso na casinha, ficamos atiçando-o numa boa. Já lhe puz a mão no lombo muitas vezes e até já entrei na casa com ele solto. Um amigo confiável...
Nesta última quinta-feira o meu netinho me cotucou para ir ver o Pit. Concordei e, ao chegar na esquina da rua, gritei o seu nome. Estranhamente ele não respondeu. Caminhámos até ao portão e verifiquei que ele estava solto fóra da casinha. Imediatamente veio correndo para o portão latindo sem parar e com os olhos fixos no moleque. Estava explicado que a bronca era com a criança e não comigo. Sempre ouvi dizer que é uma raça que não gosta de crianças e já li muitas notícias de acidentes graves entre os petizes e esses cães.
Tomei todos os cuidados com o neto, pois há histórico de acidente gravíssimo com uma cachorra da minha casa, protagonizado com essa minha filha quando ela tinha um ano de idade. Tentei de tudo para que o Pit parasse de latir, até que estendi a mão esquerda para lhe fazer um afago. Senti que ele me mordeu mas sem abocanhar; foi um simples selinho com aqueles dentinhos frontais, mas que levantou aquela parte mais carnuda da palma da mão como se fôsse um bife... Vi que o sangue jorrava, desviei a atenção da criança e fui imediatamente para o hospital. Aquilo doía para cacête!...
Costumo fazer amizade com todos os cachorros que encontro por aí. Gosto muito de cães, sempre os tive em casa. Até um Canil para criação e venda da raça Dálmata eu já tive devidamente regularizado. Mas jurei a mim mesmo que daqui para a frente tomarei mil vezes mais cuidado que até então.
Não foi muito fácil aguentar quase meia hora para ser atendido por um médico naquele Pronto-Socorro. E mais difícil ainda foi quando senti aquelas agulhas na sutura a que me submeteram, mesmo com anestesia local. Antibióticos, anti-inflamatórios e vacina anti-tetânica entraram na terapia. Nesse ponto está tudo em ordem. Quanto ao cão, tem que ser acompanhado o seu comportamento numa prevenção contra a raiva e também estou fazendo isso.
Problemático também foi o dia de hoje --- o pós acidente. Quando de manhã fui ao banheiro e fiz as minhas necessidades, a minha obesidade não me deixava limpar a bunda com a mão direita, o que sempre faço com a mão esquerda. Tive que optar mais cêdo pelo banho de chuveiro que tomaria normalmente mais tarde. Também não conseguia chegar a todas as partes do corpo para ensaboá-lo, pois isso é trabalho para as duas mãos. Tive que apelar para a mulher e ela se encarregou de suprir todas as minhas dificuldades.
Senti pela primeira vez algumas das limitações a que estão sujeitos os anciãos, mas nunca pensei ser tão prematuramente...
O meu amigo Abílio postou no Facebook uma "colherada" de ânimo ao insinuar que felizmente eu não machucara a mão direita ao invés da esquerda. Esses meus amigos são uns bricalhões com as suas sacanagens. Mas garanto a todos que mesmo barrigudo consigo enxergar o pinto e, se não conseguir tocar uma punheta com a direita, consigo com a esquerda e vice versa...