"Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.
quarta-feira, agosto 10, 2022
"Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.
segunda-feira, agosto 01, 2022
Aeroporto de Beja (IX)
Deputado do PS sensibiliza três companhias aéreas para utilizarem Aeroporto de Beja como alternativa a Lisboa ou Faro
Pedro do Carmo foi enviada na passada semana às administrações das
companhias aéreas ‘low cost’ Ryanair, EasyJet e Transavia.
O
deputado do PS Pedro do Carmo, eleito pelo círculo de Beja, escreveu aos
responsáveis de três companhias aéreas com o objetivo de “sensibilizá-los” para
a utilização do Aeroporto de Beja “como alternativa” a Lisboa ou Faro.
A
carta de Pedro do Carmo, a que a agência Lusa teve acesso, foi enviada na
passada semana às administrações das companhias aéreas ‘low cost’ Ryanair,
EasyJet e Transavia.
“Como
elas [companhias aéreas] não podem ser obrigadas” a voar para Beja, mas “devem
ser seduzidas e informadas das potencialidades [do aeroporto], foi isso que
fiz”, explicou hoje à Lusa o deputado socialista.
Pedro
do Carmo disse ainda que a carta deu “nota” às três companhias “das
potencialidades, das virtudes e das mais-valias de voar” para a região.
“O
Aeroporto de Beja pode assim ser não uma alternativa, mas complementar aos
aeroportos de Lisboa e de Faro neste período de época ‘alta’, em que os nossos
aeroportos estão esgotados”, acrescentou.
Na
carta, o deputado alentejano sublinhou que, perante o “evidente esgotamento” do
Aeroporto de Lisboa, “é inaceitável a ausência de uma estratégia para a
valorização da infraestrutura de Beja”, gerida pela empresa ANA – Aeroportos de
Portugal.
O
deputado do PS defendeu na carta que o Aeroporto de Beja seja utilizado como “alternativa”
aos de Lisboa e Faro, dando exemplos como os dos aeroportos de Frankfurt Hahn e
Munich West (ambos na Alemanha) ou Oslo (Noruega), todos a mais de uma centena
de quilómetros do destino final.
Já
o Aeroporto de Beja “fica a 181 quilómetros do Marquês de Pombal, em Lisboa”,
além de o Alentejo ser “uma região rica em atividades de lazer, cultura,
aventura e praias”, estando ainda “muito próximo da barragem do Alqueva, o
maior lago artificial da Europa”, destacou.
Além
do mais, continuou Pedro do Carmo na carta, o Aeroporto de Beja “dispõe de um
terminal de passageiros, de carga e de manutenção de aeronaves”, estando
“preparado para receber todo o tipo de operações com um elevado nível de
eficiência”.
O
deputado do PS referiu ainda que a infraestrutura alentejana está “diretamente”
ligada “à vasta rede de autoestradas que liga a cidade de Beja a todos os
pontos do país”.
Neste
contexto, “face à ausência de valorização do Aeroporto de Beja por quem o gere
e deveria valorizar ainda mais como infraestrutura aeroportuária do país”,
Pedro do Carmo pediu às três companhias aéreas para ponderarem “a sua
utilização em alternativa aos destinos” que já utilizam em Portugal, “com
evidentes ganhos” para a sua operação.
“Estou
confiante de que haverá ‘feedback’”, concluiu o eleito do PS à Lusa.
Pedro do Carmo foi enviada na passada semana às administrações das
companhias aéreas ‘low cost’ Ryanair, EasyJet e Transavia.
O
deputado do PS Pedro do Carmo, eleito pelo círculo de Beja, escreveu aos
responsáveis de três companhias aéreas com o objetivo de “sensibilizá-los” para
a utilização do Aeroporto de Beja “como alternativa” a Lisboa ou Faro.
A
carta de Pedro do Carmo, a que a agência Lusa teve acesso, foi enviada na
passada semana às administrações das companhias aéreas ‘low cost’ Ryanair,
EasyJet e Transavia.
“Como
elas [companhias aéreas] não podem ser obrigadas” a voar para Beja, mas “devem
ser seduzidas e informadas das potencialidades [do aeroporto], foi isso que
fiz”, explicou hoje à Lusa o deputado socialista.
Pedro
do Carmo disse ainda que a carta deu “nota” às três companhias “das
potencialidades, das virtudes e das mais-valias de voar” para a região.
“O
Aeroporto de Beja pode assim ser não uma alternativa, mas complementar aos
aeroportos de Lisboa e de Faro neste período de época ‘alta’, em que os nossos
aeroportos estão esgotados”, acrescentou.
Na
carta, o deputado alentejano sublinhou que, perante o “evidente esgotamento” do
Aeroporto de Lisboa, “é inaceitável a ausência de uma estratégia para a
valorização da infraestrutura de Beja”, gerida pela empresa ANA – Aeroportos de
Portugal.
O
deputado do PS defendeu na carta que o Aeroporto de Beja seja utilizado como “alternativa”
aos de Lisboa e Faro, dando exemplos como os dos aeroportos de Frankfurt Hahn e
Munich West (ambos na Alemanha) ou Oslo (Noruega), todos a mais de uma centena
de quilómetros do destino final.
Já
o Aeroporto de Beja “fica a 181 quilómetros do Marquês de Pombal, em Lisboa”,
além de o Alentejo ser “uma região rica em atividades de lazer, cultura,
aventura e praias”, estando ainda “muito próximo da barragem do Alqueva, o
maior lago artificial da Europa”, destacou.
Além
do mais, continuou Pedro do Carmo na carta, o Aeroporto de Beja “dispõe de um
terminal de passageiros, de carga e de manutenção de aeronaves”, estando
“preparado para receber todo o tipo de operações com um elevado nível de
eficiência”.
O
deputado do PS referiu ainda que a infraestrutura alentejana está “diretamente”
ligada “à vasta rede de autoestradas que liga a cidade de Beja a todos os
pontos do país”.
Neste
contexto, “face à ausência de valorização do Aeroporto de Beja por quem o gere
e deveria valorizar ainda mais como infraestrutura aeroportuária do país”,
Pedro do Carmo pediu às três companhias aéreas para ponderarem “a sua
utilização em alternativa aos destinos” que já utilizam em Portugal, “com
evidentes ganhos” para a sua operação.
“Estou
confiante de que haverá ‘feedback’”, concluiu o eleito do PS à Lusa.
domingo, julho 31, 2022
Aeroporto de Beja (VIII)
Aeroporto de Beja (VII)
O Nosso Futuro para ser sustentável passa pela ferrovia … regional … nacional .. ibérica e europeia …. Só não vê quem não quer ver… só esclarecer que este mapa do lado Espanhol está pronto a 80%… do lado luso zero !…
sexta-feira, julho 29, 2022
Aeroporto de Beja (V)
quinta-feira, julho 28, 2022
Aeroporto de Beja (IV)
Querer construir 2 aeroportos numa reserva natural Protegida, não é para todos...
Aeroporto de Beja (III)
Área industrial já marca aeroporto de Beja, que ainda aguarda "voos mais altos"
mo o de manutenção, que já era de aeronaves em linha e, agora, também é feito em hangar pela Mesa", a qual, além disso, pretende investir "num centro logístico", realça o representante dos empresários.
A componente industrial "tem vindo a consolidar-se" e tem suscitado "muita procura, portanto, quando o aeroporto passar do estado da `infância` para o da `adolescência`, com certeza que o `cluster` aeronáutico industrial passará por Beja", argumenta.
Contactada pela Lusa, a ANA -- Aeroportos de Portugal, responsável pelo aeroporto de Beja, também destaca a área industrial e alude ao novo hangar de manutenção da Mesa.
"É um bom exemplo do resultado da estratégia de desenvolvimento seguida e o reconhecimento das potencialidades" do aeroporto "na vertente industrial, gerando postos de trabalho na região", salienta a empresa.
A ANA afirma que "dirigiu o posicionamento da infraestrutura para a captação de outras atividades aeronáuticas, com elevada relevância no setor, como as atividades de natureza industrial, nomeadamente a manutenção de aeronaves, e também o estacionamento de média-longa duração".
"Durante estes 10 anos, o aeroporto de Beja tem realizado atividade diversa, principalmente nas áreas do estacionamento de média-longa duração e da manutenção de aeronaves", dedicando-se também ao segmento de aviação privada, aos voos `charter` e a voos de carga.
Ao mesmo tempo, a ANA sublinha que "mantém o aeroporto de Beja preparado para receber o transporte de passageiros" e que está a trabalhar "ativamente para o desenvolvimento" desta vertente.
"A ANA Aeroportos de Portugal reafirma o seu empenho no desenvolvimento do aeroporto de Beja", que "é, decididamente, um fator adicional de competitividade e deve ser encarado como uma oportunidade de desenvolvimento", frisa.
Filipe Pombeiro diz à Lusa que, no futuro, acredita que a carga também pode ser "bastante importante" no aeroporto, "à medida que a região ganhar mais capacidade exportadora", podendo apostar nos produtos do Alqueva, "altamente transacionáveis".
A valência que lhe parece estar "mais atrasada", e que a região tem vindo a reivindicar há anos e da qual não abdica, é a ligada ao transporte de passageiros.
"Houve umas incursões no início", nos primeiros anos, com voos entre Beja e Londres ou entre Beja e a Alemanha, que acabaram por não vingar, mas "em 2018 houve outras experiências que me pareceram positivas, com voos `charter` para as ilhas Baleares (Espanha), no verão", recorda.
E é "essa aposta que o aeroporto terá que ir fazendo", no seu entender: "Poderá não se justificar haver voos regulares o ano inteiro, mas no verão a região pode perfeitamente ter voos regulares".
Crítico das expectativas iniciais criadas em torno do aeroporto, "sobrevalorizadas" pelo então Governo de José Sócrates, o presidente da AEBAL considera que, partindo dessa premissa, "o balanço fica aquém dessas mesmas expectativas". Mas, olhando para a realidade, "é um balanço positivo" e o aeroporto "não será um equívoco e fará o seu caminho - com tempo".
Após um investimento de 33 milhões de euros, o aeroporto, fruto do aproveitamento civil da Base Aérea n.º 11, começou a operar em 13 de abril de 2011, quando se realizou o voo inaugural.
Aeroporto de Beja (II)
“Aeroporto de Beja apto a receber no imediato 1 milhão e 500 mil passageiros por ano”

De acordo com a Plataforma Alentejo, “da troca de opiniões (com e a Administração do Aeroporto de Beja/ANA Aeroportos de Portugal) resultou claro que o Aeroporto de Beja está apto a receber no imediato 1 milhão e 500 mil passageiros por ano, que reúne condições excepcionais para o tráfego aéreo e tem todas as condições para a sua ampliação de acordo com eventuais necessidades futuras cabendo aos decisores políticos a clarificação do que se pretende realmente do Aeroporto de Beja e sobre a utilização militar da BA11”.
Claudino Matos, do secretariado da Plataforma Alentejo, afirma que a principal conclusão é que as acessibilidades rodoviárias e ferroviárias são fundamentais para o desenvolvimento do aeroporto de Beja.
Aeroporto de Beja (I)
A maior parte dos portugueses crê que o Baixo Alentejo e Beja ficam no fim do mundo. Atrás do sol posto. No cu de Judas. Como preferirem. Para essas mesmas pessoas Beja ambicionar ser a alternativa de suporte ao aeroporto da capital não passa de uma fantasia ridícula, enxovalhada à boca cheia (em tom jocoso e até desrespeitador) por grande parte dos media nacionais, como ainda agora acabei de ouvir na TV. Para quem, por ignorância ou omissão deliberada da comunicação social, não sabe eu partilho: a BA11 de Beja é, em termos de área ocupada, a maior da Europa e uma das maiores do mundo. Quando os alemães a construíram na década de 60 sabiam o que estavam a fazer. E é por isso que a pista é uma das 240 do planeta onde o "aviãozinho" A380 pode aterrar (fora todos os outros, naturalmente). E não me invoquem o argumento da distância geográfica. Beja fica a 1h30 de Lisboa e a 1h30 do Algarve, totalmente disponível para apoiar os dois grandes pólos turísticos do sul do país. Ao contrário do argumento do comentador de TV aterrei em dezenas de aeroportos no mundo inteiro ( por isso tenho termo de comparação) e em vários desses aeroportos secundários levei entre hora e meia, a duas ou mais horas a chegar à capital. Porque os voos para esses aeroportos são mais baratos e há muito público nesse segmento. Porque apreciar a paisagem do país através do vidro de um comboio também enriquece a experiência do viajante. Porque de um universo gigante de passageiros, alguns (mesmo que poucos) terão a sorte de escolher pernoitar nas redondezas e descobrir um país sem filtros, sem rooftops, sem tuk tuks, feito de pão, queijo, vinho, vida barata e poucos atropelos. E seguramente passarão a mensagem. A ridicularização da opção aeroporto de Beja existe apenas para encobrir a falta de interesse em investir nas acessibilidades (que maçada, esses milhões já estão destinados aos bolsos dos que engordarão com a construção do novo aeroporto noutro sítio qualquer). Há mercado e passageiros para o aeroporto de Beja prestar muitos e bons serviços. Infelizmente só não há vontade.
sexta-feira, julho 08, 2022
domingo, julho 03, 2022
sexta-feira, julho 01, 2022
quinta-feira, junho 23, 2022
domingo, junho 12, 2022
terça-feira, junho 07, 2022
COVID - Casos
|
Covid-19: o paciente número 3711 do Dr Cadegiani Todo mundo sabe
que, para a ciência, caso anedótico não comprova eficácia de nada. Mas não é
sobre eficácia de fármacos contra a COVID-19 que estou discutindo aqui.
"Meu pai
testou positivo para COVID pela segunda vez. Da primeira ele quase morreu.
Você tem o contato do melhor médico para isso, Dr Flavio Cadegiani?".
Essa foi a mensagem que recebi no domingo, 29 de maio, à noite, enquanto eu
estava ouvindo uma roda de samba em um café na rua de cima de casa. Quem me mandou a
mensagem foi uma pessoa que me contatou pelo Twitter logo depois que escrevi
o artigo "O dia que entendi o bom alemão",
publicado no Jornal France Soir, de Paris, em fevereiro deste ano. Foi um de
meus textos sobre a pandemia que mais viralizou. Ele passou a me seguir nas
redes sociais depois da leitura. O modo que essa
pessoa – que chamarei "Jota" para preservar a sua identidade – me
contatou, foi inusitado. Ele, logo na primeira mensagem, me oferecia
dinheiro. "Somos empresários e gostaríamos muito de contribuir, caso
queira produzir esse filme. Sim, seu texto é o roteiro perfeito de um filme
histórico", afirmou. Ele se
apresentou, disse que ele e sua esposa lutam contra os pseudo consensos da
pandemia. Agradeci por ter gostado do texto e respondi que um documentário
sobre aquele artigo era, sim, possível de ser feito. "Me ajudou muito a
entender o que se passa hoje", afirmou. Na sequência ele
fez um comentário que explica bastante do momento atual sobre qualquer
conversa abordando a pandemia. "Brigamos por vezes dentro da nossa
própria família". Curioso, procurei seu nome no Google para saber se a
proposta poderia ser algo para ser levado com seriedade. É um empresário de
sucesso. Já passaram mais de três meses da oferta e o assunto ficou para
trás, adormecido. Às vezes, ao assistir alguns documentários, me pego
pensando no assunto, em modos de contar a história, apenas. Mas não mantive
contato estreito, até receber mensagem dele, solicitando o telefone do
Cadegiani, para que atendesse seu pai. "Consigo. Se não for ele, será
alguém muito bom, igual em atendimento", respondi. Não é a primeira vez
que ajudo a aproximar pessoas que procuram tratamento da COVID com médicos
que fazem tratamento precoce. Mas o pedido dele era absolutamente claro:
queria que seu pai fosse atendido pelo Dr Cadegiani. "Não é problema de
custo", afirmou. Jota contou a
história de seu pai, motivo de sua preocupação. Na primeira vez que ele teve
COVID, no ano passado, teve os pulmões muito comprometidos, ficou internado
por um longo período e quase foi a óbito. "Eu fiquei 30 dias com ele
dentro do hospital. Foi muita luta. Depois que complica é muito
difícil", lamentou. "A cada
semana o quadro pulmonar dele ia piorando, depois evoluiu para um quadro de
embolia pulmonar. Chegou a ter mais de 90% do pulmão comprometido. Foi um
pesadelo", explicou. "Ele não conseguia ficar de pé sozinho, não
conseguia tomar banho, não conseguia fazer suas necessidades fisiológicas,
porque não tinha força", complementou. "Nosso mundo parou por um
mês". Já o Dr
Cadegiani, o médico que Jota procurava para tratar a COVID de seu pai, é um
velho conhecido da mídia nacional. "Acusado de crime contra a humanidade
na CPI receitou dose inédita de proxalutamida a paciente com
covid-19", dizia a manchete do
El País Brasil, em outubro de 2021. "Flávio
Cadegiani é o médico responsável por estudo com a mesma droga que pode ter
levado à morte de 200 pessoas. Caso ocorreu em Brasília, na clínica
particular do endocrinologista, onde ele fez tratamento com um remédio em
fase de testes sem respaldo ético e científico necessário", explica a
notícia. No portal da
Globo, o maior grupo de comunicação do país, as manchetes foram outras.
"Covid: Testes com proxalutamida no AM poderiam ser uma das mais graves
violações da América Latina, dizem pesquisadores da Unesco". Depois a
Unesco voltou atrás, mas isso
virou apenas nota de pé de página. Cadegiani, desde
o início da pandemia, fez diversos estudos com diversas drogas no combate à
doença. Pesquisou hidroxicloroquina, nitazonixanida, ivermectina e proxalutamida. Tudo,
segundo a mídia brasileira, "sem eficácia comprovada",
apesar dos estudos concluírem positivamente. O site do
Instituto Questão de Ciência, que visa promover o debate científico
nacional, afirmou que o estudo com
a proxalutamida, que concluiu em uma redução de mortes de 78% em pacientes
hospitalizados, na verdade, não é confiável. "Os resultados,
infelizmente, não passam de uma expressão de erros sistemáticos e da falta de
experiência dos pesquisadores envolvidos", explica a matéria. Eles
citam, inclusive, uma crítica ao estudo feita na revista Science, que resumiu o
resultado da proxalutamida como "bom demais para ser verdade". Entretanto,
entidades que analisaram os dados brutos do estudo com a proxalutamida dão
bom reconhecimento. Na Universidade de McMaster, do Canadá, o berço da
Medicina Baseada em Evidências, o estudo foi avaliado com uma das notas mais altas entre
todos os estudos de medicamentos da COVID. Eles atestaram a alta qualidade do
trabalho. O mesmo ocorreu
com a análise do site COVID-NMA,
vinculado a Cochrane, da França, que busca analisar evidências científicas de
tratamentos. Por lá concluíram existir pouco viés, o que comprova a solidez
do trabalho. A análise dessas duas entidades pode ser bem profunda porque
Cadegiani disponibilizou, por confiar e acreditar no seu trabalho, todos os
conjuntos de dados brutos na íntegra para que a comunidade científica mundial
pudesse analisar. De qualquer
forma, esses reconhecimentos da qualidade não se tornaram manchetes na grande
mídia, mesmo quando um grupo independente, nos EUA, reproduziu, também
com resultados positivos,
a eficácia da proxalutamida, seguindo a teoria original proposta por
Cadegiani para combater a pandemia. Apenas as pessoas que começaram a seguir
Cadegiani nas redes sociais sabem dessas notícias. Enquanto eu
contatava Cadegiani para saber se ele poderia atender mais um paciente, Jota
me explicou mais detalhes sobre a situação: "A minha irmã é biomédica e
ela fica sempre insegura, influenciada por esse pessoal que é contra o
tratamento precoce". Durante a troca
de mensagens, Cadegiani afirmou que poderia atender o pai de Jota. Sabendo da
possível resistência dentro de casa, dei uma sugestão a Jota. "Então
faça o seguinte. Em vez de ficar 30 dias no hospital, fica uma semana lá na
casa do seu pai para ver se vai tomar mesmo os medicamentos". "Você
tem toda razão. Já vou pegar um avião agora e vou para lá", respondeu. E o Dr Cadegiani
atendeu o pai de Jota. Logo no primeiro dia, Jota, preocupado, pensa em um
reforço, possivelmente foram abordados por alguém que sabe que eles são uma
família de posses. "Minha irmã que está inclinada em dar Remdesivir para
ele", afirmou. O Remdesivir é um
medicamento patenteado aprovado pela FDA - Food
and Drug Administration, órgão norteamericano, e recomendado pela OMS -
Organização Mundial da Saúde. É vendido nos hospitais da elite brasileira por
cerca de R$ 18.000, mas mesmo aprovado, celebrado e carimbado, não teve nenhum
desempenho razoável. "Faz tudo que o Cadegiani manda e não inventa
moda", sugeri. Jota concordou. Cadegiani fez o
contrário das indicações da FDA e OMS. Tratou com cocktail de medicamentos
genéricos, baratos e sem patentes, os mesmos que estudou profundamente e que
não são recomendados por esses órgãos reguladores. No dia seguinte, o
paciente já quase não tinha sintomas. Três dias depois, tranquilo, Jota já
pegava um avião para voltar para sua cidade. Com rápida evolução e já sem
sintomas, a saúde de seu pai não lhe causava a menor preocupação. De qualquer
forma, todos sabemos. Um único paciente totalmente curado em três dias não
diz absolutamente nada para a ciência. Não serve para comprovar eficácia de
nada. Isso é conhecido como caso anedótico. Entretanto, sobre
o caso, uma conclusão já é possível de ser feita. As inúmeras manchetes
contra Cadegiani tiveram, essas sim, ineficácia comprovada. |
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