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sexta-feira, junho 15, 2012

Tudo a mesma coisa


Aqui no Brasil, na linguagem popular e no eterno jeito brincalhão do brasileiro, é costume argumentar com a expressão “... a mesma coisa é um caminhão carregado de japoneses!”, quando após alguma pergunta ou afirmação se depara com a resposta “é a mesma coisa!”. O fundamento da expressão é o de não conseguir-mos distinguir um oriental do outro. Para nós ocidentais, eles são todos iguais. Possìvelmente eles terão a mesma opinião a nosso respeito...
Abordei esta questão por causa da notícia de hoje sobre a prisão de Katsuya Takahashi, o último membro, até então foragido, do grupo Aum Shinrikyo responsável pelo acto terrorista com gás sarin perpetrado em 20 de Março de 1995 no Metrô de Tóquio.
Katsuya Takahashi, de 54 anos, foi detido em um bairro do sul da capital nipônica quando tentava se esconder no interior de um Café, um daqueles espaços temáticos abertos durante 24 horas e onde ninguém é incomodado; até mesmo passa complectamente despercebido.
Aqui a conotação que faço da frase atrás referida com a denúncia que alguém fez à polícia, sobre ter visto um homem parecido com Takahashi naquele Café Mangá. Afinal, são 17 anos passados e o marmanjo teria 37 na altura do atentado e, sendo todos iguais uns aos outros, como ocidental fiquei encucado...
A identidade do indivíduo, igual inter pares, foi confirmada nesta sexta-feira graças às impressões digitais.
E os meus amigos japas aqui do Brasil serão tolerantes comigo...

segunda-feira, março 02, 2009

Uma cajadada...

Numa cajadada atingiram-se dois coelhos! Na verdade não foi bem assim, pois foi um num dia e o outro no dia seguinte; mas vale a metáfora...
O título deste apontamento poderia ser "Sem passado e sem futuro", mas por ser um pouco extenso e não de todo verídico, optei por outro.
Na verdade é difícil prever qual o futuro da Guiné-Bissau, aliás como impossível é prever o futuro do que quer que seja. Mas, passados 35 anos da independência pela qual o seu povo tanto lutou contra nós portugueses, nada saíu da estaca zero e dificilmente vai sair.
Tantos dos nossos lá perderam a vida lutando por coisa nenhuma e sempre me aperta o coração quando me lembro de alguns dos meus amigos, particularmente, sem excluir os demais anónimos, com sentimento de dor e saudade. Onde eles estiverem observarão e concluirão o quanto foi inútil o oferecimento das suas vidas. Aqueles, do outro lado, que também seguiram os seus chefes com ideais sabe-se lá até que ponto concretos, lamentar-se-ão do mesmo modo.
Nino Vieira (Presidente) e Tagmé Na Waie (CEMGFA) se fôram definitivamente. Nenhum dos sonhos do povo guineense se concretizou. Que sonhos?

terça-feira, fevereiro 12, 2008

PAZ ATRAVÉS DA FIRMEZA E JUSTIÇA

Em declarações à Lusa em Bruxelas, a eurodeputada socialista, Ana Gomes, manifestou a sua "emoção e perturbação" pelos ataques José Ramos-Horta e Xanana Gusmão e também "algum alívio por Reinado estar morto".
Segundo a antiga diplomata, o major rebelde, que terá liderado o ataque contra a casa do Presidente timorense era "um criminoso e um indivíduo desequilibrado", um "Rambo" idolatrado pelos "gangs" de jovens desempregados.
Ana Gomes não percebe, por isso, as atitudes "demasiado apaziguadoras" adoptadas pelas autoridades timorenses - Ramos-Horta chegou recentemente a encetar conversações com o líder rebelde - e também pelas forças australianas e da própria ONU. Esta atitude "não poderia dar bons frutos, como demonstram os dramáticos episódios de hoje", lamentou, lembrando o papel central assumido pelo antigo comandante militar, que se rebelou contra as chefias militares na crise que atingiu Díli na Primavera de 2006."Este dramático episódio mostra que não é possível lidar com criminosos de forma frouxa e espero que sirva de lição.
A tentação de ser demasiado apaziguador é prejudicial, mina a gestão da justiça e as bases do direito fundamental", comentou Ana Gomes, que espera a partir de agora "mais firmeza das autoridades de Timor e de quem lá está a apoiá-las". A antiga embaixadora de Portugal em Jacarta considera que é necessário continuar a seguir atentamente outros revoltosos e os "gangs" que apoiavam Reinado, mas manifestou-se convicta de que estes desmobilizarão sem a sua liderança, tanto mais que este foi morto quando atentava contra a vida do Presidente de Timor.
Newsletter "Público"

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

ACORDA TIMOR!

Os últimos acontecimentos em Timor não são de todo uma grande surpresa, pois algo estava na forja há muito tempo. A surpresa foi a magnitude das ações. Esta é uma opinião minha e formada a partir de detalhes conhecidos através da imprensa internacional nas notícias de última hora e que associei ao que de estranho se passou durante muito tempo com relação ao major Reinaldo. Afinal, foragido da Justiça e conhecido o seu paradeiro por muita gente importante, porque razão nunca se colocou côbro a essa situação esdrúxula? Será porque os australianos lhe davam cobertura?--- Mas, se assim é, a gravidade da situação é muito maior, pois deduz-se haver conivência no que se passou agora. Muita coisa terá que ser descortinada e os timorenses teem direito de saber o que acontece no seu País.

TIMOR EM PERIGO!

O bispo resignatário de Díli, D. Ximenes Belo, disse esta segunda-feira à TSF que está «profundamente triste» com os últimos acontecimentos em Timor-Leste que feriram com gravidade o presidente timorense, Ramos Horta.
Para D. Ximenes é com «infelicidade» que observa que «o esforço feito nos últimos dois anos não teve qualquer efeito». O bispo apela ainda à «calma» e pede aos timorenses que respeitem o Estado de direito.
As Nações Unidas apelaram à população em Díli para restringerem os movimentos e não saírem de casa se não for estritamente necessários.
O embaixador português Ramos Pinto afirmou à SIC Notícias que a situação em Díli está «calma» e não há relatos de confrontos. Contudo, aconselhou a comunidade portuguesa - via sms - a permanecer em casa e a circular o mínimo possível.
O líder do Partido Socialista de Timor-Leste (PST), Avelino Coelho, condenou esta segunda-feira os ataques ao presidente e ao primeiro-ministro timorenses, sublinhando que qualquer ataque àquelas personalidades é um «atentado à segurança do Estado», escreve a Lusa.
Avelino Coelho, antigo membro do Conselho de Estado, afirmou estar «preocupado com a estabilidade no país», mas sublinhou acreditar que o Governo irá «tomar as medidas necessárias».
«Qualquer ataque a um presidente ou a um primeiro-ministro é um atentado à segurança do Estado. É preocupante e estou preocupado, mas acredito que o governo de Xanana Gusmão irá tomar as medidas necessárias para estabilizar o país», sublinhou o líder do PST.
Afirmando não dispor ainda de «muitos pormenores», Avelino Coelho recusou responsabilizar o governo por um «eventual desleixo» em relação ao major Alfredo Reinado, supostamente líder do grupo armado que atacou quer o presidente José Ramos-Horta quer o primeiro-ministro Xanana Gusmão.
«Pelo contrário, ao longo destes últimos meses, o governo deu sinais claros de que queria ver a situação resolvida e disse isso mesmo aos peticionários» que estiveram sempre ao lado de Reinado, sustentou o antigo candidato presidencial.
Avelino Coelho, ex-deputado, responsabilizou a «intransigência» de Reinado, que, segundo fontes oficiais e policiais, foi morto na emboscada que protagonizou, face às constantes aberturas do executivo de Díli na tentativa de resolver o problema.
Notícias: PortugalDiário
Fotos: Internet